13/04/2020

PROFISSÃO: PROFESSOR





Depois de muitas reflexões, ponderação, conversa com colegas da faculdade, amigos professores, fiz a escolha: ser professor.
Como qualquer profissão, essa também tem vantagens e desvantagens. 

Tem algumas vantagens, como:
- se o professor é concursado, goza de uma estabilidade no emprego, embora isso é colocado em pauta por autoridades que querem mudanças na educação;
- o professor trabalha com pessoas, o que exige muita dedicação, compreensão, jogo de cintura; investir em sua formação constantemente para lidar com as transformações que ocorrem na sociedade e poder, assim, dar o melhor de si em prol da construção de um mundo melhor;
- em torno de sua disciplina, trabalha conteúdos específicos, mas deve estar aberto para dialogar com outras áreas do conhecimento, e fazer conexões tendo domínio de conceitos importantes como Interdisciplinaridade, Transdisciplinaridade e Multidisciplinaridade em seu trabalho;
- então, a partir dessa amplitude em sua atuação, outro aspecto que julgo relevante nessa profissão é a possibilidade de desenvolver temas que dizem respeito aos valores morais e éticos da vida em sociedade. Isso para provocar reflexões que envolvam as relações interpessoais, políticas, ambientais, o mundo do trabalho e até nossa relação com os “animais não humanos”, para usar uma expressão utilizada pelo filósofo australiano, Peter Singer, cujo foco é voltado para as discussões sobre a Bioética; e
- por fim, destaco em o “valor de educar” (Fernando Savater,  filósofo espanhol) em que o professor contribui para uma vida melhor de seu país. Embora a “educação não tenha o papel de sozinha mudar o mundo, tão pouco o mundo sem ela muda”, para cunhar uma ideia do Patrono da Educação Brasileira, Paulo Freire. Esse processo educacional é tão significativo que o “ser humano é aquilo que a educação faz dele”. (Immanuel Kant, filósofo alemão).

2. Sendo assim, a profissão professor é maravilhosa e por isso mesmo muito valorizada pela sociedade? Ledo engano. Infelizmente, essa escolha profissional é marcada por muitos revezes, entre outros, podemos relacionar:
- É verdade que ela é exaltada em prosas e versos nas peças publicitárias de nos-
  Governantes, veiculadas pela grande mídia, em que eles se arrogam os arautos
  e defensores ferrenhos de uma educação pública de qualidade para o país, mas
  no chão duro da escola as coisas são muito difíceis;
- os professores amargam baixos salários, condições de trabalhos ruins, e, muitas
  vezes, são desrespeitados no exercício de sua profissão, pelos governantes, por
  alunos, pela mídia, desvalorizados até por famílias, embora a maioria delas  
  respeitam e apoiam os professores perante os problemas que enfrentam na
  escola;
- uma demonstração de desinteresse, falta de comprometimento com os estu-
  dos por uma parcela significativa dos estudantes;
             - o índice de violência nas escolas é assustador, que a torna não um lugar de a -
   prendizado significativo,  mas um espaço de medo;
             - uma carga horário estafante e, quando não, lecionando em duas ou três escolas          
   para completar sua carga horária;
 - enfrenta muitos problemas estruturais que, em boa medida, dificulta o seu
   trabalho, salvo exceção de escolas que estão melhor estruturadas. A esses
   problemas, pode-se relacionar muitos outros referentes a quantidade e a quali-
   dade da Educação Pública nesse “Brasil varonil e céu cor de anil”.


3. Diante dessa desvalorização escancarada para quem quer ver, percebemos:
               - o fechamento de salas de aula é cada vez mais acentuado;
               - a eliminação do Período Noturno segue a todo vapor;
               - a diminuição da modalidade de Ensino para Jovens e Adultos (EJA);
               - uma crescente evasão escolar. Este fenômeno, Inclusive, atinge as escolas
                 particulares, cujo índice chega a 27%;
               - cresce a onda privatizante em relação à Educacão Pública, voltada para o lucro,
                 em que a educação é encarada como mercadoria igual as outras na pratelei-
                 ra do mercado;
               - a diminuição de concursos públicos na área da educação;
               - um viés tecnicista, pois visa a formação de uma obra-de-obra barata para o
                 mercado capitalista de produção;
               - assistimos um grande movimento, que não é de agora, em torno da Educa –
                 ção à distância (EAD), para além da Pandemia do Covid-19; e
               - há uma desvalorização das Ciências Sociais e Humanas, exatamente porque
                 se descarta uma “Educação para o pensar”, reflexiva, crítica e transformado-
                 ra.

4.  Diante desse cenário, perguntamos: qual é o futuro do professor:
               Reconhecemos a importância que o professor ainda tem para a sociedade.
               Que este modelo de escola que está aí, precisa urgentemente de transforma-
               ções para enfrentar os desafios do século XX. Que o professor parece muito
               se qualificar para manusear de forma competente as novas tecnologias, como
               uma ferramenta aliada à educação.
               De outro lado, o que vejo em meu cotidiano escolar é uma leva de professores
               que estão prestes a se aposentarem, não verem o momento de ir embora, pois
               a escola é um fardo pesado e as forças do ser humano chega ao seu limite.

           Continua chegando novos professores, é verdade, mas nem tantos assim. Mui-
           tos, ao entrarem para a educação pública se assustam com a realidade que se
           deparam, mas mesmo assim, seguem adiante. Outros, caem em descrédito e
           logo batem em retirada, decepcionados.
          Esse quadro é tão preocupante, que quando perguntamos aos estudantes sobre
          escolher a profissão para ser professor, constatamos que a maioria esmagadora,
          respondem com um sonoro “não”. Mas, por que será, hein?

          O que esperar do “AMANHÃ NA EDUCAÇÃO E DO PROFESSOR?”.
         “Se viver é perigoso, mas caminhar é preciso”, só resta o total desânimo ou, apesar
         dos pesares, ESPERANÇAR, às vezes, contra o próprio desengano que bate a porta
         de forma insistente.

         Mas, se não for isso, o que restará ao professor nessa longa e sinuosa estrada da
         Educação e seu papel social perante a humanidade?
         Alguém arrisca um palpite que possa nos dar um outro norte, se é que há.

           
Ivo Lima dos Santos
Professor de Filosofia e Escritor
São Paulo, abril de 2020

12/04/2020

Movimento Nacional em Defesa da Vida.

Em nome da vida



A procissão inumerável dos mortos pela pandemia, terá ressurreição? Se eles não passaram sequer pelo portal das estatísticas para indicar a causa mortis? É hora de interpelar a sociedade brasileira que ama se apresentar como uma sociedade cristã: em que baú de lembranças permanecem escondidos os princípios fundadores do cristianismo? Até quando manteremos silêncio sobre tantos crimes?

Erguemos nossa voz para levantar um Movimento em Defesa da Vida e Contra a Barbárie. E interrogamos: para onde nos levará a necropolítica que nos assombra todos os dias com um novo sobressalto? Uma política a serviço da morte? Nessa travessia pela tormenta do Covid-19 o Estado brasileiro está nos lançando ao mar. Um governo cúmplice do contágio nos condena à escravidão ou à morte.

Seremos crucificados entre a fome e a pandemia?

