21/12/2013
RACISMO NA CÂMARA É REPUDIADO PELOS MORADORES DA CIDADE DE SANTO ANDRÉ
RACISMO NA CÂMARA É REPUDIADO PELOS MORADORES DA CIDADE DE SANTO ANDRÉ
No
mês da Consciência Negra, Novembro, mês escolhido por ser a data da morte de
Zumbi dos Palmares, é uma data para lembrar as negras e negros que resistiram à
escravidão. Um mês de reflexão sobre a inserção de negros no mercado de
trabalho, sua participação na sociedade, oportunidades, discriminação, muito
diferente do dia 13 de maio (Lei Áurea 13/11/1988) onde se comemora “a abolição
da escravatura pela benevolência branca”.
Em
Santo André, onde aconteceram atividades municipais em torno do tema, ocorreu uma
exposição de trabalhadores negros e negras realizada na Prefeitura desta, em
que Nádia Silva Caldeira estava como uma das fotografadas. Funcionária pública
concursada, negra, recebeu como umas das respostas a sua foto, um xingamento
racista de outra servidora. Nádia tratou de fazer um B.O contra a ofensa
racista, e cobrou da Câmara dos Vereadores (Casa de Leis), que se posicionasse
de forma a combater essa forma de comentar e retratar a população negra,
maioria desse país. Porém, ainda que o ato racista tivesse ocorrido nos mês da
Consciência Negra e na Câmara dos Vereadores, a maior ação que a Câmara poderia
ter feito publicamente no mês da Consciência Negra, que era recriminar e
combater o caso de racismo sofrido pela funcionária, não foi realizado. Nádia
trabalha no gabinete do vereador José Araújo (PMDB), que não se posicionou a
favor da trabalhadora, lavando suas mãos: “O assunto aconteceu entre as duas
funcionárias, mas eu não estava presente, então não posso comentar”. A omissão
do vereador José Araújo e da Câmara dos Vereadores de Santo André nesse
primeiro momento, retrata um compromisso histórico e velado com a elite branca
andreense e com os interesses burgueses (capitalistas), compromisso esse que é
a principal causa de atitudes covardes e racistas no mundo, como já denunciado
pelo militante do movimento negro Malcom X: “Não há capitalismo sem
racismo”.(nota do comitê)
Esse
ato foi marcado em comum acordo com os representantes do movimento negro e
sindical na última reunião com o presidente da Câmara de Santo André.
Mesmo com a ausência de vários movimentos que
estavam na referida reunião, o ato foi
mantido e realizado no calçadão da Oliveira Lima, uma vez que a nossa ação contra o preconceito racial é inegociável e a nossa lua não pode estar subordinada a interesses escusos a
nossa causa.
Vários
militantes sociais de Santo André, representantes
dos metalúrgicos da cidade e várias organizações da região compareceram,
fizemos panfletagem, pousamos publicamente com os cartazes, chamando atenção de
inúmeros munícipes que se manifestavam contrários ao fato ocorrido.
Mais uma vez cumprimos nosso papel de
militantes contra o racismo e o preconceito racial e na reunião já agendada para
fevereiro com o presidente da câmara e demais vereadores, vamos reiterar nossas
bandeiras de luta, repudiar toda e qualquer forma de prática racial e que o vereador Araujo e os demais
vereadores da cidade se pronunciem sobre
esse lamentável e injustificável episodio.
Os
panfletos distribuídos foram subscritos pelo Comitê regional contra o aumento
da passagem, que foi determinante na redução da passagem na região e no Brasil,
bem como na participação em outros movimentos em defesa da classe trabalhadora.
Que
venha 2014, pois o nosso time está pronto para entrar em campo contra toda e
qualquer forma de opressão de gênero, étnico e de classe.
A
partir dessa data, darei maior visibilidade ao blog hoje denominado de Espaço cultural Luiza Mahin, em
homenagem a essa guerreira, e, pela coragem e resistência
da companheira Nádia que teve a consciência de classe ao denunciar os mandatários da casa grande.
Lutar
é importante; vencer é preciso!
Aldo
Santos.Ex-vereador,coordenador da apeoesp-sbc, Presidente da Associação dos
Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo e da APROFFIB, Presidente do Psol em SBC.
20/12/2013
Moção de Repúdio ao racismo na Câmara dos Vereadores de Santo André e a apatia e omissão do Vereador José Araújo...
