15/04/2017

Dia 28 de abril vamos fazer greve e marchar pelo Brasil!

Em 17 de abril de 1997, em sua última entrevista Paulo Freire afirmou: "... Eu morreria feliz se eu visse o Brasil cheio em seu tempo histórico de marchas. Marcha dos que não tem escola, marcha dos reprovados, marchas dos que querem amar e não podem, marcha dos que recusam a uma obediência servil, marcha dos que se rebelam, marcha dos que querem ser e estão proibidos de ser.

...Eu acho que as marchas são andarilhagens históricas pelo mundo ...O meu desejo, o meu sonho como eu disse antes é que outras marchas pela superação da sem-vergonhice que se democratizou terrivelmente nesse pais. Essas marchas nos afirmam como gente, como sociedade, e querendo democratizar-se.
Eu estou absolutamente feliz por estar vivo ainda e ter acompanhado essa marcha (Marcha dos sem terras) que como outras marchas históricas revelam o ímpeto da vontade amorosa de mudar o mundo.”
http://alebiet.blogspot.com.br/2011/08/marchas-paulo-freire.html De fato quando o povo se põe em movimento as mudanças ocorrem, os conflitos aparecem e a coragem coletiva rompe o ritual de aparente imutabilidade. Acertadamente Rosa Luxemburgo proclama: "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem"
Entendo que as greves, assim como as marchas, representam um momento singular e necessário onde põe a nu o estado burguês e representa uma radical explosão imaginária e de consciência de classe no processo estratégico de transformação social.
Parafraseando Paulo Freire, eu diria que: O povo viveria feliz se no mundo todo ocorressem greves permanentemente. Greves econômicas, greves de natureza política, de defesa das bandeiras de gênero, etnia e minorias, contra os limites e o cercamento imposto pelo capitalismo, pois é na greve que se confronta com maior tenacidade o antagonismo de classe, a consciência do “valor dos trabalhadores” e as rupturas necessárias como síntese histórica da transformação revolucionária.http://professoraldosantos.blogspot.com.br/2013/03/greves-e-marchas-sempre.html
A defesa de uma greve cumpre dois princípios básicos da classe trabalhadora: é um momento de luta por conquistas e melhorias das condições salariais e de trabalho, além da politização, união e organização conforme expressa o enunciado do texto a seguir: “Um dos mais importantes textos políticos do século XIX inicia com a frase “um espectro ronda a Europa: o espectro do comunismo”. Trata-se do Manifesto Comunista, de Marx e Engels, e seu famoso chamado para a união de todos os trabalhadores do mundo para se oporem ao domínio da burguesia. Outro fundamento é a união e conscientização da classe conforme texto escrito por Lênin, um dos grandes líderes revolucionários do século XX onde afirma: “... as greves ensinam os operários a unirem-se; as greves fazem-nos ver que somente unidos podem aguentar a luta contra os capitalistas; as greves ensinam os operários a pensarem na luta de toda a classe patronal e contra o governo autocrático e policial. Exatamente por isso, os socialistas chamam as greves de "escola de guerra", escola em que os operários aprendem a desfechar a guerra contra seus inimigos, pela emancipação de todo o povo e de todos os trabalhadores do jugo dos funcionários e do jugo do Capital. Mas a “escola de guerra” ainda “não é a própria guerra”.
https://www.marxists.org/portugues/lenin/1899/mes/greves_ga.htm A centralidade dessa greve geral é lutar contra a reforma da Previdência, da reforma trabalhista, das terceirizações e contra a aplicação da reforma do ensino médio, dentre outros ataques.
Devemos ainda lutar contra a corrupção e o mar de lama que a burguesia e seus partidos coniventes vêm transformando o país ha décadas.
Mais do que nunca devemos acrescentar a nossa pauta de ação o Fora Temer e sua quadrilha palaciana, com diretas já, pois a maioria esmagadora dos deputados federais estão comprometidos do ponto de vista ético/moral e o senado deveria deixar de existir, pois em nada acrescenta a política brasileira. Defendo um congresso unicameral!
Prefiro a ideia de marchar, do que “parar o Brasil”, pois parados já estamos,com a estagnação da economia, quase 14 milhões de desempregados, milhares de famélicos, na sua maioria dominados pelos meios de comunicação ou pela ideologia religiosa da teologia da prosperidade (prosperidade para os pastores).
Precisamos sim entrar em movimento, com atos, passeatas, protestos, marchas, greve geral por tempo indeterminado até conseguirmos o que pleiteamos.
Em relação a operação lava jato, é preciso apurar até as últimas consequências todo tipo de roubo do erário público ou em nome dele, confiscar os bens e prisão aos condenados. A lava jato é aponta do iceberg de uma pátria saqueada historicamente pelos “donos do poder”, e ao mesmo tempo, abre caminho para politizarmos a indignação de todos e todas levando ao empoderamento da classe para passarmos esse país a limpo.
LUTAR E VENCER É PRECISO!
ALDO SANTOS- EX-VEREADOR EM SBCAMPO, PRESIDENDE DA APROFFIB, VICE PRESIENETE DA APROFFESP E MEMBRO DA EXECUTIVA ESTADUAL DO PSOL-SP

12/04/2017

A FILOSOFIA TOMA PARTIDO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!