Somos os pobres, as mães chefes de família, os negros, os condenados da terra. Seguimos durante a quarentena amontoados nos morros, nos mocambos, nas favelas, nos barracos e, agora, contra todos os clamores e advertências, compomos o cortejo sinistro a caminho das valas comuns.

Somos “o povo do abismo”, de que falava Jack London, os que não temos casa para onde retornar no fim da tarde, os que só temos o viaduto. E a fome. Seremos a multidão dos que sequer foram registrados pelas estatísticas? Seremos soterrados pelas cinzas do esquecimento? Os filhos malditos de Malthus? Os descartáveis da nação? Que tipo de nação será construída sobre nossos ossos?

Todos sabemos, o mercado só nos enxerga quando somos as mãos que movem os tornos, as linhas de montagem, os arados nos campos, os pivôs que irrigam os vastos desertos verdes envenenados, o transporte do que se produziu. Quando a pandemia bate à nossa porta, o que nos oferece o governo? A morte como política de Estado.

E quando faltar o alento aos pulmões do país? Como falta hoje à ofegante respiração dos contaminados?

É necessário quebrar as correntes dessa lógica neoliberal criminosa que nos leva ao matadouro. É necessário manter um alento de esperança. Recobrar a humanidade que perdemos e reconhecer na voz de quem nos pede mais oxigênio – o ar que respiramos, o derradeiro bem que ainda permanece gratuito –, a voz de um irmão, ainda que seja a voz de alguém que nunca vimos, ou sobretudo por isso, mas traz consigo o impulso poderoso para nos fazer entender que não há salvação solitária. Ou é solidária, ou não será salvação!



Movimento Nacional em Defesa da Vida.


11 de abril de 2020.

Magnifico texto do poeta Pedro Tierra lançando o Movimento pela vida nesta Pascoa.

Páscoa cristã e ressurreição

Chico Gretter com seu irmão
 José  Victor, 1996,
um mês antes da sua morte.


(Chico Gretter, na Páscoa de 2020, em plena pandemia do coronavírus)

          A única religião que prega a crença na Ressurreição do próprio corpo e não apenas a imortalidade da Alma é o Cristianismo. E essa crença tem como base a Ressurreição de Jesus, O Cristo, o Ungido de Deus, o Messias: Ele venceu a morte ao ser o primeiro Homem a ressuscitar dos mortos!  Ressurreição não é o mesmo que reencarnação, pregada pelo Hinduísmo e pelo Budismo (Renascer).  Jesus mostrou as chagas para Tomé e disse: "Coloca tua mão aqui, sou eu mesmo".
          Esta é a grande novidade do Cristianismo, além do mandamento do Amor ao próximo como Jesus amou, pois, se somos filhos do mesmo Deus-Pai, somos todos irmãos e todos iguais. Semente do comunismo primitivo: "Eles tinham tudo em comum..." (Atos dos Apóstolos). Falei TODOS, não apenas os brancos caucasianos; mesmo porque Jesus não era branco e nem europeu. Ele era da Judeia, povoado de Nazaré, Palestina! É um povo amorenado, queimado pelo sol do deserto.
          Assim, pois, devo dizer, eu que já fui católico e, portanto, cristão, tenho admiração e até mesmo uma inveja saudável dos que permanecem cristãos.  Vocês acreditam na Ressurreição, na Vida eterna, no Céu, no Paraíso para onde iremos depois da morte. A morte, ah, a morte, herança do pecado que compartilhamos com Adão (o que veio do barro da terra) e Eva (mãe dos viventes). Mas Jesus Cristo, com sua ressurreição, nos resgatou. Grande consolo que os cristãos têm. Todavia, há a possibilidade do inferno...mas deixemos este assunto para outra hora, não estraguemos a alegria da Páscoa! 
          Eu não tenho mais esse consolo, pois sou agnóstico; por isso invejo os católicos, crentes, evangélicos, carismáticos, etc., etc. Disse o Mestre: "Bem-aventurados os que creem"! Desejo Boa Páscoa para vocês e que a fé na Ressurreição de Cristo tornem vocês exemplos de uma Vida Nova, em que todas as mortes sejam vencidas, como o egoísmo, a opressão, a injustiça e o desamor! Paz!

São Paulo, 12/04/2020 - Chico Gretter
Data do aniversário de meu irmão, José Víctor, falecido há 24 anos! Quem sabe a gente se encontre um dia, não é!?

11/04/2020

Nota da Executiva Nacional do PSOL sobre o assassinato do Pré- Candidato a prefeito de Janduis/RN




Acabamos de receber a trágica notícia da morte de Netinho, liderança do PSOL em Janduís/RN, pré-candidato a prefeito na cidade, até então líder nas pesquisas de opinião eleitoral.

Netinho( neto de Nilton) era um microempresário simples, querido por todos, foi vítima de uma emboscada, sem nenhuma chance de reação. Janduís é uma terra muito perigosa para quem ousa enfrentar o sistema político apodrecido.

Esse crime político não ficará impune, vamos repercutir nos 4 cantos do Brasil. O PSOL vai buscar providencias junto a todas as autoridades de segurança do estado, para que essa execução política não fique impune. Queremos saber quem matou, mas acima de tudo quem são os mandantes dessa barbárie política na tentativa de calar o PSOL e ferir a democracia. 

Podem nos tirar um, dois ou dez, como fizeram com Marielle Franco, mas lutamos também para que essas mortes não sejam em vão!

A Executiva Nacional está em contato com a Diretório Regional, com nosso deputado Sandro Pimentel, em consonância com as autoridades locais para exigir o imediato esclarecimento e prisão dos covardes autores de mais esse crime político.


Nossos sentimentos a todos os seus companheiros, amigos e familiares. 


Netinho, presente!



Executiva Nacional do PSOL, 11 de Abril de 2020.

Os deputados do PSOL que votaram na PEC

Orçamento de Guerra.

Guerra contra quem?


A PEC 10/2020, também chamada de PEC do Orçamento de Guerra, elaborada e apresentada pelo Rodrigo Maia, foi aprovada em regime de urgência na sexta feira (3), com apenas 5h10min de discussão. Foram 505 votos a favor e apenas 2 votos contra no primeiro turno.

Já no segundo turno, teve 423 votos a favor e 1 contra. Com algumas ausências e abstenções.

Como essa votação  ocorreu em plenário virtual não cabe veto do presidente da República. Ou seja e uma medida parlamentar, como ocorre em países com regime parlamentarista.

E também não precisa passar pelas comissões , principalmente na comissão de justiça para vê se e constiticional ou não. Também não foi feito estudos e os debates. 

Os deputados podem votar sem esclarecimentos. Podendo ser votado e aprovado nesse caso com o argumento que a PEC injeta mais recursos na economia .
Alguns deputados votaram sem perceber que esses recursos irá ficar com os bancos privados . 

Essa PEC permite que o Banco Central compre Títulos de crédito de empresas privadas que se encontram em dificuldades financeiras, usando os bancos privados como os  intermediários para realizarem está fraudulenta operação e legitimada por um projeto de emenda constitucional.

