10/05/2017

A história faz a luta:depoimento do professor Aldo Santos

A história faz a luta:depoimento do professor Aldo Santos

... Em São Bernardo cheguei depois, em 1989, procurei a APEOESP e encontrei um grupo de companheiros ativos, e já comecei a participar. Lecionei na escola Pedra de Carvalho até a aposentadoria, sempre mantive sede nessa escola, mas passei praticamente por todas por conta da ação política, tendo em vista desenvolver essa prática sindical na cidade e a organização do sindicato, o que me custou certo sacrifício...”
Aldo Josias dos Santos- Nasci em Brejo Santo, Ceará, e migrei ainda criança com minha família para o interior de São Paulo, chegamos a São Bernardo na década de 70. Trabalhei como bóia fria, auxiliar de protético, atendente e auxiliar de enfermagem, antes de ser professor.
Sempre gostei de participar de atividades populares, movimentos e Comunidades Eclesiais de Base e na vida partidária. Trabalhei no Hospital do Mandaqui, no final dos anos 70, e juntamente com o Jurandir, Duarte, Enéas, Eunice, Anacleto Vieira, Djair Amorim, Dr. Washington, lideramos a primeira greve, em 1977, depois de 40 anos de existência do hospital. Não tínhamos direito à sindicalização, então fundamos a Associação dos Funcionários do Complexo do Mandaqui, da qual fui presidente. Depois lideramos o processo da fundação da ASSES – Associação do Servidor da Saúde do Estado de SP, que integrava as entidades fundadas pelos vários hospitais, uma espécie de embrião para a luta sindical do servidor público do Estado de São Paulo. Enfrentamos os governos de Paulo Egydio, Maluf, Franco Montoro, e dentro do hospital fiquei muito marcado, inclusive pela denúncia da situação de abandono, que foi publicada pela Folha de São Paulo, em reportagem do jornalista Ricardo Kotscho. Fui processado e defendido pelo então jovem advogado, Luiz Eduardo Greenhalgh. Por conta das nossas ações fui chamado a depor no DOPS, além de ser punido por várias vezes. Em uma delas fui afastado por 30 dias, sem receber salário, eu era recém casado e quando chegou o final do mês os companheiros bateram à minha porta com um montante que haviam cotizado, fiquei muito contente com aquele gesto de solidariedade.
Em 1980, fui fazer Teologia, porque eu participava das Comunidades Eclesiais de Base - CEBs, e comecei a fazer Filosofia na FAI.
Em 1984 fui punido mais uma vez, saí de férias e quando retornei havia sido transferido compulsoriamente para o Centro de Saúde no Heliópolis, onde trabalhavam apenas seis funcionários. Percebi que minha ação na saúde tinha esgotado aquele ciclo.
Como eu havia concluído Filosofia, pensei em lecionar. Sempre que via o movimento dos professores, com aquela multidão de gente, eu pensava quem sabe um dia possa estar junto.
Ainda em 1985, comecei a lecionar em Diadema, nas disciplinas de Filosofia, História e Geografia, quando ficou incompatível minha permanência na saúde. Tive uma forte pneumonia e fui comunicado que teria que optar entre a secretaria da Saúde ou da Educação, e optei pela segunda. Primeiro, em Diadema, onde participei ativamente para a organização da APEOESP, concorri nas eleições regionais e só perdi para o Tonhão, que já era histórico na cidade, fizemos grandes lutas, num trabalho muito articulado. Ajudamos a juventude a organizar um movimento chamado Movimento Estudantil Livre, em 1986/87, que foi maciço, com a participação de grandes líderes da cidade. Percebi que a juventude era e continua sendo um grande aliado dos professores. Eu não gosto de professor que fala mal de aluno. Nós idealizamos o aluno, mas ele busca a escola porque também tem sonhos e necessidades objetivas.
Em São Bernardo cheguei depois, em 1989, procurei a APEOESP e encontrei um grupo de companheiros ativos, e já comecei a participar. Lecionei na querida Escola Estadual Pedra de Carvalho de 1989 até minha aposentadoria, em 2012, onde sempre mantive sede, mas passei praticamente por quase todas as escolas, por conta da ação política, tendo em vista desenvolver essa prática sindical na cidade e a organização do sindicato, o que me custou certo sacrifício.
Vi na Educação uma possibilidade de continuar minha militância política, na utopia de mudar o mundo. Aqui, ajudei a organizar vários encontros pela UMES – União Municipal dos Estudantes Secundaristas, juntamente com a APEOESP.
Nas escolas que lecionava uma das prioridades era a formação dos Grêmios Estudantis e o Conselho de Escolas, por serem canais de divulgação, diálogo e participação democrática.
Comecei minha atuação política partidária nas CEBs, participei na fundação do PT e em 1982 me candidatei a deputado estadual, recebendo cerca de 13 mil votos. Sempre acreditei que não existe incompatibilidade em ser educador e político de esquerda, desde que haja seriedade, compromisso de classe e honestidade.
Em 1988, fui eleito vereador, em São Bernardo, função que exerci por 16 anos, período em que continuei lecionando, não por interesses financeiros, mas para não me desvincular da categoria, pela qual sempre tive muito zelo e lutei para que fosse respeitada e prestigiada.
A minha participação na APEOESP vem com a atuação político-partidária. Embora com algumas resistências, já que muitos achavam que iria usar o sindicato para interesses políticos, como palanque pessoal. Uma grande bobagem porque a ação sindical nunca é unânime, você agrada parte dos professores e desagrada outras. Importante nesse período foi uma convivência político-partidária pedagogicamente defensável e uma intervenção sindical politizada que norteou toda minha vida política.
Quando cheguei à APEOSP SBC participavam a Nilzete, Lucas, César Raya, Alcedo, o Dito, Daniel Giannella, Dezotti, grande parte das pessoas ainda está nesse processo de participação, outros já faleceram. A Nilzete teve um papel importante, educadora muito coerente, era na casa dela que realizávamos reuniões, com direito a chá da tarde, numa roda de discussão política. Aqui, realizamos algumas atividades marcantes, como a solidariedade aos movimentos sociais.
Em 1989, apoiamos e participamos - mandato e sindicato - da ocupação de um terreno no Riacho Grande, que depois veio a ser denominado Vila Lulaldo.
Na década de 90, num domingo à tarde, um grupo de pessoas se reuniu na Subsede, de onde saiu para uma ocupação, às 21 horas, em um caminhão lotado de gente e bugigangas. Ocupamos os prédios vazios, no Jardim Seleta, fiquei com o pessoal durante muito tempo. Entre os ocupantes havia professores também. Fomos expulsos pela polícia e nos dirigimos para o Diretório do PT, depois levantamos uma área de campo de futebol, localizado no Riacho Grande, para não ter problema com a Justiça, na Vila Zilda, onde os sem teto se fixaram. Em 2003, aconteceu o Acampamento Santo Dias, a maior ocupação urbana do Brasil, que reuniu em torno de 7.000 pessoas debaixo de lonas, em uma área em frente à Volks, onde hoje funciona depósito da Casas Bahia. Ali, a APEOESP colocou uma barraca, entre os manifestantes havia vários professores sem teto, tivemos papel importante na infraestrutura. O movimento teve um fim terrível com reintegração de posse à força pela tropa de choque da PM do Estado. Saímos em passeata, não tínhamos para onde ir, eu, o Fernando e outros companheiros, o pessoal acampou na Praça da Matriz, onde até o padre se colocou contra o movimento porque estava espantando os fiéis.
O prefeito da época era Willian Dib.
Sem destino, cerca de 200 manifestantes ocuparam a Subsede, então localizada na Rua Paulo Kruger. Houve um momento que parte da categoria se indispôs dizendo que não era função nossa. O sindicato não pode ter uma “... A minha participação na APEOESP vem com a atuação político-partidária. Embora com algumas resistências, já que muitos achavam que iria usar o sindicato para interesses políticos, como palanque pessoal. Uma grande bobagem porque a ação sindical nunca é unânime, você agrada parte dos professores e desagrada outras...”
preocupação somente do ponto de vista corporativo, mas também com o social, com a solidariedade de classe, tem gente que acha que sindicato é um escritório, não uma ferramenta de luta. A relação da Subsede de São Bernardo com a Central sempre foi de oposição. Na época, ligavam de lá, querendo explicações. Cedemos também o espaço para o Movimento dos Sem Teto Urbanos - MSTU com assembleias de 300 pessoas.
O Sindicato dá um passo à frente, ajudou também na organização do movimento negro. Enquanto vereador e professor, em 89, quando cheguei à Câmara Municipal, as pessoas acendiam velas para a princesa Isabel, levantei a questão argumentado que o herói não era a princesa, pois o que ela queria era se livrar dos escravos a mando da Inglaterra. Nosso grande herói foi Zumbi dos Palmares, assassinado em 1695, na luta pela libertação dos escravos. Tenho um processo histórico grande por isso.
A APEOESP dava respaldo por ser uma entidade respeitada. Apresentei pela primeira vez na cidade, projeto de lei para transformar o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, já em 1989 (aprovado), e depois em feriado municipal, que felizmente hoje é uma realidade.
