04/04/2016

Considerações sobre o início e objetivos da aproffesp e aproffib

ASSOCIAÇÃO DE PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO ESTADO DE SÃO
                                                PAULO – APROFFESP

Considerações sobre  o início e objetivos  da aproffesp e aproffib

      No dia 26 de setembro de 2009, tomou posse a primeira Diretoria da Associação dos professores de filosofia e filósofos do Estado de São Paulo - APROFFESP, numa Plenária Estadual, realizada à R: Carlos Petit, 199 - Vila Mariana, em São Paulo.
      Os membros eleitos tomaram posse, tendo por base o resultado das eleições realizada no dia 26/08/09, com votação de 226 professores no Estado de São Paulo (foto da posse) http: //aproffesp.blogspot.com.
      Essa entidade surgiu como resultado das longas lutas que os professores de Filosofia e Sociologia travaram em defesa da volta dessas disciplinas ao Currículo do Ensino Médio em todo o Brasil.
      Nesse sentido, o 1º Encontro Nacional de Filosofia e Sociologia, realizado nos dias 22 a 24 de julho de 2007, no Anhembi - SP foi um sucesso. Nesse encontro os conflitos foram explicitados do ponto de vista dos reais interesses no avanço e consolidação das referidas disciplinas. Percebendo os conflitos e as resistências em relação à organização dos filósofos, no referido encontro, o professor Aldo Josias dos Santos, de São Bernardo do Campo - SP, apresentou aos delegados um documento básico com proposta organizativa dos professores de Filosofia em nível nacional e, além disso, realizou-se uma plenária dentro do Encontro para construir a Coordenação do Coletivo Nacional de Filosofia, em 2007. (http://coletivonacionaldefilosofia.blogspot.com/). Na continuidade dessa luta, organizou-se também a Associação dos professores de filosofia e filósofos do Brasil - APROFFIB, de duração indeterminada, sem fins lucrativos. Essa Associação tem caráter educativo, formativo, cultural, de análise filosófica, econômica e político-social, a nível nacional.
      Uma das polêmicas centrais do IX Encontro do Coletivo de Filosofia, Sociologia e Psicologia da APEOESP, foi enunciada a proposta sobre a necessidade da fundação de uma entidade dos filósofos, concebida, sem a pretensão ou preocupação de concorrer com o Sindicato Estadual dos Professores - APEOESP, já que, do ponto de vista sindical, os professores estavam bem representados por essa entidade.
      Após a apresentação desse breve histórico, ressalto que o objetivo da APROFFESP é lutar na defesa de uma Escola Pública de Qualidade, tendo em vista apoiar o trabalho dos professores de Filosofia na realidade da escola, organizando, debatendo, ampliando sua atuação na produção de materiais alternativos, que permitam avançar na consolidação de uma proposta curricular condizente com os anseios de uma sociedade justa, democrática, onde a classe trabalhadora conquiste o lugar que merece.
NOVA DIRETORIA DA APROFFESP: BIÊNIO 2013-2015:
- Presidente: Aldo Josias dos Santos - São Bernardo do Campo.
- Vice-Presidente: Francisco Gretter - Lapa
- Tesoureiro: Anízio Batista de Oliveira - Centro sul
- Primeiro tesoureiro - Francisco Venâncio Feitosa - Taboão da Serra
- Secretário: José de Jesus Costa - Osasco
- Primeiro secretário: Marcos Silva - Santo André
- Diretor de Comunicação e Propaganda: José Carlos Carneiro dos Santos - São
  Bernardo do Campo
- Diretor Adjunto de Comunicação - André Sapanos - Mauá
- Diretor de Políticas Pedagógicas - Ivo Lima dos Santos - Zona Norte
- Diretor Adjunto de Políticas Pedagógicas: Aldo Xavier Monteiro - Taboão da Serra
- Diretor de Relações Institucionais - Rita Diniz - Salto
- Dirertor Adjunto de Relações Institucionais: Eduardo de Carvalho - Osasco
- Diretor de Relações Sociais e Movimentos Sindicais: Nayara Navarro - S. B. Campo
- Diretor Adjunto de Relações Sociais e Movimentos Sindicais: Cícero Rodrigues -
  Zona Sul
- Diretor Organizativo da Capital: Alba Valéria - Itaquera
- Diretor Adjunto Organizativo da Capital: Rubens Roque e Souza - Zona Sul
- Diretor Organizativo da Grande São Paulo: Gilmar Soares - Santo André
- Diretor Adjunto Organizativo da Grande São Paulo: Antonio Élson Oliveira -
  Guarulhos
- Diretor Adjunto Organizativo da Grande São Paulo: Valmir João Schmitt - Osasco
- Diretor Organizativo do Interior: Ademir Alves de Lima - Vale do Paraíba
- Diretor Adjunto Organizativo do Interior: Gabriel - Sorocaba e Região
- Diretor Organizativo do Interior: Maria Lúcia B. V. de Brito - Região Metropolitana
  de Campinas
- Diretor Organizativo do Interior: Antonio Fernando Capellari - Jaú
- Diretor de Relações Acadêmicas: Hugo Allan, professor da Rede Estadual e da
  Universidade Metodista - UNIFAI
DIRETORIA DE BASE DA APROFFESP:
- Yoshinori Miura: Vale do Ribeira
- Wilson Cristovan: Presidente Prudente
- Fernando Henrique de Paula - Ourinhos
- Marcelle Pereira Bernardo: Guarulhos
- Creusa Lima da Silva: Taboão, Itapecerica e Embu
- Miguel Nogueira da Silva: Osasco
- Alexandra Souza Barros: Diadema
- André Aparecido da Silva Barbosa: Avaré
- Adenilson Nogueira Soares: Ipiranga
- Aline Rodrigues Teixeira: Campinas
- Hécio Peres Filho: Região Leste 4
- Wellington Cruz: São Bernardo do campo
- Vitor Henrique Neri da Mata: Lapa
- Adeval Santos - Zona Norte da Capital
- Adriano Soares da Silva: Sumaré / Hortolândia
- Amauriso Umbellino da Silva: Itapevi
- Carlete Diana Nery de Oliveira Lanza: Salto e Região
- Luis Carlos Antoniazzi: Jaú
- Vanderlei Nunes Júnior: Mogi da Mirim
- Marcos Rogério Muniz: Penápolis
- Osmar Francisco de Almeida: Itaquera
- Fernando F. de Oliveira - Santo André
- Elton Silva Santana - Itaquaquecetuba
- Sandra Braga Freire: Carapicuíba
- Simone Suelene: Taubaté
- Humberto Almeida Pereira - Caraguatatuba
- Edson Genaro Maciel: Araçatuba
-  Álvaro Augusto Dias Júnior: Mogi das Cruzes
- Fábia Cristina Hildebrand Pastori: Pirassununga
- Jorge Julho Ide - Zona Sul

