SINDICALISTAS DO PSOL GANHAM AS ELEIÇÕES.
A disputa do maior sindicato da América Latina – Apeoesp – sempre tem momentos de profunda reflexão política, sindical e filosófica.
Embora vitoriosa no Estado de São Paulo com 62,36% dos votos válidos para o triênio 2011-2014, a articulação sindical amarga uma derrota regional em SBC onde os mesmos devem tirar uma lição sindical, assim como a categoria que eles representam e os sindicatos apoiadores dessa política.
A estadualização da disputa em nossa cidade contou com o manifesto apoio dos presidentes dos sindicatos dos Metalúrgicos do abc, Sergio Nobre, Cidinha Ferreira, das Costureiras, Valdir Tadeu, da Saúde Privada, Ketu dos Servidores Municipais de SBC, Maria Izabel da APEOESP Estadual, Rita Serrano dos Bancários, Adi dos Santos lima, presidente da CUT Estadual além de manifestos subscritos pelos sindicatos dos Químicos do abc, dos Gráficos, dos Rodoviários, dos Vigilantes, da Construção Civil de Santo André, e da Construção Civil de SCS.
O Comando logístico na saída das urnas no período da manhã contou com a presença e intervenção direta do Presidente do PT de Sbcampo, Wanderley Salatiel, “representando” certamente o partido, a administração a bancada de vereadores e os agregados políticos na cidade.
Esses agentes políticos sentem-se incomodados com essa Subsede, uma vez que a mesma continua sendo um espaço democrático e um bom exemplo sindical de liberdade, transparência, pluralidade e respeito aos associados, além de ser um campo invejável de ação e educação política dos educadores no Estado de São Paulo.
Ela ainda representa um grande empecilho a política de municipalização do ensino do Prefeito Luiz Marinho do PT e seus aliados na cidade, além de fazer o contra ponto político sindical e cultural verdadeiramente democrático, diferentemente das manobras sindicais cutistas que para se perpetuarem no poder, muitas vezes se locupletando com as benesses do poder que não lhes pertence, utilizam métodos estranhos aos interesses da classe trabalhadora além de partidarizarem a atuação sindical nas mais variadas esferas de poder.
Além do apoio estrutural, no dia das eleições, um exército de pessoas tentaram de todas as formas pressionar e intimidar a nossa categoria, certamente para inviabilizar o pleno êxito do processo eleitoral.
A chapa liderada pelo Psol, mesmo diante desse aparato da CUT e do PT, não se intimidou e derrotou todos no voto de forma transparente, consciente e altaneira. Além de enfrentar o PT e a CUT, ainda derrotamos a política equivocada dos militantes do PSTU, vinculados ao MTS que num vôo rasante foram eleitos na gestão passada demonstrando amadorismo no trato dos interesses coletivos, colidindo historicamente com os avanços da nossa classe. Dos 23 conselheiros regionais elegemos 16 e, um bom número de suplentes.
Esse resultado é uma demonstração de que a categoria não se intimida com pessoas estranhas e acostumadas a confiscar o poder legítimo dos trabalhadores, utilizando para isso vários meios para se atingir os “fins desejados”. Diferentemente de outras categorias que são conduzidas monoliticamente sempre pelos mesmos, os educadores dizem a que vieram e ao que poderão fazer do ponto de vista sindical e político na cidade.
A política da estadualização da campanha em SBC, será objeto de profunda reflexão para o conjunto da chapa 1 estadual, bem como para seus representantes no município, pois a idéia de força e de grana não suplantaram a força das idéias e da consciência militante dos educadores.
A chapa oposição pra valer, capitaneada pela corrente política Trabalhadores na Luta Socialista (TLS) saiu fortalecida desse processo, pois além de derrotar eleitoralmente a chapa continuista na cidade, derrotou concomitantemente as grandes máquinas sindicais, demonstrando que a articulação sindical não é invencível e que o jogo do vale tudo não é ilimitado.
Diante dessa vitória inequívoca, convocamos os professores para uma gestão participativa e amplamente democrática onde tudo deve ser discutido e questionado, inclusive o papel de uma central sindical que recebe fortunas da APEOESP, e numa disputa Estadual e local, se insurge contra os professores contribuintes, partidarizando o debate e o apoio e desrespeitando a lisura da disputa sindical, patrocinando e carreando recursos para alguns sócios em detrimento de outros milhares de trabalhadores no Estado de São Paulo.
Nesses tempos de radicalização da democracia operária, se faz necessário que as Subsedes pautem esse debate nos foros da entidade regional e estadual realizando debates sindicais, bem como plebiscitos em torno de pelo menos duas questões:
1- É correto você se filiar a uma central que longe de lutar em seu favor arregimenta força contra os próprios filiados?
2- Devemos continuar filiados a Central Única dos Trabalhadores, cujo retorno e benefício educacional é praticamente inexistente?
Esse plebiscito deve ser realizado inicialmente pelas regiões e paulatinamente avançar em busca de novas possibilidades sindicais verdadeiramente comprometidas com os reais anseios de luta da classe trabalhadora.
Devemos, portanto refletir sobre o papel desenvolvido pelas centrais pelegas e patronais, o papel dos partidos políticos que “tentam domesticar” esses aparelhos, comprometendo contudo o potencial revolucionário do poder popular, sindical e estudantil, que devem libertar-se do Estado opressor e falacioso dirigido pelo PT e seus agregados, em nível federal e ramificado em dezenas de lugares por esse imenso país.
O título desse artigo pode expressar de certa forma um relativo ufanismo, porém segundo o poeta Vinicius de Moraes “Por mais longa que seja a caminhada o mais importante é dar o primeiro passo.”
Questionar é preciso!!!
Aldo Santos, ex vereador em SBC, Sindicalista, Professor de Filosofia no Estado de São Paulo, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo e Membro do Coletivo Nacional de Filosofia, Membro da Executiva Nacional do Psol.
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17/06/2011
16/06/2011
VITORIA ! TLS - OPOSIÇÃO PRA VALER GANHA ELEIÇÃO DA SUBSEDE SBC
Foi feita no sábado dia 11 de junho a apuração dos votos para a Executiva Regional da Subsede São Bernardo do Campo. A apuração teve início por volta das 19 horas e só terminou depois de 1 hora da manhã de domingo. O resultado das urnas expressou a vontade da categoria de mudar os rumos da Subsede.
