16/08/2013

Filosofia e sociologia são disciplinas obrigatórias no ensino médio

Anônimo - 08/07/2006
Filosofia e sociologia no Ensino Médio
Filosofia e sociologia são disciplinas obrigatórias no ensino médio

O Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiu nesta sexta-feira, 7, por unanimidade, que as escolas de ensino médio devem oferecer as disciplinas de filosofia e sociologia. A medida torna obrigatória a inclusão das duas matérias no currículo do ensino médio em todo o país, ampliando o que já era praticado em 17 estados.

Segundo o relator da proposta, conselheiro César Callegari, a decisão vai estimular os estudantes a desenvolverem seu espírito crítico. “Isso significa uma aposta para que os alunos possam ter discernimento quando tomam decisões e que sejam tolerantes porque compreendem a origem das diversidades”, declarou.

Na avaliação do titular da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), Francisco das Chagas, a medida vai ampliar o número de vagas para profissionais de filosofia e sociologia. “A falta de professores em algumas situações também vai se adequar porque, com o ensino obrigatório das duas disciplinas, os cursos de graduação formarão mais profissionais para atuarem no setor”, disse.

A proposta de mudança foi feita pelo Ministério da Educação em 2005, mas como é do CNE a prerrogativa de definir as diretrizes curriculares nacionais, a deliberação foi feita pelos conselheiros. Agora, o parecer será homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. Segundo o documento aprovado, os estados terão um ano para incluir a filosofia e a sociologia na grade curricular do ensino médio.
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Anônimo - 08/07/2006
Mudança – Para o professor de filosofia Aldo Santos, de São Paulo, a decisão vai promover uma mudança na estratégia educacional que desenvolve o pensamento, a reflexão e a ação dos estudantes. “Agora, o jovem vai entender o seu papel na história e saber que ele pode ser um agente transformador na sociedade”, analisou.

A inclusão das disciplinas de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio foi comemorada por cerca de 150 professores e estudantes, que compareceram ao auditório do CNE. Houve até champanhe após a aprovação do parecer pelos conselheiros.

Repórter: Flavia Nery


Fonte: Portal MEC
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Anônimo - 10/07/2006
Achei a mudança boa, contudo vai depender do professor, pois são materiais muito boas de serem abordadas, porém em mãos erradas fica altamente metodico e chato.
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Anônimo - 19/07/2006
Parecer do CNE da Filosofia e sociologia no E.M.
O parecer, do Conselho Nacional de Educação(CNE), da Filosofia e Sociologia obrigatórias no Ensino Médio está já disponibilizado no site do Portal MEC/CNE: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/pceb038_06.pdf

_____________________________________________________________

Pareceres:


São documentos emitidos pelo Conselho Pleno ou qualquer uma das Câmaras, em pronunciamento sobre matéria de sua competência.
Os pareceres são relatados nas reuniões do CNE e, quando aprovados, dependem de homologação do Ministro da Educação (para posterior publicação no Diário Oficial da União) para terem eficácia. Pareceres normativos (aqueles que geram Resoluções) são aprovados com o respectivo projeto de resolução anexado.



Fonte: Portal MEC ( http://portal.mec.gov.br/cne/index.php?optionfiltered=content&task=category&sectionid=7&id=82&Itemid=246 )
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Anônimo - 10/08/2006
Logo abaixo, estão os links do Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio - PCNEM ( informações --> http://portal.mec.gov.br/seb/index.php?optionfiltered=content&task=view&id=407&Itemid=393 ):



http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_03_internet.pdfOrientações Curriculares para o Ensino Médio - Ciências Humanas e suas Tecnologias http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/cienciah.pdfParâmetros Curriculares Nacionais no Ensino Médio - Ciências Humanas e suas Tecnologias http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/CienciasHumanas.pdfOrientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares Nacionais no Ensino Médio - Ciências Humanas e suas Tecnologias
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Anônimo - 12/08/2006
MEC homologa obrigatoriedade da Fi e So no E.M...
MEC homologa obrigatoriedade do ensino de filosofia e sociologia

“Uma vitória da luz” – foi como o sociólogo César Callegari definiu a decisão do ministro Fernando Haddad de homologar, nesta sexta-feira, 11, o Parecer 38/2006 do Conselho Nacional de Educação (CNE), que torna obrigatório o ensino de filosofia e sociologia no ensino médio de todas as escolas públicas e privadas do país. “Quem ganha com a decisão é o Brasil e os jovens que terão a oportunidade de serem sujeitos de sua própria história”, afirmou Callegari, relator do parecer, aprovado por unanimidade, em 7 de julho último, pelo CNE.

Na oportunidade, o ministro Fernando Haddad, que além de economista e advogado, é formado em filosofia, disse que a data – 11 de agosto e Dia Nacional dos Estudantes – foi bem apropriada para homologar o parecer. Em 11 de agosto de 1827, dom Pedro I assinou decreto que criava os cursos jurídicos nas cidades de São Paulo e Olinda. É data de criação ainda do primeiro Centro Acadêmico Universitário do País - 11 de agosto, em 1903 –, que completa hoje 103 anos e que também foi presidido pelo ministro Fernando Haddad.

“Estamos reintroduzindo o ensino crítico e oferecendo aos jovens a possibilidade de entender melhor o mundo em que vivem”, afirmou o ministro. Disse também que o ensino de filosofia e sociologia resgata uma reivindicação antiga dos educadores: a de dar seqüência ao que já dispunha a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e que permite aos jovens brasileiros ampliar horizontes. “Uma juventude que precisa de novas oportunidades, de construir o seu futuro e forjar novos horizontes para si mesma e para o país”, disse.