      ATRIBUIÇÕES DE CADA PASTA, SEGUNDO O ESTATUTO DA APROFFESP:
Art. 19 - Ao Presidente, compete:
  a) Representar a Associação, judicial e extrajudicialmente;
  b) Convocar e presidir as reuniões de diretoria, da executiva e as Assembleias
  gerais;
  c) Assinar com o Tesoureiro os cheques e documentos relativos à movimentação
  numerária;
  d) Apresentar anualmente a Assembleia Geral as exposições das atividades e as
  prestações de contas;
  e) Convocar reuniões extraordinárias da diretoria;
  f) Convocar eleição direta para diretoria executiva.
Art. 20 - Ao Vice-Presidente, compete: substituir o Presidente em suas faltas e/ou
   impedimentos.
Art. 21 - Ao Secretário, compete:
  a) Substituir, quando necessário, o Presidente em exercício em suas faltas e/ou
  impedimentos;
  b) Ter sob sua guarda o livro e as atas;
  c) Lavrar ou fazer as atas;
  d) Secretariar as reuniões da Diretoria Executiva, dos Encontros, Assembleias e
  da CERA.
Art. 22 - Ao Diretor de Comunicação e Propaganda, compete: organizar a 
  Associação, através das ferramentas disponíveis, elaborar boletins e se
  responsabilizar pela comunicação e divulgação da entidade.
Art. 23 - Ao Tesoureiro, compete:
  a) Ter sob sua guarda e responsabilidade o patrimônio da Associação;
  b) Assinar com o Presidente os cheques e demais papéis relativos ao movimento de
  valores;
  c) Controlar a arrecadação das contribuições da Associação;
  d) Ter sob sua guarda o livro-caixa;
  e) Elaborar o balanço anual e os inventários patrimoniais.
  Art. 24 - Ao Diretor de Políticas Pedagógicas, compete: organizar debates,
  seminários, apresentar junto aos associados, diretores propostas com conteúdo de
  natureza formativa e informativa, pedagogicamente.
  Art. 25 - Ao Diretor de Relações Institucionais, compete: realizar intercâmbio,
  divulgar nossa entidade no âmbito das instituições públicas e privadas.
  Art. 26 - Ao Diretor de Relações Sindicais e Movimentos Sociais, compete:
  representar a entidade nos movimentos sindicais e movimentos sociais,
  previamente aprovados pelas instâncias orgânicas da APROFFESP.
  Art. 27 - Ao Diretor Organizativo da capital, compete: articular a atuação e
  organização da APROFFESP Regional na Capital.
  Art. 28 - Ao Diretor Organizativo da Grande São Paulo, compete: articular a
  atuação e organização da APROFFESP na Grande São Paulo.
  Art. 29 - Ao Diretor Organizativo do Interior, compete: articular a atuação,
  organização e funcionamento das coordenações Regionais da APROFFESP.
  Art. 30 - A coordenação regional da APROFFESP será eleita a cada ano, juntamente
  com a eleição da CERA e a cada 2 (dois) anos com a Diretoria executiva. A
  composição será de cada 10 (dez) votantes elege 3 (três ) membros para a referida
  coordenação. Acima de 10 (dez) votantes, para 10 (dez) elege 2 (dois).
  Compreende-se por Coordenação Regional da APROFFESP: uma ou mais cidades,
  de acordo com a representação das atuais diretorias de ensino e ou adequações
  autorizadas pela Diretoria Executiva.
   Parágrafo único: as relações serão regulamentadas previamente pela Diretoria
   Executiva, após deliberação da Coordenação Estadual de representantes da
   APROFFESP. a coordenação regional será composta de um Coordenador (a),
   Secretário (a), Tesoureiro (a), Diretor (a) de Comunicação e um Coordenador (a) de
   formação pedagógica.
   INSTÂNCIAS DA APROFFESP:
- Congresso;
- Encontro;
- Coordenação Executiva e Diretoria de Base;
- Coordenação Estadual;
- Questões Internas e Externas;
- Eleições Regionais; e
- Coordenações Regionais.
Fonte:
- Revista de FILOSOFIA em AÇÃO - ANO I Nº 01 - Maio de 2013. Artigo "AVANÇA A LUTA PELO ENSINO DE FILOSOFIA NO BRASIL", p. 5 - 8. Por Aldo Josias Santos.
- Documento: Implementação de alterações estatutária da APROFFESP.

