31/08/2020

Não chegarei a terra prometida?


Ouço o pisado da marcha dos famélicos  seguindo e seguida, sentida e incontida.
Não alcançarei a terra que corre lei e mel, trigo, soja, arroz, milho, feijão e todos os alimentos  saudáveis partilhado,  desenvenenados.
Mas ela é o farol da noite amanhecida.
Não desista nem se preocupe que darei a minha contribuição em vida ou não, resistindo e organizando, ou  regando e adubando a terra para fomentar a sementeira na Pátria viva da vida.
Afinal, era a terra, a riqueza e os bens produzidos  que querias  ver dividida.
Será uma pátria grande e para todos, de bom tamanho,
Todos viventes  irmanados, em plena vida, liberdade, partilha, emprego, equidade e o farto pão nosso de cada dia.
Construiremos ombro a ombro num ritual de eterna saudação a quem tem coragem!

ENFRENTESEMPRE!

ALDO SANTOS. PROFESSOR DE FILOSOFIA E MILITANTE DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E DO PSOL.

TOCANDO NA FERIDA: MARX E NIETZSCHE

 TOCANDO NA FERIDA: MARX E NIETZSCHE: ponto em comum⁉️

Há profundas diferenças entre Marx e Nietzsche no que se refere às questões da injustiça social e de como superá-las. Mas para ambos está claro que a religião pode alienar, pode tornar os homens escravos e fracos, pode nos nivelar por baixo e nos fazer viver (sobreviver) no consolo de um "reino" que não é deste mundo! 

Muito da solidariedade e caridade cristãs e outras, caso sejam mero assistencialismo, mais escraviza os necessitados do que liberta! Eles acabam aceitando e se acostumando à miséria a que são submetidos pelo sistema injusto e explorador. 

 O caridoso solidário acaba amenizando a dor das feridas, mas não resolve suas causas ou quem as provoca. Assim também os "bolsa-família" ou renda-Brasil"...e a religião, como ideologia e negócio de padres e pastores inescrupulosos, é usada para iludir, enganar e ser o consolo dos sofredores, necessitados, excluídos,  converte-se em fuga da luta pela vida no sentido de mudar as situações que provocam as injustiças!

 O assistencialismo e o paternalismo reproduzem a escravidão! Miseráveis não fazem revoluções! 

São Paulo,  30/08/2020 

 Prof. Chico Gretter - Filósofo, mestre em Filosofia e História da Educação

29/08/2020

Psol terá uma chapa coletiva majoritária em São Bernardo do Campo.

NOTA DO DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PARTIDO SOCIALISMO E LIBERDADE DE SÃO BERNARDO DO CAMPO, SOBRE AS ELEIÇÕES 2020. 




Em reunião do diretório municipal do partido Socialismo e Liberdade de São Bernardo do Campo, realizada nesta sexta feira dia 28/08/2020, as 19 horas, com a presença da totalidade dos seus membros, após ampla discussão, foram aprovadas as seguintes resoluções sobre os encaminhamentos para as eleições municipais a se realizarem no dia 15 de novembro próximo:
1 – A Convenção será realizada no dia 05/09/2020 (sábado), às 16 horas, virtualmente, com objetivo de homologar a chapa de candidatos aos cargos proporcionais e majoritários (Prefeitas/Prefeitos e Vice – Prefeita/Vice - Prefeito),cujo formato e composição foi definido por esta reunião do Diretório;
2 - Teremos uma chapa coletiva majoritária composta de até 7 (sete) membros, além do companheiro ALDO SANTOS que foi aprovado como Co - candidato por unanimidade;
3 – A maioria dos presentes aprovou que para fins de registro cartorial e formalização da Chapa majoritária, foram aprovados as pre-candidaturas  da Professora Maria de Lourdes de Souza, professora e advogada para Co - candidata a Prefeita e Sonia Maria de Almeida Professora e militante da sindical como nome para formalizar a Co – candidatura a Vice – Prefeita/Vice – Prefeito.
Esta composição será concluída até a próxima reunião da executiva para  composição da chapa majoritária.
Foi informado que estamos construindo e que teremos uma significativa bancada de pré-candidatos/as a vereadores/as para representar o partido na cidade.

Diretório do Partido de São Bernardo do Campo.
28/08/2020

Aldo Santos
Presidente

25/08/2020

Estive internado no Hospital do Servidor.

EM DEFESA DOS SERVIÇOS E SERVIDORES PÚBLICOS: Estive internado no HSPE, desde quinta-feira,  vitimado por uma trombose. Pago o IAMSP há mais de 30 anos e estou sendo bem atendido, mesmo com falhas...Todavia, muitos professores/as já não têm mais esse benefício  graças às subcategorias criadas no governo José Serra: subcategorias O, F, etc. 
Um escárnio.Aqui no Hospital do Servidor sinto no ar e nos comentários dos funcionários, enfermeiros e médicos o cheiro das terceirizações e a ameaça da privatização que vem sendo imposta pelo tucanato há décadas e que agora se agrava com o governo ultraliberal de João Dória. 
 O Estado entrega nosso patrimônio, adquirido com a contribuição dos funcionários públicos há muitos anos. Alegam déficit para privatizar a saúde, a educação, a Previdência e a segurança. 

Nem a pandemia consegue mudar a lógica perversa do lucro acima de tudo (embora falem de Deus...), pois a cabeça desses governantes e de seus comparsas no empresariado, no judiciário e na grande mídia é corroída pela pretensa lógica do capitalismo neoliberal do Estado mínimo. Eles só veem um cifrão à sua frente, eles só conseguem ver números, estatísticas, um falso progresso que concentra renda e exclui a maioria da população dos benefícios das riquezas produzidas.  Mas quem produz as riquezas? São os trabalhadores! Ou não? Todavia, nos tratam como gado, como mais uma mercadoria e, com apoio de uma grande mídia neoliberalóide e massacrante, enganam a muitos e os tornam realmente gado em direção ao matadouro. Precisamos urgentemente reagir a essa sanha privatista irracional de João Dória & Guedes/Bolsonaro que adoram o bezerro de ouro do "deus-mercado". 
Os serviços públicos e os servidores não são privilegiados como repetem todos os dias, como Paulo Guedes não se cansa de dizer em cima de seus cascos de energúmeno ultraliberalóide. Que moral tem o senhor Paulo Guedes para atacar os/as servidores/as? O funcionalismo público e os trabalhadores em geral exigem respeito! Tirem a mão do que é nosso, abutres do capitalismo necrófilo! Em defesa dos serviços públicos e dos servidores/as, em defesa do IAMSPE, em defesa da Vida! Vamos à luta! 

