11/08/2013

Resposta da ETC SBC sobre as planilhas e subsídios das tarifas do transporte em São Bernardo do Campo.

Resposta da ETC SBC sobre as planilhas e subsídios das tarifas do transporte em São Bernardo do Campo.

Encaminhamos abaixo a resposta do oficio endereçado ao Senhor Prefeito, Luiz Marinho, no dia 22 de Janeiro de 2013, solicitando: 1) As planilhas de cálculo com as informações que embasam o reajuste aplicado; 2) As planilhas mensais que compõem os custos do sistema de transportes de São Bernardo do Campo, no período que compreende os reajustes de R$ 2,90 até o de R$ 3,30; 3) A identificação da evolução dos custos, neste mesmo período, dos principais itens que compõem o valor da tarifa; 4) Identificação da margem de lucro com que as empresas operam em São Bernardo do Campo; 5) Identificação do número de passageiros transportados mês no período acima citado; 6) Identificação das empresas que operam o transporte coletivo em São Bernardo do Campo, bem como as linhas sob sua responsabilidade, o número de passageiros transportados e o número de ônibus em circulação; 7) Identificação e descrição dos valores dos subsídios públicos, caso exista, para as empresas de transporte coletivo de São Bernardo do Campo.
A referida resposta está evasiva não atendendo ao solicitado, especialmente, no tocante aos possíveis subsídios repassados pela prefeitura e a margem de lucro dos empresários do transporte que operam o sistema em São Bernardo do Campo, chegando ao ponto de debochar dos munícipes alegando que não há lucro, conforme segue:
“Margem de Lucro da Empresa Operadora no Munícipio de São Bernardo:
Na região ABCDMRR ainda se usa a metodologia de cálculo tarifário elaborada pelo GEIPOT.
Através dessa são calculados os custos médios, fixos e variáveis, incorridos na produção do serviço de transporte.
É uma metodologia através da qual se determina o valor da tarifa por meio da utilização dos custos médios. Essa deve cobrir os custos totais da operação e uma taxa de retorno sobre o capital investido. Geralmente, essa taxa se refere à frota utilizada e adotados os coeficientes de depreciação e remuneração do capital a uma taxa de 12% a.a.
Não há, nessa metodologia, uma remuneração específica para o Concessionário sobre a prestação do serviço e nem uma “taxação” ou fixação de lucro. As Concessões Públicas não são objeto de lucro.
A sua capacidade gerencial é que poderá determinar um melhor resultado econômico-financeiro da sua atividade, no caso, o lucro.”

            Diante da manipulação das informações, numa clara tentativa de ludibriar a população, entendemos que a nossa solicitação não foi atendida e que devemos reforçar a luta pela revogação do aumento e pelo passe livre tomando ainda mais as ruas.
Obs.: Queremos ressaltar que o documento foi encaminhado ao Prefeito, Luiz Marinho, porém, a resposta veio pela empresa de transporte coletivo de São Bernardo do Campo, isentando o prefeito de uma resposta efetiva.

Diretório Municipal do PSOL de São Bernardo do Campo.

Folha de Informação
REF.: SB 005477 / 2013 44
Interessado: NAYARA NAVARRO
O assunto se refere à solicitação do Senhora NAYARA NAVARRO sobre um rol de dados relacionados com transporte público coletivo municipal.
1) Duas Últimas datas de alteração da tarifa de ônibus e suas respectivas leis municipais:
DECRETO Nº 18.328, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012
Dispõe sobre tarifa de transporte coletivo municipal – Regular e Seletivo, revoga o Decreto Municipal nº 17.366, de 29 de dezembro de 2010, e dá outras providências. LUIZ MARINHO, Prefeito do Município de São Bernardo do Campo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, eConsiderando a necessidade de se reajustar a tarifa do transporte coletivo municipal, em razão do aumento das despesas que compõem o custo do passageiro; Considerando que a alteração da tarifa deve levar em conta os parâmetros regionais e, principalmente, os aspectos sociais que envolvem o transporte coletivo da nossa população; Considerando que a tarifa do transporte regular não é reajustada desde janeiro de 2011;
Considerando, finalmente, o que consta do processo administrativo n° 241/1993, desta Prefeitura, e a planilha anexa que integra este Decreto, decreta:
Art. 1º A tarifa do Serviço de Transporte Coletivo Regular do Município de São Bernardo do Campo é fixada em R$ 3,30 (três reais e trinta centavos), e em R$ 1,65 (um real e sessenta e cinco centavos), com desconto, para estudantes.
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir da zero hora do dia 2 de janeiro de 2013. Art. 3º Fica revogado o Decreto Municipal nº 17.366, de 29 de dezembro de 2010.
• Identificação da margem de lucro.
Planilha páginas 12 e 13.
P. 241/93
DECRETO Nº 18.549, DE 26 DE JUNHO DE 2013
Dispõe sobre tarifa de transporte coletivo municipal – Regular, e dá outras providências. LUIZ MARINHO, Prefeito do Município de São Bernardo do Campo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, e Considerando a decisão tomada pelos Senhores Prefeitos no Grande ABC; Considerando que a medida visa garantir a modicidade das tarifas; Considerando, finalmente, o que consta do processo administrativo nº 241/93, decreta:

Art. 1º A tarifa do Serviço de Transporte Coletivo Regular do Município de São Bernardo do Campo é fixada em R$ 3,00 (três reais) e em R$ 1,50 (um real e cinquenta centavos), com desconto, para estudantes.
Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação, produzindo seus efeitos a partir da zero hora do dia 1º de julho de 2013.
Art. 3º Fica revogado o Decreto Municipal nº 18.530, de 14 de junho de 2013.
São Bernardo do Campo,26 de junho de 2013
2) Margem de Lucro da Empresa Operadora no Munícipio de São Bernardo:
Na região ABCDMRR ainda se usa a metodologia de cálculo tarifário elaborada pelo GEIPOT.
Através dessa são calculados os custos médios, fixos e variáveis, incorridos na produção do serviço de transporte.
É uma metodologia através da qual se determina o valor da tarifa por meio da utilização dos custos médios. Essa deve cobrir os custos totais da operação e uma taxa de retorno sobre o capital investido. Geralmente, essa taxa se refere à frota utilizada e adotados os coeficientes de depreciação e remuneração do capital a uma taxa de 12% a.a.
Não há, nessa metodologia, uma remuneração específica para o Concessionário sobre a prestação do serviço e nem uma “taxação” ou fixação de lucro. As Concessões Públicas não são objeto de lucro.
A sua capacidade gerencial é que poderá determinar um melhor resultado econômico-financeiro da sua atividade, no caso, o lucro.
3) Número de passageiros desde Janeiro de 2012 a Junho de 2013:
Mês                        2012                      2013

1                             5.332.771             5.043.895
2                             5.461.101             4.867.784
3                             6.368.097             5.782.923
4                             5.669.313             5.943.020
5                             6.162.880             5.826.340
6                             5.590.915             5.423.911
7                             5.430.736
8                             6.266.074
 9                            5.632.105
 10                          6.058.361
11                           5.555.486
12                           5.317.344
 . Passageiros Pagantes + Passageiros com Direito a Gratuidade
4) Empresas que operam o Transporte Coletivo na Cidade de São Bernardo do Campo:
Âmbito Municipal: SBCTrans (Consórcio São Bernardo Transportes)
Âmbito Intermunicipal: Responsabilidade EMTU (Governo do Estado).
5) Número de Veículos: Sistema Municipal:
388 veículos (frota operacional, ou seja, a frota alocada para o atendimento das linhas)
6) Número de Linhas: Sistema Municipal de ônibus:
 61 linhas de atendimento Municipal “TPU” (Transporte Público Urbano)
ETCSBC, São Bernardo do Campo, 22 de Julho de 2013.