Ivo Lima dos Santos
Diretor de Políticas Pedagógicas da APROFFESP
São Paulo, 15 de março de 2014.


29/03/2016

UMA SEMANA DECISIVA PARA O GOVERNO

UMA SEMANA DECISIVA PARA O GOVERNO

Com a política de aliança estabelecida pelo Partido dos Trabalhadores, antes e durante  sua chegada ao governo era previsível que os interesses  espúrios alterassem a lógica da governabilidade. Mesmo diante das críticas dos setores de esquerda, este casamento com as  forças reacionárias que compõe este governo, na macro e micro estrutura política administrativa, ao longo se sua existência, se encontra em estado terminal.
Com a saída do PMDB da base de sustentação do governo, Dilma caminha para o matadouro, caso não haja novos fatos nos trilhos da conjuntura política. Na prática, as ditas instituições caminham lenta, gradual e segura para o impedimento da presidenta que está degustando o próprio veneno, ao privilegiar suas alianças com a direita clássica  em detrimento da pauta de reivindicação dos movimentos sociais e dos setores de esquerda que ao longo desse período alertava para esse golpe dentro do golpe .
Os dias no governo estão se afunilando e por mais solidariedade que os militantes expressem nas ruas, o conluio está formado e de certa forma deliberado para o efetivo gerenciamento de um novo governo liderado pelo PMDB e seu arco de alianças e acordos  historicamente consolidados.
Ou o governo radicaliza nos meandros das instituições com forte apoio popular, ou concretamente o retrocesso tomará conta novamente da sociedade por vários anos, colocando em risco algumas conquistas que foram empurradas pela esquerda e movimentos sociais neste governo.
Não concordar com o golpe é uma sinalização de um passo atrás para darmos dois passos à frente, conforme preconizava Lênin, numa conjuntura distinta, de comunismo de guerra para uma nova política econômica. Não basta bravatas da presidenta ou dos movimentos sociais afirmando que não vai ter golpe, pois o mesmo esta avançando a largos passos no campo  institucional que a burguesia  domina há séculos.
Ao falarmos de golpe, temos vários exemplos e modalidades, desde a clássica ruptura institucional com o fechamento de congresso e as forças armadas liderando o processo, até golpes como de Manuel  Zelaya, em 28 de junho de 2009, em Honduras,ou o golpe relâmpago em janeiro de 2012 de Fernando  Lugo no Paraguai,  ou até mesmo  o exemplo como o impedimento de Collor em  1992.
Hoje tudo indica que o impedimento terá respaldo das instituições com os verde-amarelos  nas ruas dando sustentação ao ritual de afastamento   infundado da presidenta Dilma. O governo deve operar  em duas frentes, com a mobilização popular de um lado para se contrapor a ofensiva de todos os setores reacionários irmanados, e, operar  junto ao STF na tentativa de obstrução institucional para tentar impedir o rito de cassação em curso. Caso contrário, no campo deles, com o juiz, a bola e a torcida, é uma questão de tempo para a consumação de mais um golpe nos ditos moldes Republicano.

Lutar e vigiar é preciso!


Aldo Santos-Militante dos movimentos sindical, popular e partidário.

04/03/2016

Águas de Março: é o fim do caminho?

Águas de Março: é o fim do caminho?

O momento da conjuntura não chega a ser poético, mas se assemelha um pouco a composição de Tom Jobim, principalmente cantada por Elis Regina. É pau, é pedra, mas não é o fim do caminho?

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho

É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, o nó da madeira
Caingá candeia, é o Matita-Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho

É um estrepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração


            Existe um sentimento de tristeza e esperança em relação a figura do presidente Lula, que, juntamente com os metalúrgicos do abcd tiveram papel decisivo na derrubada da ditadura militar no Brasil no final da década de 70 e início da década de 80, iniciando assim, um novo ciclo político no país.