É dado o prazo de um ano – a partir de hoje - para os estados se adequarem à medida. “O MEC entra com o apoio técnico e financeiro necessários para viabilizar esse ensino”, disse o ministro. Na opinião da socióloga Elizabeth Fonseca, da Comissão de Ensino da Sociologia, a homologação do Parecer 38/2006 é um passo decisivo e um desafio grande na educação.
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Anônimo - 12/08/2006
“Estamos comemorando uma grande vitória”, afirmou João Carlos Sales, da Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia. Já o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Thiago Franco, destacou a importância de formar cidadãos com espírito crítico, com melhor poder de raciocínio e compreensão do mundo. “É fundamental saber sociologia e filosofia para compreender as demais disciplinas”, comentou.

A decisão do CNE e MEC beneficiará mais de nove milhões de estudantes de 23.561 escolas de ensino médio do país. O ensino de filosofia e de sociologia já é obrigatório em Alagoas, Amapá, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e do Distrito Federal. É opcional na Paraíba e no Rio Grande do Sul.

Estiveram presentes na solenidade desta sexta-feira, no auditório do Ministério da Educação, além do ministro, conselheiros do CNE; o secretário de Educação Básica, Francisco Chagas Fernandes; a diretora de políticas do ensino médio da SEB/MEC, Lúcia Helena Lodi; coordenadores de ensino médio das Secretarias Estaduais de Educação; representantes da Federação Nacional dos Sociólogos, da Ubes, do Sindicato de Sociólogos de São Paulo, de universidades e da Confederação Nacional de Trabalhadores na Educação (CNTE).

Repórter: Susan Faria


Fonte: Portal MEC ( http://portal.mec.gov.br/index.php?option=content&task=view&id=5510&FlagNoticias=1&Itemid=5654 )
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Anônimo - 16/08/2006
Filosofia e sociologia serão obrigatórias no ensino médio


Mais de nove milhões de estudantes de todo o Brasil vão aprender filosofia e sociologia no ensino médio. Nesta sexta-feira, 11, o ministro da Educação, Fernando Haddad, homologou decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE) determinando o ensino das duas disciplinas nas escolas públicas e privadas. As 23.561 escolas de ensino médio do país terão um ano para definir e implementar o plano pedagógico.

O Censo Escolar de 2005 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) mostra que há no Brasil 7.933.713 estudantes do ensino médio em 16.570 escolas públicas e 1.097.589 em 6.991 instituições particulares. O ensino de filosofia e de sociologia já é obrigatório em Alagoas, Amazonas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Paraná, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins. É opcional na Paraíba e no Rio Grande do Sul.

O Ceará, por exemplo, conta com 911 professores de sociologia e 1.088 de filosofia na rede pública. No Paraná, são 924 e 948, respectivamente. Em Santa Catarina, 975 e 1.050. Em São Paulo, 815 e 2.925. “O CNE, ao aprovar o parecer, cumpre o papel de assegurar igualdade na oferta das duas disciplinas no ensino médio”, disse Lúcia Helena Lodi, diretora de políticas do ensino médio da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC).

“Na óptica da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996), os conhecimentos de filosofia e sociologia são necessários ao exercício da cidadania”, afirma o texto do parecer do CNE, aprovado dia 7 de julho último. Dados da SEB indicam que 7.898 professores dão aulas de sociologia na rede pública e 10.452, de filosofia. Nem todos, porém, têm formação específica.

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Anônimo - 16/08/2006
O Ministério da Educação apóia ações de formação de professores do ensino médio com iniciativas como o Programa de Formação Inicial para Professores do Ensino Fundamental e Médio (Pró-Licenciatura) e o Programa de Incentivo à Formação Continuada de Professores do Ensino Médio.

O relator do parecer, o conselheiro César Callegari, considera a decisão do CNE uma aposta para que os estudantes tenham discernimento na tomada de decisões e tolerância para compreender a origem das diversidades. Na avaliação da professora Lúcia Lodi, filosofia e sociologia são áreas que cumprem importante papel para alcançar as metas previstas na LDB. “São matérias que asseguram melhor formação nos estudos para os alunos desenvolverem o pensamento autônomo e crítico”, disse.

Na interpretação do titular da SEB, Francisco das Chagas Fernandes, a medida do CNE permitirá a ampliação do número de vagas para profissionais de filosofia e sociologia. “A falta de professores em algumas situações vai se adequar. Com o ensino obrigatório das disciplinas, os cursos de graduação formarão mais profissionais para o setor”, afirmou.

Livros — Este mês, o MEC enviará 121 mil exemplares da coleção Orientações Curriculares para o Ensino Médio às escolas públicas e secretarias estaduais e municipais de educação. Composta por três títulos, a coleção inclui a filosofia e a sociologia entre os componentes curriculares. O caderno Conhecimentos de Filosofia, por exemplo, abrange as áreas de ciências humanas e suas tecnologias, identidade, objetivos, competências e habilidades, conteúdos e metodologia de filosofia. O caderno Conhecimentos de Sociologia traz conceitos, práticas de ensino e recursos didáticos da disciplina.


Fonte: Portal MEC

Apeoesp debate maioridade penal




09/08/2013

Apeoesp debate maioridade penal

Da Redação

Os avanços e desafios após os 23 anos de existência do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e a questão da redução da maioridade penal, serão os temas de um debate que será realizado na sede da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) de São Bernardo, nesta hoje, às 9hs. A atividade está sendo organizada pelo coordenador da subsede do sindicato na cidade, o ex-vereador Aldo Santos, e contará com a participação de 60 representantes de escolas e dirigentes sindicais.
O advogado Ariel de Castro Alves, presidente da Comissão da Infância e Juventude da OAB de São Bernardo fará palestra sobre os aspectos jurídicos, sociais e políticos que envolvem o tema da redução da maioridade penal. Em seguida, ocorrerá um debate.
O encontro acontece na subsede da Apeoesp que fica na avenida Francisco Prestes Maia, 233 - 1º Andar – Centro

14/08/2013

I° CONGRESSO BRASILEIRO DE FILOSOFIA DA LIBERTAÇÃO.