Apoiado pela APEOESP apresentei ainda projeto de Lei concedendo Passe Livre a estudantes, que foi aprovado pela Câmara, mas vetado pelo prefeito Maurício Soares; os vereadores derrubaram o veto, mas o prefeito acabou recorrendo a justiça para não cumprir a lei. Na época, os estudantes passaram a noite acampados em frente à Câmara Municipal, pressionando os vereadores para derrubarem o veto do prefeito, “carrasco da juventude “. A APEOESP contribuiu efetivamente também para a capilarização do debate da negritude nas escolas, na região e no Estado de São Paulo.
No que se refere à questão de gênero fizemos grandes debates e manifestações de apoio às lutas das mulheres, bem como participamos da campanha pela eleição direta do Conselho de Escola e pela formação dos Grêmios Estudantis Livres. No que se refere às greves, a Subsede de São Bernardo teve sempre um papel de relevo, não só participou como se destacou no Estado. Sempre foi a primeira a entrar e a última a sair, com energia pela continuidade do movimento.
A greve que teve mais impacto e que foi mais difícil aconteceu em 1993. Nós ficamos 79 dias parados. Em SBC e na região fizemos atos e manifestações. No dia do relançamento do Fusca, com a presença do presidente Itamar e o governador Fleury, na Volks, fizemos uma grande manifestação e passeata e fomos recebidos na porta da empresa pela tropa de choque e cavalaria da PM.
A greve foi duríssima e culminou com a ocupação do Plenário e das dependências da Assembleia Legislativa de São Paulo, onde sem poder sair e na iminência da ocupação pela tropa de choque, dormimos no chão, durante nove dias. O movimento teve um impacto pedagógico na formação de novas lideranças, foi um momento significativo. Dentro da Assembleia eu coordenava a comissão de saúde, muitos professores tinham problemas de pressão alta, e até de diarréia, porque cortaram a água. Uma experiência muito bonita foi a fila interminável de professores, familiares e populares que decidiram passar para os professores confinados no prédio, água e alimento, uma manifestação belíssima.
O ator Plínio Marcos estava declamando um poema “O operário em construção”, no saguão da Assembleia, quando fomos alertados que a tropa de choque tinha acabado de invadir o prédio e dava cinco minutos para sairmos. Foi um momento muito tenso, mas de luta, coragem, ousadia e capacidade organizativa. Em fila indiana fomos tirados à força pela tropa de choque.
Todas as greves que fizemos sempre conquistaram alguma coisa, só perde quem não luta. Além de ter um papel pedagógico militante, a greve coloca em pauta o debate da importância da escola pública, da liberdade democrática, da participação dos professores e da comunidade.
A APEOESP tem uma contribuição incrível na formação de quadros “... A APEOESP contribuiu também para a capilarização do debate da negritude nas escolas, na região...” “... O processo educativo brasileiro tem um problema crônico que é a falta de investimentos. Não podemos pensar a educação sem investimento, hoje a gente batalha para que seja de 10% do PIB...” políticos, novas cabeças, novos dirigentes no Estado e no País. Assumi por várias vezes a coordenação da Subsede e sempre fiz parte da executiva, do conselho estadual de representantes e da Diretoria estadual colegiada.
De quando comecei minha militância na APEOESP, houve uma mudança no perfil da categoria, que era, por exemplo, majoritariamente feminina, 98% formada por mulheres. Esse quadro mudou até por conta do mercado de trabalho que empurrou muitos homens para a área da educação. Além disso, a categoria hoje tem um perfil mais proletário, com a presença significativa de negros e jovens, principalmente na categoria “O”. Essa mudança se processou nos últimos 20 anos.
No início de minha militância havia um perfil mais elitista, saudosista e conservador do professorado, que veio se modificando com a entrada de novos profissionais, devido à ampliação do mercado de trabalho, muitos oriundos das periferias ou de situação econômica não avantajada e que passam também a militar no sindicato. Essa mudança popularizou a figura do professor, que hoje é alguém do meio do povo, tem a fisionomia do coletivo, do operariado, da classe trabalhadora. O sindicato poderia ser muito mais combativo, mas há um freio por parte da Articulação Sindical, que imprime na entidade uma relação de colaboração de classe com os governos.
O processo educativo brasileiro tem um problema crônico que é a falta de investimentos. Não podemos pensar a educação sem investimento, hoje a gente batalha para que seja de 10% do PIB, para se falar em melhoria da escola pública, dotá-la de equipamentos modernos, valorizar a categoria, do ponto de vista salarial, assegurar as condições efetivas de trabalho.
A escola pública passa por um momento difícil marcado pela ofensiva dos governos que pretendem privatizá-la. O primeiro passo é o sucateamento dos estabelecimentos escolares e colocando a culpa da falta de qualidade do ensino nas costas dos professores. Com isso, jogam a opinião pública contra o modelo de escola que se tem, abrindo espaço para a privatização daquilo que é uma grande conquista da população no Brasil. Em SBC tivemos importante papel no combate à violência, ao assédio moral de que, muitas vezes, os professores são vítimas. Recordo-me do caso da delegada de Ensino, Neide Cintra, que tinha pavor do Sindicato, e orientava os diretores de escola a não externarem os conflitos internos das mesmas, para não configurar como ponto negativo do governo do Estado.
Como, em 2001, a tragédia com o professor José Carneiro, atingido na cabeça por um aluno com um molho de chaves, e que foi vítima de uma série de erros, desde o não devido atendimento, à omissão por parte da diretoria da escola e da Delegacia de Ensino, o mascaramento dos fatos, que acabou levando-o à morte. Foi o ápice da violência em São Bernardo. A APEOESP deu todo apoio à família, fizemos atos em frente à escola onde ele lecionava e até no cemitério, na despedida do seu corpo para o estado do Ceará.
Hoje tem uma onda de achar que a violência está na escola, ela está na sociedade, é que a escola reúne todas as “tribos”, e não tem o suporte necessário do governo para enfrentar a situação. Os professores são agredidos verbal e fisicamente cotidianamente. Isso tudo faz parte de uma política de sucateamento do governo para não dar credibilidade aos educadores e à escola pública. Não há número suficiente de funcionários e de professores, nas aulas vagas, por exemplo, os alunos ao ficarem ociosos, com toda energia acumulada acabam se esbarrando em conflitos e brigas. A violência contra o professor é simbólica.
O professor é indiretamente o agente do Estado diante dos alunos, que ao verem suas condições de vida não alcançadas, sem perspectiva de presente e de futuro reagem diretamente contra a representação do Estado que está à sua frente, que é o professor. Cabe ao professor levar o debate da violência dentro da escola para obter o apoio dos alunos e da comunidade.
Neste sentido, fizemos uma campanha que foi muito bem aceita pelos estudantes, “O professor é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo”. Imagine que grande parte dos alunos vive uma vida infernal, e na escola não têm acesso a papel higiênico nos banheiros, sabonete para lavar as mãos, a merenda é à base de enlatados, a biblioteca, muitas vezes, não funciona, não há sala de informática, nem laboratório.
O aluno na escola é transformado em objeto, não um ser em potencial. Com isso, os agentes do Estado que se colocam em defesa do mesmo vão continuar a ser agredidos. O professor não pode ver o aluno como inimigo, nesse processo. O aluno é o nosso grande e insubstituível aliado.
O nosso desafio, enquanto sindicato é lutar pela melhoria das condições salariais, pela diminuição do número de alunos na sala de aula, por condições de trabalho, para que a escola seja devidamente equipada, não podemos confundir escola bonita ou boa com escola pintada.
Vamos assegurar e viabilizar a formação sindical aos professores e aprofundar a parceria com o movimento estudantil; o sindicato deve organizar para além da perspectiva institucional, de defesa corporativa, apoiando os movimentos, dos negros, das mulheres, LGBT, moradia, saúde e lutar por uma melhor educação diferente da que temos hoje.
Vamos ainda levantar nova bandeira contra a redução da maioridade penal e promover o debate contrários a criminalização de nossas crianças e adolescentes. Uma bandeira significativa é o salário estudantil para garantir que o aluno conclua os estudos sem pressão dos pais e da sociedade.
Por mais que a ação direta de diferentes executivas e coordenações da Subsede de São Bernardo tenham sido marcantes, essas realizações e conquistas só foram possíveis graças à ação coletiva de todos os companheiros e companheiras que aqui militaram e militam, desde os funcionários, Clóvis, Lucimara, Sueli, Néia, Sandro, Antonio, Murilo, Talles, e o Jurídico.
A história dos trabalhadores pertence à classe trabalhadora e o sindicato é uma das ferramentas fundamentais no processo de libertação da mesma.
“...O nosso desafio, enquanto sindicato é lutar pela melhoria das condições salariais, pela diminuição do número de alunos na sala de aula, por condições de trabalho, para que a escola seja devidamente equipada,...”
Depoimento publicado no livro: SANTOS, Aldo. A LUTA FAZ A HISTÓRIA - APEOESP SUBSEDE SÃO BERNARDO DO CAMPO. SANTOS, Aldo. A LUTA FAZ A HISTÓRIA - APEOESP SUBSEDE SÃO BERNARDO DO CAMPO. São Paulo: Dialógica Ed., 2016. 72.; 30cm ISBN: 978-85-67070-22-3 1. A LUTA FAZ A HISTÓRIA. I. Título. 2. APEOESP SUBSEDE SÃO BERNARDO DO CAMPO. II. Título