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto do toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

            A tristeza se manifesta pelo apreço que milhões de trabalhadores neste país tiveram e muitos continuam tendo em reescrever uma nova história a partir dos de baixo, dos despossuídos, dos empobrecidos pelo capitalismo. A tristeza é pelos feitos e desfeitos que ao longo da história recente tomou conta do governo e do patamar de lama que se transformou a política brasileira. Não devemos esperar coisas diferentes no modelo econômico capitalista, pois, é de sua gênese a manutenção da vida de poucos às custas da miséria de milhões pelo mundo afora.
            A esperança no PT e em Lula era para se corrigir esses caminhos, redimensionar a economia para os necessitados e  expressar uma nova forma ética do fazer política neste país.
            Depois de vários anos, percebermos que se locupletaram com a mesa farta do poder  e o limite entre o público e privado foi invertido, dando espaço para a indignação e a perplexidade diante daquele  projeto coletivo que estava em curso. Defendemos que toda suspeita deve ser investigada, em todos os partidos, entidades e setores públicos da sociedade de forma indiscriminada, e os corruptos punidos na forma da lei. Minha esperança é que os demais citados também sejam investigados e se condenados, sejam punidos conforme pena estipulada. O que não se pode aceitar é a condenação de uns e a proteção de outros diante do “mesmo crime”.
            Neste sentido é que as águas políticas de março, mesmo com paus, pedras, cacos de vidros, ainda não é o fim do caminho, pois teremos desdobramentos a curto, médio e longo prazo.

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

            Devemos reagir sempre a tentativa de cooptação da direta neste e em todos  momentos da conjuntura, mas vamos esperançar  que rios de águas limpas e despoluídas irrigarão novas sementes políticas, do bom, do belo, do justo e do novo amanhecer.


Aldo Santos- Presidente da Aproffib, militante sindical, popular e do Psol.


19/02/2016

ENSINO MÉDIO SEM FILOSOFIA É UMA AFRONTA À LEI FEDERAL

ENSINO MÉDIO SEM FILOSOFIA É UMA AFRONTA À LEI FEDERAL

Tomamos conhecimento pelas redes sociais que a prefeitura de São Paulo, através da secretaria municipal de educação, publicou edital para o preenchimento de 2.472 vagas para o cargo de professor do ensino fundamental e médio. “As vagas serão distribuídas por todas as disciplinas curriculares.Para concorrer é necessário possuir Licenciatura Plena na respectiva área. O campo de atuação desses profissionais são os anos finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e no Ensino Médio. A Prova Objetiva, de caráter eliminatório e classificatório,para as disciplinas de Arte, Biologia, Educação Física, Espanhol, Física, Geografia, Inglês, Química e Sociologia será realizada no município de São Paulo”.(www.facebook.com/groups/prof.ensinofundemedio.não)

Na ocasião da publicação da referida lei federal, Haddad era ministro da educação e até o presidente conservador foi obrigado a reconhecer a importância dessa disciplina, conforme argumentação publicada nos jornais à época: “Para tornar obrigatório o ensino de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio, o Congresso Nacional alterou o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. A obrigatoriedade, segundo a lei, entra em vigor a partir da sua publicação no Diário Oficial da União.
‘Estamos devolvendo ao ensino médio matérias que são fundamentais como instrumento para que o cidadão seja de fato um cidadão’, disse Alencar. O Ministro da Educação (MEC), Fernando Haddad, também participou da cerimônia.

O presidente em exercício lembrou que as duas matérias ficaram fora do currículo da educação básica por 37 anos, de 1971 a 2008. As disciplinas de sociologia e filosofia já fizeram parte do currículo e foram excluídas por decisão do regime militar que governou o país (1964-1985). À época, elas foram substituídas pela disciplina de educação moral e cívica”. (http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL586712-5604,00-SANCIONADA+LEI+QUE+TORNA+FILOSOFIA+E+SOCIOLOGIA+OBRIGATORIAS+NO+ENSINO+MEDI.html)
Não se sabe o porquê da exclusão da disciplina de filosofia, uma vez que a filosofia e a sociologia por força do movimento e da lei federal 
nº 11.684/2008,  são disciplinas obrigatórias no currículo do ensino médio brasileiro.
O mais agravante é que o secretario de educação do município é o filósofo Gabriel Chalita, com dezenas de publicações, inclusive livro didático nesta área. A secretaria deve vir a público esclarecer essa ilegalidade e introduzir no atual edital a disciplina de filosofia para que não haja questionamentos desnecessários.
Além do Secretário, o atual prefeito também é doutor em filosofia e não se justifica tal comportamento dessas autoridades diante desse novo e inusitado concurso público. Chamamos os professores de filosofia a reagirem a mais essa agressão para com nossa disciplina e total desrespeito com a histórica luta, que culminou com a materialização da nossa conquista com publicação da lei federal 
 nº 11.684/2008.

Filosofar e agir é preciso!

Aldo Santos- Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil, vice-presidente da Aproffesp, membro da Executiva Nacional da Intersindical e militante do PSOL.

11/02/2016

PREFEITO DE MAUÁ RECEBE MEMBROS DO COMITÊ E AVANÇA A PAUTA DO TRANSPORTE NA REGIÃO.