Dia 04/09/2013
8:00 – Credenciamento
9:00 - Minicurso: Breve histórico da Filosofia da Libertação: uma abordagem introdutória, aula 1 - Euclides Mance
10:45 - Intervalo
11:00 - Mesa de debates 1: Ensino de Filosofia e Filosofia da Libertação - Alípio Casali, Antônio Joaquim Severino, Carlos Giannazi
13:00 – Intervalo para almoço
14:30 - Mesa de debates 2: Interfaces filosóficas - Julio Cabrera, Eduardo de Oliveira, Enrique Dussel
16:30 – Intervalo
16:45 – Mesa solene de abertura oficial do evento
17:15 – Conferência de abertura – Enrique Dussel
19:15 – Intervalo para jantar
19:45 – Horário livre para encontro de pesquisadores e entidades

Dia 05/09/2012
9:00 - Minicurso: Breve histórico da Filosofia da Libertação: uma abordagem introdutória, aula 2 - Euclides Mance
10:45 - Intervalo
11:00 - Mesa de debates 3: Pensamento neocolonial - Jung Mo Sung, Benedito Eliseu Cintra, Antonio Sidekum
13:00 – Intervalo para almoço
14:30 - Mesa de debates 4: - Aldo Santos, Francisco Gretter, Hugo Matos, Giselle Schnorr
16:30 – Intervalo
16:45 – Conferência especial - Manfredo Araújo de Oliveira
18:45 – Intervalo para jantar
19:45 – Lançamentos de livros e revistas. Programação cultural

Dia 06/09/2012
9:00 - Minicurso: Breve histórico da Filosofia da Libertação: uma abordagem introdutória, aula 3 - Euclides Mance
10:45 - Intervalo
11:00 - Mesa de debates 5: Filosofia da práxis - Márcio Fabri, Suze Piza, Euclides Mance
13:00 – Intervalo para almoço
14:30 – Sessões simultâneas de comunicação
16:30 – Intervalo
16:45 – Conferência de encerramento - Lutz Keferstein
18:45 – Intervalo para jantar
19:45 – Plenária da Aproffesp e Aproffib

11/08/2013

GRÊMIOS ESTUDANTIS E AS LUTAS SOCIAIS.

PALESTRA: GRÊMIOS ESTUDANTIS E AS LUTAS SOCIAIS.

Palestra voltada ao público protagonista das escolas de Ensino Médio.

A palestra tem o intuito de atingir os alunos do ensino Médio em geral, principalmente, os alunos que atuam em grêmios estudantis. Em nosso primeiro encontro reuniremos os alunos e professores para troca de informações sobre as atuações dos jovens nas escolas, seus projetos e suas realizações para a ampliação de interesses e necessidades comuns.
Com a união de todos os grêmios podemos melhorar a atuação dos jovens nas escolas e, assim, construirmos juntos um projeto de atuação estudantil a nível municipal e regional.
Nessa atividade, professores e alunos, apresentarão vídeos que abordam a atuação dos jovens nas últimas manifestações no Brasil, principalmente, sobre a questão do Passe Livre que é uma bandeira histórica dos alunos secundaristas no Brasil. Ao final, abriremos o debate para estabelecermos as diretrizes para uma possível organização e atuação concreta no contexto das grandes manifestações que vem ocorrendo em nosso país e no mundo.

A palestra será realizada na APEOESP SBC (Sindicato dos professores), situado na Avenida, Prestes Maia, 233, centro de São Bernardo do Campo, no dia 31/08/2013(Sábado) , a partir das 16 horas.

MOVIMENTO ESTUDANTIL LIVRE!
GRUPO DE PROFESSORES DA REGIÃO ABCDMRR.

CONTATO. Prof. ALEXANDRE SILVA TEL. 34381977
                     Profª. NAYARA NAVARRO TEL. 973155328

                     Estudante: HELOÍSA AGUIAR TEL. 980190451

Resposta da ETC SBC sobre as planilhas e subsídios das tarifas do transporte em São Bernardo do Campo.

Resposta da ETC SBC sobre as planilhas e subsídios das tarifas do transporte em São Bernardo do Campo.

Encaminhamos abaixo a resposta do oficio endereçado ao Senhor Prefeito, Luiz Marinho, no dia 22 de Janeiro de 2013, solicitando: 1) As planilhas de cálculo com as informações que embasam o reajuste aplicado; 2) As planilhas mensais que compõem os custos do sistema de transportes de São Bernardo do Campo, no período que compreende os reajustes de R$ 2,90 até o de R$ 3,30; 3) A identificação da evolução dos custos, neste mesmo período, dos principais itens que compõem o valor da tarifa; 4) Identificação da margem de lucro com que as empresas operam em São Bernardo do Campo; 5) Identificação do número de passageiros transportados mês no período acima citado; 6) Identificação das empresas que operam o transporte coletivo em São Bernardo do Campo, bem como as linhas sob sua responsabilidade, o número de passageiros transportados e o número de ônibus em circulação; 7) Identificação e descrição dos valores dos subsídios públicos, caso exista, para as empresas de transporte coletivo de São Bernardo do Campo.
A referida resposta está evasiva não atendendo ao solicitado, especialmente, no tocante aos possíveis subsídios repassados pela prefeitura e a margem de lucro dos empresários do transporte que operam o sistema em São Bernardo do Campo, chegando ao ponto de debochar dos munícipes alegando que não há lucro, conforme segue:
“Margem de Lucro da Empresa Operadora no Munícipio de São Bernardo:
Na região ABCDMRR ainda se usa a metodologia de cálculo tarifário elaborada pelo GEIPOT.
Através dessa são calculados os custos médios, fixos e variáveis, incorridos na produção do serviço de transporte.
É uma metodologia através da qual se determina o valor da tarifa por meio da utilização dos custos médios. Essa deve cobrir os custos totais da operação e uma taxa de retorno sobre o capital investido. Geralmente, essa taxa se refere à frota utilizada e adotados os coeficientes de depreciação e remuneração do capital a uma taxa de 12% a.a.
Não há, nessa metodologia, uma remuneração específica para o Concessionário sobre a prestação do serviço e nem uma “taxação” ou fixação de lucro. As Concessões Públicas não são objeto de lucro.
A sua capacidade gerencial é que poderá determinar um melhor resultado econômico-financeiro da sua atividade, no caso, o lucro.”