Os bancos privados negociarao esses títulos de crédito, (títulos podres), com empresas privadas que estejam dificuldades, por um valor muito baixo, em seguida revende esses títulos para o BC por um valor muito maior.
O dinheiro do BC acaba ficando com o banco privado e não chegara a empresa com a tal dificuldade. Acaba fechando e não garantindo os empregos.
Essa operação é ilegal e corrupta, porque transfere  recursos públicos para a banca privada. Essa operação, tambem atende pelo nome de Balcão de negocio. Sendo feita por telefone entre BC e o banco privado, sem nenhuma fiscalização e  supervisão. Os operadores do BC e do banco privado, ficam a vontade para conseguirem valores elevados para esses títulos.

Segundo a economista Maria Lúcia Fatorelli, existem trilhões de Reais de Títulos de crédito podres, emitidos por empresas em dificuldade que seriam resgatados pelo BC com recursos do Tesouro, que acabarão indo para os bancos privados.
Com essa engenharia financeira corrupta e amparada por está PEC chamada de orçamento de guerra, o BC estatiza os prejuizos dos bancos privados, através da compra destes titulos podres em poder da banca privada.  em vez de estatizar o banco inteiro ou passar a ser acionista destes bancos. 

Operação como está deixara o estado brasileiro com muita dificuldade para investimentos, principalmente nos serviços públicos, ficando com poucos recursos, sendo que o orcamento de 2021 serao ainda muito menores.

Será muito  provável que política econômica como essa operação, entre o banco central e banco privado,  os funcionários públicos terão muita dificuldade para receber seus vencimentos o ano que vem.

Ou ainda se receberem verão seus salários diminuídos por outra PEC, a186 que está tramitando no congresso.
A PEC 10/2020, como já mencionado anteriormente, foi  elaborada pelo presidente da câmara Rodrigo Maia.

Estranho foi constatar que as lideranças de todos os partidos da pseudo esquerda e daqueles que se acham progressistas orientar seus parlamentares para votarem nessa PEC, que a economista Maria Lúcia Fatorelli chamou de aberração.
Os economistas, os entendidos que se consideram de esquerda e progressistas devem cobrar de suas bancadas sobre os seus votos nesta PEC absurda. E exigir  reflexão de seus senadores para que possa debater melhor essa PEC e consiga reverter ou amenizar os prejuízos quando for para votação no senado.

Pelo comportamento da esquerda liberal, que vem tendo no congresso. Inclusive votando no Rodrigo Maia (que foi autor desta PEC) para presidente da Câmera, as bancadas do PT, PCdoB, PDT e PSB, não surpreendem todos seus votos para aprovar essa PEC.

Agora a bancada do PSOL acompanhar os partidos desta pseudo esquerda liberal foi muito grave.

Claro que temos que reconhecer que a Deputada Áurea Carolina (MG) está de licença maternidade e o Deputado Glauber Braga RJ, que até aqui tem tido atuacoes brilhante, votou corretamente contra essa PEC .

Mas a base e militância do PSOL, que não pauta os debates baseados no senso comum precisam cobrar para que os deputados e deputadas a tenham um melhores  entendimentos sobre a matérias como essa que venha tramitar no congresso, e não tenham comportamentos como esses que tiveram, em relação a essa transferência de recursos públicos para o setor financeiro privado, como foi está PEC proposta pelo presidente do congresso e aprovada.

Aqui estão os deputados e deputadas do PSOL que votaram a favor dessa PEC que só beneficia banqueiros. E que seus eleitores precisam cobrar deles e delas de forma muito dura. Os deputados do PSOL que votaram na PEC que transfere recursos público para o privados foram: 
Ivan Valente (SP), Sâmia Bonfim SP, Luiza Erundina SP Edmilson Rodrigues PA, Marcelo Freixo RJ  David Miranda RJ, Taliria Perrone RJ e Fernanda Melchionna RS.

Esses deputados terão que explicar para suas bases, que não se pauta um debate através do senso comum nesse momento de gravidade e desespero do povo brasileiro, que passa por essa pandemia.

O PSOL foi criado para superar os partidos que se colocaram a favor do modelo primário exportador financista, como foi o caso do PT e seus aliados.
Quando esses Deputados e partidos de esquerda liberal, que ficam somente pautando o debates em questões identitárias ,  saírem em defesa de serviços públicos, entrarão em grande contradição entre seus discursos e seus votos na câmera.

Quando Maria Lúcia Fatorelli faz um debate inclusive para alguns Deputados que votaram a favor dessa PEC, está pregando no deserto, já que ela sempre quer esclarecer os deputados e sua base de forma técnica, mas parece que esses Deputados preferem não fazer um trabalho mais crítico na sua base, assim eles podem votar com mais tranquilidade matérias a favor do sistema financeiro, como ocorreu nessa PEC.

Esse comportamento mostra que esses Deputados poderão fazer parte de uma futura aliança entre partidos de pseudo esquerda e os partidos que representam sistema financeiro.

O que é desesperador para alguns militantes que ainda conseguem fazer uma análise crítica.

Como essa PEC foi proposta por Rodrigo Maia, que até agradeceu os partidos de oposição pelos votos, isso mostra total incapacidade do governo Bolsonaro de elaborar, implementar e articular projetos  no congresso e até mesmo executar orçamento, coisa que o Primeiro Ministro Maia já faz através do orçamento impositivo.

Resta apenas a Bolsonaro o papel de figura decorativa, encarnando o personagem inimigo da militância e dos partidos de pseudo esquerda.

Por isso o Maia não encaminha a saída de Bolsonaro, pois vouele governa como primeiro ministro com a oposição e o miliciano recebe as críticas.

Autores : Altair Lourenço e João torricilas

10/04/2020

Prova de amor maior não há que doar a VIDA pelo irmão ...


  Essa talvez seja a melhor definição do sentido da sexta - feira da Paixão.  Deus se fez homem e se doou até o fim ....
  Qual seria o verdadeiro sentido da vida senão doar - se  ?
  Nossos irmãos de caminhada,  crentes ou ateus, afinal como disse Frei Betto  : " o mundo não se divide entre crentes e ateus, e sim, entre opressores e oprimidos  ".
 Lutam incansavelmente pela construção de uma sociedade justa e igualitária,  o que para nós cristãos nada mais é que o próprio Reino de Deus.

  Nessa sexta - feira Santa onde não podemos estar nas comunidades, já que o sentido da Fé é coletivo,  assim também deveria ser o sentido da vida em sociedade,  vemos claramente nesse estado de pandemia que querendo ou não dependemos fundamentalmente uns dos outros,  a consciência ou a falta dela , da necessidade do isolamento social salvará ou custará mais vidas respectivamente.

  Che Guevara disse : " o verdadeiro revolucionário é movido por sentimentos de amor  ", sem dúvida,  o amor à humanidade é que deve nos mover, afinal não existe templo maior que a pessoa humana.

  Encerro essa modesta reflexão com uma frase de meu grande mestre dom Paulo Evaristo Arns :  " O segredo do sucesso de cada pessoa no mundo é a eterna novidade do amor,  se não amarmos cada pessoa com um amor sempre novo,  não seremos dignos das pessoas que estão em torno de nós ".

   Boa Sexta-feira Santa  !!

Paulo Pedrini -Membro da Pastoral operária São Paulo.

.: Da “Peste” de Camus ao coronavírus, aqui estão as ...

.: Da “Peste” de Camus ao coronavírus, aqui estão as ...:   "O coronavírus - invisível a olho nu - está atingindo indiscriminadamente pessoas íntegras e pessoas frágeis. A economia também...