Manifestação do Comitê Regional Unificado contra o aumento da passagem, no Paço Municipal em SBCampo.









Após insistência, prefeito de Mauá promete que vai criar Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana e diz que abrirá às planilhas de custos do transporte. A pedido dos membros do Conselho Regional Unificado Contra o Aumento das Passagens do ABCDMRR foi realizada na tarde desta quinta-feira, dia 11/02, no gabinete do prefeito Donizete Braga, uma reunião para discutir o transporte na cidade. A surpresa na reunião foi à presença do senhor Claudinei, apresentado como dono da Suzantur, empresa que opera o transporte na cidade. Após pressão, na reunião que durou mais de duas horas, o prefeito se comprometeu a abrir as planilhas de custos do transporte e criar o Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana. Membros do Comitê deixaram claro que vão cobrar.
COMITÊ REGIONAL UNIFICADO CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS DO ABCDMRR
Núcleo da cidade de Mauá
Mauá, 11 de fevereiro de 2016.


Ao Senhor Prefeito de Mauá Donizete Braga.
Considerando que o valor das passagens de ônibus representa um dos custos mais significativos na vida dos trabalhadores, sendo o gasto diário de R$ 7,60 para os que utilizam apenas uma condução para ir e voltar ao trabalho, em 25 dias de trabalho o gasto mensal com condução será de R$ 190,00. Para quem ganha um salário mínimo este valor representa mais de 20% do seu salário mensal. Para atrapalhar ainda mais a vida dos trabalhadores que moram neste município, o transporte além de caro, presta um serviço precário, não cumprem horários, faltam ônibus nas linhas, pontos de ônibus, informações, enfim, acumulam-se os problemas. Mediante esses problemas e aumentos abusivos e injustificáveis das tarifas de ônibus na cidade e na região e, mediante a omissão do poder público em enfrentar esses problemas, questionamos junto ao senhor prefeito e seus secretários, o que segue:
· Será que existe uma relação entre prefeitos, candidatos e empresários, que se transforma em favores depois de eleitos, explicando a omissão dos chefes do executivo em relação aos problemas supracitados?
· Como explicar um reajuste sem sequer tornar público às planilhas de custos que norteiam tal reajuste?
· Se a ação de aumentar a tarifa do transporte é regionalizada porque outras cidades do grande ABC não aumentaram suas tarifas?

Nós, membros do Comitê Regional Unificado Contra o Aumento das Passagens do ABCDMRR, apresentamos a seguinte pauta de reivindicações:

1. Revogação imediata do decreto de reajuste da tarifa;
2. Abertura imediata das planilhas de custos do sistema de transporte no município;
3. Criação de uma comissão para analise das planilhas de custos, composta por poder público e membros da sociedade civil;
4. Implantação de um Conselho Municipal de Transporte;
5. Realização de audiência pública para debater a situação do transporte na cidade e a implantação do Passe Livre para todos;
6. Fim da limitação temporal do Passe Estudantil;
7. Agilidade na confecção do Passe Estudantil; 
8. Fim da limitação quantitativa do Passe para os idosos;
9. Fim da limitação quantitativa do Passe aos portadores de necessidades especiais;
10. Imediata colocação dos itinerários dos ônibus no terminal municipal;
11. Volta da concessão de meia passagem aos professores;
12. Extensão do horário de integração entre os ônibus do próprio município, fora do terminal central;
13. Circulação do ônibus expresso, nas linhas onde possui, durante todo o período de circulação do ônibus, principalmente na região do jardim Zaira;
14. Integração entre ônibus, trem e metrô;
15. Garantia de manutenção permanente da limpeza do terminal até apresentação do projeto do novo terminal;
16. Garantir o direito a livre manifestação, visto que a GCM tem frequentemente agido de forma truculenta com os militantes na luta pelo Passe Livre Já.
17. Solicitamos também o Passe Livre para os desempregados, bem como o estudo da implantação da tarifa social, parcialmente aplicada na cidade de Ribeirão Pires. (Passagem a R$ 1,00 aos domingos e feriados).
18. Concessão do Passe Estudantil aos estudantes de cursos profissionalizantes.
19. Por fim solicitamos ao prefeito que viabilize, via Consórcio Intermunicipal, uma reunião para discutirmos o transporte e a mobilidade urbana regionalmente
Sem mais
COMITÊ REGIONAL UNIFICADO CONTRA O
AUMENTO DAS PASSAGENS DO ABCDMRR
Núcleo da cidade de Mauá
O prefeito se comprometeu com o que segue:
1. Iniciar imediatamente o debate para a criação do Conselho Municipal de Transporte e Mobilidade Urbana.
2. Abrir as planilhas de custos do transporte na cidade.
3. Realizar audiência pública para discutir o transporte e a mobilidade urbana na cidade.
4. Todos os professores terão direito a meia passagem, através do Cartão Docente.
5. Vai propor reunião no Consórcio para discutir o transporte regionalmente, onde pretendemos discutir dentre outras questões, o caso do Parque Andreense.
6. Se comprometeu, junto ao dono da Suzantur, a rever a limitação temporal do Passe Estudantil, para além do horário pré-fixado, do limite dos idosos e portadores de necessidades especiais.
7. Estudar a ampliação do tempo de integração nos ônibus municipais fora do terminal.
8. Viabilizar estudos para ampliar a integração entre ônibus, trem e metrô.
9. Viabilizar a fixação dos itinerários dos ônibus e criar meios tecnológicos para disponibilizar os horários e linhas aos munícipes.
10. Fazer vistoria para assegurar a limpeza e manutenção nos terminais de ônibus da cidade.
Sob nossa ótica ficou claro a resistência do dono da empresa em ampliar as conquistas aos trabalhadores, porém, a reunião foi um avanço. 
Esperamos que os prefeitos da região abram dialogo a fim de construirmos coletivamente melhorias no transporte na região.
COMITÊ REGIONAL UNIFICADO CONTRA O AUMENTO DAS PASSAGENS DO ABCDMRR



