Indicações de Filme e Livro
Filme: Preciosa - Uma História de Esperança
O filme diz respeito à história de uma adolescente negra (Preciosa) de 16 anos que sofre uma série de privações durante sua juventude. Violentada pelo pai e abusada pela mãe, num cenário nova-iorquino no bairro do Harlem, ano de 1987. A jovem cresce irritada e sem qualquer tipo de amor. O fato de ser pobre e gorda também ajuda a agravar todo um contexto de sofrimento e autonegação. Além disto, Preciosa tem um filho apelidado de "Mongo", por ser portador de síndrome de Down, que está sob os cuidados da avó. Quando engravida pela segunda vez a jovem é suspensa da escola.
O drama dessa jovem negra explicita a triste realidade vivida por muitas jovens negras e pobres que se encontram completamente fora de um “padrão estético” de beleza, onde são obrigadas a conviver com a prática diária e sistemática do racismo, machismo, violência física e psicológica.
Ficha Técnica:
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Lee Daniels
Atores: Gabourey Sidibe, Mo'Nique, Rodney Jackson, Paula Patton.
Duração: 110 min
Gênero: Drama
Livro: Tornar-se negro
Este livro procura romper a precariedade de estudos sobre a vida emocional dos negros. A autora do livro apresenta reflexões profundas e inquietantes sobre o custo emocional da sujeição, da negação da própria cultura e do próprio corpo. O negro que se empenha na conquista da ascensão social paga o preço do massacre de sua identidade, tomando o branco como modelo de identificação.
Autora: Neusa Santos Souza (Prefácio de Jurandir Freire Costa). Ed. Graal, 1ª edição em 1982.
09/12/2011
08/12/2011
Espaço Coletivo Luiza Mahin repudia mais esse caso de racismo
Nós do Espaço Coletivo Luiza Mahin, repudiamos o preconceito racial propugnado pelo colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, zona sul de São Paulo.
Infelizmente, ainda nos dias atuais somos tratadados dessa forma pela elite que sempre teve na escravidão uma fonte de lucro, a degradação e a tortura humana, levando a morte precoce aos nossos irmãos capturados na África.
Entendemos que a sociedade e o movimento negro deveriam dar um basta a esta situação, repudiando essa atitude e que as autoridades cumpram exemplarmente a lei que está em vigor.
Vejam o caso:
“Ator diz estar 'enojado' com chefe que mandou negra alisar o cabelo
Quando o primeiro cabelo "black power" chegou por aqui, na cabeça de Tony Tornado, 81, logo foi evidente que era parte do movimento de afirmação racial dos negros. Nesta semana, 41 anos depois, o ator ficou "enjoado" ao saber que o penteado ainda causa preconceito.
Tony não queria acreditar quando leu, no Facebook, o caso da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19.
Ela afirma ter sido alvo de racismo no colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, zona sul de São Paulo, onde é estagiária.
Assim como Tony, Ester é negra. Seu cabelo é crespo, bate nos ombros. Ela preserva o volume natural dos cachos.
Segundo Ester, em seu primeiro dia de trabalho como assistente de marketing, no dia 1º de novembro, a diretora do colégio reclamou de uma flor presa em seu cabelo e pediu para deixá-los presos.
Dias depois, a diretora a teria chamado novamente para reclamar do cabelo.
Dessa vez, conta Ester, a mulher foi além: disse que compraria camisas mais longas para que a funcionária escondesse seus quadris.
"Como você pode representar nosso colégio com esse cabelo crespo?", indagou a diretora, segundo a jovem.
Ainda de acordo com a estagiária, a diretora contou que já teve cabelos crespos, mas os alisou para se adequar ao padrão de beleza exigido.
Foi a gota d'água para a estagiária procurar a polícia. Ester registrou um boletim de ocorrência na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).
"A discriminação me afetou de tal forma que eu não consigo mais me olhar no espelho e mexer no meu cabelo. Ela [a diretora] mexeu com meu emocional. Estou triste e choro a todo instante", diz.
Para o professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oscar Vilhena Vieira, casos como o de Ester são flagrantes desrespeitos à Constituição.
Segundo ele, o caso pode gerar uma ação cível ou criminal. "Para isso, é preciso que fique demonstrada a intencionalidade da discriminação", explica.
Para Tony, os 41 anos que se passaram desde que se tornou o primeiro a usar um "black power" não foram suficientes para acabar com o preconceito no país.
"Depois que vi a história, fiquei enjoado, pensando como pode acontecer uma coisa dessas em 2011."
OUTRO LADO
O colégio Internacional Anhembi Morumbi afirma, em nota, que a direção da escola e o restante da equipe de funcionários com a qual Ester trabalha nunca teve a intenção de causar qualquer constrangimento.
De acordo com a nota, o colégio possui um modelo de aprendizagem inclusivo, que abriga professores, estudantes e funcionários de várias origens e tradições religiosas.
O uso de uniformes por alunos e funcionários é exigido para que o foco da atenção saia da aparência. A instituição afirma que ainda não foi notificada oficialmente sobre o boletim de ocorrência registrado pela estagiária.
O colégio também afirma que entende que o respeito às diferenças é um assunto sério e, por isso, colocou formalmente esse tema em seu estatuto e na grade curricular.”
(TATIANA SANTIAGO DO "AGORA”. EMILIO SANT'ANNA DE SÃO PAULO. 08/12/2011 -)
Infelizmente, ainda nos dias atuais somos tratadados dessa forma pela elite que sempre teve na escravidão uma fonte de lucro, a degradação e a tortura humana, levando a morte precoce aos nossos irmãos capturados na África.
Entendemos que a sociedade e o movimento negro deveriam dar um basta a esta situação, repudiando essa atitude e que as autoridades cumpram exemplarmente a lei que está em vigor.
Vejam o caso:
“Ator diz estar 'enojado' com chefe que mandou negra alisar o cabelo
Quando o primeiro cabelo "black power" chegou por aqui, na cabeça de Tony Tornado, 81, logo foi evidente que era parte do movimento de afirmação racial dos negros. Nesta semana, 41 anos depois, o ator ficou "enjoado" ao saber que o penteado ainda causa preconceito.
Tony não queria acreditar quando leu, no Facebook, o caso da estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, 19.
Ela afirma ter sido alvo de racismo no colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, zona sul de São Paulo, onde é estagiária.
Assim como Tony, Ester é negra. Seu cabelo é crespo, bate nos ombros. Ela preserva o volume natural dos cachos.
Segundo Ester, em seu primeiro dia de trabalho como assistente de marketing, no dia 1º de novembro, a diretora do colégio reclamou de uma flor presa em seu cabelo e pediu para deixá-los presos.
Dias depois, a diretora a teria chamado novamente para reclamar do cabelo.
Dessa vez, conta Ester, a mulher foi além: disse que compraria camisas mais longas para que a funcionária escondesse seus quadris.
"Como você pode representar nosso colégio com esse cabelo crespo?", indagou a diretora, segundo a jovem.
Ainda de acordo com a estagiária, a diretora contou que já teve cabelos crespos, mas os alisou para se adequar ao padrão de beleza exigido.
Foi a gota d'água para a estagiária procurar a polícia. Ester registrou um boletim de ocorrência na Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância).
"A discriminação me afetou de tal forma que eu não consigo mais me olhar no espelho e mexer no meu cabelo. Ela [a diretora] mexeu com meu emocional. Estou triste e choro a todo instante", diz.
Para o professor de direito constitucional da Fundação Getulio Vargas (FGV), Oscar Vilhena Vieira, casos como o de Ester são flagrantes desrespeitos à Constituição.
Segundo ele, o caso pode gerar uma ação cível ou criminal. "Para isso, é preciso que fique demonstrada a intencionalidade da discriminação", explica.
Para Tony, os 41 anos que se passaram desde que se tornou o primeiro a usar um "black power" não foram suficientes para acabar com o preconceito no país.
"Depois que vi a história, fiquei enjoado, pensando como pode acontecer uma coisa dessas em 2011."
OUTRO LADO
O colégio Internacional Anhembi Morumbi afirma, em nota, que a direção da escola e o restante da equipe de funcionários com a qual Ester trabalha nunca teve a intenção de causar qualquer constrangimento.
De acordo com a nota, o colégio possui um modelo de aprendizagem inclusivo, que abriga professores, estudantes e funcionários de várias origens e tradições religiosas.
O uso de uniformes por alunos e funcionários é exigido para que o foco da atenção saia da aparência. A instituição afirma que ainda não foi notificada oficialmente sobre o boletim de ocorrência registrado pela estagiária.
O colégio também afirma que entende que o respeito às diferenças é um assunto sério e, por isso, colocou formalmente esse tema em seu estatuto e na grade curricular.”
(TATIANA SANTIAGO DO "AGORA”. EMILIO SANT'ANNA DE SÃO PAULO. 08/12/2011 -)
07/12/2011
3º Congresso Nacional do Psol debate temas polêmicos.
3º Congresso Nacional do Psol debate temas polêmicos.
Os inúmeros debates realizados nos núcleos de base, nas plenárias municipais e nos Congressos Estaduais, culminou com uma expressiva participação de 332 delegados, 26 convidados internacionais e 614 observadores, comparecendo, portanto, aproximadamente 1000 militantes ao nosso 3º congresso.
Durante os trabalhos, a dinâmica não deu conta de um amplo debate sobre os mais variados temas que estavam pautados para a apreciação em nosso congresso. A polêmica central do congresso se deu em relação a política de alianças 2012, explicitadas nas teses que foram apresentadas em plenário, além das contribuições pontuais.
No tocante a política de alianças, a TLS defendeu a sua deliberação que estava em nossa tese e o marco do nosso debate em relação às eleições de 2012, se limitará a frente de esquerda no Brasil. Embora a resolução aprovada aponte para uma maior flexibilização, que será acompanhada pelo Diretório Nacional.
É temerário que um partido como o Psol se enverede por uma política de alianças que negue sua trajetória e as expectativas de mudanças da classe trabalhadora.
Em relação a política Sindical, também é urgente que o partido tome “partido” nesse debate com a devida urgência, ainda no primeiro trimestre de 2012, haja vista outros movimentos sindicais que ocorrerão também no primeiro semestre de 2012.
O Resultado final apontou para uma vitória expressiva do campo que assegurou inclusive a direção majoritária do Psol no último período. Em relação a Eleição da Direção Nacional do PSOL, o resultado é o seguinte: Chapa 1 (MES e CST), 77 votos; Chapa 2 (MTL-Dissid.MES), 67; Chapa 3 (Parte Enlace-CSOL-LSR), 46; Chapa 4 (APS-Parte Enlace.TLS), 139 (publicado no site nacional do Psol). Com esse resultado a presidência do partido será exercida pelo Deputado Federal Ivan Valente.
Nesse congresso a TLS saiu fortalecida como uma organização nacional, cujo desafio será a ampliação e o fortalecimento ainda mais da corrente no Estado de São Paulo e sua ampliação em outros estados brasileiros. Aliás, a reunião realizada na noite do sábado (03/12/11), com representação de São Paulo, Pernambuco, Bahia e Piauí, apontou para essa dinâmica de construção.
A responsabilidade é grande e não faltará empenho da nossa direção e dos nossos militantes para que concretizemos esse nosso propósito revolucionário.
Lutar e vencer é preciso!