CONSELHEIROS
1º - PAULO NEVES 514
2º - ALDO SANTOS 432
4º - DIOGENES 403
5º - NILZETE 378
6º - CIDO 375
7º - LOURDES 364
9º - NAYARA 347
11º - JUDITE 341
12º - VERINHA 324
13º - CONCEIÇÃO 324
15º - MAZÉ 318
16º - ALDO JÚNIOR 312
18º - CELIA 306
19º - VANDER MARQUES 300
20º - ROGELIO 293
24º - DENIS 285
Visite o nosso Blog http://oposicaopravalerchapa2.blogspot.com/
Foi feita no sábado dia 11 de junho a apuração dos votos para a Executiva Regional da Subsede São Bernardo do Campo. A apuração teve início por volta das 19 horas e só terminou depois de 1 hora da manhã de domingo. O resultado das urnas expressou a vontade da categoria de mudar os rumos da Subsede.
A nossa Chapa TLS - Oposição pra Valer elegeu 16 (66%) dos 24 Conselheiros que deverão compor a nova executiva da APEOESP - SBC. Elegemos também 8 dos 11 Conselheiros Estaduais, além dos 2 primeiros suplentes e ainda elegemos o 1º Suplente da Executiva Regional.
Os companheiros Paulo Neves e Aldo Santos foram os dois Conselheiros mais votados. Em entrevista ao nosso Blog o Professor Paulo Neves afirmou: "Encaro esse resultado com humildade, gratidão, compromisso e responsabilidade. Humildade para continuar tratando os companheiros das outras chapas com respeito, ouvindo suas posições; gratidão para com as educadoras e educadores que nos confiaram o seu voto, o que nos impõe o compromisso e a responsabilidade de trabalhar duro para enfrentar com firmeza os ataques dos governos aos direitos do magistério e ao mesmo tempo implementar o nosso programa divulgado nos nossos materiais".
Aproveitamos a oportunidade para agradecer imensamente a todos os nossos candidatos. Tenham certeza que independente da votação obtida individualmente, vocês foram fundamentais. Sem a sua decisiva participação nós jamais alcançaríamos esse extraordinário resultado.
Agradecemos também ao apoio e a participação dos mesários e fiscais no dia da eleição. Vocês ajudaram a enfrentar os gigantescos aparatos externos à categoria que as outras chapas mobilizaram. Uma delas a Chapa 1 com o objetivo claro de tumultuar o pleito para diminuir a coleta de votos, chegando ao ponto de uma das suas apoiadoras sabotar a urna da diretoria estadual, do Baeta Neves. Vocês serão chamados a opinar, propor e desde já estejam convidados a participar da festa de posse. Mais um vez agradecemos imensamente e todos à luta!
Obs. dos 23 componentes da direção da Subsede da APEOESP/SBC, a TLS elegeu 16 e vários suplentes.
CONSELHEIROS
1º - PAULO NEVES 514
2º - ALDO SANTOS 432
4º - DIOGENES 403
5º - NILZETE 378
6º - CIDO 375
7º - LOURDES 364
9º - NAYARA 347
11º - JUDITE 341
12º - VERINHA 324
13º - CONCEIÇÃO 324
15º - MAZÉ 318
16º - ALDO JÚNIOR 312
18º - CELIA 306
19º - VANDER MARQUES 300
20º - ROGELIO 293
24º - DENIS 285
Visite o nosso Blog http://oposicaopravalerchapa2.blogspot.com/
15/06/2011
PROFESSORES DE FILOSOFIA, ALÉM DA LUTA SINDICAL, HÁ UMA LUTA ESPECÍFICA DA ...
Prezado Aldo e Companheiros:
UM ASSUNTO MUITO IMPORTANTE!
Espero que os demais colegas filósofos, inclusive do "COLETIVO" de Filosofia-Sociologia-Psicologia, compareçam a esta reunião. Os governos estadual e federal acenam para uma reforma no Ensino Médio e as nossas disciplinas podem "dançar", sempre com aquele velho argumento de que não há professores, de que os conteúdos de Filosofia podem ser tratados em História, etc.
Outro fator é que quando conversei com a Paula da revista "FILOSOFIA" da Editora Escala, nos comprometemos em elaborar o "ENCARTE DO PROFESSOR" até o final do ano, o que tenho feito com a colaboração de alguns, companheiros militantes. Ora, ganhamos até uma página da revista que irá começar a ser publicada em julho. É um espaço importantíssimo para a divulgação de nossa luta .. AFINAL, O QUEREM OS PROFESSORES DE FILOSOFIA?
Será que vamos mais uma vez ver, sentado, nossas disciplinas serem descartadas em nome de uma educação tecnicista, volta para o "mercado de trabalho", um ensino que responde as necessidades imediatas dos empresários que só pensam no lucro imediato e não numa verdadeira formação de nossos jovens: científica, tecnológica, cidadã e crítica.
SE NÃO LUTARMOS AGORA, MAIS UMA VEZ PERDEREMOS O BONDE DA HISTÓRIA E FICAREMOS CHORANDO "SENTADOS Á BEIRA DO CAMINHO".
PROFESSORES DE FILOSOFIA, ALÉM DA LUTA SINDICAL, HÁ UMA LUTA ESPECÍFICA DA FILOSOFIA E DA SOCIOLOGIA QUE NÃO PODEM SER ESQUECIDAS!!! NÃO PODEMOS JOGAR NO LIXO MAIS DE 20 ANOS DE LUTA!
Aguardamos todos lá na reunião de sexta-feita, 17-06, Praça da República às 16 h!
Abraço do "filósofo da Lapa",
CHICO GRETTER
(Diretor de Políticas Pedagógicas da APROFFESP)
UM ASSUNTO MUITO IMPORTANTE!
Espero que os demais colegas filósofos, inclusive do "COLETIVO" de Filosofia-Sociologia-Psicologia, compareçam a esta reunião. Os governos estadual e federal acenam para uma reforma no Ensino Médio e as nossas disciplinas podem "dançar", sempre com aquele velho argumento de que não há professores, de que os conteúdos de Filosofia podem ser tratados em História, etc.