15/04/2017

Dia 28 de abril vamos fazer greve e marchar pelo Brasil!

Em 17 de abril de 1997, em sua última entrevista Paulo Freire afirmou: "... Eu morreria feliz se eu visse o Brasil cheio em seu tempo histórico de marchas. Marcha dos que não tem escola, marcha dos reprovados, marchas dos que querem amar e não podem, marcha dos que recusam a uma obediência servil, marcha dos que se rebelam, marcha dos que querem ser e estão proibidos de ser.

...Eu acho que as marchas são andarilhagens históricas pelo mundo ...O meu desejo, o meu sonho como eu disse antes é que outras marchas pela superação da sem-vergonhice que se democratizou terrivelmente nesse pais. Essas marchas nos afirmam como gente, como sociedade, e querendo democratizar-se.
Eu estou absolutamente feliz por estar vivo ainda e ter acompanhado essa marcha (Marcha dos sem terras) que como outras marchas históricas revelam o ímpeto da vontade amorosa de mudar o mundo.”
http://alebiet.blogspot.com.br/2011/08/marchas-paulo-freire.html De fato quando o povo se põe em movimento as mudanças ocorrem, os conflitos aparecem e a coragem coletiva rompe o ritual de aparente imutabilidade. Acertadamente Rosa Luxemburgo proclama: "Quem não se movimenta, não sente as correntes que o prendem"
Entendo que as greves, assim como as marchas, representam um momento singular e necessário onde põe a nu o estado burguês e representa uma radical explosão imaginária e de consciência de classe no processo estratégico de transformação social.
Parafraseando Paulo Freire, eu diria que: O povo viveria feliz se no mundo todo ocorressem greves permanentemente. Greves econômicas, greves de natureza política, de defesa das bandeiras de gênero, etnia e minorias, contra os limites e o cercamento imposto pelo capitalismo, pois é na greve que se confronta com maior tenacidade o antagonismo de classe, a consciência do “valor dos trabalhadores” e as rupturas necessárias como síntese histórica da transformação revolucionária.http://professoraldosantos.blogspot.com.br/2013/03/greves-e-marchas-sempre.html
A defesa de uma greve cumpre dois princípios básicos da classe trabalhadora: é um momento de luta por conquistas e melhorias das condições salariais e de trabalho, além da politização, união e organização conforme expressa o enunciado do texto a seguir: “Um dos mais importantes textos políticos do século XIX inicia com a frase “um espectro ronda a Europa: o espectro do comunismo”. Trata-se do Manifesto Comunista, de Marx e Engels, e seu famoso chamado para a união de todos os trabalhadores do mundo para se oporem ao domínio da burguesia. Outro fundamento é a união e conscientização da classe conforme texto escrito por Lênin, um dos grandes líderes revolucionários do século XX onde afirma: “... as greves ensinam os operários a unirem-se; as greves fazem-nos ver que somente unidos podem aguentar a luta contra os capitalistas; as greves ensinam os operários a pensarem na luta de toda a classe patronal e contra o governo autocrático e policial. Exatamente por isso, os socialistas chamam as greves de "escola de guerra", escola em que os operários aprendem a desfechar a guerra contra seus inimigos, pela emancipação de todo o povo e de todos os trabalhadores do jugo dos funcionários e do jugo do Capital. Mas a “escola de guerra” ainda “não é a própria guerra”.
https://www.marxists.org/portugues/lenin/1899/mes/greves_ga.htm A centralidade dessa greve geral é lutar contra a reforma da Previdência, da reforma trabalhista, das terceirizações e contra a aplicação da reforma do ensino médio, dentre outros ataques.
Devemos ainda lutar contra a corrupção e o mar de lama que a burguesia e seus partidos coniventes vêm transformando o país ha décadas.
Mais do que nunca devemos acrescentar a nossa pauta de ação o Fora Temer e sua quadrilha palaciana, com diretas já, pois a maioria esmagadora dos deputados federais estão comprometidos do ponto de vista ético/moral e o senado deveria deixar de existir, pois em nada acrescenta a política brasileira. Defendo um congresso unicameral!
Prefiro a ideia de marchar, do que “parar o Brasil”, pois parados já estamos,com a estagnação da economia, quase 14 milhões de desempregados, milhares de famélicos, na sua maioria dominados pelos meios de comunicação ou pela ideologia religiosa da teologia da prosperidade (prosperidade para os pastores).
Precisamos sim entrar em movimento, com atos, passeatas, protestos, marchas, greve geral por tempo indeterminado até conseguirmos o que pleiteamos.
Em relação a operação lava jato, é preciso apurar até as últimas consequências todo tipo de roubo do erário público ou em nome dele, confiscar os bens e prisão aos condenados. A lava jato é aponta do iceberg de uma pátria saqueada historicamente pelos “donos do poder”, e ao mesmo tempo, abre caminho para politizarmos a indignação de todos e todas levando ao empoderamento da classe para passarmos esse país a limpo.
LUTAR E VENCER É PRECISO!
ALDO SANTOS- EX-VEREADOR EM SBCAMPO, PRESIDENDE DA APROFFIB, VICE PRESIENETE DA APROFFESP E MEMBRO DA EXECUTIVA ESTADUAL DO PSOL-SP

