26/09/2013

AVANÇA A ORGANIZAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA NO BRASIL.

AVANÇA A ORGANIZAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA NO BRASIL.


Apresentamos abaixo importantes documentos sobre o avanço da organização dos professores (as) de filosofia no Brasil . Sabemos que até existem outras iniciativas, porém do ponto de vista da participação sindical e de professores comprometidos com a retomada  “definitiva”  pela  implantação da Filosofia no ensino médio brasileiro é inquestionável o empenho dos educadores envolvidos  nos relatos que  seguem.

Do ponto de vista das  Ciências Humanas, todo processo está em aberto e  deve ser construído  pelos que  se convencerem da importância  e da energia dispensada ao longo de centenas de  anos. No Manual do professor do livro ‘Iniciação à Filosofia’, da filósofa Marilena Chauí  define e afirma que a Filosofia “Está presente na vida de todos nós. No mundo Ocidental, costuma-se dizer que remonta aos gregos. De uma perspectiva mais ampla, podemos dizer  que ela está presente na vida do ser humano desde um tempo imemorial, anterior às primeiras civilizações. Dos primórdios do Homo Sapiens até as primeiras civilizações humanas, cada atitude individual ou coletiva, cada fenômeno físico  ou avanço técnico, cada nova percepção dos meandros da alma humana foi entremeada por ações possíveis de análise filosófica” (publicado na revista Filosofia em Transformação, ano 1, n°1, maio de 2013, p.5).

Portanto, nos dias atuais, cabe aos educadores comprometidos com a transformação social do mundo em que vivemos retomar a luta por novos conteúdos filosóficos, pressionar as instituições de ensino, observando os limites das mesmas diante da democratização e da implementação dos conteúdos críticos, próprios do conhecimento filosófico. É que a luta pela capilarização da Filosofia no Brasil é hoje uma realidade inquestionável, necessitando de aprimoramentos que devem ser supridos pelas entidades organizadas dos professores de Filosofia de filósofos brasileiros. Nesse contexto, a luta pela retomada da Filosofia, de forma capilarizada, é fundamental, bem como sua organização para superar dificuldades, aprimorar conteúdos, qualificar os educadores e potencializar a formação dos educandos. Apresentamos, portanto,  um conjunto de textos e documentos referente às essas lutas  nos últimos anos.

1-    Manifestação no Conselho Nacional de Educação

O CNE (Conselho Nacional de Educação) decidiu nesta sexta-feira (07/07/2006), por unanimidade, que as escolas de ensino médio devem oferecer as disciplinas de filosofia e sociologia aos alunos. A medida torna obrigatória a inclusão das duas matérias no currículo do ensino médio em todo o país, ampliando o que já era praticado em 17 Estados. O parecer será homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.
Segundo o documento aprovado, os Estados terão um ano para incluir a filosofia e a sociologia na grade curricular.
A Sociologia já foi matéria obrigatória entre 1925 e 1942. Mesmo sendo optativa, várias escolas continuaram com a disciplina. O governo nunca exigiu antes o ensino de filosofia nas escolas.
De acordo com o relator da proposta, o conselheiro César Callegari, a decisão vai estimular os estudantes a desenvolverem o espírito crítico. "Isso significa uma aposta para que os alunos possam ter discernimento quando tomam decisões e que sejam tolerantes porque compreendem a origem das diversidades", disse.
Na avaliação do titular da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), Francisco das Chagas, a medida vai ampliar o número de vagas para profissionais de filosofia e sociologia. "A falta de professores em algumas situações também vai se adequar porque, com o ensino obrigatório das duas
disciplinas, os cursos de graduação formarão mais profissionais para atuar no setor", disse.
Para o professor de filosofia Aldo Santos, de São Paulo, a decisão deverá promover uma mudança na estratégia educacional que desenvolve o pensamento, a reflexão e a ação dos estudantes. "Agora, o jovem vai entender o seu papel na história e saber que ele pode ser um agente transformador na sociedade", analisou.
A inclusão das disciplinas de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio foi comemorada por cerca de 150 professores e estudantes, que compareceram ao auditório do CNE. (Fonte: UOL Educação / MEC)


2-    Encontro Nacional aponta a necessidade de nossa organização.

O primeiro Encontro nacional de Filosofia e Sociologia aconteceu nos dias 22, 23 e 24 de julho de 2007, no Palácio de Convenções do Anhembi, São Paulo. Foi um encontro marcado por polêmicas pontuais, tanto organizativas, quanto político-Pedagógicas. Portanto, nesse encontro  foi Criado o Coletivo Nacional de Filosofia.
O oportunismo teve inicio no  momento da abertura dos trabalhos, onde por um destempero político do Sr Mato Grosso, onde o mesmo atribuiu nominalmente ao professor Aldo Santos, a responsabilidade pela publicação de um panfleto que foi distribuído no plenário assinado pela oposição alternativa.  Esse panfleto fazia uma crítica aberta aos homenageados. O Professor Aldo Santos não teve direito de resposta naquele momento.
No dia 23, o Professor Paulo Neves coerentemente defendeu o professor Aldo Santos, acusando o ato mesquinho e covarde em relação ao episódio do dia anterior. Não contente com o destempero político, estava na programação a realização de um ato político pela imediata implantação de filosofia e sociologia em São Paulo e no Brasil, uma vez que em vários estados só existe uma aula por semana de filosofia e no estado de São Paulo poderá ocorrer um retrocesso por conta do posicionamento do Conselho Estadual de Educação e da  mudança da nova secretária estadual de Educação que é uma Tucana de carteirinha.
O Ato que estava na programação das 13 às 14 horas, seria coordenado pelo coletivo estadual de Filosofia e Sociologia da Apeoesp. Com o atraso costumeiro,  por volta das 15 horas o Professor Paulo Neves instalou a mesa para a realização do respectivo ato, convidando para a mesa todos os membros da executiva do coletivo, bem como os diretores da executiva da APEOESP, e o Deputado Federal pelo Psol  Ivan Valente. O clima estava tenso, e uma  participante da plenária solicitou a palavra externando sua preocupação com a quantidade de autoridades na mesa, criando um clima  de intranquilidade junto aos presentes. O prof. Chico Gretter usou a palavra para afirmar que na mesa se encontravam professores da base e que, portanto, se tratava de membros da categoria. Diante daquele clima, o   diretor Douglas Martins pediu a palavra  e propôs que se constasse nos anais do encontro o registro do ato e que deveríamos  passar para as mesas temáticas de filosofia e sociologia.
O professor Aldo Santos usou a palavra e propôs que realizássemos o ato em 30 minutos, como resposta a conjuntura política do país e das alterações governamentais em São Paulo. O Sr Mato Grosso usou a palavra dizendo que esse ato era uma proposta do coletivo de São Paulo e que não foi aprovado pelo conjunto das 11 entidades que  patrocinava o Encontro,
tentando manobrar para que o ato acontecesse no dia seguinte. Convém salientar que grande parte das entidades que estavam na abertura, só apareceu para a foto, pois quem viabilizou  o Encontro no dia a dia foi o coletivo da APEOESP.

O Secretário de Assuntos Educacionais da APEOESP, Paulo Neves, não teve alternativa e colocou em votação. O Ato foi deletado pela Articulação Sindical e PCdo B, representado pelo Sr Mato Grosso.
O professor Paulo Neves agradeceu a presença do Deputado Federal Ivan Valente (Único que compareceu ao Ato, demonstrando compromisso com a educação) e fomos para as  mesas de filosofia e Sociologia.

Na mesa de Filosofia, após a fala dos professores,  o professor Aldo Santos apresentou algumas observações ao plenário sobre o possível documento básico que se encontrava nas pastas; falou do retrocesso  da resolução nacional que o Conselho Estadual de Educação quer inviabilizar e agora com o possível apoio da Tucana da Educação e apresentou a proposta de criação de um Coletivo Nacional de Filosofia para encaminhar as demandas da disciplina e organizar nossas reflexões e ações em todo o Brasil. Solicitou que, ao final da exposição, os interessados permanecessem na sala para tratarmos da proposta. Ao final ficaram uns 40 professores, onde discutimos a proposta e, por unanimidade, decidimos criar o Coletivo Nacional de  Filosofia.
A composição do mesmo ficou para ser definida no dia 24 na segunda mesa do Encontro. No dia 24, ao término da primeira mesa, fomos informados que a mesa final que seria coordenada pelo professor Emmanuel Appel e a relatoria seria por conta do professor Aldo Santos fora deletada pela comissão organizadora, em função  de transtornos no aeroporto. Solicitei a palavra mais uma vez para informar da decisão do dia anterior, e solicitei que ao final os interessados deveriam ficar para que pudéssemos compor o referido Coletivo Nacional. Ficaram por volta de uns 80 professores de  vários estados. Falamos dos encaminhamentos do dia anterior e abrimos a palavra para a composição do referido coletivo.
Finalmente foi constituído com dois representantes por estado, onde São Paulo deveria encaminhar a lista de correspondência, criar um blog e um companheiro do Paraná ficou dei   fazer uma proposta por escrito que Será enviada aos demais membros da coordenação do coletivo para apreciação. Foi ainda debatido  que devemos realizar uma reunião  entre a segunda quinzena de novembro e inicio de dezembro. No plenário geral o professor Aldo Santos comunicou ao plenário a resolução dos professores de filosofia, bem como seus respectivos representantes.
Por São Paulo foram indicados os professores, Aldo Santos e Celso Torrano.
O debate em plenário ficou prejudicado, uma vez que não houve um tempo para que os professores pudessem aprofundar as propostas e tudo ficou como contribuição  ao debate em outros encontros estaduais e nacional.
Finalmente, causou estranheza um documento distribuído pela  Izabel - Membro do Conselho Nacional  de Educação e pelo professor Douglas Martin que buscou confundir o plenário  com um  documento assinado como: Secretário de Assuntos Educacionais e Culturais Adjunto da APEOESP; uma vez que o mesmo é membro de outra secretaria e não desta.

Saudações socialistas;
Lutar é preciso.
Grupo de Professores da ALS.

3-    Boletim do Coletivo Nacional de filosofia
Janeiro de 2008
Introdução: O Governo Serra desrespeita o Conselho Nacional de Educação e retira da grade curricular a sociologia, a psicologia e coloca a filosofia como disciplina complementar. Nesse sentido, mais do que nunca é fundamental reforçarmos o coletivo nacional para debatermos esse e outros pontos de interesse da Filosofia. Entre em contato e vamos otimizar nosso Blog- Conafi (Coletivo Nacional de Filosofia)

Sobre o Encontro Nacional de filosofia e sociologia
O Encontro Nacional de Filosofia e Sociologia deve contextualizar o momento político em curso, questionar e combater as políticas neoliberais do governo federal e estadual, bem como responder as seguintes questões:
1-A formação e o cotidiano dos professores da rede pública estadual
1.1– Reunir, aproximar, socializar e debater as dificuldades e/ou facilidades do cotidiano educacional. Além do debate de conteúdo, devemos debater currículo e avaliação a partir da nossa realidade concreta.

