21/12/2013

RACISMO NA CÂMARA É REPUDIADO PELOS MORADORES DA CIDADE DE SANTO ANDRÉ

RACISMO NA CÂMARA É REPUDIADO PELOS MORADORES DA CIDADE DE SANTO ANDRÉ

No mês da Consciência Negra, Novembro, mês escolhido por ser a data da morte de Zumbi dos Palmares, é uma data para lembrar as negras e negros que resistiram à escravidão. Um mês de reflexão sobre a inserção de negros no mercado de trabalho, sua participação na sociedade, oportunidades, discriminação, muito diferente do dia 13 de maio (Lei Áurea 13/11/1988) onde se comemora “a abolição da escravatura pela benevolência branca”.
Em Santo André, onde aconteceram atividades municipais em torno do tema, ocorreu uma exposição de trabalhadores negros e negras realizada na Prefeitura desta, em que Nádia Silva Caldeira estava como uma das fotografadas. Funcionária pública concursada, negra, recebeu como umas das respostas a sua foto, um xingamento racista de outra servidora. Nádia tratou de fazer um B.O contra a ofensa racista, e cobrou da Câmara dos Vereadores (Casa de Leis), que se posicionasse de forma a combater essa forma de comentar e retratar a população negra, maioria desse país. Porém, ainda que o ato racista tivesse ocorrido nos mês da Consciência Negra e na Câmara dos Vereadores, a maior ação que a Câmara poderia ter feito publicamente no mês da Consciência Negra, que era recriminar e combater o caso de racismo sofrido pela funcionária, não foi realizado. Nádia trabalha no gabinete do vereador José Araújo (PMDB), que não se posicionou a favor da trabalhadora, lavando suas mãos: “O assunto aconteceu entre as duas funcionárias, mas eu não estava presente, então não posso comentar”. A omissão do vereador José Araújo e da Câmara dos Vereadores de Santo André nesse primeiro momento, retrata um compromisso histórico e velado com a elite branca andreense e com os interesses burgueses (capitalistas), compromisso esse que é a principal causa de atitudes covardes e racistas no mundo, como já denunciado pelo militante do movimento negro Malcom X: “Não há capitalismo sem racismo”.(nota do comitê)
Esse ato foi marcado em comum acordo com os representantes do movimento negro e sindical na última reunião com o presidente da Câmara de Santo André.
 Mesmo com a ausência de vários movimentos que estavam na  referida reunião, o ato foi mantido e realizado no calçadão da Oliveira Lima, uma vez que a nossa  ação contra o preconceito racial  é inegociável e a nossa lua não pode  estar subordinada a interesses escusos a nossa causa.
Vários militantes sociais de Santo André,  representantes dos metalúrgicos da cidade e várias organizações da região compareceram, fizemos panfletagem, pousamos publicamente com os cartazes, chamando atenção de inúmeros munícipes  que se manifestavam  contrários ao fato ocorrido.
 Mais uma vez cumprimos nosso papel de militantes  contra o racismo e o  preconceito racial e na reunião já agendada para fevereiro com o presidente da câmara e demais vereadores, vamos reiterar nossas bandeiras de luta, repudiar toda e qualquer forma de prática racial  e que o vereador Araujo e os demais vereadores da cidade se pronunciem sobre  esse lamentável  e injustificável  episodio.
Os panfletos distribuídos foram subscritos pelo Comitê regional contra o aumento da passagem, que foi determinante na redução da passagem na região e no Brasil, bem como na participação em outros movimentos em defesa da classe trabalhadora.
Que venha 2014, pois o nosso time está pronto para entrar em campo contra toda e qualquer forma de opressão de gênero, étnico e de classe.
A partir dessa data, darei maior visibilidade ao blog  hoje  denominado de Espaço cultural Luiza Mahin, em homenagem a essa guerreira,  e, pela coragem e resistência da companheira Nádia que  teve a consciência de classe ao denunciar os mandatários da casa grande.

Lutar é importante; vencer é preciso!


Aldo Santos.Ex-vereador,coordenador da apeoesp-sbc, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo  e da APROFFIB, Presidente do Psol em SBC.

20/12/2013

Moção de Repúdio ao racismo na Câmara dos Vereadores de Santo André e a apatia e omissão do Vereador José Araújo...


  Comitê Regional Unificado Contra os Aumentos das Passagens de Ônibus no ABC.

Moção de Repúdio ao racismo na Câmara dos Vereadores de Santo André e a apatia e omissão do Vereador José Araújo, e dos demais vereadores, que não se pronunciaram publicamente sobre o ocorrido.

