17/11/2013

PROVA DA GETÚLIO VARGAS APRESENTA PROBLEMAS.

PROVA DA GETÚLIO VARGAS APRESENTA PROBLEMAS.

A prova realizada pela Fundação Getúlio Vargas no dia 17/11/2013, apresentou uma série de dificuldades, conforme reclamação de professores (as) aos membros do sindicato que se encontravam no local da prova.
O primeiro problema estava relacionado ao fechamento da pista central da Anchieta, dificultando e até impossibilitando a chegada no  tempo previsto.
Outra informação que induziu a erro foi o endereço da prova.
No impresso consta: Escola UNIP- Anchieta- Universidade Paulista.
Endereço: Rua Francisco Bautista, n° 300.
Complemento: Entrada pela R. General Leite de Castro, 201-KM1.
Bairro: Jardim Santa Cruz.
Cidade: São Bernardo do Campo.
Alguns professores foram parar na Faculdade Anchieta, São Bernardo do Campo. Teve sala que faltaram carteiras criando transtorno para os professores (as) que tiveram que ser removidos para outro espaço físico. Alguns professores chegaram e o portão estava fechado, o sindicato orientou  ingressar  com recursos, protocolizados junto ao jurídico  da FGV.
Orientamos os colegas que fizeram recursos ou que se sentirem prejudicados, compareça a subsede da APEOESP, Avenida Prestes Maia, 233, 1° andar, Centro São Bernardo do Campo.
Fone:41256558
coordenacaosbc@terra.com.br

Coordenação da APEOESP –SBC.


15/11/2013

Apeoesp estuda medida para coibir coações a educadores em S.Bernardo

Apeoesp estuda medida para coibir coações a educadores em S.Bernardo



Rogério Santos
Do Diário do Grande ABC,15/11/2013
Celso Luiz/DGABC
Indignado com as denúncias de pressão contra os profissionais da Educação de São Bernardo, o diretor da subseção Local da Apeosp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e ex-vereador Aldo Santos (Psol) avalia com o departamento jurídico da entidade medidas para coibir a coação, revelada pelo Diário na edição de quarta-feira.
Profissionais da rede municipal de ensino relataram que foram pressionados a aderir abaixo-assinado para anular a assembleia realizada pelo Sindserv (Sindicato dos Servidores Municipais) na semana passada, que rejeitou o modelo do Estatuto do Magistério proposto pelo governo do prefeito, Luiz Marinho (PT).
“Muitos profissionais da rede municipal são associados da Apeoesp e recebemos várias denúncias de assédio moral, não apenas sobre esse caso”, disse Aldo.
Segundo ele, Marinho está agindo de maneira contrária a tudo que defendeu quando atuou como líder sindical. “Parece que ele desaprendeu com o tempo, indo na contramão do que anseiam os trabalhadores.”
O Estatuto do Magistério está sendo discutido entre a gestão petista o Sindserv desde o ano passado, sem chegar a uma definição.
A direção dos representantes dos servidores refutou realizar outra assembleia, a não ser que a Prefeitura apresente contraproposta. em três oportunidades o documento foi rejeitado.
O ponto que mais desagrada o professorado é o fim do concurso público para contratação de diretores de escola, supervisores de ensino e coordenadores pedagógicos.
Pela nova regra, os profissionais que ocupariam esses cargos seriam remanejados da própria rede municipal e indicados pelo Paço. Desse modo, apoiadores da secretária de Educação, Cleuza Repulho, levariam vantagem.
“Não sei como a Cleuza continua chefiando essa Pasta. Ela sofre uma derrota atrás da outra e agora quer desqualificar uma assembleia realizada de forma legítima”. observou Aldo Santos.
Na próxima semana, deve ser realizada outra reunião entre o Sindserv e a mesa de negociação permanente da Prefeitura para rediscutir o Estatuto dos Magistério, antes de a proposta ser enviada para votação na Câmara.

14/11/2013

Documento Histórico:Combatemos o racismo e conquistamos o feriado de 20 de novembro