São Paulo,  24/08/2020 - 

Prof. Chico Gretter - Filósofo - Diretor da APROFFESP

22/08/2020

ÁGORA DA MATRIX



Toda terça feira por volta das 19 horas, centenas de jovens das mais variadas regiões empobrecidas da cidade se encontram na praça da matriz em São Bernardo do Campo. Um espaço de liberdade e empoderamento do espaço físico urbano, embora, frequentemente reprimidos pelos agentes da repressão institucional. Rola todo tipo de troca e cultura das mais variadas camadas sociais e faixa etária cidade e região. É nesse contexto que procuro denominar de Ágora da Matriz. O conceito de ágora vem do mundo grego "ágora (ἀγορά; "assembleia", "lugar de reunião", derivada de ἀγείρω,"reunir") é um termo grego que significa a reunião de qualquer natureza, geralmente empregada por Homero como uma reunião geral de pessoas”.( https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gora)
Nas Ágoras Gregas também existiam as mais variadas trocas culturais, comerciais e profundas reflexões filosóficas, ainda pressentes nos dias atuais. A diferença é que naquele momento as praças públicas eram ocupadas pela Aristocracia Grega, sustentada pela imposição escravagista, e hoje, a garotada periférica, pobre, negra e excluída exigem o direito a cidade, tomando livremente a Ágora da Matriz para filosofarem nas batalhas culturais, como expressão da repulsa opressora do cotidiano capitalista. Todos tem o direito à cidade e o poder público e religioso deveria expressar um sentimento acolhedor e protagonista de uma juventude que desafia os opressores, lutando pelo direito aos bens culturais produzidos, material e imaterialmente. Destacamos ainda a inovadora prática de distribuição e socialização de livros a juventude que tem sede e fome de conhecimento alternativo. Essa troca é fundamental no processo de formação e interação cultural de todos e todas. É preciso resistir, pois se na Grécia Antiga o filósofo Sócrates foi morto pela defesa de seu método de respeito aos escravos, as mulheres e a juventude, nos dias atuais a juventude constrói seu mundo de liberdade, igualdade ao arrepio das leis ditadas pelos históricos opressores da classe. Todos e todas a Ágora e a Batalha da Matrix!!!

São Bernardo do Campo, 29/09/2015.
Aldo Santos- Ex-vereador em SBC, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil e da Executiva da Intersindical-Central da Classe Trabalhadora.

De: Neusa Maria Pereira Borges
Enviada em: quinta-feira, 1 de outubro de 2015 14:57
Para: Aldo Santos
Assunto: Re: Todos a Ágora da Batalha da Matrix !!!

Caro Aldo,
Amei o seu texto e, ao término da leitura, fiquei pensando o quanto seria legal se ele fosse publicado no blog O Lugar Escrito. Trata-se de um blog criado a partir das nossas reflexões nos encontros do Fórum Permanente de Debates Culturais do ABC, que acontecessem mensalmente nas dependências da Livraria Alpharrábio, em Santo André.
Tempos atrás, debatemos sobre os encontros semanais da Praça da Matriz, os quais, aliás, considero o que há de mais interessante que a nossa juventude da cidade vem realizando.
Abaixo, segue o link do nosso blog. Somos um grupo que se reveza em escrever artigos e comentários sobre os mais diversos temas voltados ao universo da cultura, mas gostamos de postar assuntos interessantes escritos por quem não é membro do fórum.
Se você concordar com a postagem, favor me dar o ok, que eu o envio a Dalila, a coordenadora do fórum.

Grata.Bj
Neusa Borges agente cultural Seção de Patrimônio de SBC

20/08/2020

A luta pela vida é permanente!

Para maiores esclarecimentos acerca deste problema relacionado à crise das pandemias e à saúde pública, passamos a descrição etimológica sobre essas manifestações no cenário local, nacional e mundial. A tipificação é muito importante para fins didáticos e assertivas acadêmica e populacional.
O SURTO de uma enfermidade é considerado a partir de certo aumento de casos de doenças em uma determinada região, como por exemplo, a dengue.
A EPIDEMIA se caracteriza quando um surto aparece em várias regiões de uma cidade, ou de um estado. Exemplo, a dengue teve destaque em 20 cidades.
A PANDEMIA é quando aparece em várias regiões do planeta, como a gripe suína, a AIDS, Coronavírus19, dente outras.
A ENDEMIA significa um acometimento típico de uma região, podendo ser sazonais, como a febre amarela.
Na história, vamos ter vários registros de grandes manifestações infecciosas e seu estudo significa importantes caminhos para a compreensão da realidade atual.
Como exemplo, podemos reproduzir historicamente aqui várias manifestações efetivas de doenças que acometeram a humanidade, destroçando vidas e colocando a economia em frangalhos.
A Febre Tifoide, em 430 d.C., no Egito, foi devastadora, matando grande parte das tropas atenienses e cerca de um quarto da população, durante a guerra do Peloponeso.
Ocorreram ainda: “Peste Antonina (165–180) - possivelmente causada pela varíola trazida próximo ao Leste; matou um quarto dos infectados. Cinco milhões no total”.
Peste de Cipriano (250–271) - possivelmente causada por varíola ou sarampo, iniciou-se nas províncias orientais e espalhou-se pelo Império Romano inteiro. Segundo relatado, em seu auge, chegou a matar 5 000 pessoas, por dia, em Roma.
Peste de Justiniano (541-x). A primeira contaminação registrada de Peste Bubônica. Começou no Egito e chegou à Constantinopla na primavera seguinte, enquanto matava (de acordo com o cronista bizantino, Procópio de Cesareia) 10 000 pessoas por dia, atingindo 40% dos habitantes da cidade. Foi eliminada até um quarto da população do oriente médio.
Peste Negra (1300) - oitocentos anos depois do último aparecimento, a peste bubônica tinha voltado à Europa. Começando a contaminação na Ásia, a doença chegou à Europa mediterrânea e ocidental em 1348 (possivelmente de comerciantes fugindo de italianos lutando na Crimeia), e matou vinte milhões de europeus em seis anos, um quarto da população total e até metade nas áreas urbanas mais afetadas.” ( https://pt.wikipedia.org/wiki/Pandemia)
Principais pandemias
Em 1850 na Ásia, o vírus da gripe se espalhou pela Europa, África, América da Norte, Reino Unido, eliminando cerca de 10% da população infectada pelo vírus. Veio atacar novamente em 1732, matando em torno de 500 mil pessoas.
Outras pandemias acorreram na China, em 1781, infectando cerca de 25% da população.
Em 1889, a Gripe Russa ataca a Europa e chega até o Rio de janeiro.
Em 1918, aparece a Gripe Espanhola, se espalhando por todo planeta, contaminado cerca de 50% da população mundial, matando cerca de 40 milhões de pessoas.
A Gripe Asiática surgiu na china em 1957 e, em torno de 10 meses, atingiu praticamente o mundo todo.
Em 1968, a Gripe de Hon Kong infectou em torno de 500 mil pessoas, vindo a se espalhar por grande parte do mundo.
 Em 2019, na cidade de Wuhan, na China, o coronavírus se espalhou pelo mundo e estamos em plena pandemia, com um vírus letal deixando um rastro de milhares de mortos e possíveis sequelas comprometedoras.
“Além da gripe, outras doenças originaram grandes pandemias como a Cólera, que acarretou em oito grandes pandemias que tomaram o mundo inteiro.
Teve início na Índia, em 1816, onde se alastrou para China e chegaram à República do Azerbaijão, Cazaquistão, Turcomenistão e Rússia, através do Mar Cáspio.
De início na Europa, a Cólera infectou os Estados Unidos, Canadá e Inglaterra, em 1832.
Afetou gravemente a Rússia, a partir de 1852, causando mais de um milhão de óbitos.
Alastrou-se, rapidamente, entre a população Europeia e Africana entre 1863 e 1875.
Grande contaminação da América do Norte no ano de 1866.
Infectou principalmente a Alemanha, causando mais de 8 mil mortes no país em 1892.
Atingiu a Rússia em 1899, mas com o avanço da Saúde pública, a Europa foi pouco afetada.
Iniciou-se na Indonésia em 1961 se alastrou para Bangladesh, Índia, e chegou à União Soviética em 1966.
No século XVIII, na baixa idade média, por falta de saneamento, a Peste Negra assolou a Europa, dizimando entre um terço (25 milhões) a metade da população (75 milhões).
Em decorrência da colonização, doenças novas foram introduzidas em certas áreas, onde evoluíram para grandes pandemias como a da Varíola e o Sarampo, que ocorreu entre 1500 a 1530, no México e Peru, causando mais de 2 milhões de mortes.
Atualmente, o vírus HIV causa uma grande pandemia global de AIDS, desde seu descobrimento em 1982, o vírus já infectou mais de 60 milhões de pessoas, resultando em 20 milhões de óbitos. Hoje, mais de 34 milhões de pessoas estão infectadas. Outras doenças como o Ebola, Zika, Dengue e Chikungunya estão sendo estudadas profundamente pela comunidade científica, pela facilidade de contaminação mundial, podendo resultar em grandes pandemias. (https://www.infoescola.com/doencas/principais-pandemias/)