Outro fator é que quando conversei com a Paula da revista "FILOSOFIA" da Editora Escala, nos comprometemos em elaborar o "ENCARTE DO PROFESSOR" até o final do ano, o que tenho feito com a colaboração de alguns, companheiros militantes. Ora, ganhamos até uma página da revista que irá começar a ser publicada em julho. É um espaço importantíssimo para a divulgação de nossa luta .. AFINAL, O QUEREM OS PROFESSORES DE FILOSOFIA?
Será que vamos mais uma vez ver, sentado, nossas disciplinas serem descartadas em nome de uma educação tecnicista, volta para o "mercado de trabalho", um ensino que responde as necessidades imediatas dos empresários que só pensam no lucro imediato e não numa verdadeira formação de nossos jovens: científica, tecnológica, cidadã e crítica.
SE NÃO LUTARMOS AGORA, MAIS UMA VEZ PERDEREMOS O BONDE DA HISTÓRIA E FICAREMOS CHORANDO "SENTADOS Á BEIRA DO CAMINHO".
PROFESSORES DE FILOSOFIA, ALÉM DA LUTA SINDICAL, HÁ UMA LUTA ESPECÍFICA DA FILOSOFIA E DA SOCIOLOGIA QUE NÃO PODEM SER ESQUECIDAS!!! NÃO PODEMOS JOGAR NO LIXO MAIS DE 20 ANOS DE LUTA!
Aguardamos todos lá na reunião de sexta-feita, 17-06, Praça da República às 16 h!
Abraço do "filósofo da Lapa",
CHICO GRETTER
(Diretor de Políticas Pedagógicas da APROFFESP)
11/06/2011
Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em Homem.
A EVOLUÇÃO DO TRABALHO E A ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABLAHADORA.
Vários sociólogos, filósofos, estudiosos e militantes da esquerda mundial vêm aprofundando o debate sobre o real significado do trabalho na evolução humana, com o conhecimento acumulado e aprimorado ao longo da nossa história.
Destaca-se neste debate o papel do trabalhador ao transformar e dominar a natureza, colocando-a e disponibilizando-a a coletividade humana e de certa forma a todos os seres que habitam o nosso planeta, levando-os a superação cotidiana, propiciando novos rumos e caminhos sem retorno, na longa marcha da vida e da concretude da evolução planetária.
Ao se apropriarem dos bens produzidos e do domínio da técnica através do esforço aprimorado pelo aprendizado infinito nas relações do trabalho, o homem promoveu uma grande revolução na resolutividade de problemas fundamentais a condição e afirmação da vida no planeta, promovendo e despertando relações subjetivas e objetivas de interesse particular e coletivo das pessoas.
Ao avaliarmos o trabalho nas mais variadas facetas até hoje conhecidas, se faz necessário uma breve fundamentação da própria categoria “trabalho” e suas variantes existentes. O ponto de partida, a rigor, tem início com o clássico texto de Friedrich Engels:
Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em Homem: “O trabalho é a fonte de toda riqueza, afirmam os economistas. Assim é, com efeito, ao lado da natureza, encarregada de fornecer os materiais que ele converte em riqueza. O trabalho, porém, é muitíssimo mais do que Isso. É a condição básica e fundamental de toda a vida humana. E em tal grau que, até certo ponto, podemos afirmar que o trabalho criou o próprio homem. Há multas centenas de milhares de anos, numa época, ainda não estabelecida em definitivo, daquele período do desenvolvimento da Terra que os geólogos denominam terciário provavelmente em fins desse período, vivia em algum lugar da zona tropical - talvez em um extenso continente hoje desaparecido nas profundezas do Oceano Indico - uma raça de macacos antropomorfos extraordinariamente desenvolvida. Darwin nos deu uma descrição aproximada desses nossos antepassados. Eram totalmente cobertos de pelo, tinham barba, orelhas pontiagudas, viviam nas árvores e formavam manadas...
É de supor que, como conseqüência direta de seu gênero de vida, devido ao qual as mãos, ao trepar, tinham que desempenhar funções distintas das dos pés, esses macacos foram-se acostumando a prescindir de suas mãos ao caminhar pelo chão e começaram a adotar cada vez mais uma posição erecta. Foi o passo decisivo para a transição do macaco ao homem.
Resumindo: só o que podem fazer os animais é utilizar a natureza e modificá-la pelo mero fato de sua presença nela. O homem, ao contrário, modifica a natureza e a obriga a servir-lhe, domina-a. E ai está, em última análise, a diferença essencial entre o homem e os demais animais, diferença que, mais uma vez, resulta do trabalho... ” (Escrito por Engels em 1876. Publicado pela primeira vez em 1896 em Neue Zelt. Publica-se segundo com a edição soviética de 1952, de acordo com o manuscrito, em alemão. Traduzido do espanhol.)
De acordo com algumas observações e inúmeras citações, podemos destacar o caráter “ontológico” e o processo de transformação do homem pelo trabalho ao longo da evolução que se processa historicamente.
Para Marx:
“O trabalho é, em primeiro lugar, um processo de que participam igualmente o homem e a natureza, e no qual o homem espontaneamente inicia, regula e controla as relações materiais entre si próprio e a natureza. Ele se opõe à natureza como uma de suas próprias forças, pondo em movimento braços e pernas, as forças naturais de seu corpo, a fim de apropriar-se das produções da natureza de forma ajustada a suas próprias necessidades. Pois, atuando assim sobre o mundo exterior e modificando-o, ao mesmo tempo ele modifica a sua própria natureza. Ele desenvolve seus poderes inativos e compele-os a agir em obediência à sua própria autoridade.
Não estamos lidando agora com aquelas formas primitivas de trabalho que nos recordam apenas o mero animal. Um intervalo de tempo imensurável separa o estado de coisas em que o homem leva a força de seu trabalho humano ainda se encontrava em sua etapa instintiva inicial. Pressupomos o trabalho em uma forma que caracteriza como exclusivamente humano. Uma aranha leva a cabo operações que lembram as de um tecelão, e uma abelha deixa envergonhados muitos arquitetos na construção de suas colméias. Mas o que distingue o pior arquiteto da melhor das abelhas é que o arquiteto ergue a construção em sua mente antes de a erguer na realidade.