É uma tradição dos militantes, dos intelectuais, dos dirigentes Partidários, do movimento sindical, popular e
estudantil, compreender o conjunto (conjuntura) de problemas que circundam e interferem no planeta, no
país, nos estados e municípios para que possamos identificar e compreender e transpor as barreiras,
reconhecer os aliados e combater os inimigos históricos dos povos.
É neste contexto que precisamos analisar o momento em que nos encontramos, com a macro
disputa internacional, o avanço do neoliberalismo e do fascismo, o reordenamento da burguesia às custas
do empobrecimento de milhões com a retirada de diretos conquistados com a luta e enfrentamento dos
povos, contra as tiranias e os golpes perpetrados por governantes a revelia do interessa da maioria dos seres
humanos no planeta.
E, neste debate, a filosofia nunca foi nem será neutra, pois ao defender ou refutar a barbárie capitalista em
nome da suposta civilização, ela sempre toma partido para o bem ou para o mal.
O Brasil esta contido nesse conjunto de processos de analise, pois com a reorganização das “forças
reacionárias que deflagraram” um golpe político no povo, e, como parte desse golpe os avanços e direitos
estão sendo esmagados por políticos e partidos historicamente comprometidos com o acúmulo do capital
em detrimento do confisco dos direitos e das liberdades vivenciadas e conquistadas pela classe trabalhadora.
O reinado do PMDB, do PSDB, cúpula do PT, DEM, PPS e outros partidos estão desnudos e mergulhados
num lamaçal de corrupção como nunca visto antes.Defendemos que se apure até as últimas
consequências,punindo os culpados, confiscando bens roubados, mas não temos ilusão com o abuso de
autoridade do judiciário e seus braços repressivos que permeiam a sociedade nesta micro e macro física do
poder.
Já aprovaram a “deformação” do Ensino médio, o congelamento dos salários e direitos bem como
investimentos por vinte anos, aprovaram as terceirizações, que levará ao sucateamento do trabalho e
empobrecimento ainda mais do nosso povo, e agora, pretendem aprovar as reformas da previdência e
trabalhista para esmagar e condenar o presente e o futuro de quem produz as riquezas neste país. No
Estado de São Paulo, os salários foram congelados há mais de três anos, o desemprego na educação é
notório e a capacidade de reação embora existente, são canalizadas para outras demandas de interesses
dos aparatos dos sindicatos e centrais sindicais.
Sem perspectivas diante deste novo governo, a única saída é a união e organização da população resistindo
e construindo uma potente greve geral no dia 28 de abril para barrar essas maléficas reformas,derrubar o
governo Temer e seus asseclas como condição básica para a retomada do crescimento, acabar com o
desemprego, punir os corruptos, regulamentar o poder desmedido dos meios de comunicação e com a farra
dos banqueiros.
Nesse sentido, os professores de filosofia precisam tomar partido ao lado dos seguimentos vulneráveis da
sociedade, disputar os espaços nas escolas para manter o atual currículo, não permitindo o currículo
mínimo e nos organizarmos para acompanhar e definir no âmbito do Estado a aplicação das medidas
contidas na lei federal no tocante a dita reforma do ensino médio.
Não basta “comparecer às reuniões” esporadicamente, é preciso agir e reagir a toda e qualquer forma de
desconstrução da nossa luta pelo reconhecimento de nossa disciplina em âmbito federal, estadual e
avançarmos em nível municipal.
Mesmo num mundo pós-moderno e da pós-verdade, tomar partido sempre é preciso ( se tornar parte), uma
vez que todos somos militantes conscientes ou não do nosso papel na história da filosofia e na
transformação da sociedade.
Precisamos sair do mundo da doxologia virtual para o mudo da episteme classista, da práxis cotidiana, ao
lado dos verdadeiros construtores e mantenedores do poder em toda sociedade que é a classe trabalhadora.
Lutar, vencer e avançar é preciso!
Aldo Santos- Vice-presidente da APROFFESP e presidente da APROFFIB.

14/02/2017

Plenária da APROFFIB, durante o III Encontro da APROFFESP, no dia 08 de dezembro de 2016, no campus da UNINOVE- SP






Exposição realizada na Plenária da APROFFIB, durante o III Encontro da APROFFESP, no dia 08 de dezembro de 2016, no campus da UNINOVE – São Paulo-SP. 


      Prof. Aldo Santos (Presidente da APROFFIB)
A APROFFIB é uma entidade que busca desenvolver um pouco do que nós fazemos enquanto APROFFESP – Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos no Estado de São Paulo -, projetar essa luta para o Brasil, porque os professores de filosofia não estão organizados em nível nacional. Para termos uma ideia dos impactos dessas medidas do governo, hoje houve atribuição na diretoria de ensino de São Bernardo do Campo para professores concursados em filosofia e não apareceu nenhum candidato. A informação da eliminação da filosofia ou da sociologia do currículo escolar, já impacta diretamente na condição efetiva do trabalhador.
Esse debate da APROFFIB vem no sentido de buscar uma interlocução para além de São Paulo porque a APROFFESP está consolidada, mas precisamos avançar em outros Estados. Na Paraíba organizaram uma entidade e nos chamaram para um encontro a ser realizado em maio. No Acre houve um encontro recentemente sobre a problemática da filosofia e há muitos professores interessados em outros Estados por esse modelo organizativo da APROFFESP em São Paulo. Essa nossa luta tem um histórico que começou com o Coletivo Nacional de Professores de Filosofia em um congresso que aconteceu no Anhembi onde estavam presentes mais de 600 delegados e delegadas do Brasil inteiro.
Como a filosofia não tem um sindicato, a exemplo dos sociólogos, ou uma entidade que cuidasse do ensino médio, na ocasião tinha uma entidade que se destinava  a pós graduação, e, com   esse contingente de pessoas, após conquistarmos o direito à obrigatoriedade do ensino de filosofia  no Ensino médio, criamos o Coletivo Nacional de Filosofia em 2007. Depois fundamos  a APROFFESP e nessa relação conjunta  com o coletivo, fundamos a APROFFIB que tem uma diretoria legalizada, registrada em cartório e reconhecida. O nosso próximo passo é dar mais visibilidade em nível nacional para esse processo.
A APROFFIB, Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil, reitera seu compromisso junto aos educadores e educadoras na luta pelo fortalecimento e ampliação da filosofia nas escolas pública e privada no Brasil, rumo à implementação da disciplina no ensino fundamental. No dia 08/12/16 realizamos nossa Plenária Nacional em São Paulo e pretendemos fazer nosso primeiro encontro nacional no primeiro semestre de 2017






Presidente: Aldo Santos
Vice-presidente: Hugo Allan Matos
Secretário: George Luís Henrique C. Vitorino
Tesoureiro: André Sapanos
Diretor de comunicação e propaganda: José Carlos Carneiro
Diretor de relações acadêmicas e institucionais: Marcos da Silva e Silva
Diretor de relações pedagógicas: Francisco P. Gretter



Reportagem  Ana Valim - MTB 13003

.: O ANIVERSÁRIO, A VIDA E A HISTÓRIA DE UMA MÃE NUNC...

.: O ANIVERSÁRIO, A VIDA E A HISTÓRIA DE UMA MÃE NUNC...: Em 13 de fevereiro de 1929, nasceu uma linda e importante mulher no sertão do Ceara, que desde o nascimento enfrentou as marcas do...