2-Continuar a luta pela implantação definitiva de Filosofia e Sociologia no Ensino Fundamental e Médio no Brasil

2.1– Fortalecer a luta pela implantação definitiva da Filosofia e Sociologia no Ensino Médio e Fundamental, aumentando inclusive a carga horária (três aulas semanais).

3-Explicitar  a leitura do mundo com base em que realidade?

3.1– Fazer um profundo debate sobre o conteúdo ensinado e responder qual nosso papel na transformação da sociedade a partir dos embates da luta de classe.

4-Unificar as lutas, objetivos, conteúdos e propostas.
4.1– Criar mecanismos na articulação das lutas, conteúdos e reivindicações inerentes ao campo da Filosofia e Sociologia. Esse mecanismo deve ser a criação de um Coletivo Nacional de Filosofia e Sociologia para apreciar o conjunto das propostas apresentadas e aprovadas neste encontro. Dentre as propostas devemos  marcar  encontros estaduais para encaminhar as especificidades de cada Estado.
Aldo Santos, professor de Filosofia e membro do Coletivo Estadual da APEOESP - documento distribuído no 1° Encontro Nacional de filosofia e sociologia no Anhembi.

Encaminhamentos do Coletivo Nacional de Filosofia

Com base no texto acima, realizamos duas reuniões no referido encontro, onde foi aprovado o Coletivo Nacional de Filosofia. Ficou ainda para realizarmos uma reunião desse coletivo no mês de novembro de 2007.  Estamos com algumas debilidades em relação aos documentos, uma vez que só em (27/10/07) recebi a relação dos indicados no encontro.
De qualquer forma, estou encaminhando o que tenho e pretendemos  realizar uma reunião com o coletivo Estadual em São Paulo, bem como debater a existência e a importância do Coletivo Nacional no congresso da APEOESP, que será realizado nos dias 7, 8, 9 de novembro. Gostaria também de propor indicativamente que nos reunamos no Congresso da CNTE em Janeiro de 2008. Caso haja concordância favor dar um retorno.

Abaixo consta a relação dos nomes que irão coordenar  o referido coletivo.

Nome
Estado
José da Conceição Barros
Maranhão
Cacilda Bonfim
Maranhão
Avair Mastey
Paraná
Emanuel José Appel
Paraná
Marina de Souza Menezes
Espírito Santo
Maria José
Alagoas
Raimundo Expedito
Tocantins
Patrícia Luciane de Souza
Tocantins
Francisco Alves Diniz
Ceará
Aristides Januário da Costa
Mato Grosso
José Domingo de Souza
Mato Grosso
José Teixeira Neto
Rio Grande do Norte.
Antonio Araujo Neto
Rio Grande do Norte.
Domilson Menezes de Souza
Sergipe
Erineto V. dos Santos
Sergipe
Raimundo Ibernon Chaves da Silva
Acre
Edson Fernão Meirelles
Goiás
Alexandre Soares Maciel  Neto
Goiás
Guilherme Aparecido Penha
Rio de Janeiro
Sérgio Oliveira da Silva
Rio de Janeiro
Marta Rodrigues
Santa Catarina
José Benedito Sales
Pernambuco
Antonio Carlos Alberto
Pernambuco
André Pares
Rio Grande do Sul
Jair Antunes
Rio Grande do Sul
Antonio Braz Rodriguez
Minas Gerais
Gilson Gonçalves Santos
Minas Gerais
Márcia R. Ramos
Piauí
Celso Torrano
São Paulo
Aldo Santos
São Paulo
Carlos Gomes
Distrito Federal.

Obs.. Estamos enviando a relação dos nomes que foram indicados e referendados no plenário do Encontro no Anhembi. Pedimos que caso haja algum erro, favor dar retorno para que possamos corrigir. Solicitamos  que caso haja foto das nossas reuniões e da plenária que tratou desse tema, favor enviar para que possamos socializar entre  todos. 
Obs. Solicitamos que os componentes, conforme relação acima entrem em contato com Aldo ou Celso para que possamos encaminhar as resoluções do Encontro.
Secretaria dos trabalhos-Aldo Santos

4-    Ata da reunião do Coletivo Nacional de filosofia,  no dia 18/01/2008, durante o XXX Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação -Brasília

Introdução: Após a distribuição do boletim do Coletivo Nacional de Filosofia, foi possível localizar alguns companheiros que constavam da lista Nacional, bem como outros educadores interessados no debate.
Realizamos duas reuniões no recinto do Congresso que aprovou as resoluções abaixo relacionadas. A reunião foi coordenada pelo Prof. Aldo Santos e a secretaria dos trabalhos foi feita pelo companheiro Celso Torrano.
 1. Presentes (ordem da lista)
 Celso Augusto Torrano (SP); Vani E. Santo (PR), Rosária Nogueira da Abadia (GO), Carmelita alcunha (MT) Rosângela A. Castro (AC); Alex Zorzal (ES); Vildete de Souza Santos Lacerda (GO); Júlio César A Santos (ES), Regina Moraes Gomes (GO); Rosângela Maria Gomes (?); Jose Edvaldo Nogueira Rodrigues (AP); Cláudia Regina Loiola (MG) Rosimar Prado Carvalho (MG); Antônio Braz (MG); Aldo Santos (SP) Gilson Santos (MG) João Antônio Rocha (SP)

2. Pauta:
1)  Informes dos Estados e organização;
2)  Proposta de encaminhamentos

1.1. Informes e apresentação dos presentes:

Antônio Braz (MG): (Professor de Filosofia e Sociologia e Diretor de comunicações do Sindiute-MG) informou sobre a situação do ensino de filosofia e sociologia no estado de Minas Gerais, de que não está totalmente contemplada nas nove regionais do estado. Relatou sobre o Encontro de filosofia do Triângulo mineiro. Comentou sobre publicação sobre o I encontro Nacional, realizado em Julho de 2007, do qual há um informe no site www.sindiutemg.org.br (Informa 13). Propôs uma forma de comunicação mais interativa, colocando-se à disposição.
Hildete (GO): Informou que ocorreram mudanças na matriz curricular em 2008, sendo que não foi definida uma proposta curricular clara. Informou que 20% das aulas foram destinadas ao ensino à distância. Quanto à carga horária de Filo/Sócio, não havia definição de como seria estabelecida (atualmente, em duas aulas semanais).
Regina (GO): Complementou o informe de Hildete, comentando que há a disciplina Filosofia em algumas séries das escolas, sendo que na matriz do noturno é menor.
Rosimar Prado (MG): Além dos informes sobre a situação do ensino, reforçou a importância de garantir o GT da CNTE; para a melhor comunicação, propôs a criação de um grupo.

Júlio César (ES): Informou sobre o histórico de projeto desenvolvido no ES, com referência na UNESCO, com a reestruturação do ensino (técnico).  Conseguiram implantar Filosofia, Sociologia e Ciência Política nas três séries em 1999; no entanto, a secretaria não reconhecia, não realizava pagamento dos professores. (Sindiupes-ES, secretaria sindical)

Fábio (Sinte-GO): Informou sobre a precariedade e carência de formados na área. É professor de Sociologia, concursado de Filosofia. Propôs a realização de contatos com universidades.

João e Celso (SP): Retomaram o histórico sobre a luta pela implementação do ensino de Filosofia e sociologia na APEOESP. Desde a década de 1980, dos encontros da CENP, as elaborações dos professores (livros verdes, cinza). Sobre o ataque de Rose Neubauer e Covas (PSDB) e a redução das aulas (1998); sobre a retomada dos concursos de filosofia em 2005 e 2007, com Chalita e Maria Lúcia (intervalo); Informaram sobre a realização dos oito encontros pelo coletivo da APEOESP. Apresentaram aos demais a não implementação pela SEE-SP da Res. 04/2006 do CNE/MEC, bem como da Resolução 92/07, que exclui os professores de Sociologia e Psicologia, inclusive os efetivos. Por fim, realizou a proposta de incorporação desta pauta pela CNTE, critério de formação de coletivo, trabalhadores em educação.
Genivaldo (TO): Comentou que reconhecia os participantes indicados ao I Encontro Nacional (Expedito), bem como gostaria de participar, intervir nesta proposta à CNTE. Comenta a situação: há apenas uma aula conjunta, redução de 1 aula no diurno, sendo que os professores chegam aos 32 diários; e a qualidade da formação no estado, desde a época colonial. Apenas por força da lei. Comentou a subordinação dos Coletivos.

Cláudia (MG): Professora Formada em Filosofia, Diretora da subsede de Pirapora. Comentou a dificuldade do campo de trabalho, devido à superintendência de ensino valorizar as ciências  exatas e técnicas.

Rosângela (AC): As disciplinas já estão incorporadas ao currículo do Ensino Médio (Filosofia, Sociologia e Psicologia), inclusive foram realizados concursos publico. A dificuldade é a carência de faculdades, formação em Seminários para filosofia.

Gilson Santos (MG): Elogiou a realização do I Encontro Nacional sobre Ensino de filosofia e sociologia em São Paulo, Julho de 2007. Solicitou a socialização das indicações do encontro para todo o Brasil, bem como a lista dos participantes do I encontro. Comprometeu-se a realizar debate com a executiva da CNTE, sobre as normas para criação de coletivos e setoriais; reforçou a proposta da criação dos GTs de filosofia e sociologia no MEC, bem como a necessidade de discutir nos grupos do congresso.

Alex (ES): Consolidação da presença da Filosofia (uma aula em uma série): é obrigatória em particular e pública. Efetivação de 20 professores da rede por concursos há 4 anos, bem como neste mês a se efetivaram mais 10.
Comentou sobre a presença no EF, bem como da Associação de Professores de filosofia, da dificuldade de participação. Reafirmou a proposta do GT.