Da “Peste” de Camus ao coronavírus, aqui estão as metáforas de nossa precariedade




 "O coronavírus - invisível a olho nu - está atingindo indiscriminadamente pessoas íntegras e pessoas frágeis. A economia também está sob ataque. Os defensores do racismo devem se confrontar com um mal que os lembra que a cor da pele não faz parte de uma hierarquia social. Quanto aos políticos, eles não sabem como se comportar diante de um perigo invisível que está se espalhando alegremente, como se o homem que maltratou tanto o planeta fosse invencível. Discordo do padre Paneloux, mas é claro que de tempos em tempos a natureza e o absurdo se unem para se vingar do homem, reduzindo-o a pouco, um corpo cujos pulmões são devorados por dentro até a morte por asfixia".

A opinião é do escritor franco-marroquino Tahar Ben Jelloun, em artigo publicado por La Stampa, 08-03-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Bernard Pivot publicou um tweet no qual destacava que "o coronavírus é anticapitalista (queda da bolsa de valores), ama ouro (+ 8%), é ecologista (menos aviões no céu), é misantrópico (odeia pessoas que falam entre si), é puritano (impede as pessoas que se tocarem)". O humorismo é necessário quando o medo exagera e se espalha de forma explosiva. Certamente, o vírus está conturbando a ordem mundial e está revelando o aspecto dramático da globalização.

O mundo sempre conheceu epidemias com consequências muito mais trágicas do que aquelas que conhecemos hoje. A peste matou milhões de pessoas. A gripe espanhola que se espalhou de 1918 a 1919 matou 50 milhões de pessoas em todo o mundo. O coronavírus, é ruim, mas não tem nada a ver com outras pandemias, mata 2% dos infectados. Isso não impediu a disseminação de um medo generalizado entre todas as populações.

Não poupa nenhum país. Não está claro como e por que a Itália possa ter sido atingida tão duramente em poucos dias. Turismo? Descuido? Um jornalista italiano, correspondente em Paris, sugeriu a hipótese de que este país tem a população mais idosa da Europa, sabendo que o coronavírus ataca principalmente os idosos. Essa explicação não é convincente. Se a Itália está nesse estado deplorável, parece mais um acaso.

Certamente, a maioria dos estados africanos não recebeu a visita inoportuna desse vírus, mas não é uma razão para baixar a guarda e não se preparar para o caso de decidir se refestelar ao sol.

Curiosamente, os franceses correram às livrarias para comprar o romance de Albert Camus, A Peste, escrito em 1947. A literatura continua sendo levada a sério. Como esse romance esclarecerá os leitores que são altamente informados, mas não tranquilizados?

Primeiro, o bacilo da peste é diferente do coronavírus, nascido dos animais silvestres comidos pelos chineses. Eu nunca esquecerei a primeira vez que li esse livro. Chocado, procurei imediatamente a "peste" do mundo em que vivia naquela época: aconteceu em Oran em 1940. Milhares de ratos morrem nessa cidade. Eles carregam o bacilo da peste, uma doença incurável naqueles dias. E eis que os habitantes começam a morrer, em grandes quantidades. O Dr. Rieux (o alter ego do autor) luta o melhor que pode contra essa tragédia. Ele a atribui ao absurdo da vida. A doença vem e, assim como chegou, desaparece, deixando uma mensagem aos humanos para lembrá-los de que o homem é portador de algo que se assemelha a esse bacilo, o mal, que "nunca será completamente eliminado".

Para Camus, a peste da época era o nazismo (que, portanto, chamaremos de "peste morena"). A resistência contra esse mal absoluto não é total. Existem colaboracionistas, homens cínicos e oportunistas, como Cottard, que se aproveita da situação para organizar o mercado negro, há o padre, padre Paneloux, que, como vemos hoje, pensa que essa epidemia seja um "castigo divino", um castigo enviado por Deus para atacar aqueles que se desviam do seu caminho.

A "conspiração" tornou-se a explicação sistemática do que está acontecendo no mundo. Ouvi dizer que foram "os serviços secretos dos EUA" que enviaram esse vírus para infectar a China e paralisar sua economia. Absurdo! Alguns dias depois, descobrimos que também os estadunidenses foram infectados. Enquanto isso, Trump diz na televisão que "a América destruirá esse vírus". Não destruiu nada.

O romance de Albert Camus permanece contemporâneo, desde que seja lido como uma metáfora múltipla sobre a precariedade da condição humana. A agonia e depois a morte de uma criança (filho do juiz Othon), atingido pelo bacilo da peste, faz Camus dizer, ou mais precisamente o doutor Rieux: “Recusarei até à morte amar essa criação onde as crianças são torturadas”. Hoje, as imagens de crianças atingidas na província síria de Iblid por bombas sírias e russas chegam até nós todas as noites em nossas telas e ficamos chocados tanto quanto o doutor Rieux fica diante dessa tragédia.

O coronavírus - invisível a olho nu - está atingindo indiscriminadamente pessoas íntegras e pessoas frágeis. A economia também está sob ataque. Os defensores do racismo devem se confrontar com um mal que os lembra que a cor da pele não faz parte de uma hierarquia social. Quanto aos políticos, eles não sabem como se comportar diante de um perigo invisível que está se espalhando alegremente, como se o homem que maltratou tanto o planeta fosse invencível. Discordo do padre Paneloux, mas é claro que de tempos em tempos a natureza e o absurdo se unem para se vingar do homem, reduzindo-o a pouco, um corpo cujos pulmões são devorados por dentro até a morte por asfixia.


05/04/2020

A desindustrialização também Mata.




Ter política industrial e um parque industrial forte e diversificado não gera apenas emprego, vai muito além disso, fortalece nossa soberania e o mais importante, salva vidas. 


Sobretudo em período de crises econômicas, pandemias, epidemias, guerras e catástrofes naturais ou ambientais, faz muita  diferença a capacidade industrial de massa e Centros tecnológicos avançados.

Nesse momento, era para o Brasil estar liderando os esforços de combate ao coronavírus na América latina e na África. Se tivéssemos mantidos nosso parque industrial,estaríamos importando e doando máquinas respiratórias, máscaras luvas e outros equipamentos médicos.

Não termos insumos básicos como máscaras cirúrgicas, num país que já produziu e ainda produz  um dos  jatos particulares mais modernos do mundo, (como os da Embraer abocanhados pela Boeing a preço de banana), plataforma de petróleo, bases de lançamentos  de foguetes, indústria bélica como uma Imbel e seus tanques vendidos mundo afora e outros tantos exemplos, gerando dependência a outros países que pode redundar, entre o direito de viver ou a condenação sumária a morre.

Hoje, o Brasil do golpe e de Bolsonaro é humilhado pelos EUA onde retém  cargas de máscaras cirúrgicas e respiradores  que seriam enviadas ao Brasil.

Aprendemos uma lição com o Coronavírus, ou seja, a desindustrialização também  mata.Até nisso o coronavírus desmascara  para o mundo, para  brasileiros ou quem quiser entender o papel estratégico da industrialização de um país e de uma economia.

João C. Novaes Luz
APEOESP
Intersindical

FILÓSOFOS QUE DEFENDIAM A ESCRAVIDÃO



O que justificou e ainda justifica a escravidão?