O ANIVERSÁRIO, A VIDA E A HISTÓRIA DE UMA MÃE NUNCA SERÁ ESQUECIDO

O ANIVERSÁRIO, A VIDA E A HISTÓRIA DE UMA MÃE NUNCA SERÁ ESQUECIDO
A imagem pode conter: 1 pessoa, óculos de sol
MARIA BEVENUTA DE JESUS, UMA GUERREIRA  EM DEFESA DAS LUTAS DOS POBRES
Em 13 de fevereiro de 1929, nasceu uma linda e importante mulher no sertão do Ceara, que desde o nascimento enfrentou as marcas do sofrimento, da resistência e da superação. Essa mulher foi batizada com o nome de Maria Bevenuta de Jesus, criada pelo pai e pela madrasta. Casou-se aos treze anos com Josias Raimundo dos Santos, também da circunvizinhança do sertão cearense. Deste casamento nasceram: Raimundo Josias dos Santos, Francisco Josias dos Santos, Erivaldo Josias dos Santos, Aldo Josias dos Santos, Tânia Maria dos Santos, Francisco Cleonaldo dos Santos, Francisco Raimundo dos Santos e Alda Maria dos Santos. Além desses, outros dois natimortos fazem parte de nossa história. A Família conta hoje com 19 netos (as) e 10 bisnetos (as)...
Empurrados pela seca e pelas dificuldades sociais, migraram para o interior de São Paulo, trabalhando como bóia fria, meeiro, arrendatários, pequenos sitiante. No final da década de 60 e início da década 70, parte da família veio para a Cidade de São Bernardo e posteriormente mudaram-se para Diadema. Hoje, grande parte dos irmãos estão morando na Cidade de Hortolândia.
A APEOESP - Sindicato dos professores do Estado de São Paulo, sabiamente publicou na Agenda dos Professores – 2010, uma merecida homenagem as grandes mulheres, que se destacaram em vários campos das atividades humanas, tais como: Bertha Lutz, pioneira do feminismo brasileiro; Chiquinha Gonzaga, importante expoente da musica brasileira; Cora Coralina, destacada poetiza; Dandara, Mulher de zumbi dos Palmares e guerreira contra a escravidão; Joana D’arc, guerreira francesa; Maysa, ilustre cantora; Mercedes Sosa, singular cantora de musicas revolucionárias latino-americano; Olga Benário, militante comunista; Pagu, participante do movimento modernista; Rachel de Queiroz, importante escritora brasileira; Rosa Luxemburgo, filósofa marxista e militante política e; Simone de Beauvoir, famosa escritora libertária.
É claro que outras mulheres importantes também existiram e existem, porém, os afazeres cotidianos e o envolvimento com a preservação da espécie obstam sua notoriedade.
Na lista publicada faltam mulheres que, pela coragem, ousadia, militância e superação das dificuldades da vida, são verdadeiras heroínas, cujos valores estão impregnados na cultura popular, familiar e de seus descendentes ao longo da existência humana.
Maria Bevenuta de Jesus teve e tem importante contribuição na criação e zelo dos filhos e filhas, netos e netas e sua memória está mais viva do que pensamos no nosso cotidiano, definindo valores ético-morais, estéticos, filosóficos e militantes das causas coletivas e libertárias.
Sua biografia foi marcada pela escultura de um mundo novo, pela ruptura com a sociedade posta. Militou no surgimento de PT , no núcleo do Jardim Independência, participou do movimento de mulheres nesta região, liderou e coordenou o primeiro encontro de mulheres em Diadema, conforme documentos existentes em nossos arquivos, contribuiu com a luta partidária em Hortolândia, sendo uma das primeiras dirigentes da ALS (eleita no primeiro congresso) e em suas últimas palavras fez menção e recomendação: “à festa-alegria, união familiar, focando a necessidade da militância política”.
Há 88 anos, essa brava mulher foi lançada ao mundo, numa vida sem fim, impregnada do efêmero e da ternura presente em todos os seres viventes.
Num mundo onde o capitalismo determina o tempo e as prioridades de cada um de nos, é fundamental refletir, elaborar e pensar sobre nossos antepassados que estão mais vivos entre e dentro de nós, do que muitos imaginam.

Feliz Aniversário Dona Maria.
Escrever sobre nossos entes é preciso!!!!


Aldo Santos: Sindicalista, Ex-vereador em SBC, Presidente da Associação dos Professores de filosofia e filósofos do Brasil, membro da Executiva Estadual do Psol–SP.(13/02/2017)

10/02/2017

.: A LUTA PELO PASSE LIVRE AVANÇA NO GRANDE ABCDMRR

.: A LUTA PELO PASSE LIVRE AVANÇA NO GRANDE ABCDMRR: AVANÇA A LUTA PELA REVOGAÇÃO DA PASSAGEM EM SANTO ANDRÉ. Categoria:  Notícias   Escrito Por Aldo Santos    Publicado Em 10 Feverei...