ALEXANDRE FRANÇA OLIVEIRA

08/08/2013

BOLETIM INFORMATIVO DA APROFFESP: AGOSTO DE 2013.

Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo
BOLETIM INFORMATIVO DA APROFFESP. AGOSTO DE 2013.

            No I° Encontro Estadual de Professores (as) de Filosofia, realizado em dezembro de 2012, os mais de trezentos professores vindos de todas as regiões do Estado deliberaram importantes   atividades sobre o ensino de filosofia  em nossas escolas, bem como, sobre a  organização de nossa entidade  no Estado de São Paulo e no Brasil.
           Entre elas:
- Fazer uma análise crítica da Proposta Curricular do Estado de São Paulo, apresentada nos documentos oficiais e nos “Cadernos de...”, elaborando uma Proposta alternativa e que leve em conta a contribuição dos professores da rede;
- Publicar uma revista de Filosofia a partir da contribuição dos professores e com base em suas experiências didáticas;
- Realizar ações objetivas para organização da entidade em nosso Estado.
            Atendendo a esses objetivos, em junho passado lançamos o número 1 de nossa revista – “FILOSOFIAemtransformAÇÃO” – elaborada pelos membros da APROFFESP e colaboradores. Quem quiser adquiri-la, basta entrar em contato conosco. O número 2 já está em fase final de elaboração e será lançado em breve.
            Quanto à crítica e elaboração de uma Proposta Curricular de Filosofia, fizemos reuniões regionais em março e maio do corrente ano em dezenas de  regiões de nosso Estado. Ficou claro que a Proposta deve ser construída pelos próprios professores da rede, a partir de sua experiência, formação e realidade das escolas e dos alunos, bem como das questões centrais do mundo em que vivemos, tendo a História da Filosofia e os textos filosóficos como referencial obrigatório.

            Ao defendermos a presença da Filosofia no Ensino Médio e Fundamental, estamos apenas reafirmando o compromisso histórico de nossa categoria com a formação integral de nossos jovens (que não é sinônimo de “escola em tempo integral”...). Tal formação, assim entendida, supõe necessariamente a reflexão crítica sobre Ética, Política, Estética, o papel das ciências e suas tecnologias, assim como seus desdobramentos no mundo trabalho e da cultura.

            Nesse encontro iremos elaborar uma síntese da nossa Proposta Curricular de Filosofia para o Ensino Médio: o que ensinar? Por que e para que ensinar? Como ensinar Filosofia?
Continuando nosso trabalho, convidamos todos os professores (as)  de Filosofia a participar do 3° Encontro Regional que será realizado no dia 16/08/13, com abono de ponto.
Cidade ou Região..................................................................Rua.................................................................................................................n°.......................a partir das.........

Membros da Coordenação Regional da APROFFESP .CONTATO: (Email ou telefone do responsável regional)

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DIRETORIA DA APROFFESP

Aldo Santos – S. Bernardo do Campo: presidente
Chico Gretter – Lapa: vice-presidente
José de Jesus – Osasco: secretário
Cícero Rodrigues da Silva – Zona Sul: comunicação e propaganda
Anízio Batista de Oliveira – Centro: tesoureiro
Antônio Celso de Oliveira – Guarulhos: políticas pedagógicas
Rita Leite Diniz – Salto, SP: relações institucionais



06/08/2013

Debate sobre a redução da maioridade penal com Dr. Ariel de Castro Alves

AOS REPRESENTANTES DE ESCOLA DA APEOESP


Convidamos os Representantes de Escolas para nossa reunião que será realizada no dia 09 de Agosto de 2013, a partir das 8 horas na subsede, com abono de ponto.

Pauta:
 1-informe sobre o projeto de lei de iniciativa popular pela pessoa desaparecida;
2-Debate sobre a redução da maioridade penal com Dr. Ariel  de Castro Alves;
3-Conjuntura Educacional e Campanha salarial;
4-Balanço da Greve;
5- Informes das escolas  e de interesse sindical.



Contamos com a presença de todos e todas.

Sem mais,
Atenciosamente.

________________                                                                      __________________      
Aldo Santos                                                                                   Judite Arcanjo de Souza
Coordenador                                                                                Secretária Geral




05/08/2013

Aldo Santos lança o livro Memórias de Infância.

Aldo Santos lança o livro Memórias de Infância.
Com a presença de familiares e amigos o evento reuniu dezenas de pessoas que ouviram os motivos que levou o professor Aldo Santos publicar esse importe livro sobre os  fragmentos  de  Memórias de  infância.
A jornalista Ana Valin que cuidou da edição do livro comentou sobre o conteúdo do mesmo, falou sobre o olhar de um menino do meio rural e o choque que certamente provocará nos jovens do meio urbano, fez recomendação sobre a importância da leitura do livro e comentou sobre a ilustração feita pelo jovem Rafael Valin, que expressa também, o olhar de um jovem do meio urbano sobre a vida de um mundo rural equidistante da realidade  do mundo moderno.
“Sob a singeleza do olhar de um menino, é possível trazer para a reflexão o enorme fosso entre o cotidiano e o imaginário do mundo rural e o progressivo desenvolvimento socioeconômico do mundo urbano. Dialética que incide diretamente no fazer e pensar das juventudes no país. Leitura indispensável para um debate sobre a transformação das estruturas familiares e a composição das relações sociais. A vida difícil no campo, o trabalho infantil, as crendices, a religião, as festas, a relação com a família e a natureza, a gravidez, o parto, o êxodo rural forçado. Estas e outras questões são tratadas, través de fragmentos da história do autor”, destaca o comentário contido no livro.
O autor do livro, professor Aldo Santos falou da dificuldade e da relutância em lançar o livro, mas foi encorajado pela menção da Ana Vali, afirmando que o livro lembrava o menino do clássico  de José Mauro de Vasconcelos, meu pé de laranja lima. O livro também serviu para motivar e possibilitar a importante publicação do livro de Erivaldo Santos, que  minuciosamente detalha sobre  a trajetória  e a história da Família Santos.
Falou da influência dos pais na leitura da vida e do mundo, da importância da história oral e propôs aos presentes que  escrevam a história dos familiares, pois ninguém fará por nós, muito menos a burguesia.
Agradeceu a apoio e a presença dos amigos e familiares, renovando sua crença na vida e na luta, numa perspectiva de classe. Depois desse significativo momento, dividiu com os presentes um pedaço de bolo, coroando o aniversário de 60 anos com o emblemático lançamento de um livro voltado aos fragmentos da memória de infância.
Comissão de comunicação.

03/08/2013.

Sobre a volta do interesse em Marx...