Comitê
Regional Unificado Contra
os Aumentos das Passagens de Ônibus no ABC.
Moção de
Repúdio ao racismo na Câmara dos Vereadores de Santo André e a
apatia e omissão do Vereador José Araújo, e dos demais vereadores, que não se
pronunciaram publicamente sobre o ocorrido.
No mês da Consciência
Negra, Novembro, mês escolhido por ser a data da morte de Zumbi dos Palmares, é
uma data para lembrar as negras e negros que resistiram à escravidão. Um mês de
reflexão sobre a inserção de negros no mercado de trabalho, sua participação na
sociedade, oportunidades, discriminação, muito diferente do dia 13 de maio (Lei
Áurea 13/11/1988) onde se comemora “a abolição da escravatura pela benevolência
branca”. Em Santo André, onde aconteceram atividades municipais em torno do
tema, ocorreu uma exposição de trabalhadores negros e negras realizada na
Prefeitura desta, em que Nádia Silva Caldeira estava como uma das fotografadas.
Funcionária pública concursada, negra, recebeu como umas das respostas a sua
foto, um xingamento racista de outra servidora. Nádia tratou de fazer um B.O
contra a ofensa racista, e cobrou da Câmara dos Vereadores (Casa de Leis), que
se posicionasse de forma a combater essa forma de comentar e retratar a
população negra, maioria desse país. Porém, ainda que o ato racista tivesse
ocorrido nos mês da Consciência Negra e na Câmara dos Vereadores, a maior ação
que a Câmara poderia ter feito publicamente no mês da Consciência Negra, que
era recriminar e combater o caso de racismo sofrido pela funcionária, não foi
realizado. Nádia trabalha no gabinete do vereador José Araújo (PMDB), que não
se posicionou a favor da trabalhadora, lavando suas mãos: “O assunto aconteceu
entre as duas funcionárias, mas eu não estava presente, então não posso
comentar”. A omissão do vereador José Araújo, e da Câmara dos Vereadores de
Santo André nesse primeiro momento, retrata um compromisso histórico e velado
com a elite branca andreense e com os interesses burgueses (capitalistas),
compromisso esse que é a principal causa de atitudes covardes e racistas no
mundo, como já denunciado pelo militante do movimento negro Malcom X: “Não
há capitalismo sem racismo”.
Foram marcadas
manifestações e em defesa da funcionária, e, como pauta maior, o combate ao
racismo em toda sociedade, que anda firme e forte, haja vista, como exemplo do
ABC, que negros são as maiores vítimas da violência na região, e
conseqüentemente, em todo o país. Em todos os lugares que o negro está, não só
não tem o direito á Cidade (população pobre de maioria negra é segregada em
bairros afastados, além de o transporte público ser de alto custo), como não
tem o direito á privacidade, pois é vigiado onde anda e nos estabelecimentos em
que entra. Embora a escravidão tenha sido “abolida” há mais de 125 anos, há uma
opressão dos negros e racismo velado na sociedade que devem ser identificados e
rechaçados por todos, negros e não negros! O discurso alienador de que o
racismo não existe, só contribui para a permanência, e até aumento, dessa
opressão! O racismo e opressão velada contra os negros no Brasil são facilmente
mostrados nos fatos:
Em relação à inserção dos
negros no mercado de trabalho vemos que a taxa de desemprego é maior entre os
negros do que não-negros e que a média salarial (dados dos anos 2011-2012) dos
negros é de 36,1% menor do que a dos não-negros. Quando se trata de mulheres e
negras essa diferença é ainda maior (duplo preconceito). O falso discurso de
que essa diferença se dá única e exclusivamente pela diferença de escolaridade
e formação, é prontamente desqualificada pelo estudo do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que mostrou que
um trabalhador negro com nível superior completo recebe na indústria da
transformação, em média, R$ 17,39 por hora, enquanto um não negro chega a
receber R$ 29,03 por hora, ou seja, 40,1% a menos, e que essa diferença se dá
simplesmente por serem negros!
O tão democrático governo
e seus governantes da Câmara de Santo André, que tentaram no mês de Novembro
afirmar que não existe racismo no Brasil, não abriram sequer um inquérito, e
apenas com a pressão do movimento negro e sociais, entraram com uma sindicância
para apurar o caso de racismo no gabinete do vereador.