Além das pandemias acima citadas, temos outras tragédias que devastaram parte significativa da humanidade e ainda hoje acometem milhares de pessoas pelo mundo.
A Tuberculose é uma delas com uma grande duração, e ainda faz vítimas pelo mundo afora, embora tenha cura, mas, no período de 1850 a 1950, acredita-se que tenha matado mais de 1 bilhão de pessoas pelo mundo.
Foi graças a descoberta da penicilina por Alexander Fleming, em 1928, que o bacilo de Koch passou a ser tratado.
Outra grande tragédia sanitária foi a Lepra, com a construção de grandes leprosários, o confinamento dessas pessoas que eram esquecidos pelos parentes, uma vez que a tuberculose e a lepra eram muito estigmatizadas pela sociedade. Mesmo trocando o nome de lepra para hanseníase, com a descoberta de medicamentos, hoje os pacientes vivem no meio social, porém ainda vítimas do ataque dessas bactérias.
A Gripe Suína (H1N1), que hoje já dispõe de vacina, ainda é muito presente pelo seu vírus influenza.
Também registro neste levantamento de dados a epidemia de Meningite. Faço este registro por conta dos acontecimentos e da ingerência política da ditadura militar que tentava esconder os dados para evitar desgastes político, pois a mesma teve esta marcada aberta da ação dos militares no poder.
Conheci de perto esta epidemia, pois, por necessidade de trabalho, iniciei na enfermagem em 1974, com a publicação no Estado da lei 500/74, um grande contingente de funcionários foi contratado para trabalhar nessa crise sanitária. Como atendente de enfermagem e depois como auxiliar de enfermagem, vivi de perto as amarguras dos seres humanos que morriam rapidamente, uma vez contaminados. Com o surgimento de medicação e vacina o quadro foi controlado, embora ainda ocorram casos isolados.
A relação das pandemias, e em particular a que estamos vivenciando, com a epidemia de meningite existe alguma semelhança, uma vez que os casos, mesmo com uma vasta rede social existente hoje, estima–se que os dados estão subnotificados. Foi preciso que os órgãos da imprensa criassem seu próprio canal de aferimento dos casos infectados e de mortes para a devida transparência dos acontecimentos. Já que o governo colocou no ministério da saúde um ministro estranho à área e cargos de mando militar e tentou manipular os dados para distorcer os números, a partir dos posicionamentos negacionistas da gravidade e letalidade, levando à matança generalizada em massa que significou e significa os mais de  100 mil mortos no Brasil pelo COVID 19.
Na década de 70, presenciamos este momento histórico e de segregação dos dados da meningite e, sem coincidência, estes fatos tentam se repetir, uma vez que com a tragédia existente, sequer temos um ministro da saúde e sim um militar despreparado, interinamente respondendo pelo ministério, desgaste este que vem recaindo inclusive ao conjunto das forças armadas que, em grande número, estão lotados na máquina administrativa federal.
É relevante, neste como em outros momentos, a existência do sistema Único de Saúde, que de forma capilarizada e mesmo com boicote dos órgãos governamentais ainda socorre a grande maioria da população brasileira que não tem emprego e sequer um plano de saúde.
Isso posto, estamos diante de governantes genocidas, que levarão a uma hecatombe e uma “faxina sanitária” de milhares de idosos/as, negros, indígenas, prisioneiros de um sistema falido, moradores de rua e, assim como em outras grandes pandemias e epidemias, como a tuberculose e meningite, a periferia e a pobreza são empurrados ao matadouro do capital.
Dentro do capitalismo não há esperança nem saída para a classe trabalhadora.

Resistir e revolucionar é preciso!

Aldo Santo -Militante do movimento sindical, popular e do Psol.

04/08/2020

Obrigado pelas centenas de mensagens de feliz aniversário!

Meu profundo agradecimento pelas centenas de mensagens de felicitações de aniversário. Reflexões profundas que calam fundo dentro da gente, e eterna gratidão pelos elogios e deferimentos à nossa ação e luta.
Eu nasci no dia 03 de agosto de 1953, mas segundo minha mãe, meu nascimento foi em 1955. Bondade materna. Todavia, meu professor de Francês disse que o que vale é a palavra da mãe. 

Naquela época não tinha cartório por perto e quando nascia um filho/a, a mãe colocava uma pétala de rosa no breviário, até o registro definitivo, para não esquecer o dia em que o filho/a nascera.

Segundo minha mãe, eu nasci fora do tempo, foram três dias num sofrível trabalho de parto à espera da parteira. Minha amada mãe contava ainda, que ao nascer já estava roxo.

Com 4 meses de idade a família migrou para São Paulo num pau de arara, fugindo das dificuldades, da seca e do sofrimento. Foram 18 dias de viagem num caminhão coberto com uma lona, junto à dezenas de famílias que revezavam-se para descansar numa rede, dia e noite, com sonhos distantes, mas determinados a fugir da miséria em busca de um mundo melhor.

 A mãe, o Pai e quatro crianças pequenas testemunharam essa tragédia que é a pobreza  e a migração humana.

 Nasci no sítio Pau Ferrado em Brejo Santo, Estado do Ceará.

Essa geração de migrantes, identificam-se com o hino dos nordestinos, cuja letra é de autoria do competente Patativa do Assaré e cantada com o coração, pelo rei do baião, Luiz Gonzaga.