Entrevista com David Harvey: E a História não acabou.
26/07/2013 8:51 pm
geógrafo britânico David Harvey fala sobre a volta do interesse em Marx, analisa a atual situação econômica da Europa e explica como a atual ideologia consumista norteia a ordenação das cidades
Glauco Faria e Thiago Balbi | Fotos por Yumi Kajiki
Fórum – O que o senhor acha desse ressurgimento do interesse em Marx, tanto em estudos acadêmicos quanto como inspiração no meio político?
David Harvey – Na verdade, a história de se ler Marx surge quando tudo está mal e ninguém sabe bem o por quê, daí as pessoas retornam e dizem: “Bem, Marx tinha algo a dizer sobre isso”. Acho que, historicamente, é assim. E há outros eventos que afastaram as pessoas da leitura de Marx, por exemplo, o fim da Guerra Fria e o colapso dos Estados comunistas, que levaram muitas pessoas a concluir que não havia uma boa razão para ler Marx. Foi um período dos anos 1990, quando alguns diziam: “Ganhamos tudo… É o fim da História…”
E a História, de repente, voltou. É um grande tempo, em que as pessoas começam a olhar ao seu redor e entender que há alguma razão para tentar analisar isso usando as ideias de Marx, para entender a crise.
Fórum – Poderíamos estabelecer uma relação entre a possibilidade de explicar a crise econômica atual e a análise feita por Marx em O Capital?
Harvey – Acho que você poderia, na verdade, ler O Capital e falar sobre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos nos anos 1970. Era difícil ver a conexão àquela altura por causa do Estado de Bem-Estar Social, o poder estatal parecia estar crescendo, o capital estava de certa forma sob controle por forças políticas. Então, quando comecei a dar aula, nos anos 1970, o assunto que estava em pauta era o imperialismo, e Marx não fala tanto assim sobre imperialismo, era difícil fazer dele um autor relevante nessa situação.
Mas quando se tem 30, 40 anos de neoliberalismo destruindo o Estado de Bem-Estar Social, mudando os processos de trabalho para um estágio anterior e voltando ao que eram no século XIX, as pessoas leem Marx, especialmente o Volume 1 de O Capital, sobre as condições do trabalho, e dizem: “Nossa, é o que está acontecendo na China, nas zonas de empresas maquiladoras”. Fica muito mais fácil conectar o argumento, principalmente do volume 1 de O Capital, com o que está acontecendo agora, porque toda a história do neoliberalismo tem sido recriar aquele mundo do século XIX, com a visão de forças de exploração, a desigualdade econômica e, claro, a destruição do meio ambiente e tudo relacionado a isso. Como professor, é mais fácil para eu poder dizer: “Leiam Marx, e agora vamos pegar alguns trechos do New York Times da última semana e ver qual é a diferença”. As pessoas dizem: “Uau, o que está acontecendo?”
Fórum – No mesmo contexto da política econômica, outro pensador, Keynes, foi de alguma forma resgatado para explicar algumas soluções financeiras para a crise. Hoje, na sua visão, quem desperta mais interesse para explicar o atual cenário, Keynes ou Marx?
Harvey – Acho que Marx é muito mais interessante. Desde que você leia tudo de Marx, quando você lê o volume 2, Keynes lhe vem à mente, o que não acontece quando lê o volume 1. Quem vem à mente quando se lê o volume 1 é Friedman ou Hayek. De certa forma, eu diria que os mecanismos centrais do desenvolvimento econômico no período de 1945 a 1975 estão no volume 2, o que suscita Keynes e a questão da gestão . Desde 1975, há uma mudança de perspectiva, e voltamos às formulações do volume 1, particularmente no que diz respeito ao gerenciamento da demanda/oferta de trabalho, que evolui para as formas mal pagas. O que Marx faz, e há uma fala muito interessante no Grundrisse [três manuscritos econômicos de 1857-1858] que é “para entender O Capital, você tem de entendê-lo como uma contribuição contraditória, com diferenças entre o volume 1 e o volume 2”. Ele diz que é preciso ver que isso é uma interação contínua, na qual a rota da crise, nos anos 1970, é a mesma que acontece hoje.
Diria que as coisas ficam mais ricas a partir da leitura de Marx, mas é preciso ler o volume 1 e o 2. E o volume 2 é um livro muito chato, difícil, mas se você quer compreender Marx tem de entender como essa parte se relaciona…
Fórum – Países como o Brasil e alguns outros se inspiraram um pouco ou muito em Keynes para definir suas políticas anticíclicas. Mas existe hoje algum país que esteja se inspirando em Marx para formular suas políticas econômicas?
Harvey – Não, não vejo nenhum país hoje usando Marx como modelo. Na América Latina afora, houve uma rejeição geral ao neoliberalismo, então, há algumas experiências como a da Venezuela, do Equador,  da Bolívia e, em algum nível, um movimento keynesiano no Brasil e na Argentina… Parece claro para mim que a América Latina está pronta para ir um pouco mais longe na direção de Marx, mas acho que isso deixa as pessoas bem nervosas, até mesmo [Hugo] Chávez, acho que ele não atacou realmente a questão de classes… Mas, você sabe, ele fez muitas coisas…
Enfim, não vejo nenhum país fazendo isso. Vejo experiências, por exemplo, como a de um estado indiano, Kerala, que é muito interessante, pois é plural, e ali há um dos melhores índices de saúde, de alfabetização, demonstrando o que um país pobre pode fazer quando tem um governo comunista que decide assumir os direitos das pessoas pobres, direitos educacionais e fazer alguma coisa que é radicalmente diferente.
Há lugares no mundo que experimentam, onde há coisas boas acontecendo, solidariedade e economias crescendo, grupos ambientalistas, alimentados em geral pelo anticapitalismo. Vejo muito disso pelo mundo, muitos anticapitalistas que não necessariamente leem Marx. É claro que há uma inclinação a adotá-lo, porque ele é associado a uma posição político-partidária, de centralismo democrático, estalinismo, mas na economia faz-se uma leitura diferente de Marx.
Fórum – Há alguns movimentos interessantes e distintos nos últimos anos, como o Occupy Wall Street; os Indignados, na Espanha; o Beppe Grillo na Itália. Hoje, os partidos não contemplam as possibilidades transformação política e social? Os partidos estão sendo muito lentos…
Harvey – …para  lidar com a raiva que existe nas ruas. Os partidos políticos são dominados pelo FMI, pelo Tesouro dos EUA, Bancos Centrais e por aí vai. Parecem não ter ideia sobre como aproveitar o descontentamento e usá-lo politicamente, mas acho também que há alguns problemas na natureza desse descontentamento, porque muito disso é um protesto contra algo, mas não se tem uma visão de como um alternativa real se mostraria na prática.
Claro, há exceções: por exemplo, esse novo partido que quase tomou o poder na Grécia esteve muito perto de se associar aos protestos da Praça Sintagma, do movimento dos Indignados. E acho que há sinais de políticos tendo que se mexer um pouco mais, se aproximar. Outros movimentos já se enfraqueceram, não são mais tão ativos, como aconteceu recentemente no Chipre. Acho que será muito interessante ver o que sairá dali.
É possível ver a mesma coisa pela América Latina afora, por exemplo, a tensão entre [Evo] Morales, na Bolívia, e os indígenas, uma tensão que apareceu com os indígenas cobrando: “Você não faz o que te demos o poder para fazer”, e ele: “Tenho de lidar com forças internacionais, como posso?” Acho que essa é uma dificuldade real, a política tendo de lidar com esse tipo de equilíbrio de forças.
Fórum – O senhor mencionou a situação no Chipre, como vê o futuro da zona do euro, nesse contexto?
Harvey – Teoricamente, penso o Estado como tendo dois poderes primários: o primeiro é o monopólio sobre os meios de “violência legítima”; o segundo é o monopólio da moeda. O que aconteceu com o euro foi que os Estados abriram mão de boa parte de seu poder, permitindo que esse poder fosse realocado em Bruxelas [sede do Banco Central Europeu], essencialmente dominada por países como a Alemanha e, em certo nível, a França. Então, se não tivessem aderido ao euro, não estariam nessa situação.
O governo não pode definir o valor de sua própria moeda, o padrão econômico/financeiro está na mão de outro [território], em outra moeda. A Grécia foi isso: “Ok, haverá inflação… vão achar um jeito… Ah, mas eles não podem fazer isso”. Então, para o inferno com o padrão da inflação, o que os alemães querem, eles não podem inflar suas dívidas, porque a maneira de se livrar da dívida é a inflação, pagar em dólar um valor que seria menor, que não corresponde à realidade.