“O presidente da Câmara,
Donizeti Pereira (PV), se reuniu, no dia 10/12/13 (5 dias depois dos protestos
na Câmara dos Vereadores), com representantes do Movimento Negro e do Sindserv
(Sindicato dos Servidores Públicos de Santo André) para comunicar a
investigação do caso por vereadores e pela Administração da Casa. Entre as
deliberações tiradas no encontro está a possível transferência da servidora
Nádia para outro departamento, sem perder o acréscimo no salário. Nádia é
concursada há 20 anos, mas atualmente exerce função gratificada no gabinete de
Araujo e recebe por isso” (Fonte: Jornal ABCD Maior).
O Movimento Negro
insistentemente pressionou a Câmara para que repudiasse o crime racial e que
entrasse com ações práticas para o caso. A Câmara definiu alguns
encaminhamentos e uma reunião dia 11 de Fevereiro de 2014. Mas só isso não é
suficiente!
Donizete
Pereira declarou que o Legislativo, bem como os parlamentares e funcionários, repudia
qualquer tipo de descriminação, não só relacionada a questões de gênero, mas
contra a homofobia e atos que venham denegrir a imagem crianças, idosos,
deficientes físicos, dentre outros. “O que ocorreu recentemente na Câmara é
um fato isolado e que está sendo averiguado por inquérito policial. Essa Casa
também levará o caso adiante baseado no estatuo do servidor”, afirmou o
presidente”. (Nota pública da Câmara dos Vereadores).
Esta afirmação demonstra
que a Câmara de Santo André está longe de levar os crimes raciais a sério, além
de que estão reproduzindo um analfabetismo político, pois, as dinâmicas da
opressão se fazem diferente para cada grupo oprimido, não podendo estas, serem
igualadas em um conjunto de uma mesma opressão, reproduzindo assim, as desigualdades
na “igualdade”. Este “repúdio” a qualquer tipo de discriminação enfatiza a
moral conservadora, politicamente correta, que não admite as contradições
sociais, e assume um caráter pacifista alienante. Além disso, há mais outro
erro que a Nota pública da Câmara comete: o uso da palavra denegrir como
semelhante à depreciação. Esta palavra, usada comumente no linguajar popular, é
rechaçada pelo movimento negro e utilizada para reflexões sobre o racismo
velado. A palavra denegrir significa tornar negra a imagem. Como, então, este
termo é usado como semelhante ao depreciar? Somente através do racismo, esta
palavra adquire um sentido deturpado de sua característica original, que nada
tem sentido com o depreciar.
Isso demonstra que a
luta contra a opressão racial continua! Fazemos um chamado a todos que se
solidarizam a lutar por uma sociedade mais livre, sem racismo e que negros e
não negros possam conviver onde a condição humana seja respeitada! Por uma
convivência de alteridade, sem qualquer forma de opressão! REPUDIAMOS o racismo
na Câmara dos Vereadores de Santo André e a omissão e apatia do Vereador José
Araújo que, assim como durante o protesto realizado no plenário da Câmara no
dia 05/12/13, não compareceu na reunião entre os movimentos Negros, sindicato e
vereadores para tratar do assunto, e dos demais vereadores que não se
pronunciaram publicamente sobre o ocorrido.
20/12/2013
Comitê Regional Unificado Contra
os Aumentos das Passagens de Ônibus no ABC
19/12/2013
Fidel homenageia Mandela e culpa imperialismo pelo apartheid
Fidel homenageia Mandela e culpa imperialismo pelo apartheid
19 dezembro, 2013 - 16:58 — Neto

19/12/2013
do Opera MundiO líder cubano Fidel Castro escreveu um artigo publicado nesta quinta-feira (19) no site cubano Cubadebate em que critica o imperialismo, homenageia Nelson Mandela e lembra dos combatentes cubanos que lutaram em Angola contra forças do exército racista sul-africano (leia aqui o artigo).
Fidel faz um desafio ao países imperialistas a não ocultarem a verdade sobre o apartheid, desafiando os "porta-vozes do império" que explicassem como e por que ele surgiu.
Fidel lembra que o governo sul-africano da época foi aliado de países capitalistas que participavam ativamente da Guerra Fria. "Por que se pretende ocultar que o regime do apartheid, que tanto fez sofrer a África e indignou a imensa maioria das nações do mundo, era fruto da Europa colonial e foi convertido em potência nuclear por Estados Unidos e Israel. [Um regime] o qual Cuba, um país que apoiava as colônias portuguesas na África que lutavam por sua independência, condenou abertamente?", perguntou.