Na extremidade de todo processo de trabalho, chegamos a um resultado já existente antes na imaginação do trabalhador ao começá-lo. Ele não apenas efetua uma mudança de forma no material com que trabalha, mas também concretiza uma finalidade dele próprio que fixa a lei de seu modus operandi, e à qual tem de subordinar sua própria vontade. E essa subordinação não é um ato simplesmente momentâneo. Além do esforço de seus órgãos corporais, o processo exige que durante toda a operação, a vontade do trabalhador permaneça em consonância com sua finalidade. Isso significa cuidadosa atenção. Quanto menos ele se sentir atraído pela natureza de seu trabalho e pela maneira por que é executado, e por conseguinte, quanto menos gostar disso como algo em que emprega suas capacidades físicas e mentais, tanto maior atenção é obrigado a prestar.” (MARX, O capital, I, p. 197-198 – grifo nosso)
A matriz ideológica dos autores acima nos conduz necessariamente ao debate dos modos de produção existentes ao longo da estruturação social e econômica, da divisão das classes sociais e a apropriação por uma classe dos bens produzidos pela humanidade. Em períodos distintos, os dominantes se apropriaram da feitura e uso das lanças para o domínio de tribos que guerreavam entre si, na busca de escravizar pessoas aprisionadas, liberando os proprietários para outras finalidades como o gozo, o bom viver e a trama da dominação e poder de uma classe sobre outra. Transformaram pessoas em mercadorias e ferramentas “despossuídas” de sentimentos, desejos e de direitos básicos, transformaram os servos em feitores e executores de uma economia de subsistência onde o caráter opressor se colocava com algumas variantes, porém, no atacado a lógica da apropriação do trabalho alheio se mantinha. Os burgueses de classe revolucionária se transformaram em classe dirigente e dominante, onde os proletários possuem apenas a sua força de trabalho para ser explorada selecionadamente pelos patrões.
O Trabalho com o passar do tempo se transforma num instrumento de castigo?
No livro de Mario Sergio Cortella, pág. 21 de 2008, Qual a Tua Obra? “Na verdade, trabalho, etimologicamente, vem do latim na palavra labor. O vocábulo tripalium apareceu como uma forma vulgar do latim, a partir da idéia impressa de castigo. Porém, é possível substituir esta por outra idéia do mundo grego a qual eles atribuíam à palavra poiesis, que significa minha obra, aquilo que faço, crio a mim mesmo na medida em que crio o mundo. Podemos ver a um filho, a um jardim, a uma peça de artesanato como nossas obras. O projeto que fazemos no trabalho pode, e deveria ser considerado nossa obra. O lado contrário desta consciência seria o que Carl Marx chamou de alienação, ou seja, todas as vezes que eu olho o que fiz como não sendo eu ou não me pertencendo, eu me alieno. Fico alheio. Portanto, eu não tenho reconhecimento.( texto de autoria da psicóloga Luciana Winck, sobre Trabalho)
Com a Revolução Industrial e, conseqüentemente a exploração das pessoas em até 18 horas de trabalho por dia, tem início no século XIX as primeiras e embrionárias formas de organizações sindicais. Um movimento denominado de Ludismo (quebra das máquinas) vai chamar a atenção dos proprietários do capital. Pela natureza e enfrentamento dos ludistas, essa manifestação teve sua importância, porém, foi o pretexto utilizado pelo setor reacionário para desferir golpes fatais sobre essa forma embrionária de organização e resistências da classe trabalhadora. A denominação Ludismo foi cunhada a partir do nome do artesão Ned Ludd.
O Cartismo de certa forma coloca as reivindicações em outro patamar e avança nas reivindicações de caráter sindical, corporativos e políticos partidários..
“(...) Em 1838, uma comissão da Associação Geral dos operários de Londres (London Workig Men’s Association), tendo a frente William Lovett, definiu a carta do povo cujos pontos são os seguintes:
1. Sufrágio Universal para todos homens adultos sãos de espírito e não condenados por crime;
2. Renovação anual do parlamento;
3. Fixação de uma remuneração parlamentar a fim de que os candidatos sem recursos possam igualmente exercer um mandato;
4. Eleições por escrutínio secreto, a fim de evitar a corrupção e a intimidação pela burguesia;
5. Circunscrições eleitorais iguais a fim de assegurar representações equitativas;
6. Abolição da disposição, agora já meramente nominal, que reserva a elegibilidade exclusivamente aos proprietários de terras no valor de pelo menos 300 libras esterlinas, de modo que cada eleitor seja a partir de agora elegível. (...)
O cartismo foi desde seu inicio, em 1835, um movimento essencialmente operário, mas não estava ainda nitidamente separado da pequena burguesia radical. O radicalismo operário avançava de mãos dadas com o radicalismo burguês”. (Engels, Friedrich.A situação da classe trabalhadora na Inglaterra.São Paulo, Global, 1986,PP.241-3 e 256-8.)
Na segunda metade do século XIX, o movimento dos trabalhadores avança com as experiências sindicais (trade-unionismo), que com a experiência acumulada ampliam as reivindicações e percebem também a necessidade de se organizarem partidariamente, onde a influência do pensamento Marxista já se fazia presente.
A luta contra a exploração capitalista avança a tal ponto que em 1º de maio de 1886 os trabalhadores em greve são atacados pela força da repressão do Estado, causando a morte de vários companheiros e seus líderes foram condenados a morte e a prisão perpétua.
Como podemos visualizar, de um lado encontram-se os filósofos-economistas Adam Smith, David Ricardo, Max Weber e Auguste Comte, que com a reelaboração e defesa de uma sociedade industrial através da filosofia positivista, fundamentam ainda mais os alicerces da sociedade capitalista. Por outro lado, vários teóricos defensores da classe trabalhadora, vão encontrar em Marx e Engels as fontes e referências de leitura, ação, resistência e inequívoco propósito de transformação do mundo pela via da revolução.
O conflito de interesses e a apropriação do trabalho por parte da classe trabalhadora estão postos em todas as etapas e momentos da reflexão filosófica, apesar dos manuais de filosofia, praticamente banirem a categoria “trabalho” como conteúdo central do debate do processo da evolução humana, ficando os conceitos e premissas absolutamente vagos e vazios do caráter transformador da sociedade almejada pela classe trabalhadora.
Esse tema comporta e convoca todos e todas ao debate profundo e profícuo, dado a centralidade da categoria trabalho e suas relações na construção da história da humanidade e suas perspectivas decorrentes mediante novas realidades e, até mesmo, na possibilidade concreta e predatória do capitalismo que além de destruir os humanos, avança na destruição do nosso planeta.