Então, acho que a zona do euro está numa confusão, e não consigo vê-la permanecendo junta, a não ser que defina uma estrutura federativa, como a que existe nos Estados Unidos.
Fórum – Mas parece impossível, não é?
Harvey – Bem, vamos falar sobre isso. Em qualquer caso, a teoria que está guiando a política na União Europeia é completamente ridícula. Seria muito melhor se colocassem um pouco de keynesianismo na situação, mas não estão preparados para isso, então, estamos caminhando para a estagnação e também para um desenvolvimento geográfico desigual, com a Alemanha indo extremamente bem e outros países, como Itália e Espanha, não tão bem assim.
Alguns caminharam para o desastre, e não vejo dirigentes políticos tomando decisões sensíveis sobre o que deveria ser feito, e não há nenhuma revolução em movimento que vá forçar grandes mudanças reais.
Fórum – Sobre a questão urbana: vemos aqui no Brasil, na nossa história recente, que nossas cidades estão estruturadas de acordo com o capital privado. E as forças públicas apenas parecem agir para tornar mais fácil que o mercado imobiliário predomine, com um modelo urbano e arquitetônico cada vez mais propício à segregação, com menos espaços públicos. É fácil ver isso em São Paulo. O senhor esteve aqui no Brasil antes, e em São Paulo. Como geógrafo, antropólogo e, ainda, como estrangeiro, o que o senhor pode dizer sobre São Paulo e as cidades brasileiras?
Harvey – Bem, eu voltaria à página 1 de O Capital e diria: “Vamos olhar para o valor de uso e o valor de troca” e então perguntaria: “O que é o valor de uso de casas, condomínios e muitos dos prédios ao nosso redor e qual é o valor de troca nas vias de acesso?”. Você está buscando criar um valor de troca ou tentando garantir que todos tenham acesso à moradia? Bem, crescentemente – de novo, isso eu acho que é do século XIX, e digo globalmente agora, não só sobre o Brasil – o valor de uso se tornou cada vez mais insignificante, e a busca pelo valor de troca se tornou cada vez mais significativo.
Acho que se tornou mais importante a partir desse ponto de inflexão da situação dos trabalhadores, porque alguns conseguiram fazer economia para comprar suas casas. Então, ao longo dos últimos 30 a 40 anos, as casas se tornaram objeto de especulação financeira. O que se vê é uma evolução do que houve nos últimos 150 anos de construção das cidades, que têm sido erguidas para maximizar valor. E o que vemos nos EUA foi que o sistema quebrou, e algo entre 4 a 6 milhões de pessoas perderam seus valores de uso. Agora, politicamente, pergunto: Em que tipo de sociedade você preferiria viver: uma sociedade que está se concentrando a produção de valores de uso para todas as pessoas ou uma sociedade guiada pelo valor de troca, maximizando o consumismo, já que temos de conceber a vida com um automóvel para viver na cidade? Manhatan está dominada hoje por gente muito rica, e há muita gente vivendo fora, na periferia, a quilômetros de distância, e que levam três horas para chegar a seu trabalho de manhã e três horas para voltar à noite. Gostaria de ver as pessoas começando a pensar sobre  formas de “fazer” cidades baseadas em oferecer coisas úteis, uma reforma dos estilos de vida, do que seria democrático para todos.
E, aqui em São Paulo, acho que a primeira vez que vim aqui eram os anos 1970, e toda vez que venho aqui vejo mais e mais vias rápidas, mais trânsito, demora mais para se chegar ao aeroporto do que na vez anterior e você se questiona: “Uau, por que alguém gostaria de viver assim?”.
Fórum – Sobre O Enigma do Capital (Boitempo Editorial), mais especificamente sobre as sete esferas do capital, o senhor acha que estas esferas podem criar resistência dentro do capitalismo? Por exemplo, movimentos como o Occupy ou a questão da consciência ecológica pode realmente mudar ao menos algumas coisas no capitalismo?
Harvey – Acho que a mudança política normalmente começa com pequenas coisas. Atualmente, há um trabalho interessante de pessoas tentando fazer os outros entenderem para que tipo de vida futura podemos estar caminhando, que tipo de futuro econômico e político podemos ter.
Por exemplo, está claro que um grande segmento da classe trabalhadora tem sido afastado por razões tecnológicas. Está muito claro que esses fatores tecnológicos vão se tornar muito mais fortes, que hoje são feitas tarefas mecânicas, por meio da automação, mas logo mais isso chegará às tarefas intelectuais também. Estamos falando até de diagnósticos médicos não sendo feitos por médicos, mas por máquinas automáticas, que podem ser muito precisas. E, claro, os médicos têm resistência a essa ideia, mas acho que o que isso significa é que muitos trabalhos vão desaparecer.
Olhando para a interação entre a esfera tecnológica e as relações sociais, podemos fazer perguntas como: “Se é para esse rumo que a tecnologia está indo, o que isso significa para as relações sociais, o que isso significa para a vida cotidiana?”. E, de várias maneiras, pode-se verificar nisso aspectos negativos, como as pessoas que ficarão desempregadas e não terão nada para fazer ou, quem sabe, pode ser um momento de criatividade, no qual as pessoas terão muito mais tempo livre e começarão a usá-lo de formas construtivas.
Esse é o tipo de coisa que, olhando para as esferas, você pode começar a ver algumas possibilidades. Havia uma pequena nota no New York Times outro dia, dizendo que um cara bem rico havia efetivamente se livrado de todas as coisas que tinha para viver uma vida bem mais simples, numa casa bem pequena. Uma das coisas que ele pontuava era: “O americano médio tem menos de mil pés para morar nos anos 1950, mas agora o americano médio tem 2,5 mil pés de espaço de moradia”. E então dizia: “Eu voltei para um espaço menor, me livrei da maior parte dos gadgets, que nunca funcionavam direito mesmo, e agora só tenho algumas coisas; tenho uma ótima vida social.” E ele descreveu uma existência muito feliz, de viver com muito pouco. Não com nada, mas com muito pouco.
Se muitas pessoas tivessem essa ideia, começaríamos a ver cidades bem diferentes e não desperdiçaríamos tantos recursos na construção de grandes casas em condomínios particulares afastados, com milhares de pés de construção, hectares de terras desperdiçadas com coisas descartáveis. As concepções sobre as coisas precisam mudar, assim como as relações sociais. Mas é claro que estamos lutando contra uma indústria do marketing e um tipo de ideologia consumista que está sendo promovida.
Fórum – O senhor fala no seu livro, Condição pós-moderna (Edições Loyola), sobre a compressão da experiência tempo e espaço. Que futuro vê para a vida urbana nesse contexto, em que as experiências são mais virtuais e os espaços urbanos estão ficando mais restritos, mais privados?
Harvey – Quando falo sobre essa compressão de espaço e tempo, na verdade estou falando sobre como o capital está operando. Isso não necessariamente se aplica para as pessoas que estão vivendo suas vidas numa comunidade em particular ou coisa assim, mas, claro, para as pessoas que têm de lidar com o que está acontecendo em relação ao movimento dos lucros, pois isso depende do que está acontecendo em Hong Kong, outros lugares, do que está acontecendo com o fluxo de capitais, por que estamos tendo uma desindustrialização de muitas cidades ao redor do mundo, porque a indústria vai daqui para ali, esse tipo de questões.
Mas acho que, paralelamente a isso, vem essa crescente privatização, que leva de volta ao projeto neoliberal, o que significa dizer que você não tem nenhum direito. Você é responsável por você mesmo, responsável por seus próprios cuidados médicos, sua educação, sua moradia, e não pode esperar o Estado cuidar de você. Existe essa noção de responsabilidade pessoal, que é algo que se tornou global.
Mesmo que você tenha passado toda a sua vida em uma determinada comunidade em São Paulo, vai sentir os efeitos disso ao seu redor. E, novamente, as concepções mentais do mundo começam a confrontar o regime de propriedade privada, que está conectado a um Estado que não cuida do bem-estar dos cidadãos. Tudo o que faz é apoiar a propriedade privada, a agenda da propriedade privada e a agenda de classe da classe dominante.  F
Leia também na edição 122 da revista Fórum:

28/07/2013

O “destino” do rio é encontrar do Grande Rio.


Já conhecemos o professor Alfredo  Buolos há muito tempo, pois todos os anos, ele participa das atividades do movimento negro em nossa região, expondo alguns textos, reafirmando seu compromisso com a história e a luta do movimento negro organizado.
Essa atividade foi realizada pela editora FTD, que procurou apresentar novas tecnologias para subsidiar os educadores em sala de aula. Começou sua exposição com o quadro Guernica de Pablo Picasso.
 A obra “Guernica” foi pintada por Pablo Picasso em 1937, e retrata o massacre da cidade de Guernica, na Espanha, pelo poderio militar de Adolf Hitler durante a Guerra Civil Espanhola (http://abstracaocoletiva.com.br/2013/03/22/guernica-analise/).
Com a exposição, abriu-se o debate e os  questionamentos sobre o conteúdo desse quadro que retrata importante massacre   e destruição pelos nazistas, nesta cidade na Espanha.
Para ele, a imagem é uma representação e não uma reprodução do real, fazendo referência ao quadro apresentado.
 No segundo bloco falou do imaginário que temos do continente africano, afirmando que via de regra, a áfrica é pensada como savana e não como cidade. Para o senso comum, a áfrica representa tribos, enquanto para a Europa é povo, e do ponto de vista da linguística, para os Europeus a língua do africano é um dialeto, enquanto, para outros povos é idioma.
Finaliza esse bloco fazendo referência a um novo olhar sobre o Negro, que segundo ele, devemos vê-los de forma positiva e não de maneira negativa com ainda hoje é apresentado a sociedade. Destacou a figura de Milton Santos, falou de seu exemplo como educador, a forma como atendia os alunos carinhosamente e afirmou que “O professor ensina o que  ele é, e não  o que ele sabe”.
Falou do exemplo da capoeira e a luta do Mestre Bimba que saiu da Bahia, foi ao Catete falar com Getúlio Vargas, explicando o significado dessa arte, e, após esse encontro a capoeira deixou de ser criminalizada, por volta de 1930. Afirmou que a capoeira representa a dança e a luta do povo escravizado e oprimido.
No terceiro bloco apresentou novas ferramentas virtuais. Foi muito importante o conteúdo do vídeo sobre a tribo dos Mundurunkus, que numa conversa simples com um líder indígena, o mesmo fala de como a criança indígena era tratada, e, que quando pequeno tinha vergonha de ser índio  No diálogo com seu avô, o mesmo disse para o neto ouvir a voz dos rios e das florestas. A voz do rio é nítida, expressa sua energia, seu movimento e sua contribuição com o alimento dos nativos, bem como fornece a água limpa nos sacia. O destino do rio é buscar do Grande Rio.
Antes de seu avô morrer, teve outro diálogo com o mesmo, dizendo que tinha se assumido como índio  momento em que o avô disse que ele não era índio e sim Mundurunku; índio é coisa de branco.
O jovem tira lição do diálogo e encerra o diálogo convidando todos a reflexão, afirmando que  tinha que ir embora , pois, “a floresta  estava avisando  que  ia chover”.Merece destaque na exposição  o crescimento da população nativa no Brasil.
Apresentou outras ferramentas apropriadas para o ensino fundamental de forma lúdica e atrativa, segundo os presentes.
Finalmente agradeceu a presença de todos e todas, e nosso sindicato foi representado na fala dos dirigentes da subsede, professor Cido e  professora Conceição. Após a exposição todos foram ao jantar no restaurante, com boa animação musical, num clima descontraído e pedagogicamente recomendável.

Uma boa exposição é preciso!


Aldo Santos- coordenador da apeoesp-sbc,presidente da APROFFESP E APROFFIB, militante do PSOL.

23/07/2013

Nota de repúdio do Psol Regional Grande ABCDM contra a ação violenta do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho.

Nota de repúdio do Psol Regional Grande ABCDM  contra a ação violenta do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho.

No dia 15 de julho de 2013 o "Comitê dos Trabalhadores e Juventude do ABCD", que discute há mais de ano a questão dos transportes públicos na região, participou de reunião com os prefeitos dos sete municípios do grande ABC no Consórcio Intermunicipal. Temas como disponibilização das planilhas de ônibus, redução das tarifas, dentre outros, foram abordados.

Ao final da reunião os prefeitos conversaram com os militantes de cada cidade respectivamente, com exceção do prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho que tomou a direção da saída. Quando abordado por membros do Comitê empurrou o braço de um deles e, em seguida, sem nenhuma explicação, seus seguranças partiram para a agressão física acertando o rosto do presidente do Psol de Santo André, Marcelo Reina.

Seguiu-se um pequeno tumulto logo controlado, mas reinou a indignação geral pela truculência da ação.

Marcelo Reina fez um Boletim de Ocorrência e exame de corpo de delito. Constatou-se uma fratura no nariz.


Em função do ocorrido, nós do Partido Socialismo e Liberdade Regional Grande ABC, vimos à público para:

1) Repudiar veementemente a maneira agressiva e truculenta como os membros do "Comitê dos Trabalhadores e Juventude do ABCD" foram tratados pelo prefeito Luiz Marinho e pelos seus seguranças;

2) Repudiamos a postura do Consórcio Intermunicipal de prefeitos do ABC que se omitiu sobre o caso;

3) Repudiamos a expressão utilizada pelo prefeito Luiz Marinho sobre a agressão no jornal
DGABC, referindo-se a Marcelo Reina: "Ele teve seu minuto de fama";

Psol Regional Grande ABC
DMR

Assista os vídeos abaixo que evidenciam a truculência no episódio.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=Qlh9K_TLh4c
https://www.youtube.com/watch?v=NmHiNo6A99E

21/07/2013

CHURRASCO COLETIVO CONTRA A ALTERAÇÃO DA LINHA 18- BRONZE DO METRÔ.

CHURRASCO COLETIVO CONTRA A ALTERAÇÃO DA LINHA 18- BRONZE DO METRÔ.

            Conforme anunciado pelos meios de comunicação, compareceram no dia 20/07/2013, inúmeras lideranças dos movimentos sociais e sindical da região para protestar contra a tentativa de dificultar a construção da linha 18-bronze do metro, que deve passar pela avenida Aldino Pinotti, centro de São Bernardo do Campo. Esse churrasco faz parte das grandes manifestações que vem acontecendo em nosso país.
            Cada um contribuiu como pode e todos se alimentaram ao som do grupo de pagode Lá Maior, regado a refrigerante  e bebidas, animado  com  um bom papo entre os presentes. Registra-se ainda significativa presença da imprensa, como se observa na repercussão deste domingo.
           Embora não se declarando contra o metrô na região, os moradores dos condomínios Domo Home, Domo Business e Domo Prime, afirmam que essa construção vai depreciar os imóveis e comprometer a privacidade dos moradores. Para um dos organizadores Murilo Borges, essa obra é muito importante para o transporte público na região, uma vez que a falta de planejamento  vem estrangulando a mobilidade urbana e somente com  transporte público de qualidade possibilitara a melhoria dessa demanda. O movimento vai ficara atento a outras manifestações dos moradores e vai se empenhar pela rápida construção desse importante e necessário meio de locomoção.
Vamos à luta sempre!