Segundo Fidel, o imperialismo "sempre usará de suas cartas para subjugar a ilha, mesmo que tenha que despovoá-la, privando-a de homens e mulheres jovens, oferecendo migalhas dos bens e recursos naturais com que saqueia o mundo".
Ele também afirma não se lembrar de nenhum fato histórico que tenha causado tanto impacto na opinião pública mundial quanto a morte de Mandela, por sua qualidade humana e a nobreza de seus sentimentos e ideais.
De acordo com o líder cubano, os laços fraternais entre seu país e a África do Sul nasceram do fato de Mandela ser "um apóstolo da paz" e pelo fato do país caribenho "nunca ter realizado ações militares em busca de glória ou prestígio". "Sempre fomos solidários desde os primeiros anos com os movimentos de libertação das colônias portuguesas na África punham em cheque o colonialismo e o imperialismo no pós-guerra".
"É fato completamente real que Mandela foi um homem íntegro, revolucionário profundo e radicalmente socialista que, com grande estoicismo suportou 27 anos de encarceramento solitário. Eu não deixava de admirar sua honradez, sua modéstia e seu enorme mérito".
Por fim, Fidel felicitou seu irmão, o presidente Raúl Castro, pelo gesto de ter estendido a mão ao presidente norte-americano Barack Obama durante o funeral em homenagem a Mandela no estádio Soccer City, na África do Sul. "O papel da delegação cubana durante as homenagens a nosso irmão e amigo Nelson Mandela será inesquecível. (...) Felicito ao companheiro Raúl por seu brilhante desempenho e, em especial, pela firmeza e dignidade quando, com um gesto amável, mas firme, saudou o chefe de governo dos EUA e lhe disse em inglês: ‘Senhor presidente, eu sou Castro’".
18/12/2013
ATO PÚBLICO NA FACULDADE DE DIREITO SÃO BERNARDO
ATO PÚBLICO NA FACULDADE DE DIREITO SÃO BERNARDO
Esse ato
foi marcado tendo por base importante pauta de reivindicação distribuída aos alunos e
divulgada no evento marcado pelo face.
Com a
movimentação dos alunos, liderados pela nova chapa que venceu as eleições para
o centro acadêmico XX de Agosto, conquistaram, mesmo parcialmente, importante vitória.
Segundo a
aluna Marcela, existe grande insatisfação com o Diretor Marcelo ladeira Mauad.
Hoje existe em torno de 2400 alunos na faculdade, e o percentual de inadimplência
está por volta de 13%. Afirmou também que a prefeitura não tem nenhum tipo de
subvenção.
Com a
movimentação dos estudantes junto a Câmara municipal e na imprensa, a resolução
54 foi revogada, significando uma grande vitória dos estudantes em luta.
Além dessa
pauta, os alunos defendem a participação estudantil na elaboração estratégica e
ações a longo prazo para a redução da inadimplência na FDSB, sem impedir o
aluno de permanecer na faculdade;
Reivindicam o aumento da quantidade
de bolsas – carência e Transparência no processo de concessão de bolsas de estudos;
Acesso ao Fies e outras formas de
financiamento público dos estudos.
Comentaram ainda sobre outras pautas,
como a federalização da faculdade, eleição direta para diretor e cotas raciais
e sociais.
Para a
aluna Viviam, hoje existem cerca de 30 cargos comissionados com salário que
varia de 3.500 a 8 mil reais ao mês.
Compareceram
ao evento além de um grupo de alunos da
referida faculdade, vários representantes
do Comitê Regional Unificado contra o aumento da Passagem, membro da fundação Santo
André e representante da Apeoesp-sbc.
Percebe-se disposição de luta para
assegurar direitos e por democracia nas relações internas na faculdade.
Mudar e resistir é preciso!
Aldo Santos- Coordenador da
Apeoesp-sbc,Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos
do Estado de São Paulo e do Brasil, Presidente do Psol em SBCampo. (18/12/2013)
13/12/2013
Movimento negro protesta em frente à escola acusada de racismo
Ruim é o Racismo! - Movimento negro protesta em frente à escola acusada de racismo
- Categoria: Racismo no Brasil
- Publicado em Terça, 13 Dezembro 2011

Para Douglas Belchior, coordenador da União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora (Uneafro), movimento organizador do protesto, existe uma cultura de "não se assumir o racismo" no Brasil. "Este colégio tem uma chance ímpar de servir de exemplo pro País inteiro", afirma.