Aldo Santos. Sindicalista, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de são Paulo (Aproffesp), membro do Coletivo Nacional de Filosofia, Coordenador da Corrente Política TLS.
06/12/2011
Plenária sindical e partidária da TLS ,Região-ABCD.
Plenária sindical e partidária da TLS ,Região-ABCD.
Convidamos os militantes da TLS da região para uma importante plenária dos militantes onde vamos discutir vários pontos de interesse da classe trabalhadora.
Pauta:
1-Balanço e atuação sindical, partidária e estudantil;
2-Plano de ação e eleição da nova coordenação da TLS na Região.
Dia 10/12/2011, às 14 horas na sede da TLS. Rua Príncipe Humberto, 491, centro de Sbcampo.
Militantes da TLS da Região
Convidamos os militantes da TLS da região para uma importante plenária dos militantes onde vamos discutir vários pontos de interesse da classe trabalhadora.
Pauta:
1-Balanço e atuação sindical, partidária e estudantil;
2-Plano de ação e eleição da nova coordenação da TLS na Região.
Dia 10/12/2011, às 14 horas na sede da TLS. Rua Príncipe Humberto, 491, centro de Sbcampo.
Militantes da TLS da Região
Resumo do que aprendemos no ano de 2011 em Filosofia.
Neste ano apredemos um pouco mais sobre a história da filosofia,a importância da educação, a metodologia da "Realidade Social",bem como,vimos a biografia de alguns pensadores (Antonio Gramsci ,Rosa Luxemburgo ,Sócrates e Renato Janine) .
Aprendi a filosofia moderna, ideologias e a reflexão filosófica.
Além disso, nesse ano assistimos filmes interessantissimos que fizeram com que refletissimos sobre diversos assuntos como:Olga (sobre o nazismo);o diário de motocicleta (que conta a história de dois amigos que seguem seus sonhos, e viajam o mundo em uma motocicleta);Terráqueos (um documentário que mostra a crueldade passada pelos animais até chegarem ás nossas casas); A Onda ( que mostra como nós somos facilmente maninipulados) ; Quanto vale ou é por quilo,(um filme que alternadamente exibe momentos comparando o antigo trabalho escravo e a exploração da miséria na atualidade).
Os assuntos e filmes tratados esse ano fizeram com que meu pensamento crítico evoluisse, ou melhor, se aflorasse, fez com que eu passase e prestar atenção e desse valor a coisas que antes eu não dava.Esse ano a matéria me acrescentou e muito.
Sou grata a você Prof° Aldo.
Escola Jacob Casseb,
Aluna Gislaine Soares, aluna do Ensino médio.
Professor Aldo Santos
A APROFFESP É RECEBIDA PELA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO
A Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo – APROFFESP – foi recebida pelo Secretário Adjunto - SEE, João Palma Filho, no dia 1º de dezembro, quinta-feira passada. Estavam presentes os diretores Aldo Santos, Chico Gretter, José de Jesus, Gilmar e Anízio Batista.
Continuando sua tradição de luta desde quando foi criada em 2009, a APROFFESP solicitou essa reunião para discutir assuntos de interesse dos professores de Filosofia e apresentar nossas reivindicações. Como sabemos, a volta da Filosofia e da Sociologia ao Ensino Médio não foi presente dos deuses nem beneplácito de nenhum governo.
Aliás, é bom lembrar que o ex-presidente e também sociólogo, Fernando Henrique Cardoso, em 1996, vetou a Lei do Dep. Padre Roque (PT/PR), aprovada por unanimidade na Câmara dos Deputados, que colocava como disciplinas a Filosofia e a Sociologia, alterando o mal interpretado Art. 36 da LDB/1996. Somente em 2008, o PLC 04/08, depois de mais doze anos (!) de luta, foi aprovado no Senado e sancionado pelo então vice-presidente, José Alencar, tornando obrigatórias as citadas disciplinas no Ensino Médio em todas as escolas do Brasil, públicas e particulares.
Os assuntos e reivindicações apresentadas foram, em sínteses, os seguintes:
• A garantia de que no ano de 2012 nossas disciplinas tenham, em todas as séries, pelo menos duas aulas, embora tenhamos solicitado três aulas, o que refletiria um currículo verdadeiramente equilibrado. O Secretário Adjunto garantiu que nenhuma disciplina terá menos de duas aulas a partir do ano que vem e que haverá uma discussão curricular com a rede, envolvendo todos os componentes, que será encaminhada pela Coordenadoria da Gestão da Educação Básica;
• Solicitamos a rediscussão dos atuais “Cadernos de...”, enviados pelo governo que, no caso da Filosofia, deixam muito a desejar quanto ao conteúdo, à metodologia, sem contar na logística de distribuição que é péssima e ineficiente. João Palma ratificou que haverá esta discussão e que a APROFFESP será chamada para o debate, assim como todas as outras entidades que representam os professores;
• Conseguimos a dispensa de ponto para pelo menos três reuniões anuais para os professores de Filosofia, sendo dois deles regionais e um Encontro Estadual a ser marcado para 2012;
• Discutimos o preocupante Parecer 373/11, 26-11-2001, do Conselho Estadual de Educação, sobre a grade curricular do Colégio Rio Branco, no que se refere às aulas de Filosofia e Sociologia, deliberando a favor de um verdadeiro absurdo e que contraria a LDB, pois continua tratando nossas disciplinas como meros “conhecimento de...”, retomando o Art. 36, que já foi alterado pelo PLC/08, conforme acima citado. Aliás, o Colégio Rio Branco chega a criar um neologismo, dizendo que uma tal “Sociofilosofia é componente curricular oferecido no 3º ano do Ensino Médio...”. O Sr. João Palma considerou isto uma ignorância legal epistemológica e nos orientou a procurar o Ministério Público para fazer valer a LDB;
• Seguindo a mesma linha, apresentamos o relatório de Catanduva, que exemplifica uma forte tendência incrustada na burocracia das redes públicas e particular de ensino, que continuam achando que os conteúdos das disciplinas Filosofia e Sociologia podem ser tratados por História, Geografia, Português, etc. E com o velho argumento de FHC, de que “não há professores suficientes” dessas disciplinas. Todos sabemos que a falta de professores de vários componentes curriculares é generalizada na rede pública e que não é retirando a disciplina que se resolve o problema. É o mesmo que acabar com a maternidade de um hospital alegando o fato, mesmo que fosse real, de que não há médicos pediatras! Ou de que a pediatria possa ser substituída pela urologia e por aí vai. Chega de "enrolação" e do famigerado “jeitinho brasileiro”!
• O Secretário Adjunto nos afirmou que, para sanar deficiências da oferta de professores em algumas áreas, haverá cursos de especialização feitos nas Escolas de Formação da Secretaria da Educação. Enquanto isso, o próprio mercado irá respondendo à falta de professores de Filosofia, abrindo novos cursos ou ampliando vagas nas faculdades onde já existem. Há que se dar um tempo normal para sanarmos a defasagem histórica de nossa disciplina, que foi alijada pela burocracia educacional tecnicista da ditadura militar através da Lei 5.692/71.
• Solicitamos ainda que seja estudada a inclusão da disciplina no Ensino Fundamental II, o que já é feito por inúmeras escolas particulares. O Secretário Adjunto ponderou sobre a possibilidade de incluir a Filosofia como disciplina optativa nesse nível de ensino.
Queremos deixar claro que não estamos defendendo a presença da Filosofia ou da Sociologia de forma meramente corporativa, mas porque temos plena convicção de que esses componentes são fundamentais na educação de nossos jovens, seja na aquisição de competências básicas, como, por ex., a leitura e compreensão de textos de forma significativa, como na formação da pessoa e do cidadão “crítico, consciente e criativo”, como repete por aí um “pedagogês”, que poucos entendem e quase ninguém leva a sério. Se tal contribuição da Filosofia já se tornou até senso comum, sendo aceita por todos os segmentos da sociedade, por que alguns ainda continuam a protelar e a contestar sua efetiva presença no currículo das escolas?
Sem falar nos que a acusam de ser uma “disciplina ideológica”, como se as “ideologias” restringissem a sua atuação à Filosofia ou à Sociologia. Quer discurso mais ideológico do que este? Sugerimos que leiam o clássico livro da filósofa Marilena Chauí, “O que é ideologia?” (1981). A reflexão filosófica, desde Sócrates, procura justamente desmascarar as meias verdades e apontar as “lacunas” da ideologia e é por isso que os grupos sociais dominantes têm medo da Filosofia e procuram de todas as maneiras afastá-la de nossos jovens, principalmente os das camadas populares que, em sua maioria, estudam na escola pública. Afinal, dizem eles, “filosofia é inútil e não enche a barriga de ninguém”, revelando assim seu viés elitista e excludente de educação, o que é altamente ideológico.
Aos que reclamam que haverá menos aulas de Português ou Matemática, lembramos que tais aulas nos foram subtraídas num passado recente, alegando que o seu aumento para esses componentes curriculares iria melhorar a qualidade do ensino, que os alunos iriam aprender melhor os fundamentos da matemática, iriam aprender melhor a escrever, a ler, interpretar textos, etc. Ora, com os alunos tendo aulas diárias dessas disciplinas desde a pré-escola, passando pelo Fundamental I e II e nas três séries do Ensino Médio, parece que não estamos conseguindo atingir esses objetivos básicos da educação formal. O que está errado? Então vamos colocar aulas de português e matemática também aos sábados e domingos? Aumentar os dias letivos? Quem pensa assim está partindo de uma premissa completamente equivocada de que os alunos só aprendem a falar, escrever bem e racionar com lógica, nas aulas de Língua Portuguesa e de Matemática. Sabemos que não é assim e que o problema do aprendizado não se limita a um ou dois componentes curriculares.
Defendemos a idéia de um currículo equilibrado, o que supõe o mínimo de duas aulas para nossas disciplinas. Seria melhor três! Certamente a maioria consciente dos professores entende e aceita esse princípio. Quem não quer entender são os donos das grandes redes de escolas do ensino privado em cuja lógica do lucro e do mercado baseiam seus argumentos e práticas, nem sempre preocupados com a verdadeira qualidade de ensino que todos usam em suas lindas e coloridas propagandas.
O Secretário Adjunto, João Palma, ainda se comprometeu a estudar a possibilidade de a CENP publicar a “Coletânea de Textos Filosóficos” elaborada por professores sob organização da Secretaria de Educação do Estado do Paraná. Tal solicitação já havia sido feita à ex-coordenadora da CENP, Professora Valéria de Souza, com a qual estivemos reunidos em 2010. Pediu também à Professora Teônia, membro da Equipe Técnica de Filosofia, presente à reunião, que verifique a possibilidade de republicação da “Proposta Curricular para o Ensino de Filosofia – Ensino Médio”, de 1992. Esta Proposta foi fruto de intensas discussões/reuniões/encontros realizados no final dos anos 80 e início dos 90, sintetizando riquíssima contribuição dos professores da rede pública e das universidades, como PUC/SP, USP, UNESP, UNICAMP...
Tendo em vista o acima exposto, comunicamos a todos os professores de Filosofia as nossas atividades e conquistas, conclamando todos que participem de nossa luta para que a Filosofia seja respeitada e venha a ocupar efetivamente o seu espaço de direito no currículo da Educação Básica. Estamos conscientes de que ela não é a salvadora da educação nem a detentora exclusiva da formação crítica, mas também sabemos de que sem ela a educação perde um componente cuja contribuição específica na formação do aluno, pessoa, profissional e cidadão, é muito importante e por que não dizer essencial.