Procure escutar e meditar sobre esta música: a triste partida - toda vez que a escuto choro revivendo a dor dos nossos conterrâneos e familiares, sinto e fico como descreve o poeta:

“A dor da gente é dor de menino acanhado,
Menino-bezerro pisado no curral do mundo a penar, que salta aos olhos igual a um gemido calado, a sombra do mal-assombrado é a dor de nem poder chorar,
a dor da gente é dor de menino acanhado,
Menino-bezerro pisado no curral do mundo a penar, que salta aos olhos igual a um gemido calado a sombra do mal-assombrado é a dor de nem poder chorar,
Moinho de homens que nem girimuns amassados
Mansos meninos domados, massa de medos iguais
Amassando a massa a mão que amassa a comida
Esculpe, modela e castiga a massa dos homens normais”.
(Compositores: Antonio Jorge Portugal / Raimundo Sodré)


A dor do abandono, da fome, da humilhação, da escravidão, da discriminação, da pobreza, do desprezo e da opressão de classe, como na caixa de pandora, males lançados ao mundo e sem encontrar sequer a esperança contida na mesma, como descreve a mitologia.


Esse sentimento e dor que levou e leva o pobre a romper com seu eixo existencial, carregamos pra sempre, de geração em geração.


Fico a pensar como tenho vivido bastante, pois o que não faltaram foram as pedras no caminho, e hoje, não ter como abraçar os filhos, netas e amigos/as, é tão doído como os que nunca mais abraçarão seus entes queridos, vitimados pela fatídica pandemia.

De qualquer forma, obrigado pelas mensagens nesses tempos de profunda e necessária reflexão.
Aldo Santos-com muito orgulho das minhas amizades, minha família e da nossa ancestralidade, que será carregada pelos que são e virão nesta longa jornada da vida.

30/07/2020

Denúncia contra a ação dos Fascistas!

Vimos através desta denunciar a ameaça que o nosso  companheiro da Subsede da Lapa, Chico Gretter sofreu no início da Carreata da APEOESP, da qual participava, rumo ao Palácio dos Bandeirantes, cuja concentração se deu em frente ao Estádio do Morumbi no dia 29/07/2020. 
A carreata, que por acaso foi impedida pela PM, assim como também a passeata posterior, tinha como objetivo chamar a atenção do governador do Estado, João Dória - PSDB, bem como a população para a gravidade do retorno às aulas no início de setembro, como querem os governos municipal de Bruno Covas - PSDB e estadual, dado que ainda estamos em plena pandemia com números altíssimos de casos e mortes pelo coronavírus que ocorrem todos os dias. Somos contra esse retorno precipitado! Reivindicamos também que o governo aprove um auxílio emergencial para os professores Categoria “O” e outros que ficaram sem salário com a pandemia. Da mesma forma repudiamos veementemente a taxação absurda de 12, 14 de 16% sobre os salários dos aposentados/as que o mesmo governo João Dória decretou com base na sua “reforma da Previdência” aprovada em março passado.
Mas, sobre a denúncia, vamos ao relato do professor Chico Gretter, que é Conselheiro Estadual da APEOESP pela Subsede Oeste-Lapa:
“Quando nos preparávamos para a carreata da APEOESP rumo ao Palácio dos Bandeirantes, dois homens mal encarados passaram num Gol, Av. Jorge João Saad, em frente ao Estádio do Morumbi, no qual estava escrito EMBRAVI, e um deles gritou "vagabundos"! O trânsito parou próximo e quando tentei explicar os motivos do movimento, o homem que estava ao lado do motorista mostrou uma pistola tipo 380 que empunhava e me ameaçou; depois disse: ‘Faz o que Bolsonaro diz, vai trabalhar....quer falar? Então fala – mostrando a pistola - professor de merda’! Bem, depois desse ‘argumento’, me afastei assustado, mas calmo, sem dar as costas e voltei para o carro; o homem continuou a me encarar com ar ameaçador até seguir no trânsito. Foi um clima de terror, mas conseguiu manter a calma, evitando o pior; por um momento temi que seria alvejado com um tiro, pois o olhar do sujeito era de ódio!”.
Registramos aqui o nosso repúdio a essa atitude violenta contra alguém que se manifestava democraticamente e chamamos a atenção de todos os militantes que, com o incentivo ao porte de armas pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, com as polícias matando cada vez mais e o surgimento de milícias armadas, devemos tomar muito cuidado durante as nossas manifestações, evitando enfrentamentos isolados. O fascismo aumenta e nossa ação deve ser conjunta, coletiva e organizada! 

São Paulo, 30 de julho de 2020.

E N F R E N T E!

Redes dos sentimentos


Lamento informar que um dirigente do partido acabou de morrer....
Meus sentimentos!
Que triste, mais um sindicalista  que se foi...
Meus sentimentos!
Dezenas de indígenas contaminados estão morrendo...
Meus sentimentos!
É com tristeza que...
Meus sentimentos!
Não esperava que ele/a morresse...
Meus sentimentos!
Milhares de mortes e...
Meus sentimentos!
Meu avô não resistiu...
Meus sentimentos!
Minha avó acabou de morrer...
Meus sentimentos!
Meu pai acabou morrendo sem ar...
Meus sentimentos!
Minha mãe acabou de morrer...
Meus sentimentos!
Meu filho, tão jovem...
Meus sentimentos!
Minha filha, tão bonita...
Meus sentimentos!
Não conseguimos fazer um enterro digno...
Meus sentimentos!
Não choramos o morto...
Meus sentimentos!
Nem se despediu de mim...
Meus sentimentos!
Milhares de idosos já morreram...
Meus sentimentos!
Enterraram na vala comum, pretos, presos, moradores de rua e periféricos...
Meus sentimentos!
Os presidentes, governadores e prefeitos necropolitiqueiros não morreram...
Eu sinto
Tu sentes
 Ele sente
 Nós sentimos
 Vós sentis
Eles não sentem.
Aldo Santos -militante sindical, popular e partidário.

26/07/2020

Da época do descaso ao FUNDEB como Política Pública Permanente de Estado




Dona Maria, minha mãe, nasceu em 1938, e começou a estudar em Garanhuns-PE, na década de 1940. Cursou os anos iniciais do Ensino Fundamental, naqueles tempos chamado de Primário, em  Colégio Público. Da série de admissão até a 6a. série estudou em Colégio Particular.

Isso tá registrado em sua memória e no seu Histórico Escolar...

Ela lembra que as crianças eram, em quase sua totalidade brancas. Só havia duas "negrinhas".

Filha do que hoje chamamos de Classe Média Baixa (a tal da "C"), teve que parar os estudos pra casar, entre os 15 pra 16 anos, o que era, na época,  praticamente um "Contrato Social":  A mulher, ao casar, tinha a função de cuidar da casa, ter e criar filhos (ele teve 15)  e obedecer ao marido.

A escola dos tempos de Dona Maria era pública, mas não universal. Deixava de fora um número imenso de pobres e negros. 

Em 1960, mais de 3/4 da população brasileira tinham até três anos de estudo; só 20% dos jovens dos 12 aos 15 concluíam o quarto ano. Foi nisso que deu o duradouro descaso das elites pela educação do povo.

O ensino fundamental se universalizou somente na última década do século passado- anos 90-  E, embora tivessem diminuído muito, em 2010 ainda persistiam no ensino médio diferenças importantes entre as taxas de escolarização de brancos, de um lado, e de pretos e pardos, de outro. Na Educação indígena, o poço era e é ainda muito profundo.

Fatores estruturais —como a intensa urbanização de fins dos anos 70 em diante- influíram naquele resultado positivo. 