Aldo Santos (SP): Retomou o histórico da luta em 2006 pela aprovação da Res. 04 no CNE, bem como o retrocesso em São Paulo, com a indicação 62/2006, a publicação do Parecer 343/2007 e a Resolução 92/2007. Comentou sobre a realização do IX Encontro Estadual em São Paulo, bem como uma emenda sobre o Coletivo Nacional de Filosofia aprovado no I Encontro, para acompanhar os estados, a realização dos encontros, até a realização do II encontro Nacional. Frisou a proposta de criação do Blog e seu aperfeiçoamento.
Vani (PR): Professora concursada de Sociologia comentou sobre o trabalho desenvolvido desde 1982, a luta em 1991, o papel exercido pela UEL em 1988. Retomou o desmonte promovido pelo governo neoliberal de Jaime Lerner, a exclusão e não realização de concursos, colocadas como optativas, pelo Conselho escolar; o papel do coletivo de estudantes de ciências sociais; a inclusão de Sociologia e filosofia no vestibular da UFPR e UEL. No governo Requião houve a publicação de outra resolução, obrigatória, duas aulas de Filosofia e sociologia em uma das séries (1,2 ou 3). Os professores de Sociologia produziram material didático a partir de suas aulas e experiências, privilegiando a metodologia das Ciências sociais e o ensino de Filosofia, para não reduzir aos temas da atualidade e genéricos, superficiais.
Rosália (Goiás): Reforçou a falta de professores formados no Estado e região Centro oeste.
Carmelito-(MT) : Informou sobre a consolidação das disciplinas por resolução do CEE-MT, presença na Universidade Estadual, Faculdade de Ciências  Humanas, com boa formação. Há obrigatoriedade inclusive em escolas privadas. As disciplinas não são ensinadas no EF. A maior dificuldade encontra-se para consolidá-la na Base Nacional Comum, sendo que o CEE comprometeu-se em consolidá-la até 2010. São lecionadas duas aulas por disciplina, sendo que uma aula para cada em cada série. Propôs a realização do II Encontro Nacional. A defesa da clareza e definição da habilitação (quem pode ensinar).
Newton (PE): Informou que pouco se discutia antes da resolução do MEC, apenas como temas transversais. A partir de 2007, passou a integrar a base comum no Estado. Realizaram o I Encontro Estadual de filosofia e sociologia em Pernambuco com professores de outras disciplinas. Informou ainda da realização de concurso público em Março de 2008

2.1-  Proposta de encaminhamento

Foi elaborada uma resolução, protocolada na Secretaria de organização do XXX Congresso da CNTE, com o seguinte conteúdo:

Aprovado  em plenário a Moção contra a resolução 92/07 da secretaria de educação que demite os professores de sociologia e Psicologia do Estado de São Paulo.
Pelo cumprimento integral da resolução 04/2006 do conselho Nacional de Educação/MEC: Filosofia e Sociologia obrigatória no ensino Médio de todas as escolas do País.
“Pelo fomento ao debate e criação de um (GT) que acompanhe as questões específicas sobre o ensino de Filosofia e Sociologia na CNTE (sobre legislação federal e elaboração de um currículo nacional)”.
a)   Intervenção do Ministério Público Federal em Estados que não cumprem a Resolução 04/2006 do CNE/MEC;
b)  Luta pela aprovação do PLC 1641 (Dep. Ribamar Alves-PSB-MA) que está no Congresso Nacional aguardando votação;
c)   Pautar a obrigatoriedade na Conferência Nacional de Educação Básica em abril de 2008;
d)  Criação dos GT´s de filosofia e sociologia no MEC;
e)   Organizar os Encontros Estaduais  de Filosofia e agendarmos uma reunião plenária para o segundo semestre de 2008.
f)    Solicitar da CNTE e Apeoesp o cadastro dos professores de filosofia  que participaram do primeiro Encontro Nacional de Filosofia e Sociologia, para ampliar ainda mais nossa  articulação Nacional.

g)  Publicar as resoluções do Primeiro Encontro Nacional de filosofia e Sociologia.
         A resolução  sobre a criação do coletivo Nacional de Filosofia e Sociologia foi assinada por 39 professores, presentes à reunião e foi apoiada pela maioria das Resoluções (forças) presentes no Congresso. A mesma deverá constar nas resoluções aprovadas.
Secretaria dos trabalhos. Obs. (Arquivo do Coletivo)
3-Finalmente
Em decorrência dessas lutas realizadas em grande parte do nosso País, foi aprovada a lei 11.684/08, revendo o artigo 36 da LDB, tornando obrigatória a Filosofia e Sociologia no Ensino Médio Brasileiro. Animados pela efervescência, em São Paulo, em 2009, foi eleita a Primeira diretoria da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo. Em 2010 e 2011, foi muito importante para a organização e acompanhamento da implementação da disciplina de filosofia no currículo escolar no brasil. Em 2012, foi realizado nos dias 6 e 7 de dezembro de desse ano o 1° Encontro Estadual que, dentre inúmeras resoluções, aprovou a retomada da organização da filosofia em nível de Brasil, sendo aprovada uma comissão organizadora para  realizar um maio de 2013, uma plenária e constituir a diretoria da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil.


5-    PROPOSTA DE ORGANIZAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO BRASIL-APROFFIB

 O Coletivo Nacional de Filosofia foi fundado nos dias 22, 23 e 24 de julho de 2007, no Palácio de Convenções do Anhembi, São Paulo, por ocasião da realização do1°Encontro Nacional sobre o Ensino de Filosofia e Sociologia no Brasil.
Embora o seu surgimento tenha sido num momento marcante na estruturação organizacional dos Filósofos Brasileiros, as dificuldades foram muitas, haja vista a falta de empenho, compromisso e apoio por parte dos membros que aceitaram fazer parte desse coletivo. O documento que deu origem a formação do coletivo ainda está atualizado e deve servir de base para a nossa continuidade na luta pela nossa organização.
         Em nível nacional, além da reunião de fundação do nosso coletivo, ocorreu outra reunião em janeiro de 2008, no congresso da CNTE, com representantes de vários estados que debateram vários pontos de pauta. Partes desses pontos foram acordados para serem publicados pela direção da CNTE, porém, depois romperam o acordo.

Nesse sentido, é preciso dar um passo a frente na organização e estruturação de uma entidade nacional para dar o devido suporte as entidades estaduais, como elemento de coesão das demandas relativas aos interesses dos professores de filosofia e filósofos brasileiros.

Foi aprovado ainda neste encontro (6 e 7 de dezembro de 2012, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo):
a)  Compor uma coordenação com 7 efetivos e 4 suplentes para impulsionar a luta nacional para cumprir os objetivos de nossa organização, já delineados  na formação do Coletivo Nacional de Filosofia.

b) Realização de uma plenária Nacional no primeiro quadrimestre de 2013, para debater e deliberar sobre:

1- Conjuntura Educacional Brasileira;

2-Balanço da Situação do ensino da filosofia no Brasil;

3-Posicionamento sobre os projetos de filosofia que tramitam no Congresso Nacional;

4-Deliberar sobre nossa união e organização dos professores de filosofia no Brasil: (Objetivos, Finalidade, Estatuto e Direção Nacional.)

A coordenação indicada nesse encontro deverá implementar ações no sentido de retomar os contatos com os educadores que se comprometeram com o CNF no encontro do Anhembi e outros(as), divulgar as deliberações, contatar outras entidades de caráter nacional, organizar a eleição  da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Brasil – APROFFIB.

Deve ainda otimizar as ferramentas desenvolvidas para a divulgação de nossa atividade, incorporar todos os documentos existentes desde o encontro do Anhembi como parte integrante do histórico da nova entidade a ser constituída.(Resolução do 1° Encontro de Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo -  6/7-12/2012).



6-    REPRESENTANTE DA ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO BRASILSOLICITA APRESENTAÇÃO DE PROJETO  DE LEI PELA INCLUSÃO DA FILOSOFIA NO ENSINO FUNDAMENTAL

No dia 18 de abril de 2013, o presidente da ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO ESTADO DE SÃO PAULO - APROFFESP, e membro da ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO BRASIL - APROFFIB, Aldo Santos, se reuniu com o Presidente Nacional e Deputado Federal pelo Psol, Ivan Valente, para tratar de reivindicação de interesse das entidades dos Professores de Filosofia e Filósofos. Nessa reunião o presidente da APROFFESP sugeriu que o deputado apresente na Câmara Federal projeto de lei pela inclusão da Filosofia no Ensino Fundamental, conforme propositura já apresentada pelo Deputado Estadual do Psol, Carlos Gianazzi, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Além da nossa sugestão e justificativa, o deputado Ivan Valente disse que fará um levantamento em Brasília sobre a existência ou não de projeto dessa natureza e como parlamentar e educador se comprometeu em encaminhar a solicitação apresentada. No prazo de um mês ele dará retorno sobre a pesquisa que será realizada, bem como sobre os demais encaminhamentos pertinentes.
São Paulo, 18 de abril de 2013.
Secretaria dos trabalhos.


Ao Deputado Federal Ivan Valente.
Considerando que a luta pela obrigatoriedade da filosofia no ensino médio brasileiro foi uma grande batalha e conquista dos professores organizados;
Considerando que a reflexão filosófica é fundamental em qualquer processo de ensino-aprendizagem;
Considerando que em várias unidades escolares privadas já estão ensinando filosofia no ensino fundamental com um ótimo nível de aproveitamento pedagógico;
Considerando que em reunião com o Secretário adjunto de educação do Estado de São Paulo, João Palma, o mesmo ficou sensibilizado com a essa reivindicação e admitiu a possibilidade de implementá-la no ensino fundamental, por enquanto em caráter optativo pelas unidades escolares;
          Considerando que esse tema tem sido objeto de debate por parte dos professores que já lecionam no ensino médio e que nossa entidade em plenária aprovou que deveríamos encaminhar a comissão de educação da assembleia essa nossa reivindicação;
Considerando que no 1° Encontro de professores de filosofia e filósofos do estado de São Paulo, realizado nos dias 06/07/2012, foi aprovado uma comissão provisória para encaminhar as lutas em nível nacional;
Considerando que na Reunião da Aproffib, realizada em 16/02/2013, esse tema foi debatido e foi indicado que encaminhássemos ao Deputado Federal Ivan Valente tal solicitação para ser protocolizada no Congresso Nacional;
Vimos através deste solicitar que vossa excelência apresente um projeto de lei "instituindo a obrigatoriedade da filosofia no ensino fundamental em nosso País", bem como outras proposituras pertinentes, para que avancemos ainda mais no processo de reflexão e transformação da Sociedade Brasileira.