Combatemos o racismo e conquistamos o feriado de 20 de novembro
 Em 2009 o debate sobre a Consciência negra teve amplo destaque, com a realização em alto estilo de atividades promovidas pela subsede da APEOESP Sbcampo, no dia 22 de dezembro 2009, com a entrega das homenagens concedidas pelo Sindicato a entidades e personalidades que tem prestado relevantes trabalhos a luta contra o racismo e todas as formas de preconceito.
            Neste ano, fizemos várias reuniões , organizamos nossa atuação no Sindicato, encaminhamos o projeto às unidades escolares e na subsede realizamos pelo segundo ano consecutivo a famosa feijoada do Prof. Cido, além das atividades durante o dia,dedicadas as atividades culturais com a apresentação de Congadas, exposição na Subsede de inúmeras atividades desenvolvidas nas Unidades Escolares.
            Embora o calendário escolar tenha impedido que os educadores participassem da marcha realizada em várias partes do País, no dia 20 de novembro,em SBC, realizamos no dia 21 de Novembro a nossa atividade cultural que já se tornou referência na cidade.
            Os professores Claudio Russo e Judite apresentaram a logomarca do projeto e as apresentações culturais no nosso dia de reflexão. As bandas “Teacher’s Band” e “Corda de Guaiamum” e as congadas do Ditinho (Parque São Bernardo) e o Grupo de Moçambique-Família/Feliciano, fizeram suas apresentações, com os rituais da cultura de resistência negra ao longo da historia.
            As apresentações foram um verdadeiro reencontro com a cultura afro-descendente e com a religiosidade presente, que infelizmente ainda é vítima de preconceito por parte das religiões oficiais (Dominantes).
             Após o almoço e a apresentação das bandas, teve inicio a apresentação das Congadas. O Momento mais emocionante foi quando o Ditinho da Congada do Parque São Bernardo relatou um pouco da história do movimento negro em são Bernardo, afirmando: “Falar em movimento negro hoje é muito fácil, é moda e dá ibope. Porém, há 20 anos atrás o pioneiro desta luta desbravou tudo isso na cidade , e na região. Estou me referindo ao Vereador e professor Aldo Santos, que quando chegou na câmara Municipal em 1989  mudou a história, que antes era liderada pelo Vereador Ramos de Oliveira, no dia 13 de maio de cada ano . A 20 anos, a nossa história começou a dar uma virada até chegar o feriado de 20 de novembro que também foi o Professor quem teve a iniciativa,  apresentando pela primeira vez o projeto na Câmara Municipal e que esse ano o prefeito sancionou a lei  que foi reapresentada pelo Vereador José Ferreira do PT.
            O Prefeito Luiz Marinho Tem feito alusão e reconhecido o trabalho desenvolvido pelo Vereador Aldo Santos.
            Enquanto ele Falava , todos o acompanhavam em silêncio, até o momento em que pediu formalmente para que o Professor Aldo ficasse em Pé  e pediu para que todos cantassem em sua homenagem  o Hino do Movimento do movimento negro, cantado pela Professora Lourdes.
Canto Das Três Raças
Composição: Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro
Ninguém ouviu
Um soluçar de dor
No canto do Brasil
Um lamento triste
Sempre ecoou
Desde que o índio guerreiro
Foi pro cativeiro
E de lá cantou
Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou
E de guerra em paz
De paz em guerra
Todo o povo dessa terra
Quando pode cantar
Canta de dor
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
ô, ô, ô, ô, ô, ô
E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor
            Devo confessar que foi um momento emocionante e calou fundo nas minhas reflexões e um filme passou em minha cabeça , dos momentos tristes, alegres, agressões, incompreensões etc, etc, etc.
             Quero registrar também que simultaneamente o que eu apresentava na Câmara como vereador, antes era discutido por um pequeno grupo de professores que militavam e militam na APEOESP.
            Esse ano foi um ano de coroamento, graças a insistentemente comissão de gênero/etnia da APEOESP, que tem papel de relevo nessa atividade histórica/cultural e política da cidade.
            No dia 22de Dezembro 2009, mesmo diante de um vendaval na vida dos professores com a publicação do resultado das notas da prova dos OFAS , às 15 horas, entregamos uma placa em homenagem as entidades e personalidades que prestam relevantes serviços na luta contra o preconceito racial.
             Após indicação livre nas urnas que foi afixada na subsede, foram homenageados: Prof. Barbosa , professor da rede pública Estadual,  Professora Nilzete, representando os Educadores  da EBEB Miguel Guerra, pelo Brilhante trabalho realizado durante o  ano.Também foi indicado o Ditinho da Congada do Parque São Bernardo e representante da Escola Estadual Amadeo Olivério.
             Os homenageados agradeceram, e mais uma vez o Ditinho fez referência histórica do movimento, agradeceu efusivamente a professora Nilzete que fora professora na Escola Palmira, onde grande parte das  atividades culturais do Parque São Bernardo são desenvolvidas.
            Essa atividade só foi possível, graças ao empenho da comissão de Professores do Sindicato: Cido, Verinha, conceição, Judite, Claudio Russo, Aldo Santos, Rogélio,Mazé,Nobuko,Lurdes,Paulo Neves,Alan ,Denis, Abigail ,Nilzete, Cida, Nayara,Vanderley,Cida Baltazar, Iza Ebe, Marx e outros (as),além, da participação ativa do nosso atual coordenador Diógenes Batista e dos Funcionários desta Subsede ,Lucimara e Sandro.
            Axé para todos e o combate ao Preconceito e ao Racismo deve ser cotidiano ,pois Zumbi vive em Todo ato de liberdade, justiça  e Consciência de Classe.


Vencer é possível!!!

Aldo Santos
Membro da Executiva da APEOESP-SBC,Presidente da Associação dos professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo, Coordenador da Corrente política TLS, Membro do Diretório nacional e da Executiva Estadual do PSOL.(30/12/09)

DECRETO Nº 59.742, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2013 Suspende o expediente nas repartições públicas estaduais no dia 20 de novembro de 2013, e dá providências correlatas



Governador é preciso dar um passo a frente e instituir o Feriado Nacional  no  dia 20 de novembro  no Estado de São Paulo



Diário Oficial
Estado de São Paulo/ Poder Executivo
Geraldo Alckmin – Governador Seção I

Quarta-feira, 13 de novembro de 2013 – Pagina 03

DECRETO Nº 59.742, DE 12 DE NOVEMBRO DE 2013
Suspende o expediente nas repartições públicas estaduais no dia 20 de novembro de 2013, e dá providências correlatas

GERALDO ALCKMIN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais e à vista do disposto no artigo 9º da Lei nº 14.485, de 19 de julho de 2007, do Município de São Paulo, que institui o feriado municipal do Dia da Consciência Negra, Decreta:

Artigo 1º - Fica suspenso o expediente nas repartições públicas estaduais sediadas no Município da Capital do Estado no dia 20 de novembro de 2013 - quarta-feira, Dia da Consciência Negra.

Parágrafo único - Aplica-se o disposto no "caput" deste artigo às repartições públicas estaduais sediadas em municípios do Estado que tenham editado lei instituindo como feriado municipal o dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Artigo 2º - As repartições públicas estaduais que prestam serviços essenciais e de interesse público, que tenham o funcionamento ininterrupto, terão expediente normal no dia mencionado neste decreto.

Artigo 3º - Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio dos Bandeirantes, 12 de novembro de 2013
GERALDO ALCKMIN


ABAIXO ASSINADO AO GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO,
GERALDO ALCKMIN:
            Solicitamos que o Governador Geraldo Alckmin   institua feriado Estadual no dia 20 de novembro, em memória à luta e resistência dos moradores (as) dos quilombos, em especial do Quilombo liderado por Francisco, o Zumbi dos Palmares. Esperávamos que presidente Lula fizesse algo em relação a essa histórica reivindicação, mas pouco fez.
Requeremos, portanto, que o Governador tome partido ao lado do povo negro brasileiro e de seus movimentos organizados, decretando de imediato o feriado neste dia, que vem sendo implantado em dezenas de cidades em nosso Estado e no Brasil. Esperamos que o Governador reconheça esta e outras bandeiras de luta do movimento negro organizado, cuja lamentável exploração histórica é mais do que sabida!
Não decretar o feriado do dia 20 de novembro é pactuar com os mandos e massacres historicamente perpetrado pelos senhores (e senhoras) da Casa Grande, em detrimento dos direitos e expectativas de mudança e liberdade da população mais sofrida do Estado de São Paulo.
Não reconhecer essa luta e a reivindicação é admitir e tratar, nos dias atuais, os pobres e negros de nosso Estado com   a mesma indiferença do passado, sem levar em conta as recentes vozes das ruas que se fizeram ouvir nas grandes e significativas manifestações populares ainda em curso.
O posicionamento do governador, decretando este feriado Estadual, contribuiria para assegurar os direitos parcialmente conquistados em direitos igualitários e numa perspectiva pedagógica de grande significado social e político.