A LUTA PELO PASSE LIVRE AVANÇA NO GRANDE ABCDMRR

                              
A LUTA PELO PASSE LIVRE   AVANÇA NO GRANDE ABCDMRR
Foi uma semana  muito ativa de membros do Comitê Regional Contra o Aumento da Passagem  no grande ABC. Na segunda feira, mesmo diante de uma chuva torrencial, conseguimos nos reunir e traçar algumas estratégias  em relação ao calendário  da semana.
Na terça, no período da manha, comparecemos ao consórcio Intermunicipal  com sede em Santo André, onde  conseguimos dialogar com alguns prefeitos e arrancar alguns compromissos. Falamos com o prefeito Maranhão que nos ouviu educadamente e disse estar aberto ao diálogo. Conversamos com o prefeito Orlando Morando de Sbcampo, atual  presidente do Consórcio, que, após indagação sobre o aumento da passagem e a mobilidade urbana o mesmo disse que o consórcio não tratou nem vai tratar deste tema. Em relação a mobilidade Urbana, ele disse  que topa o debate regional e pediu para o secretário do Consórcio agendar para que este debate possa contribuir com  esse importante tema. Na mesma terça a tarde, outro grupo foi a sessão da  Câmara municipal de Santo André onde o Prefeito Serra estava presente e se comprometeu em abrir o diálogo sobre esta temática. Todavia, ao sair do plenário os membros do comitê foram indaga-lo sobre a data do debate e o mesmo desconversou e foi indiferente ao apelo da comunidade. Na quinta feira novamente membros do comitê compareceram ao plenário da Câmara e o Professor  Chicão usou a tribuna e discorreu sobre o direito a cidade, o direito  constitucional ao transporte público, criticou a postura do prefeito de Santo André que está na contramão da história, pois é a única cidade da região que  majorou o preço da passagem, passando de 3,80 para 4,20, e, ao final solicitou  a revogação da passagem e uma reunião com o prefeito Serra. O vereadores  usaram a palavra de se manifestaram  da seguinte forma:
“Vereador Pedrinho Botaro do PSDB - Falou que o prefeito está aguardando uma comissão para falar com ele.                       
Vereador Toninho de Jesus PMN- Ficou denunciando as más condições do transporte. Sugeriu fazer uma comissão de vereadores para conversar com o prefeito sobre o transporte.                        
Vereador Ronaldo de Castro PRB - Falou sobre a situação do idoso no transporte.                       
 Vereador Fumaça do PSDB - Ex-motorista de ônibus, defendeu o aumento do transporte. Defendeu o patrão, mas se propôs participar na abertura do diálogo.
Vereador Fábio Lopes PPS -  Elogiou a fala do Chicão. Mais no fim.
Vereador Marcos Pichiari PTB - Falou que o prefeito está aberto ao diálogo e o prefeito quer montar uma comissão entre vereadores e população para debater o tema.                        
Vereador Toninho lagoa PMB - Disse que o aumento é ridículo e   que o transporte tinha que ser administrado pela prefeitura; Estatizado.                       
Vereador Lucas Zacarias, PTB  - Falou que o prefeito está a disposição para debater o tema.                       
Vereador Cicote PSB Presidente da câmara - Ele falou que a fumaça representou ele em sua fala.
Após a fala dos vereadores, e ainda conforme relato, o Aldo está gritando no plenário pedindo encaminhamento para o transporte.                       
O presidente Cicote informou que quem usou a fala na tribuna livre não fez nenhum encaminhamento. Então teremos que marcar outra fala em outro dia para encaminhar.                       
O vereador Eduardo leite PT-  Falou que ele mesmo encaminhará um requerimento pedindo a reunião com o prefeito na próxima sessão. O presidente da Câmara solicitou que o requerimento fosse feito em nome de todos os vereadores e vereadoras”.  ( Relato por zap do Tarcísio)
Após essa atividade em plenário, procuramos alguns vereadores e gravamos algumas manifestações de apoio a luta pela revogação da passagem e em apoio   ao Comitê Regional Contra o Aumento da Passagem.
Portanto, foi uma semana bastante proveitosa, em que pese várias organizações e partidos de Esquerda não estarem presentes numa luta tão importante como esta.
Quem luta conquista, Junte-se a nós!  
Aldo Santos - Membro do comitê regional Contra o Aumento da passagem do Grande ABCDMRR        

10/01/2017

DIREITOS HUMANOS X CARNIFICINA INSTITUCIONALIZADAS.




DIREITOS  HUMANOS X CARNIFICINA INSTITUCIONALIZADAS.

Aldo Santos – Conforme matéria de Julinho Bittencourt, publicada na revista Fórum (6/1/2017), o governo Temer já contabiliza cerca de quatro carandirus, ou seja, mais de 400 mortes em presídios Brasileiros. Esse debate se faz necessário, inclusive para sabermos os limites do Estado e sua responsabilidade em relação a política de in-segurança nacional que tem sido a tônica desde “governo”.
No final de novembro/inicio de dezembro 2016, fomos sacudidos com o trágico acidente da equipe de Chapecó, que, vítimas de uma irresponsabilidade operacional, foram condenados à morte como animais rumo ao abatedouro.
Enfrentamos no final do dia de Natal a lógica da irracionalidade com o caso da morte do ambulante Ruas na estação do Metro Dom Pedro ll, onde dois jovem espancam até a morte este trabalhador que se insurgiu contra agressão a moradores de rua e a uma travesti. No reveillon, a tragédia de Campinas provocou outra comoção nacional com a morte de 12 pessoas por “um pai” psicopata, numa clara manifestação de feminicídio.
Estamos finalizando a primeira semana de janeiro de 2017 vivenciando a tragédia das mortes anunciadas nos presídios do Brasil, e o governo, para tentar desviar atenção da sua irresponsabilidade diante dos fatos, caracteriza essa matança como acidente de percurso.
O governador José Melo vai afirmar que na cadeia “Não tinha nenhum Santo”, numa clara alusão que tentava justificar o ocorrido. Entendemos que, na atual política também não tem santo. O Ministro Alexandre Moraes se limita a atribuir a responsabilidade a terceiros, tentando se eximir das suas atribuições institucionais.
O Secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio (PMDB), assume publicamente que “deveria ter uma chacina por semana”, numa afrontosa política de higienização deliberada. Muitas pessoas reproduzem o senso comum, reforçando este modelo falido de Estado burguês.
O governo acuado apresenta propostas que em nada vai mudar a política de recuperação e assistência às pessoas aprisionadas nesta sociedade excludente. Em tempos de crise econômica, a situação de violência tende a piorar a cada dia que passa.
Num país sério, o ministro Alexandre de Moraes já teria caído; o governador Jose Melo seria preso e o Secretário nacional de juventude Bruno Júlio, recolhido à prisão, a bem do serviço público.
A reportagem destaca ainda: “Apenas de outubro para cá, quando ocorreu o primeiro massacre na penitenciária de Monte Cristo onde morreram 25 presos, já são 118 mortos em massacres ocorridos em presídios no Brasil. Na prática, o governo Michel Temer produz, com a sua inoperância, um massacre do Carandiru a cada quatro meses. O caso, ocorrido em São Paulo, em outubro de 92, é considerado o maior genocídio de presos do país em todos os tempos e um dos maiores do mundo. Na época, é sempre bom lembrar, Michel Temer assumiu a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo no lugar de Pedro Franco de Campos. Ao tomar posse, ele anunciou como reação ao massacre que recomendaria repouso e meditação para os policiais envolvidos. O caso, que seria trágico não fosse cômico, se repete como tragédia. O plano de segurança de emergência proposto por Temer não só já estava previsto no orçamento como não resolve nem 0,4% do déficit de vagas em cadeias”.
A matéria conclui dizendo Temer, o vice-decorativo, conspirador e inoperante, talvez acabe derrubado por quem menos esperava, ou seja, o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho.
* Aldo Santos é membro da Comissão de Direitos Humanos da Estadual do P-Sol

Comitê Regional Unificado Contra o Aumento das Passagens do ABCDMRR CONVOCA NOVO ATO em Santo André