A partir da leitura do livro do historiador, Laurentino Gomes, podemos elucidar vários recortes devido à profundidade e abrangência de sua pesquisa.

No capitulo 3, na página 63 do livro Escravidão, o mesmo tem como título  “As Origens”. Este capítulo discorre sobre a abrangência histórica da escravidão, fazendo várias citações de caráter ideológico, teológico e filosófico, além da definição etimológica do termo escravidão.
A dimensão do enunciado no título está na referência ao filosofo Grego Aristóteles, na seguinte afirmação: “A humanidade se divide em duas: os senhores e os escravos; aqueles que têm o direito de mando, e os que nasceram para obedecer”. (página 63)
Para justificar que a escravidão é bem mais ampla do que podemos observar nos dias atuais, o autor recorre à definição etimológica do termo: ”Escravo, em português; esclave, em francês; schiavo, em italiano; sklave, em alemão; ou slave, em inglês, são todas palavras derivadas do latim slavus, que por sua vez, servia para designar os eslavos, nome genérico dos habitantes da região dos Balcãns, Leste Europeu, sul da Rússia e margem do Mar Negro, grande  fornecedora de  mão de obra cativa para o Oriente Médio e o Mediterrâneo até o inicio do século XVIII.”(página 66)
Para o professor da Universidade de Harvard, Orlando Patterson, citado inúmeras vezes no referido livro: “A Escravidão existiu desde o início da história da humanidade até o século XX, nas sociedades mais primitivas  e também nas mais avançadas”.(página 65)
Além da caracterização universal da existência da escravidão, para os estudiosos, a cor da pele se torna sinônimo de cativeiro a partir do tráfico negreiro no Atlântico. Além de ser propriedade do senhor e por vezes era oferecido como sacrifício em rituais e funerais, Patterson define numa lista “a maneira  pela qual escravos sempre foram produzidos ao longo da história:
1-Captura na guerra.
2-Sequestro.
3- Pagamento de taxas ou tributos.
4- Quitação de dívidas.
5-Punição por crimes.
6-Abandono ou venda de crianças.
7-Autoescravidão (caso da peonagem africana, que se verá nos próximos capítulos).
8 - Nascimento em uma família cativa ( a escravidão hereditária).
Patterson também definiu a escravidão como uma morte social, na qual o cativo é arrancado do seu lugar de moradia, de sua língua, suas crenças, seus laços familiares e seus ancestrais, sua comunidade e seus costumes, uma espécie de desenraizamento, ou excomunhão da família e da sociedade originais”. (páginas 68/69)
Este conjunto de crueldades praticadas nas sociedades antiga e até nos dias atuais, tem como base de sustentação o embasamento jurídico, ideológico, religioso e filosófico.
Desde o código de Hamurabi, escrito por volta de 1772 a.C, considerado o primeiro código de normas e leis da história, ele “ dividia a sociedade em três grupos – o dos homens livres e proprietários de terra, o dos funcionários públicos e o dos escravos, que  podiam ser comprados e vendidos pelos dois primeiros”. (página 70)
No tratado sobre política, Aristóteles afirma: ”haveria pouca diferença entre o uso de animais domésticos e a exploração do trabalho escravo, uma vez que ambos nos emprestam os seus esforços físicos para satisfazer nossas necessidades”. (página 71)
No berço da filosofia grega, em Atenas, dos 155 mil habitantes, 70 mil eram cativos, e comparativamente ao Império Romano, eram números modestos, uma vez que Julio Cesar, em suas campanhas entre 58/51 a.C, teria conduzidos cerca de 1 milhão de escravos.
O livro relata uma série de castigos aterrorizantes sobre o comportamento do escravo em relação aos costumes e respeito ao seu dono, pagando cruelmente com a própria vida qualquer ato de descumprimento avaliado pelo seu proprietário, como aconteceu  com o assassinato do prefeito de Roma, Pedanios Secundus, em 61 d.C, onde 400 escravos barbaramente crucificados.
O provérbio romano de que todos os escravos são nossos inimigos ficou cristalizado quando o grande gladiador, Spartacus, liderou uma grande e histórica revolta de escravos contra o império Romano, reunindo mais de 70 mil cativos que lutaram bravamente pelas suas liberdades, sendo dizimados impiedosamente pelas legiões romanas. Como demonstração de escárnio, cerca de 6 mil que escaparam com vida foram crucificados na beira da estrada entre Roma e Cápua, numa extensão de 190 quilômetros (aproximadamente  a distância entre Rio e São Paulo). Aliás, esta história está muito bem explicada no filme Spartacus. Vale a pena  assistir.
Para justificar a escravidão na América, os senhores de escravos e intelectuais a serviço do sistema aprimoram a escravidão negra a partir da seguinte narrativa: “é o nascimento de uma ideologia racista, que passou a associar a cor da pele à condição de escravo. Segundo esse sistema de ideias, usado como justificativa para o comércio e a exploração do trabalho cativo africano, o negro seria naturalmente selvagem, bárbaro, preguiçoso, idólatra, de inteligência curta, canibal, promíscuo, só podendo ascender à plena humanidade pelo aprendizado na servidão”. (página 73)
Essa ideologia ainda persiste entre nós, a partir de elaborações de cunho teológico e filosófico.
Por toda escravidão e ainda nos dias atuais, representantes do cristianismo, hoje com várias denominações religiosas, ainda utilizam da maldição de Cam para defender e justificar a escravidão negra em todo mundo, particularmente na América: “segundo o capítulo nove do livro de Gênesis, depois do diluvio, Noé se tornou agricultor e começou a produzir vinho. Certo dia embriagou-se e dormiu sem roupa dentro da tenda em que morava. Cam, seu filho mais novo, viu a nudez do pai e, em vez de cobri-lo com o manto, correu para contar aos dois irmãos a respeito da situação vexatória em que o pai se encontrava. Ao acordar e ouvir a história, Noé lançou uma maldição contra descendência de Cam, citando especificamente seu neto Canaã: Maldito seja Canaã. Que se torne o último dos escravos de seus irmãos. Segundo a tradição, os descendentes de Canaã teriam ido para a África, onde se tornariam escravos até os fins dos tempos”. (página 74)
Comumente, nos dias atuais ouvimos “pastores” ainda pregando livremente e justificando a escravidão usando a mesma narrativa contida no livro de Gênesis, sem a menor preocupação, releitura ou ressentimento da tragédia da escravidão.
Partindo do pressuposto descrito pelo autor  que a escravidão faz parte da história da humanidade, o mesmo passa a nominar os autores que corroboram com tal atrocidade: “o filósofo grego Aristóteles era senhor de escravos. Thomas Jefferson, autor da Declaração de Independência dos Estados Unidos, segundo a qual todos os seres humanos nasceriam livres e com direitos iguais, também. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes herói da Inconfidência Mineira, foi dono de pelo menos seis cativos. O reverendo John Newton, autor de um dos mais belos hinos evangélicos (maravilhosa graça), foi capitão de navio negreiro. John Locke, pensador humanista responsável pelo conceito de liberdade na história moderna, era acionista da Royal African Company, criada com o único propósito de traficar escravos”(página 64). São inúmeras as narrativas que o autor e sua vasta bibliografia apresentam aos leitores desta importante e discutível obra.
Na filosofia, a partir de Aristóteles, incluindo os iluministas, defendeu-se a ideia de que o negro é naturalmente inferior ao branco: “David Hume, um dos mais respeitáveis filósofos britânicos do século XVIII, escreveu em 1748: Eu suspeito que os negros, como em geral todas as outras espécies de seres humanos, sejam naturalmente inferiores aos brancos. Nunca houve entre eles nação alguma tão civilizada quanto entre os brancos. Nenhum grande inventor entre eles, nenhuma arte, nenhuma ciência [...]. Uma diferença tão constante e uniforme não poderia se repetir em tantos lugares e épocas tão distintas se a natureza não tivesse também uma distinção original entre essas espécies de seres humanos”. (página 75)
Voltaire, um dos principais ideólogos da revolução francesa, descreve em 1756 os negros com as seguintes características: “Os olhos redondos, o nariz achatado, os lábios sempre grossos, o formato diferente das orelhas, o cabelo encrespado na cabeça, e mesmo a sua capacidade mental estabelecem uma prodigiosa diferença entre eles e as outras espécies de seres humanos”. (página 75)
O filósofo Immanuel Kant, respeitado por grande parte da intelectualidade mundial vai afirmar em 1764: “Os negros africanos não receberam da natureza qualquer inteligência que os coloque acima da tolice. Portanto, a diferença entre as duas raças (negra e branca) é muito substancial. A distância no que diz respeito às faculdades mentais parece ser tão grande quanto a da cor (da pele)”. (página 75)
Partindo da tentativa de desmoralização do continente africano, o também alemão, Georg W. Friedrich Hegel, um notável racista e filosofo, afirmou: “a África não merecia atenção dos povos ocidentais por ser um continente, na sua visão, sem qualquer contribuição significativa à história do mundo”. (páginas 75 e 76)
O autor finaliza este capítulo esclarecendo que: “Na tradição judaico-cristã, a cor branca estaria sempre associada a inocência, à pureza e a santidade, enquanto a cor escura (tecnicamente, a ausência de cor) era sinônimo de pecado, perversão e morte. Os textos bíblicos se referem repetidas vezes a uma permanente luta entre os ‘filhos da luz e os filhos da escuridão’. Nas obras de arte medievais, demônios de pele negra e traços fisionômicos semelhantes aos dos africanos emergem das sombras para molestar os seres humanos, enquanto os santos são invariavelmente representados com a pele clara dos europeus”.(página 76)
Como podemos observar, o conjunto dos interesses que nortearam a existência da escravidão diz muito sobre a condição humana dos nossos antepassados, e do atual estágio de “humanos” que somos.
 Ao descrever a  escravidão como um processo histórico o autor  mesmo sem fazer qualquer citação, corrobora com a teoria de Karl Marx sobre a permanente guerra entre as classes ao longo do processo histórico. No embate teórico de Marx na 11 tese contra Ludwig Feuerbach ele vai estabelecer o recorte de classe ao afirmar que: “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo”.( https://www.marxists.org/portugues/marx/1845/tesfeuer.htm)
Marx faz um corte epistemológico, dizendo que os filósofos burgueses expressam das mais variadas formas a justificativa da opressão de classe, independentemente dos mais variados momentos históricos.
Não podemos nos pautar pelos filósofos burgueses, que defendiam - e muitos de seus seguidores ainda defendem - a manutenção da forma de pensar e ler e naturalizar o mundo opressor em que vivemos.
No manifesto comunista, tem-se postulado por comunismo: “(...) o resultado final da força da história, o sistema que substituiria o capitalismo”. A frase de abertura deste panfleto demonstra o impacto deste manifesto: “A história de toda sociedade até os nossos dias é a história da luta de classes” (MARX, ENGELS, 2009, página. 23). O objetivo era conscientizar os trabalhadores das suas condições sociais, históricas; conscientiza-los de que o que os impediam de ter uma vida digna e boa eram as relações de trabalho às quais estavam submetidos e que isto poderia ser rompido quando eles abandonassem a ideologia da qual eram prisioneiros, a ideologia burguesa dominante, traçando uma linha evolutiva, que demonstra que a burguesia já cumpriu seu papel: “(...) a burguesia não forjou apenas as armas que lhe darão a morte; também engendrou os homens que empunharão essas armas: os operários modernos, os proletários” (MARX, ENGELS, 2009, página 34). “A força deste documento é imensurável. Claramente, com o olhar do presente, encontramos limites nas suas propostas, mas nada que diminua sua importância.” (https://www.infoescola.com/sociologia/manifesto-comunista/)
Em suma, Marx afirma que toda história da humanidade nada mais foi do que a história  das lutas entre  interesses antagônicos, sempre reconhecendo que o protagonismo histórico pertence a classe que trabalha e produz a riqueza: a classe trabalhadora.
 O que estamos esperando para organizar nossa filosofia, nossas utopias,  sedimentando  nossa classe enquanto partido internacional dos que trabalham,  produzem e partilham  a riqueza para a felicidade  comum da  humanidade?
Aldo Santos - Ex-vereador em sbcampo, militante sindical, diretor da aproffesp/aproffib e filiado ao Psol