12/04/2017

A FILOSOFIA TOMA PARTIDO CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS!



É uma tradição dos militantes, dos intelectuais, dos dirigentes Partidários, do movimento sindical, popular e
estudantil, compreender o conjunto (conjuntura) de problemas que circundam e interferem no planeta, no
país, nos estados e municípios para que possamos identificar e compreender e transpor as barreiras,
reconhecer os aliados e combater os inimigos históricos dos povos.
É neste contexto que precisamos analisar o momento em que nos encontramos, com a macro
disputa internacional, o avanço do neoliberalismo e do fascismo, o reordenamento da burguesia às custas
do empobrecimento de milhões com a retirada de diretos conquistados com a luta e enfrentamento dos
povos, contra as tiranias e os golpes perpetrados por governantes a revelia do interessa da maioria dos seres
humanos no planeta.
E, neste debate, a filosofia nunca foi nem será neutra, pois ao defender ou refutar a barbárie capitalista em
nome da suposta civilização, ela sempre toma partido para o bem ou para o mal.
O Brasil esta contido nesse conjunto de processos de analise, pois com a reorganização das “forças
reacionárias que deflagraram” um golpe político no povo, e, como parte desse golpe os avanços e direitos
estão sendo esmagados por políticos e partidos historicamente comprometidos com o acúmulo do capital
em detrimento do confisco dos direitos e das liberdades vivenciadas e conquistadas pela classe trabalhadora.
O reinado do PMDB, do PSDB, cúpula do PT, DEM, PPS e outros partidos estão desnudos e mergulhados
num lamaçal de corrupção como nunca visto antes.Defendemos que se apure até as últimas
consequências,punindo os culpados, confiscando bens roubados, mas não temos ilusão com o abuso de
autoridade do judiciário e seus braços repressivos que permeiam a sociedade nesta micro e macro física do
poder.
Já aprovaram a “deformação” do Ensino médio, o congelamento dos salários e direitos bem como
investimentos por vinte anos, aprovaram as terceirizações, que levará ao sucateamento do trabalho e
empobrecimento ainda mais do nosso povo, e agora, pretendem aprovar as reformas da previdência e
trabalhista para esmagar e condenar o presente e o futuro de quem produz as riquezas neste país. No
Estado de São Paulo, os salários foram congelados há mais de três anos, o desemprego na educação é
notório e a capacidade de reação embora existente, são canalizadas para outras demandas de interesses
dos aparatos dos sindicatos e centrais sindicais.
Sem perspectivas diante deste novo governo, a única saída é a união e organização da população resistindo
e construindo uma potente greve geral no dia 28 de abril para barrar essas maléficas reformas,derrubar o
governo Temer e seus asseclas como condição básica para a retomada do crescimento, acabar com o
desemprego, punir os corruptos, regulamentar o poder desmedido dos meios de comunicação e com a farra
dos banqueiros.
Nesse sentido, os professores de filosofia precisam tomar partido ao lado dos seguimentos vulneráveis da
sociedade, disputar os espaços nas escolas para manter o atual currículo, não permitindo o currículo
mínimo e nos organizarmos para acompanhar e definir no âmbito do Estado a aplicação das medidas
contidas na lei federal no tocante a dita reforma do ensino médio.
Não basta “comparecer às reuniões” esporadicamente, é preciso agir e reagir a toda e qualquer forma de
desconstrução da nossa luta pelo reconhecimento de nossa disciplina em âmbito federal, estadual e
avançarmos em nível municipal.
Mesmo num mundo pós-moderno e da pós-verdade, tomar partido sempre é preciso ( se tornar parte), uma
vez que todos somos militantes conscientes ou não do nosso papel na história da filosofia e na
transformação da sociedade.
Precisamos sair do mundo da doxologia virtual para o mudo da episteme classista, da práxis cotidiana, ao
lado dos verdadeiros construtores e mantenedores do poder em toda sociedade que é a classe trabalhadora.
Lutar, vencer e avançar é preciso!
Aldo Santos- Vice-presidente da APROFFESP e presidente da APROFFIB.

14/02/2017

Plenária da APROFFIB, durante o III Encontro da APROFFESP, no dia 08 de dezembro de 2016, no campus da UNINOVE- SP






Exposição realizada na Plenária da APROFFIB, durante o III Encontro da APROFFESP, no dia 08 de dezembro de 2016, no campus da UNINOVE – São Paulo-SP. 


      Prof. Aldo Santos (Presidente da APROFFIB)
A APROFFIB é uma entidade que busca desenvolver um pouco do que nós fazemos enquanto APROFFESP – Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos no Estado de São Paulo -, projetar essa luta para o Brasil, porque os professores de filosofia não estão organizados em nível nacional. Para termos uma ideia dos impactos dessas medidas do governo, hoje houve atribuição na diretoria de ensino de São Bernardo do Campo para professores concursados em filosofia e não apareceu nenhum candidato. A informação da eliminação da filosofia ou da sociologia do currículo escolar, já impacta diretamente na condição efetiva do trabalhador.
Esse debate da APROFFIB vem no sentido de buscar uma interlocução para além de São Paulo porque a APROFFESP está consolidada, mas precisamos avançar em outros Estados. Na Paraíba organizaram uma entidade e nos chamaram para um encontro a ser realizado em maio. No Acre houve um encontro recentemente sobre a problemática da filosofia e há muitos professores interessados em outros Estados por esse modelo organizativo da APROFFESP em São Paulo. Essa nossa luta tem um histórico que começou com o Coletivo Nacional de Professores de Filosofia em um congresso que aconteceu no Anhembi onde estavam presentes mais de 600 delegados e delegadas do Brasil inteiro.
Como a filosofia não tem um sindicato, a exemplo dos sociólogos, ou uma entidade que cuidasse do ensino médio, na ocasião tinha uma entidade que se destinava  a pós graduação, e, com   esse contingente de pessoas, após conquistarmos o direito à obrigatoriedade do ensino de filosofia  no Ensino médio, criamos o Coletivo Nacional de Filosofia em 2007. Depois fundamos  a APROFFESP e nessa relação conjunta  com o coletivo, fundamos a APROFFIB que tem uma diretoria legalizada, registrada em cartório e reconhecida. O nosso próximo passo é dar mais visibilidade em nível nacional para esse processo.
A APROFFIB, Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil, reitera seu compromisso junto aos educadores e educadoras na luta pelo fortalecimento e ampliação da filosofia nas escolas pública e privada no Brasil, rumo à implementação da disciplina no ensino fundamental. No dia 08/12/16 realizamos nossa Plenária Nacional em São Paulo e pretendemos fazer nosso primeiro encontro nacional no primeiro semestre de 2017






Presidente: Aldo Santos
Vice-presidente: Hugo Allan Matos
Secretário: George Luís Henrique C. Vitorino
Tesoureiro: André Sapanos
Diretor de comunicação e propaganda: José Carlos Carneiro
Diretor de relações acadêmicas e institucionais: Marcos da Silva e Silva
Diretor de relações pedagógicas: Francisco P. Gretter



Reportagem  Ana Valim - MTB 13003

.: O ANIVERSÁRIO, A VIDA E A HISTÓRIA DE UMA MÃE NUNC...