Longe de se esgotar numa rápida leitura os preceitos e conceitos mencionados nesse debate, esse tema se põe e move os estudiosos em busca de várias elaborações para definir o papel do trabalho ao longo do construir histórico até nos nossos dias atuais.
Dentre inúmeros teóricos, encontramos no sociólogo Ricardo Antunes vasta contribuição em que procura responder ou polemizar o sentido do trabalho, sua afirmação e/ou negação, contextualizando-o diante do receituário neoliberal em curso.
A filosofia e a reflexão classista claudicam, pois deveria partir da centralidade humana que tem início com as primitivas e rudimentares formas de trabalho responsáveis pelo acúmulo, domínio e os concernentes desdobramentos científicos do conhecimento que a humanidade hoje desfruta e permanentemente descobre.
Dois temas ainda devem ser explorados e explicitados como o direito ao ócio, o papel da tecnologia, a redução da carga horária de trabalho, dado novos parâmetros vinculados a robótica e o avanço tecnológico que tem impacto direto no mundo do trabalho e, ainda as tendências alienantes do trabalho na vida das pessoas e suas conexões. O debate que margeia a luta dos trabalhadores ao longo de décadas apresenta em linhas gerais sua lógica de contestação a exploração humana dos capitalistas:
“... Lafargue, 120 anos atrás, já alertava os trabalhadores para o fato de que a jornada de trabalho poderia ser substancialmente reduzida (segundo ele, poderia ser de apenas três horas), caso os avanços tecnológicos fossem usados em benefício dos que trabalham e não em proveito dos que lucram (e perseguem o aumento da produção de mercadorias, resistindo sempre à redução da jornada de trabalho, retardando-a tanto quanto podem)O Direito à Preguiça Paul Lafargue Tradução: Teixeira Coelho Introdução: Marilena Chaui Hucitec/Editora da Unesp.Mais ainda: em seu brilhante panfleto, Lafargue assegura que os trabalhadores não conseguirão convencer os patrões a investirem em inovações tecnológicas se trabalharem muito. Diz-lhes: "É porque vocês trabalham muito que as máquinas industriais se desenvolvem lentamente". E opina no sentido de que eles só obterão mudanças rápidas no aperfeiçoamento das máquinas se, ao contrário, não trabalharem muito. Talvez com isso Paul Lafargue tenha antecipado uma idéia que venha a se tornar um dos pontos fortes da reanimação da luta dos socialistas nesta virada do milênio: o capitalismo vem se mostrando incapaz de reduzir significativamente a jornada de trabalho e vem sabotando qualquer possibilidade de um ócio fecundo e de um lazer humanamente enriquecedor para as pessoas, em geral. Insistindo em manter uma jornada de trabalho desnecessariamente prolongada, o capitalismo agrava o problema do desemprego. Se reduzisse a jornada de trabalho a pelo menos quatro horas (em vez das oito horas atuais), duplicaria o número dos empregos. Mas recusa-se a esse aproveitamento dos avanços tecnológicos que beneficiaria os trabalhadores, porque só quer tecnologia avançada para aumentar seus lucros.
O autor do "O Direito à Preguiça" nos relembra, oportunamente, que o socialismo precisa honrar o compromisso de realizar essa conquista, que está fora do alcance das sociedades baseadas no modo de produção capitalista. ” Leandro Konder é professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ)
O debate apresentado no texto acima está em aberto, e ainda à margem do ponto de vista da classe trabalhadora, pois não resta outra alternativa senão o enfrentamento cotidiano no mundo do trabalho, a disputa de espaço no exército industrial de reserva, onde a apropriação e acesso ao trabalho, via de regra, serve aos interesses dos detentores do capital em detrimento da socialização e do retorno daquilo que foi produzido pela classe em si e para si.
Além de se apropriarem dos bens produzidos pelos trabalhadores, implantaram uma espécie de seleção natural no acesso ao mercado de trabalho, constituindo mecanismos de promoção ou exclusão na ciranda existencial dos modos de produção desde o comunismo primitivo, o escravismo e o feudalismo, bem como na atual sociedade capitalista.
Na dinâmica e aceitação das relações e vivência no mundo do trabalho, vários comportamentos disputam o imaginário da sociedade, tendo por base sempre as relações decorrentes do próprio trabalho. Uma das tendências que vem demarcando o atual mundo do trabalho são os Workahoic’s: “Pessoas que se dedicam exclusivamente ao trabalho. Um workaholic muitas vezes deixa de almoçar só para resolver um problema na empresa.” (definição do dicionário web)
Esse estranhamento em relação à vida, centrando a mesma somente no trabalho é uma espécie de escravidão deliberada, onde o centro da vida para estes poderá ser o benefício e o resultado final pelo trabalho realizado.Um verdadeiro estranhamento diante das inúmeras possibilidades dinâmicas que deve nortear o conjunto das relações humanas.
Sem relação aparente entre a exploração das empresas e o comportamento dos Workaholic, o risco que decorre desse comportamento alienante é a possibilidade dessas tendências se institucionalizarem e transformarem-se em política de Estado com a anuência, inclusive de inúmeros órgãos representativos dos trabalhadores.
Na página 16 do livro de Ricardo Antunes, o mesmo relata em linhas gerais a retomada, mesmo que localizada, do retorno às condições de barbárie do capitalismo primitivo:
(...) “Dentre as medidas propostas para o enfrentamento da crise japonesa encontra-se ainda aquela formulada pelo seu capital, que pretende ampliar tanto a jornada diária de trabalho de 8 para 9 horas quanto a jornada semanal de 48 para 52 horas.Em Bangladesh, as empresas Wal-Mart, K-Mart e Sears utilizaram-se do trabalho feminino na confecção de roupas, com jornadas de trabalho de cerca de 60 horas por semana e salários inferiores a 30 dólares por mês.Se é um grande equivoco imaginar o fim do trabalho na sociedade produtora de mercadorias, é entretanto imprescindível entender quais mutações e metamorfoses vêm ocorrendo no mundo contemporâneo, bem como quais são seus principais significados e suas mais importantes conseqüências.No que diz respeito ao mundo do trabalho, pode-se presenciar um conjunto de tendências que, em seus traços básicos, configuram um quadro critico e que tem sido experimentadas em diversas partes do mundo onde vigora a lógica do capital”. Finalmente na página 17, o texto afirma: ”Desprovido de uma orientação humanamente significativa, o capital assume, em seu processo, uma lógica onde o valor de uso das coisas foi totalmente subordinado ao seu valor de troca”. (Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho, Ed. Boitempo, 4º edição, 2001)
Nesse contexto de “metamorfose ambulante” é urgente retomar o potencial organizativo da classe trabalhadora através de seus sindicatos comprometidos com os reais interesses da “classe que vive do trabalho”, sem vínculos aquiescidos aos interesses patronais, sem pactos governamentais e sem as mediações que interessam somente aos detentores do capital.