Aldo Santos-militante do Comitê Regional Unificado contra o aumento da passagem.



19/07/2013

O racismo envergonha a Itália

O racismo envergonha a Itália
A ministra da Integração da Itália, Cécile Kyenge, que foi comparada a um "orangotango" pelo pelo vice-presidente do Senado, Roberto CalderoliA Itália tem um problema com a intolerância. Não se trata de que seja um país racista ou não --como se mede realmente isso?--, mas os episódios violentos, sejam de palavra ou de ação, contra os que são considerados diferentes --por sua cor, religião ou condição sexual-- ocorrem com preocupante frequência. A agressão da Liga Norte, o partido xenófobo que apoiou os últimos governos de Silvio Berlusconi, à ministra da Integração, Cécile Kyenge, não se limita aos insultos proferidos no sábado pelo vice-presidente do Senado, Roberto Calderoli, que a comparou a "um orangotango" devido à cor de sua pele. Já vinham de antes e se intensificaram na segunda-feira.
Pablo Ordaz
A ministra da Integração da Itália, Cécile Kyenge, que foi comparada a um "orangotango" pelo pelo vice-presidente do Senado, Roberto Calderoli
A reação institucional, por sua vez, continua sendo por enquanto tímida demais. O presidente da República, Giorgio Napolitano, limitou-se a manifestar sua "indignação pelo clima de ódio" que vive o país, e o primeiro-ministro, Enrico Letta, mostrou-se "envergonhado" pela imagem da Itália que está sendo mostrada por "toda a imprensa estrangeira".
Enquanto isso, o senador Calderoli e seus companheiros da Liga Norte, longe de emendar o erro, intensificaram suas chacotas ou, no máximo, se desculparam discretamente. O duas vezes ministro com Berlusconi tentou se justificar dizendo que gosta de comparar os políticos aos animais --"o primeiro-ministro Letta parece uma garça e o vice-presidente Angelino Alfano, uma rã"-- e que telefonou para a ministra para lhe pedir desculpas, mas que demitir-se, não. Sobretudo, acrescentou, porque se sente apoiado por seus eleitores e seus companheiros de partido.
E a verdade é que não lhe falta razão. Os insultos à doutora Kyenge, proferidos durante um comício em Treviglio --"adoro os animais, os ursos, os lobos, mas quando olho para ela me vem à cabeça um orangotango; seria uma excelente ministra, mas no Congo, em sua casa"-- foram completados na segunda-feira por outros expoentes da Liga Norte. Daniele Stival, um assessor para a imigração da região do Vêneto, usou uma suposta ironia para escrever em sua página do Facebook: "Estou profundamente indignado pelos termos ofensivos usados por Calderoli contra uma criatura de Deus como é o orangotango. É vergonhoso que se possa comparar um pobre animal indefeso e sem escolta com um ministro do Congo".
Depois de se ver retratado nos jornais, o tal Daniele Stival disse que se tratava apenas de uma piada, assim como fez seu colega, o senador Calderoli, ou também sua companheira de partido Dolores Valandro, vereadora da Liga em Pádua, que em junho passado --e depois de uma agressão sexual supostamente cometida por jovens negros-- se perguntou também no Facebook: "Mas não há ninguém que viole essa mulher?" Uma piada...
Depois de um silêncio de 24 horas, rompido somente por um rápido comunicado no qual animava a ministra da Integração a continuar seu trabalho, o primeiro-ministro Letta ficou mais sério na segunda-feira. "Isso que está acontecendo", disse, "é mais uma página vergonhosa para nosso país. Lamentavelmente, a Itália está hoje na imprensa de toda a Europa por causa desse assunto. Portanto, devo fazer uma ligação para Roberto Maroni, líder da Liga Norte e presidente da Lombardia, a maior região da Itália, para que feche rapidamente essa página. Se não a fechar, entraremos em uma lógica de confronto total que não convém a ninguém, muito menos ao país". Também o presidente do Senado, Pietro Grasso, censurou a conduta de seu vice-presidente, dizendo que "não se pode refugiar-se atrás de um comício para esconder o que é uma verdadeira agressão racista..."
Mas nem a Liga Norte nem o senador Calderoli se deram por intimidados. Pelo contrário. Em um comunicado, o partido secessionista anunciou: "Depois de ter tomado nota das desculpas de Roberto Calderoli pelo caso Kyenge, a secretaria da Liga decidiu dar ainda mais força a sua iniciativa política, convocando uma manifestação sobre a legalidade e a luta contra a imigração ilegal em 7 de setembro, em Turim".
O líder da Liga Norte e presidente da Lombardia, Roberto Maroni, também se fez de surdo diante do pedido de Letta para que contivesse a espiral racista. Nem exigirá que seu senador se demita nem mudará sua linha política contra a concessão do direito de cidadania aos filhos dos imigrantes nascidos na Itália ("ius soli"), projeto que a ministra Cécile Kyenge transformou em sua bandeira.
A ministra da Integração, nascida há 48 anos na República Democrática do Congo e oculista de profissão, transformou-se desde sua nomeação há quatro meses no principal alvo dos intolerantes, mas o problema é muito mais antigo. A Itália é sacudida de vez em quando por ondas de xenofobia que envergonham a maior parte da população, mas que encontram acolhida em partidos ou associações que, longe de esconder-se, se orgulham de sua intolerância. Em 2009, o Parlamento Europeu chegou a advertir em um duro informe que os episódios de racismo estavam aumentando na Itália e que alguns deles se caracterizavam por "uma violência sem precedentes".
Em algumas ocasiões as vítimas são os negros --em 2011, um ultradireitista matou a tiros dois senegaleses em Florença. Em outras, os ciganos --também nessa época, em Turim, arrasaram um acampamento por causa de um estupro que não tinha acontecido. Mas também os homossexuais --há alguns dias foi queimado um colégio em Roma que havia se transformado em emblema contra a homofobia-- ou simplesmente quem não se adapta aos cânones que os intolerantes consideram adequados. No domingo, o presidente da República, o velho e respeitado Giorgio Napolitano, mostrou-se indignado e condoído pela espiral de ódio, imprópria da Itália. E o secretário da Liga Norte na Lombardia, um tal Matteo Salvini, se permitiu mandá-lo calar-se.
Dardos xenófobos
As palavras de Roberto Calderoli não são a única agressão verbal por parte de uma direita cada vez mais abertamente racista à primeira ministra negra da história da Itália.
O principal inimigo da ministra Kyenge é o eurodeputado Mario Borghezio, que, como Calderoli, pertence à Liga Norte. "Este é o governo do bunga-bunga", declarou à Rádio 24. "Quer mudar nossa legislação e nos impor suas tradições tribais", disse. "Parece uma boa dona de casa, mas não uma ministra de governo."
Dolores Valandro, vereadora da Liga em Pádua, foi expulsa do partido em junho depois de publicar no Facebook: "Mas não há ninguém que viole essa mulher?", ao lado de um link na página "Todos os crimes dos imigrantes". Outra página da Liga, em Legnago, publicou uma semana mais tarde: "Se os imigrantes são um recurso, vá ser ministra no Congo!" Elvira Savino, deputada do Povo da Liberdade, o partido de Berlusconi, disse: "Depois do projeto de lei sobre a legalização dos filhos, apresentará um legalizando a poligamia, que sua família pratica no Congo?" A ministra havia falado abertamente na TV pública sobre a poligamia de seu pai e seus 38 irmãos.
Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

17/07/2013

Segundo Reina, a agressão teria partido de um segurança de Luiz Marinho (PT), prefeito de São Bernardo e presidente da entidade. O petista disse ontem não ter visto o ocorrido e ironizou Reina. “Ele teve seu minuto de fama.”