No mês da Consciência Negra, Novembro, mês escolhido por ser a data da morte de Zumbi dos Palmares, é uma data para lembrar as negras e negros que resistiram à escravidão. Um mês de reflexão sobre a inserção de negros no mercado de trabalho, sua participação na sociedade, oportunidades, discriminação, muito diferente do dia 13 de maio (Lei Áurea 13/11/1988) onde se comemora “a abolição da escravatura pela benevolência branca”. Em Santo André, onde aconteceram atividades municipais em torno do tema, ocorreu uma exposição de trabalhadores negros e negras realizada na Prefeitura desta, em que Nádia Silva Caldeira estava como uma das fotografadas. Funcionária pública concursada, negra, recebeu como umas das respostas a sua foto, um xingamento racista de outra servidora. Nádia tratou de fazer um B.O contra a ofensa racista, e cobrou da Câmara dos Vereadores (Casa de Leis), que se posicionasse de forma a combater essa forma de comentar e retratar a população negra, maioria desse país. Porém, ainda que o ato racista tivesse ocorrido nos mês da Consciência Negra e na Câmara dos Vereadores, a maior ação que a Câmara poderia ter feito publicamente no mês da Consciência Negra, que era recriminar e combater o caso de racismo sofrido pela funcionária, não foi realizado. Nádia trabalha no gabinete do vereador José Araújo (PMDB), que não se posicionou a favor da trabalhadora, lavando suas mãos: “O assunto aconteceu entre as duas funcionárias, mas eu não estava presente, então não posso comentar”. A omissão do vereador José Araújo, e da Câmara dos Vereadores de Santo André nesse primeiro momento, retrata um compromisso histórico e velado com a elite branca andreense e com os interesses burgueses (capitalistas), compromisso esse que é a principal causa de atitudes covardes e racistas no mundo, como já denunciado pelo militante do movimento negro Malcom X: “Não há capitalismo sem racismo”.
Foram marcadas manifestações e em defesa da funcionária, e, como pauta maior, o combate ao racismo em toda sociedade, que anda firme e forte, haja vista, como exemplo do ABC, que negros são as maiores vítimas da violência na região, e conseqüentemente, em todo o país. Em todos os lugares que o negro está, não só não tem o direito á Cidade (população pobre de maioria negra é segregada em bairros afastados, além de o transporte público ser de alto custo), como não tem o direito á privacidade, pois é vigiado onde anda e nos estabelecimentos em que entra. Embora a escravidão tenha sido “abolida” há mais de 125 anos, há uma opressão dos negros e racismo velado na sociedade que devem ser identificados e rechaçados por todos, negros e não negros! O discurso alienador de que o racismo não existe, só contribui para a permanência, e até aumento, dessa opressão! O racismo e opressão velada contra os negros no Brasil são facilmente mostrados nos fatos:
Em relação à inserção dos negros no mercado de trabalho vemos que a taxa de desemprego é maior entre os negros do que não-negros e que a média salarial (dados dos anos 2011-2012) dos negros é de 36,1% menor do que a dos não-negros. Quando se trata de mulheres e negras essa diferença é ainda maior (duplo preconceito). O falso discurso de que essa diferença se dá única e exclusivamente pela diferença de escolaridade e formação, é prontamente desqualificada pelo estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que mostrou que um trabalhador negro com nível superior completo recebe na indústria da transformação, em média, R$ 17,39 por hora, enquanto um não negro chega a receber R$ 29,03 por hora, ou seja, 40,1% a menos, e que essa diferença se dá simplesmente por serem negros!
O tão democrático governo e seus governantes da Câmara de Santo André, que tentaram no mês de Novembro afirmar que não existe racismo no Brasil, não abriram sequer um inquérito, e apenas com a pressão do movimento negro e sociais, entraram com uma sindicância para apurar o caso de racismo no gabinete do vereador.
“O presidente da Câmara, Donizeti Pereira (PV), se reuniu, no dia 10/12/13 (5 dias depois dos protestos na Câmara dos Vereadores), com representantes do Movimento Negro e do Sindserv (Sindicato dos Servidores Públicos de Santo André) para comunicar a investigação do caso por vereadores e pela Administração da Casa. Entre as deliberações tiradas no encontro está a possível transferência da servidora Nádia para outro departamento, sem perder o acréscimo no salário. Nádia é concursada há 20 anos, mas atualmente exerce função gratificada no gabinete de Araujo e recebe por isso” (Fonte: Jornal ABCD Maior).
O Movimento Negro insistentemente pressionou a Câmara para que repudiasse o crime racial e que entrasse com ações práticas para o caso. A Câmara definiu alguns encaminhamentos e uma reunião dia 11 de Fevereiro de 2014. Mas só isso não é suficiente!

Donizete Pereira declarou que o Legislativo, bem como os parlamentares e funcionários, repudia qualquer tipo de descriminação, não só relacionada a questões de gênero, mas contra a homofobia e atos que venham denegrir a imagem crianças, idosos, deficientes físicos, dentre outros. “O que ocorreu recentemente na Câmara é um fato isolado e que está sendo averiguado por inquérito policial. Essa Casa também levará o caso adiante baseado no estatuo do servidor”, afirmou o presidente”. (Nota pública da Câmara dos Vereadores).

Esta afirmação demonstra que a Câmara de Santo André está longe de levar os crimes raciais a sério, além de que estão reproduzindo um analfabetismo político, pois, as dinâmicas da opressão se fazem diferente para cada grupo oprimido, não podendo estas, serem igualadas em um conjunto de uma mesma opressão, reproduzindo assim, as desigualdades na “igualdade”. Este “repúdio” a qualquer tipo de discriminação enfatiza a moral conservadora, politicamente correta, que não admite as contradições sociais, e assume um caráter pacifista alienante. Além disso, há mais outro erro que a Nota pública da Câmara comete: o uso da palavra denegrir como semelhante à depreciação. Esta palavra, usada comumente no linguajar popular, é rechaçada pelo movimento negro e utilizada para reflexões sobre o racismo velado. A palavra denegrir significa tornar negra a imagem. Como, então, este termo é usado como semelhante ao depreciar? Somente através do racismo, esta palavra adquire um sentido deturpado de sua característica original, que nada tem sentido com o depreciar.

Isso demonstra que a luta contra a opressão racial continua! Fazemos um chamado a todos que se solidarizam a lutar por uma sociedade mais livre, sem racismo e que negros e não negros possam conviver onde a condição humana seja respeitada! Por uma convivência de alteridade, sem qualquer forma de opressão! REPUDIAMOS o racismo na Câmara dos Vereadores de Santo André e a omissão e apatia do Vereador José Araújo que, assim como durante o protesto realizado no plenário da Câmara no dia 05/12/13, não compareceu na reunião entre os movimentos Negros, sindicato e vereadores para tratar do assunto, e dos demais vereadores que não se pronunciaram publicamente sobre o ocorrido.