Mas não teriam bastado sem o empenho das forças que lutaram pela democracia e, no governo, adotaram políticas ativas de reforma da educação. Das muitas, três merecem destaque;

A primeira, aprovada pelos constituintes em 1988,  foi a vinculação de receitas - entre 25% a 30% - que varia,   conforme luta, força e pressão dos Sindicatos de Professores e demais setores organizados  em defesa da aplicação de, no mínimo 30% da arrecadação da Federação, Estados e Municípios, os três níveis de governo com gastos em educação. 

A segunda teve dois momentos:

Um, a criação do Fundef (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental), tendo o Sociólogo e Deputado Federal Florestan Fernandes à  frente e defesa, na gestão do Ministro do MEC, Paulo Renato Souza, no governo Fernando Henrique Cardoso - 1995 a 2002.

O outro momento, a  transformação do FUNDEF  no FUNDEB (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) por iniciativa de Fernando Haddad, Ministro da Educação de Lula. Que a Câmara dos Deputados transformou, na última terça- feira - 21/07/2020 em Política de Estado, passando a integrar a Constituição Federal e, praticamente dobrou o seu. Percentual, que  nesse ano será de 12%, mas, em 2023 será de 23% da arrecadação federal, sendo que, no mínimo 70% do valor, deve ser para pagamento de salários de Professores e Professoras, o que, se aplicado corretamente, deverá haver uma boa  valorização do "Ofício de Educar".

A terceira política, momento, foi a da criação de um sistema de avaliação dos diferentes níveis de ensino por meio de provas aplicadas aos estudantes.

A vinculação constitucional reservou recursos que permitiram a expansão e manutenção dos sistemas públicos de ensino, hoje atendendo a oito em dez estudantes.

O Fundef/Fundeb procurou diminuir as desigualdades regionais, garantindo um gasto mínimo por aluno e reservando uma parte substancial (70%, no mínimo) para remunerar professores.

Esses momentos/políticas públicas da Educação, não se explicam por algum viés estatista de seus idealizadores, mas pelo realismo de quem conhecia bem nossa experiência de descompromisso com a educação pública. O Brasil paga por ele até hoje, na qualidade —baixíssima— do ensino oferecido a milhões de jovens. 

A vinculação de receitas e o FUNDEF e FUNDEB e o sistema de avaliação não são, nem de longe, responsáveis por essa tragédia.

A Dona Maria, nos fins dos anos 70, concluiu o Ensino Fundamental e o Ensino Médio através do Ensino Supletivo, o que permitiu ser concursada como Técnica de Enfermagem e assim se aposentou aos 60 anos. Na condição de aposentada, voltou à sala de aula, agora na faculdade, onde se formou Pedagoga, Psico-Pedagogia e Especiação em "Psico-Pedagogia e  Dependência Química". Foi membro do Conselho Tutelar por três mandatos -,9 anos-. Hoje, aos 81 anos está no segundo mandato do Conselho Municipal de Hortolândia-SP, tendo ingressado nesses Conselhos pelo voto popular e universal. 

Ruilan dos Santos, Professor Aposentado, Cientista Social, Historiador, Pedagogo com Administração  e Supervisão Escolar.
23/07/2020

ABRINDO O DEBATE:ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES MUNICIPAIS?

AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS DEVEM SER ADIADAS?
Aos companheiros/as do Partido e eleitores.
Queremos expor nossa posição quanto à realização das eleições municipais nas atuais condições que o país se encontra. Acreditamos que a realização das eleições municipais este ano pode ser um tremendo erro político; primeiro, porque reforçará a contrapropaganda dos governos de Bolsonaro e Dória que buscam minimizar os efeitos humanitários da pandemia e inviabilizar qualquer medida de combate real ao problema. Em segundo, porque em nossa leitura constitui um grave erro tático e objetivo, e que pode vir a aprofundar a atual e perversa conjuntura política, reforçando as dificuldades na luta contra o conjunto das direitas. 
Acreditamos ser prudente salientar que, a nós que integramos o chamado campo progressista, em especial àqueles que pertencem a partidos genuinamente socialistas, que rejeitam alianças nefastas com setores golpistas e reacionários em troca de favores parlamentares, as dificuldades que se colocam para realizarmos uma campanha digna do nome, com condições concretas de se fazer ouvir nosso programa e de dar visibilidade a nossos candidatos, está absolutamente comprometida com a situação presente. 
A conjuntura política a nível nacional é extremamente desfavorável às esquerdas em geral, e para piorar, no Estado de São Paulo, na capital e em toda a região do grande ABC estamos sob as asas dos tucanos. Fora isso, a crise geral que se alastrou pelo país reforçou a utilização dos velhos instrumentos de coerção pelas forças reacionárias, com destaque para o aparato judicial e a polícia militar, que sob a sombra do fascismo, se aproveitam do agravante da pandemia para cercearem cada vez mais a mobilização popular.
Não compactuamos em nenhuma hipótese com isto a que chama de “retorno à normalidade”, a abertura dos comércios, praças e de estabelecimentos em geral é um tremendo absurdo; será ainda mais se a decisão de Dória de reabrir as escolas a partir de setembro for vitoriosa. É de responsabilidade de toda a esquerda lutar para que as medidas de isolamento voltem a ser colocadas na ordem do dia, que as escolas continuem fechadas enquanto for necessário evitar aglomerações, e que o Estado forneça condições materiais para que a população possa respeitar as medidas de isolamento durante, reforçando mais uma vez a necessidade do retorno da quarentena. 
É também necessário que essas considerações sejam estendidas à disputa eleitoral! A não ser que se negligencie por completo a gravidade da situação, não há condições para se fazer uma campanha digna do nome, sem recursos, sem segurança, e ainda por cima com toda a máquina pública aparelhada pela direita, fazendo disso instrumento político para impor a hegemonia política do capital à nação.
Entendemos, portanto, que o adiamento das eleições aprovado pela Câmara dos Deputados, com o 1º e 2º turno vindo a ser realizados respectivamente em 15 e 29 de novembro, e podendo ser adiados em municípios com muitos casos de Covid-19 até no máximo 27 de dezembro é insuficiente. As eleições municipais deste ano devem ser realizadas apenas quando a pandemia deixar de ser um risco à vida de nossa população, que só no Estado de São Paulo já vitimou aproximadamente 20 mil pessoas, e em todo o Brasil avança para mais de 100 mil mortes. Devem, sobretudo ocorrer somente quando condições justas estiverem ao alcance de toda oposição, para que a população trabalhadora, empobrecida e violentada pelo atual estado das coisas, tenha condições de se mobilizar devidamente e ocupar as ruas, podendo combater devidamente a tragédia que é o neoliberalismo fascista que comanda nosso país.
Se somos contra a volta às aulas, falamos em suspender as festas de final de ano e até mesmo o carnaval, nada justifica manter uma campanha em que os candidatos e eleitores, no afã de ganhar as eleições possam vir a contaminar ou se contaminarem, ficando expostos em filas e aglomerações antes, durante e no dia das eleições.
Nenhum projeto ou conteúdo educacional é mais importante do que a vida. Eleições ou qualquer outra atividade somente em condições sanitárias confiáveis!

Direção da Enfrente
Julho de 2020

A professora Lais está filiada ao Psol.