São Paulo, 05 de dezembro de 2011.
DIRETORIA DA APROFFESP
(Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo)
05/12/2011
Executiva e Diretoria de Base da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo.
Executiva e Diretoria de Base da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo.
Presidente. Aldo Santos;
Vice-presidente. Chico Gretter;
Secretário. José de Jesus;
Diretor de comunicação e propaganda: Cícero Rodrigues da Silva;
Tesoureiro: Anizio Batista de Oliveira;
Diretor de políticas pedagógicas: Antonio Celso de Oliveira;
Diretor de relações institucionais: Rita Leite Diniz.
Alan Aparecido Gonçalves, Professor em SBC;
Chirlei Bernardo do Nascimento, Professora em Guarulhos;
Gilmar Soares de Oliveira, Professor em Santo André;
Celso Augusto Torrano, Professor em Osasco;
Marcelo Henrrique P. Naves, na Z. Norte;
Jairo de Sousa Melore, Professor em Mongaguá;
Edson Genaro Maciel, Licenciado em Filosofia, Araçatuba;
Fernando Borges Correia Filho, professor em Taubaté;
Carlos Rocha, Licenciado em Filosofia Hortolândia-Campinas;
Alexandre dos Santos Yamazaki, professor na Lapa-capital;
Sady Carlos de Souza, Professor em Rio Pequeno;
Anderson Grange, Professor em Jundiaí;
Marco Aurélio P. Maida, professor em Suzano.
02/12/2011
Reunião da Diretoria da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo com o Secretário Adjunto da Educação, João Palma.
Ata nº 01- Reunião da Diretoria da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo com o Secretário Adjunto da Educação, João Palma.
Ao primeiro dia (01) de dezembro 2011, a APORFFESP (Associação dos Professores e Filósofos do Estado de São Paulo) reuniu-se com a Secretaria do Estado de Educação de São Paulo, sendo representada pela sua Diretoria (Aldo Santos, Chico Gretter, José de Jesus, Anísio Batista e Gilmar) para discutir os seguintes pontos de pauta:
1- Ampliação de vagas e aberturas de novas turmas nos cursos de graduação de filosofia nas Universidades Públicas do Estado de São Paulo;
2- Fixação de três aulas de filosofia e sociologia no Ensino Médio a partir de 2012;
3- Dispensa de ponto para os filiados se reunirem em 2012, uma no primeiro semestre e outra no segundo, bem como a dispensa de ponto para a realização de um Encontro Estadual no final do segundo semestre para que possamos discutir a proposta curricular e novas possibilidades curriculares;
4- Rediscussão do currículo de filosofia no Ensino Médio, uma vez que os cadernos atuais não respondem as necessidades pedagógicas;
5- Cumprimento da Lei Federal que estabelece a obrigatoriedade do ensino de filosofia e sociologia no Ensino médio;
6- Implementação da filosofia no Ensino fundamental a partir de 2012;
7- Convocação dos demais professores que foram aprovados no último concurso, bem como a abertura de novo concurso público para a disciplina de filosofia.
Em relação ao ponto primeiro ponto, a resposta foi a seguinte: não temos poder sobre as Universidades Publicas, são autônomas. O que Secretaria fará a partir de 2012 é instituir através da Escola de Formação cursos de especialização em filosofia de no mínimo 400 horas para Pedagogos, com o objetivo de suprir as necessidades na rede. No ponto 02, assumiu o compromisso de que nenhuma disciplina terá menos de duas aulas. Além disso, seria a grade de escolha dos estudantes nos 3º anos do Ensino Médio que, segundo ele, vem sofrendo resistências. No item três, sobre abono de ponto para nossas reuniões e a realização do nosso Encontro Estadual, o secretário deferiu nosso pedido, mas pediu que encaminhássemos um ofício com as datas que eles publicarão favoravelmente. No item currículo, destacou que haverá uma revisão em 2012, e que já foi constituído um grupo de trabalho para rever os cadernos de filosofia e sociologia, sugerindo a nossa participação. Em relação ao item sobre a obrigatoriedade do ensino da filosofia e sociologia no ensino médio, ponderamos sobre os vários relatórios, como o de Catanduva, bem como o parecer do Conselho Estadual de Educação. Ele disse que em última instância cabe recurso ao Ministério Público para que se assegure o cumprimento da Lei Federal. Quanto à inclusão da filosofia no Ensino Fundamental, salientou que não há obrigatoriedade, mas poderá sugerir as escolas que ofereçam a disciplina, caso haja interesse e demanda. O último ponto, afirmou que irá chamar todos aprovados no último concurso, e que na ausência destes, um novo concurso será realizado.
Sem mais para o momento.
Atenciosamente,
José de Jesus Costa.
Secretário da APROFFESP
Repelentes para matar pombos e pássaros devem ser repelidos.
Repelentes para matar pombos e pássaros devem ser repelidos.
Olá Colegas da Educação.
Vamos iniciar uma campanha contra essa realidade de matança das nossas aves. Segundo informes, tem escolas utilizando esses repelentes para eliminar pombos nas escolas, matando com isso outros pássaros.
Denúncias verbais nos informam inclusive que isso ocorreu recentemente na escola estadual João Ramalho, centro de São Bernardo do Campo.
Vamos pedir esclarecimentos junto à direção dessa unidade escolar, bem como junto a Diretoria de Ensino.
Devemos também convidar as entidades protetoras de animais para que possamos juntos repudiar essas práticas.
Vamos ficar atentos.
Faça sua denúncia em nosso sindicato.
Saudação Solidária,
Aldo Santos
IBAMA e PRF apreendem 285 pássaros em frigorífico de Rondônia.
Publicada em 2010-02-09 –
Autor: IBAMA/RO
Na fiscalização, foram encontradas dezenas de pássaros mortos já recolhidos em uma caixa de papelão
PORTO VELHO - Agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de Pimenta Bueno/RO, e a Policia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam 285 pássaros no Frigorifico Bertin S/A, no município. Denúncias anônimas apontaram que diversos pássaros estariam sendo mortos nas dependências do estabelecimento.
Na fiscalização, foram encontradas dezenas de pássaros mortos já recolhidos em uma caixa de papelão e aves vivas espalhadas por todo o pátio interno e depósito de lenha, coladas pelo visgo que fora aplicado. Havia ainda aves coladas no telhado de zinco, muitas mortas pelo calor e outras em agonia.
Ao todo foram apreendidos três tambores de repelente para pombos e 285 andorinhas, estando destas 184 mortas e 101 ainda vivas, agonizantes. Algumas destas aves mortas se encontravam com anilhas, o que indica o monitoramento da sua rota migratória. A empresa foi autuada. (AL)
Olá Colegas da Educação.
Vamos iniciar uma campanha contra essa realidade de matança das nossas aves. Segundo informes, tem escolas utilizando esses repelentes para eliminar pombos nas escolas, matando com isso outros pássaros.
Denúncias verbais nos informam inclusive que isso ocorreu recentemente na escola estadual João Ramalho, centro de São Bernardo do Campo.
Vamos pedir esclarecimentos junto à direção dessa unidade escolar, bem como junto a Diretoria de Ensino.
Devemos também convidar as entidades protetoras de animais para que possamos juntos repudiar essas práticas.
Vamos ficar atentos.
Faça sua denúncia em nosso sindicato.
Saudação Solidária,
Aldo Santos
IBAMA e PRF apreendem 285 pássaros em frigorífico de Rondônia.
Publicada em 2010-02-09 –
Autor: IBAMA/RO
Na fiscalização, foram encontradas dezenas de pássaros mortos já recolhidos em uma caixa de papelão
PORTO VELHO - Agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), de Pimenta Bueno/RO, e a Policia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam 285 pássaros no Frigorifico Bertin S/A, no município. Denúncias anônimas apontaram que diversos pássaros estariam sendo mortos nas dependências do estabelecimento.
Na fiscalização, foram encontradas dezenas de pássaros mortos já recolhidos em uma caixa de papelão e aves vivas espalhadas por todo o pátio interno e depósito de lenha, coladas pelo visgo que fora aplicado. Havia ainda aves coladas no telhado de zinco, muitas mortas pelo calor e outras em agonia.
Ao todo foram apreendidos três tambores de repelente para pombos e 285 andorinhas, estando destas 184 mortas e 101 ainda vivas, agonizantes. Algumas destas aves mortas se encontravam com anilhas, o que indica o monitoramento da sua rota migratória. A empresa foi autuada. (AL)
Secretário Adjunto da Secretaria da Educação, Sr. João Palma...
ALDO E COMPANHEIROS:
Estou fazendo a análise político-pedagógica da reunião que tivemos com o Secretário Adjunto da Secretaria da Educação, Sr. João Palma, e amanhã enviarei o relatório.
Já de antemão podemos dizer a todos os nossos colegas professores de Filosofia que a teimosia de nossa luta está garantindo, de fato, a ampliação do espaço de nossa disciplina no Ensino Médio, abrindo cargos para novos professores, o que certamente irá colaborar para uma educação de melhor qualidade. Como dizia o poeta: "Os cãos ladram e a carruagem passa"!
Abraço do "filósofo da Lapa",
CHICO GRETTER
Estou fazendo a análise político-pedagógica da reunião que tivemos com o Secretário Adjunto da Secretaria da Educação, Sr. João Palma, e amanhã enviarei o relatório.
Já de antemão podemos dizer a todos os nossos colegas professores de Filosofia que a teimosia de nossa luta está garantindo, de fato, a ampliação do espaço de nossa disciplina no Ensino Médio, abrindo cargos para novos professores, o que certamente irá colaborar para uma educação de melhor qualidade. Como dizia o poeta: "Os cãos ladram e a carruagem passa"!
Abraço do "filósofo da Lapa",
CHICO GRETTER
30/11/2011
COMUNICADO SOBRE A REUNIÃO NA SEE COM A DIRETORIA DA APROFFESP
Prezado Sr. Aldo, Boa noite!
NECESSITAMOS ALTERAR LOCAL DE REALIZAÇÃO DA REUNIÃO SUPRA, PARA O SALÃO NOBRE, Nº 203 - DO GABINETE DA SEE, NO MESMO 2º ANDAR E MESMO HORÁRIO – 14H30, CONFORME FALAMOS POR TELEFONE.
PEÇO QUE NOS DESCULPE PELO ADIANTADO DA HORA, MAS A CORRERIA E O AGENDAMENTO DE ÚLTIMA HORA DE REUNIÃO NO SALÃO ONDE SE REALIZARIA A REUNIÃO, OCASIONOU O ATRASO.
COM OS NOSSOS AGRADECIMENTOS,
CORDIALMENTE,
delfina
NECESSITAMOS ALTERAR LOCAL DE REALIZAÇÃO DA REUNIÃO SUPRA, PARA O SALÃO NOBRE, Nº 203 - DO GABINETE DA SEE, NO MESMO 2º ANDAR E MESMO HORÁRIO – 14H30, CONFORME FALAMOS POR TELEFONE.