A comemoração anual e o comportamento das centrais sindicais, por ocasião do dia do trabalho, desnudam a representatividade sindical, onde alguns fazem festas e comemoram a própria tragédia e a alienação e, de outro lado, algumas entidades resistem da maneira que podem, contextualizando historicamente e filosoficamente o papel dessa data vinculada aos interesses e desafios da classe trabalhadora.
De um lado as centrais colaboracionistas, que usam os trabalhadores para os interesses de aceitação e convivência com a exploração do capital e seus detentores, e de lado, as embrionárias Centrais organizadas que juntamente com os movimentos sociais e parte da igreja progressista, impunham o programa e as bandeiras de luta, bem como, a preservação da memória histórica e revolucionária dos nossos lutadores que tombaram em causas coletivas.O trabalho e a práxis é o centro operativo da transformação humana.
Retomar os caminhos da luta de classe é preciso!!!
Aldo Santos. Ex-vereador em SBC, Sindicalista, Professor de filosofia da rede pública do Estado de São Paulo, Coordenador da Corrente política TLS, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo, membro do Coletivo Nacional de Filosofia e da Executiva Nacional do Psol.
Vários sociólogos, filósofos, estudiosos e militantes da esquerda mundial vêm aprofundando o debate sobre o real significado do trabalho na evolução humana, com o conhecimento acumulado e aprimorado ao longo da nossa história.
Destaca-se neste debate o papel do trabalhador ao transformar e dominar a natureza, colocando-a e disponibilizando-a a coletividade humana e de certa forma a todos os seres que habitam o nosso planeta, levando-os a superação cotidiana, propiciando novos rumos e caminhos sem retorno, na longa marcha da vida e da concretude da evolução planetária.
Ao se apropriarem dos bens produzidos e do domínio da técnica através do esforço aprimorado pelo aprendizado infinito nas relações do trabalho, o homem promoveu uma grande revolução na resolutividade de problemas fundamentais a condição e afirmação da vida no planeta, promovendo e despertando relações subjetivas e objetivas de interesse particular e coletivo das pessoas.
Ao avaliarmos o trabalho nas mais variadas facetas até hoje conhecidas, se faz necessário uma breve fundamentação da própria categoria “trabalho” e suas variantes existentes. O ponto de partida, a rigor, tem início com o clássico texto de Friedrich Engels:
Sobre o papel do trabalho na transformação do macaco em Homem: “O trabalho é a fonte de toda riqueza, afirmam os economistas. Assim é, com efeito, ao lado da natureza, encarregada de fornecer os materiais que ele converte em riqueza. O trabalho, porém, é muitíssimo mais do que Isso. É a condição básica e fundamental de toda a vida humana. E em tal grau que, até certo ponto, podemos afirmar que o trabalho criou o próprio homem. Há multas centenas de milhares de anos, numa época, ainda não estabelecida em definitivo, daquele período do desenvolvimento da Terra que os geólogos denominam terciário provavelmente em fins desse período, vivia em algum lugar da zona tropical - talvez em um extenso continente hoje desaparecido nas profundezas do Oceano Indico - uma raça de macacos antropomorfos extraordinariamente desenvolvida. Darwin nos deu uma descrição aproximada desses nossos antepassados. Eram totalmente cobertos de pelo, tinham barba, orelhas pontiagudas, viviam nas árvores e formavam manadas...
É de supor que, como conseqüência direta de seu gênero de vida, devido ao qual as mãos, ao trepar, tinham que desempenhar funções distintas das dos pés, esses macacos foram-se acostumando a prescindir de suas mãos ao caminhar pelo chão e começaram a adotar cada vez mais uma posição erecta. Foi o passo decisivo para a transição do macaco ao homem.
Resumindo: só o que podem fazer os animais é utilizar a natureza e modificá-la pelo mero fato de sua presença nela. O homem, ao contrário, modifica a natureza e a obriga a servir-lhe, domina-a. E ai está, em última análise, a diferença essencial entre o homem e os demais animais, diferença que, mais uma vez, resulta do trabalho... ” (Escrito por Engels em 1876. Publicado pela primeira vez em 1896 em Neue Zelt. Publica-se segundo com a edição soviética de 1952, de acordo com o manuscrito, em alemão. Traduzido do espanhol.)
De acordo com algumas observações e inúmeras citações, podemos destacar o caráter “ontológico” e o processo de transformação do homem pelo trabalho ao longo da evolução que se processa historicamente.
Para Marx:
“O trabalho é, em primeiro lugar, um processo de que participam igualmente o homem e a natureza, e no qual o homem espontaneamente inicia, regula e controla as relações materiais entre si próprio e a natureza. Ele se opõe à natureza como uma de suas próprias forças, pondo em movimento braços e pernas, as forças naturais de seu corpo, a fim de apropriar-se das produções da natureza de forma ajustada a suas próprias necessidades. Pois, atuando assim sobre o mundo exterior e modificando-o, ao mesmo tempo ele modifica a sua própria natureza. Ele desenvolve seus poderes inativos e compele-os a agir em obediência à sua própria autoridade.
Não estamos lidando agora com aquelas formas primitivas de trabalho que nos recordam apenas o mero animal. Um intervalo de tempo imensurável separa o estado de coisas em que o homem leva a força de seu trabalho humano ainda se encontrava em sua etapa instintiva inicial. Pressupomos o trabalho em uma forma que caracteriza como exclusivamente humano. Uma aranha leva a cabo operações que lembram as de um tecelão, e uma abelha deixa envergonhados muitos arquitetos na construção de suas colméias. Mas o que distingue o pior arquiteto da melhor das abelhas é que o arquiteto ergue a construção em sua mente antes de a erguer na realidade.