Sem mais para o momento,
Atenciosamente.
Comissão provisória da APROFFIB

JUSTIFICATIVA  DA PROPOSITURA
Há 2.500 anos a filosofia vem navegando no universo do conhecimento e da sabedoria humana. Com a sistematização do pensamento a partir do mundo grego ela vem definindo o jogo político, instituindo e derrubando governos, questionando os modos de produção e instituindo novos poderes. Questiona conceitos morais e éticos, desvenda fenômenos religiosos, provoca revoluções e justificativas processuais, numa cronologia ascendente, ora a partir de eixos cronológicos, ora a partir dos modos de produção existentes, buscando esclarecer e enaltecer a vida do homem no planeta e a sua finitude ou não, ao mesmo tempo em que se renova a cada instante para estabelecer as diretrizes do pensamento educacional e das transformações e revoluções necessárias e urgentes.
Do ponto de vista econômico e das relações de produção devemos rever nossas afinidades filosóficas diante do mundo do trabalho, estabelecer a reflexão a partir do seu caráter ontológico e fundante que o mesmo representa.
As observações do pensamento a partir da evolução humana estabelecem momentos de rupturas e superações como no filme a guerra do fogo, como na expressão do pensamento de Engels: “a transformação do macaco em homem”, os modos de produção vêm definindo e delineando os embates de classe, as teorias de Marx fundamentando e combatendo o positivismo ainda militante, assim como o capitalismo em sua profundidade, nos remete a necessidade de darmos um passo à frente do ponto de vista conceitual e da práxis humana, revolucionando as aspirações pedagógicas rumo à edificação do homem e do mundo novo que devemos revolucionariamente construir.
No manual do professor do livro “Iniciação à filosofia”, da filósofa Marilena Chauí, primeira edição de 2011, publicado pela Editora Ática, na pagina três, ela define e afirma que a filosofia “Está presente na vida de todos nós. No mundo ocidental, costuma-se dizer que remonta aos gregos. De uma perspectiva mais ampla, podemos dizer que ela está presente na vida do ser humano desde um tempo imemorial, anterior às primeiras civilizações. Dos primórdios do Homo sapiens até as primeiras organizações humanas, cada atitude individual ou coletiva, cada fenômeno físico ou avanço técnico, cada nova percepção dos meandros da alma humana foi entremeada por ações passíveis de analise filosóficas”.
Um recorte necessário
Procurando estabelecer uma relação direta entre o ensino de filosofia no Brasil e o Programa Nacional do Livro Didático, o guia de livros de Filosofia para 2012, este vai afirmar que: “desde 1663, ano em que a filosofia foi pela primeira vez inserida nos currículos das escolas brasileiras tratava-se então da primeira escola de ensino secundário da companhia de Jesus, na Bahia - a presença da filosofia na escola brasileira se deu de forma descontínua e frágil”.
Em outra publicação também do Ministério da Educação publicado em 2010, num dos artigos, o mesmo faz referência a três gerações de filósofos, referindo- se sobre o Ensino de filosofia no Brasil. Os autores Marcelo Carvalho, e Marli dos Santos, em um “breve panorama da trajetória do ensino de filosofia nos últimos 50 anos”, afirmam: “Uma missão Francesa constituída de professores de renome daquele país do velho continente chegou ao Brasil na década de 1940 para criar e desenvolver o ensino de filosofia na recém criada Universidade de São Paulo, fundada em 1934, atendendo às demandas de formação intelectual da burguesia paulistana”.
Na página 13 do capítulo 1, do livro de Filosofia, da coleção Explorando o Ensino, volume 14 do Ministério da Educação publicado em 2010, o mesmo faz referência a três gerações de filósofos, referindo- se sobre o Ensino de filosofia no Brasil.
Os autores apontam ainda alguns momentos marcantes da história e o contexto da filosofia e da sociologia, a saber:
a) De 1937-1945, em pleno Estado novo, Getúlio Cria o Ministério da Educação e Saúde pública, para parcelas mais ampla da população do Brasil;
b) As mudanças se deram por conta do movimento que defendia a renovação na educação, em que a mesma deveria ser pública e gratuita, laica e obrigatória. Esse movimento foi denominado de “Manifesto dos pioneiros da Escola Nova”. Seguramente esse movimento expressa seu caráter ideológico e a formatação de um projeto da educação brasileira;
c) No final da década de 50, ocorrem grandes mudanças na educação, fundamentalmente no ensino médio. O Desenvolvimentismo, a abertura do mercado às empresas multinacionais, indústrias automobilísticas, cigarros, farmacêutica e de mecânica;
d) A LDB prevista na Constituição de 1946 foi colocada em prática em 1961, durante o governo de João Goulart. A Lei 4024/61 tinha a orientação da não obrigatoriedade do ensino de Filosofia e Sociologia;
e) Com o golpe Militar em 1964, a Filosofia e a Sociologia transformou-se num ensino instrumental, com seu pragmatismo autoritário;
f) Em 1968 a Filosofia foi retirada de todos os vestibulares do país e, em 1971 a lei 5692/71 eliminou de vez a Filosofia e a sociologia da grade curricular do ensino médio, introduzindo o OSPB. Essa orientação e defesa do regime perduraram de 1964 a 1985;
g) Os autores falam que nesse período a filosofia “se manteve no exílio do Ensino Médio Público”;
h) A partir dos anos 80 ela reaparece como disciplina optativa;
i) Em 1996, com a LDB 939/96 a situação se manteve: No artigo 36, parágrafo 1°, recomendava “domínio dos conhecimentos de filosofia e de sociologia necessários ao exercício da cidadania”;
j) Diante desta argumentação, não convincente para os conhecedores da necessidade de conteúdos filosóficos para adolescentes e jovens, no ano 2000 o Pe. Roque Zimmermman, deputado federal do PT no Paraná, elaborou o projeto de lei PL 009/2000 que tornava obrigatória a inclusão na grade curricular do ensino médio as disciplinas de Filosofia e Sociologia. (Escrito por Tânia Rodrigues Palhano, 10 de abril de 2010, no site: O mundo Filosófico);
k) O projeto que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional foi aprovado pelo Senado da República no dia 18 de setembro de 2001, após várias manifestações.
A vitória parcial no Senado não se completou. No dia 09 de outubro do mesmo ano foi publicado no Diário Oficial da União o veto do Presidente da República Fernando Henrique Cardoso, que é sociólogo. Conforme notícia do Terra Educação (2001), alegou que com a abertura de novos cargos de professores ter-se-ia um aumento de custos, onde Estados e Prefeituras não iriam suportar a elevação da folha de pagamento e que não existe um número suficiente de profissionais qualificado no mercado, sociólogos e filósofos que garanta o atendimento do projeto. (escrito por Tânia Rodrigues Palhano, 10 de abril de 2010, no site o mundo Filosófico);
l) Vale ressaltar que no Estado da Paraíba a Lei n. 7.302/02 foi aprovada em 7 de janeiro de 2003, e determina a obrigatoriedade da disciplina Filosofia nas Escolas Públicas do Estado da Paraíba no ensino médio, a qual não se efetivou na prática. Atualmente a atividade do ensino da filosofia está se consolidando, na esfera pública estadual do ensino médio, com a obrigatoriedade desta disciplina a nível federal. (escrito por Tânia Rodrigues Palhano, 10 de abril de 2010, no site o mundo Filosófico)
Elementos e ação para o retorno da filosofia

O dia 7 de junho de 2006 ficará na memória e história de mais de trezentos professores e estudantes que compareceram ao plenário do CNE, onde foi aprovado as disciplinas de Filosofia e Sociologia como obrigatórias (resolução 04/06).
1º Encontro Nacional de Filosofia e Sociologia realizado nos dias 22 a 24 de julho de 2007 no Anhembi-SP;
Na época apresentei aos delegados um documento básico da proposta organizativa dos professores de Filosofia em nível nacional, realizamos uma plenária dentro do encontro e constituímos a Coordenação Nacional do Coletivo Nacional de Filosofia. Criou-se então o coletivo Nacional de Filosofia em 2007. (http://coletivonacionaldefilosofia.blogspot.com/);
Em 2008 houve o IX Encontro Estadual do Coletivo de Filosofia, Sociologia e Psicologia da APEOESP. Várias propostas foram aprovadas no sentido de fortalecer a nossa luta pela efetiva implantação da Filosofia no currículo do Ensino Médio. Uma das polêmicas centrais do IX Encontro do Coletivo de filosofia, Sociologia e Psicologia da APEOESP foi o enunciado da nossa proposta sobre a necessidade da fundação de uma entidade dos filósofos, concebida sem a pretensão ou preocupação de concorrer com o sindicato estadual dos professores, haja vista que do ponto de vista sindical global estamos muito bem organizados e abrigados nesta entidade;
Em 2008 foi aprovada a lei 11.684/08, revendo o artigo 36 da LDB, tornando obrigatória a filosofia e a sociologia no ensino médio;
Em Setembro de 2009 tomou posse a primeira Diretoria eleita da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo – APROFFESP - numa Plenária Estadual, realizada no dia 26 de Setembro de 2009, na Rua Carlos Petit, n°199, Vila Mariana. Os membros eleitos tomaram posse, tendo por base o resultado das eleições realizadas no dia 26/08/2009, com a votação de 226 professores no Estado (foto da posse). http://aproffesp.blogspot.com/.
Em outubro de 2010, membros da diretoria da Aproffesp são recebidos pela Secretaria Estadual de Educação, através da representante da CENP, onde reivindicamos o aumento das aulas de filosofia no ensino médio e a introdução da filosofia no ensino Fundamental. Posicionamo-nos ainda contra os cadernos de filosofia para alunos e professores, haja vista que os mesmos apresentam um conteúdo fragmentado e qualquer conteúdo pertinente deve levar em conta a contribuição dos professores de filosofia da rede do Estado de São Paulo.
Percebe-se, a partir destes recortes históricos e da argumentação pela presença da Filosofia no currículo escolar, uma luta de longo tempo, mas contínua e efetiva, pela volta e inclusão definitiva dessa área do conhecimento na escola. Como escreveu a professora Marilena Chauí, uma das estudiosas, professoras e intelectuais mais respeitadas no país, “a Filosofia está presente na vida de todos nós.” E cabe acrescentar: presente na vida de todos nós cotidianamente.
Neste sentido, tanto quanto qualquer uma das disciplinas já escaladas para compor o currículo da escola fundamental, a Filosofia deve ter o seu lugar de direito. E com isso, contribuir para dar mais sentido ao mundo contemporâneo. (texto referência: palestra proferida pelo Professor Aldo Santos na Universidade Metodista em SBCAMPO)
Este Projeto de Lei tem a colaboração e sugestões formuladas pela Associação dos Professores de filosofia e filósofos do Estado de São Paulo – APROFFESP.


7-    ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO BRASIL - APROFFIB

Sob a denominação de ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO BRASIL - APROFFIB fica constituída uma Associação, de duração indeterminada, sem fins lucrativos. Esta Associação terá caráter educativo, formativo, cultural, de análise filosófica, econômica e político-social.

Constituem finalidades de Associação:

a)  Promover atividade de formação, educação, palestras, seminários, encontros e Congressos, de promoção geral, de caráter filosófico, onde e quando se fizer necessário;
b)  Promover, apoiar e incentivar todas as formas de manifestação cultural, social, política, econômica, educativa, formativa e associativa;
c)  Incentivar comportamentos de participação, organização e solidariedade, criando ou estimulando, para esse fim, atividade sistemáticas e assistemáticas no campo formativo, educacional, político, econômico, filosófico, social, promocional e cultural;
d)  Criar, aperfeiçoar e transmitir uma metodologia que viabilize os seus objetivos, assim como divulgar pesquisas, estudos, cursos, seminários, debates, experiências educativas e de avaliação;
e)  Representar os educadores e profissionais da educação da rede pública e privada do ensino fundamental, médio e superior, com finalidade formativa e informativa, bem pleitear junto aos órgãos governamentais e privados os interesses materiais e imateriais dos professores e filosofia, e filósofos do BRASIL.
 Para a consecução dos seus objetivos e finalidades, a Associação poderá: Desenvolver atividades, onde e quando julgar necessário; Manter convênio e/ou associar-se a entidades similares ou da mesma natureza, a entidades de apoio ajuda e solidariedade; Divulgar e promover suas atividades e finalidades, através da constituição de um órgão de imprensa ou de outras formas que julgar conveniente; e Prestar auxílio material a entidade ou associações, bem como ceder dependência para suas ATIVIDADES;
 DOS ASSOCIADOS.
A Associação não fará distinção de raça, cor, nacionalidade, classe social, concepção filosófica ou religiosa.