20/12/2013
Comitê Regional Unificado Contra os Aumentos das Passagens de Ônibus no ABC




19/12/2013

Fidel homenageia Mandela e culpa imperialismo pelo apartheid

Duas semanas após morte de Madiba, líder cubano lembrou luta em Angola contra forças invasoras sul-africanas
19/12/2013
do Opera Mundi
O líder cubano Fidel Castro escreveu um artigo publicado nesta quinta-feira (19) no site cubano Cubadebate em que critica o imperialismo, homenageia Nelson Mandela e lembra dos combatentes cubanos que lutaram em Angola contra forças do exército racista sul-africano (leia aqui o artigo).
Fidel faz um desafio ao países imperialistas a não ocultarem a verdade sobre o apartheid, desafiando os "porta-vozes do império" que explicassem como e por que ele surgiu.
Fidel lembra que o governo sul-africano da época foi aliado de países capitalistas que participavam ativamente da Guerra Fria. "Por que se pretende ocultar que o regime do apartheid, que tanto fez sofrer a África e indignou a imensa maioria das nações do mundo, era fruto da Europa colonial e foi convertido em potência nuclear por Estados Unidos e Israel. [Um regime] o qual Cuba, um país que apoiava as colônias portuguesas na África que lutavam por sua independência, condenou abertamente?", perguntou.
Segundo Fidel, o imperialismo "sempre usará de suas cartas para subjugar a ilha, mesmo que tenha que despovoá-la, privando-a de homens e mulheres jovens, oferecendo migalhas dos bens e recursos naturais com que saqueia o mundo".
Ele também afirma não se lembrar de nenhum fato histórico que tenha causado tanto impacto na opinião pública mundial quanto a morte de Mandela, por sua qualidade humana e a nobreza de seus sentimentos e ideais.
De acordo com o líder cubano, os laços fraternais entre seu país e a África do Sul nasceram do fato de Mandela ser "um apóstolo da paz" e pelo fato do país caribenho "nunca ter realizado ações militares em busca de glória ou prestígio". "Sempre fomos solidários desde os primeiros anos com os movimentos de libertação das colônias portuguesas na África punham em cheque o colonialismo e o imperialismo no pós-guerra".
"É fato completamente real que Mandela foi um homem íntegro, revolucionário profundo e radicalmente socialista que, com grande estoicismo suportou 27 anos de encarceramento solitário. Eu não deixava de admirar sua honradez, sua modéstia e seu enorme mérito".

Por fim, Fidel felicitou seu irmão, o presidente Raúl Castro, pelo gesto de ter estendido a mão ao presidente norte-americano Barack Obama durante o funeral em homenagem a Mandela no estádio Soccer City, na África do Sul. "O papel da delegação cubana durante as homenagens a nosso irmão e amigo Nelson Mandela será inesquecível. (...) Felicito ao companheiro Raúl por seu brilhante desempenho e, em especial, pela firmeza e dignidade quando, com um gesto amável, mas firme, saudou o chefe de governo dos EUA e lhe disse em inglês: ‘Senhor presidente, eu sou Castro’".

18/12/2013

ATO PÚBLICO NA FACULDADE DE DIREITO SÃO BERNARDO

ATO PÚBLICO NA FACULDADE DE DIREITO SÃO BERNARDO

Esse ato foi marcado tendo por base importante  pauta  de reivindicação distribuída  aos alunos e  divulgada no evento marcado pelo face.
Com a movimentação dos alunos, liderados pela nova chapa que venceu as eleições para o centro acadêmico XX de Agosto, conquistaram, mesmo parcialmente,  importante vitória.
Segundo a aluna Marcela, existe grande insatisfação com o Diretor Marcelo ladeira Mauad. Hoje existe em torno de 2400 alunos na faculdade, e o percentual de inadimplência está por volta de 13%. Afirmou também que a prefeitura não tem nenhum tipo de subvenção.
Com a movimentação dos estudantes junto a Câmara municipal e na imprensa, a resolução 54 foi revogada, significando uma grande vitória dos estudantes em luta.
Além dessa pauta, os alunos defendem a participação estudantil na elaboração estratégica e ações a longo prazo para a redução da inadimplência na FDSB, sem impedir o aluno  de permanecer na faculdade;
Reivindicam o aumento da quantidade de bolsas – carência e Transparência no processo de concessão de bolsas de  estudos;
Acesso ao Fies e outras formas de financiamento público dos estudos.
Comentaram ainda sobre outras pautas, como a federalização da faculdade, eleição direta para diretor e cotas raciais e sociais.
Para a aluna Viviam, hoje existem cerca de 30 cargos comissionados com salário que varia  de 3.500 a 8 mil reais ao mês.
Compareceram ao evento além de um grupo de  alunos da referida faculdade, vários  representantes do Comitê Regional Unificado contra o aumento da Passagem, membro da fundação Santo André e representante da Apeoesp-sbc.
Percebe-se disposição de luta para assegurar direitos e por democracia nas relações internas na faculdade.

Mudar e resistir é preciso!


Aldo Santos- Coordenador da Apeoesp-sbc,Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo e do Brasil, Presidente do Psol em SBCampo. (18/12/2013)

13/12/2013

Movimento negro protesta em frente à escola acusada de racismo

Ruim é o Racismo! - Movimento negro protesta em frente à escola acusada de racismo