TODOS E TODAS NA LUTA  PELO FERIADO ESTADUAL  NO DIA 20 DE
NOVEMBRO, JÁ!

DIRETORIA DA APROFFESP
Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo


.: PARTICIPE DA POSSE DA NOVA DIRETORIA DA APROFFESP

.: PARTICIPE DA POSSE DA NOVA DIRETORIA DA APROFFESP: ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES E FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO ESTADO DE SÃO PAULO. PARTICIPE DA POSSE DA NOVA DIRETORIA DA APROFFESP Você n...

PARTICIPE DA POSSE DA NOVA DIRETORIA DA APROFFESP

ASSOCIAÇÃO DOS PROFESSORES E FILOSOFIA E FILÓSOFOS DO ESTADO DE SÃO PAULO.

PARTICIPE DA POSSE DA NOVA DIRETORIA DA APROFFESP

Você não pode deixar de participar da posse da nova Diretoria da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo. Por unanimidade, foi eleita a nova Diretoria da aproffesp para o biênio 2013/2015, numa conjuntura de desafios e de profundos embates Filosóficos.
Esta Diretoria tem o grande desafio em consolidar  ainda mais nossa atuação no Estado e ampliar  nas cidades e regiões as Coordenações Regionais da Aproffesp.
A posse da nova Diretoria Executiva e Diretoria de Base será no dia 23 de novembro de 2013, a partir das 11:30 horas, na Casa da Solidariedade, Rua Gravi, n° 60, Praça da Arvore-Capital.
Convide seus amigos e outras entidades educacionais para essa importante atividade. Além do coquetel coletivo, teremos falas e musicas com o filósofo Chico Gretter.
LUTAR E ORGANIZAR É PRECISO !
Favor confirmar presença por e-mail Organizativoaproffesp@gmail.com ou telefone 9.82505385
NOVA DIRETORIA ESTADUAL DA APROFFESP
Presidente: Aldo Santos - SBCampo
 Vice-Presidente: Francisco Gretter – Lapa
Tesoureiro: Anísio Batista-Centro sul
Primeiro Tesoureiro: Feitosa-Taboão da Serra
Secretário: José de Jesus - Osasco
Primeiro Secretário: Marcos Silva - Santo André
Diretor de Comunicação e Propaganda: José Carlos- SBcampo
Diretor Adjunto de Comunicação e Propaganda: Alex Rogério Carleto - Zona Leste
Diretor de Políticas Pedagógicas: Ivo Santos - Zona Norte
Diretor Adjunto de Políticas Pedagógicas: Aldo Xavier-Taboão da Serra
Diretor de Relações Institucionais: Rita Diniz - Salto
Diretor Adjunto de relações Institucionais: Eduardo-Osasco
Diretor de Relações Sociais e Movimentos Sindicais: Nayara Navarro- SBCampo
Diretor Adjunto de Relações Sociais e Movimentos Sindicais: Cícero Rodrigues- Zona Sul
Diretor Organizativo da Capital: Alba Valéria - Itaquera
Diretor Adjunto Organizativo da Capital: Rubens Roque-Zona Sul
Diretor Organizativo da Grande São Paulo: Gilmar Soares- Santo André
Diretor Adjunto Organizativo da Grande São Paulo: Antonio Élson Oliveira- Guarulhos
Diretor Adjunto Organizativo da Grande São Paulo: Valmir João Schmitt-Osasco
Diretor Organizativo do Interior: Ademir Alves de Lima, (Vale do Paraíba)
Diretor Adjunto Organizativo do Interior: Gabriel Bistafa (Sorocaba e região)
Diretor Adjunto Organizativo do Interior: Maria Lucia B.V. de Brito (Região Metropolitana de Campinas)
Diretor Adjunto Organizativo do Interior: Antonio Fernando Capellari, Jaú.
Diretor de relações Acadêmicas: Hugo Allan, Professor da rede Estadual  e da Universidade Metodista.




Assine a petição pública pelo feriado do dia 20 de novembro no Estado de São Paulo já!

Abaixo-assinado Pelo feriado do dia 20 de novembro no Estado de São Paulo já!
Para: Governador do Estado de São Paulo: Geraldo Alckmin
Solicitamos que o Governador Geraldo Alckmin institua feriado Estadual no dia 20 de novembro, em memória à luta e resistência dos moradores (as) dos quilombos, em especial do Quilombo liderado por Francisco, o Zumbi dos Palmares.
Requeremos, portanto, que o Governador tome partido ao lado do povo negro brasileiro e de seus movimentos organizados, decretando de imediato o feriado neste dia, que vem sendo implantado em dezenas de cidades em nosso Estado e no Brasil. Esperamos que o Governador reconheça esta e outras bandeiras de luta do movimento negro organizado, cuja lamentável exploração histórica é mais do que sabida!
Não instituir o feriado do dia 20 de novembro é: pactuar com os mandos e massacres historicamente perpetrado pelos senhores (e senhoras) da Casa Grande em detrimento dos direitos e expectativas de mudança e liberdade da população mais sofrida do Estado de São Paulo.
Não reconhecer essa luta e a reivindicação é: admitir e tratar, nos dias atuais, os pobres e negros de nosso Estado com a mesma indiferença do passado, sem levar em conta as recentes vozes das ruas que se fizeram ouvir nas grandes e significativas manifestações populares ainda em curso.
O posicionamento do governador, decretando este feriado Estadual, contribuirá para assegurar os direitos parcialmente conquistados, numa perspectiva pedagógica de grande significado social e política. 

Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo – APROFFESP

13/11/2013

GOVERNO MARINHO QUER DESMANTELAR EDUCAÇÃO.

GOVERNO MARINHO QUER  DESMANTELAR  EDUCAÇÃO.