Comitê Regional Unificado Contra o Aumento das Passagens do ABCDMRR CONVOCA NOVO ATO em Santo André e cobrará dos prefeitos participação popular na decisão sobre o aumento no valor das tarifas na região.
O Comitê Regional Unificado Contra o Aumento das Passagens do ABCDMRR realizou na noite desta segunda-feira (09/01) reunião ordinária, onde promoveu o balanço das suas últimas ações e deliberou um calendário de lutas que contempla desde ações na própria região, como também participação em atos na capital paulista.
Após intenso debate, os encaminhamentos e deliberações foram as seguintes:
Dia 12/01 (Quinta-feira), às 17 horas – Participação no primeiro grande ato contra o aumento das passagens na capital paulista - Praça do Ciclista.
Segue o link do evento: https://www.facebook.com/events/553741304837222/
Dia 13/01 (Sexta-feira), às 14 horas – Ida ao Consórcio Intermunicipal do grande ABC. Cobrar retorno de protocolos anteriores e apresentar novas reivindicações.
Dia 14/01 (Sábado), às 10 horas – Panfletagem na Oliveira Lima.
Dia 17/01 (Terça-feira), às 17 horas – Segundo ato contra o aumento da passagem em Santo André – Concentração Inicio do Calçadão da Oliveira Lima.
Os membros do comitê também aprovaram:
APOIAR A LUTA CONTRA O DESPEJO DO SINTUSP, assinando o manifesto e se colocando a disposição neste enfrentamento em defesa da democracia e do sindicalismo na USP.
Segue o link do manifesto contra o despejo do SINTUP: https://www.change.org/p/reitoria-da-usp-manifesto-contra-o…
Participar do ATO CONTRA O FEMINICÍDIO, que acontecerá dia 11 de janeiro (quarta-feira), às 15 horas (concentração às 14 horas), em frente ao Fórum da cidade de Santo André, que irá denunciar e repudiar todos os assassinatos que aconteceram recentemente.
Segue o link do ato: https://www.facebook.com/events/189031564903846/
Participar da intervenção: “CONTANDO CORPOS’, que será realizada dia 16/01 (segunda-feira), às 17 horas, que irá denunciar a LGBTfobia e o descaso da última gestão e da gestão atual da cidade para com a criação de um Conselho Municipal LGBT em que possamos discutir as demandas dessa população excluída em nossa sociedade.
Segue o link da intervenção: https://www.facebook.com/events/403318876666221/

30/12/2016

"É preciso avançar, conquistar e consolidar..."

"É preciso  avançar, conquistar e consolidar..."

Nós dirigentes da APROFFESP temos bons  motivos para nos orgulhar do espaço que estamos conquistando aos poucos, mas de forma consistente, apesar de inúmeras dificuldades. Sempre brinquei com o Aldo quando ele falava: "É preciso avançar, conquistar, consolidar..." E eu retrucava sempre polêmico: "...mas precisamos consolidar!!! Estamos avançando, conquistando e consolidando....E isso só está sendo possível porque formamos uma Diretoria com pessoas que possuem qualidades ricas e que se completam...formamos uma Equipe que fez o que pode, mas fez! Temos personalidades fortes, inteligentes, ambiciosas em seus campos específicos se atuação e isso é bom....mas pode atrapalhar. Porém,  lembrem-se que, usando uma metáfora futebolística (nada a ver com um certo "companheiro"....), a seleção da Copa 70, considerada a melhor da história, havia CINCO meia-armadores, cinco camisas 10! Nem por isso tiveram a mesma função, cada um jogou no espaço do campo que o esquema tático previa e todos foram 10 e fomos tri-campeões de futebol do mundo! Na APROFFESP também é assim e acredito e tenho convicção desde o início de que faremos ainda outras grandes e importantes coisas! Há muita luta pela frente e todos nós temos nossa contribuição fundamental nesses avanços, conquistas e consolidações! A luta pela Filosofia tem mais de 2.500 anos e não podemos decepcionar Sócrates que representa a luta da Razão contra o poder das sombras da alienação e da doxa! A luta contra os que continuam matando "Sócrates".  Teremos um ano difícil, de lutas adversas e precisamos estar unidos. Conto com todos vocês! E me sinto orgulhoso e feliz de fazer parte de um grupo assim tão rico! A APROFFESP está fazendo história....Vamos continuar ! 
30/12/2016 🌻Chico Gretter, o "filósofo da Lapa".

16/12/2016

lll Encontro de Professores de Filosofia da APROFFESP aprova moção contra a reforma do ensino médio!


Carta de Repúdio à Medida Provisória 746/16 da reforma do ensino médio aprovada no III Encontro Estadual de Professores de Filosofia - Aproffesp Estadual & APROFFIB
Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo
Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil

lll Encontro de Professores de Filosofia da APROFFESP aprova moção contra a reforma do ensino médio!
Carta de Repúdio:
Nós, filósofos e filósofas, professores e professoras de filosofia do Estado de São Paulo, reunidos no III Encontro de professores de Filosofia e Filósofos – APROFFESP – na cidade de São Paulo, cumprindo nosso papel histórico de fazer críticas e proposições quanto ao que ocorre em nossa sociedade, repudiamos veementemente o golpe contra a Educação Brasileira desfechado pelo ilegítimo governo de Michel Temer através da modificação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9.394/96) por meio de Medida Provisória referente à reforma do ensino médio, sem qualquer diálogo com a comunidade acadêmica e escolar no Brasil, o que se assemelha aos Atos Institucionais da última Ditadura Militar no país.
Do mesmo modo que aquele regime de exceção reprimiu duramente o pensamento crítico durante sua vigência, o atual desgoverno de Michel Temer golpeia ainda de maneira mais incisiva a educação brasileira, permitindo que entre no âmbito da escolha por parte dos sistemas de ensino conhecimentos básicos para a formação do brasileiro. A medida faz retroceder a educação no país em mais de trinta anos e contribuirá para uma das mais acentuadas divisões sociais já vistas no país. Falsamente apresentada como “flexibilização”, a reforma elimina a obrigatoriedade de componentes curriculares filosóficos e científicos e desconsidera dimensões essenciais para a formação humana, fechando as portas para a ainda não realizada produção universalizada do conhecimento em nosso país. 
A inclusão das disciplinas de Filosofia e Sociologia no ensino médio resultou de um longo debate no seio da sociedade brasileira, que mobilizou amplos setores ligados à educação desde a redemocratização do país e que passou por um revés com o veto lamentável de Fernando Henrique Cardoso em 1998, retardando em dez anos a volta das citadas disciplinas no currículo escolar do ensino médio que foram finalmente incluídas somente em 2008 através da Lei 11.684/08. A MP N° 746, numa canetada, suprimiu o Artigo 36 da LDB que havia sido alterado pela citada lei, eliminando novamente a obrigatoriedade da inclusão da Filosofia e da Sociologia no currículo do ensino médio! A menção a “conhecimentos filosóficos ou sociológicos” a que se referia a LDB é retomado e até de forma piorada pela medida provisória; portanto, a presença da Filosofia ou da Sociologia como disciplinas não está garantida!
O ensino da Filosofia, da Sociologia e das demais disciplinas das ciências humanas são condição de possibilidade para a formação de espíritos livres e reflexivos, capazes de pensar e agir diante dos desafios da vida contemporânea. O ensino de filosofia, que nos últimos anos foi pela primeira vez na história do país universalizado, deveria ser preservado e estendido e nunca eliminado como pretendem os sempre ativos defensores do tecnicismo estreito e míope. Não se forma apenas para o “mercado de trabalho”, mas para a cidadania, para uma existência consciente e solidária, se forma para a vida!
Além do mais, é um erro pedagógico imaginar que se possa melhor aprender matemática e português sem exercitar o raciocínio lógico, as habilidades linguísticas e conceituais, que são desenvolvidas em todas as outras disciplinas. A consequência dessa precarização é evidente: o ingresso no ensino superior desses jovens será ainda mais prejudicado e o próprio ensino superior adequado a fornecer mínimos conhecimentos não adquiridos no ensino médio terá sua função radicalmente alterada.
Permitir a contratação de professores, reconhecidos pelos políticos de turno como sendo de “notório saber”, revela-se um descaso com a necessária rigorosidade com a formação docente, desconhecimento e desrespeito pela profissão “professor”. A especificidade dessa profissão que conjuga formação pedagógica com a especificidade e aprofundamento em conhecimentos de sua disciplina de atuação é incompatível com a chamada “interdisciplinaridade” proposta pela reforma que elimina disciplinas e não as coloca em relação e, ainda pior, coloca alguém para ensinar algo que não conhece os métodos e quiçá os conteúdos desta ou daquela área do saber. Será que os defensores de tal despropósito deixariam seus filhos ou familiares serem tratados por um médico de “notório saber”?
Outro agravante é que os milhares de professores que estão habilitados para lecionar disciplinas hoje no ensino médio serão jogados ao desemprego, seja por eliminação ou redução de carga horária de disciplinas, seja porque poderão ser substituídos por outros profissionais não habilitados e cuja decisão ficará a cargo da decisão de terceiros sobre a relevância ou não daquilo que se ensina.
Se não bastasse as consequências maléficas acima indicadas, fica também evidente que esse é um projeto para excluir mais uma vez as classes populares do acesso à educação. Os estudantes das camadas populares e periféricas que trabalham no período diurno e estudam no período noturno serão obrigados a evadir-se da escola, pois não terão tempo disponível para cumprir com a nova carga horária exigida. Aos que ficarem será oferecido conhecimento segundo a região geográfica e diversas regiões no país ficarão com carga horária menor de áreas científicas e filosóficas, restringindo a formação do estudante pobre à mera alfabetização seguida de formação profissional de baixa qualidade. Desta forma, o dualismo que ter marcado a educação brasileira desde os tempos coloniais será piorado, o que constitui um verdadeiro crime contra os filhos dos trabalhadores que terão poucas oportunidades de ascenderam a uma formação mais ampla e especializada. 