03/04/2020

O desenvolvimento do pensar nos ciclos: Fund. I e Fund. II.


Ao meu ver, as perspectivas educacionais desde a infância, perpassam por uma necessidade de estímulo ao pensar dos estudantes a partir do 1° ano das séries iniciais. Posso dizer isto a partir de algumas (várias) experiências vivenciadas, em sala de aula, nos anos 2014/2015 e 2017/2018, trabalhando FILOSOFIA com CRIANÇAS nos segmentos Fund. I e Fund. II, em duas instituições distintas, a saber: Escola "Maria Theodora Pedreira de Freitas"(FIEB/ALPHAVILLE) e na Rede municipal de Pirapora do Bom Jesus, respectivamente.
Essas experiências por mim vivenciadas, me fazem refletir e concordar com a autora MARIA TEREZINHA CORRÊA de que é necessário pensarmos no desenvolvimento do pensar (das crianças), desde o Ensino fundamental. Vou mais além.
Ao longo dessas duas etapas acima citadas, pude perceber que os alunos nas séries iniciais (1° ao 5° ano), despertam com maior zelo e compromisso sua capacidade de pensar a vida, a escola e a aprendizagem, o seu desenvolvimento (enquanto pessoa), a tal ponto que sinto-me na obrigação de falar e escrever sobre isso.
Trabalhei com alunos desde o 2° ano até o 9° ano. Foi possível perceber o quanto é necessário explorar essa capacidade fantástica de pensar das crianças, em especial, nas crianças do Fund. I. De fato, as crianças nesse ciclo, dão muito valor as indagações filosóficas a que elas são submetidas durante as aulas.
Lembro-me me de uma certa vez, apliquei uma prova para um 3° "A", cuja questão era a seguinte: O que mais lhe intriga neste momento da vida? A resposta foi a seguinte: R: O que eu serei no futuro. Para mim ficou subentendido que aquele aluno já tinha preocupação com várias questões humanas na (e para) a vida adulta, e  dentre essas, as questões éticas.
Portanto, o texto da Professora Maria Terezinha, nos coloca diante de uma reflexão necessária e URGENTE, porque o desenvolvimento da aprendizagem das crianças depende fundamentalmente do estímulo a um pensar criterioso, espontâneo, responsável que seja praticado pelos estudantes desde essas etapas da Educação básica.