PEÇO QUE NOS DESCULPE PELO ADIANTADO DA HORA, MAS A CORRERIA E O AGENDAMENTO DE ÚLTIMA HORA DE REUNIÃO NO SALÃO ONDE SE REALIZARIA A REUNIÃO, OCASIONOU O ATRASO.
COM OS NOSSOS AGRADECIMENTOS,
CORDIALMENTE,
delfina
29/11/2011
Resultado oficial da votação para a direção da APROFFESP, biênio 2012/2013
ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO ESTADO DE SÃO PAULO.
Resultado oficial da votação para a direção da APROFFESP, biênio 2012/2013
1-Aldo Santos, Professor da rede pública Estadual em SBC-146
2-Chico Gretter, FILÓSOFO DA Lapa-118
3-José de Jesus, Professor da rede Publica Estadual em Osasco-94
4-Anizio Batista de Oliveira, Região Central da Capital-87
5-Rita Leite Diniz, professora em Salto-82
6-Antonio Celso de Oliveira, Professor Universitário- Guarulhos-63
7-Cícero Rodrigues da Silva, Professor na Zona Sul-63
8-Alan Aparecido Gonçalves, Professor em SBC-56
9-Chirlei Bernardo do Nascimento, Professora em Guarulhos-50
10-Gilmar Soares de Oliveira, Professor em Sto André-48
11-Celso Augusto Torrano, Professor em Osasco-46
12-Marcelo Henrrique P. Naves, na Z. Norte-35
13-Jairo de Sousa Melore, Professor em Mongaguá-33
14-Edson Genaro Maciel, Licenciado em Filosofia, Araçatuba-32
15-Fernando Borges Correia Filho, professor em Taubaté-28
16-Carlos Rocha, Licenciado em Filosofia Hortolândia-Capinas-28
17-Alexandre dos Santos Yamazaki, professor na Lapa-capital-18
18-Sady Carlos de Souza, Professor em Rio Pequeno-11
19-Anderson Grange, Professor em Jundiaí-09
20-Marco Aurélio P. Maida, professor em Suzano-03
Resultado publicado definitivamente em 26/11/2011.
Total de votos válidos196
Branco. 02
Nulos. 04
Total de votantes 202 votos.
Comissão Eleitoral.
Deliberações do III Encontro municipal do Psol de São Bernardo do Campo
Deliberações do III Encontro municipal do Psol de São Bernardo do Campo, realizado no dia 27 de novembro de 2011.
O III Encontro Municipal do psol de São Bernardo do Campo foi realizado no dia 27 de novembro de 2011, das 8 as 12:30, na Avenida Francisco Prestes Maia, nº 233, Centro, SBC.Cerca de 70 delegados (as) compareceram ao III Encontro Municipal para debater os rumos do partido no próximo Biênio 2012/2013.
Conjuntura
Estamos num momento de profunda crise econômica na Europa, no coração do Capitalismo, através do Movimento Occupy Wall Street e no Oriente médio, além de um belíssimo processo revolucionário que desafia a ordem e o poder no Egito, assim como em outros países do norte da áfrica.
Na América latina, o socialismo do século XXI na figura de Hugo Chávez apresenta algumas debilidades, assim como o modelo Cubano dos irmãos Castros buscam alternativas de viabilidade econômicas em desacordo com o socialismo cientifico, enquanto que no Brasil de Luiz Inácio Lula da Silva e companhia, a sociedade está fragilizada do ponto de vista moral e ético com os incessantes escândalos na cúpula palaciana. Semanalmente a imprensa divulga escândalos e mais escândalos, envolvendo o primeiro escalão do Governo da Presidenta Dilma, algo que se assemelha a uma “grande quadrilha” que dilapidam o poder público, ao mesmo tempo em que induz a cultura do país a naturalidade da corrupção e a impunidade como regra social.
Enquanto isso, a educação está a margem dos investimentos efetivos, a saúde está na UTI, o SUS, em estado falimentar, o agronegócio avança,os juros freios o desenvolvimento e apesar da propaganda, a metade da população segundo as pesquisas ganham o insuficiente para viver com dignidade.
Tudo isso acompanhado de verdadeira pirotecnia, como vem ocorrendo no Rio de janeiro.
Felizmente, e a resistência do povo está organizada em várias partes do como podemos observar no Chile, no Rio de janeiro, nas greves dos professores e tantas outras que vem ocorrendo.
No Estado de São Paulo, o governo tucano está mergulhado num posso de lama, com as emendas parlamentares e , em inúmeras prefeituras a corrupção anda solta com prisões de prefeitos, primeira damas, vereadores e laranjas de toda ordem.O governo Tucano de Geraldo Alquimim prejudica os educadores com a divisão das férias, manipula valores dos salários e impede apurações de corrupções claras a exemplo das últimas denúncias em sua gestão, assim como na gestão do prefeito Kassab na Capital_SP.
De outro lado, a esquerda continua fragmentada nas lutas sindicais e partidárias, comprometendo dessa forma uma ação mais contundente no cenário político nacional.
O Psol vem se credenciando como um partido de esquerda, ético, sério e comprometido com as lutas e as causas organizadas do nosso povo. No Rio de janeiro, o nosso candidato a prefeito Marcelo Freixo está ameaçado de morte pelas milícias organizadas, da mesma forma que inúmeros companheiros são vitimas da criminalização dos movimentos sociais, como é o caso do companheiro Aldo Santos, que por ter sido solidário com crianças, mulheres e idosos no acampamento Santo Dias, está sendo condenado publicamente pela contraditória lei da ficha limpa.
No ABCDMRR o Psol deve dar um passo a frente lançando chapas completas, com candidatos a prefeito e vereadores, lançando o maior número possível para que possamos eleger vereadores nas câmaras municipais, combater o abuso econômico, como vem ocorrendo na reforma da câmara municipal de SBCampo, gastando 28 milhões do erário publico para construindo o Castelo dos nobres Edís, enquanto a população se encontra abandonada a sua própria sorte nas periferias da cidade.
Em São Bernardo do Campo a direita está desorientada e sem um projeto nítido para disputar com o PT,até porque o mesmo ocupou esse lugar social e político na Cidade e no Brasil.
A Campanha de Luiz Marinho nas eleições passada foi uma das mais ricas do país e certamente não será diferente nesse pleito eleitoral. ÚNICA FORMA DE VENCER ESSA REALIDADE É COM A VERDADE, COM DIÁLOGO, TRANSPARÊNCIA E MUITA ORGANIZAÇÃO NOS BAIRROS ATRAVÉS DOS NÚCLEOS E DA NOSSA INSERÇÃO NOS MOVIMENTOS SOCIAIS.
NESSE SENTIDO, O PARTIDO DEVE AMPLIAR AINDA MAIS SUA OPOSIÇÃO A ATUAL ADMINISTRAÇÃO, ABRIR O DIÁLOGO COM OS PARTIDO QUE COMPUSERAM A FRENTE DE ESQUERDA EM 2008 EM BASES PROGRAMATICAS E ESTABELECER UMA ALIANÇA COM OS SETORES SOCIAIS COMPROMETIDOS COM A MUDANÇA POLÍTICA E COM A CONSTRUÇÃO DE UMA ALTERNATICA DE PODER NA CIDADE.
COMO NA ESCOLA DO FILME A PRECIOSA, “CADA UM ENSINA UM”, DEVEMOS BOTAR O BLOCO NA RUA URGENTEMENTE, ORGANIZANDO NÚCLEOS, AMPLIANDO NOSSA BASE DE DIÁLOGO, AVANÇAR NAS FILIAÇÕES NA CIDADE, E ATÉ O FINAL DO ANO POTENCIALIZAR 50 LIDERANÇAS NA CIDADE PARA O ENFRENTAMENTO NECESSÁRIO EM 2012.
REALIZAR UM SEMINARIO COM OS PRÉ-CANDIDATOS, PARA QUE POSSAMOS POLITIZAR O PROCESSO ELEITORAL URGENTEMENTE. REALIZAÇÃO DO ENCONTRO REGIONAL PARA ESTABELECER O PLENO FUNCIONAMENTO DAS CAMPANHAS COM CONTEÚDO REGIONAL. ELABORAR REQUERIMENTO DE INFORMAÇÃO SOBRE O CUSTO DE ALGUMAS OBRAS NO MUNICÍPIO, BEM COMO, RETOMARMOS O MOVIMENTO DE HABITAÇÃO NA CIDADE URGENTEMENTE. DEVEMOS TAMBÉM DESENVOLVER O PLENO FUNCIONAMENTO DA SEDE DO PARTIDO COM A TIVIDADES FINANCEIRAS E EDUCATIVAS, BEM COMO FAZERMOS PANFLETAGENS E POTENCIALIZAR AS FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO HOJE DISPONÍVEIS.
EM RELAÇÃO AO PLANO DE LUTA, O PARTIDO DEVE REALIZAR UMA CONFERÊNCIA MUNICIPAL ELEITORAL PARA FAZER UM RX DA CIDADE, APROVAR UM PROGRAMA DE AÇÃO E PLANO DE GOVERNO PARA DIALOGAR COM A POPULAÇÃO DO MUNICÍPIO. NESSE PROGRAMA DEVEMOS DEBATER A MORADIA, O TRANSPORTE, A SAÚDE, A EDUCAÇÃO, A COLETA SELETIVA, A REFORMA POLÍTICA,O FINANCIAMENTO PÚBLICO DE CAMPANHA, A POLTICA DE ALIANÇAS, BEM COMO CONTINUAR DENUNIANDO O AUMENTO SALARIAL DOS VEREADORES E UMA ELABORARMOS UMA REPRESENTAÇÃO CONTRA A MESA DIRETORA DA CÂMARA, OCASIÃO DA REFORMA NO PRÉDIO MUNICIPAL.DEVEMOS AINDA DEBATER A PARTICIPAÇÃO DAS MULHERES NA POLÍTICA, O PAPEL DA JUVENTUDE EM LUTA NO MUNDO INTEIRO E O REPÚDIO AO AVANÇO DA HOMOFOBIA NA SOCIEDADE. DEVEMOS AINDA DESENVOLVER UMA CAMPANHA DE FILIAÇÃO ORIENTADA E DIRIGIDA PELOS ATUAIS PRÉ-CANDIDATOS, ALÉM DE BUSCARR A AUTONOMIA DO DIRETÓRIO MUNICIPAL, RECOMHECENDO SOMENTE AS FILIAÇÕES EFETUADAS JUNTO AO PARTIDO NA CIDADE.
EM RELAÇÃO AO DIRETÓRIO, FOI APROVADA POR UNANIMIDADE UMA NOVA DIREÇÃO PARA O PARTIDO PARA O BIENIO 2012/2013, SENDO A PROFESSORA LOURDES APROVADA POR UNANIMIDADE PARA SER A PRESIDENTE DO PARTIDO NA CIDADE. O NOSSO DIRETÓRIO DEVE SER COMPOSTO DE 19 MILITANTES DIRIGENTES E TRÊS SUPLENTES, COM UMA EXECUTIVA DE SETE MEMBROS.
PRESIDENTA DO PSOL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO:MARIA DE LOURDES, PROFESSORA DA REDE PÙBLICA ESTADUAL, ADVOGADA, MILITANTE SINDICAL E DIRIGENTE PARTIDARIA .
ADVLOURDES@POP.COM.BR
...Em relação à queda de muro da EE Senador Robert Kennedy...