23/12/2015

MANIFESTO DOS ESTUDANTES DA ESCOLA ESTADUAL JOÃO BATISTA BERNARDES POR OCASIÃO DA DESOCUPAÇÃO

MANIFESTO DOS ESTUDANTES DA ESCOLA ESTADUAL JOÃO BATISTA BERNARDES POR OCASIÃO DA DESOCUPAÇÃO
           
         Durante 13 dias os estudantes da E.E. João Batista Bernardes, localizada no jardim Nazareth, em São Bernardo do Campo, em protesto ao projeto de desorganização da rede estadual de ensino, ocuparam a escola e nela realizaram o que o governo do Estado nunca conseguiu realizar: criar o sentimento de pertencimento e com isso participar ativamente da construção da educação que sempre desejamos. Uma educação libertadora, democrática e inclusiva.
         Os estudantes desta escola foram os protagonistas de diversas ações entre elas, unir a comunidade contra este infeliz projeto que iria fechar o ensino fundamental desta unidade escolar. Além de ser realizado na escola projetos formativos e educativos que debatiam a partir da cultura uma nova ideia social entre elas, oficinas que debatiam opressão através da literatura, oficina de teatro como libertação humana entre outras.
         É claro que a vitória só foi garantida devido a ação coletiva, realizada em mais de 250 escolas em todo o estado, mas também é nítido que assim como as outras unidades escolares ocupadas, nós também fazemos parte desta vitória e comemoramos a entrega de uma nova escola à comunidade. Não uma nova escola no que diz respeito a estrutura física, mas no modelo de concepção de gestão, que agora tende a ser muito mais participativa, com o interesse da comunidade pelas ações desenvolvidas nela.
         Na noite do dia 12 de dezembro realizamos assembleia com todos os estudantes ocupados e decidimos pela desocupação da escola tendo em vista que o governo do estado recuou quanto ao projeto de reorganização escolar para este momento, a queda do secretario de educação, o atendimento da secretaria de educação do Estado de São Paulo quanto a pautas especificas dos professores, e a atendimento da diretoria de ensino de São Bernardo do Campo quanto a pauta especifica da escola.
         No dia 14 entregaremos a escola com muita emoção, mas satisfeito por nossa demanda ter sido atendida. Mas isso não significa que não estaremos mais articulados, e organizados, significa que aprendemos o caminho da unidade, e que o ano de 2016 será marcado por muita luta, e muita organização para derrubar totalmente este projeto nefasto que o governo do Estado aponta como reorganização escolar.
         Todos Juntos pelo JBB!!!!
         Muito obrigado a todos aqueles que de forma indireta ou direta nos apoiaram.


SÓ A LUTA MUDA A VIDA

10/12/2015

PSOL EM AÇÃO!

Partido socialismo e liberdade PSOL 50
INFORMATIVO DO PSOL, DEZEMBRO 2015.

No mês de novembro de 2015, o Partido Socialismo e Liberdade de São Bernardo do Campo esteve e está em várias frentes de luta política, destacamos:




23/11/2015

OCUPAR, RESISTIR E TRANSFORMAR...




OCUPAR, RESISTIR E TRANSFORMAR A EDUCAÇÃO NO ESTADO DE SÃO PAULO.