ruim e o racismoCerca de 50 pessoas representantes de ONGs e associações do movimento negro fizeram um protesto na tarde desta terça-feira em frente ao Colégio Internacional Anhembi Morumbi, no Brooklin, bairro nobre da zona sul de São Paulo. O grupo apoiava a estagiária Ester Elisa da Silva Cesário, de 19 anos, que denunciou a diretora da escola por racismo, e exigia a implantação da lei 10.639, que determina o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas.
Ester registrou um boletim de ocorrência afirmando que a diretora do colégio chamou sua atenção duas vezes e sugeriu que alisasse os cabelos crespos para manter a "boa aparência". Para o colégio não houve racismo e a diretora não teve intenção de causar qualquer constrangimento. A instituição tem normas em relação à vestimenta e pede que os funcionários usem uniformes e cabelos presos.
A manifestação foi recebida por estudantes, ex-alunos e pais que foram prestar solidariedade ao colégio. O grupo aguardava dentro da escola, mas foi à rua interagir com os manifestantes. Mariana Conde Sekeres, de 17 anos, uma das organizadoras da defesa ao colégio, convocada pelo Facebook, afirma que a escola não é racista. "Existe um padrão de trabalho, não uma discriminação específica com a Ester", diz a estudante recém-formada. O engenheiro e pai de aluno Carlos Herculano Ávila, de 50 anos, destaca que a escola é inclusiva e também avalia que a estagiária "não entendeu a regra da escola" de usar cabelos presos.
"Estão se aproveitando de um mal entendido para falar mal da nossa escola. É incoerente alguém que está fora daqui criticar a nossa educação, sem conviver com a nossa realidade", diz George Emiliano, de 16 anos, que irá para o 3º ano do ensino médio.
Pais, professores e estudantes destacaram que o colégio sempre trabalhou temas como inclusão e diversidade racial. Todos que participaram da manifestação se mostraram ofendidos com o rótulo de "colégio racista". Segundo os estudantes, o colégio tem um professor e funcionários negros na administração, segurança e limpeza, e denúncias de racismo nunca foram feitas.
Racismo x padrão
ruim e o racismo 2Para Douglas Belchior, coordenador da União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora (Uneafro), movimento organizador do protesto, existe uma cultura de "não se assumir o racismo" no Brasil. "Este colégio tem uma chance ímpar de servir de exemplo pro País inteiro", afirma.
Luka Franca, 26 anos, negra e militante da Uneafro, avalia que a escola está reafirmando o padrão branco de beleza ao exigir que as funcionárias prendam ou alisem os cabelos crespos. "Instituições de ensino de qualidade são onde deveria acontecer o debate democrático e onde está se formando a nossa sociedade. É muito grave que casos de racismo aconteçam nestes ambientes", aponta.
O tema do protesto era "Soltem os crespos, prendam os racistas". "O cabelo curto ou alisado não permite que a gente afirme a nossa origem africana", explica Vanderlei Victorino, do Circulo Palmariano, movimento que também estava na manifestação.
Afastamento
De acordo com o advogado de Ester, Cleyton Borges, a jovem está afastada do trabalho por problemas psicológicos. Na semana passada, a estagiária foi retirada de sua função original, que era atender os pais interessados em conhecer a escola, e passou a trabalhar na secretaria. Após sofrer assédio moral, deixou de frequentar o trabalho.

Segundo Clayton, a escola não procurou sua cliente para oferecer uma solução extra-judicial, como uma conciliação. O colégio, por sua vez, entende que não houve racismo e sim um "ruído na comunicação", e aguarda o resultado da investigação. A escola disse que colocou duas psicólogas à disposição de Ester e que também não teve retorno da estagiária.

ESCOLA PARA QUÊ?


13 de dezembro de 2013 14:24
ESCOLA PARA QUÊ?

Precisamos definir qual é, realmente, a função da escola pública na sociedade. Precisamos decidir se aprender a ler, escrever e fazer operações matemáticas básicas é importante para as novas gerações e se ensiná-las continua a ser atribuições da escola. Afinal, há filósofos da educação que afirmam que isso é coisa do passado: “Pra quê escrever a lápis se isso não se usa mais?” “Pra quê saber ortografia, gramática e sintaxe, se hoje contamos com o corretor do Word?” “Pra quê aprender inglês se podemos copiar e colar tudo no tradutor do Google?” “Por que submeter a juventude à prática arcaica de aprender e cantar os hinos pátrios se isso não é significativo para eles?” “Pra que saber nomes de estados e capitais do Brasil, ou, pior, de países do mundo afora, se toda essa informação está apenas a um click?” “Pra quê aprender a somar e gastar os neurônios de nossas criancinhas se elas têm à sua disposição não só calculadoras, mas tablets, laptops e tudo o mais?!”

Hoje o discurso da moda é o da escola “significativa” e “aberta ao cotidiano globalizado e informatizado”. Contudo, o resultado desses discursos “significativos”, aplicados na educação brasileira desde há algumas décadas, pode ser avaliado não só pela queda dos níveis de desempenho das universidades públicas brasileiras, como pelo número de analfabetos funcionais da população, além da alarmante escassez de mão de obra qualificada e responsável disponível no mercado de trabalho. 

Na prática, esse discurso da “escola significativa” desautorizou a escola pública a ensinar e preparar as novas gerações de brasileiros para as exigências da vida. Criou legiões de jovens que não têm o hábito de estudar, de ler, que não têm disciplina e autocontrole porque a escola não pode incutir neles esse comportamento. O mais engraçado é que os educadores de gabinete que passaram suas vidas difundindo esses discursos, mantiveram seus filhos em escolas particulares, conteudistas e tradicionais...

Antes de ser “significativa”, a vida em sociedade é exigente! A vida civilizada e segura exige que saibamos como nos comportar. Exige que tenhamos respeito e consideração para com os outros. Que saibamos ouvir. Que respeitemos nossos símbolos pátrios e que saibamos o seu significado histórico. Que honremos as gerações que vieram antes de nós, que trabalharam e lutaram para dispormos de tudo o que temos hoje. Exige que consigamos escutar um professor falar; que tenhamos consideração e prestemos atenção. Que, eventualmente, aceitemos um “não” ou um “agora não” como resposta. Que consigamos ter autocontrole e fazer silêncio nos diversos ambientes sociais. Que possamos adiar nossas recompensas e satisfações; que não sejamos tão egoístas e imediatistas. Exige que tenhamos disciplina e foco. O preço de se permitir que as novas gerações cresçam tão descompromissadas, tão “livres, leves e soltas”, sem esse aprendizado disciplinar, é criarmos uma sociedade incompetente, irresponsável, negligente, desorganizada e, possivelmente, corrupta.

Se a escola não pode mais disciplinar nem ensinar os conhecimentos construídos e acumulados historicamente pela humanidade – porque isso é ser tradicionalmente “conteudista”, ou porque todo esse conhecimento está disponível aos jovens por meio da tecnologia (mas será que eles sabem buscá-lo ou se interessam em fazê-lo?) – então, que acabemos de vez com essa instituição social. De que serve ela? Que deleguemos a tarefa de formar as novas gerações de brasileiros aos próprios pais ou às novas tecnologias, ou aos filósofos da educação. Sim, porque dominar aparelhos tecnológicos, acessar conteúdos, copiá-los e colá-los – isso os jovens aprendem sozinhos. Além, claro, de usar a tecnologia para fins “lúdicos”, sexuais e de interação interpessoal. Realmente não precisam da escola para isso. Além disso, quem mais, além dos pais e das tecnologias, pode tornar a aprendizagem dos jovens mais “impregnadas de significado”? Decidamos então: o que cabe à escola fazer? Apenas cuidar dos alunos, dar merenda, tomar conta deles e garantir-lhes um ambiente seguro, enquanto seus pais trabalham? A esse respeito, ver artigo de Marc Prensky, na Revista Galileu, n.268, Nov/2013, pag. 90.