Em assembleia, convocada pelo  Sindicato  de São Bernardo do Campo, realizada em 8/11, os trabalhadores da rede municipal de ensino rejeitaram mais uma vez a proposta de Estatuto dos Profissionais da Educação do governo Marinho. É a sexta vez, desde 2010, que eles reprovam o que chamam de “intenções danosas para os educadores e para a educação no município”. Os trabalhadores defendem o documento elaborado pela própria categoria e aprovado no 1º Congresso dos Trabalhadores em Educação, em março de 2012, que é resultado de um processo de debates que começou em 2010, envolvendo mais de 6.000 profissionais, lembra um dos coordenadores da oposição .
Apesar das manobras, afirma o professor, a proposta da administração foi rejeitada por 356 votos contra 261. Segundo o professor, houve três tipos diferentes de votação, na primeira, foi solicitado que os contrários à proposta do governo levantassem a mão, em seguida, os favoráveis, mas como a direção do sindicato argumentou ter dúvidas em aferir o contraste visual, “visivelmente desfavorável à proposta oficial”, passaram para a segunda votação. Os trabalhadores contrários permaneceram em um extremo da arquibancada e os favoráveis no outro e, ao centro, ficaram os presentes que não faziam parte da categoria. Novamente, os contrários foram maioria, quando os favoráveis passaram a gritar palavras de ordem contra a assembleia. Então, foi realizada uma terceira votação, por contagem individual dos votos, em que os participantes, com apresentação de crachás, passaram por portões diferentes – favoráveis e contrários - sob a fiscalização de um diretor do sindicato, um representante do “Não” e um do “Sim”. Contabilizados os votos, a proposta do governo foi novamente derrotada.
Não contentes com o resultado,  está sendo circulado pelo sistema de rede da Secretaria Municipal de Educação, abaixo-assinado anônimo para deslegitimar a assembleia. “Tenho relato de colegas, principalmente coordenadores pedagógicos, que receberam ligações de chefes da Secretaria de Educação perguntando se votaram contra ou a favor do projeto do governo, e orientando para que passem o abaixo-assinado entre os profissionais das escolas. O que é uma prática de assédio moral indiscutível”, assegura. O abaixo-assinado solicita esclarecimentos e revisão dos procedimentos do sindicato na aferição dos votos da assembleia.  
A coordenação da Subsede da apeoesp-sbc  lembra que esta não é a primeira vez que o governo Marinho através de sua secretária de Educação, Creuza Repulho, desrespeita as decisões da categoria em relação à proposta de Estatuto. Em dezembro de 2012, por exemplo, ela promoveu uma consulta, à revelia do sindicato, mas acabou tendo a rejeição dos profissionais.
Desmantelamento da educação

De acordo com dirigentes da apeoesp, a proposta de estatuto do governo é uma tentativa de “desmantelar a educação pública e os profissionais da educação”.  Explica que o documento oficial retira direitos dos trabalhadores, além de piorar as condições de trabalho, trazer prejuízo à carreira e à aposentadoria e aprofundar o processo de terceirização e privatização do ensino público.
Entre outras investidas,  o governo propõe a extinção de cargos como diretor de escola, orientador e coordenador pedagógicos, bem como toda a equipe de orientação técnica e profissionais de educação especial. Com isso, o professor teria uma função ampla, sem especificação de funções, garantidas pelo concurso prestado. Com a extinção dos cargos,  a Secretaria tem intenção de criar a função gratificada e cargos comissionados, delegando a seleção dos profissionais a empresas privadas, com indicação final da secretaria, o que “poderia se configurar como indicação política”, advertem. “Acreditamos que o concurso público, como preconiza a Constituição Federal, é o meio legítimo para o acesso aos cargos”.
Vários professores e professoras  criticam a atitude do governo de tentar condicionar o cumprimento de promessas anteriores e concessão de direitos trabalhistas à aprovação do projeto oficial, isso é inadmissível. “Pegaram nossos direitos e agora exigem que aprovemos a proposta deles para que os tenhamos de volta, como uma moeda de troca.”
Enquanto isso, ele lembra que o salário do professor da rede municipal de São Bernardo é o pior da região, em 2009, um educador do Fundamental recebia sete salários mínimos por 30 horas de trabalho, hoje não chega a 2,5 SM. Os professores substitutos que exercem a mesma função dos efetivos recebem menos, em flagrante desrespeito à isonomia salarial e o  direito à progressão horizontal não vem sendo cumprido, contrariando inclusive o estatuto em vigor.


 Comunicação da apeoesp-sbc

Já entre os que aderiram a outros candidatos – Aldo Santos (Psol),..


Marinho cai e leva nota 5,6 em São Bernardo




Raphael Rocha
Do Diário do Grande ABC
Publicado em domingo, 10 de novembro de 2013 às 11:20