O MOVIMENTO DOS ESTUDANTES VEM DANDO GRANDE LIÇÃO AOS "MESTRES" E A SOCIEDADE BRASILEIRA. FICO INDIGNADO DIANTE DA INDIFERENÇA DE MUITOS EDUCADORES E EDUCADORAS QUE NÃO PERCEBEM O CURSO DE UM OUTRO MUNDO EM CONSTRUÇÃO, TENDO E SENDO A JUVENTUDE OS NOVOS PROTAGONISTAS DESTE PROCESSO HISTÓRICO.FOI ASSIM EM 1968, FOI ASSIM COM OS CARAS PINTADAS DERRUBANDO COLLOR, FOI ASSIM EM 2013 NA LUTA CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM, E AGORA, ELES PAUTAM A EDUCAÇÃO E A ESCOLA PÚBLICA COMO UM NOVO MOMENTO DESSA LUTA PARA BARRAR O FECHAMENTO E DESTRUIÇÃO DA ESCOLA PÚBLICA QUE HISTORICAMENTE CONQUISTAMOS. OUTRAS ESCOLAS DEVEM SER OCUPADAS PARA DEFINITIVAMENTE ASSEGURAR A VITÓRIA DOS ESTUDANTES CONTRA ESSA POLITICA NEFASTA DO PSDB NO ESTADO DE SÃO PAULO. 
TODOS E TODAS DEVEM ENTRAR NA LUTA PARA AMPLIAR O N[ÚMERO DE ESCOLAS OCUPADAS E FORÇAR A NEGOCIAÇÃO JÁ. ESTUDAR PERTO DE CASA É UM DIREITO ASSEGURADO EM LEI, UMA VEZ QUE UMA ESCOLA NÃO É APENAS UMA ESTRUTURA FÍSICA, MAS SIM, UM ESPAÇO DE ENCONTROS E DE AFETIVIDADES PARA ALÉM DO NÚCLEO FAMILIAR.
ENTRE NESTA LUTA VOCÊ TAMBÉM.(ALDO SANTOS)

25/10/2015

Posse aos eleitos já

Posse aos eleitos já
 
               Já vivenciei dezenas de eleições nas mais variadas categorias e conheci os mais variados métodos de construção e desconstrução dos adversários em disputas.
               Confesso que o que vem ocorrendo na eleição do sindicado dos servidores de são Bernardo do campo foge a tudo que conheci e vivenciei, naturalmente, dentro de um patamar de respeito à vontade de determinadas categorias e da ética sindical, política e partidária.
               A atual diretoria do Sindserv, numa assembleia delimitada pela impossibilidade de comparecimento de grande parte da categoria, elegeu a comissão eleitoral, definiu o roteiro das urnas, coordenou todo o processo eleitoral na coleta e contagem dos votos, tendo um carro com fiscais da chapa 1 orientando o percurso a ser seguido, além de que cada urna tinha um coordenador de mesa e 1 mesário da referida chapa e somente um da chapa dois. 
               Nos dois dias da eleição a chapa dois sobreviveu a um aparato profissional com frotas de carros, mesários e fiscais profissionalizados e, mesmo assim, ao abrir as urnas a chapa 2 venceu a eleição com a diferença de 51 votos. O presidente da chapa em vídeo público reconheceu a força dos opositores, desejou boa gestão reconhecendo a vitória dos mesmos e tudo estava certo para a posse no dia 1° de dezembro do corrente ano.
               Como o processo eleitoral fora “concluído”, as documentações ficaram de posse da comissão eleitoral, na sede do sindicato, e para o espanto de todos, na semana logo após reconhecer a vitória da chapa 2, integrantes da chapa 1 começaram a  ventilar que a eleições foram fraudadas. A comissão eleitoral indicada pela chapa 1 anulou o processo eleitoral legitimo e convocou uma nova eleição com a publicação de edital, num flagrante desrespeito à soberania da categoria que se expressou numa eleição controlada pelos atuais derrotados. 
               Conheço vários dos membros da referida chapa 1 e não esperava um comportamento que foge à democracia operária, aos princípios das relações das entidades sindicais e o desrespeito a uma categoria de servidores que clamam por renovação.
               A chapa dois e apoiadores se insurgiram contra esse comportamento estranho e incompatível com a razoabilidade das relações respeitosas que deve nortear os que se propõem a representar os interesses dos trabalhadores, em detrimento de interesses escusos da categoria. Esse comportamento contraditório de anular as eleições é o mesmo dos tucanos nas relações políticas no seio do atual governo, pois ao criticarem os opositores que não respeitam as decisões das eleições no último pleito para presidência da Republica, os integrantes da chapa 1 e a atual diretoria do Sindserv também não respeitam os vencedores das eleições em são Bernardo do Campo.




               Esperamos que a Justiça faça justiça, reconheça a decisão da categoria que elegeu a chapa da oposição unificada, restitua o poder e vete qualquer processo de corrupção eleitoral e golpe contra a vontade das urnas.
               Ao permanecer esse quadro, abre-se um novo período do “sindicalismo de resultado”, ao estilo Cunha, que vota até que se imponha o seu resultado, como aconteceu na fatídica votação da redução da maioridade penal.
               Normalmente é a oposição quem recorre das decisões, e nesse caso a própria chapa da situação recorrer do processo eleitoral que ela conduziu da forma que entendeu é no mínimo um atestado de incompetência e por essa manifestação demonstram que não estão preparados para continuarem a frente desta entidade sindical.
               Já ganhei e perdi várias eleições, quando ganhei agradeci pelo apoio recebido e quando perdi, sempre tirei lição dos erros para numa próxima oportunidade superar e estar à altura dos representados. 
               Posse aos eleitos no dia primeiro de dezembro 2015.



               Democracia já!







Com Saudações Sindicais Revolucionárias



Aldo Santos-Ex-vereador, Presidente da Associação dos filósofos e da Executiva da Intersindical-central da classe trabalhadora.