Prof. Jose C. CAROBA.
(Licenciado em Filosofia e Letras).
Barueri/SP- 02/04/2020.

02/04/2020

O que justificou e ainda justifica a escravidão?




A partir da leitura do livro do historiador, Laurentino Gomes, podemos elucidar vários recortes devido à profundidade e abrangência de sua pesquisa.

No capitulo 3, na página 63 do livro Escravidão, o mesmo tem como título  “As Origens”. Este capítulo discorre sobre a abrangência histórica da escravidão, fazendo várias citações de caráter ideológico, teológico e filosófico, além da definição etimológica do termo escravidão.

A dimensão do enunciado no título está na referência ao filosofo Grego Aristóteles, na seguinte afirmação: “A humanidade se divide em duas: os senhores e os escravos; aqueles que têm o direito de mando, e os que nasceram para obedecer”. (página 63)

Para justificar que a escravidão é bem mais ampla do que podemos observar nos dias atuais, o autor recorre à definição etimológica do termo: ”Escravo, em português; esclave, em francês; schiavo, em italiano; sklave, em alemão; ou slave, em inglês, são todas palavras derivadas do latim slavus, que por sua vez, servia para designar os eslavos, nome genérico dos habitantes da região dos Balcãns, Leste Europeu, sul da Rússia e margem do Mar Negro, grande  fornecedora de  mão de obra cativa para o Oriente Médio e o Mediterrâneo até o inicio do século XVIII.”(página 66)

Para o professor da Universidade de Harvard, Orlando Patterson, citado inúmeras vezes no referido livro: “A Escravidão existiu desde o início da história da humanidade até o século XX, nas sociedades mais primitivas  e também nas mais avançadas”.(página 65)

Além da caracterização universal da existência da escravidão, para os estudiosos, a cor da pele se torna sinônimo de cativeiro a partir do tráfico negreiro no Atlântico. Além de ser propriedade do senhor e por vezes era oferecido como sacrifício em rituais e funerais, Patterson define numa lista “a maneira  pela qual escravos sempre foram produzidos ao longo da história:
1-Captura na guerra.
2-Sequestro.
3- Pagamento de taxas ou tributos.
4- Quitação de dívidas.
5-Punição por crimes.
6-Abandono ou venda de crianças.
7-Autoescravidão (caso da peonagem africana, que se verá nos próximos capítulos).
8 - Nascimento em uma família cativa ( a escravidão hereditária).

Patterson também definiu a escravidão como uma morte social, na qual o cativo é arrancado do seu lugar de moradia, de sua língua, suas crenças, seus laços familiares e seus ancestrais, sua comunidade e seus costumes, uma espécie de desenraizamento, ou excomunhão da família e da sociedade originais”. (páginas 68/69)

Este conjunto de crueldades praticadas nas sociedades antiga e até nos dias atuais, tem como base de sustentação o embasamento jurídico, ideológico, religioso e filosófico.
Desde o código de Hamurabi, escrito por volta de 1772 a.C, considerado o primeiro código de normas e leis da história, ele “ dividia a sociedade em três grupos – o dos homens livres e proprietários de terra, o dos funcionários públicos e o dos escravos, que  podiam ser comprados e vendidos pelos dois primeiros”. (página 70)

No tratado sobre política, Aristóteles afirma: ”haveria pouca diferença entre o uso de animais domésticos e a exploração do trabalho escravo, uma vez que ambos nos emprestam os seus esforços físicos para satisfazer nossas necessidades”. (página 71)

No berço da filosofia grega, em Atenas, dos 155 mil habitantes, 70 mil eram cativos, e comparativamente ao Império Romano, eram números modestos, uma vez que Julio Cesar, em suas campanhas entre 58/51 a.C, teria conduzidos cerca de 1 milhão de escravos.

O livro relata uma série de castigos aterrorizantes sobre o comportamento do escravo em relação aos costumes e respeito ao seu dono, pagando cruelmente com a própria vida qualquer ato de descumprimento avaliado pelo seu proprietário, como aconteceu  com o assassinato do prefeito de Roma, Pedanios Secundus, em 61 d.C, onde 400 escravos barbaramente crucificados.

O provérbio romano de que todos os escravos são nossos inimigos ficou cristalizado quando o grande gladiador, Spartacus, liderou uma grande e histórica revolta de escravos contra o império Romano, reunindo mais de 70 mil cativos que lutaram bravamente pelas suas liberdades, sendo dizimados impiedosamente pelas legiões romanas. Como demonstração de escárnio, cerca de 6 mil que escaparam com vida foram crucificados na beira da estrada entre Roma e Cápua, numa extensão de 190 quilômetros (aproximadamente  a distância entre Rio e São Paulo). Aliás, esta história está muito bem explicada no filme Spartacus. Vale a pena  assistir.
Para justificar a escravidão na América, os senhores de escravos e intelectuais a serviço do sistema aprimoram a escravidão negra a partir da seguinte narrativa: “é o nascimento de uma ideologia racista, que passou a associar a cor da pele à condição de escravo. Segundo esse sistema de ideias, usado como justificativa para o comércio e a exploração do trabalho cativo africano, o negro seria naturalmente selvagem, bárbaro, preguiçoso, idólatra, de inteligência curta, canibal, promíscuo, só podendo ascender à plena humanidade pelo aprendizado na servidão”. (página 73)

Essa ideologia ainda persiste entre nós, a partir de elaborações de cunho teológico e filosófico.

Por toda escravidão e ainda nos dias atuais, representantes do cristianismo, hoje com várias denominações religiosas, ainda utilizam da maldição de Cam para defender e justificar a escravidão negra em todo mundo, particularmente na América: “segundo o capítulo nove do livro de Gênesis, depois do diluvio, Noé se tornou agricultor e começou a produzir vinho. Certo dia embriagou-se e dormiu sem roupa dentro da tenda em que morava. Cam, seu filho mais novo, viu a nudez do pai e, em vez de cobri-lo com o manto, correu para contar aos dois irmãos a respeito da situação vexatória em que o pai se encontrava. Ao acordar e ouvir a história, Noé lançou uma maldição contra descendência de Cam, citando especificamente seu neto Canaã: Maldito seja Canaã. Que se torne o último dos escravos de seus irmãos. Segundo a tradição, os descendentes de Canaã teriam ido para a África, onde se tornariam escravos até os fins dos tempos”. (página 74)

Comumente, nos dias atuais ouvimos “pastores” ainda pregando livremente e justificando a escravidão usando a mesma narrativa contida no livro de Gênesis, sem a menor preocupação, releitura ou ressentimento da tragédia da escravidão.

Partindo do pressuposto descrito pelo autor  que a escravidão faz parte da história da humanidade, o mesmo passa a nominar os autores que corroboram com tal atrocidade: “o filósofo grego Aristóteles era senhor de escravos. Thomas Jefferson, autor da Declaração de Independência dos Estados Unidos, segundo a qual todos os seres humanos nasceriam livres e com direitos iguais, também. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes herói da Inconfidência Mineira, foi dono de pelo menos seis cativos. O reverendo John Newton, autor de um dos mais belos hinos evangélicos (maravilhosa graça), foi capitão de navio negreiro. John Locke, pensador humanista responsável pelo conceito de liberdade na história moderna, era acionista da Royal African Company, criada com o único propósito de traficar escravos”(página 64). São inúmeras as narrativas que o autor e sua vasta bibliografia apresentam aos leitores desta importante e discutível obra.