Recebemos com muito alegria a ficha de filiação ao Psol  desta  histórica lutadora, professora Lais, coordenadora do CPP no  Grande ABCD.
Por muitos anos ela coordena as ações desta representativa  entidade,   estabelecendo o diálogo e contatos permanentes junto as demais entidades no âmbito da educação Estadual. O partido  acolhe esta importante lutadora que engradecerá ainda mais  a nossa sigla e fazemos votos de  que com sua presença,  possamos avançar ainda mais nossa luta por democracia, direitos sociais, justiça e busca permanente do Socialismo com liberdade.

Bem vinda professora Lais!

Executiva do Psol de SBcampo.

23/07/2020

30 anos do ECA devem servir de inspiração na luta pelos Direitos Humanos...

Adicionar legenda
30 anos do ECA devem servir de inspiração na luta pelos Direitos Humanos que garantam à maioria de nosso povo, crianças, adolescentes, homens e mulheres, idosos e excluídos, o direito à uma vida com dignidade e felicidade.

No dia 13 de julho o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) completou 30 anos. Ele é resultado da mobilização social que superou a antiga visão, presente na velha república e nas ditaduras, de tratar a juventude, as crianças e a adolescência, com olhar repressor e sem considerar suas vozes, suas vidas, suas necessidades.

Hoje, 30 anos depois da criação do ECA, os seus 267 artigos os Conselhos Tutelares e os Conselhos Municipais de Direito são as ferramentas que podem consolidar a formatação de políticas públicas que garantam à juventude, e às crianças e adolescentes , a ampliação de seus direitos.

O atual desgoverno no país tem uma concepção atrasada  com relação a criação de politicas públicas nesta área  e o atual Ministro da Educação nomeado  esse mês tem em seu passado falas bastante comprometedoras  e em uma delas ,defende que as mães eduquem seus filhos através da dor física e em outra declaração diz que o pai deve “impor” a direção que a família deve tomar .
Em uma das gravações ,feita durante pregação em um templo presbiteriano , abril de 2016,com o titulo “A Vara da Disciplina “ o senhor Milton Ribeiro ensina as mães  a manter seus filhos em bom caminho .’’ Essa ideia que muitos têm de que a criança é inocente é relativa “ disse o Ministro em uma de suas pregações .
Durante a pandemia o que temos visto é que adolescentes e crianças não são ouvidas com relação a Educação e o momento em que estão vivendo ,não existe a construção de um processo de protagonismo, o medo e a incerteza em relação a Educação retorno ou não, crise sanitária, isolamento social  podem  levar uma incidência maior de ansiedade e estresse em nossas crianças e adolescentes sem contar o contexto econômico das famílias de desemprego e diminuição da renda que diminui a qualidade na alimentação das famílias . 
Em São Bernardo do Campo uma das prefeituras mais ricas do Estado de São Paulo  fornece um mísero cartão merenda  que não dá conta de suprir uma alimentação adequada para crianças o mesmo que faz o Estado de São Paulo.
Na Educação o Estado fala em retorno com escolas que na sua maioria tem prédios com péssimas estrutura e tenta junto com a prefeitura fechar salas da Educação de Jovens e Adultos negando o direito de estudar dos adolescentes que estão a espera de vagas .  

Nesses 30 anos de Estatuto da Criança e do Adolescente , poderíamos elencar uma série de avanços conceituais e práticos: combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, a diminuição da mortalidade infantil, ofensiva contra toda forma de tráfico nacional e internacional de crianças, negligência e violência,criação de programas na área da saúde com o fornecimento de leites especiais para crianças com intolerância a lactose etc...

Temos um longo caminho a percorrer para que seja feita a implantação do ECA Estatuto da Criança e Adolescente no Brasil que propõe uma mudança cultural na sociedade.

Estes 30 anos do ECA devem ser comemorados. Mas devem, mais do que isto, servir de inspiração na luta pelos Direitos Humanos que garantam à maioria de nosso povo, crianças, adolescentes, homens e mulheres, idosos e excluídos, o direito à uma vida com dignidade e felicidade.

Sergio Linhares Hora ,Professor da Rede Municipal e Estadual em São Bernardo do Campo e filiado a Apeoesp.

22/07/2020

Carta aberta contra desocupação do espaço comunitário do Projeto Meninos e Meninas de Rua-PMMR

Convocamos os movimentos e organizações sociais, sindical e a sociedade, a combater e resistir a ação de desocupação do espaço comunitário do Projeto Meninos e Menin
as de Rua – PMMR,  localizado na Rua Jurubatuba nº 610, na cidade de São Bernardo do Campo
Estamos vivendo um momento de ataques, destruição de direitos sociais e trabalhistas, com crescimento do desemprego, precarização do trabalho e genocídio das populações negra, índia, pobre e periférica. Os mais pobres já sofrem muito com a crescente desigualdades social, racial e com a violência policial nas ruas e na periferia. Não somos o único alvo dessa onda de retirada de direitos, por isso sempre estivemos juntos nas lutas dos movimentos popular, sindical, cultural e estudantil. Basta de retirada de direitos! O PMMR, sempre foi solidário a qualquer luta por justiça social, no Brasil, na América Latina ou em qualquer parte do mundo.
No dia 10 de julho de 2020, o Projeto Meninos e Meninas de Rua - PMMR, localizado há 31 anos na Rua Jurubatuba 1610, no centro de São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, recebeu com surpresa uma ordem de desocupação judicial provocada pela prefeitura da cidade, dando um prazo de 15 dias para saída do imóvel.
Esta ação chega na semana de aniversário do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completar 30 anos. O PMMR participou ativamente nas articulações, mobilizações da Constituição Federal, Estatuto da Criança e Adolescente, Constituição Estadual de São Paulo, Lei Orgânica de São Bernardo do Campo, bem como na implementação dos conselhos de direitos de criança, adolescente e tutelares na região do ABC. Estamos desde 1983 lutando em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes no Brasil. 
No ano 2018, recebemos uma notificação da prefeitura comunicando que havia retirado a nossa concessão de uso precário do imóvel. Assim que soubemos, fomos procurar a prefeitura e ressaltamos o quanto era importante para nós permanecermos no imóvel, no qual já estávamos há décadas. Em outubro de 2019, foi o último contato com a prefeitura, onde nos informou que acompanharia o processo de perto e que teríamos acesso ao processo administrativo. Isso não aconteceu! Nos meses seguintes, tentamos contato com autoridade da prefeitura cerca de cinco vezes, sem sucesso.
Agora (10/07), recebemos oficial de justiça dando 15 dias para sairmos do imóvel, em meio à pandemia do coronavírus. Durante a pandemia, continuamos em atividade, apoiando nosso povo de rua e as comunidades que trabalhamos, em maio atendemos 48 comunidades, 215 famílias, sendo 349 crianças, 105 adolescentes e 430 adultos, totalizando 884 pessoas, através de cestas básicas, materiais de limpeza e higiene que arrecadamos. Muitas dessas pessoas estão tendo condições de se alimentar nessa crise pela atuação solidariedade e humanitária do Projeto Meninos e Meninas de Rua. Todos os anos, desde 1992, fazemos a maior mobilização com crianças e adolescentes do Brasil com o Bloco EURECA tendo apoio da sociedade e dos movimentos e organizações sociais e sindicais da região. Acompanhamos e atendemos crianças e adolescentes em situação de rua, suas famílias e comunidade. Organizar, formar crianças e adolescentes e, exercer solidariedade aos movimentos/organizações sociais e sindicais é princípio da nossa pratica educativa e política. Atuamos em políticas públicas, com destaques para conselhos de participação e controle social de crianças e adolescentes e direitos humanos. 
Exigimos:
- Imediata suspensão e arquivamento da desocupação do imóvel da Rua Jurubatuba 1610, Centro, São Bernardo do Campo;
- Reunião urgente com o prefeito Orlando Morando;e
- Decreto de manutenção do Projeto Meninos e Meninas de Rua PMMR no endereço atual.
Durante a pandemia, fechar e promover desocupação de serviços que atende e apoia famílias e suas crianças e adolescentes, tem caráter de perseguição, desumanização, racismos, bem como, ódios aos pobres e criminalização dos movimentos e organizações sociais combativas e independentes. 
Convidamos nossos amigos, manas, companheiros e camaradas de tantas caminhadas e lutas, para divulgar essa situação e se somar à nossa mobilização em defesa da Democracia, dos Direitos da criança e do adolescente, permanência do nosso espaço comunitário e construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Gratos,
Projeto Meninos e Meninas de Rua - PMMR