.: O ANIVERSÁRIO, A VIDA E A HISTÓRIA DE UMA MÃE NUNC...: Em 13 de fevereiro de 1929, nasceu uma linda e importante mulher no sertão do Ceara, que desde o nascimento enfrentou as marcas do...

O ANIVERSÁRIO, A VIDA E A HISTÓRIA DE UMA MÃE NUNCA SERÁ ESQUECIDO

O ANIVERSÁRIO, A VIDA E A HISTÓRIA DE UMA MÃE NUNCA SERÁ ESQUECIDO
A imagem pode conter: 1 pessoa, óculos de sol
MARIA BEVENUTA DE JESUS, UMA GUERREIRA  EM DEFESA DAS LUTAS DOS POBRES
Em 13 de fevereiro de 1929, nasceu uma linda e importante mulher no sertão do Ceara, que desde o nascimento enfrentou as marcas do sofrimento, da resistência e da superação. Essa mulher foi batizada com o nome de Maria Bevenuta de Jesus, criada pelo pai e pela madrasta. Casou-se aos treze anos com Josias Raimundo dos Santos, também da circunvizinhança do sertão cearense. Deste casamento nasceram: Raimundo Josias dos Santos, Francisco Josias dos Santos, Erivaldo Josias dos Santos, Aldo Josias dos Santos, Tânia Maria dos Santos, Francisco Cleonaldo dos Santos, Francisco Raimundo dos Santos e Alda Maria dos Santos. Além desses, outros dois natimortos fazem parte de nossa história. A Família conta hoje com 19 netos (as) e 10 bisnetos (as)...
Empurrados pela seca e pelas dificuldades sociais, migraram para o interior de São Paulo, trabalhando como bóia fria, meeiro, arrendatários, pequenos sitiante. No final da década de 60 e início da década 70, parte da família veio para a Cidade de São Bernardo e posteriormente mudaram-se para Diadema. Hoje, grande parte dos irmãos estão morando na Cidade de Hortolândia.
A APEOESP - Sindicato dos professores do Estado de São Paulo, sabiamente publicou na Agenda dos Professores – 2010, uma merecida homenagem as grandes mulheres, que se destacaram em vários campos das atividades humanas, tais como: Bertha Lutz, pioneira do feminismo brasileiro; Chiquinha Gonzaga, importante expoente da musica brasileira; Cora Coralina, destacada poetiza; Dandara, Mulher de zumbi dos Palmares e guerreira contra a escravidão; Joana D’arc, guerreira francesa; Maysa, ilustre cantora; Mercedes Sosa, singular cantora de musicas revolucionárias latino-americano; Olga Benário, militante comunista; Pagu, participante do movimento modernista; Rachel de Queiroz, importante escritora brasileira; Rosa Luxemburgo, filósofa marxista e militante política e; Simone de Beauvoir, famosa escritora libertária.
É claro que outras mulheres importantes também existiram e existem, porém, os afazeres cotidianos e o envolvimento com a preservação da espécie obstam sua notoriedade.
Na lista publicada faltam mulheres que, pela coragem, ousadia, militância e superação das dificuldades da vida, são verdadeiras heroínas, cujos valores estão impregnados na cultura popular, familiar e de seus descendentes ao longo da existência humana.
Maria Bevenuta de Jesus teve e tem importante contribuição na criação e zelo dos filhos e filhas, netos e netas e sua memória está mais viva do que pensamos no nosso cotidiano, definindo valores ético-morais, estéticos, filosóficos e militantes das causas coletivas e libertárias.
Sua biografia foi marcada pela escultura de um mundo novo, pela ruptura com a sociedade posta. Militou no surgimento de PT , no núcleo do Jardim Independência, participou do movimento de mulheres nesta região, liderou e coordenou o primeiro encontro de mulheres em Diadema, conforme documentos existentes em nossos arquivos, contribuiu com a luta partidária em Hortolândia, sendo uma das primeiras dirigentes da ALS (eleita no primeiro congresso) e em suas últimas palavras fez menção e recomendação: “à festa-alegria, união familiar, focando a necessidade da militância política”.
Há 88 anos, essa brava mulher foi lançada ao mundo, numa vida sem fim, impregnada do efêmero e da ternura presente em todos os seres viventes.
Num mundo onde o capitalismo determina o tempo e as prioridades de cada um de nos, é fundamental refletir, elaborar e pensar sobre nossos antepassados que estão mais vivos entre e dentro de nós, do que muitos imaginam.

Feliz Aniversário Dona Maria.
Escrever sobre nossos entes é preciso!!!!


Aldo Santos: Sindicalista, Ex-vereador em SBC, Presidente da Associação dos Professores de filosofia e filósofos do Brasil, membro da Executiva Estadual do Psol–SP.(13/02/2017)

10/02/2017

.: A LUTA PELO PASSE LIVRE AVANÇA NO GRANDE ABCDMRR

.: A LUTA PELO PASSE LIVRE AVANÇA NO GRANDE ABCDMRR: AVANÇA A LUTA PELA REVOGAÇÃO DA PASSAGEM EM SANTO ANDRÉ. Categoria:  Notícias   Escrito Por Aldo Santos    Publicado Em 10 Feverei...