Tal medida, por tudo o que acabamos de mencionar, tende a estimular a marginalidade, a violência social e a divisão de classes de maneira até agora ainda não vista no país. Revela-se aqui o caráter elitista e obscurantista desse desgoverno que viola a democracia e segue suprimindo os direitos da população brasileira, principalmente dos mais vulneráveis.
Por tudo isso, convocamos os professores e professoras que resistam e se rebelem contra essa reforma que desfigura, fragiliza e empobrece a educação brasileira.

Nenhum direito a menos!
São Paulo, 09 de dezembro de 2016.
Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil
A P R O F F I B
Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo 
A P R O F F E S P

02/12/2016

III ENCONTRO ESTADUAL DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS

ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO ESTADO DE SÃO PAULO
III ENCONTRO ESTADUAL DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS
Dias 07 (08:00 às 18:00 h), 08 e 09 (08:00 às 20:00 h)
LOCAL: UNINOVE – Universidade Nove de Julho – Campus Memorial/ Barra Funda – Prédio da Pós-graduação, entrada pela Av. Francisco Matarazzo, 612 – Parque da Água Branca.
Tema: A filosofia toma partido!
Eixo: A filosofia, a educação e a questão democrática.
P R O G R A M A Ç Ã O
DIA 07/12/2016:
08:00h – credenciamento dos participantes;
08:45 – Leitura e aprovação do Regimento;
09:00h – Saudações de entidades e convidados;
10:00h – MESA DE ABERTURA – Tema: “A filosofia, a educação e a questão democrática”;
Expositores: Prof. Aldo Santos - Presidente da APROFFIB; Deputado Estadual e Professor Carlos Giannazi; Prof. Ms. Ricardo Carvalho - Mestre em filosofia e militante social; Dr. Ariel de Castro Alves – Comissão de Direitos Humanos/SP;
Mediação: Prof. José Jesus.
12:00h – ALMOÇO
14:00h – Mesa temática: Teoria do conhecimento: “A descolonização da Filosofia”;
Expositores: Profa. Dra. Suzi Piza – UFABC; Prof. Dr. Marcos da Silva e Silva – rede estadual e privada;
Mediação: Anísio Batista.
16:00h – DEBATE – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS (Comunicação): “Especificidade da filosofia no ensino fundamental e médio”;
Mediação: Ronaldo Neves.
DEBATE – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS (Comunicação): “A filosofia política no contexto de mudança”;
Mediação: Marcos da Silva e Silva.
DIA 08/12/2016:
08:00h – Mesa de debate: “A fundamentação filosófica dos livros e materiais didáticos”;
Expositores: Profa. Dra. Marilena Chauí – Emérita da USP; Prof. Dr. Antônio J. Severino – Pós-graduação UNINOVE; Prof. Dr. Juvenal Saviani Filho – UNIFESP;
*Convidado: representante da Secretaria da Educação - SP;
Mediação: Ivo Lima.
10:00h – Mesa temática: Antropologia filosófica: “Liberdade, sexualidade e amor”;
Expositores: Profa. Ms. Luiza Copieters – rede privada; Amelinha Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo; Prof. Tarcísio Ramos – rede estadual; Profa. Dra. Luciene Jimenez – UNIAN/SP;
Mediação: Ocimar Freitas.
12:00h – ALMOÇO
14:30h – Mesa temática: “Propostas Curriculares e Plano Estadual de Educação”;
Expositores: Prof. Dr. João Palma Filho – Conselho Estadual de Educação; Prof. Ms. Chico Gretter – rede estadual; Prof. Dr. Alonso B. Castro – UNESP, Prof. Dr. Sílvio Carneiro – UFABC;
*Convidado: representante da Secretaria da Educação - SP;
Mediação: Marcos Rubens.
18:00h – Plenária nacional da APROFFIB: “A situação da filosofia e a Medida Provisória 746/16”
Expositores: Prof. Aldo Santos – Presidente da APROFFIB e Prof. Ms. Hugo Allan Matos – FAPCOM e Universidade Metodista.
DIA 09/12/2016:
08:00h – Mesa temática: “A necessidade da Filosofia no ensino fundamental e as políticas públicas”;
Expositores: Prof. Dr. Marcos Loriéri – Pós-graduação UNINOVE; Prof. Ms. Ronaldo Neves – rede estadual, Prof. Ms. Maurício Colenghi – rede estadual;
Mediação: Jadir Antônio.
10:00h – Mesa de debate: “A filosofia e o protagonismo da juventude”;
Expositores: Alunos do ensino médio: Keyla Alves Marcelino, 3ª série – E. E. Profa. Maria Osório Teixeira; Carlos Eduardo, 3ª série – E. E. Parque Marajoara II; Pablo Lia Lui, 3ª série – Colégio Singular São Caetano; Lucicláudia Soares – E. E. Fidelino Figueiredo; Fábio Luizi – aluno do Curso de Filosofia da Universidade Metodista;
Mediação: Diego Frederico.
12:00h – ALMOÇO
14:00h – Mesa temática: “Mulheres na contemporaneidade e na reflexão filosófica”:
Expositoras: Neon Cunha – MAC/USP; Profa. Ms. Nayara Navarro; Profa. Especialista Joice Aziza; Tamikuã Txihipataxó;
Apresentação musical: banda As despejadas;
Mediação: Rita de Cássia
16:00HS – Encaminhamentos, moções e encerramento.
Coordenação: Prof. Chico Gretter e Prof. Aldo Santos.
• 18:00h – Atividade Cultural com a banda Pompeia 72.
*****************************************
Para participar do III Encontro, acessar o Link para inscrição:
https://docs.google.com/…/1FAIpQLSdGhuTI41kpzkew_e…/viewform
Para apresentação de trabalhos no III Encontro, acessar o link para inscrição:
http://freemarcos1.wixsite.com/meusite/inscricoes
Abono de ponto para professores de filosofia publicado no D. O. E. – Executivo – dia 26/10/16, seção 1, pág. 25.
Para maiores informações, ligar para (11) 982-505385 ou 993-869074 (celular/WhatsApp)