Se for assim, avisem-nos a nós, professores! Pois nós ainda estamos querendo dar aulas.... Nós ainda desejamos ensinar, e ser o que somos: professores! E não cuidadores de alunos! Nem inspetores de sala. Nem educadores. Educadores são os pais e familiares. Professor é professor.

BENEDETTI, K. S. A dignidade ultrajada: ser professor do ensino público nos dias de hoje. RJ: Barra Livros, 2013.

12/12/2013

Câmara Municipal de Santo André recebe representantes do Movimento Negro

Câmara Municipal de Santo André recebe representantes do Movimento Negro

O Movimento Negro e as entidades solidárias comprometidas no combate ao racismo estiveram reunidos, nesta terça-feira (10/12), com o presidente da Câmara de Santo André, Donizeti Pereira (PV), e o 2º secretário Sargento Lôbo (SDD) para tratar do possível ato de injúria racial praticado contra uma servidora pública do Legislativo, no último mês. O caso foi denunciado à Polícia Civil por meio de Boletim de Ocorrência, sendo divulgado nas mídias sociais e imprensa local. O encontro foi realizado após os protestos, em defesa da funcionária, que marcaram a última sessão ordinária de 2013.
Durante a reunião, foram definidos alguns encaminhamentos, entre eles, a instalação de sindicância interna para apurar o caso; possível transferência da servidora para outro departamento; programa de formação a funcionários e vereadores sobre combate ao racismo e igualdade racial; e ação conjunta da Câmara com os movimentos para apurar o porquê de o comércio ter aberto as portas no dia do feriado da Consciência Negra. Ficou agendada, para o dia 11 de fevereiro, uma reunião devolutiva com a presidência da Casa.
Pereira declarou que o Legislativo, bem como os parlamentares e funcionários, repudia qualquer tipo de descriminação, não só relacionada a questões de gênero, mas contra a homofobia e atos que venham denegrir a imagem crianças, idosos, deficientes físicos, dentre outros. “O que ocorreu recentemente na Câmara é um fato isolado e que está sendo averiguado por inquérito policial. essa Casa também levará o caso adiante baseado no estatuo do servidor”, afirmou o presidente.
O diretor da Secretaria Geral do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santo André (Sindserv), Josafa Lopes, mencionou que a entidade está distribuindo na cidade um manifesto contra o possível ato de racismo praticado na Câmara. Na reunião, o diretor defendeu a elaboração de projeto de lei criando cotas de vagas à população negra no serviço público. “A presidente Dilma Rousseff defendeu, no Dia da Consciência Negra, as cotas nas universidades e no serviço público. Essa foi uma das nossas reivindicações, além de pedir a transferência da funcionária sem a perda dos vencimentos”, declarou Lopes.
Vale lembrar que a servidora foi uma das trabalhadoras retratadas na mostra “A Década dos Povos Afro-Brasileiros - Nós Temos um Sonho: Brasil Sem Racismo”, realizada na Pinacoteca da Prefeitura Municipal, durante o mês em que se comemorou a Consciência Negra.
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10/12/2013

MOVIMENTO NEGRO DA REGIÃO DO ABCD REÚNE-SE COM PRESIDENTE DA CÂMARA DE SANTO ANDRÉ

MOVIMENTO NEGRO DA REGIÃO DO ABCD  REÚNE-SE  COM PRESIDENTE DA CÂMARA DE SANTO ANDRÉ

Vários representantes do movimento sindical e movimento negro da região compareceram a reunião agendada no gabinete do Presidente da Câmara de Santo André, vereador Donizeti Pereira. Além de representantes de vereadores e vereadora da cidade, estava presente o vereador Sargento Lobo.
De acordo com o Sr. João de Campos, não é a primeira vez que acontece caso de racismo no legislativo municipal, testemunhando  que já fora vítima de racismo num determinado gabinete, e que em 2012, o presidente da câmara,  vereador Araujo suspendeu um ato sobre a consciência negra no município,comprometendo assim, o evento planejado.
Após várias manifestações dos presentes, a reunião ficou em torno dos seguintes pontos de pauta.

1-Não penalizar o militante que se manifestou no dia (05/12/2013) por conta da revolta do mesmo diante dos fatos apresentados em plenário;
2-Abertura de sindicância para a apuração dos fatos no âmbito interno do legislativo;
3-Aplicação do artigo 33 do regimento interno, no que diz respeito a constituição de uma comissão temporária, para apurar os fatos e eventuais  implicações   ou não de representantes do legislativo;
4-Transferência da funcionária Nádia, do gabinete do vereador Araújo,  sem prejuízo a sua representação gratificada e pela preservação  da saúde física e psicológica da mesma;
5-Que a Presidência emita nota pública  condenando o racismo e o preconceito racial no município;
6-Organizar no âmbito do legislativo seminários e debates pedagógicos, bem como  aprovar  indicação pelo legislativo ao executivo, para que implemente em caráter de urgência  o conteúdo da lei 10.639/2003 e da  lei 11.645/229, que “  torna obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira, africana e indígena  nas redes públicas e particulares da educação, e em particular,   no âmbito dos poderes executivo e legislativo da cidade;
7-Punir exemplarmente a autora “do crime de racismo” de forma pedagógica, exigindo autocrítica da mesma, sempre de acordo com os ditames da lei;
8-Chamar as entidades representantes do comércio para esclarecimento sobre o descumprimento da lei sobre o feriado  no dia 20 de novembro  de  2013 na cidade, uma vez que grande parte do comércio trabalhou normalmente no dia do feriado, desrespeitando o inteiro teor da lei municipal;
9- Procurar o executivo para apresentar o inteiro teor da pauta sobre o descumprimento do feriado municipal no dia 20 de novembro;
10-Avançar na implementação legal das cotas no serviço público conforme  disciplina  a legislação em vigor;
11-Retomar o diálogo com o agendamento de uma nova reunião no inicio do ano legislativo em 2014 (11 de fevereiro de 2014 às 10 horas, no gabinete da Presidência) .
Várias propostas foram acolhidas e outras ficaram de ser encaminhadas   pelo presidente. De pronto, ficou agendada uma  nova reunião para  fevereiro de 2014,( 11/02/2014, às 10 horas no gabinete da Presidência para  apreciação da evolução  dos pontos debatidos).