            Diante da manipulação das informações, numa clara tentativa de ludibriar a população, entendemos que a nossa solicitação não foi atendida e que devemos reforçar a luta pela revogação do aumento e pelo passe livre tomando ainda mais as ruas.
Obs.: Queremos ressaltar que o documento foi encaminhado ao Prefeito, Luiz Marinho, porém, a resposta veio pela empresa de transporte coletivo de São Bernardo do Campo, isentando o prefeito de uma resposta efetiva.

Diretório Municipal do PSOL de São Bernardo do Campo.

Folha de Informação
REF.: SB 005477 / 2013 44
Interessado: NAYARA NAVARRO
O assunto se refere à solicitação do Senhora NAYARA NAVARRO sobre um rol de dados relacionados com transporte público coletivo municipal.
1) Duas Últimas datas de alteração da tarifa de ônibus e suas respectivas leis municipais:
DECRETO Nº 18.328, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012
Dispõe sobre tarifa de transporte coletivo municipal – Regular e Seletivo, revoga o Decreto Municipal nº 17.366, de 29 de dezembro de 2010, e dá outras providências. LUIZ MARINHO, Prefeito do Município de São Bernardo do Campo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, eConsiderando a necessidade de se reajustar a tarifa do transporte coletivo municipal, em razão do aumento das despesas que compõem o custo do passageiro; Considerando que a alteração da tarifa deve levar em conta os parâmetros regionais e, principalmente, os aspectos sociais que envolvem o transporte coletivo da nossa população; Considerando que a tarifa do transporte regular não é reajustada desde janeiro de 2011;
Considerando, finalmente, o que consta do processo administrativo n° 241/1993, desta Prefeitura, e a planilha anexa que integra este Decreto, decreta:
Art. 1º A tarifa do Serviço de Transporte Coletivo Regular do Município de São Bernardo do Campo é fixada em R$ 3,30 (três reais e trinta centavos), e em R$ 1,65 (um real e sessenta e cinco centavos), com desconto, para estudantes.
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir da zero hora do dia 2 de janeiro de 2013. Art. 3º Fica revogado o Decreto Municipal nº 17.366, de 29 de dezembro de 2010.
• Identificação da margem de lucro.
Planilha páginas 12 e 13.
P. 241/93
DECRETO Nº 18.549, DE 26 DE JUNHO DE 2013
Dispõe sobre tarifa de transporte coletivo municipal – Regular, e dá outras providências. LUIZ MARINHO, Prefeito do Município de São Bernardo do Campo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, e Considerando a decisão tomada pelos Senhores Prefeitos no Grande ABC; Considerando que a medida visa garantir a modicidade das tarifas; Considerando, finalmente, o que consta do processo administrativo nº 241/93, decreta:

Art. 1º A tarifa do Serviço de Transporte Coletivo Regular do Município de São Bernardo do Campo é fixada em R$ 3,00 (três reais) e em R$ 1,50 (um real e cinquenta centavos), com desconto, para estudantes.
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir da zero hora do dia 1º de julho de 2013.
Art. 3º Fica revogado o Decreto Municipal nº 18.530, de 14 de junho de 2013.
São Bernardo do Campo,26 de junho de 2013
2) Margem de Lucro da Empresa Operadora no Munícipio de São Bernardo:
Na região ABCDMRR ainda se usa a metodologia de cálculo tarifário elaborada pelo GEIPOT.
Através dessa são calculados os custos médios, fixos e variáveis, incorridos na produção do serviço de transporte.
É uma metodologia através da qual se determina o valor da tarifa por meio da utilização dos custos médios. Essa deve cobrir os custos totais da operação e uma taxa de retorno sobre o capital investido. Geralmente, essa taxa se refere à frota utilizada e adotados os coeficientes de depreciação e remuneração do capital a uma taxa de 12% a.a.
Não há, nessa metodologia, uma remuneração específica para o Concessionário sobre a prestação do serviço e nem uma “taxação” ou fixação de lucro. As Concessões Públicas não são objeto de lucro.
A sua capacidade gerencial é que poderá determinar um melhor resultado econômico-financeiro da sua atividade, no caso, o lucro.
3) Número de passageiros desde Janeiro de 2012 a Junho de 2013:
Mês                        2012                      2013

1                             5.332.771             5.043.895
2                             5.461.101             4.867.784
3                             6.368.097             5.782.923
4                             5.669.313             5.943.020
5                             6.162.880             5.826.340
6                             5.590.915             5.423.911
7                             5.430.736
8                             6.266.074
 9                            5.632.105
 10                          6.058.361
11                           5.555.486
12                           5.317.344
 . Passageiros Pagantes + Passageiros com Direito a Gratuidade
4) Empresas que operam o Transporte Coletivo na Cidade de São Bernardo do Campo:
Âmbito Municipal: SBCTrans (Consórcio São Bernardo Transportes)
Âmbito Intermunicipal: Responsabilidade EMTU (Governo do Estado).
5) Número de Veículos: Sistema Municipal:
388 veículos (frota operacional, ou seja, a frota alocada para o atendimento das linhas)
6) Número de Linhas: Sistema Municipal de ônibus:
 61 linhas de atendimento Municipal “TPU” (Transporte Público Urbano)
ETCSBC, São Bernardo do Campo, 22 de Julho de 2013.