03/10/2015

PLENÁRIAS REGIONAIS DE FILOSOFIA NO DIA 22/10/2015

REUNIÃO ORDINÁRIA DA DIRETORIA DA APROFFESP

CONVIDAMOS OS MEMBROS DA DIRETORIA  PARA NOSSA REUNIÃO MENSAL  ONDE PRETENDEMOS DEBATER A SEGUINTE PAUTA:
1-CONJUNTURA EDUCACIONAL
2-PLANO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO E REFORMA DO ENSINO PROPOSTA PELO GOVERNO
3-PLENÁRIAS REGIONAIS
4-ELEIÇÃO DA DIRETORIA DA APROFFESP CONFORME EDITAL FIXADO NA SEDE (PROVISÓRIA)  DA  ENTIDADE
5-INFORMES.

Dia 03/10/2015, ÀS 9 HORAS.

Rua Gravi, n° 60, Praça da Arvore- Capital

Aldo Santos
Presidente

Jose Jesus

Secretário

MARIA APARECIDA DO NASCIMENTO SANTOS- MARIZINHA.


01/10/2015

ERIVALDO SANTOS LANÇA SEU SEGUNDO LIVRO: A CAIXA QUE NÃO ENCHE


ESCRITOR DE SBC LANÇA SEU SEGUNDO LIVRO, A CAIXA QUE NÃO ENCHE

publicado no site cliqueabc

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Da Redação – A Caixa que não enche. Este é o título do segundo livro do cearense Erivaldo Josias dos Santos, lançado neste sábado (26) na subsede da APEOESP, em São Bernardo. O evento reuniu dezenas de amigos, parentes e leitores da sua primeira obra “É pra lá que eu vou”, publicada em agosto de 2013.
12027597_952907501415056_5200088491116397232_nA partir do título, o livro traz um desfile de personagens às voltas com as paixões mal resolvidas: José Amarrado, um comunista que não suportava beber; Jerusa que despertava paixões avassaladoras, e a Irmã Belinha que reprime até certo ponto seus íntimos desejos, dentre outros e outras.
O autor, tomado pela cultura popular sempre presente na trajetória dos migrantes nordestinos, com essa obra, consolida sua saga de escritor popular destacando a importância do fazer literatura que brota da ousadia e anseio dos “comuns”.
12032529_526225414203078_1338512640_nIrmão do ex-vereador Aldo Santos, que é coordenador do P-Sol de São Bernardo, Erivaldo reuniu um bom número de amigos e convidados, que vieram prestigiar o lançamento do seu segundo livro.
Depois de contar um pouco mais sobre a obra e fazer um revival da primeira, “É pra lá que eu vou”, publicada em agosto de 2013, o escritor comunicou aos presentes o projeto para os próximos livros que serão lançados em breve, Erivaldo agradeceu a todos participantes, desejou boa leitura e passou a autografar os livros, num clima cordial e descontraído. (Ana Valim)

Todos e todas a Ágora da Batalha da Matrix!!!

ÁGORA DA MATRIX
Toda terça feira por volta das 19 horas, centenas de jovens das mais variadas regiões empobrecidas da cidade se encontram na praça da matriz em São Bernardo do Campo. Um espaço de liberdade e empoderamento do espaço físico urbano, embora, frequentemente reprimidos pelos agentes da repressão institucional.
Rola todo tipo de troca e cultura das mais variadas camadas sociais e faixa etária  cidade e região. É nesse contexto que procuro denominar de Ágora da Matriz. O conceito de ágora vem do mundo grego "ágora (ἀγορά; "assembleia", "lugar de reunião", derivada de ἀγείρω, "reunir") é um termo grego que significa a reunião de qualquer natureza, geralmente empregada por Homero como uma reunião geral de pessoas”.( https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gora ). Nas Ágoras Gregas também existiam as mais variadas trocas culturais, comerciais e profundas reflexões filosóficas, ainda pressentes nos dias atuais. A diferença é que naquele momento as praças públicas eram ocupadas pela Aristocracia Grega, sustentada pela imposição escravagista, e hoje, a garotada periférica, pobre, negra e excluída exigem o direito a cidade, tomando livremente a Ágora da Matriz para filosofarem nas batalhas culturais, como expressão da repulsa opressora do cotidiano capitalista.
Todos tem o direito à cidade e o poder público e religioso deveria expressar um sentimento acolhedor e protagonista de uma juventude que desafia os opressores, lutando pelo direito aos bens culturais produzidos, material e imaterialmente. Destacamos ainda a inovadora prática de distribuição e socialização de livros a juventude que tem sede e fome de conhecimento alternativo. Essa troca é fundamental no processo de formação e interação cultural de todos e todas. É preciso resistir, pois se na Grécia Antiga o filósofo Sócrates foi morto pela defesa de seu método de respeito aos escravos, as mulheres e a juventude, nos dias atuais a juventude constrói seu mundo de liberdade, igualdade ao arrepio das leis ditadas pelos históricos opressores da classe. Todos  e todas a Ágora  da  Batalha da Matrix!!!
São Bernardo do Campo, 29/09/2015.

Aldo  Santos- Ex-vereador em SBC, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil e da Executiva da Intersindical - Central da Classe Trabalhadora.