A LUTA PELO PASSE LIVRE AVANÇA NO GRANDE ABCDMRR

                              
A LUTA PELO PASSE LIVRE   AVANÇA NO GRANDE ABCDMRR
Foi uma semana  muito ativa de membros do Comitê Regional Contra o Aumento da Passagem  no grande ABC. Na segunda feira, mesmo diante de uma chuva torrencial, conseguimos nos reunir e traçar algumas estratégias  em relação ao calendário  da semana.
Na terça, no período da manha, comparecemos ao consórcio Intermunicipal  com sede em Santo André, onde  conseguimos dialogar com alguns prefeitos e arrancar alguns compromissos. Falamos com o prefeito Maranhão que nos ouviu educadamente e disse estar aberto ao diálogo. Conversamos com o prefeito Orlando Morando de Sbcampo, atual  presidente do Consórcio, que, após indagação sobre o aumento da passagem e a mobilidade urbana o mesmo disse que o consórcio não tratou nem vai tratar deste tema. Em relação a mobilidade Urbana, ele disse  que topa o debate regional e pediu para o secretário do Consórcio agendar para que este debate possa contribuir com  esse importante tema. Na mesma terça a tarde, outro grupo foi a sessão da  Câmara municipal de Santo André onde o Prefeito Serra estava presente e se comprometeu em abrir o diálogo sobre esta temática. Todavia, ao sair do plenário os membros do comitê foram indaga-lo sobre a data do debate e o mesmo desconversou e foi indiferente ao apelo da comunidade. Na quinta feira novamente membros do comitê compareceram ao plenário da Câmara e o Professor  Chicão usou a tribuna e discorreu sobre o direito a cidade, o direito  constitucional ao transporte público, criticou a postura do prefeito de Santo André que está na contramão da história, pois é a única cidade da região que  majorou o preço da passagem, passando de 3,80 para 4,20, e, ao final solicitou  a revogação da passagem e uma reunião com o prefeito Serra. O vereadores  usaram a palavra de se manifestaram  da seguinte forma:
“Vereador Pedrinho Botaro do PSDB - Falou que o prefeito está aguardando uma comissão para falar com ele.                       
Vereador Toninho de Jesus PMN- Ficou denunciando as más condições do transporte. Sugeriu fazer uma comissão de vereadores para conversar com o prefeito sobre o transporte.                        
Vereador Ronaldo de Castro PRB - Falou sobre a situação do idoso no transporte.                       
 Vereador Fumaça do PSDB - Ex-motorista de ônibus, defendeu o aumento do transporte. Defendeu o patrão, mas se propôs participar na abertura do diálogo.
Vereador Fábio Lopes PPS -  Elogiou a fala do Chicão. Mais no fim.
Vereador Marcos Pichiari PTB - Falou que o prefeito está aberto ao diálogo e o prefeito quer montar uma comissão entre vereadores e população para debater o tema.                        
Vereador Toninho lagoa PMB - Disse que o aumento é ridículo e   que o transporte tinha que ser administrado pela prefeitura; Estatizado.                       
Vereador Lucas Zacarias, PTB  - Falou que o prefeito está a disposição para debater o tema.                       
Vereador Cicote PSB Presidente da câmara - Ele falou que a fumaça representou ele em sua fala.
Após a fala dos vereadores, e ainda conforme relato, o Aldo está gritando no plenário pedindo encaminhamento para o transporte.                       
O presidente Cicote informou que quem usou a fala na tribuna livre não fez nenhum encaminhamento. Então teremos que marcar outra fala em outro dia para encaminhar.                       
O vereador Eduardo leite PT-  Falou que ele mesmo encaminhará um requerimento pedindo a reunião com o prefeito na próxima sessão. O presidente da Câmara solicitou que o requerimento fosse feito em nome de todos os vereadores e vereadoras”.  ( Relato por zap do Tarcísio)
Após essa atividade em plenário, procuramos alguns vereadores e gravamos algumas manifestações de apoio a luta pela revogação da passagem e em apoio   ao Comitê Regional Contra o Aumento da Passagem.
Portanto, foi uma semana bastante proveitosa, em que pese várias organizações e partidos de Esquerda não estarem presentes numa luta tão importante como esta.
Quem luta conquista, Junte-se a nós!  
Aldo Santos - Membro do comitê regional Contra o Aumento da passagem do Grande ABCDMRR        

10/01/2017

DIREITOS HUMANOS X CARNIFICINA INSTITUCIONALIZADAS.




DIREITOS  HUMANOS X CARNIFICINA INSTITUCIONALIZADAS.

Aldo Santos – Conforme matéria de Julinho Bittencourt, publicada na revista Fórum (6/1/2017), o governo Temer já contabiliza cerca de quatro carandirus, ou seja, mais de 400 mortes em presídios Brasileiros. Esse debate se faz necessário, inclusive para sabermos os limites do Estado e sua responsabilidade em relação a política de in-segurança nacional que tem sido a tônica desde “governo”.
No final de novembro/inicio de dezembro 2016, fomos sacudidos com o trágico acidente da equipe de Chapecó, que, vítimas de uma irresponsabilidade operacional, foram condenados à morte como animais rumo ao abatedouro.
Enfrentamos no final do dia de Natal a lógica da irracionalidade com o caso da morte do ambulante Ruas na estação do Metro Dom Pedro ll, onde dois jovem espancam até a morte este trabalhador que se insurgiu contra agressão a moradores de rua e a uma travesti. No reveillon, a tragédia de Campinas provocou outra comoção nacional com a morte de 12 pessoas por “um pai” psicopata, numa clara manifestação de feminicídio.
Estamos finalizando a primeira semana de janeiro de 2017 vivenciando a tragédia das mortes anunciadas nos presídios do Brasil, e o governo, para tentar desviar atenção da sua irresponsabilidade diante dos fatos, caracteriza essa matança como acidente de percurso.
O governador José Melo vai afirmar que na cadeia “Não tinha nenhum Santo”, numa clara alusão que tentava justificar o ocorrido. Entendemos que, na atual política também não tem santo. O Ministro Alexandre Moraes se limita a atribuir a responsabilidade a terceiros, tentando se eximir das suas atribuições institucionais.
O Secretário nacional de Juventude, Bruno Júlio (PMDB), assume publicamente que “deveria ter uma chacina por semana”, numa afrontosa política de higienização deliberada. Muitas pessoas reproduzem o senso comum, reforçando este modelo falido de Estado burguês.
O governo acuado apresenta propostas que em nada vai mudar a política de recuperação e assistência às pessoas aprisionadas nesta sociedade excludente. Em tempos de crise econômica, a situação de violência tende a piorar a cada dia que passa.
Num país sério, o ministro Alexandre de Moraes já teria caído; o governador Jose Melo seria preso e o Secretário nacional de juventude Bruno Júlio, recolhido à prisão, a bem do serviço público.
A reportagem destaca ainda: “Apenas de outubro para cá, quando ocorreu o primeiro massacre na penitenciária de Monte Cristo onde morreram 25 presos, já são 118 mortos em massacres ocorridos em presídios no Brasil. Na prática, o governo Michel Temer produz, com a sua inoperância, um massacre do Carandiru a cada quatro meses. O caso, ocorrido em São Paulo, em outubro de 92, é considerado o maior genocídio de presos do país em todos os tempos e um dos maiores do mundo. Na época, é sempre bom lembrar, Michel Temer assumiu a Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo no lugar de Pedro Franco de Campos. Ao tomar posse, ele anunciou como reação ao massacre que recomendaria repouso e meditação para os policiais envolvidos. O caso, que seria trágico não fosse cômico, se repete como tragédia. O plano de segurança de emergência proposto por Temer não só já estava previsto no orçamento como não resolve nem 0,4% do déficit de vagas em cadeias”.
A matéria conclui dizendo Temer, o vice-decorativo, conspirador e inoperante, talvez acabe derrubado por quem menos esperava, ou seja, o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho.
* Aldo Santos é membro da Comissão de Direitos Humanos da Estadual do P-Sol

Comitê Regional Unificado Contra o Aumento das Passagens do ABCDMRR CONVOCA NOVO ATO em Santo André