ALEXANDRE FRANÇA OLIVEIRA

08/08/2013

BOLETIM INFORMATIVO DA APROFFESP: AGOSTO DE 2013.

Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo
BOLETIM INFORMATIVO DA APROFFESP. AGOSTO DE 2013.

            No I° Encontro Estadual de Professores (as) de Filosofia, realizado em dezembro de 2012, os mais de trezentos professores vindos de todas as regiões do Estado deliberaram importantes   atividades sobre o ensino de filosofia  em nossas escolas, bem como, sobre a  organização de nossa entidade  no Estado de São Paulo e no Brasil.
           Entre elas:
- Fazer uma análise crítica da Proposta Curricular do Estado de São Paulo, apresentada nos documentos oficiais e nos “Cadernos de...”, elaborando uma Proposta alternativa e que leve em conta a contribuição dos professores da rede;
- Publicar uma revista de Filosofia a partir da contribuição dos professores e com base em suas experiências didáticas;
- Realizar ações objetivas para organização da entidade em nosso Estado.
            Atendendo a esses objetivos, em junho passado lançamos o número 1 de nossa revista – “FILOSOFIAemtransformAÇÃO” – elaborada pelos membros da APROFFESP e colaboradores. Quem quiser adquiri-la, basta entrar em contato conosco. O número 2 já está em fase final de elaboração e será lançado em breve.
            Quanto à crítica e elaboração de uma Proposta Curricular de Filosofia, fizemos reuniões regionais em março e maio do corrente ano em dezenas de  regiões de nosso Estado. Ficou claro que a Proposta deve ser construída pelos próprios professores da rede, a partir de sua experiência, formação e realidade das escolas e dos alunos, bem como das questões centrais do mundo em que vivemos, tendo a História da Filosofia e os textos filosóficos como referencial obrigatório.

            Ao defendermos a presença da Filosofia no Ensino Médio e Fundamental, estamos apenas reafirmando o compromisso histórico de nossa categoria com a formação integral de nossos jovens (que não é sinônimo de “escola em tempo integral”...). Tal formação, assim entendida, supõe necessariamente a reflexão crítica sobre Ética, Política, Estética, o papel das ciências e suas tecnologias, assim como seus desdobramentos no mundo trabalho e da cultura.

            Nesse encontro iremos elaborar uma síntese da nossa Proposta Curricular de Filosofia para o Ensino Médio: o que ensinar? Por que e para que ensinar? Como ensinar Filosofia?
Continuando nosso trabalho, convidamos todos os professores (as)  de Filosofia a participar do 3° Encontro Regional que será realizado no dia 16/08/13, com abono de ponto.
Cidade ou Região..................................................................Rua.................................................................................................................n°.......................a partir das.........

Membros da Coordenação Regional da APROFFESP .CONTATO: (Email ou telefone do responsável regional)

.....................................................................

.....................................................................

....................................................................        

DIRETORIA DA APROFFESP

Aldo Santos – S. Bernardo do Campo: presidente
Chico Gretter – Lapa: vice-presidente
José de Jesus – Osasco: secretário
Cícero Rodrigues da Silva – Zona Sul: comunicação e propaganda
Anízio Batista de Oliveira – Centro: tesoureiro
Antônio Celso de Oliveira – Guarulhos: políticas pedagógicas
Rita Leite Diniz – Salto, SP: relações institucionais



06/08/2013

Debate sobre a redução da maioridade penal com Dr. Ariel de Castro Alves

AOS REPRESENTANTES DE ESCOLA DA APEOESP


Convidamos os Representantes de Escolas para nossa reunião que será realizada no dia 09 de Agosto de 2013, a partir das 8 horas na subsede, com abono de ponto.

Pauta:
 1-informe sobre o projeto de lei de iniciativa popular pela pessoa desaparecida;
2-Debate sobre a redução da maioridade penal com Dr. Ariel  de Castro Alves;
3-Conjuntura Educacional e Campanha salarial;
4-Balanço da Greve;
5- Informes das escolas  e de interesse sindical.



Contamos com a presença de todos e todas.

Sem mais,
Atenciosamente.

________________                                                                      __________________      
Aldo Santos                                                                                   Judite Arcanjo de Souza
Coordenador                                                                                Secretária Geral




05/08/2013

Aldo Santos lança o livro Memórias de Infância.

Aldo Santos lança o livro Memórias de Infância.
Com a presença de familiares e amigos o evento reuniu dezenas de pessoas que ouviram os motivos que levou o professor Aldo Santos publicar esse importe livro sobre os  fragmentos  de  Memórias de  infância.
A jornalista Ana Valin que cuidou da edição do livro comentou sobre o conteúdo do mesmo, falou sobre o olhar de um menino do meio rural e o choque que certamente provocará nos jovens do meio urbano, fez recomendação sobre a importância da leitura do livro e comentou sobre a ilustração feita pelo jovem Rafael Valin, que expressa também, o olhar de um jovem do meio urbano sobre a vida de um mundo rural equidistante da realidade  do mundo moderno.
“Sob a singeleza do olhar de um menino, é possível trazer para a reflexão o enorme fosso entre o cotidiano e o imaginário do mundo rural e o progressivo desenvolvimento socioeconômico do mundo urbano. Dialética que incide diretamente no fazer e pensar das juventudes no país. Leitura indispensável para um debate sobre a transformação das estruturas familiares e a composição das relações sociais. A vida difícil no campo, o trabalho infantil, as crendices, a religião, as festas, a relação com a família e a natureza, a gravidez, o parto, o êxodo rural forçado. Estas e outras questões são tratadas, través de fragmentos da história do autor”, destaca o comentário contido no livro.
O autor do livro, professor Aldo Santos falou da dificuldade e da relutância em lançar o livro, mas foi encorajado pela menção da Ana Vali, afirmando que o livro lembrava o menino do clássico  de José Mauro de Vasconcelos, meu pé de laranja lima. O livro também serviu para motivar e possibilitar a importante publicação do livro de Erivaldo Santos, que  minuciosamente detalha sobre  a trajetória  e a história da Família Santos.
Falou da influência dos pais na leitura da vida e do mundo, da importância da história oral e propôs aos presentes que  escrevam a história dos familiares, pois ninguém fará por nós, muito menos a burguesia.
Agradeceu a apoio e a presença dos amigos e familiares, renovando sua crença na vida e na luta, numa perspectiva de classe. Depois desse significativo momento, dividiu com os presentes um pedaço de bolo, coroando o aniversário de 60 anos com o emblemático lançamento de um livro voltado aos fragmentos da memória de infância.
Comissão de comunicação.