Após a reunião, numa rápida conversa entre os  presentes, foi ainda aprovado que o movimento negro deve ganhar as ruas para denunciar o racismo ainda presente em nossa sociedade. Nesse sentido, houve concordância dos presentes na realização de um ato público no dia 21 de Dezembro de 2013, às 14 horas na Oliveira Lima, para dar continuidade a luta popular de combate contra todo tipo de comportamento  agressivo a condição humana.
A única forma de combater o racismo é com união e organização do  movimento social,  politizando o processo e exigindo  direitos e cumprimento das leis que   tratam   e combatem  toda e qualquer forma de opressão nos marcos da luta  étnica e  de classe.
"Organizar a esperança,
conduzir a tempestade,
romper os muros da noite.
Criar sem pedir licença,
um mundo de liberdade."
Pedro Tierra


Aldo Santos, Ex-vereador em sbc, coordenador da subsede da APEOESP-SBC, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo e do Brasil, militante do Psol.




Manifesto de Repúdio ao Ato de Injúria Racial praticado na Câmara Municipal de Santo André

Manifesto de Repúdio ao Ato de Injúria Racial praticado na Câmara Municipal de Santo André

O Movimento Negro e as entidades solidárias comprometidas no combate ao racismo e suas manifestações, travam lutas seculares para a superação das desigualdades que atingem os descendentes de africanos, sempre caminhando para tornar a sociedade brasileira mais justa e igualitária, respeitando as diferenças. 
Por isso, repudiamos o ato de injúria racial praticado por assessora parlamentar contra uma servidora pública na Câmara Municipal de Santo André, caso denunciado à Polícia Civil da cidade através de Boletim de Ocorrência e amplamente divulgado nas mídias sociais, Boletim Informativos dos Sindicatos de Servidores Municipais de Santo André, São Bernardo e Diadema e jornal ABCD Maior. Ao mesmo tempo, solicitamos, por parte desta casa legislativa, providências e agilidade no caso.
A atitude racialmente agressiva promovida por Vergínia Mastrocolo, assessora do vereador José de Araújo, PMDB, direcionada à funcionária Nádia Silva Caldeira, com mais de vinte anos de trabalho prestados ao serviço público, não só a ofende pessoalmente,  como também a toda a população negra do país e fere os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.
Portanto, as várias entidades aqui comprometidas pela igualdade e justiça, requeremos que a Câmara Municipal de Santo André, através de seu presidente, determine a abertura de processo disciplinar administrativo em face do cometido pela assessora, bem como seja conferida oportunidade para que a agressora, através de sessão oficial e pública, faça a retratação e desagravo e, por fim, seja proposta, nos termos regimentais desta casa e junto com as entidades aqui comprometidas, a elaboração de projeto de lei municipal criando cotas de vagas à população negra no serviço público e programa de formação sobre a Lei 10.639/2003, que versa sobre a História da África e Cultura Afro-Brasileira a todos/as vereadores/as, assessorias de seus mandatos e aos trabalhadores/as públicos municipais da cidade de Santo André, que prestam seus serviços com grande relevância.

Assinam este Manifesto:

• FETAM - Federação dos Trabalhadores Públicos Municipais do Estado de São Paulo 
• SINDSERV Santo André • SINDSERV São Bernardo do Campo • SINDEMA • MNU - Movimento Negro Unificado 
• Grupo Kilombagem • Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra • Fórum Benedita da Silva 
• CUT ABC - Central Única dos Trabalhadores • CMP - Central de Movimento Populares • Projeto Meninos e 
Meninas de Rua • Associação Pró Moradia Liberdade - Diadema • Sindicato das Costureira do ABC • APEOESP 
• Fórum da Promoção de Igualdade Racial do ABCDMRRP • Fórum da Promoção de Igualdade Racial de Santo André • ABCDS - Associação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual • Coletivo de Igualdade Racial da CUT ABC 
• Grupo de Capoeira Berim-Bras • Movimento de Mulheres Negras - Negra SIM • Secretaria Estadual de Combate ao Racismo da CUT São Paulo • SindSaúde ABC • Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo-

APROFFESP • SECI Social • UNEAFRO • PSOL Santo André • Escola de Livre Teatro • Mandato do Deputado Federal Vicentinho • Comissão de Combate ao Racismo dos Metalúrgicos do ABC • Associação Afro-Brasileira de Hip Hop Posse Hausa