A Associação é constituída de número limitado de associado, maior de 16 anos:
São considerados associados fundamentais, os que assinam a ata de fundação da Associação.
A admissão de novos associados é de competência da executiva constituída. Em caso de destaque, deve ser submetido à Assembleia Geral.

São direitos dos associados:
a)  Votar e ser votado;
b)  Participar das Assembleias Gerais Ordinárias e Extraordinárias;
c)  Participar das atividades em que a Associação esteja direta ou indiretamente envolvida;
d)  Desligar-se da Associação por motivos pausáveis;
e)  Apresentar novos associados para a admissão a Associação, conforme capítulo II, artigo 4, § 2º.
São deveres dos associados:
a)  Acatar o Estatuto da Associação;
b)  Colaborar com a Diretoria na consecução dos trabalhos e objetivos;
c)  Apresentar ao Presidente e à Assembleia Geral qualquer irregularidade verificada;
d)  Exercer o cargo para o qual foi eleito, salvo se houver motivo de força maior plenamente justificável;
Participar do planejamento e avaliação dos planos anuais de trabalho.




8-DIRETORIA EXECUTIVA DA ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO BRASIL


CONFORME APROVADO NO 1° ENCONTRO ESTADUAL  DA APROFFESP, REALIZADO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO, NOS DIAS 06/07 DE DEZEMBRO DE  2012, NESSE DIA, FOI CONSTITUÍDA  UMA COMISSÃO PROVISÓRIA ATÉ A  PRIMEIRA PLENÁRIA  DA APROFFIB QUE FOI AGENDADA PARA O DIA 16 DE MAIO DE 2013. ALÉM DOS INFORMES REGIONAIS E NACIONAL, ENCAMINHAMOS  O DEBATE SOBRE A ESTRUTURAÇÃO DA NOSSA ENTIDADE NACIONAL. FOI  ELEITA PORTANTO  A PRIMEIRA DIRETORIA DA APROFFIB, CONFORME COMPOSIÇÃO ABAIXO.

PRESIDENTE: ALDO JOSIAS DOS SANTOS
VICE PRESIDENTE : HUGO ALLAN MATOS
SECRETÁRIA: ALEXANDRA SOUSA BARROS
TESOUREIRO: ALVARO AUGUSTO DIAS JUNIOR
DIRETORES DE COMUNICAÇÃO E PROPAGANDA:
JOSE CARLOS CARNEIRO E EDUARDO CARVALHO
DIRETOR DE RELAÇÕES PEDAGÓGICAS: CHICO GRETTER
DIRETOR DE RELAÇÕES INSTITUCIONAIS: JOSÉ DE JESUS

9-AVANÇOS E DASAFIOS

Diferentemente de outras entidades cartoriais,  a eleição da diretoria da APROFFIB, representa a mais  genuína expressão da luta organizada nos mais variados  movimentos pela  retomada da filosofia no ensino médio e o nosso grande desafio agora é ampliar nossa luta pela inclusão  da filosofia no ensino fundamental,  construir uma proposta curricular nacional a partir dos professores de filosofia,  lutarmos pelo aprimoramento  do conteúdo filosófico nos livros didáticos, melhorando, ampliando e lutando pela abertura de mais faculdades de filosofia no Brasil.
Nesse sentido, o nosso apoio a Realização do Primeiro Congresso Brasileiro de Filosofia da Libertação que foi  realizado nos dias 4, 5, 6 de Setembro de 2013 na capital de São Paulo, foi  um importante momento nesta perspectiva de uma organização nacional, apontando para ampliação de nossa união e organização em todo território Nacional, tendo como ponto de partida a organização dos estados a partir de uma pauta debatida e aprovada pelos professores em luta. O desafio está lançado e convocamos todos e todas para essa  importante tarefa militante .

Lutar e vencer é preciso!

ALDO SANTOS- COORDENADOR DA APEOESP-SBC, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA  E FILÓSOFOS DO ESTADO DE SÃO PAULO E DA ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES DE FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO BRASIL



25/09/2013

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.: SP abrirá nesta quinta as inscrições de concurso p...: SP abrirá nesta quinta as inscrições de concurso para 59 mil professores Prova será no dia 17 de novembro. Cerca de 20 mil convocados já...

SP abrirá nesta quinta as inscrições de concurso para 59 mil professores:A prova será realizada no dia 17 de novembro em 91 municípios do estado de São Paulo.

SP abrirá nesta quinta as inscrições de concurso para 59 mil professores
Prova será no dia 17 de novembro.
Cerca de 20 mil convocados já vão começar a lecionar no início de 2014.
Do G1, em São Paulo.

25/09/2013 13h54- Atualizado em 25/09/2013 16h02

O governo paulista vai abrir nesta quinta-feira (26) as inscrições para um concurso público que vai selecionar 59 mil novos professores. As inscrições poderão ser feitas até 16 de outubro no site www.educacao.sp.gov.br. A prova será realizada no dia 17 de novembro em 91 municípios do estado de São Paulo.
A prova terá 80 questões objetivas e duas questões dissertativas e o conteúdo se refere à formação básica do professor e à formação específica de cada disciplina.
A bibliografia e conteúdo cobrados foram divulgados no dia 15 de agosto (veja no Saiba Mais ao lado).

Segundo a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, já no início do próximo semestre letivo, já serão chamados 20 mil profissionais. A pasta afirma que este será o maior concurso de professores da história do magistério paulista. O governador Geraldo Alckmin havia anunciado em julho a abertura dessas 59 mil vagas para professores na rede estadual.
A rede estadual tem 181,5 mil professores efetivos e estáveis. De acordo com a secretaria, o salário inicial de um professor que leciona para classes de anos finais do ensino fundamental e do ensino médio, com jornada de 40 horas semanais em 2014 será de R$ 2.415,89.
A prova apresenta mudanças na convocação dos profissionais com o objetivo de tornar mais rápido o ingresso dos professores em salas de aula do ciclo 2 e do ensino médio. Anteriormente, os recém-aprovados no concurso passavam por um curso na Escola de Formação e Aperfeiçoamento do Estado de São Paulo antes de começarem a lecionar.

A partir de agora, o curso de formação acontecerá simultaneamente ao estágio probatório. Os novos ingressantes também não precisarão mais cumprir os três anos de atuação obrigatória na unidade de ensino para só então participarem do processo de remoção.

24/09/2013

Os estudantes se negaram a defender o projeto interdisciplinar sobre a ‘Preservação da Identidade Étnico-Cultural brasileira’ por entenderem que o trabalho faz apologia ao “satanismo e ao homossexualismo”, proposta que contraria as crenças deles.

Alunos evangélicos se recusam a fazer trabalho sobre a cultura afro-brasileira
Alunos se negaram a fazer projeto sobre cultura afro-brasileira, alegando 'princípios religiosos', afirmando que o trabalho faz apologia ao 'satanismo e ao homossexualismo'.
Manaus (AM), 10 de Novembro de 2012
MARIA DERZI

Polêmica na escola motivou ida de representantes de Fórum, OAB e MPE (Odair Leal)

O protesto de um grupo de 13 alunos evangélicos do ensino médio da escola estadual Senador João Bosco Ramos de Lima - na avenida Noel Nutels, Cidade Nova, Zona Norte -, que se recusaram a fazer um trabalho sobre a cultura afro-brasileira – gerou polêmica entre os grupos representativos étnicos culturais do Amazonas.
Os estudantes se negaram a defender o projeto interdisciplinar sobre a ‘Preservação da Identidade Étnico-Cultural brasileira’ por entenderem que o trabalho faz apologia ao “satanismo e ao homossexualismo”, proposta que contraria as crenças deles.
Por conta própria e orientados pelos pastores e pais, eles fizeram um projeto sobre as missões evangélicas na África, o que não foi aceito pela escola. Por conta disso, os alunos acamparam na frente da escola, protestando contra o trabalho sobre cultura afro-brasileira, atitude que foi considerada um ato de intolerância étnica e religiosa. “Eles também se recusaram a ler obras como O Guarany, Macunaíma, Casa Grande Senzala, dizendo que os livros falavam sobre homossexualismo”, disse o professor Raimundo Cardoso.
Para os alunos, a questão deve ser encarada pelo lado religioso. “O que tem de errado no projeto são as outras religiões, principalmente o Candomblé e o Espiritismo, e o homossexualismo, que está nas obras literárias. Nós fizemos um projeto baseado na Bíblia”, alegou uma das alunas.
Intolerância gera debate na escola
A polêmica entre os alunos evangélicos e a escola provou a ida de representantes do Fórum Especial de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros do Amazonas, da Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Amazonas, e do Ministério Público do Estado.
Para a representante do movimento de entidades de direitos humanos e do Fórum Especial de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros do Amazonas, Rosaly Pinheiro, a problemática ocorrida na escola reflete uma realidade de racismo e intolência à diversidade. “Nós temos dados de que 39% dos gestores e alunos das escolas são homofóbicos. Essa não pode ser encarada como uma oportunidade para se destacar um fato ruim, mas sim uma oportunidade de se discutir, de uma forma mais ampla essas questões com os alunos”,disse.
Para a representante do Ministério Público, Carmem Arruda,a situação também deve ser encarada como uma oportunidade de esclarecer a comunidade.“É uma chance de discutir a diversidade e uma oportunidade de contruirmos uma conscientização junto não apenas aos alunos, mas sim às famílias que serão fazem refletidas junto a comunidade”.