03/08/2013.

Sobre a volta do interesse em Marx...


Entrevista com David Harvey: E a História não acabou.
26/07/2013 8:51 pm
geógrafo britânico David Harvey fala sobre a volta do interesse em Marx, analisa a atual situação econômica da Europa e explica como a atual ideologia consumista norteia a ordenação das cidades
Glauco Faria e Thiago Balbi | Fotos por Yumi Kajiki
Fórum – O que o senhor acha desse ressurgimento do interesse em Marx, tanto em estudos acadêmicos quanto como inspiração no meio político?
David Harvey – Na verdade, a história de se ler Marx surge quando tudo está mal e ninguém sabe bem o por quê, daí as pessoas retornam e dizem: “Bem, Marx tinha algo a dizer sobre isso”. Acho que, historicamente, é assim. E há outros eventos que afastaram as pessoas da leitura de Marx, por exemplo, o fim da Guerra Fria e o colapso dos Estados comunistas, que levaram muitas pessoas a concluir que não havia uma boa razão para ler Marx. Foi um período dos anos 1990, quando alguns diziam: “Ganhamos tudo… É o fim da História…”
E a História, de repente, voltou. É um grande tempo, em que as pessoas começam a olhar ao seu redor e entender que há alguma razão para tentar analisar isso usando as ideias de Marx, para entender a crise.
Fórum – Poderíamos estabelecer uma relação entre a possibilidade de explicar a crise econômica atual e a análise feita por Marx em O Capital?
Harvey – Acho que você poderia, na verdade, ler O Capital e falar sobre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos nos anos 1970. Era difícil ver a conexão àquela altura por causa do Estado de Bem-Estar Social, o poder estatal parecia estar crescendo, o capital estava de certa forma sob controle por forças políticas. Então, quando comecei a dar aula, nos anos 1970, o assunto que estava em pauta era o imperialismo, e Marx não fala tanto assim sobre imperialismo, era difícil fazer dele um autor relevante nessa situação.
Mas quando se tem 30, 40 anos de neoliberalismo destruindo o Estado de Bem-Estar Social, mudando os processos de trabalho para um estágio anterior e voltando ao que eram no século XIX, as pessoas leem Marx, especialmente o Volume 1 de O Capital, sobre as condições do trabalho, e dizem: “Nossa, é o que está acontecendo na China, nas zonas de empresas maquiladoras”. Fica muito mais fácil conectar o argumento, principalmente do volume 1 de O Capital, com o que está acontecendo agora, porque toda a história do neoliberalismo tem sido recriar aquele mundo do século XIX, com a visão de forças de exploração, a desigualdade econômica e, claro, a destruição do meio ambiente e tudo relacionado a isso. Como professor, é mais fácil para eu poder dizer: “Leiam Marx, e agora vamos pegar alguns trechos do New York Times da última semana e ver qual é a diferença”. As pessoas dizem: “Uau, o que está acontecendo?”
Fórum – No mesmo contexto da política econômica, outro pensador, Keynes, foi de alguma forma resgatado para explicar algumas soluções financeiras para a crise. Hoje, na sua visão, quem desperta mais interesse para explicar o atual cenário, Keynes ou Marx?
Harvey – Acho que Marx é muito mais interessante. Desde que você leia tudo de Marx, quando você lê o volume 2, Keynes lhe vem à mente, o que não acontece quando lê o volume 1. Quem vem à mente quando se lê o volume 1 é Friedman ou Hayek. De certa forma, eu diria que os mecanismos centrais do desenvolvimento econômico no período de 1945 a 1975 estão no volume 2, o que suscita Keynes e a questão da gestão . Desde 1975, há uma mudança de perspectiva, e voltamos às formulações do volume 1, particularmente no que diz respeito ao gerenciamento da demanda/oferta de trabalho, que evolui para as formas mal pagas. O que Marx faz, e há uma fala muito interessante no Grundrisse [três manuscritos econômicos de 1857-1858] que é “para entender O Capital, você tem de entendê-lo como uma contribuição contraditória, com diferenças entre o volume 1 e o volume 2”. Ele diz que é preciso ver que isso é uma interação contínua, na qual a rota da crise, nos anos 1970, é a mesma que acontece hoje.
Diria que as coisas ficam mais ricas a partir da leitura de Marx, mas é preciso ler o volume 1 e o 2. E o volume 2 é um livro muito chato, difícil, mas se você quer compreender Marx tem de entender como essa parte se relaciona…
Fórum – Países como o Brasil e alguns outros se inspiraram um pouco ou muito em Keynes para definir suas políticas anticíclicas. Mas existe hoje algum país que esteja se inspirando em Marx para formular suas políticas econômicas?
Harvey – Não, não vejo nenhum país hoje usando Marx como modelo. Na América Latina afora, houve uma rejeição geral ao neoliberalismo, então, há algumas experiências como a da Venezuela, do Equador,  da Bolívia e, em algum nível, um movimento keynesiano no Brasil e na Argentina… Parece claro para mim que a América Latina está pronta para ir um pouco mais longe na direção de Marx, mas acho que isso deixa as pessoas bem nervosas, até mesmo [Hugo] Chávez, acho que ele não atacou realmente a questão de classes… Mas, você sabe, ele fez muitas coisas…
Enfim, não vejo nenhum país fazendo isso. Vejo experiências, por exemplo, como a de um estado indiano, Kerala, que é muito interessante, pois é plural, e ali há um dos melhores índices de saúde, de alfabetização, demonstrando o que um país pobre pode fazer quando tem um governo comunista que decide assumir os direitos das pessoas pobres, direitos educacionais e fazer alguma coisa que é radicalmente diferente.