Julho 22 de 2020
São Bernardo do Campo, SP

21/07/2020

E N F R E N T E apoia o movimento “Vota FUNDEB” e repudia o texto governamental




        Há mais de três anos estava em discussão na Câmara o Projeto de Lei que torna o FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – permanente a partir de 2021, já que o Projeto aprovado em 2007 caduca em 31/12/2020, pois era provisório. O governo Bolsonaro esteve todo esse tempo fora do debate, mas na última sexta-feira apresentou a sua proposta de última hora o qual piora e muito o Projeto da deputada  professora Dorinha Seabra (DEM-TO).
        O texto da relatora prevê um aumento escalonado que começaria em 12,5% em 2021 e chegaria a 20% em 2026, enquanto a proposta do governo prevê que o fundo seria retomado somente em 2022 com 12,5%, alcançando 20% somente em 2027. O texto do governo prevê ainda que, dos dez pontos percentuais de aumento na participação da União, metade vá para “transferência direta de renda para as famílias com crianças em idade escolar que se encontrarem em situação de pobreza ou extrema pobreza”; isto mostra a clara intenção governo Bolsonaro em criar o “Renda Brasil” que iria substituir o “Bolsa Família” criado no governo Lula. É uma clara manobra político-eleitoral.
        Na avaliação do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a destinação de recursos para programas de transferência de renda "representa um claro desvirtuamento do propósito do Fundeb, além de uma perda de 50% dos recursos novos a serem complementados pela União no novo Fundeb". Em nota, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) afirmou que a proposta do governo cria um “apagão” para o financiamento e um colapso para a educação básica no Brasil em 2021.
        Outro retrocesso do texto do texto do governo em relação ao projeto original é que a exigência mantida de se aplicar no mínimo 70% no pagamento de salário dos profissionais da educação básica é limitada em até 70%, o que abre um perigoso precedente, pois os Estados e Municípios ficaram liberados para utilizarem a porcentagem que quisessem no pagamento dos profissionais da educação. Mais um golpe deslavado e um ataque imoral contra os educadores.
        Não será preciso citar mais evidências de que este governo, ao atropelar a votação do novo FUNDEB que vinha sendo construído há tempo na Câmara dos Deputados, não está preocupado em melhorar a educação neste país, ao contrário, revela claramente a sua intenção de sucatear ainda mais os recursos destinados ao desenvolvimento e manutenção da educação básica, aprofundando seu projeto ultraliberal-privatista de destruição da educação pública, de qualidade, laica e comprometida com o desenvolvimento autônomo do país, com a formação de cidadãos críticos, participativos e comprometida de fato com a liberdade e a democracia.
        Nisto se revela a farsa patriótica do governo Bolsonaro, seu conservadorismo fundamentalista, sua moral hipócrita e seu fascismo tosco, miliciano e negacionista!  É a mesma prática genocida no combate à pandemia que se repete na educação, no meio ambiente, na economia, etc. Por isso que nós, da corrente ENFRENTE, repudiamos a proposta de última hora deste governo no tocante ao FUNDEB, e exigimos dos deputados federais a votação do texto original para que a melhoria da educação no Brasil seja de fato a melhora no ensino/aprendizado de nossos jovens, o que supõe, como condição sine qua non, a valorização dos profissionais da educação de nosso país!


E N F R E N T E !
       

15/07/2020

Carlos Giannazi do Psol é pré-candidato a prefeito na Capital




Com a definição do calendário eleitoral de 2020, os partidos políticos começam a definir as candidaturas nos campos majoritários/as e proporcionais. Na capital de São Paulo, a disputa dentro do PSOL será acirrada nas prévias marcadas para esta definição, tendo como pré-candidatos/as o deputado estadual Carlos Giannazi, o coordenador do MTST Guilherme Boulos, e a deputada federal Sâmia Bonfim disputando a vaga  para concorrer à prefeitura da cidade pelo partido.
Entendemos que esta salutar e ética disputa fortalecerá o partido, e ao final todos e todas apoiarão ao nome que for aprovado pelos filiados, bem como o seu programa partidário que irá apontar o rumo à vitória em São Paulo.
Neste contexto de disputas, escolhemos apoiar o pré-candidato Carlos Giannazi, por sua coerência e compromisso junto a educação no estado e na capital, e também por seu mandato ser um porto seguro na luta por direitos, justiça e enfrentamentos ao Bolsocovasdória. Neste momento de singular conjuntura política mundial e brasileira, precisamos reforçar as pontes constituídas em defesa das lutas e do diálogo permanente junto aos seguimentos explorados por governantes fascistas e cultivadores da necropolítica. A educação e a ação política precisam resistir, com Giannazi para prefeito na capital e elegendo ainda uma grande bancada de vereadores/as, otimizando as campanhas no entorno da cidade de São Paulo e potencializando as centenas de  candidaturas do PSOL por todo Brasil.
Lutar, Resistir e Vencer é preciso!
Enfrente!