Comitê Regional Unificado Contra o Aumento das Passagens do ABCDMRR CONVOCA NOVO ATO em Santo André e cobrará dos prefeitos participação popular na decisão sobre o aumento no valor das tarifas na região.
O Comitê Regional Unificado Contra o Aumento das Passagens do ABCDMRR realizou na noite desta segunda-feira (09/01) reunião ordinária, onde promoveu o balanço das suas últimas ações e deliberou um calendário de lutas que contempla desde ações na própria região, como também participação em atos na capital paulista.
Após intenso debate, os encaminhamentos e deliberações foram as seguintes:
Dia 12/01 (Quinta-feira), às 17 horas – Participação no primeiro grande ato contra o aumento das passagens na capital paulista - Praça do Ciclista.
Segue o link do evento: https://www.facebook.com/events/553741304837222/
Dia 13/01 (Sexta-feira), às 14 horas – Ida ao Consórcio Intermunicipal do grande ABC. Cobrar retorno de protocolos anteriores e apresentar novas reivindicações.
Dia 14/01 (Sábado), às 10 horas – Panfletagem na Oliveira Lima.
Dia 17/01 (Terça-feira), às 17 horas – Segundo ato contra o aumento da passagem em Santo André – Concentração Inicio do Calçadão da Oliveira Lima.
Os membros do comitê também aprovaram:
APOIAR A LUTA CONTRA O DESPEJO DO SINTUSP, assinando o manifesto e se colocando a disposição neste enfrentamento em defesa da democracia e do sindicalismo na USP.
Segue o link do manifesto contra o despejo do SINTUP: https://www.change.org/p/reitoria-da-usp-manifesto-contra-o…
Participar do ATO CONTRA O FEMINICÍDIO, que acontecerá dia 11 de janeiro (quarta-feira), às 15 horas (concentração às 14 horas), em frente ao Fórum da cidade de Santo André, que irá denunciar e repudiar todos os assassinatos que aconteceram recentemente.
Segue o link do ato: https://www.facebook.com/events/189031564903846/
Participar da intervenção: “CONTANDO CORPOS’, que será realizada dia 16/01 (segunda-feira), às 17 horas, que irá denunciar a LGBTfobia e o descaso da última gestão e da gestão atual da cidade para com a criação de um Conselho Municipal LGBT em que possamos discutir as demandas dessa população excluída em nossa sociedade.
Segue o link da intervenção: https://www.facebook.com/events/403318876666221/

30/12/2016

"É preciso avançar, conquistar e consolidar..."

"É preciso  avançar, conquistar e consolidar..."

Nós dirigentes da APROFFESP temos bons  motivos para nos orgulhar do espaço que estamos conquistando aos poucos, mas de forma consistente, apesar de inúmeras dificuldades. Sempre brinquei com o Aldo quando ele falava: "É preciso avançar, conquistar, consolidar..." E eu retrucava sempre polêmico: "...mas precisamos consolidar!!! Estamos avançando, conquistando e consolidando....E isso só está sendo possível porque formamos uma Diretoria com pessoas que possuem qualidades ricas e que se completam...formamos uma Equipe que fez o que pode, mas fez! Temos personalidades fortes, inteligentes, ambiciosas em seus campos específicos se atuação e isso é bom....mas pode atrapalhar. Porém,  lembrem-se que, usando uma metáfora futebolística (nada a ver com um certo "companheiro"....), a seleção da Copa 70, considerada a melhor da história, havia CINCO meia-armadores, cinco camisas 10! Nem por isso tiveram a mesma função, cada um jogou no espaço do campo que o esquema tático previa e todos foram 10 e fomos tri-campeões de futebol do mundo! Na APROFFESP também é assim e acredito e tenho convicção desde o início de que faremos ainda outras grandes e importantes coisas! Há muita luta pela frente e todos nós temos nossa contribuição fundamental nesses avanços, conquistas e consolidações! A luta pela Filosofia tem mais de 2.500 anos e não podemos decepcionar Sócrates que representa a luta da Razão contra o poder das sombras da alienação e da doxa! A luta contra os que continuam matando "Sócrates".  Teremos um ano difícil, de lutas adversas e precisamos estar unidos. Conto com todos vocês! E me sinto orgulhoso e feliz de fazer parte de um grupo assim tão rico! A APROFFESP está fazendo história....Vamos continuar ! 
30/12/2016 🌻Chico Gretter, o "filósofo da Lapa".

16/12/2016

lll Encontro de Professores de Filosofia da APROFFESP aprova moção contra a reforma do ensino médio!


Carta de Repúdio à Medida Provisória 746/16 da reforma do ensino médio aprovada no III Encontro Estadual de Professores de Filosofia - Aproffesp Estadual & APROFFIB
Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo
Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil

lll Encontro de Professores de Filosofia da APROFFESP aprova moção contra a reforma do ensino médio!
Carta de Repúdio:
Nós, filósofos e filósofas, professores e professoras de filosofia do Estado de São Paulo, reunidos no III Encontro de professores de Filosofia e Filósofos – APROFFESP – na cidade de São Paulo, cumprindo nosso papel histórico de fazer críticas e proposições quanto ao que ocorre em nossa sociedade, repudiamos veementemente o golpe contra a Educação Brasileira desfechado pelo ilegítimo governo de Michel Temer através da modificação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei n° 9.394/96) por meio de Medida Provisória referente à reforma do ensino médio, sem qualquer diálogo com a comunidade acadêmica e escolar no Brasil, o que se assemelha aos Atos Institucionais da última Ditadura Militar no país.
Do mesmo modo que aquele regime de exceção reprimiu duramente o pensamento crítico durante sua vigência, o atual desgoverno de Michel Temer golpeia ainda de maneira mais incisiva a educação brasileira, permitindo que entre no âmbito da escolha por parte dos sistemas de ensino conhecimentos básicos para a formação do brasileiro. A medida faz retroceder a educação no país em mais de trinta anos e contribuirá para uma das mais acentuadas divisões sociais já vistas no país. Falsamente apresentada como “flexibilização”, a reforma elimina a obrigatoriedade de componentes curriculares filosóficos e científicos e desconsidera dimensões essenciais para a formação humana, fechando as portas para a ainda não realizada produção universalizada do conhecimento em nosso país. 
A inclusão das disciplinas de Filosofia e Sociologia no ensino médio resultou de um longo debate no seio da sociedade brasileira, que mobilizou amplos setores ligados à educação desde a redemocratização do país e que passou por um revés com o veto lamentável de Fernando Henrique Cardoso em 1998, retardando em dez anos a volta das citadas disciplinas no currículo escolar do ensino médio que foram finalmente incluídas somente em 2008 através da Lei 11.684/08. A MP N° 746, numa canetada, suprimiu o Artigo 36 da LDB que havia sido alterado pela citada lei, eliminando novamente a obrigatoriedade da inclusão da Filosofia e da Sociologia no currículo do ensino médio! A menção a “conhecimentos filosóficos ou sociológicos” a que se referia a LDB é retomado e até de forma piorada pela medida provisória; portanto, a presença da Filosofia ou da Sociologia como disciplinas não está garantida!
O ensino da Filosofia, da Sociologia e das demais disciplinas das ciências humanas são condição de possibilidade para a formação de espíritos livres e reflexivos, capazes de pensar e agir diante dos desafios da vida contemporânea. O ensino de filosofia, que nos últimos anos foi pela primeira vez na história do país universalizado, deveria ser preservado e estendido e nunca eliminado como pretendem os sempre ativos defensores do tecnicismo estreito e míope. Não se forma apenas para o “mercado de trabalho”, mas para a cidadania, para uma existência consciente e solidária, se forma para a vida!
Além do mais, é um erro pedagógico imaginar que se possa melhor aprender matemática e português sem exercitar o raciocínio lógico, as habilidades linguísticas e conceituais, que são desenvolvidas em todas as outras disciplinas. A consequência dessa precarização é evidente: o ingresso no ensino superior desses jovens será ainda mais prejudicado e o próprio ensino superior adequado a fornecer mínimos conhecimentos não adquiridos no ensino médio terá sua função radicalmente alterada.
Permitir a contratação de professores, reconhecidos pelos políticos de turno como sendo de “notório saber”, revela-se um descaso com a necessária rigorosidade com a formação docente, desconhecimento e desrespeito pela profissão “professor”. A especificidade dessa profissão que conjuga formação pedagógica com a especificidade e aprofundamento em conhecimentos de sua disciplina de atuação é incompatível com a chamada “interdisciplinaridade” proposta pela reforma que elimina disciplinas e não as coloca em relação e, ainda pior, coloca alguém para ensinar algo que não conhece os métodos e quiçá os conteúdos desta ou daquela área do saber. Será que os defensores de tal despropósito deixariam seus filhos ou familiares serem tratados por um médico de “notório saber”?
Outro agravante é que os milhares de professores que estão habilitados para lecionar disciplinas hoje no ensino médio serão jogados ao desemprego, seja por eliminação ou redução de carga horária de disciplinas, seja porque poderão ser substituídos por outros profissionais não habilitados e cuja decisão ficará a cargo da decisão de terceiros sobre a relevância ou não daquilo que se ensina.
Se não bastasse as consequências maléficas acima indicadas, fica também evidente que esse é um projeto para excluir mais uma vez as classes populares do acesso à educação. Os estudantes das camadas populares e periféricas que trabalham no período diurno e estudam no período noturno serão obrigados a evadir-se da escola, pois não terão tempo disponível para cumprir com a nova carga horária exigida. Aos que ficarem será oferecido conhecimento segundo a região geográfica e diversas regiões no país ficarão com carga horária menor de áreas científicas e filosóficas, restringindo a formação do estudante pobre à mera alfabetização seguida de formação profissional de baixa qualidade. Desta forma, o dualismo que ter marcado a educação brasileira desde os tempos coloniais será piorado, o que constitui um verdadeiro crime contra os filhos dos trabalhadores que terão poucas oportunidades de ascenderam a uma formação mais ampla e especializada. 
Tal medida, por tudo o que acabamos de mencionar, tende a estimular a marginalidade, a violência social e a divisão de classes de maneira até agora ainda não vista no país. Revela-se aqui o caráter elitista e obscurantista desse desgoverno que viola a democracia e segue suprimindo os direitos da população brasileira, principalmente dos mais vulneráveis.
Por tudo isso, convocamos os professores e professoras que resistam e se rebelem contra essa reforma que desfigura, fragiliza e empobrece a educação brasileira.