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
Praça da República, 53 – sala 29 - CEP: 01045-903
Fone: 3218-2129 – Tel/FAX: 3218-8870
E-mail: ouvidoria@edunet.sp.gov.br
OUVIDORIA
Protocolo Ouvidoria: 31261
À APEOESP
São Bernardo do Campo,
Em resposta ao protocolado supramencionado, informamos que a demanda foi encaminhada ao setor competente, qual seja, Diretoria de Ensino São Bernardo do Campo, para averiguação e manifestação, restando a seguinte informação:
Tendo em vista a solicitação do Sr. Aldo dos Santos, coordenador da Subsede SBC da APEOESP, em relação à queda de muro da EE Senador Robert Kennedy, informamos que as providências estão sendo tomadas pela FDE (em fase de pré-contratação).
Antonio Carlos Scarano
Assistente de Planejamento
Suzana A. Dechechi de Oliveira
Dirigente Regional de Ensino
Assim, entendemos ter respondido ao questionamento suscitado e informamos que eventuais dúvidas poderão ser dirimidas junto à Diretoria de Ensino São Bernardo do Campo, órgão competente pelo tema em epígrafe.
São Paulo, 23 de novembro de 2011.
Salmon Elias Campos da Silva
Ouvidor
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
Praça da República, 53 – sala 29 - CEP: 01045-903
Fone: 3218-2129 – Tel/FAX: 3218-8870
E-mail: ouvidoria@edunet.sp.gov.br
OUVIDORIA
Protocolo Ouvidoria: 31261
À APEOESP
São Bernardo do Campo,
Em resposta ao protocolado supramencionado, informamos que a demanda foi encaminhada ao setor competente, qual seja, Diretoria de Ensino São Bernardo do Campo, para averiguação e manifestação, restando a seguinte informação:
Tendo em vista a solicitação do Sr. Aldo dos Santos, coordenador da Subsede SBC da APEOESP, em relação à queda de muro da EE Senador Robert Kennedy, informamos que as providências estão sendo tomadas pela FDE (em fase de pré-contratação).
Antonio Carlos Scarano
Assistente de Planejamento
Suzana A. Dechechi de Oliveira
Dirigente Regional de Ensino
Assim, entendemos ter respondido ao questionamento suscitado e informamos que eventuais dúvidas poderão ser dirimidas junto à Diretoria de Ensino São Bernardo do Campo, órgão competente pelo tema em epígrafe.
São Paulo, 23 de novembro de 2011.
Salmon Elias Campos da Silva
Ouvidor
28/11/2011
URGENTE: PROPOSTA DE REUNIÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E SOCIOLOGIA.
Olá Professores de filosofia e Sociologia.
Precisamos nos reunir urgentemente para debatermos o parecer em anexo que além de flexibilizar, descumpre a lei federal 11.684/2008 que assegura a obrigatoriedade do ensino da Filosofia e Sociologia nos três anos do ensino médio.
Estamos propondo uma reunião no dia 01/12/2011 às 16 horas em frente à Secretaria Estadual de Educação.
Sem mais,
Atenciosamente,
Aldo Santos, Chico Gretter, José de Jesus, Anizio Batista, Gilmar, Diógenes, Nayara, Cícero...
Proc. CEE 239/2011 _ Colégio Rio Branco
Parecer 373/11 _ da Câmara de Educação Básica, relatado pelos Conselheiros Arthur Fonseca Filho e Maria Lucia Franco Montoro Jens
Deliberação: na íntegra.
PROCESSO CEE 239/2011
INTERESSADO Colégio Rio Branco
ASSUNTO Organização Curricular do Ensino Médio - 2011
RELATORES Consºs Arthur Fonseca Filho e Maria Lucia Franco Montoro Jens
PARECER CEE 373/2011 - CEB - Aprovado em 26/10/2011
CONSELHO PLENO
1. RELATÓRIO
1.1 HISTÓRICO
O Colégio Rio Branco encaminha expediente a este Conselho, com a finalidade de esclarecer questões relativas ao tratamento dado pela suas duas escolas, uma na cidade de São Paulo e outra em Carapicuíba, aos componentes curriculares Filosofia e Sociologia;
A Escola interessada informa:
“A organização curricular do Ensino Médio do Colégio Rio Branco, contempla, no 1º ano, carga horária específica para o componente curricular Filosofia, igual a duas aulas semanais, sendo o componente curricular Sociologia, ministrado interdisciplinarmente com o conteúdo do componente curricular Geografia; no 2º ano a carga horária de duas aulas é específica para Sociologia e o componente curricular Filosofia é ministrado juntamente com o conteúdo programático de História.
No 3º ano, além de os dois componentes terem, em História e Geografia, o conteúdo permeado e integralizado com Filosofia e Sociologia, respectivamente, na Base Nacional Comum, na
Parte Diversificada, é ofertada, com presença e avaliações obrigatórias, a disciplina Sociofilosofia, que tem como propósito fazer uma apresentação geral dos dois componentes, tão importantes para a formação do cidadão, a nosso ver.
Sociofilosofia é componente curricular oferecido no 3º ano do Ensino Médio, com carga-horária semanal de duas aulas e tem por objetivos:
* relacionar as especificidades do pensamento sociológico e filosófico;
* discutir os conceitos de etnocentrismo, diferença, dominação, no diálogo entre os componentes de Sociologia, Filosofia, História e Geografia.”
No ano letivo de 2011, a matriz curricular proposta pela instituição foi objeto de questionamento no âmbito da COGSP
– Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo, das Diretorias de Ensino a que se vinculam as duas unidades do Colégio Rio Branco.
1.2 APRECIAÇÃO
1.2.1 o caso é de simples solução. O Colégio Rio Branco pretende dar o seguinte tratamento aos componentes curriculares Filosofia e Sociologia:
1º S
Filosofia
2 aulas semanais
2º S
Sociologia
2 aulas semanais
3º S
Sociofilosofia
2 aulas semanais
Além disso, o componente Sociologia será tratado interdisciplinarmente com o componente Geografia (1ª Série), e Filosofia será trabalhado com História (2ª Série).
Conforme o disposto na Deliberação CEE nº 77/2008 e Indicação CEE nº 77/2008 e ainda de acordo com o que foi exaustivamente explicitado no Parecer CEE nº 242/2009, o tratamento
proposto pelo Colégio Rio Branco aos componentes Filosofia e Sociologia é absolutamente regular e legal no Sistema de Ensino do Estado de São Paulo.
Para não sermos exaustivos reproduzimos aqui apenas um parágrafo do Parecer CEE nº 242/2009:
“Portanto, a escola pode integrar os conhecimentos de Filosofia e Sociologia, sem necessidade de definir carga horária específica para cada um deles, desde que assegure em sua proposta pedagógica os conteúdos mínimos e necessários previstos para que os alunos desenvolvam as competências e construam as habilidades esperadas para o ensino médio na área das Ciências Humanas... “
2. CONCLUSÃO
Responda-se ao Interessado, nos termos deste Parecer.
Encaminhe-se cópia da presente Parecer ao Colégio Rio Branco, à Diretoria de Ensino da Região Centro e à Diretoria de Ensino da Região de Carapicuíba.
São Paulo, 13 de outubro de 2011.
a) Consº Arthur Fonseca Filho Relator
a) Consª Maria Lucia Franco Montoro Jens
Relatora
3. DECISÃO DA CÂMARA
A Câmara de Educação Básica adota como seu Parecer, o Voto dos Relatores.
Presentes os Conselheiros: Ana Luisa Restani, Antonio Celso Pasquini, Arthur Fonseca Filho, Décio Lencioni Machado “Ad Hoc”, Maria Lucia Franco Montoro Jens, Suzana Guimarães Trípoli, Walter Vicioni Gonçalves.
Sala da Câmara de Educação Básica, em 19 de outubro de 2011.
a) Consª.Ana Luisa Restani
Presidente da CEB
DELIBERAÇÃO PLENÁRIA
O CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO aprova, por unanimidade, a decisão da Câmara de Educação Básica, nos termos do Voto dos Relatores.
Sala “Carlos Pasquale”, em 26 de outubro de 2011.
Consª. Nina Beatriz Stocco Ranieri Vice-Presidente no exercício da Presidência
Precisamos nos reunir urgentemente para debatermos o parecer em anexo que além de flexibilizar, descumpre a lei federal 11.684/2008 que assegura a obrigatoriedade do ensino da Filosofia e Sociologia nos três anos do ensino médio.
Estamos propondo uma reunião no dia 01/12/2011 às 16 horas em frente à Secretaria Estadual de Educação.
Sem mais,
Atenciosamente,
Aldo Santos, Chico Gretter, José de Jesus, Anizio Batista, Gilmar, Diógenes, Nayara, Cícero...
Proc. CEE 239/2011 _ Colégio Rio Branco
Parecer 373/11 _ da Câmara de Educação Básica, relatado pelos Conselheiros Arthur Fonseca Filho e Maria Lucia Franco Montoro Jens
Deliberação: na íntegra.
PROCESSO CEE 239/2011
INTERESSADO Colégio Rio Branco
ASSUNTO Organização Curricular do Ensino Médio - 2011
RELATORES Consºs Arthur Fonseca Filho e Maria Lucia Franco Montoro Jens
PARECER CEE 373/2011 - CEB - Aprovado em 26/10/2011
CONSELHO PLENO
1. RELATÓRIO
1.1 HISTÓRICO
O Colégio Rio Branco encaminha expediente a este Conselho, com a finalidade de esclarecer questões relativas ao tratamento dado pela suas duas escolas, uma na cidade de São Paulo e outra em Carapicuíba, aos componentes curriculares Filosofia e Sociologia;
A Escola interessada informa:
“A organização curricular do Ensino Médio do Colégio Rio Branco, contempla, no 1º ano, carga horária específica para o componente curricular Filosofia, igual a duas aulas semanais, sendo o componente curricular Sociologia, ministrado interdisciplinarmente com o conteúdo do componente curricular Geografia; no 2º ano a carga horária de duas aulas é específica para Sociologia e o componente curricular Filosofia é ministrado juntamente com o conteúdo programático de História.
No 3º ano, além de os dois componentes terem, em História e Geografia, o conteúdo permeado e integralizado com Filosofia e Sociologia, respectivamente, na Base Nacional Comum, na
Parte Diversificada, é ofertada, com presença e avaliações obrigatórias, a disciplina Sociofilosofia, que tem como propósito fazer uma apresentação geral dos dois componentes, tão importantes para a formação do cidadão, a nosso ver.
Sociofilosofia é componente curricular oferecido no 3º ano do Ensino Médio, com carga-horária semanal de duas aulas e tem por objetivos:
* relacionar as especificidades do pensamento sociológico e filosófico;
* discutir os conceitos de etnocentrismo, diferença, dominação, no diálogo entre os componentes de Sociologia, Filosofia, História e Geografia.”
No ano letivo de 2011, a matriz curricular proposta pela instituição foi objeto de questionamento no âmbito da COGSP
– Coordenadoria de Ensino da Região Metropolitana da Grande São Paulo, das Diretorias de Ensino a que se vinculam as duas unidades do Colégio Rio Branco.