16/10/2016

A Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos se manifesta contra a reforma do ensino médio – MP N° 746/2016.

A Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos se manifesta contra a reforma do ensino médio – MP N° 746/2016.


O Ministério da Educação do governo Temer enviou no dia 22/09/16 a Medida Provisória N° 746 que propõe a reforma do ensino médio a qual já havia sido proposta pelo PL N° 6.840/13 e vinha sendo discutida pela sociedade e instituições de ensino desde então.
A primeira observação que podemos fazer é que a edição de medidas provisórias é uma forma autoritária de se proceder, sendo um desrespeito aos educadores e a todos os interessados na melhoria de fato da qualidade do ensino no Brasil, além de se atropelar o Conselho Nacional de Educação e inviabilizar uma discussão mais ampla e profunda sobre a questão. Mas por que uma reforma no ensino médio e o que propõe essa medida provisória? É sabido há muito tempo que o ensino médio sofre de uma crise de identidade, cujo currículo não prepara os educandos nem para o ingresso na universidade nem para a inserção no mercado de trabalho; o índice de rendimento dos alunos aferidos pelas avaliações feitas é muito baixo, expressando as dificuldades de aprendizagem escolar neste nível de ensino, principalmente nas escolas públicas.
Virou consenso alardeado pela grande mídia que “a escola pública é ruim e seus professores mal preparados”; mas será bem assim? Tais avaliações da aprendizagem escolar estariam utilizando métodos corretos, a excessiva ênfase em Português e Matemática como base para as avaliações não distorcem o que de fato se aprende ou não na escola? É Justo comparar as extensas redes públicas estaduais e municipais com a restrita rede particular das escolas de elite? Seriam mesmo os professores da escola pública tão mal preparados assim? E que eles faltam muito, tiram licenças de saúde demais, possuem “regalias”, etc.!? E se é mesmo assim, por que isso acontece? Para sanar as falhas no ensino médio, e que não são apenas desse nível, a MP N° 746 propõe algumas mudanças que se apresentam como inovadoras, mas que não resistem a uma análise mais profunda da problemática educacional em nosso país.
A primeira observação que podemos fazer é que nossos problemas no campo da educação não se restringem aos conteúdos curriculares ou simplesmente aos métodos didáticopedagógicos. Há uma gama de fatores que interferem na má qualidade do ensino-aprendizagem e que vêm de longa data; fazem parte da história da educação brasileira desde o Império, passando pela República Velha, Estado Novo, ditadura civil-militar e pelas tentativas frustradas e muitas vezes equivocadas das reformas de ensino propostas nas últimas décadas. Mas ninguém pode negar que a LDB – Lei N° 9.394/96 representou um avanço em comparação com a Lei N° 5.692/71, cujo viés tecnicista a atual reforma parece querer repetir, embora se disfarce com um discurso otimista. Mas a fala do ministro da educação Mendonça Filho ao defender a MP é de uma vagueza e superficialidade que beira o cinismo. Ele entende mesmo de educação? Quanto à estrutura do ensino médio, a MP N° 746/16 altera o currículo para cinco áreas do conhecimento: I. Linguagens; II. Matemática; III. Ciências da Natureza; IV. Ciências Humanas; V. Formação técnica e Profissional. Essa organização é defendida no sentido de que o tratamento interdisciplinar dos conteúdos é uma exigência dos novos tempos, exigidas pelo mundo do trabalho e das novas relações produtivas que se desenvolvem no “mundo globalizado”, como dizem muitos especialistas no campo da educação, das relações sociais, na produção e no consumo do que chamam a “sociedade pós-moderna” (?).
Neste sentido a educação escolar brasileira ainda estaria no século XIX, seus procedimentos didáticometodológicos, seus conteúdos, a formação de seus professores, tudo estaria ultrapassado! Não resta dúvida que muita coisa tem de ser mudada na educação, e não apenas nela, mas a simples alteração do currículo sem outras medidas essenciais, como as condições de trabalho dos professores, sua carreira, sua remuneração, a infraestrutura das escolas, a gestão, o corpo de apoio, etc. não resolverá o problema! E aí o ministro da educação fala que a reforma irá aumentar a carga horária de ensino, que teremos escolas em tempo integral, que verbas serão aumentadas, etc. Ora, não podemos confundir escola em tempo
integral com formação básica integral, o que a LDB de 1996 pelo menos buscava atender através das  Diretrizes Nacionais Curriculares para o Ensino Médio, incorporando como dimensões da formação humana os pressupostos de um ensino com preocupação social, com o trabalho, a ciência e a tecnologia, a cultura e o saber compreensivo e crítico, todos os saberes e práticas articulados num projeto político-pedagógico integrado na matriz curricular.
A atual reforma não só não atende como ignora esses fundamentos e diretrizes, tornando-se assim um retrocesso inaceitável para a formação da grande maioria dos jovens brasileiros que frequentam a escola pública pertencentes às camadas populares e também à “classe média”. Para citar um exemplo disso, ressaltemos que as únicas disciplinas que mantêm a obrigatoriedade são a Língua Portuguesa, a Matemática e o Inglês. Todas as outras se tornam optativas dentro das respectivas áreas de conhecimento estabelecidas, já previstas nos PCNs de 1998.
Após um ano de formação básica, os estudantes podem então optar (?) por sua área de conhecimento, sendo que os conteúdos e as disciplinas seriam
organizados de acordo com essas escolhas e a partir das ofertas dos sistemas estaduais de ensino (Secretarias da Educação de cada Estado...). Como isso será feito, que garantias serão oferecidas para as ofertas dessas áreas de forma democrática e mesmo prática nas escolas, os recursos, que orientação os estudantes terão numa idade em que ainda estão testando suas preferências, seus sonhos, aptidões, necessidades... Se quase nada disso temos na escola atual, com meio período, se faltam recursos materiais e humanos, condições de trabalho para os professores e gestores, se os salários são baixíssimos, se não há um plano de carreira decente e atrativo (só 2% dos jovens querem ser professores!!!), como os teremos nesta milagrosa reforma apresentada por este governo cuja própria legitimidade a maioria dos educadores contesta?
Como percebemos, é difícil acreditar em sua viabilidade. Outro fator agravante e que coloca em cheque essa reforma é não podermos mais contar com a garantia dos 75% dos royalties do petróleo da camada do pré-sal para a educação, sendo 25% para a saúde, com o recente projeto de lei do senador José Serra – PSDB/SP, aprovado pelo Congresso, que entrega a extração dessas imensas reservas às empresas multinacionais, tirando da Petrobras a exclusividade da exploração. E para piorar, se a PEC N° 241 for mesmo aprovada, congelando por vinte anos o orçamento público, perguntamos: de onde virão os recursos para os programas sociais, como saúde, segurança e educação!? O governo desconversa e suas explicações são falaciosas e fantasiosas.
E quanto ao que nos interessa diretamente como professores de Filosofia e Sociologia, sabemos que a supressão feita pela medida provisória do Inciso IV do Artigo 36 da LDB, que citava explicitamente tais disciplinas como obrigatórias no currículo, jogará novamente as mesmas no exílio e no limbo curricular que a ditadura jogou com a Lei N° 5.692/71, condenando-as a desaparecer dos conteúdos curriculares como aconteceu na época; e que só retornaram com a aprovação da Lei 11.684/2008 depois de longos e árduos anos de luta dos professores de Filosofia de todo o Brasil.
Agora, com uma simples canetada o governo Temer pretende com a medida provisória derrubar por terra toda nossa luta e conquista. Não aceitaremos isso!
Outro equívoco que não podemos compreender é a abertura que o artigo 61 da MP da reforma permite a profissionais com “notório saber reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino para ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação”. Transportemos isto para o campo da medicina ou para o direito e veremos os absurdos que poderão ocorrer.
Se a formação dos docentes já é falha com todas as exigências de uma licenciatura, com se apresentarão os futuros professores, ainda que munidos de “notório saber”? Nossa já tão desvalorizada profissão só irá piorar caso essa medida venha a ser aprovada, pois levará o aumento dos que fazem da docência apenas um “bico” para complementar sua renda. Seria mais um lamentável retrocesso desta MP autoritária dentre tantos outros os quais não temos espaço para citar nesta nota. Assim sendo, depois das breves considerações que fizemos a APROFFESP e a APROFFIB se colocam contra a aprovação da medida provisória N° 746/16 que este governo ilegítimo enviou ao Congresso Nacional; e conclamamos todos os professores de Filosofia e demais educadores, pais, alunos e sociedade em geral para cerrar fileiras na luta por uma educação realmente de qualidade, laica, que garanta aos jovens brasileiros uma formação ampla e integral, que não se sujeite aos ditames reducionistas e desumanos do falso “deus” do mercado.
Como cantam os Titãs: “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte”. A gente quer ciência, tecnologia, mas a gente quer também filosofia! As ideias só mudam o mundo com mobilização real e organizada!

São Paulo, 15 de Outubro  de 2016.

Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo- Aproffesp
Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil- Aproffib

DIRETORIA DA APROFFESP ( 2015 - 2018)

Presidente: Francisco Paulo Greter - Lapa - São Paulo
Vice-Presidente: Aldo Josias dos Santos - São Bernardo do Campo
Tesoureiro: Anízio Batista de Oliveira - Centro Sul - São Paulo
Secretário: José de Jesus Costa - Osasco
Primeiro Secretário: Rita de Cássia F. da Silva - Santana - São Paulo
Diretor de Comunicação e Propaganda: Jadir Antônio da Silva - Centro Sul - São Paulo
Diretor Adjunto de Comunicação e Propaganda: Diego Frederico da Silva - Santana - São Paulo
Diretor de Políticas Pedagógicas: Ivo Lima dos Santos - Norte - São Paulo
Diretor Adjunto de Políticas Pedagógicas: Ronaldo Neves - Diadema
Diretor de Articulação das Ciências Humanas e Currículo: Ocimar Freitas - Sul - São Paulo
Diretor de Relações Acadêmicas – Marcos da Silva e Silva – Santo André
Diretor de Relações Sociais e Movimento Sindical: Tarcísio Ramos – Ribeirão Pires
Diretor Organizativo da Capital: Marcos Rubens Ferreira - Noroeste - São Paulo
Diretor Organizativo da Grande São Paulo: Altamir Borges Filho - Carapicuíba
Diretor Organizativo do Interior: Ademir Alves de Lima - São José dos Campos
Diretor Adjunto Organizativo do Interior: Antônio Fernando Capellari – Jaú
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