Grana se reúne com grupo de manifestantes no prédio da Prefeitura

Fabio Munhoz
Do Diário do Grande ABC,
 Publicado em terça-feira, 16 de julho de 2013  

O prefeito de Santo André, Carlos Grana (PT), se reuniu ontem no Paço Municipal com grupo de manifestantes que exigia mudanças no transporte público. Entre as principais reivindicações estavam o fim da cobrança da tarifa de ônibus municipal para estudantes e a divulgação dos gastos públicos com o serviço. Ao justificar a necessidade da cobrança, Grana expôs a dívida municipal com precatórios, de cerca de R$ 1,5 bilhão. “A ideia de que o poder público tem recursos infinitos é totalmente equivocada. Temos limitações”, rebateu. O prefeito salientou, no entanto, que irá continuar recebendo comissões de manifestantes para debater outras demandas. O chefe do Executivo admitiu também a possibilidade de abrir ao público as planilhas com os gastos da Prefeitura com o sistema de ônibus. “Não nos opomos a isso. Em algum momento isso vai ocorrer, mas estamos em um processo de transição e modernização do transporte.” Não foi dado prazo para que essas informações sejam divulgadas.O diretor da UEE (União Estadual dos Estudantes) Ricardo Canale elogiou a atitude do prefeito, a que chamou de “democrática”. “Exigimos o passe livre estudantil, principalmente para beneficiários do ProUni.”Na segunda-feira, protesto acabou em confusão na sede do Consórcio Intermunicipal. Um dos líderes, o ex-prefeiturável de Santo André Marcelo Reina, foi atingido por soco. Segundo Reina, a agressão teria partido de um segurança de Luiz Marinho (PT), prefeito de São Bernardo e presidente da entidade. O petista disse ontem não ter visto o ocorrido e ironizou Reina. “Ele teve seu minuto de fama.” Marinho afirma que a gestão do Consórcio é “democrática” e que está sempre aberto ao diálogo. (Colaborou Bruno Coelho)


O MOVIMENTO CONTRA O AUMENTO DA PASSAGEM E O PRESIDENTE DO PSOL DE SANTO ANDRÉ SÃO AGREDIDOS EM REUNIÃO DENTRO DO CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DO ABCDMRR.

O  MOVIMENTO CONTRA O AUMENTO  DA PASSAGEM  E O PRESIDENTE DO PSOL DE SANTO ANDRÉ  SÃO   AGREDIDOS EM REUNIÃO DENTRO DO CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DO ABCDMRR.

No último dia 11 de julho de 2013, após passeata do paço municipal de sbcampo até o consórcio intermunicipal sediado em Santo André, ficou decidido que uma comissão do movimento retornaria no dia 15/07, às 10 horas para participar de uma reunião com os prefeitos da região.
Pela manha do dia 15/07, nos reunimos em frente ao consórcio e fomos informados que os prefeitos receberiam os representantes a partir  do esgotamento da Pauta; por volta das 12 horas.
Desde o inicio, havia discordância sobre o número de membros, pois representantes do consórcio afirmavam que só poderiam atender 18 membros e nos falamos da necessidade de atender a representação presente.
Por volta das 12 horas nos dirigimos a portaria do consórcio e cerca de 18 militantes  adentraram ao  prédio,  os demais foram  momentaneamente impedidos. Quando os prefeitos solicitaram que poderíamos subir, forçamos a barra e todos entraram, uma vez que o argumento usado era a falta de espaço físico. Esse argumento caiu por terra  pois nesse momento saíram da sala da reunião com os prefeitos cerca de 35 jornalistas e trabalhadores da imprensa.
Subimos por volta das 13 horas e fomos atendidos pelos prefeitos. Num primeiro momento foi apresentada a pauta de reivindicação com os seguintes pontos acordados pelas lideranças do movimento.
1-Integração intermodal gratuita (ligação entre os diferentes meios de transporte como ônibus, trólebus, trens, e bicicletas) entre as cidades do grande ABC e com a cidade de São Paulo;
2-Revogação total e imediata do aumento das tarifas no grande ABC;
3-Transporte público 24 horas por dia;
4-Em defesa do Passe Livre para toda população (rumo à tarifa zero);
5-Transparência: abertura dos contratos e planilhas com prestação de contas sobre o transporte público;
6-Transporte público, gratuito e de qualidade;
7-Audiência pública nas sete cidades do grande ABCDMRR para discussão da pauta proposta pelo comitê dos Trabalhadores e Juventude do ABCD.
Após a apresentação da pauta, membros do movimento usaram a palavra, reafirmando a mesma, repudiando a violência contra o movimento organizado, como aconteceu no dia 1° de julho de 2013 em sbcampo e outros.  Ato contínuo, os prefeitos usaram a palavra.
Falou o prefeito de Mauá Donizete Braga, afirmando que está aberta a negociação na cidade e que tem mantido o diálogo com o movimento organizado. O prefeito de Diadema Lauro Michael, disse também que vem atendendo o movimento e foi questionado sobre o uso das catracas nos terminais, se colocando favorável em retirá-la e fez considerações sobre o prefeito do PT. O prefeito Grana de Santo André falou de sua disposição em continuar dialogando com o movimento organizado, falou das dificuldades que vem encontrando e manteve uma reunião agenda para o dia 16 de julho de 2013 na prefeitura.
O presidente do consórcio Luiz Marinho, fez um diálogo na defensiva, acusando os movimentos de destruírem o patrimônio público e considerou que esse atendimento já era uma audiência pública, encerrando abruptamente a reunião.
Os prefeitos saíram e por vezes alguns munícipes solicitavam esclarecimentos sobre o andamento da pauta nas respectivas cidades. O conflito começou quando o prefeito Luiz Marinho do PT estendeu a mão para cumprimentar um dos militantes, e o mesmo se recusou  em cumprimentá-lo. O prefeito ficou irado. Nesse momento falei para o prefeito que ele deveria marcar audiência em sbcampo para esclarecer e receber várias reivindicações. Ele disse que poderia receber. Falei do descaso com a educação e ele ficou mais irritado. Outro militante comunicou a ele que o movimento estava sendo rearticulado por vários grupos de esquerda e o prefeito disse que tinha informação que a quebradeira do paço fora feito pelos grupos de esquerda. Ele foi se retirando e um militante disse a ele que uma companheira estava lhe perguntando algo, ele não se importou e outra companheira solicitou esclarecimento, momento em que o prefeito dá um sopapo no braço de um dos militantes e começou enorme desentendimento, com os seguranças de Marinho dando cotoveladas nos presentes. Quando alguns companheiros foram tentar acalmar os ânimos, um dos seguranças do prefeito covardemente deu um soco no rosto do Companheiro Marcelo Reina, vindo a sangrar de imediato. Essa covardia contou com o aparato da guarda municipal de Santo André que ficou ameaçando os presentes  e quando movimento começou a se retirar por completo, um guarda tomou  o celular do companheiros Chicão  que estava fotografando.  Um outro  companheiro recobrou o celular e devolveu ao dono. Após entrevista do companheiro Marcelo Reina no saguão do prédio, nos retiramos e fizemos uma rápida reunião,  aprovando a imediata ida ao 1° distrito policial  para    registrar boletim  de ocorrência. Na saída do consórcio, assistimos uma cena repugnante, quando um guarda municipal inquiriu um militante negro,  Carlos Wellington numa flagrante atitude preconceituosa e discriminatória, indagando - o sobre o destino do celular. Este reagiu dizendo que essa atitude era uma atitude racista e que o celular estava com o seu dono.
Fomos ao 1° distrito em Santo André, levamos um chá de banco por duas horas e o atendimento é digno de revolta, pois “fomos tratados como criminosos”. Ao final, o companheiro Marcelo Reina foi fazer exame de corpo de delito. O movimento vem sendo agredido nas ruas, nas periferias, e dentro das instituições públicas, num total desrespeito aos contribuintes e movimentos organizados.
Foi mais uma cena lamentável dos detentores do poder numa tentativa de calar e amordaçar o movimento organizado.
Enquanto militante sindical e do Psol repudiamos essa abominável agressão contra o movimento em luta e ao Presidente do PSOL de Santo André Marcelo Reina. Fazemos um chamado às entidades sindicais, populares, estudantis e Partidária a repudiar mais essa agressão aos representes do movimento social, encaminhando notas de repúdio ao consórcio, aos prefeitos, a comissão de direitos humanos, exigindo apuração dos fatos e  imediata punição aos agressores.
A luta vai continuar até a vitória da classe trabalhadora!