Na filosofia, a partir de Aristóteles, incluindo os iluministas, defendeu-se a ideia de que o negro é naturalmente inferior ao branco: “David Hume, um dos mais respeitáveis filósofos britânicos do século XVIII, escreveu em 1748: Eu suspeito que os negros, como em geral todas as outras espécies de seres humanos, sejam naturalmente inferiores aos brancos. Nunca houve entre eles nação alguma tão civilizada quanto entre os brancos. Nenhum grande inventor entre eles, nenhuma arte, nenhuma ciência [...]. Uma diferença tão constante e uniforme não poderia se repetir em tantos lugares e épocas tão distintas se a natureza não tivesse também uma distinção original entre essas espécies de seres humanos”. (página 75)

Voltaire, um dos principais ideólogos da revolução francesa, descreve em 1756 os negros com as seguintes características: “Os olhos redondos, o nariz achatado, os lábios sempre grossos, o formato diferente das orelhas, o cabelo encrespado na cabeça, e mesmo a sua capacidade mental estabelecem uma prodigiosa diferença entre eles e as outras espécies de seres humanos”. (página 75)

O filósofo Immanuel Kant, respeitado por grande parte da intelectualidade mundial vai afirmar em 1764: “Os negros africanos não receberam da natureza qualquer inteligência que os coloque acima da tolice. Portanto, a diferença entre as duas raças (negra e branca) é muito substancial. A distância no que diz respeito às faculdades mentais parece ser tão grande quanto a da cor (da pele)”. (página 75)

Partindo da tentativa de desmoralização do continente africano, o também alemão, Georg W. Friedrich Hegel, um notável racista e filosofo, afirmou: “a África não merecia atenção dos povos ocidentais por ser um continente, na sua visão, sem qualquer contribuição significativa à história do mundo”. (páginas 75 e 76)

O autor finaliza este capítulo esclarecendo que: “Na tradição judaico-cristã, a cor branca estaria sempre associada a inocência, à pureza e a santidade, enquanto a cor escura (tecnicamente, a ausência de cor) era sinônimo de pecado, perversão e morte. Os textos bíblicos se referem repetidas vezes a uma permanente luta entre os ‘filhos da luz e os filhos da escuridão’. Nas obras de arte medievais, demônios de pele negra e traços fisionômicos semelhantes aos dos africanos emergem das sombras para molestar os seres humanos, enquanto os santos são invariavelmente representados com a pele clara dos europeus”.(página 76)

Como podemos observar, o conjunto dos interesses que nortearam a existência da escravidão diz muito sobre a condição humana dos nossos antepassados, e do atual estágio de “humanos” que somos.

 Ao descrever a  escravidão como um processo histórico o autor  mesmo sem fazer qualquer citação, corrobora com a teoria de Karl Marx sobre a permanente guerra entre as classes ao longo do processo histórico. No embate teórico de Marx na 11 tese contra Ludwig Feuerbach ele vai estabelecer o recorte de classe ao afirmar que: “Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo”.( https://www.marxists.org/portugues/marx/1845/tesfeuer.htm)
Marx faz um corte epistemológico, dizendo que os filósofos burgueses expressam das mais variadas formas a justificativa da opressão de classe, independentemente dos mais variados momentos históricos.

Não podemos nos pautar pelos filósofos burgueses, que defendiam - e muitos de seus seguidores ainda defendem - a manutenção da forma de pensar e ler e naturalizar o mundo opressor em que vivemos.

No manifesto comunista, tem-se postulado por comunismo: “(...) o resultado final da força da história, o sistema que substituiria o capitalismo”. A frase de abertura deste panfleto demonstra o impacto deste manifesto: “A história de toda sociedade até os nossos dias é a história da luta de classes” (MARX, ENGELS, 2009, página. 23). O objetivo era conscientizar os trabalhadores das suas condições sociais, históricas; conscientiza-los de que o que os impediam de ter uma vida digna e boa eram as relações de trabalho às quais estavam submetidos e que isto poderia ser rompido quando eles abandonassem a ideologia da qual eram prisioneiros, a ideologia burguesa dominante, traçando uma linha evolutiva, que demonstra que a burguesia já cumpriu seu papel: “(...) a burguesia não forjou apenas as armas que lhe darão a morte; também engendrou os homens que empunharão essas armas: os operários modernos, os proletários” (MARX, ENGELS, 2009, página 34). “A força deste documento é imensurável. Claramente, com o olhar do presente, encontramos limites nas suas propostas, mas nada que diminua sua importância.” (https://www.infoescola.com/sociologia/manifesto-comunista/)

Em suma, Marx afirma que toda história da humanidade nada mais foi do que a história  das lutas entre  interesses antagônicos, sempre reconhecendo que o protagonismo histórico pertence a classe que trabalha e produz a riqueza: a classe trabalhadora.

 O que estamos esperando para organizar nossa filosofia, nossas utopias,  sedimentando  nossa classe enquanto partido internacional dos que trabalham,  produzem e partilham  a riqueza para a felicidade  comum da  humanidade?

Aldo Santos - Ex-vereador em sbcampo, militante sindical, diretor da aproffesp/aproffib e filiado ao Psol

NESTA SEMANA ALBERTO SOUZA ME LIGOU.




Estava procurando o que fazer nestes tempos de absoluta reclusão, quando o telefone toca. Era meu amigo Alberto Souza.
Conversamos sobre a vida, sobre a conjuntura e acordamos que precisamos sair desta neste momento, maior do que entramos nesta histórica pandemia.
Alberto disse que está aproveitando o tempo para aperfeiçoar o idioma, fazer leituras, refletir sobre a vida e avivamento da utopia. Eu respondi que estou praticamente fazendo o mesmo que ele.
Disse a ele sobre o esgotamento do projeto neoliberal, do esgarçamento da economia e da crueldade do capitalismo que coloca os interesses do mercado e da agiotagem das bolsas de valores acima do direito a vida. O que ele também concordou.
Foi um bom diálogo dos que ainda não perderam o entusiasmo pela vida, sonhar com o pé na realidade e construir pontes e caminhos na histórica vitória da classe trabalhadora.
Sonhos, lutas e vidas que seguem!
Aldo Santos. Ex-vereador em sbcampo
Dias depois, Alberto publica um texto que representa parte da nossa conversa, a saber:
A QUARENTENA PODE DERRUBAR BOLSONARO?
A melhor coisa a ser feita durante a Quarentena é estudar. Cada um, cada uma, conspirando contra a sua ignorância, armando-se teoricamente para práticas mais avançadas contra a ordem vigente, em futuras batalhas.
Com o companheiro livro, neste duro momento, conspiro, resisto, contra os inimigos da vida, virais ou não.
Além do mais, se todos e todas da Quarentena decidirem estudar, ficar menos ignorantes, Bolsonaro cai logo, já que ele foi eleito pela ignorância. É a ignorância que o sustenta. Seu grande alimento.
Que a Quarentena seja momento de luta não só contra o vírus mundial, mas também contra o fascismo e o que ele representa.
Alberto Souza. Ex-vereador em SBcampo