PAULO GUEDES QUER UM BRASIL COLÔNIA E DE NOVA ESCRAVIDÃO



Paulo Guedes, substituto de fato de Bolsonaro, que, na verdade, não governa nem seu próprio cérebro, defende que o Brasil se torne uma colônia, com seus patrimônios estratégicos, como Petrobras, bancos públicos, energia elétrica, territórios e outros, sendo privatizados, entregues a grupos econômicos, principalmente estrangeiros. 
Defende também que se imponha uma nova escravização dos trabalhadores e trabalhadoras no país, acabando com a aposentadoria,  como se deu com o Chile de Pinochet, onde se privatizou  a Previdência, com o trabalhador  tendo de, sozinho,  pagar um valor para poder aposentar-se, sem qualquer participação do empregador e do Estado na contribuição previdenciária.
 Fato que levou a maioria dos chilenos a receber apenas a metade de um salário ao deixar de trabalhar. Situação causadora de uma tragédia antes jamais ocorrida naquele pais:   muitos aposentados partindo para o suicídio.
Ainda no projeto do pinochtista do Palácio do Planalto está incluída a defesa de remuneração do trabalho por horas trabalhadas dias sim, dias não. 
O objetivo é atender a um constante demanda dos capitalistas de mais escravidão para que cresçam seus lucros e lhes garanta o máximo de concentração de capital, de produtos do trabalho.
Segundo o desejo do ex-agente da ditadura chilena , todas as pessoas poderão estar ocupadas, desde que aceitem qualquer dinheiro por algumas horas de trabalho, ou mesmo, para ganhar um prato de comida. 
Está explicado por que  ele chegou a defender o AI-5. É que seu projeto é tão contra   o Brasil e a classe trabalhadora que, ao seu ver, a garantia de seu sucesso depende de um estado ditatorial, como se deu no Chile, em que, graças ao terrorismo de Estado implantado naquele país, foi possível vingar  a política neoliberal de Pinochet de destruição dos direitos das massas trabalhadores e a privatização das  riquezas fundamentais chilenas.
O neofascismo governamental em andamento no Palácio do Planalto é para que  se possa realizar  um projeto contra o povo,   que,  com um mínimo de normalidade democrática , tenderia  a se tornar inviável. 

Assim, ao lado da luta contra a Pandemia, o momento aponta para grandes lutas  populares  contra um governo lesa-país, lesa-povo e genocida.

Alberto Souza. Ex-vereador em sbcampo.

O PODER ECONÔMICO E SEU DESEQUILIBRADO



Não conseguindo eleger Alkmin, o poder econômico,
no segundo turno das eleições de 2018, elegeu  um desequilibrado mental. E não se arrependeu nem se arrependeria jamais. Afinal,  o seu maluco lhe é  condição de serviçal dos donos do capital, ele faz, a começar  por não se meter a governar, passando esta atribuição para Paulo Guedes, presidente de fato,  comprometido em destruir todos os direitos da classe trabalhadora e  privatizar até a luz solar do Brasil.

O poder econômico não derrubou   o seu endoidecido porque este não governa; ficando apenas com o papel de bufão fascista, tratando tragédias como comédias.  Um bufão com  risos de robô frente a milhares de mortes causadas pelo Covid-19 e por seus atos de genocida.

Assim, contra  as palhaçadas fascistas, deve-se atacar  Bolsonaro e seu festival de idiotices que assola o país.

Contra a entrega das riquezas do Brasil ao capital privado nacional e estrangeiro e o  desmantelamento dos direitos  dos trabalhadores e trabalhadoras, deve-se atacar, de forma direta e objetiva, Paulo Guedes, ex-agente da ditadura de Pinochet, a serviço, inclusive, do Império do Norte.

Alberto Souza-Ex-vereador em sbcampo.

É POSSÍVEL TRATAR DE LÓGICA COM OS BRASILEIROS?

 Vejamos a Falácia de Conclusão Irrelevante ou "desvio da questão": um bolsonarista ao ser questionado sobre a corrupção das "rachadinhas" na ALERJ e no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro - em que o Queiroz foi o operador, responde, geralmente, de forma agressiva: "Tá bom, seus esquerdopatas, mas o PT e o Lula também roubaram o Brasil, olha só a Lava-Jato! Bolsonaro nunca se corrompeu!" Há duas afirmações gratuitas nesta frase, mas vamos ficar somente na falácia de "desvio da questão". 
Estamos tratando da corrupção na ALERJ, o caso da rachadinha em que mais de 20 deputados estão envolvidos, inclusive o então deputado e agora senador, Flávio Bolsonaro, PSL, com fortes evidências! Quando o bolsonarista cita o caso da Lava-Jato, em que houve o envolvimento de centenas de empresários, executivos, parlamentares de vários partidos, donos de grandes empresas, mas que no imaginários da população, devido à cobertura da grande mídia e principalmente da Rede Globo, só lembram do PT e do Lula, também envolvidos, o bolsonarista comete a "Falácia de CONCLUSÃO IRRELEVANTE, ou DESVIO DA QUESTÃO.

 Esta falácia ou raciocínio incorreto, falso (sofisma) é muito comum em discussões de todos os tipos, especialmente dos políticos-politiqueiros e nos programas diários da TV aberta, como "Brasil Urgente" (Datena), "Cidade Alerta", programas das "celebridades", sermões de pastores e padres midiáticos de todas as denominações religiosas, um verdadeiro desfile de falácias, bobagens e superficialidades! Sem desviar a atenção e cometer uma falácia aqui também, vemos que não são apenas os "políticos" que cometem falácias e enganam a população diuturnamente. Depois dessa exposição lógica sobre uma das falácias mais comuns, vocês acham que os "brasileiros" (Falácia de generalização apressada) poderão entender uma argumentação lógica em suas conversas do cotidiano? Difícil, né! E concluo com duas falácias: "Falácia do argumento contra o homem - ad hominem" e "Fala´cia de generalização apressada ou de acidente": "Brasileiro não nasceu para a Lógica, é burro mesmo"! 

 São Paulo, 12/07/2020 -

Prof. Ms. Chico Gretter - filósofo

07/07/2020

Uma rosa na pandemia


Poetas, músicos, romancistas e embrutecidos refletem diante do fascínio  da natureza e da beleza simbólica  de uma flor.
"... Queixo-me às rosas
Que bobagem as rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti..." Cantado por Cartola

Ou na rosa de Hiroshima
“...Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada...”
Gerson Conradi / Vinicius De Moraes

As rosas na pandemia
registram num dado dia
Milhares de feridas sangrando
Que não vão cicatrizar
Sob nenhum argumento
Como que caminhando
 Sozinho, plurais ou em bando.
Atravessaram o cemitério oceânico
O mesmo que sepultou
A noite ou durante o dia
Milhares de vidas arrancadas
Em nome do comércio
E a  morte na economia.
Uma ferida do mal
Da escravidão estrutural
Que a memória ainda acusa
Os Senhores na atual.
Pois a Casa Grande assassina
Começa a ser demolida
Pelo canto e ardor da senzala
Que nunca será vencida,
São milhares de vidas
Precocemente abatidas.
Pelos senhores de outrora
Juntando-se ao clamor dos presentes
Uma legião de ausentes
A tormentar os facínoras da história.
Cada temor na solidão
Cada medo ou choro engolido ou contido
Serão cobrados dos “vivos”.
Assassinos incontidos
Pela história sem fim.
Não e nunca serão esquecidos
O número são vidas ceifadas
Que na reta ou encruzilhada da vida
Passaram vidas aladas.
Uma flor na pandemia
Aos idosos  e a pobreza  na periferia
Ontem no navio negreiro
Hoje nos ônibus, trens e metrôs,
Nas cadeias são enterrados
Nos corredores dos hospitais,  silenciados.
Morrem sem respirar, sem remédios  e entubados
O educador, poeta, militante organiza a  falAção,
Denuncia a morte à bala que acham que calam,
Os anônimos da nação.
Uma flor na pandemia
Aos milhares que, infelizmente, ainda morrerão.
Jogados na cova fria
Sem despedida do pequeno
irmão,
Na grande cova sem fim.
No acalanto e no pranto
No céu dos crentes e ateus
Receba dos filhos seus
Esta simples rosa de mim!

Aldo Santos - Militante sindical e do Psol.