Na extremidade de todo processo de trabalho, chegamos a um resultado já existente antes na imaginação do trabalhador ao começá-lo. Ele não apenas efetua uma mudança de forma no material com que trabalha, mas também concretiza uma finalidade dele próprio que fixa a lei de seu modus operandi, e à qual tem de subordinar sua própria vontade. E essa subordinação não é um ato simplesmente momentâneo. Além do esforço de seus órgãos corporais, o processo exige que durante toda a operação, a vontade do trabalhador permaneça em consonância com sua finalidade. Isso significa cuidadosa atenção. Quanto menos ele se sentir atraído pela natureza de seu trabalho e pela maneira por que é executado, e por conseguinte, quanto menos gostar disso como algo em que emprega suas capacidades físicas e mentais, tanto maior atenção é obrigado a prestar.” (MARX, O capital, I, p. 197-198 – grifo nosso)
A matriz ideológica dos autores acima nos conduz necessariamente ao debate dos modos de produção existentes ao longo da estruturação social e econômica, da divisão das classes sociais e a apropriação por uma classe dos bens produzidos pela humanidade. Em períodos distintos, os dominantes se apropriaram da feitura e uso das lanças para o domínio de tribos que guerreavam entre si, na busca de escravizar pessoas aprisionadas, liberando os proprietários para outras finalidades como o gozo, o bom viver e a trama da dominação e poder de uma classe sobre outra. Transformaram pessoas em mercadorias e ferramentas “despossuídas” de sentimentos, desejos e de direitos básicos, transformaram os servos em feitores e executores de uma economia de subsistência onde o caráter opressor se colocava com algumas variantes, porém, no atacado a lógica da apropriação do trabalho alheio se mantinha. Os burgueses de classe revolucionária se transformaram em classe dirigente e dominante, onde os proletários possuem apenas a sua força de trabalho para ser explorada selecionadamente pelos patrões.
O Trabalho com o passar do tempo se transforma num instrumento de castigo?
No livro de Mario Sergio Cortella, pág. 21 de 2008, Qual a Tua Obra? “Na verdade, trabalho, etimologicamente, vem do latim na palavra labor. O vocábulo tripalium apareceu como uma forma vulgar do latim, a partir da idéia impressa de castigo. Porém, é possível substituir esta por outra idéia do mundo grego a qual eles atribuíam à palavra poiesis, que significa minha obra, aquilo que faço, crio a mim mesmo na medida em que crio o mundo. Podemos ver a um filho, a um jardim, a uma peça de artesanato como nossas obras. O projeto que fazemos no trabalho pode, e deveria ser considerado nossa obra. O lado contrário desta consciência seria o que Carl Marx chamou de alienação, ou seja, todas as vezes que eu olho o que fiz como não sendo eu ou não me pertencendo, eu me alieno. Fico alheio. Portanto, eu não tenho reconhecimento.( texto de autoria da psicóloga Luciana Winck, sobre Trabalho)
Com a Revolução Industrial e, conseqüentemente a exploração das pessoas em até 18 horas de trabalho por dia, tem início no século XIX as primeiras e embrionárias formas de organizações sindicais. Um movimento denominado de Ludismo (quebra das máquinas) vai chamar a atenção dos proprietários do capital. Pela natureza e enfrentamento dos ludistas, essa manifestação teve sua importância, porém, foi o pretexto utilizado pelo setor reacionário para desferir golpes fatais sobre essa forma embrionária de organização e resistências da classe trabalhadora. A denominação Ludismo foi cunhada a partir do nome do artesão Ned Ludd.
O Cartismo de certa forma coloca as reivindicações em outro patamar e avança nas reivindicações de caráter sindical, corporativos e políticos partidários..
“(...) Em 1838, uma comissão da Associação Geral dos operários de Londres (London Workig Men’s Association), tendo a frente William Lovett, definiu a carta do povo cujos pontos são os seguintes:
1. Sufrágio Universal para todos homens adultos sãos de espírito e não condenados por crime;
2. Renovação anual do parlamento;
3. Fixação de uma remuneração parlamentar a fim de que os candidatos sem recursos possam igualmente exercer um mandato;
4. Eleições por escrutínio secreto, a fim de evitar a corrupção e a intimidação pela burguesia;
5. Circunscrições eleitorais iguais a fim de assegurar representações equitativas;
6. Abolição da disposição, agora já meramente nominal, que reserva a elegibilidade exclusivamente aos proprietários de terras no valor de pelo menos 300 libras esterlinas, de modo que cada eleitor seja a partir de agora elegível. (...)
O cartismo foi desde seu inicio, em 1835, um movimento essencialmente operário, mas não estava ainda nitidamente separado da pequena burguesia radical. O radicalismo operário avançava de mãos dadas com o radicalismo burguês”. (Engels, Friedrich.A situação da classe trabalhadora na Inglaterra.São Paulo, Global, 1986,PP.241-3 e 256-8.)
Na segunda metade do século XIX, o movimento dos trabalhadores avança com as experiências sindicais (trade-unionismo), que com a experiência acumulada ampliam as reivindicações e percebem também a necessidade de se organizarem partidariamente, onde a influência do pensamento Marxista já se fazia presente.
A luta contra a exploração capitalista avança a tal ponto que em 1º de maio de 1886 os trabalhadores em greve são atacados pela força da repressão do Estado, causando a morte de vários companheiros e seus líderes foram condenados a morte e a prisão perpétua.
Como podemos visualizar, de um lado encontram-se os filósofos-economistas Adam Smith, David Ricardo, Max Weber e Auguste Comte, que com a reelaboração e defesa de uma sociedade industrial através da filosofia positivista, fundamentam ainda mais os alicerces da sociedade capitalista. Por outro lado, vários teóricos defensores da classe trabalhadora, vão encontrar em Marx e Engels as fontes e referências de leitura, ação, resistência e inequívoco propósito de transformação do mundo pela via da revolução.
O conflito de interesses e a apropriação do trabalho por parte da classe trabalhadora estão postos em todas as etapas e momentos da reflexão filosófica, apesar dos manuais de filosofia, praticamente banirem a categoria “trabalho” como conteúdo central do debate do processo da evolução humana, ficando os conceitos e premissas absolutamente vagos e vazios do caráter transformador da sociedade almejada pela classe trabalhadora.