08/12/2013

SOBRE A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA NOS DIAS ATUAIS


SOBRE A IMPORTÂNCIA DA FILOSOFIA  NOS DIAS ATUAIS

No livro “Iniciação à filosofia”, da filósofa Marilena Chauí, primeira edição de 2011, publicado pela editora ática, na pagina três, ela define e afirma que a filosofia “Está presente na vida de todos nós. No mundo ocidental, costuma-se dizer que remonta aos gregos. De uma perspectiva mais ampla, podemos dizer que ela está presente na vida do ser humano desde um tempo imemorial, anterior às primeiras civilizações. Dos primórdios do Homo sapiens até as primeiras organizações humanas, cada atitude individual ou coletiva, cada fenômeno físico ou avanço técnico, cada nova percepção dos meandros da alma humana foi  entremeada por ações passíveis de analise filosófica”.
Com a sistematização do pensamento a partir do mundo grego há 2.500 anos a filosofia vem navegando no universo do conhecimento e da sabedoria humana,vem definindo o jogo político, instituindo e derrubando governos, questionando os modos de produção e instituindo novos poderes. Questiona conceitos morais e éticos, desvenda fenômenos religiosos, provoca revoluções, e justificativas processuais, numa cronologia ascendente, ora  a  partir de eixos  cronológicos, ora a partir dos modos de produção existentes, buscando esclarecer e enaltecer a vida do homem no planeta e a sua  finitude ou não, ao mesmo tempo em que se renova a cada instante para estabelecer as diretrizes do pensamento educacional e das transformações e revoluções  necessárias  e urgentes.
 Do ponto de vista econômico e das relações de produção, devemos rever nossas afinidades filosóficas diante do mundo do trabalho, estabelecer a reflexão a partir do seu caráter ontológico e fundante que o mesmo representa.
As observações do pensamento a partir da evolução humana estabelecem momentos de rupturas e superações como no filme a guerra do fogo, como na expressão do pensamento de Engels: “a transformação do macaco em homem”, os modos de produção vêm definindo e delineando os embates de classe, as teorias de Marx fundamentando e combatendo o positivismo ainda militante, assim como o capitalismo em sua profundidade nos remete a necessidade de darmos um passo a frente do ponto de vista conceitual e da práxis humana, revolucionando as aspirações pedagógicas rumo a edificação do homem e do mundo novo que devemos revolucionariamente construir.
Nesse sentido, a definição etimológica da palavra filosofia: amor, dedicação  ao conhecimento e a  sabedoria humana, está conectada com o corte de classe  instituído por Karl  Marx ao estabelecer  que cabe ao filósofo não apenas contemplar e sim transformar o mundo em que vivemos.  Nesse particular, entendo que é dever dos Filósofos “organizar para transformar”.
Aldo Santos-Militante sindical, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo, Presidente da APROFFIB.


07/12/2013

Repercutindo o embate na Câmara municipal de SBCampo.

Novo estatuto do magistério volta à Câmara de São Bernardo

27/11/2013 9:58

 Educadores estão divididos entre contrários e favoráveis ao projeto do novo estatuto - Foto: ArquivoA Câmara de São Bernardo vai debater novamente, na sessão de hoje (27), o projeto de lei que instituiu o novo estatuto do magistério, matéria que tem dividido os educadores. O presidente da Casa, Tião Mateus (PT), solicitou reforço do efetivo da Guarda Civil Municipal (GCM) a fim de impedir a invasão do plenário, como ocorreu na semana passada.
O vereador Julinho Fuzari (PPS) revelou que vai entrar na Justiça pedindo mandado de segurança para impedir a votação do estatuto. Além do mandado, Fuzari reuniu-se com o promotor de justiça da Vara da Infância e Juventude do município, Jairo Edward de Luca, e apresentou alguns pontos do projeto com os quais não concorda, incluindo a extinção de alguns cargos, como assistente social, fisioterapeuta, fonoaudiólogo; psicólogo; terapeuta ocupacional e dirigente de creche. Segundo o estatuto, os servidores que ocupam esses cargos serão mantidos até a sua vacância.“Isso será um prejuízo para as crianças de nossa rede de ensino, principalmente as crianças com necessidades especiais. Eles (a prefeitura) argumentam que são cargos da área de Saúde, mas não é assim que penso”, criticou o popular-socialista.
Segundo o parlamentar, De Luca conversou com o prefeito Luiz Marinho (PT) para pedir que o projeto não entre em votação. O assunto também seria debatido com os vereadores. “Esse não é o papel do promotor, que tem de verificar se o projeto está na legalidade ou não”, afirmou o vereador Paulo Dias (PT).
Mesmo assim, Fuzari avaliou a conversa com o promotor com otimismo. “Espero que os vereadores escutem, porque se não escutarem será a grande prova de que a administração quer que o projeto passe como um trator na Casa”, afirmou o popular-socialista.
Na sessão da última quinta-feira (21), vereadores governistas como o presidente da Casa e o líder de governo, José Ferreira (ambos do PT), negaram que o Executivo tenha pressa de votar o novo estatuto do magistério. Porém, Ferreira revelou que houve um pedido para que a matéria fosse aprovada rapidamente, a fim de que o Executivo possa fazer os cálculos dos benefícios que os educadores vão receber.
Manifestação
A Câmara será o palco de mais uma manifestação de servidores contrários e favoráveis ao projeto durante a sessão de hoje. O presidente do Sindicato dos Funcionários Públicos de São Bernardo (Sindserv SBC), Giovani Chagas, fez nova convocação aos servidores para acompanhar os trabalhos no Legislativo e tentar convencer os vereadores a “respeitar a resposta dada nas três assembleias realizadas pelo sindicato, de que não queremos a aprovação deste projeto”. “Vamos pedir que respeitem a independência sindical”, disse Chagas.
Questionado sobre se haverá nova tentativa de ocupação do Legislativo, o sindicalista não soube responder. “O que aconteceu na semana passada foi algo pontual. Não dá para falar se vai acontecer novamente. O que vamos fazer é convocar os trabalhadores”, disse.
Na sessão da última quinta-feira, os trabalhadores ocuparam o plenário Tereza Delta durante a sessão ordinária e assim ficaram até a 7h do dia seguinte, pois tinham receio de que Tião Mateus convocasse os vereadores para uma sessão extraordinária – o que, pelo regimento interno, só poderia acontecer a partir das 17h30 de ontem (26).