A população de São Bernardo reduziu a nota dada ao prefeito Luiz Marinho (PT) na segunda avaliação de gestão municipal promovida pelo DGABC Pesquisas. Em junho, a atuação do petista recebeu nota 6,1. Agora, os dez meses do segundo mandato do chefe do Executivo são considerados nota 5,6.
Despencou também o índice de aprovação ao trabalho de Marinho. Há cinco meses, 44,1% dos moradores elogiaram a condução do segundo mandato do petista. Nesta sondagem, 34,7% classificaram como ótima (4%) ou boa (30,7%) a gestão – queda de 9,4 pontos percentuais.
O percentual de rejeição ao governo subiu 8,6 pontos, passando de 18% para 26,6%. O de regular variou dentro da margem de erro de 5%, subindo levemente de 34,9% para 36,9%.
A queda da popularidade de Marinho se explica muito na série de denúncias feitas pelo Diário desde o início do ano e pela pouca vontade do prefeito de apurar indícios de irregularidades em sua administração.
Entre os escândalos estão casos de nepotismo no Paço; contratação de empreiteira cujo sócio é laranja para construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador; duplicidade de atuação do secretário de Saúde, Arthur Chioro (PT), que tem empresa de consultoria prestando serviços a outras prefeituras; e compra com suspeita de superfaturamento de salsichas de peru congeladas. Todos os episódios são investigados pelo Ministério Público.
O governo Marinho é mais mal avaliado entre os munícipes com maior grau de escolaridade. Entrevistados que declararam ter Ensino Superior completo deram nota 4,9 ao trabalho do petista, sendo que, desta fatia, 35,5% reprovam a administração. Munícipes considerados analfabetos ou com Ensino Fundamental incompleto ofereceram nota 6,2 para o prefeito.
ELEITORADO RIVAL
Eleitores do deputado estadual Alex Manente (PPS), principal adversário do petista no pleito do ano passado, reduziram o conceito do governo Marinho. Em junho, a nota do prefeito entre os apoiadores do popular-socialista foi 4,9. Após cinco meses, o índice é de 4,7.
Apenas 9,8% desse eleitorado aprovaram os dez meses do segundo mandato do ex-ministro do Trabalho e da Previdência na Prefeitura (ninguém classificou o governo como ótimo). A atuação do petista foi reprovada por 45,1% dos eleitores de Alex.
Já entre os que aderiram a outros candidatos – Aldo Santos (Psol), Ademir Silvestre (PSC) ou Lígia Gomes (PSTU) – a nota de Marinho é 4,4. Mesmo conceito a quem anulou ou votou em branco.
O DGABC Pesquisas ouviu 400 pessoas no dia 6.
Trânsito e transporte coletivo são criticados pela população
A Mobilidade Urbana é a área mais criticada pelo eleitorado de São Bernardo, segundo o DGABC Pesquisas. A população deu nota 4 para o trânsito – índice menor, inclusive, ao oferecido em junho, quando os entrevistados classificaram com nota 4,2 o setor.
Além dos tradicionais congestionamentos na região central de São Bernardo e nas divisas com Diadema e São Paulo, o motorista teve de lidar com problemas numa das obras mais divulgadas pelo prefeito: a nova Avenida Lions, de ligação com Santo André.
O Diário contabilizou seis quebras das grades da avenida que consumiu R$ 39 milhões do Paço. A última medida adotada pela construtora OAS, responsável pela obra, foi soldar placas de concreto no lugar das antigas grades de ferro.
Outra área questionada pelos moradores foi o transporte coletivo, que conquistou nota 4,3. Está no planejamento do Paço a construção de 11 corredores exclusivos de ônibus na cidade, com recursos do governo federal e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). O principal deles será o Leste/Oeste, que interligará a Avenida Tiradentes, no bairro Santa Terezinha, à Rodovia dos Imigrantes.
Os corredores Alvarenga, João Firmino e Rudge Ramos estão na primeira etapa de abertura de faixas exclusivas aos coletivos. As avenidas Faria Lima, Rotary, Capitão Casa, Castelo Branco e Ferrazópolis, Rua Jurubatuba e estradas do Montanhão e Galvão Bueno também têm previsão de obras de Mobilidade Urbana.
Atendimento em UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e hospitais municipais, ambas com nota 4,5, foi outro setor com rejeição popular. Há, na rede pública, falta de médicos, o que prejudica o funcionamento dos equipamentos básicos de das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento 24 horas).
O setor mais bem avaliado pelo munícipe foi a limpeza e varrição de ruas, trabalho vinculado à Secretaria de Serviços Urbanos, comandada por Tarcísio Secoli (PT), cotado para sucessão de Marinho em 2016 ao lado do presidente do São Bernardo Futebol Clube, Luiz Fernando Teixeira (PT).
A atuação das Emeis (Escolas Municipais de Ensino Infantil), no período de pré-escola, está na segunda colocação da avaliação, com nota 6,5. Antes na vice-liderança do ranking, a manutenção de parques e praças despencou para quinta colocação, reduzindo a nota de 6,4 para 5,8.

Número de otimistas com governo regride para 41,9%
De acordo com o DGABC Pesquisas, reduziu o número de otimistas com o segundo mandato do prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT). Se em junho 52,9% tinham expectativa de que a gestão iria melhorar, em outubro o índice é de 41,9% – retração de 11 pontos percentuais.
Em contrapartida, subiu a quantidade de moradores que acreditam que a administração irá piorar até 2016, de 12,4% há cinco meses para 15,2%. Entre os que avaliam que o governo ficará estagnado, o percentual cresceu de 28,8% para 38,1%.
O resultado é interpretado pela série de obras em atraso do governo Marinho, a despeito dos altos gastos com publicidade. O Hospital de Clínicas, por exemplo, mudou quatro vezes de data de inauguração – está previsto, agora, para o dia 7

12/11/2013

HISTÓRIA DO PASSE LIVRE DESDE O GOVERNO BRIZOLA

REUNIÃO SOBRE PASSE LIVRE EM SBC SERÁ NO DIA 19/11


A reunião entre o secretário municipal de Transporte de São Bernardo, Oscar José Gameiro Silveira Campos, representante da Secretaria de Finanças e o coletivo que reivindica o passe livre para estudantes e desempregados, rumo a tarifa zero para o transporte público, marcada para esta terça (12/11), foi adiada para o próximo dia 19/11, às 14 horas, na Câmara Municipal. O coletivo integra a Assembleia Nacional dos Estudantes Livres (ANEL); APEOESP-SBC (Sindicato dos Professores da Rede Estadual de Ensino); Comitê Regional Unificado Contra os Aumentos das Passagens de Ônibus do ABC e Espaço-50.

Na última audiência, realizada em 22/10, o secretário apontou a impossibilidade de implantar a tarifa zero no município, mas mostrou-se favorável ao projeto do passe livre para estudantes e desempregados, tema que será discutido no encontro do dia 19/11. Os vereadores presentes no último encontro declararam apoio à implantação do passe livre estudantil e se comprometeram a estudar meios para que a medida possa vigorar a partir do próximo ano.

Projeto neste sentido foi apresentado recentemente pelo vereador Pery Cartola (PPS), embora o processo no Legislativo para a implantação do passe livre estudantil tenha origem no final da década de 80, quando o então vereador Aldo Santos, na época do PT, apresentou um projeto de lei (n º15/1991) que foi aprovado e transformado em lei, mas foi contestada na justiça pelo então prefeito, Maurício Soares, que conseguiu a suspensão da mesma.

Pery Cartola acredita que o passe livre poderá minimizar as dificuldades que a população em geral enfrenta hoje na cidade, já que os programas da prefeitura nas áreas de saúde, educação, transporte, segundo ele, são todos deficitários. “Pelo menos o munícipe estudante e desempregado terá direito a ir e vir gratuitamente, mesmo que não seja bem atendido no Pronto Socorro, ou nas UPAs, por exemplo”, afirma.