Representante do Fórum pela Diversidade da OAB/AM, Carla Santiago, ressaltou que o episódio não era para ser encarado como um ato que fere os direitos de negros, homossexuais, mas sim um momento de conscientizar os alunos sobre a etnodiversidade. A conversa entre os diversos segmentos envolvidos prometia uma nova rodada, mas até o fechamento desta edição estava mantida a posição da escola de cobrar o trabalho original passado aos alunos pelo professor de História.

http://acritica.uol.com.br/noticias/Amazonas-Manaus-Cotidiano-Polemica-alunos-professores-trabalho-escolar-afro-brasileiro-evangelicos-satanismo-homossexualismo-espiritismo_0_808119201.html#.USORzEpetjl.facebook

23/09/2013

Alunos e pais querem espaço em conselho dominado por empresários do ensino

Alunos e pais querem espaço em conselho dominado por empresários do ensino

Setor privado mantém maioria no Conselho Estadual de Educação do governo paulista, que reúne banqueiro e pessoas ligadas a universidades e escolas particulares
por Cida de Oliveira, da RBA publicado 20/09/2013 08:32
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JOSÉ JORGE/GOV. ESTADO SP
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Estudantes, pais e comunidade escolar estão fora de Conselho Estadual de Educação
São Paulo – Apesar de o governador Geraldo Alckmin (PSDB) ter dado posse a seis novos integrantes do Conselho Estadual de Educação (CEE), o colegiado mantém em sua maioria nomes diretamente associados aos setores privados da educação básica e superior, além dos próprios empresários e até um banqueiro. Dos 29 conselheiros, a maioria (16) representa os interesses particulares, conforme um levantamento do Observatório da Educação. O segundo maior grupo continua sendo o de professores e pesquisadores de universidades privadas e públicas.
Entre os empresários nomeados por Alckmin no final de julho estão Jair Ribeiro da Silva Neto, diretor do Banco Indusval & Partners, e Sylvia Figueiredo Gouvêa, diretora da Escola Lourenço Castanho. Foram reconduzidos Hubert Alquéres, vice-presidente do Colégio Bandeirantes, e Maria Elisa Carbonari, sócia do grupo educacional Anhanguera.
A coordenadora geral do Conselho dos Representantes dos Conselhos de Escola (Crece) no Estado de São Paulo e mãe de aluno da rede pública de ensino, Kezia Alves, classifica como absurda a composição do CEE.“Um órgão que tem a função de fazer o controle social tem de ser composto, em sua maioria, por representantes da maioria da população”, disse, ressaltando que há empresário ocupando a vaga de pais.
De acordo com ela, a composição do conselho deveria ser como a os demais conselhos, como da Saúde, por exemplo, no qual metade é constituída por usuários do sistema público. Ela classifica como ‘vergonhosa’ a indicação, pelo governador, de pessoas vinculadas a setores privados. E reclama também da grande presença de acadêmicos, muitas vezes distantes das necessidades reais da educação pública.
Outro crítico é um dos coordenadores do Fórum Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de São Paulo, Lourival Nonato dos Santos. Para ele, o conselho deve ser paritário, com a participação de usuários do sistema público de ensino. “O atual conselho é um ‘conselho de mestres’, de grandes empresários , cujos interesses são diferentes dos interesses da sociedade como um todo”, disse.
Ele reclama também da falta de representação dos estudantes, em especial da educação básica, o que se reflete em fóruns e conferências nas quais a participação dos alunos não passa de 12%. “Mesmo em colegiados tripartites, metade das cadeiras ficam com a sociedade”, disse. “O problema é justamente a falta de representantes da população num espaço para debater com legitimidade. No caso da educação, o debate fica nas mãos dos mestres. O aluno, para quem a educação deveria estar voltada, acaba ficando de fora”.
Os estudantes fazem coro às críticas contra a atual constituição e reivindicam representação no CEE. A demanda esteve na pauta do encontro da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE) com o secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, há três semanas.
No encontro foi reafirmada a oposição estudantil ao Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), lançado em 20 de dezembro por Geraldo Alckmin.foi reivindicado ainda a urgência na elaboração do Plano Estadual de Educação e do repasse de recursos do pré-sal paulista para o setor.  o projeto de iniciativa popular para criação de cotas nas universidades estaduais.
Segundo a presidenta da entidade, Carina Vitral, o secretário se comprometeu a incluir representação estudantil entre os conselheiros em junho de 2014, quando parte do colegiado será renovada. "É preciso mudar as regras do conselho, que são baseadas em lei de 1971 e que não preveem a participação de alunos e pais", disse. "A sociedade tem de ter participação num colegiado de interesse público que se tornou um espaço de lobby dos empresários do setor, especialmente donos de faculdades".
O CEE foi regulamentado  pela Lei 10.403, de 1971, que não garante a participação de mães, pais, estudantes e demais organizações da sociedade civil. Aprovado sem emendas nas comissões de Constituição e Justiça e de Educação da Assembleia Legislativa paulista, o projeto de lei 108/2012, de autoria dos deputados petistas Geraldo Cruz e Simão Pedro, está em pauta para votação no plenário. O PL estabelece mudanças na constituição do colegiado e a possibilidade de eleição para representantes da sociedade civil.
Desde o último dia 16, a presidenta do CEE Guiomar Namo de Mello tem sido procurada mas não atendeu a reportagem.

Livros didáticos seguirão matrizes curriculares do Enem a partir de 2015

Livros didáticos seguirão matrizes curriculares do Enem a partir de 2015


Especialistas temem que professores não consigam se preparar para o formato em dois anos

22 de setembro de 2013 | 21h 43
Bárbara Ferreira Santos e Victor Vieira - O Estado de S.Paulo
A reforma do ensino médio nos moldes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já começou antes mesmo da reestruturação do currículo. A partir de 2015, os livros didáticos das redes públicas serão interligados dentro das quatro áreas de conhecimento propostas pela prova. "Não significa o fim do livro didático por disciplina, mas cada matéria terá de dialogar com outras", explica o secretário de educação básica do Ministério da Educação (MEC), Romeu Caputo.

O edital dos livros didáticos para 2015 exige que as disciplinas de Química, Física e Biologia, por exemplo, estejam interligadas e atendam a requisitos mínimos comuns das Ciências da Natureza. Pela primeira vez, o documento prevê que as editoras apresentem obras com complementos digitais - e-books, jogos e aplicativos. Os próximos editais devem seguir esse mesmo formato, segundo o MEC.
Uma comissão de avaliadores em 12 universidades federais analisa se os livros apresentados em agosto por editoras de todo o País atendem a esses critérios. Até junho de 2014, um guia de obras recomendadas pelo governo federal deve ser enviado às escolas públicas.
Essa mudança faz parte do projeto do MEC para redefinir todo o currículo do ensino básico - fundamental e médio - em um formato interdisciplinar semelhante ao Enem. "A mudança faz parte do que chamamos de Base Nacional Comum do Currículo. Converge avaliação, formação dos professores e produção de material", diz Caputo.
O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, diz que o modelo curricular do Brasil é historicamente determinado pelos vestibulares. "Antes, poucas escolas tinham acesso a essas informações. Com o Enem e suas áreas definidas, todo mundo está conhecendo as matrizes de habilidades e competências, especialmente as escolas públicas."
Especialistas, porém, temem a adoção de obras nesse modelo sem a preparação dos professores. "Uma coisa é produzir o material, outra é ser usado com qualidade", diz Paula Louzano, doutora em Educação pela Universidade de Harvard. Para João Roberto Moreira Alves, presidente do Instituto de Pesquisas e Administração da Educação, a formação dos professores, se iniciada hoje, só alcançaria maturidade em 4 anos.
Para alunos e pais das redes públicas, os novos livros só representarão uma mudança no formato do ensino médio quando o material didático for efetivamente usado na sala de aula. "Hoje o livro é pouco usado porque os professores levam os materiais deles e os alunos não querem carregar tanto peso à toa", afirma Daniela Machado, de 17 anos, que cursa o 2.º ano do ensino médio na Escola Estadual Ibrahim Nobre, na zona sul de São Paulo. / COLABOROU CARINA BACELAR, ESPECIAL PARA O ESTADO


22/09/2013

.: Lideranças sindicais vão organizar a Intersindica...

.: Lideranças sindicais vão organizar a Intersindica...: Lideranças sindicais  vão organizar a Intersindical na região do ABC Um grupo de sindicalistas sintonizados com os acontecimentos e com a...

Lideranças sindicais vão organizar a Intersindical na região do ABC

Lideranças sindicais  vão organizar a Intersindical na região do ABC
Um grupo de sindicalistas sintonizados com os acontecimentos e com a necessidade de  compreender  e responder   aos gritos  das  ruas  e as revoltas populares iniciadas em junho/julho, com seus desdobramentos, entende que é necessário enfrentar os inimigos e adversários sempre de forma unida e organizada.
Numa região que tem o maior Parque industrial da America Latina, que na década de 80 foi o maior palco de lutas e resistência contra a ditadura militar, e, até então o berço do novo sindicalismo, não pode ficar indiferente ao imobilismo de várias Centrais governistas que são meras correias de transmissão das políticas oficiais e dos patrões.
Nesse sentido, entendemos que a Intersindical se apresenta como uma nova possibilidade de fazer a interlocução de classe, apoiar os movimentos e suas reais reivindicações, construindo e renovando o sindicalismo brasileiro carcomido pelo peleguismo, disputa de aparelhos e atrelamento aos interesses do capital.
Após debate, os presentes aprovaram as seguintes propostas e encaminhamentos:
1-Foi consenso a organização da intersindical na região;
2-Nos comprometemos em participar dos encontros aprovados conforme resoluções do seminário recentemente realizado;
3-Continuar o diálogo com a Coordenação Nacional da intersindical;
4- Foi constituída uma comissão de trabalho para encaminhar uma nova plenária para o dia 19 de outubro de 2013 na subsede da APEOESP-SBC, a partir das 16 horas, com a seguinte pauta:
Pauta:
1-Avaliação da Conjuntura Sindical Brasileira;
2-Organização da Intersindical no ABCDMR;
3-Estruturação.


Presentes a plenária: Representantes e militantes da APEOESP e APROFFESP, Oposição dos servidores de Santo André, São Bernardo do Campo, e represente da comissão de fábrica da BASF. Dirigentes regionais da TLS participaram como observadores.

20/09/2013

Concurso de Remoção




INSCRIÇÃO – via WEB

Período - 25/09 a 01/10/2013
 
A inscrição será realizada via WEB, no endereço www.gdae.sp.gov.br/Concurso de Remoção, no qual o candidato efetuará inscrição e indicação das unidades escolares.

  ACESSO AO SISTEMA
             
Alertamos que para o candidato obter o primeiro acesso ao GDAE e cadastrar login e senha é necessário ter todos os dados pessoais devidamente atualizados no Cadastro Funcional (PAEF), tais como: RG (com dígito se houver), Unidade federativa do RG, Data de Nascimento e E-mail com endereço eletrônico válido, pois, caso contrário, o candidato não conseguirá gerar o login e a senha para acessar o sistema GDAE e cadastrar a inscrição, devendo, neste caso, a Diretoria/Escola atualizar o cadastro funcional antes do docente acessar o GDAE.
           

  PROCEDIMENTO – CANDIDATO

Após acessar a devida página de inscrição, preencher os dados no requerimento de inscrição e efetuar as indicações desejadas seguindo os passos dispostos no Manual de Orientação. Concluída a inscrição, imprimir o Protocolo de Inscrição. Para ser efetivada a inscrição, deve ser registrada ao menos uma indicação (via WEB).

Ao se inscrever por União de Cônjuges, o candidato deverá entregar ao Diretor da Unidade Escolar, cópia xerográfica da certidão de casamento ou escritura pública da declaração de convivência marital, expedida pelo Cartório ou Tabelião de Notas e Atestado do Cônjuge (original).
            
A partir do ano de 2013, farão jus a concorrer em Concurso de Remoção, os candidatos que apresentarem Declaração de União Estável Homoafetiva, conforme Parecer PA nº54/2012 e Comunicado UCRH nº7/2013.

1-      De acordo com Decreto nº 59.447/2013, o Docente – Professor Educação Básica II, incluído em:

 JC – Jornada Integral: poderá indicar Jornada Integral, Jornada Básica e Jornada Inicial;
 JB – Jornada Básica: poderá indicar Jornada Integral, Jornada Básica e Jornada Inicial;
 JI – Jornada Inicial: poderá indicar Jornada Integral, Jornada Básica e Jornada Inicial;
 JR: – Jornada Reduzida: poderá indicar Integral, Jornada Básica, Jornada Inicial ou Reduzida.