1.2 APRECIAÇÃO
1.2.1 o caso é de simples solução. O Colégio Rio Branco pretende dar o seguinte tratamento aos componentes curriculares Filosofia e Sociologia:
1º S
Filosofia
2 aulas semanais
2º S
Sociologia
2 aulas semanais
3º S
Sociofilosofia
2 aulas semanais
Além disso, o componente Sociologia será tratado interdisciplinarmente com o componente Geografia (1ª Série), e Filosofia será trabalhado com História (2ª Série).
Conforme o disposto na Deliberação CEE nº 77/2008 e Indicação CEE nº 77/2008 e ainda de acordo com o que foi exaustivamente explicitado no Parecer CEE nº 242/2009, o tratamento
proposto pelo Colégio Rio Branco aos componentes Filosofia e Sociologia é absolutamente regular e legal no Sistema de Ensino do Estado de São Paulo.
Para não sermos exaustivos reproduzimos aqui apenas um parágrafo do Parecer CEE nº 242/2009:
“Portanto, a escola pode integrar os conhecimentos de Filosofia e Sociologia, sem necessidade de definir carga horária específica para cada um deles, desde que assegure em sua proposta pedagógica os conteúdos mínimos e necessários previstos para que os alunos desenvolvam as competências e construam as habilidades esperadas para o ensino médio na área das Ciências Humanas... “
2. CONCLUSÃO
Responda-se ao Interessado, nos termos deste Parecer.
Encaminhe-se cópia da presente Parecer ao Colégio Rio Branco, à Diretoria de Ensino da Região Centro e à Diretoria de Ensino da Região de Carapicuíba.
São Paulo, 13 de outubro de 2011.
a) Consº Arthur Fonseca Filho Relator
a) Consª Maria Lucia Franco Montoro Jens
Relatora
3. DECISÃO DA CÂMARA
A Câmara de Educação Básica adota como seu Parecer, o Voto dos Relatores.
Presentes os Conselheiros: Ana Luisa Restani, Antonio Celso Pasquini, Arthur Fonseca Filho, Décio Lencioni Machado “Ad Hoc”, Maria Lucia Franco Montoro Jens, Suzana Guimarães Trípoli, Walter Vicioni Gonçalves.
Sala da Câmara de Educação Básica, em 19 de outubro de 2011.
a) Consª.Ana Luisa Restani
Presidente da CEB
DELIBERAÇÃO PLENÁRIA
O CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO aprova, por unanimidade, a decisão da Câmara de Educação Básica, nos termos do Voto dos Relatores.
Sala “Carlos Pasquale”, em 26 de outubro de 2011.
Consª. Nina Beatriz Stocco Ranieri Vice-Presidente no exercício da Presidência
COMENTÁRIO SOBRE A ELEIÇÃO DA APROFFESP
Confiram a lista caros professores. Todos que estão na lista de votação são lutadores. Estou nela também. Vamos fazer da Aproffesp caros professores um instrumento de luta dos educadores de todas as disciplinas. Entrem em contato com o professor Aldo Santos (São Bernardo do Campo) presidente eleito democraticamente da Aproffesp...entrem em contato comigo também(Edson Genaro Maciel)..sou residente em Araçatuba sp; fui eleito para diretor de base da região de Araçatuba. Colaborem com idéias...sugestões..reivindicações. A luta continua pessoal. Sei que todos os emails que esta mensagem está sendo enviada são de professores. Isso mostra que queremos mudanças..uma vida mais digna..uma educação de qualidade...sermos valorizados. Então é hora de sairmos da caverna sem luz e lutarmos...reivindicarmos... porque a luta é a própria luz.
URGENTE;SINDICATO DOS PROFESSORES EXIGE A APLICAÇÃO DA LEI FEDERAL QUE REDUZ A CARGA HORÁRIA DOS PROFESSORES EM EM SALA DE AULA.
Jornadas de trabalho com 1/3 (um terço) da carga horária em atividades fora da sala de aula
O Sindicato protocolizou ofício no gabinete do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, solicitando a imediata aplicação do dispositivo legal da Lei Federal 11.738/08.
A Direção da Sede Central da APEOESP ingressou com ação para que o governo estadual cumpra a lei em vigor, e esperamos que os municípios também cumpram o que determina a legislação. Esperamos que a administração de Luiz Marinho, do Partido dos Trabalhadores, de o exemplo, aplicando imediatamente o disposto no art. 2º, parágrafo 4º, da Lei número 11.738/08 na rede municipal de educação.
Além desse requerimento, também protocolamos outro ofício solicitando uma audiência com a Secretaria Municipal de Educação para tratar desse e outros pontos de pauta de interesse dos professores municipais, mas até o momento não obtivemos resposta.
Ressalta-se, por fim, que a Sede Central da APEOESP impetrará ação ordinária visando o cumprimento da referida lei.
“Desde a sanção pelo governo federal da Lei 11738/08 (Piso Salarial Pro-fissional Nacional), a APEOESP vem lutando pela sua total aplicação no Estado de S. Paulo no que concerne ao artigo que determina no mínimo 1/3 da jornada de trabalho para atividades extraclasse. Atualmente, a rede de ensi-no de São Paulo destina apenas 17% da jornada a atividades fora da sala de aula.
Cabe lembrar que logo após a san¬ção do presidente Lula, cinco governos estaduais (MS, RS, SC, CE. PR), com apoio de outros governadores, ingres-saram com Ação Direta de Inconstitucio¬nalidade contra a lei 11738 e perderam. O Supremo Tribunal Federal confirmou que a lei é constitucional, deve ser aplicada e que os professores devem recorrer à justiça caso isto não ocorra.
Como até o presente momento, apesar da pressão da APEOESP, a Se-cretaria de Estado da Educação em São Paulo tem negligenciado esta decisão com informações vagas como “estamos realizando estudos”, “faremos a aplica¬ção em breve”, o Sindicato ingressou com ação judicial nesta segunda-feira, 21, exigindo a imediata aplicação do artigo que determina 1/3 da jornada para as atividades como preparação de aulas, elaboração e correção de provas e trabalhos, formação continuada no próprio local de trabalho, entre outras.
Em defesa deste direito, nossa luta deve continuar em todas as frentes: não vamos abrir mão de uma conquista assegurada pela intensa mobilização dos trabalhadores da Educação em todas as regiões do país. ”(Fax 78 da APEOESP Central)
EXCELENTÍSSIMO SENHOR LUIZ MARINHO, PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO/SP
“A APEOESP- SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, neste ato representada pela Coordenação, vem à presença de V. Exa., com fulcro no artigo 5.º, incisos XXXIII e XXXIV da Constituição Federal, bem como nas demais cominações legais aplicáveis à espécie, REQUERER a imediata aplicação do disposto no art. 2º, parágrafo 4º, da Lei número 11.738/08, para que nossos associados passem a exercer o direito de compor suas jornadas de trabalho com o desempenho de 1/3 (um terço) da carga horária em atividades fora da sala de aula.”(Cópia do inteiro teor do ofício nº 158/2011 assinado pelo coordenador da Subsede da APEOESP de –SBC)
A Subsede tem conquistado várias ações por solicitação de associados da rede municipal. Renovamos nosso compromisso e empenho na luta por uma educação pública de qualidade e informamos que o nosso departamento jurídico atende todas as segundas e quartas-feira em nossa Subsede, situada na Av. Francisco Prestes Maia, 233 – 1º andar, no centro de São Bernardo do Campo. Entre em contato conosco pelos telefones: (11) 4125-6558/4332-3913.
Saudações sindicais.
Coordenação da Subsede da APEOESP de São Bernardo do Campo.
O Sindicato protocolizou ofício no gabinete do prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, solicitando a imediata aplicação do dispositivo legal da Lei Federal 11.738/08.
A Direção da Sede Central da APEOESP ingressou com ação para que o governo estadual cumpra a lei em vigor, e esperamos que os municípios também cumpram o que determina a legislação. Esperamos que a administração de Luiz Marinho, do Partido dos Trabalhadores, de o exemplo, aplicando imediatamente o disposto no art. 2º, parágrafo 4º, da Lei número 11.738/08 na rede municipal de educação.
Além desse requerimento, também protocolamos outro ofício solicitando uma audiência com a Secretaria Municipal de Educação para tratar desse e outros pontos de pauta de interesse dos professores municipais, mas até o momento não obtivemos resposta.
Ressalta-se, por fim, que a Sede Central da APEOESP impetrará ação ordinária visando o cumprimento da referida lei.
Documento da Sede Central da APEOESP
“Desde a sanção pelo governo federal da Lei 11738/08 (Piso Salarial Pro-fissional Nacional), a APEOESP vem lutando pela sua total aplicação no Estado de S. Paulo no que concerne ao artigo que determina no mínimo 1/3 da jornada de trabalho para atividades extraclasse. Atualmente, a rede de ensi-no de São Paulo destina apenas 17% da jornada a atividades fora da sala de aula.
Cabe lembrar que logo após a san¬ção do presidente Lula, cinco governos estaduais (MS, RS, SC, CE. PR), com apoio de outros governadores, ingres-saram com Ação Direta de Inconstitucio¬nalidade contra a lei 11738 e perderam. O Supremo Tribunal Federal confirmou que a lei é constitucional, deve ser aplicada e que os professores devem recorrer à justiça caso isto não ocorra.
Como até o presente momento, apesar da pressão da APEOESP, a Se-cretaria de Estado da Educação em São Paulo tem negligenciado esta decisão com informações vagas como “estamos realizando estudos”, “faremos a aplica¬ção em breve”, o Sindicato ingressou com ação judicial nesta segunda-feira, 21, exigindo a imediata aplicação do artigo que determina 1/3 da jornada para as atividades como preparação de aulas, elaboração e correção de provas e trabalhos, formação continuada no próprio local de trabalho, entre outras.
Em defesa deste direito, nossa luta deve continuar em todas as frentes: não vamos abrir mão de uma conquista assegurada pela intensa mobilização dos trabalhadores da Educação em todas as regiões do país. ”(Fax 78 da APEOESP Central)
Teor do Ofício nº 158/2011
EXCELENTÍSSIMO SENHOR LUIZ MARINHO, PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO/SP
“A APEOESP- SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, neste ato representada pela Coordenação, vem à presença de V. Exa., com fulcro no artigo 5.º, incisos XXXIII e XXXIV da Constituição Federal, bem como nas demais cominações legais aplicáveis à espécie, REQUERER a imediata aplicação do disposto no art. 2º, parágrafo 4º, da Lei número 11.738/08, para que nossos associados passem a exercer o direito de compor suas jornadas de trabalho com o desempenho de 1/3 (um terço) da carga horária em atividades fora da sala de aula.”(Cópia do inteiro teor do ofício nº 158/2011 assinado pelo coordenador da Subsede da APEOESP de –SBC)
A Subsede tem conquistado várias ações por solicitação de associados da rede municipal. Renovamos nosso compromisso e empenho na luta por uma educação pública de qualidade e informamos que o nosso departamento jurídico atende todas as segundas e quartas-feira em nossa Subsede, situada na Av. Francisco Prestes Maia, 233 – 1º andar, no centro de São Bernardo do Campo. Entre em contato conosco pelos telefones: (11) 4125-6558/4332-3913.
Saudações sindicais.
Coordenação da Subsede da APEOESP de São Bernardo do Campo.