Para o vereador não basta somente o passe livre, porque o problema está nas condições do transporte público e na questão da mobilidade urbana, lembrando que existe um plano antigo neste sentido, com verbas do BID a fundo perdido, para a realização de 60 grandes intervenções na cidade, e que já vem sendo desenvolvido em parte, como a reestruturação da avenida Lions, da Lauro Gomes, do término da construção do Viaduto Moysés Cheid, no KM 22 da Anchieta. Além das grandes obras, Cartola assegura que o município precisa de novos terminais rodoviários, bem como da construção de subterminais nos bairros para reduzir o percurso e melhorar o acesso da população ao transporte.

Autor do primeiro projeto para a concessão de passe livre aos estudantes de São Bernardo, em 1989, o ex-vereador Aldo Santos, hoje vice-presidente do PSOL em São Bernardo, lembra que por ocasião da apresentação da proposta e seu desdobramento na Câmara Municipal houve várias manifestações e debates. O projeto reuniu vários setores do movimento estudantil, professores e alunos das escolas estaduais, culminando com a realização de um acampamento de estudantes, com dezenas de barracas, no pátio em frente à entrada para os gabinetes, contra o veto do prefeito Maurício Soares ao projeto. Os vereadores derrubaram o veto do prefeito e aprovaram a lei do passe livre estudantil, promulgada pelo então presidente da Câmara, Antonio Bonfiglio, posteriormente, suspensa pela justiça, por solicitação do prefeito que alegou inconstitucionalidade da mesma.

Segundo Aldo Santos, trata-se de uma justificativa improcedente, tendo em vista que lei semelhante já vigorava no Estado do Rio de Janeiro, por exemplo. “Apesar do desfecho decepcionante imposto pela intransigência do prefeito Maurício Soares”, o ex-vereador lembra que o debate e o movimento em torno do projeto contribuíram para o fortalecimento da União Municipal dos Estudantes Secundaristas e a realização de um profundo questionamento do sistema de transporte na cidade, tendo uma grande conquista, a criação da ETC, empresa estatal. “Entendo que saúde, educação, cultura, habitação e transporte são obrigação do poder público, portanto não podem visar lucro”, afirma Aldo Santos.

Diante das recentes manifestações, chamadas pelo MPL (Movimento Passe Livre), Santos afirma que são expressões do acúmulo de lutas desenvolvidas em várias partes do país por pautas definidas que passam pela redução do preço das passagens, tarifa zero dentro do contexto mais amplo do transporte público de qualidade e da mobilidade urbana; pelo padrão FIFA na Saúde,Educação emprego e habitação, exigindo uma sociedade sem corrupção.


Direito ao passe livre

Em 1983, Carlos Wellington, hoje militante do Movimento Passe Livre do ABC, integrante do Comitê Regional contra Aumentos das Passagens de Ônibus, Movimento Negro e MST, teve o privilégio de se beneficiar com a lei do passe livre estudantil, implantada no governo de Leonel Brizola, no Estado do Rio de Janeiro. Na época, ele tinha nove anos, e estudava o primário. “Era muito bom poder ir e voltar da escola gratuitamente”, lembra.


Já, em São Bernardo, em 2006 e 2007, Carlos passou a participar do MPL do ABC que reivindicava tarifa zero. “Imagine, o transporte é coletivo, dito público, tem de ser pago. O transporte tem de ser um direito, como a saúde, a educação”, acredita. O MPL pautava o questionamento das condições do transporte público, da mobilidade urbana, do estatuto das Cidades, do Direito à Cidade. Ele assegura que as manifestações de 2013 são resultado do acúmulo das lutas em todo o país, como a “revolta dos busus”, com a participação de mais de 50 mil estudantes secundaristas nas ruas de Salvador, em 2003.

O MPL colocou a questão do transporte público em evidência, quer nos meios de comunicação, na audiência com a presidente Dilma, “até os burgueses estão defendendo o passe livre para estudantes.”

sbc,11/11/2013
Ana Valim

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MAIS UMA VEZ A CATEGORIA DERROTA A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO CLEUZA REPULHO DE SBCAMPO.

MAIS UMA VEZ A CATEGORIA DERROTA A SECRETÁRIA DE EDUCAÇÃO CLEUZA REPULHO DE SBCAMPO.
Em assembleia amplamente convocada para o dia 8 de novembro de 2013,  para ser  debatido e votado apoio ao projeto educacional do governo municipal, mais uma vez a categoria passou por cima de assedio moral presente no interior das unidades escolares e no dia da votação,e, pela sexta vez a vontade da  categoria prosperou sobre  a proposta da administração . A proposta do governo obteve 261 votos, enquanto a proposta da categoria dirigida pela oposição obteve 356 votos. Não contentes com o resultado, setores certamente  pró-governista  tentam descaracterizar o resultado da assembleia, e numa manobra clássica apresentam outras propostas  para dar  sustentação a um projeto  sabidamente contrário aos interesses dos trabalhadores em educação. Veja o inteiro teor: “Este documento em anexo compõe o abaixo assinado encaminhado para o prefeito Luiz Marinho solicitando esclarecimentos e revisão dos procedimentos do sindicato na aferição dos votos da assembleia do estatuto, realizada em 08/11/2013. Preferencialmente com urna nas escolas. Lembramos que a assembleia ocorreu em uma sexta-feira às 19 horas - no mesmo período do evento “Haja EJA” - e também horário de trabalho dos professores, coordenadores pedagógicos, inspetores e oficiais de escola que acompanham a EJA, e que por essa razão ficaram impossibilitados de comparecer à votação do estatuto.Atenciosamente, Equipe da EMEB Prof. José Getúlio Escobar Bueno.”
Com o propósito de ganhar tempo, apresentaram e passaram  na rede  o seguinte abaixo-assinado: “Nós, professores e funcionários da EMEB __, reivindicamos que ocorra uma nova eleição sobre o Estatuto, com URNA nas escolas, uma vez que na eleição ocorrida no dia 08/11/2013 não contou com a representação de todos os funcionários da rede.”
 Na verdade, essas e outras iniciativas tentam desviar a atenção do projeto original de Estatuto do Magistério aprovado em congresso pela categoria, que a prefeitura simplesmente tenta deleta-lo. É nesse contexto que a prefeitura busca descaracterizar tal projeto, jogando na lata de lixo o esforço e   a bela  lição da participação democrática que o mesmo  representou.O prefeito  desvia também a atenção sobre o arrocho salarial que a categoria está submetida, onde sequer repõe as perdas salariais, além de  manter  verdadeiros entulhos autoritários, como a  lei da mordaça para  tentar calar os servidores municipais. Mudar as regras do jogo durante o jogo é golpe, e a categoria  não vai aceitar.