Aldo Santos - ex-vereador, coordenador da apeoespsbc, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo e APROFFIB, membro do comitê regional Unificado e Militante do Psol.

06/07/2013

O professor Rago é um histórico Educador comprometido com as teorias e lutas da classe trabalhadora.

COMUNA DE PARIS.
Foi uma tarde memorável com a exposição do Professor da PUC e da Fundação Santo André, Antonio Rago Filho, que Falou sobre a contribuição histórica dos escritos de Marx sobre Comuna de Paris.
Por mais de três horas, fez detalhada exposição  sobre o Caráter ontológico do Trabalho, numa perspectiva Marxista, falou do papel das  forças produtivas e discorreu com  entusiasmo sobre a Comuna de Paris, uma experiência concreta  relatada por Marx sobre as lutas dos trabalhadores  na França e seu significado  para a classe trabalhadora mundial.
Os operários franceses durante 72 dias (18/03 a 28/05) em 1871, governaram Paris, numa clara demonstração do verdadeiro potencial transformador dos trabalhadores em luta.
 No editorial da revista PUC-VIVA, de janeiro a abril de 2011, ano 12-n° 40, afirma: “As lições da Comuna nos auxiliam na compreensão da atualidade da revolução social. Marx em sua obra A guerra civil na França, escrito imediatamente após a derrota sofrida pela comuna de Paris, apresenta um balanço crítico da comuna, analisando seus acertos e erros. O operariado armado deu um passo à frente ao levantar-se em armas e expulsar Thiers para Versalhes: no entanto, a ausência de um partido revolucionário, para fazer frente aos interesses determinados pela burguesia em meio a guerra imperialista, levou-o a erros táticos e estratégicos, econômicos e políticos, que incidiu fortemente nos acontecimentos. Em 21 de maio inicia-se a tomada da cidade pelo exército de Versalhes e em 28 ocorre a derrota final que, pesar da resistência dos revolucionários em barricadas, não conseguiu fazer frente aos ataques da burguesia, e os operários, homens, mulheres, jovens, crianças, foram massacrados, mortos, executados, presos e deportados”.
Esse debate acontece num contexto de enfrentamentos históricos no norte da África, revoltas populares no Brasil e em várias partes do mundo.
“A Paris operária com sua comuna será sempre celebrada como arauto glorioso de uma nova sociedade. Os seus mártires estão guardados como relíquias no grande coração da classe operária. E aos seus exterminadores, já a história os amarrou àquele pelourinho eterno donde todas as orações dos seus padres os não conseguirão redimir”. (Marx, 1871)
O professor Rago é um histórico Educador comprometido com as teorias e lutas da classe trabalhadora.
Aldo Santos - coordenador da apeoesp-sbc, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos  do Estado de São Paulo e APROFFIB, militante do Psol.





03/07/2013

EXPOSIÇÃO DO PROFESSOR ANTONO RAGO SOBRE A COMUNA DE PARIS

CURSO DE INTRODUÇÃO AO PENSAMENTO MARXISTA.
NUMA CONJUNTURA MARCADA PELAS LEGÍTIMAS MANIFESTAÇÕES QUE ACONTECEM EM NÍVEL MUNDIAL, COM REPERCUSSÃO IMPACTANTE EM NOSSO PAÍS, SE FAZ NECESSÁRIO A RELEITURA DAS LUTAS E DAS EXPERIÊNCIAS HISTÓRICAS DO PONTO DE VISTA DA CLASSE TRABALHADORA.
NESSE SENTIDO, CONVIDAMOS AS LIDERANÇAS POPULARES, SINDICAIS, PARTIDÁRIAS E ESTUDANTIS PARA IMPORTANTE  EXPOSIÇÃO DO PROFESSOR ANTONO RAGO SOBRE A COMUNA DE PARIS, SEGUIDO DE DEBATE.
SÁBADO, 06 DE JULHO DE 2013, A PARTIR DAS 14 HORAS NA SUBSEDE DA APEOESP EM SBCAMPO.
ENDEREÇO: AVENIDA PRESTES MAIS, 233,1° ANDAR, CENTRO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO.

COMISSÃO ORGANIZADORA.

02/07/2013

Depois da ditadura Militar , esse foi o maior movimento social na Cidade e a maior repressão contra a população indefesa em São Bernardo do Campo.

PAÇO MUNICIPAL DE SBC  SE TRANSFORMA NUMA PRAÇA DE GUERRA.
Acabei de chegar às 11 horas de uma linda manifestação com mais de 10 mil jovens, trabalhadores (as) da cidade e da região do ABCDRM.
Esse é um movimento plural com várias posturas ideológicas, porém, unidos na luta por um mundo melhor, com justiça social, igualdade de condições, liberdade de manifestação e distribuição de renda.
Saímos do Paço Municipal por volta das 18 horas, percorremos  Lucas Nogueira Garcez, tomamos a Anchieta,  fomos até o trevo e retornamos ao Paço municipal.Uma boa caminhada, sempre  marcada por disputas de espaços e busca de visibilidades das mais variadas organizações e seguimentos  políticos.
Várias palavras de ordens foram proferidas pelos manifestantes:
O povo unido jamais será vencido;
Sem vandalismo;
Copa o caralho, educação, saúde e trabalho;
Vem pra rua vem, e, outras questionando o prefeito Marinho e a Presidenta Dilma.
Ao chegar ao Paço a população foi recepcionada pela Policia Militar, Guarda Municipal e a Tropa  de choque  que jogaram bombas sobre o conjunto da população presente a manifestação.
Desde o final da ditadura, das grandes greves que participei nesse período até os dias atuais, essa foi a maior manifestação que presenciei, bem como, a maior repressão policial contra a juventude, professores e a comunidade em geral. A policia perseguir manifestantes até na porta do Hospital São Bernardo com espancamentos deliberados e generalizados. É uma pena que o prefeito Marinho do PT nada tenha feito pela população em luta que reivindica direitos, há anos retirados dos trabalhadores.
A postura do prefeito é de absoluta indiferença e distanciamento da população. Não recebe o movimento, não dialoga com os setores em luta e vive numa redoma cercado pela República do Holerite.
O Movimento vai continuar cada vez mais forte e unido em busca de suas reivindicações.
O povo na rua a luta continua!
Aldo Santos- Coordenador da apeoesp-sbc, Presidente da Associação dos Professores  de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo e APROFFIB, militante do PSOL.
(01/07/2013)