26/11/2011
Brasil: história e consciência negra
Brasil: história e consciência negra
Ser trabalhador e negro no Brasil significa que além da exploração produtora de valor para outros, a opressão real se manifestará pela histórica caracterização da produção do ser menos
Roberta Traspadini
“... a história nos engana/ Diz tudo pelo contrário / Até diz que abolição/Aconteceu no mês de maio/A prova dessa mentira/É que da miséria não saio/ Viva vinte de novembro/ Momento pra se lembrar/ Eu não vejo no treze de maio/ Nada pra comemorar ...”
(domínio público)
A história do Brasil se caracterizou pela conformação da violência colonial europeia que, além de branca, era masculina na sua construção de poder.
Para isto, foi instituindo com força vil e adestramento cultural uma forma de ser para o negro e para o índio, a partir daquilo que o dono dos sujeitos definiria como civilização e trabalho.
Essa história, marcada a fogo e a ferro pelo racismo, se apresentou como única, como a história dos vencedores sobre os vencidos, e relegou os negros e os índios a um papel subordinado, ocultando sua função produtora de vida para outros.
O Brasil colonial aparece, em sua essência, como uma fase que oculta os reais processos de opressão e exploração utilizados pelos donos do poder para calar – na chibata e no tronco – os que se rebelavam contra a ordem dominante.
Essa capacidade de transformar o aparente no real trouxe para nossa história uma perversa essência de consolidação de estereótipos.
Estes estereótipos, para a ordem dominante do progresso, consolidaram um poderoso antagonismo sobre quem eram/são os civilizados/bárbaros, cultos/ignorantes, belos/feios, homens e mulheres ao longo da história.
A construção desse imaginário coletivo conformou uma lógica de não poder ser para uma parte expressiva de nossa classe trabalhadora negra e índia. Seja na condição de escravos ou na atual relação aparente de trabalhadores livres, reforçada pela democracia restrita.
Instaurou-se uma liberdade condicionada para a sociedade como um todo, sobre ser e sentir-se menos, como índios e negros.
O suposto fim do período colonial já havia assentado a centralidade das bases de consolidação da ética-moral sobre o ser menos, como mecanismo vital de dominação de uma classe sobre a outra.
A pele, os corpos, as culturas dos negros e índios, já haviam entrado para a história a partir da forma e do conteúdo dominantes, de exercer e manter o poder, eliminando objetiva e subjetivamente o real poder/dever ser desta parte integrante de nossa classe.
Na aparente consolidação democrática do Brasil republicano, igualitário e libertário, se consolidou a histórica essência dos valores éticos-morais da desigualdade, manifesta na inserção subordinada desde um ser menos para índios e negros.
Sob a aparente sociedade democrática se funda, além da desigual conformação de classes, uma relação ainda mais perversa de classificação sócio-cultural pelo gênero, pela raça-etnia e geracional.
Ser trabalhador e negro no Brasil significa que além da exploração produtora de valor para outros, a opressão real se manifestará pela histórica caracterização da produção do ser menos, quando em essência é ser mais.
Os mesmos postos de trabalho, ocupados por trabalhadores com cores de pele diferentes, conformarão um grau ainda mais perverso de exploração e opressão no interior da nossa classe.
A classe que vive do trabalho está subordinada pelo poder econômico e político da classe que vive da exploração do trabalho.
No Brasil, entre os explorados, ser mulher, ser negra e ser pobre, condiciona uma lógica de poder que intensificará os perversos conteúdos de exploração do capital sobre o trabalho no nosso território: a superexploração.
A liberdade desfigurada e a exploração manipulada geram uma herança maldita, que não será aniquilada ao menos que consigamos romper com a forma-conteúdo de produzir mercadorias classificando o humano como objeto da relação, da vida que ele produz.
O poder popular requer a restauração do ser mais da classe que vive do trabalho, rompendo com a estrutura de produção de vida em que o ser menos foi instituído como forma de adestramento necessária à manutenção da ordem e do progresso burgueses.
Segundo o último censo do IBGE-2010, a população brasileira é de mais de 190 milhões (190.755.799). Deste total, 43,1% se declarou preta (82.215.750) e 7,6% parda (14.497.441). Somados, chegamos a quase 97 milhões de brasileiros.
Oxalá que a história escrita e protagonizada por nós, a partir da luta organizada enquanto classe trabalhadora, nos permita recuperar na memória, nossa real história de ser mais, a partir da construção de um projeto nacional, democrático e popular, que ponha fim ao domínio do capital sobre nosso trabalho.
Roberta Traspadini é economista, educadora popular e integrante da Consulta Popular/ES.
Fonte: http://www.brasildefato.com.br/
Ser trabalhador e negro no Brasil significa que além da exploração produtora de valor para outros, a opressão real se manifestará pela histórica caracterização da produção do ser menos
Roberta Traspadini
“... a história nos engana/ Diz tudo pelo contrário / Até diz que abolição/Aconteceu no mês de maio/A prova dessa mentira/É que da miséria não saio/ Viva vinte de novembro/ Momento pra se lembrar/ Eu não vejo no treze de maio/ Nada pra comemorar ...”
(domínio público)
A história do Brasil se caracterizou pela conformação da violência colonial europeia que, além de branca, era masculina na sua construção de poder.
Para isto, foi instituindo com força vil e adestramento cultural uma forma de ser para o negro e para o índio, a partir daquilo que o dono dos sujeitos definiria como civilização e trabalho.
Essa história, marcada a fogo e a ferro pelo racismo, se apresentou como única, como a história dos vencedores sobre os vencidos, e relegou os negros e os índios a um papel subordinado, ocultando sua função produtora de vida para outros.
O Brasil colonial aparece, em sua essência, como uma fase que oculta os reais processos de opressão e exploração utilizados pelos donos do poder para calar – na chibata e no tronco – os que se rebelavam contra a ordem dominante.
Essa capacidade de transformar o aparente no real trouxe para nossa história uma perversa essência de consolidação de estereótipos.
Estes estereótipos, para a ordem dominante do progresso, consolidaram um poderoso antagonismo sobre quem eram/são os civilizados/bárbaros, cultos/ignorantes, belos/feios, homens e mulheres ao longo da história.
A construção desse imaginário coletivo conformou uma lógica de não poder ser para uma parte expressiva de nossa classe trabalhadora negra e índia. Seja na condição de escravos ou na atual relação aparente de trabalhadores livres, reforçada pela democracia restrita.
Instaurou-se uma liberdade condicionada para a sociedade como um todo, sobre ser e sentir-se menos, como índios e negros.
O suposto fim do período colonial já havia assentado a centralidade das bases de consolidação da ética-moral sobre o ser menos, como mecanismo vital de dominação de uma classe sobre a outra.
A pele, os corpos, as culturas dos negros e índios, já haviam entrado para a história a partir da forma e do conteúdo dominantes, de exercer e manter o poder, eliminando objetiva e subjetivamente o real poder/dever ser desta parte integrante de nossa classe.
Na aparente consolidação democrática do Brasil republicano, igualitário e libertário, se consolidou a histórica essência dos valores éticos-morais da desigualdade, manifesta na inserção subordinada desde um ser menos para índios e negros.
Sob a aparente sociedade democrática se funda, além da desigual conformação de classes, uma relação ainda mais perversa de classificação sócio-cultural pelo gênero, pela raça-etnia e geracional.
Ser trabalhador e negro no Brasil significa que além da exploração produtora de valor para outros, a opressão real se manifestará pela histórica caracterização da produção do ser menos, quando em essência é ser mais.
Os mesmos postos de trabalho, ocupados por trabalhadores com cores de pele diferentes, conformarão um grau ainda mais perverso de exploração e opressão no interior da nossa classe.
A classe que vive do trabalho está subordinada pelo poder econômico e político da classe que vive da exploração do trabalho.
No Brasil, entre os explorados, ser mulher, ser negra e ser pobre, condiciona uma lógica de poder que intensificará os perversos conteúdos de exploração do capital sobre o trabalho no nosso território: a superexploração.
A liberdade desfigurada e a exploração manipulada geram uma herança maldita, que não será aniquilada ao menos que consigamos romper com a forma-conteúdo de produzir mercadorias classificando o humano como objeto da relação, da vida que ele produz.
O poder popular requer a restauração do ser mais da classe que vive do trabalho, rompendo com a estrutura de produção de vida em que o ser menos foi instituído como forma de adestramento necessária à manutenção da ordem e do progresso burgueses.
Segundo o último censo do IBGE-2010, a população brasileira é de mais de 190 milhões (190.755.799). Deste total, 43,1% se declarou preta (82.215.750) e 7,6% parda (14.497.441). Somados, chegamos a quase 97 milhões de brasileiros.
Oxalá que a história escrita e protagonizada por nós, a partir da luta organizada enquanto classe trabalhadora, nos permita recuperar na memória, nossa real história de ser mais, a partir da construção de um projeto nacional, democrático e popular, que ponha fim ao domínio do capital sobre nosso trabalho.
Roberta Traspadini é economista, educadora popular e integrante da Consulta Popular/ES.
Fonte: http://www.brasildefato.com.br/
25/11/2011
Posse da nova diretoria da Associação dos Professores de filosofia e filósofos do Estado de são Paulo.
Importante reunião e posse da nova diretoria da Associação dos Professores de filosofia e filósofos do Estado de são Paulo.
Convite
Convidamos os professores de filosofia e diretores da aproffesp para uma importante reunião que será realizada no dia 26 de novembro de 2011, a partir das 14:30 horas, onde vamos debater:
1-Composição da nova diretoria e plano de ação.
2-Relatório de Catanduva;
3-Reunião com a Secretaria Estadual de Educação, marcada para o dia 01/12/211 as 14 horas na Secretaria;
4-Posse dos diretores eleitos;
5-Calendário.
Você não pode deixar de comparecer.
Endereço da reunião: Rua Gravi, 60, Metro praça da Arvore-Casa da Solidariedade.
DIRETORES DA APROFFESP ELEITOS PARA O BIÊNIO 2012/2013.
-Aldo Santos, Professor da rede pública Estadual em SBC;
-Chico Gretter, filósofo da Lapa;
-José de Jesus, Professor da rede Pública Estadual em Osasco;
-Anizio Batista de Oliveira, Região Central da Capital;
-Rita Leite Diniz, professora em Salto;
-Antonio Celso de Oliveira, Professor Universitário- Guarulhos;
-Cícero Rodrigues da Silva, Professor na Zona Sul;
-Alan Aparecido Gonçalves , Professor em SBC;
-Chirlei Bernardo do Nascimento, Professora em Guarulhos;
-Gilmar Soares de Oliveira, Professor em Sto André;
-Celso Augusto Torrano ,Professor em Osasco;
-Marcelo Henrrique P. Naves, na Z. Norte;
-Fernando Borges Correia Filho, professor em Taubaté;
-Edson Genaro Maciel, Licenciado em Filosofia, Araçatuba;
-Carlos Rocha, Licenciado em Filosofia Hortolândia-Capinas;
-Alexandre dos Santos Yamazaki, professor na Lapa-capital;
-Sady Carlos de Souza, Professor em Rio Pequeno;
-Jairo de Sousa Melore, Professor em Mongaguá;
-Anderson Grange, Professor em Jundiaí;
-Marco Aurélio P. Maida, professor em Suzano;
-Resultado publicado em 16 de novembro de 2011.
Direção da aproffesp
23/11/2011
A população do Rio já não suporta mais tanto descaso, que vem desde as capitanias hereditárias, do período da escravidão, das primeiras favelas, da humilhação pela família Real ...