Quem luta conquista!


Coordenação da subsede da APEOESP 

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.: Para historiador, escola ensina visão branca e dev...: Entrevista Pedro Garrido O professor carioca Amilcar Pereira: História negra, escola branca Para historiador, escola ensina vis...

Para historiador, escola ensina visão branca e deve resgatar papel de negros e índios na criação do País

Entrevista
Pedro Garrido

O professor carioca Amilcar Pereira:

História negra, escola branca
Para historiador, escola ensina visão branca e deve resgatar papel de negros e índios na criação do País
Por Rafael Gregorio — publicado na edição 81, de novembro de 2013
Os programas escolares brasileiros são racistas e o mito da “democracia racial” embaça os olhos da sociedade diante de conflitos étnicorraciais, afirma Amilcar Araujo Pereira. Professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em História, ele lançou neste ano, em parceria com a colega Ana Maria Ferreira da Costa Monteiro, o livro Ensino de História e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas, pela editora Pallas. Na obra, organizadores e articulistas debatem a efetiva aplicação das leis 10.639, de 2003, e 11.645, de 2009, que determinam a inclusão de história e cultura afro-brasileiras e indígenas nos programas pedagógicos das escolas do País. Pereira, carioca de 35 anos, foi professor da rede municipal fluminense durante dois anos em Mangaratiba e já escreveu ou organizou outros dois livros sobre temas correlatos. Ele identifica três razões principais para a disciplina ainda não integrar, de fato, o currículo: falta de materiais didáticos, poucas verbas governamentais para financiar pesquisa histórica e carência de docentes capacitados. Leia mais a seguir.

Carta na Escola: O que motivou a organização de Ensino de História e Culturas Afro-Brasileiras e Indígenas?
Amilcar Pereira: A necessidade de produzir reflexão e conhecimento sobre esses assuntos. O livro foi resultado de um seminário nacional organizado na UFRJ, em 2010, por mim, pela professora Ana Maria Monteiro e por outros professores que formam o Lepeh, o Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino de História da Faculdade de Educação da UFRJ. O livro é composto principalmente de artigos dos participantes desse evento. Esses temas têm pouquíssima produção até hoje em comparação com outros assuntos e historicamente estiveram ausentes da escola. Percebemos uma necessidade urgente para a sociedade brasileira: que todas as suas matrizes estejam presentes nos currículos escolares. É uma questão ética.

CE: Além dessa falta de material acadêmico, quais são os maiores obstáculos à aplicação das leis que preveem o ensino de cultura e história afro-brasileira e indígena?
AP: Hoje estou coordenando uma pesquisa sobre a implementação das leis em um grupo com 12 bolsistas na UFRJ. ­Entrevistamos professores e diretores em várias escolas no Rio de Janeiro, em Duque de Caxias e em Nova Iguaçu. Há vários entraves. Um obstáculo tradicionalmente mencionado é o da falta de material didático. Hoje há uma quantidade substancial de fundamentos para ajudar o trabalho dos docentes. Não dá pra dizer, como se falava há dez anos, que não existe material. Porém, ainda não é suficiente. Há muitas histórias relacionadas às populações negra e indígena que nós não conhecemos. Estudo essas questões há muitos anos e estou sempre descobrindo coisas novas, é impressionante! A liberação de recursos por governos, tanto o federal quanto os estaduais, para financiar pesquisas históricas sobre as culturas afro-brasileira e indígena também é um problema. Outra dificuldade é a pouca quantidade de pesquisadores com trajetória nessa área. Historicamente a cultura e a história afro-brasileira não foi um tema prestigiado na academia. Precisamos qualificar quadros.

CE: Há alguma raiz histórica para essa forma de preconceito escolar?
AP: No Brasil existe uma ideia há décadas, principalmente desde o governo Vargas, de democracia racial. Essa concepção de certa forma tornou invisíveis os conflitos evidentes. Determinou a celebração de uma formação que não contemplava, tanto nas escolas quanto no senso comum, as matrizes negras e indígenas que são formadoras da sociedade brasileira. Celebrava-se a miscigenação, mas só estudamos a história da Europa, como se isso fosse dar conta do conceito de formação nacional. Existe igualmente o preconceito racial e há também um componente religioso, principalmente evangélico e em particular nas grandes cidades. Tenho conversado com amigos que lecionam em São Paulo e eles dizem que lá é muito parecido com o que observo aqui no Rio: existe uma demonização do continente africano. Quando você trata de algo sobre a população negra, especialmente a africana, muitos alunos acham que é coisa do diabo. Nesse sentido, há professores evangélicos que não aceitam trabalhar a sistemática da lei, ainda que ela passe ao largo de incluir conteúdos religiosos. São muitos os desafios.

CE: É como se essa ideia de “democracia racial” tivesse anestesiado conflitos necessários para o debate?
AP: Não acho que o debate precise de conflitos, mas sim da compreensão de que eles existem e estão aí. É preciso ver a sociedade brasileira tendo em mente a desigualdade. Discutir as relações étnicorraciais em nosso país e compreender que elas são historicamente desiguais e que, sim, se reproduzem hoje. Evidentemente existe racismo na escola. E não é algo velado e sutil, como muita gente diz. Eu observei e observo, tanto enquanto fui professor na rede municipal quanto agora, nas falas de meus alunos, futuros professores de História que fazem estágios em escolas públicas. Qualquer professor já presenciou casos de racismo onde trabalha, desde xingamentos entre alunos até a forma como funcionários ou mesmo colegas lidam com as diferentes crianças e jovens, ainda que sem intenção. É fundamental transformar a escola e enfrentar essa ideia de democracia racial com viés embranquecedor. É um desafio muito grande. Não se trata apenas de inserir um ou outro conteúdo, mas de transformar todo o próprio ensino. Não é simples, não. Mas pode contribuir para a construção de uma prática docente pautada pela pluralidade cultural e pelo respeito às diferenças.