Há lugares no mundo que experimentam, onde há coisas boas acontecendo, solidariedade e economias crescendo, grupos ambientalistas, alimentados em geral pelo anticapitalismo. Vejo muito disso pelo mundo, muitos anticapitalistas que não necessariamente leem Marx. É claro que há uma inclinação a adotá-lo, porque ele é associado a uma posição político-partidária, de centralismo democrático, estalinismo, mas na economia faz-se uma leitura diferente de Marx.
Fórum – Há alguns movimentos interessantes e distintos nos últimos anos, como o Occupy Wall Street; os Indignados, na Espanha; o Beppe Grillo na Itália. Hoje, os partidos não contemplam as possibilidades transformação política e social? Os partidos estão sendo muito lentos…
Harvey – …para  lidar com a raiva que existe nas ruas. Os partidos políticos são dominados pelo FMI, pelo Tesouro dos EUA, Bancos Centrais e por aí vai. Parecem não ter ideia sobre como aproveitar o descontentamento e usá-lo politicamente, mas acho também que há alguns problemas na natureza desse descontentamento, porque muito disso é um protesto contra algo, mas não se tem uma visão de como um alternativa real se mostraria na prática.
Claro, há exceções: por exemplo, esse novo partido que quase tomou o poder na Grécia esteve muito perto de se associar aos protestos da Praça Sintagma, do movimento dos Indignados. E acho que há sinais de políticos tendo que se mexer um pouco mais, se aproximar. Outros movimentos já se enfraqueceram, não são mais tão ativos, como aconteceu recentemente no Chipre. Acho que será muito interessante ver o que sairá dali.
É possível ver a mesma coisa pela América Latina afora, por exemplo, a tensão entre [Evo] Morales, na Bolívia, e os indígenas, uma tensão que apareceu com os indígenas cobrando: “Você não faz o que te demos o poder para fazer”, e ele: “Tenho de lidar com forças internacionais, como posso?” Acho que essa é uma dificuldade real, a política tendo de lidar com esse tipo de equilíbrio de forças.
Fórum – O senhor mencionou a situação no Chipre, como vê o futuro da zona do euro, nesse contexto?
Harvey – Teoricamente, penso o Estado como tendo dois poderes primários: o primeiro é o monopólio sobre os meios de “violência legítima”; o segundo é o monopólio da moeda. O que aconteceu com o euro foi que os Estados abriram mão de boa parte de seu poder, permitindo que esse poder fosse realocado em Bruxelas [sede do Banco Central Europeu], essencialmente dominada por países como a Alemanha e, em certo nível, a França. Então, se não tivessem aderido ao euro, não estariam nessa situação.
O governo não pode definir o valor de sua própria moeda, o padrão econômico/financeiro está na mão de outro [território], em outra moeda. A Grécia foi isso: “Ok, haverá inflação… vão achar um jeito… Ah, mas eles não podem fazer isso”. Então, para o inferno com o padrão da inflação, o que os alemães querem, eles não podem inflar suas dívidas, porque a maneira de se livrar da dívida é a inflação, pagar em dólar um valor que seria menor, que não corresponde à realidade.
Então, acho que a zona do euro está numa confusão, e não consigo vê-la permanecendo junta, a não ser que defina uma estrutura federativa, como a que existe nos Estados Unidos.
Fórum – Mas parece impossível, não é?
Harvey – Bem, vamos falar sobre isso. Em qualquer caso, a teoria que está guiando a política na União Europeia é completamente ridícula. Seria muito melhor se colocassem um pouco de keynesianismo na situação, mas não estão preparados para isso, então, estamos caminhando para a estagnação e também para um desenvolvimento geográfico desigual, com a Alemanha indo extremamente bem e outros países, como Itália e Espanha, não tão bem assim.
Alguns caminharam para o desastre, e não vejo dirigentes políticos tomando decisões sensíveis sobre o que deveria ser feito, e não há nenhuma revolução em movimento que vá forçar grandes mudanças reais.
Fórum – Sobre a questão urbana: vemos aqui no Brasil, na nossa história recente, que nossas cidades estão estruturadas de acordo com o capital privado. E as forças públicas apenas parecem agir para tornar mais fácil que o mercado imobiliário predomine, com um modelo urbano e arquitetônico cada vez mais propício à segregação, com menos espaços públicos. É fácil ver isso em São Paulo. O senhor esteve aqui no Brasil antes, e em São Paulo. Como geógrafo, antropólogo e, ainda, como estrangeiro, o que o senhor pode dizer sobre São Paulo e as cidades brasileiras?
Harvey – Bem, eu voltaria à página 1 de O Capital e diria: “Vamos olhar para o valor de uso e o valor de troca” e então perguntaria: “O que é o valor de uso de casas, condomínios e muitos dos prédios ao nosso redor e qual é o valor de troca nas vias de acesso?”. Você está buscando criar um valor de troca ou tentando garantir que todos tenham acesso à moradia? Bem, crescentemente – de novo, isso eu acho que é do século XIX, e digo globalmente agora, não só sobre o Brasil – o valor de uso se tornou cada vez mais insignificante, e a busca pelo valor de troca se tornou cada vez mais significativo.
Acho que se tornou mais importante a partir desse ponto de inflexão da situação dos trabalhadores, porque alguns conseguiram fazer economia para comprar suas casas. Então, ao longo dos últimos 30 a 40 anos, as casas se tornaram objeto de especulação financeira. O que se vê é uma evolução do que houve nos últimos 150 anos de construção das cidades, que têm sido erguidas para maximizar valor. E o que vemos nos EUA foi que o sistema quebrou, e algo entre 4 a 6 milhões de pessoas perderam seus valores de uso. Agora, politicamente, pergunto: Em que tipo de sociedade você preferiria viver: uma sociedade que está se concentrando a produção de valores de uso para todas as pessoas ou uma sociedade guiada pelo valor de troca, maximizando o consumismo, já que temos de conceber a vida com um automóvel para viver na cidade? Manhatan está dominada hoje por gente muito rica, e há muita gente vivendo fora, na periferia, a quilômetros de distância, e que levam três horas para chegar a seu trabalho de manhã e três horas para voltar à noite. Gostaria de ver as pessoas começando a pensar sobre  formas de “fazer” cidades baseadas em oferecer coisas úteis, uma reforma dos estilos de vida, do que seria democrático para todos.