05/12/2013

RACISMO NA CÂMARA DE SANTO ANDRÉ

RACISMO NA CÂMARA DE SANTO ANDRÉ

Com esse título, várias entidades chamaram importante manifestação no plenário da câmara da cidade, em apoio a funcionária Nádia  Silva Caldeira que foi VÍTIMA DE RACISMO ao ser chamada de “macaca”pela assessora de um  vereador.
Várias pessoas usaram a palavra na tribuna da câmara municipal e foi preciso uma dose de agitação no plenário para que alguns  os vereadores se manifestassem.
 Após as falas dos representantes do movimento negro e movimento social, o presidente da câmara reabriu os trabalhos e começou a tocar a seção normalmente. Nesse momento, questionei o presidente sobre os encaminhamentos da denúncia feita em plenário, pois os mesmos não poderiam ficar indiferentes às denúncias apresentadas.
Solicitei que o presidente da câmara pelo menos recebesse uma comissão de representantes do movimento negro que estava presente.
 O presidente da Câmara, Donizete Pereira, do PV, de imediato agendou uma reunião com os representantes do movimento para o dia 10/12, às 10 horas no gabinete da presidência. O movimento e representantes sindicais   saíram fortalecidos com o agendamento dessa reunião, pois é inadmissível conviver com práticas de racismo numa instituição que tem a obrigação de representar o povo, e não agredi-lo.
Com essas manifestações de luta e resistência,  temos a convicção de que Mandela não morreu e seu exemplo de luta  vai  fortalecer ainda mais nossos sonhos rumo a um mundo livre da opressão  étnica e de classe.

Resistir e reagir é preciso!


Aldo Santos-ex-vereador, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo e do Brasil, militante do Psol. 

04/12/2013

Parabéns vila lulaldo pelos 24 anos de existência

parabéns vila lulaldo pelos 24 anos de existência


VILA LULALDO, UMA conquista  DO MOVIMENTO ORGANIZADO.

No dia 3 de dezembro de 2013, completa 24 a ocupação vitoriosa denominada pelos moradores de Vila Lulaldo. Essa ocupação aconteceu no dia 03 de dezembro de 1989, num domingo a tarde, por decisão dos moradores, mediante descaso e  omissão do Prefeito à época, Maurício soares e  seus antecessores.
Esses ocupantes moravam na vila jurubeba, e  temendo morrerem soterrados, diante de uma forte  tempestade, foram  obrigados a tomarem uma decisão radical ao ocuparem  essa área  para não morrerem nos escombros .
Parte das famílias sem alternativas  ficaram na sede social do jardim Jussara. Indiferente a dor dos moradores e sem política habitacional, os moradores decidiram em assembleia ocuparem  uma área particular do especulador Sérgio Canastrelli.
Foi uma queda de braço com a gestão do PT á época. Indubitavelmente, foi a força do movimento que garantiu a ocupação, que construiu os barracos e posteriormente as casas de alvenaria e hoje estão no processo de  regularização fundiária.
Foi inesquecível a valentia do Barba,  a determinação do Taná, a generosidade da Emília, o acolhimento do Agenor e dilma,  a coragem do subprefeito Chicão,  a sinergia  da luta pela esquerda que contou com a solidariedade  de lideranças da própria cidade e região.
Resistimos a várias tentativas de reintegração de posse pela policia militar, pressionamos a prefeitura e conseguimos melhorias, ainda insuficientes depois de 24 anos de existência.
Além da primeira leva de lideranças destemidas, outras se somam a essa importante conquista, como o Arimatéia,  A mariazinha, o Geraldo, o Cabelo, o Ivo e tantos outros e outras que incansavelmente  deram e continuam dando significativa contribuição a essa importe  luta  política na cidade.
Na ocasião, outras lideranças e assessores políticos, como o Rissi, e demais assessores do nosso gabinete foram fundamentais na manutenção da luta e da conquista.
Esperamos que a atual administrão avance nas conquistas e melhorias necessárias para melhorar a qualidade de vida dos moradores.

Parabéns moradores e moradoras que  com muita garra e valentia  confirmam o ditado popular que afirma:   quem luta conquista. Esse exemplo deve ser seguido por outros movimentos e trabalhadores sem teto e sem casa  que ainda pagam aluguel.
  Estamos organizando novamente os sem tetos e as famílias que pagam aluguel para  que assumam o protagonismo  da resolutividade dos problemas sociais da moradia, diante da omissão e falta de política   habitacional inclusiva do poder público municipal.
Brevemente será lançado um livro contando   em detalhes essa magnífica luta  e história vencedora.

Lutar, resistir e conquistar é preciso!


Aldo Santos-Ex-vereador, Coordenador da apeoesp-sbc, `residente da Aproffesp e Aproffib, Militante do Psol 

02/12/2013

SOBRE O 4° CONGRESSO NACIONAL DO PSOL

SOBRE O 4° CONGRESSO NACIONAL DO PSOL 

Não fui ao 4° Congresso Nacional do Psol por estar numa batalha campal  no XXIV Congresso  da apeoesp em Serra Negra, Estado de São Paulo.
Mesmo com todas as polêmicas em torno do nome do senador Randolfe, é fundamental que os militantes não substituam a luta externa pela luta interna. Qualquer um dos nomes aprovados certamente descontentaria outra parte da sigla.
O consenso está longe de ser uma tese  almejada pelo partido, uma vez que a base do mesmo  é a existência das tendências, portanto,  as divergências não são estranhas ao cotidiano partidário.
Precisamos lidar com maturidade política em relação às lutas internas, pois, uma vez definido o processo devemos botar o bloco na rua, tendo por base um programa  anticapitalista, articulando apoio popular, explicitando as políticas de alianças no campo da esquerda e ganhar capilaridade em consonância com os gritos das ruas que foram marcantes  na conjuntura  mundial em 2013.
Precisamos agora organizar e resolver as candidaturas aos governos estaduais, ao senado, bem como a lista de candidatos proporcionais em nível de Brasil.
O Psol deve ser o porta-voz   das Revoltas Populares que sacudiram esse país, tendo como pauta básica  o debate da mobilidade urbana, o direito a cidade, padrão FIFA na educação, saúde, habitação e emprego e outras pautas  de caráter ético e estruturante. Portanto, é urgente uma agenda do candidato nos Estados, grandes cidades e municípios, envolvendo todos e todas na construção de um programa  que apresente as diretrizes de uma novo País,  com e para o nosso povo.

Lutar, vencer e governar é preciso!


Aldo Santos- Ex-vereador, coordenador da apeoesp-sbc,Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo e do Brasil, Militante do Psol.