CE: Que exemplos o senhor mencionaria de casos em que a história dita oficial ignorou ou desvirtuou a participação de negros ou indígenas?
AP: Publiquei este ano minha tese de doutorado, chamada “O mundo negro”, sobre relações raciais e a constituição do movimento negro no Brasil. Para isso passei um ano em pesquisas nos EUA. Minha ideia era pesquisar relações entre o movimento negro brasileiro e o norte-americano. Ao chegar, tive uma surpresa fantástica. A Frente Negra Brasileira foi uma organização criada em São Paulo, em 1931. Eu já tinha ouvido falar dela e estudado bastante. Em 1936, ela tornou-se um partido político que aglutinava milhares de pessoas em todo o Brasil, com ramificações na Bahia e em Minas Gerais, Pernambuco, Rio Grande do Sul. Muito grande. Alguns historiadores falam em 30 a 40 mil associados. Chegou a ser recebida por presidente da República nos anos 1930 e teve algumas demandas atendidas. Em 1937 todos os partidos políticos foram fechados por Getúlio Vargas no golpe do Estado Novo. E a gente não conhece. Você já tinha ouvido falar?
CE: Confesso que não.
AP: Mas de Martin Luther King e Panteras Negras você já tinha ouvido falar?

CE: Com certeza. Vimos até no cinema...
AP: Nessas pesquisas, encontrei a Frente Negra Brasileira, em 1935, apresentada ao público americano pelos jornais da imprensa negra como a mais poderosa organização fundada e criada na sociedade brasileira. Esses veículos tinham grande circulação, alguns em âmbito nacional, e publicavam reportagens superelogiosas, citando até uma organização em Porto Rico inspirada no grupo brasileiro. Algumas me deixaram boquiaberto: a organização sendo exposta como um exemplo a ser seguido pelos negros norte-americanos na busca por direitos civis. Isso na década de 1930! Antes das lutas que conhecemos bem: Martin Luther King, Malcom-X, Panteras Negras e tal. Elas só deslanchariam na década de 1950.

CE: Há quem atribua ao racismo a demora da academia e do público em reconhecer o valor de autores negros, como Cruz e Sousa. Houve uma segregação pedagógica de cunho racista?
AP: Isso me parece evidente. É só olhar para o mercado de trabalho. Recebi há pouco uma pesquisa do instituto Ethos que mostra como o quadro executivo das 500 maiores empresas do Brasil é composto de 94% de gerentes, diretores e chefes brancos. Há uma sub-representação dessas populações na literatura, nas artes em geral e na política. Quando se olha para o Congresso ­Nacional isso fica evidente. Há também uma questão de gênero, pois (os líderes) são principalmente homens brancos.

CE: E no caso da história indígena os obstáculos são os mesmos?
AP: Acredito que tanto a população negra quanto a indígena sejam tornadas invisíveis nas escolas, tanto no currículo quanto nas práticas dos professores. Mas há uma diferença quantitativa muito grande, principalmente nas grandes cidades. A população negra é mais da metade do total, enquanto a indígena não chega a 1%. O racismo se manifesta mais diretamente com relação à população negra.

CE: Como políticas públicas influem na ausência de conteúdos afro-brasileiros e indígenas nos programas escolares?
AP: No Brasil a gente estuda mais história da Europa do que os franceses. Estive na França há um ano e meio e um amigo brasileiro que é professor de História em uma universidade francesa me levou para conversar com seus alunos. Os franceses estudam menos história da Europa do que nós. É absurdo. Lá eles estudam muito a história nacional, da França. Aqui, todas as histórias que a gente não conhece são reflexos dessas políticas, de opções feitas para dar visibilidade a um setor populacional: a população branca de origem europeia. Se você analisar os personagens históricos negros do século XIX, por exemplo, terá a impressão de que havia mais do que no século XX. Lima Barreto, André Rebouças, seu pai, Antônio Rebouças, conselheiro do Império. Após os projetos do início da República, a quantidade de negros proeminentes parece que diminui. O que é um contrassenso, pois a população negra vem aumentando a partir daí.

CE: Existe algum estado da federação ou alguma região do País que mereça particular destaque na aplicação dessas leis?
AP: Não tenho dados para responder objetivamente, mas posso dizer que há esforços nesse sentido em alguns estados antes mesmo de as leis federais existirem. A Bahia é um exemplo: já tinha legislação determinando o estudo de história e cultura afro-brasileira desde 1996, sete anos antes da Lei 10.639/03. Um histórico de vanguarda institucional.

CE: E com relação a eventuais diferenças pedagógicas entre as redes privada e pública?
AP: Na rede privada deve ser ainda mais difícil, porque as redes públicas recebem material, normativas, estão mais dispostas a ser interpeladas pelo Ministério Público. Esse controle social é mais difícil na rede privada.

CE: O fato de que precisamos de leis para evitar censuras pedagógicas de cunho racista evidencia que famílias, academia e sociedade falharam?
AP: Creio que não. Essa lei é fruto de demandas da própria sociedade, não é uma iniciativa do Estado. Podemos apontar os atores sociais que foram protagonistas da construção da lei: movimento negro, professores, intelectuais. Em pesquisas, encontrei a carta de princípios de 1978 do Movimento Negro Unificado, uma das organizações importantes que tivemos ainda no regime militar. Lá já havia uma reivindicação pela reavaliação do papel do negro na história do Brasil. Antes disso, em 1931, a Frente Negra já tinha criado escolas para ensinar outra história à população negra. O texto da lei foi apresentado por uma organização a um deputado e se transformou em lei. Antes disso havia outras tentativas no Congresso de parlamentares negros como Abdias do Nascimento, Paulo Paim e Benedita da Silva.

08/11/2013

CALENDÁRIO ESCOLAR 2014.


Calendário escolar


Como amplamente noticiado, a SEE decidiu


 inovar no calendário escolar de 2014,

 devido à realização da Copa do Mundo no

Brasil e ao fato de não haver feriados em dias

úteis no segundo semestre. Desta forma, o

calendário apresentado teria a seguinte 

 dinâmica:

 22 a 24 de janeiro atribuição de aulas 

27 de janeiro início das aulas

12 de junho a 12 de julho férias e recesso


 14 de julho reinício das aulas
 
13 a 17 de outubro recesso (semana do 


professor)




 16 de dezembro fim do ano letivo