           2- Professor Educação Básica I: poderá indicar: JB – Jornada Básica/JI – Jornada Inicial
           3- Poderá participar de Concurso de Remoção o integrante do Quadro do Magistério que se encontre no período de estágio probatório, independentemente de haver, ou não, ingressado mediante concurso regionalizado.


 PROCEDIMENTO – UNIDADE ESCOLAR

             O Diretor de Escola terá conhecimento dos professores de sua unidade que se inscreveram na remoção, em consulta no referido endereço GDAE/ Remoção/ perfil – Escola.

               Deverá incluir, obrigatoriamente, os candidatos adidos na opção Reserva, caso o candidato não tenha se manifestado em participar do Concurso.

              Deferir ou indeferir a reserva das inscrições por Reserva ou Remoção Reserva de sua Unidade Escolar (neste caso candidatos adidos participantes do Concurso, candidatos com jornada de trabalho parcialmente constituída e candidatos que constituem jornada em outra unidade escolar).

               
Candidatos, Diretores de Escola e membros das Diretorias de Ensino que apresentarem problemas em obter o Perfil correto para sua participação no evento, deverão contatar o Administrador do GDAE da respectiva Diretoria de Ensino (Sr. Rogério – NIT), que se reportará à Central do GDAE desta Secretaria da Educação para resolver pontualmente cada caso.


AVALIAÇÃO – TEMPO DE SERVIÇO/TÍTULOS

Para a classe de docentes, a avaliação de tempo de serviço e títulos deverá seguir o abaixo disposto:

Decreto nº55. 143/2009

Artigo 9º - O candidato inscrito no concurso de remoção será classificado entre seus pares, de acordo com o somatório de pontos obtidos por tempo de serviço e títulos apresentados, na seguinte conformidade:

I - nas classes de docentes:

a) por tempo de serviço no campo de atuação da inscrição, referente à classe ou às aulas, com a seguinte pontuação e limites:
1. como titular de cargo: 0,005 (cinco milésimos) por dia, até o máximo de 50 (cinquenta) pontos;
2. como titular de cargo, na atual unidade de classificação: 0,001 (um milésimo) por dia, até o máximo de 10 (dez) pontos;
3. como docente no Magistério Público Oficial, anteriormente ao ingresso no cargo de que é titular: 0,002 (dois milésimos) por dia, até o máximo de 20 (vinte) pontos;

b)  por títulos, observado o campo de atuação da inscrição, com a seguinte pontuação:
1. Diploma de Mestre correlato e intrínseco à disciplina do cargo de que é titular ou à área da Educação, referente às matérias pedagógicas: 5 (cinco) pontos;
2. Diploma de Doutor correlato e intrínseco à disciplina do cargo de que é titular ou à área da Educação, referente às matérias pedagógicas: 10 (dez) pontos;
3. Certificado de Especialização e/ou Aperfeiçoamento correlato e intrínseco à disciplina do cargo de que é titular ou à área da Educação, referente às matérias pedagógicas: 1 (um) ponto por certificado, até o máximo de 5 (cinco) pontos;


              Segue cronograma pertinente a esta fase:

·          Publicação do Comunicado de abertura de Inscrição e das Vagas Iniciais – DOE 25/09/2013.

·          Período de Inscrição - via WEB – de 25/09 a 01/10/2013

·          Digitação Complementar Inscrição – Unidade Escolar/Diretoria de Ensino – de 25/09 a 08/10/20123.

·          Remessa de Documento de UC ao CEMOV/DEAPE/CGRH – até 04/10/2013 - IMPRETERIVELMENTE.


Atenciosamente,

CEMOV/DEAPE/CGRH

19/09/2013

45 anos de Filosofia da Libertação na América Latina .

45 anos de Filosofia da Libertação na América Latina .

Teve início ontem, em São Paulo, o I Congresso Brasileiro de Filosofia da Libertação e I Simpósio de Professores de Filosofia do Estado de São Paulo, que se estenderá até o dia 6/9, sexta-feira.  O encontro que está sendo realizado no anfiteatro da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação, contou com a participação do filósofo argentino, radicado no México, Enrique Dussel, um dos maiores expoentes da Filosofia da Libertação na América Latina, que fez a conferência de abertura. Crítico do pensamento eurocêntrico contemporâneo, Dussel alertou para a necessidade de se romper com o colonialismo eurocentrista. “Temos que respeitar a nós mesmos”, disse, lembrando que a filosofia na América Latina tem sua origem nos povos que aqui viviam antes da colonização, e que se efetivou enquanto “da libertação”, a partir de 1968.|

Pela manhã, o professor Euclides Mence ministrou a primeira parte do minicurso “Breve histórico da Filosofia da Libertação: uma abordagem introdutória”, lembrando os 45 anos do seu surgimento, que se dá em um contexto de negação dos direitos humanos e democráticos, de violência e marginalização, bem como de lutas sociais por libertação, em toda a América Latina.  Temática que perpassa por várias disciplinas como a pedagogia, com a contribuição de Paulo Freire (Pedagogia do Oprimido); a sociologia, a antropologia; a teologia. Na América Latina, amplia-se o pensamento de libertação entre os filósofos, que passam a elaborar uma filosofia própria, o que também acontece na África, a partir das lutas pela descolonização.

A mesa de debates reuniu os professores Antônio Joaquim Severiano, Alípio Casali e o deputado estadual e professor, Carlos Giannazi, em torno do tema Ensino de Filosofia e Filosofia da Libertação.  Para Severiano, a filosofia deve levar em conta as experiências de vida das comunidades e suas culturas, “para libertar os povos precisa-se libertá-los das malhas do pensamento dos dominadores”, assegurou.
“ Hoje há não só a possibilidade, mas a obrigação do ensino de filosofia”, disse Alípio Casali, lembrando que não é possível pensar a filosofia senão uma atividade crítica, num processo de libertação.”

Carlos Giannazi destacou a importância do debate neste momento em que a juventude está se manifestando nas ruas e colocou para a plenária a discussão de qual seria o papel da filosofia da libertação no atual cenário político do país.


A segunda mesa de debates contou com participação dos professores Júlio Cabrera, da Universidade Federal de Brasília, Eduardo de Oliveira, da Universidade Federal da Bahia e Enrique Dussel, em Interfaces Filosóficas.

anotações do congresso

INTRODUÇÃO AO MARXISMO II

INTRODUÇÃO AO MARXISMO II

Conforme combinamos, no dia 21 de setembro de 2013 a partir das 14 horas vamos continuar o Curso de Introdução ao Marxismo II, debatendo o Manifesto Comunista.
O Curso introdução ao Marxismo II será uma vez ao Mês, sempre no Terceiro sábado de cada mês, no mesmo Horário e Local (Avenida Prestes Maia, 233, centro sbc).
No dia 18 de Outubro, vamos debater sobre a Ideologia Alemã. No dia 22 de novembro vamos iniciar a leitura do Capital.
Obs. esse curso é dirigido aos companheiros (as) que participaram do curso introdução ao Marxismo I, bem como a militantes interessados.
Favor confirmar presença no evento.
Com saudações revolucionárias,
Aldo Santos-Professor de Filosofia e militante social.


Preparando o Mês da Consciência Negra: VEM PRA RUA VEM; VEM PRA LUTA VEM.

Preparando o Mês da Consciência Negra.

EIXO TEMÁTICO: VEM PRA RUA VEM; VEM PRA LUTA VEM.

Conforme aprovado pela APEOESP-SBC em comum acordo com  os professores e gestão da Escola Estadual Maria Osório Teixeira, no dia 9 de novembro abriremos as atividades da Consciência Negra no município. As atividades serão desenvolvidas pelo corpo docente e discente, bem como, contará ainda com exposição de Máscaras, pinturas e outras atividades culturais que o sindicato viabilizará. Vamos também viabilizar a feijoada pedagógica.

EIXO TEMÁTICO: VEM PRA RUA VEM; VEM PRA LUTA VEM.

Esse eixo está dentro do contexto dos movimentos e da juventude que foram as ruas a partir do mês de junho/julho com desdobramentos ainda presentes nos dias atuais.
As atividades terão início com abertura das 12 às 13 horas na unidade escolar, seguido de outras manifestações culturais e debates sobre, a diáspora, os interesses econômicos  em torno da escravidão, a matriz religiosa africana ainda hoje vítima de  preconceito nos dias atuais, além de outras atividades como congada, sambas e pagodes.

Filmes:
Amistad
Zumbi
Panteras negras
Quanto vale ou é por quilo
Navio Negreiro
A preciosa
A cor púrpura e outros

Livros:
Textos de Alfredo Buollos;
Dom Obá ll
Capitão Mouro;
Casa Grande e Senzala e outros.


Comissão Antirracismo da APEOESP-SBC


Plenária Regional da Intersindical.

Plenária Regional da Intersindical.
Um grupo de sindicalistas sintonizados com os acontecimentos e com a necessidade de  compreender  e responder   aos grito  das  ruas  e as revoltas populares iniciadas em junho/julho, com seus desdobramentos, entende que é necessário enfrentar os inimigos e adversários sempre de forma unida e organizada.
Numa região que tem o maior Parque industrial da America Latina, que na década de 80 foi o maior palco de lutas e resistência contra a ditadura militar, e, até então o berço do novo sindicalismo, não pode ficar indiferente ao imobilismo de várias Centrais governistas que são meras correias de transmissão das políticas oficiais e dos patrões.
Nesse sentido, entendemos que a Intersindical se apresenta como uma nova possibilidade de fazer a interlocução de classe, apoiar os movimentos e suas reais reivindicações, construindo e renovando o sindicalismo brasileiro carcomido pelo peleguismo, aparelhismo e atrelamento aos interesses do capital.
Compareça e participe.
Dia 21 de setembro de 2013, a partir das 16 horas, na Subsede da APEOESP-SBC, Avenida Prestes Maia, 233, 1° Andar, centro de SBcampo.
Pauta:
1-Avaliação da Conjuntura Sindical Brasileira;
2-Organização da Intersindical no ABCDMR;
3-Estruturação.
Importante:Compareça e ajude construir mais essa ferramenta de luta dos trabalhadores.
Apoio: Renovação, coragem e Luta!
Coordenação Regional- APROFFESP.





Sorria, você está sendo filmado até nos banheiros.

Sorria, você está sendo filmado até nos banheiros.