Ação pacificadora ou desnudamento da tragédia social?
A pirotecnia promovida pelo governo do Rio de Janeiro, com o apoio do Governo Federal, serviu para demonstrar o quanto os governantes são omissos em relação à falta de uma política habitacional, pois o povo está grudado aos morros, da mesma forma que a exclusão social está grudada aos pobres.
A omissão do poder público e de seus representantes está presente no Rio de janeiro, assim como no mundo inteiro, dentro da lógica da globalização da miséria do sistema capitalista.
Além da falta de infraestrutura, verifica-se também que esses bolsões de miséria representam um verdadeiro contraste com o cartão postal do Rio de Janeiro, que é vendido e cantado em versos e prosas.
Na prática, o poder dominante tenta ofuscar a verdadeira realidade de um Estado que é gerenciador de mão-de-obra barata, estando seus habitantes confinados nos guetos, nos morros, em verdadeiros amontoados humanos.
Essa operação serviu também para desmascarar o Governo do Rio e o Governo Federal que insiste em combater o tráfico com operações de guerra, com o codinome de “ação pacificadora”, enquanto o combate pra valer deveria ter inicio com a urbanização das favelas, com ruas adequadas, serviços públicos e equipamentos disponíveis para as crianças e adolescentes em todas as faixas etárias, melhoria da qualidade de vida, com creches, unidades de saúde, política de emprego e outras possibilidades de valorização efetiva da vida em comunidade.
As operações serviram para denunciar a total omissão dos governantes e também para criminalizar a população pobre e negra, que além das constatações acima relacionadas,contam ainda com a inexistência de uma política de emprego para a juventude, cujo salário, na maioria das vezes é oriundo do tráfico, mesmo sabendo dos riscos e limites físicos da própria existência humana.
O que é pacificar? É reprimir a população para que fiquem quietos, comportados, aceitem a pobreza como tal, embaixo da bota da repressão, pelo menos até os eventos internacionais que virão nos próximos anos?
Na verdade, o governo deveria ter vergonha do contraste social existente no Rio de janeiro, que apesar de ações criminosas e oportunistas de dezenas de traficantes, o abismo de classe entre os que tudo tem e os despossuídos do capitalismo é insofismável.
O povo pobre apesar de tudo isso embala sonhos, desejos e projetos antagônicos aos que hoje se deparam.
Nunca as condições sociais devem ser convertidas em ações policiais, pois o poder repressor por mais que tente, não vai silenciar esse contingente humano compactado nos morros, com deveres demais e direitos básicos de menos, nessa fatídica luta cotidiana pela sobrevivência.
O Estado Leviatã impõe o terror, induzindo o povo a acreditar que a paz se realiza pela imposição da força, da metralhadora, dos fuzis, dos tanques de guerra, de milhares de efetivos das esferas do poder. Enfim, diante de um povo vítima de uma sociedade que os oprime. Essa opressão é a expressão nítida do embate da luta de classe.
A falta de divisão de renda produzida, além da falta de equipamentos para o estabelecimento de políticas públicas para se alcançar os propósitos pedagógicos,a ausência de infra-estrutura adequada, de saneamento básico e política habitacional preventiva, expõe os moradores a freqüentes tragédias que ocorrem, a exemplo dos desmoronamento dos morros e mortes precoce.
Aliás, os grandes traficantes não se escondem tão somente nos morros, mas também nas fazendas e arranha-céu, pois os grandes traficantes mafiosos, ladrões e corruptos estão macumunados com o poder político,portanto, distantes geograficamente desse epicentro trágico da matança cotidiana dos pobres, negros e miseráveis excluídos da acumulação do capital .
A população do Rio já não suporta mais tanto descaso, que vem desde as capitanias hereditárias, do período da escravidão, das primeiras favelas, da humilhação pela família Real que expulsou os moradores de suas casas para alocar o enorme contingente de invasores da metrópole, além da guerra civil cotidiana como se verifica nos filmes, A Cidade de Deus e outros.
Mais uma vez, para cumprir compromissos com os lucrativos negócios que envolvem a copa do mundo em 2014 e jogos olímpicos em 2016, praticam a faxina étnica como política de Estado para se adequar ao cumprimento de protocolos de interesses eminentemente econômicos.
Nessas ações, via de regra eles adentram as casas das pessoas simples para extorquir, roubar, ameaçar, julgar e até matam inocentes sob o pretexto de combater o tráfico, usando a mesma moeda da delinqüência que por si só nada muda nem transforma a vida efetiva do povo pobre.
A indústria da drogas, da violência e a concentração do capital andam de mãos dadas e agride o mesmo ator social, pois muitas vezes estão protegidos pelo poder político a serviço da dominação e perpetuação da relação de força na sociedade humana.
Como vertente do poder paralelo, além dos traficantes, as milícias dominam e aterrorizam a população pobre e pessoas de bem, que além de matar e ameaçar de morte as autoridades que ousam denunciá-los, como ocorreu com a Juíza Patrícia Acioli, morta por fardados , atualmente está listado para morrer o deputado Estadual Marcelo Freixo do Psol do Rio de janeiro e outros .
O cordão de segurança previamente planejado para dar visibilidade aos turistas nos próximos anos, tenta mascarar ainda mais a tragédia social existente por trás das grandes e majestosas construções.
Conclamamos a população pobre do Rio de janeiro e do Brasil, os movimentos sindicais e a esquerda conseqüente para que possamos politizar esse processo, construir um programa popular, operário e estudantil para por fim a esse estado de opressão para com a população pobre brasileira.
Aldo Santos: militante sindical, coordenador da corrente política TLS, Presidente da Associação dos professores de filosofia e filósofos do Estado de São Paulo, membro do coletivo nacional de filosofia e da executiva nacional do Psol.
A pirotecnia promovida pelo governo do Rio de Janeiro, com o apoio do Governo Federal, serviu para demonstrar o quanto os governantes são omissos em relação à falta de uma política habitacional, pois o povo está grudado aos morros, da mesma forma que a exclusão social está grudada aos pobres.
A omissão do poder público e de seus representantes está presente no Rio de janeiro, assim como no mundo inteiro, dentro da lógica da globalização da miséria do sistema capitalista.
Além da falta de infraestrutura, verifica-se também que esses bolsões de miséria representam um verdadeiro contraste com o cartão postal do Rio de Janeiro, que é vendido e cantado em versos e prosas.
Na prática, o poder dominante tenta ofuscar a verdadeira realidade de um Estado que é gerenciador de mão-de-obra barata, estando seus habitantes confinados nos guetos, nos morros, em verdadeiros amontoados humanos.
Essa operação serviu também para desmascarar o Governo do Rio e o Governo Federal que insiste em combater o tráfico com operações de guerra, com o codinome de “ação pacificadora”, enquanto o combate pra valer deveria ter inicio com a urbanização das favelas, com ruas adequadas, serviços públicos e equipamentos disponíveis para as crianças e adolescentes em todas as faixas etárias, melhoria da qualidade de vida, com creches, unidades de saúde, política de emprego e outras possibilidades de valorização efetiva da vida em comunidade.
As operações serviram para denunciar a total omissão dos governantes e também para criminalizar a população pobre e negra, que além das constatações acima relacionadas,contam ainda com a inexistência de uma política de emprego para a juventude, cujo salário, na maioria das vezes é oriundo do tráfico, mesmo sabendo dos riscos e limites físicos da própria existência humana.
O que é pacificar? É reprimir a população para que fiquem quietos, comportados, aceitem a pobreza como tal, embaixo da bota da repressão, pelo menos até os eventos internacionais que virão nos próximos anos?
Na verdade, o governo deveria ter vergonha do contraste social existente no Rio de janeiro, que apesar de ações criminosas e oportunistas de dezenas de traficantes, o abismo de classe entre os que tudo tem e os despossuídos do capitalismo é insofismável.
O povo pobre apesar de tudo isso embala sonhos, desejos e projetos antagônicos aos que hoje se deparam.
Nunca as condições sociais devem ser convertidas em ações policiais, pois o poder repressor por mais que tente, não vai silenciar esse contingente humano compactado nos morros, com deveres demais e direitos básicos de menos, nessa fatídica luta cotidiana pela sobrevivência.
O Estado Leviatã impõe o terror, induzindo o povo a acreditar que a paz se realiza pela imposição da força, da metralhadora, dos fuzis, dos tanques de guerra, de milhares de efetivos das esferas do poder. Enfim, diante de um povo vítima de uma sociedade que os oprime. Essa opressão é a expressão nítida do embate da luta de classe.
A falta de divisão de renda produzida, além da falta de equipamentos para o estabelecimento de políticas públicas para se alcançar os propósitos pedagógicos,a ausência de infra-estrutura adequada, de saneamento básico e política habitacional preventiva, expõe os moradores a freqüentes tragédias que ocorrem, a exemplo dos desmoronamento dos morros e mortes precoce.
Aliás, os grandes traficantes não se escondem tão somente nos morros, mas também nas fazendas e arranha-céu, pois os grandes traficantes mafiosos, ladrões e corruptos estão macumunados com o poder político,portanto, distantes geograficamente desse epicentro trágico da matança cotidiana dos pobres, negros e miseráveis excluídos da acumulação do capital .
A população do Rio já não suporta mais tanto descaso, que vem desde as capitanias hereditárias, do período da escravidão, das primeiras favelas, da humilhação pela família Real que expulsou os moradores de suas casas para alocar o enorme contingente de invasores da metrópole, além da guerra civil cotidiana como se verifica nos filmes, A Cidade de Deus e outros.
Mais uma vez, para cumprir compromissos com os lucrativos negócios que envolvem a copa do mundo em 2014 e jogos olímpicos em 2016, praticam a faxina étnica como política de Estado para se adequar ao cumprimento de protocolos de interesses eminentemente econômicos.
Nessas ações, via de regra eles adentram as casas das pessoas simples para extorquir, roubar, ameaçar, julgar e até matam inocentes sob o pretexto de combater o tráfico, usando a mesma moeda da delinqüência que por si só nada muda nem transforma a vida efetiva do povo pobre.
A indústria da drogas, da violência e a concentração do capital andam de mãos dadas e agride o mesmo ator social, pois muitas vezes estão protegidos pelo poder político a serviço da dominação e perpetuação da relação de força na sociedade humana.
Como vertente do poder paralelo, além dos traficantes, as milícias dominam e aterrorizam a população pobre e pessoas de bem, que além de matar e ameaçar de morte as autoridades que ousam denunciá-los, como ocorreu com a Juíza Patrícia Acioli, morta por fardados , atualmente está listado para morrer o deputado Estadual Marcelo Freixo do Psol do Rio de janeiro e outros .
O cordão de segurança previamente planejado para dar visibilidade aos turistas nos próximos anos, tenta mascarar ainda mais a tragédia social existente por trás das grandes e majestosas construções.
Conclamamos a população pobre do Rio de janeiro e do Brasil, os movimentos sindicais e a esquerda conseqüente para que possamos politizar esse processo, construir um programa popular, operário e estudantil para por fim a esse estado de opressão para com a população pobre brasileira.
Aldo Santos: militante sindical, coordenador da corrente política TLS, Presidente da Associação dos professores de filosofia e filósofos do Estado de São Paulo, membro do coletivo nacional de filosofia e da executiva nacional do Psol.
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