Nenhum direito a menos!
São Paulo, 09 de dezembro de 2016.
Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil
A P R O F F I B
Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo 
A P R O F F E S P

02/12/2016

III ENCONTRO ESTADUAL DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS

ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO ESTADO DE SÃO PAULO
III ENCONTRO ESTADUAL DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS
Dias 07 (08:00 às 18:00 h), 08 e 09 (08:00 às 20:00 h)
LOCAL: UNINOVE – Universidade Nove de Julho – Campus Memorial/ Barra Funda – Prédio da Pós-graduação, entrada pela Av. Francisco Matarazzo, 612 – Parque da Água Branca.
Tema: A filosofia toma partido!
Eixo: A filosofia, a educação e a questão democrática.
P R O G R A M A Ç Ã O
DIA 07/12/2016:
08:00h – credenciamento dos participantes;
08:45 – Leitura e aprovação do Regimento;
09:00h – Saudações de entidades e convidados;
10:00h – MESA DE ABERTURA – Tema: “A filosofia, a educação e a questão democrática”;
Expositores: Prof. Aldo Santos - Presidente da APROFFIB; Deputado Estadual e Professor Carlos Giannazi; Prof. Ms. Ricardo Carvalho - Mestre em filosofia e militante social; Dr. Ariel de Castro Alves – Comissão de Direitos Humanos/SP;
Mediação: Prof. José Jesus.
12:00h – ALMOÇO
14:00h – Mesa temática: Teoria do conhecimento: “A descolonização da Filosofia”;
Expositores: Profa. Dra. Suzi Piza – UFABC; Prof. Dr. Marcos da Silva e Silva – rede estadual e privada;
Mediação: Anísio Batista.
16:00h – DEBATE – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS (Comunicação): “Especificidade da filosofia no ensino fundamental e médio”;
Mediação: Ronaldo Neves.
DEBATE – APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS (Comunicação): “A filosofia política no contexto de mudança”;
Mediação: Marcos da Silva e Silva.
DIA 08/12/2016:
08:00h – Mesa de debate: “A fundamentação filosófica dos livros e materiais didáticos”;
Expositores: Profa. Dra. Marilena Chauí – Emérita da USP; Prof. Dr. Antônio J. Severino – Pós-graduação UNINOVE; Prof. Dr. Juvenal Saviani Filho – UNIFESP;
*Convidado: representante da Secretaria da Educação - SP;
Mediação: Ivo Lima.
10:00h – Mesa temática: Antropologia filosófica: “Liberdade, sexualidade e amor”;
Expositores: Profa. Ms. Luiza Copieters – rede privada; Amelinha Teles – Diretora da União de Mulheres de São Paulo; Prof. Tarcísio Ramos – rede estadual; Profa. Dra. Luciene Jimenez – UNIAN/SP;
Mediação: Ocimar Freitas.
12:00h – ALMOÇO
14:30h – Mesa temática: “Propostas Curriculares e Plano Estadual de Educação”;
Expositores: Prof. Dr. João Palma Filho – Conselho Estadual de Educação; Prof. Ms. Chico Gretter – rede estadual; Prof. Dr. Alonso B. Castro – UNESP, Prof. Dr. Sílvio Carneiro – UFABC;
*Convidado: representante da Secretaria da Educação - SP;
Mediação: Marcos Rubens.
18:00h – Plenária nacional da APROFFIB: “A situação da filosofia e a Medida Provisória 746/16”
Expositores: Prof. Aldo Santos – Presidente da APROFFIB e Prof. Ms. Hugo Allan Matos – FAPCOM e Universidade Metodista.
DIA 09/12/2016:
08:00h – Mesa temática: “A necessidade da Filosofia no ensino fundamental e as políticas públicas”;
Expositores: Prof. Dr. Marcos Loriéri – Pós-graduação UNINOVE; Prof. Ms. Ronaldo Neves – rede estadual, Prof. Ms. Maurício Colenghi – rede estadual;
Mediação: Jadir Antônio.
10:00h – Mesa de debate: “A filosofia e o protagonismo da juventude”;
Expositores: Alunos do ensino médio: Keyla Alves Marcelino, 3ª série – E. E. Profa. Maria Osório Teixeira; Carlos Eduardo, 3ª série – E. E. Parque Marajoara II; Pablo Lia Lui, 3ª série – Colégio Singular São Caetano; Lucicláudia Soares – E. E. Fidelino Figueiredo; Fábio Luizi – aluno do Curso de Filosofia da Universidade Metodista;
Mediação: Diego Frederico.
12:00h – ALMOÇO
14:00h – Mesa temática: “Mulheres na contemporaneidade e na reflexão filosófica”:
Expositoras: Neon Cunha – MAC/USP; Profa. Ms. Nayara Navarro; Profa. Especialista Joice Aziza; Tamikuã Txihipataxó;
Apresentação musical: banda As despejadas;
Mediação: Rita de Cássia
16:00HS – Encaminhamentos, moções e encerramento.
Coordenação: Prof. Chico Gretter e Prof. Aldo Santos.
• 18:00h – Atividade Cultural com a banda Pompeia 72.
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Para participar do III Encontro, acessar o Link para inscrição:
https://docs.google.com/…/1FAIpQLSdGhuTI41kpzkew_e…/viewform
Para apresentação de trabalhos no III Encontro, acessar o link para inscrição:
http://freemarcos1.wixsite.com/meusite/inscricoes
Abono de ponto para professores de filosofia publicado no D. O. E. – Executivo – dia 26/10/16, seção 1, pág. 25.
Para maiores informações, ligar para (11) 982-505385 ou 993-869074 (celular/WhatsApp)