Em reportagem publicada pelo portal UOL, a mesma destacava a colocação de câmeras nos banheiros dos alunos na Escola Municipal Sebastiana Cobra, em São José dos Campos. A reportagem afirmava que o objetivo dessa vigilância é para rastrear o comportamento dos alunos e professores. Segundo a manifestação da entrevistada, “seria bom colocarem câmeras dentro das salas de aula para os pais terem acesso às imagens de casa e poderem monitorar as atitudes dos filhos e dos professores” (UOL noticias 03/04/2012 - 20h12).
Esse debate é profundamente invasivo  no tocante a liberdade individual e coletiva, que visa promover o controle, a vigilância e o patrulhamento sobre eventuais adversários  ou inimigos existentes no interior das unidades escolares.
Todos são vigiados: os bons alunos, os indisciplinados, eventuais delinquentes sob o mesmo argumento e a mesma lógica da existência de um inimigo em potencial. Para o senso comum, isso pode parecer ou representar alguma forma de alívio em saber e acompanhar o cotidiano educacional dos estudantes com espaço já delimitados no interior das unidades escolares.
No período da ditadura, o controle também existia de outras formas, tentando coibir a liberdade de expressão e de cátedra dos educadores e a livre manifestação dos alunos. Hoje de forma sofisticada, todos estão com suas condutas pessoais e ou coletivas sob suspeita pela vigilância dos agentes do Estado. Para as pessoas que sonham com outro mundo de liberdade e respeito à individualidade e a liberdade de cátedra, entendem que  toda sociedade controlada, ocorre por conta dos interesses da classe dominante que tenta manter o controle pessoal e, consequentemente, o poder pela classe detentora dos meios de produção.
Esse tipo de sociedade totalitária foi descrita no livro de George Orwell: "Grande irmão" é a expressão usada por George Orwell para definir o controle exercido pelo regime totalitário em seu romance 1984 (escrito em 1948). Naquela história, os trabalhadores são manipulados a tal ponto que existe uma complexa "polícia do pensamento" que a todos vigia por meio de câmaras filmadoras. Pensar "errado" é um crime passível das mais violentas torturas. O correto, naquele romance, é "não pensar". Não por acaso, o personagem principal do livro tem como função em seu trabalho reescrever a história, apagar vestígios, mudar a escrita sobre o passado. (A autora é carlalssilva@uol.com.br professora Adjunta do Curso de História da UNIOESTE - Campus Mal. C.Rondon.http://www.unioeste.br/projetos/observatorio/texto_movimento_estudantil.asp)

Outro autor que deve ser lido e entendido é Michael Foucault, que estudou e de certa forma denunciou o controle social que se dá pelo macro e micro poder, e com  a instalação das câmeras nas salas de aula,nos corredores e  nos banheiros, fazem parte dessa “mico física do poder”.
Esse tema foi analisado e debatido nas nossas reuniões de Representantes de Escola na Subsede da Apeoesp de Sbcampo, a partir de denúncias e da investida da Secretaria  Estadual de Educação, incentivando a colocação de câmeras nas salas de aulas, corredores e até em “banheiros”, como afirma a reportagem.
Felizmente, a esmagadora maioria dos professores presentes foram contrários a instalação desses instrumentos de controle sobre os educadores e educandos. Várias unidades escolares vêm  enfrentando esse debate e, ao mesmo tempo,   propõe que o governo contrate mais funcionários para assegurar o efetivo cumprimento do processo educacional e não substituí-lo pelo controle virtual como vem ocorrendo.
Vários professores e alguns diretores foram cooptados por essa nefasta política opressora que visa a implementação de medidas coercitivas e desrespeitadoras dos diretos humanos.
O espaço escolar é justamento esse espaço de formação, convivência, aprendizado de conteúdos propedêuticos, de valores éticos e morais que se aprendem nos ambientes de liberdade e não pelo medo de ser observado, ser olhado e examinado numa espécie de big brother educacional.
Uma importante contribuição contrária à implantação desses equipamentos coercitivos é o conteúdo do abaixo-assinado, subscrito por educadores da unidade escolar Prof. João Batista Bernardes abaixo transcrito: “Nós abaixo-assinados manifestamos nossa posição contrária à instalação de câmeras de vídeo nas salas de aula da E. E. Prof. João Batista Bernardes pelos seguintes motivos:
1 – Já existe na escola câmeras instaladas nos espaços externos a sala de aula (corredores e pátio) e avaliamos que isto não inibe efetivamente ações de indisciplina;
2 – Entendemos que o espaço escolar é lugar de discussão; produção de conhecimento e desenvolvimento de valores e que, portanto as ações de controle e diminuição de indisciplina passam necessariamente pela questão da formação da autonomia dos sujeitos e não pela coerção e controle;
3 – A escola deve distinguir-se dos demais espaços coletivos como shoppings e outros onde este sistema de vigilância por câmeras é prática comum. No âmbito escolar lidamos com um grupo conhecido de alunos e pais e entendemos que desenvolver ações conjuntas para a resolução de conflitos é mais eficaz do que esta ação;
4 – Por fim, considerando que a instalação de câmeras visa à proteção patrimonial e não a necessidade de vigiar os alunos, pois os mesmos se encontram na presença dos professores (as) nas salas de aula, medidas como estas seria violar, de forma ofensiva, o direito a liberdade de cátedra dos professores (as) garantido na Constituição Federal e causar constrangimentos, além de desrespeitar o direito à individualidade dos alunos garantido pelo ECA* sem acrescentar nenhuma melhoria no ensino-aprendizagem, tal qual esse espaço foi reservado.
*ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente):
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais.
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.”
Na reunião de Representantes de Escola, foi aprovado que esse  conteúdo deveria ser divulgado como  experiência promotora de  resistência e luta  contra essa famigerada “ação  pedagógica” dos agentes  do governo do Estado que ao invés de contratar mais funcionários, tentam enxugar a maquina pelo viés do controle e da repressão virtual.
Vamos reagir a essa forma de deseducação, de desrespeito a autonomia e a individualidade que vem sendo implantada pelo falido estado capitalista que usa de todas as ferramentas para agredir e controlar os seres que muitas vezes aprendem com seus erros e sonham com um mundo livre da opressão de classe e do controle capitalista  do gênero humano.

Liberdade e autonomia para educadores e educandos já!!!

Aldo Santos. Coordenador da APEOESP-SBC, presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo, membro do Coletivo Nacional de Professores de filosofia, Militante do Psol. 



15/09/2013

Morre o autor marxista Marshall Berman, aos 72 anos.

Morre o autor marxista Marshall Berman, aos 72 anos.

 DA ASSOCIATED PRESS
O autor, filósofo e educador Marshall Berman, cujos escritos humanistas e otimistas sobre economia, arte e cultura foram moldados pela influência de Karl Marx, morreu na quarta-feira (11) aos 72 anos.
De acordo com seu colega, o autor Todd Gitlin, Berman morreu em Nova York devido a um ataque cardíaco.
"Um mestre na análise de Marx, sábio, ativista, cronista desafiador de cidades, querido amigo" foi como Gitlin se referiu a Berman no Facebook, ao dar a notícia de sua morte.
Dono de uma grande barba e de um porte largo, Berman, que poderia ser confundido com um descendente de Marx, teve uma longa e prolífica vida. Ele escreveu diversos livros, entre eles      "Tudo que é Sólido Desmancha no Ar", de 1982, além de ter escrito ensaios para o "New York Times", "Nation" e outras publicações e de ter sido professor de política na City University of New York e na City College of New York.
Sua vida de acadêmico ficou marcada pela descoberta, no final dos anos 1950, da obra de Karl Marx. Muito após o final da Guerra Fria, ele continuou sendo abertamente influenciado por Marx e interpretou os escritos de seu herói de maneiras que deliciava os críticos e, ao mesmo tempo, os enfurecia.
O estilo de sua prosa era reconhecido como exuberante e lírico, e seus temas iam de "Fausto", de Goethe, à arquitetura brasileira.
Seu principal assunto era a vida no mundo moderno, definida por Berman como um confronto e uma tentativa de superação das "imensas organizações burocráticas que têm o poder para controlar e, frequentemente, para destruir todas as comunidades, valores e vidas".
Os detratores de Marshall Berman também o definiam como original e estimulante, embora considerassem equivocadas suas visões de história e de Marx.
O autor lutava por uma nova maneira de interpretar a obra de Marx --não como uma escritura para burocratas soviéticos, mas como algo dinâmico e disruptor, um guia para os pensadores livres, escritos que eram "tão resistentes e longevos quanto o próprio sistema capitalista".
Berman deixa a mulher, Shellie, e dois filhos.



14/09/2013

Movimento prepara novo protesto pelo passe livre na Câmara de São Bernardo

Movimento prepara novo protesto pelo passe livre na Câmara de São Bernardo

30/08/2013 12:15
Aldo Santos: “faltou vontade política aos vereadores” - foto: Arquivo

Aldo Santos: “faltou vontade política aos vereadores” – foto: Arquivo
As manifestações realizadas na última quarta-feira (28) durante a sessão da Câmara de São Bernardo poderão se repetir na próxima semana. Entidades que defendem o passe livre no transporte público municipal para estudantes e idosos vão se reunir amanhã (31), na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) no município para definir os próximos passos do movimento. Novo protesto não está descartado.
Segundo o ex-vereador Aldo Santos (Psol), integrante do movimento, além de definir os próximos passos, as entidades vão propor aos alunos que tomem a iniciativa de elaborar o projeto que viabilize o passe livre. “Vamos incentivar os alunos a fazer o projeto de iniciativa popular pela implementação do passe livre para os estudantes”, explicou.
Um dos pedidos feitos pelos manifestantes durante a sessão é a realização de audiência pública com a participação de representantes do movimento, do Executivo, Legislativo e das empresas de transporte público para debater o assunto. A proposta, porém, não foi aprovada pelos vereadores. Porém, o oposicionista Pery Cartola (PPS) afirmou que tentará articular junto à oposição projeto para realizar o debate no Plenário Tereza Delta.
Com a negativa dos parlamentares, a intenção do movimento é levar o debate às escolas e, com isso, mobilizar os jovens sobre o que está sendo proposto à prefeitura.
Ao comentar o protesto de quarta-feira, Aldo Santos afirmou que faltou vontade dos vereadores para apresentar o projeto. “Não fizeram isso por falta de vontade política”, disse o socialista, autor de projeto semelhando no fim da década de 1980 e que acabou aprovado na Câmara e posteriormente vetado pelo então prefeito Mauricio Soares (PT).
O veto foi derrubado na Câmara, mas Soares entrou na Justiça e a prefeitura conseguiu derrubá-lo novamente, após 13 anos de batalha jurídica.
Indicação
Os vereadores aprovaram indicação, que leva a minuta do projeto apresentado pelos manifestantes ao conhecimento do prefeito Luiz Marinho (PT). O requerimento também pede que o prefeito faça estudo de viabilidade sobre a gratuidade. Porém, dificilmente o movimento terá resposta positiva do Executivo, pois Marinho já sinalizou que é contra à gratuidade.
Os manifestantes sugerem que a verba para custear o beneficio venha do lucro das concessionárias do transporte público, mas sem incentivos ou desonerações fiscais e sem aumento da passagem para os usuários que não se encaixam no perfil dos beneficiados.
A questão não foi levada à votação, pois os vereadores não poderiam protocolar matéria sobre mudança tributária, que é atribuição apenas do Executivo.