E, aqui em São Paulo, acho que a primeira vez que vim aqui eram os anos 1970, e toda vez que venho aqui vejo mais e mais vias rápidas, mais trânsito, demora mais para se chegar ao aeroporto do que na vez anterior e você se questiona: “Uau, por que alguém gostaria de viver assim?”.
Fórum – Sobre O Enigma do Capital (Boitempo Editorial), mais especificamente sobre as sete esferas do capital, o senhor acha que estas esferas podem criar resistência dentro do capitalismo? Por exemplo, movimentos como o Occupy ou a questão da consciência ecológica pode realmente mudar ao menos algumas coisas no capitalismo?
Harvey – Acho que a mudança política normalmente começa com pequenas coisas. Atualmente, há um trabalho interessante de pessoas tentando fazer os outros entenderem para que tipo de vida futura podemos estar caminhando, que tipo de futuro econômico e político podemos ter.
Por exemplo, está claro que um grande segmento da classe trabalhadora tem sido afastado por razões tecnológicas. Está muito claro que esses fatores tecnológicos vão se tornar muito mais fortes, que hoje são feitas tarefas mecânicas, por meio da automação, mas logo mais isso chegará às tarefas intelectuais também. Estamos falando até de diagnósticos médicos não sendo feitos por médicos, mas por máquinas automáticas, que podem ser muito precisas. E, claro, os médicos têm resistência a essa ideia, mas acho que o que isso significa é que muitos trabalhos vão desaparecer.
Olhando para a interação entre a esfera tecnológica e as relações sociais, podemos fazer perguntas como: “Se é para esse rumo que a tecnologia está indo, o que isso significa para as relações sociais, o que isso significa para a vida cotidiana?”. E, de várias maneiras, pode-se verificar nisso aspectos negativos, como as pessoas que ficarão desempregadas e não terão nada para fazer ou, quem sabe, pode ser um momento de criatividade, no qual as pessoas terão muito mais tempo livre e começarão a usá-lo de formas construtivas.
Esse é o tipo de coisa que, olhando para as esferas, você pode começar a ver algumas possibilidades. Havia uma pequena nota no New York Times outro dia, dizendo que um cara bem rico havia efetivamente se livrado de todas as coisas que tinha para viver uma vida bem mais simples, numa casa bem pequena. Uma das coisas que ele pontuava era: “O americano médio tem menos de mil pés para morar nos anos 1950, mas agora o americano médio tem 2,5 mil pés de espaço de moradia”. E então dizia: “Eu voltei para um espaço menor, me livrei da maior parte dos gadgets, que nunca funcionavam direito mesmo, e agora só tenho algumas coisas; tenho uma ótima vida social.” E ele descreveu uma existência muito feliz, de viver com muito pouco. Não com nada, mas com muito pouco.
Se muitas pessoas tivessem essa ideia, começaríamos a ver cidades bem diferentes e não desperdiçaríamos tantos recursos na construção de grandes casas em condomínios particulares afastados, com milhares de pés de construção, hectares de terras desperdiçadas com coisas descartáveis. As concepções sobre as coisas precisam mudar, assim como as relações sociais. Mas é claro que estamos lutando contra uma indústria do marketing e um tipo de ideologia consumista que está sendo promovida.
Fórum – O senhor fala no seu livro, Condição pós-moderna (Edições Loyola), sobre a compressão da experiência tempo e espaço. Que futuro vê para a vida urbana nesse contexto, em que as experiências são mais virtuais e os espaços urbanos estão ficando mais restritos, mais privados?
Harvey – Quando falo sobre essa compressão de espaço e tempo, na verdade estou falando sobre como o capital está operando. Isso não necessariamente se aplica para as pessoas que estão vivendo suas vidas numa comunidade em particular ou coisa assim, mas, claro, para as pessoas que têm de lidar com o que está acontecendo em relação ao movimento dos lucros, pois isso depende do que está acontecendo em Hong Kong, outros lugares, do que está acontecendo com o fluxo de capitais, por que estamos tendo uma desindustrialização de muitas cidades ao redor do mundo, porque a indústria vai daqui para ali, esse tipo de questões.
Mas acho que, paralelamente a isso, vem essa crescente privatização, que leva de volta ao projeto neoliberal, o que significa dizer que você não tem nenhum direito. Você é responsável por você mesmo, responsável por seus próprios cuidados médicos, sua educação, sua moradia, e não pode esperar o Estado cuidar de você. Existe essa noção de responsabilidade pessoal, que é algo que se tornou global.
Mesmo que você tenha passado toda a sua vida em uma determinada comunidade em São Paulo, vai sentir os efeitos disso ao seu redor. E, novamente, as concepções mentais do mundo começam a confrontar o regime de propriedade privada, que está conectado a um Estado que não cuida do bem-estar dos cidadãos. Tudo o que faz é apoiar a propriedade privada, a agenda da propriedade privada e a agenda de classe da classe dominante.  F
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