Esse tema comporta e convoca todos e todas ao debate profundo e profícuo, dado a centralidade da categoria trabalho e suas relações na construção da história da humanidade e suas perspectivas decorrentes mediante novas realidades e, até mesmo, na possibilidade concreta e predatória do capitalismo que além de destruir os humanos, avança na destruição do nosso planeta.
Longe de se esgotar numa rápida leitura os preceitos e conceitos mencionados nesse debate, esse tema se põe e move os estudiosos em busca de várias elaborações para definir o papel do trabalho ao longo do construir histórico até nos nossos dias atuais.
Dentre inúmeros teóricos, encontramos no sociólogo Ricardo Antunes vasta contribuição em que procura responder ou polemizar o sentido do trabalho, sua afirmação e/ou negação, contextualizando-o diante do receituário neoliberal em curso.
A filosofia e a reflexão classista claudicam, pois deveria partir da centralidade humana que tem início com as primitivas e rudimentares formas de trabalho responsáveis pelo acúmulo, domínio e os concernentes desdobramentos científicos do conhecimento que a humanidade hoje desfruta e permanentemente descobre.
Dois temas ainda devem ser explorados e explicitados como o direito ao ócio, o papel da tecnologia, a redução da carga horária de trabalho, dado novos parâmetros vinculados a robótica e o avanço tecnológico que tem impacto direto no mundo do trabalho e, ainda as tendências alienantes do trabalho na vida das pessoas e suas conexões. O debate que margeia a luta dos trabalhadores ao longo de décadas apresenta em linhas gerais sua lógica de contestação a exploração humana dos capitalistas:
“... Lafargue, 120 anos atrás, já alertava os trabalhadores para o fato de que a jornada de trabalho poderia ser substancialmente reduzida (segundo ele, poderia ser de apenas três horas), caso os avanços tecnológicos fossem usados em benefício dos que trabalham e não em proveito dos que lucram (e perseguem o aumento da produção de mercadorias, resistindo sempre à redução da jornada de trabalho, retardando-a tanto quanto podem)O Direito à Preguiça Paul Lafargue Tradução: Teixeira Coelho Introdução: Marilena Chaui Hucitec/Editora da Unesp.Mais ainda: em seu brilhante panfleto, Lafargue assegura que os trabalhadores não conseguirão convencer os patrões a investirem em inovações tecnológicas se trabalharem muito. Diz-lhes: "É porque vocês trabalham muito que as máquinas industriais se desenvolvem lentamente". E opina no sentido de que eles só obterão mudanças rápidas no aperfeiçoamento das máquinas se, ao contrário, não trabalharem muito. Talvez com isso Paul Lafargue tenha antecipado uma idéia que venha a se tornar um dos pontos fortes da reanimação da luta dos socialistas nesta virada do milênio: o capitalismo vem se mostrando incapaz de reduzir significativamente a jornada de trabalho e vem sabotando qualquer possibilidade de um ócio fecundo e de um lazer humanamente enriquecedor para as pessoas, em geral. Insistindo em manter uma jornada de trabalho desnecessariamente prolongada, o capitalismo agrava o problema do desemprego. Se reduzisse a jornada de trabalho a pelo menos quatro horas (em vez das oito horas atuais), duplicaria o número dos empregos. Mas recusa-se a esse aproveitamento dos avanços tecnológicos que beneficiaria os trabalhadores, porque só quer tecnologia avançada para aumentar seus lucros.
O autor do "O Direito à Preguiça" nos relembra, oportunamente, que o socialismo precisa honrar o compromisso de realizar essa conquista, que está fora do alcance das sociedades baseadas no modo de produção capitalista. ” Leandro Konder é professor da Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ)
O debate apresentado no texto acima está em aberto, e ainda à margem do ponto de vista da classe trabalhadora, pois não resta outra alternativa senão o enfrentamento cotidiano no mundo do trabalho, a disputa de espaço no exército industrial de reserva, onde a apropriação e acesso ao trabalho, via de regra, serve aos interesses dos detentores do capital em detrimento da socialização e do retorno daquilo que foi produzido pela classe em si e para si.
Além de se apropriarem dos bens produzidos pelos trabalhadores, implantaram uma espécie de seleção natural no acesso ao mercado de trabalho, constituindo mecanismos de promoção ou exclusão na ciranda existencial dos modos de produção desde o comunismo primitivo, o escravismo e o feudalismo, bem como na atual sociedade capitalista.
Na dinâmica e aceitação das relações e vivência no mundo do trabalho, vários comportamentos disputam o imaginário da sociedade, tendo por base sempre as relações decorrentes do próprio trabalho. Uma das tendências que vem demarcando o atual mundo do trabalho são os Workahoic’s: “Pessoas que se dedicam exclusivamente ao trabalho. Um workaholic muitas vezes deixa de almoçar só para resolver um problema na empresa.” (definição do dicionário web)
Esse estranhamento em relação à vida, centrando a mesma somente no trabalho é uma espécie de escravidão deliberada, onde o centro da vida para estes poderá ser o benefício e o resultado final pelo trabalho realizado.Um verdadeiro estranhamento diante das inúmeras possibilidades dinâmicas que deve nortear o conjunto das relações humanas.
Sem relação aparente entre a exploração das empresas e o comportamento dos Workaholic, o risco que decorre desse comportamento alienante é a possibilidade dessas tendências se institucionalizarem e transformarem-se em política de Estado com a anuência, inclusive de inúmeros órgãos representativos dos trabalhadores.
Na página 16 do livro de Ricardo Antunes, o mesmo relata em linhas gerais a retomada, mesmo que localizada, do retorno às condições de barbárie do capitalismo primitivo:
(...) “Dentre as medidas propostas para o enfrentamento da crise japonesa encontra-se ainda aquela formulada pelo seu capital, que pretende ampliar tanto a jornada diária de trabalho de 8 para 9 horas quanto a jornada semanal de 48 para 52 horas.Em Bangladesh, as empresas Wal-Mart, K-Mart e Sears utilizaram-se do trabalho feminino na confecção de roupas, com jornadas de trabalho de cerca de 60 horas por semana e salários inferiores a 30 dólares por mês.Se é um grande equivoco imaginar o fim do trabalho na sociedade produtora de mercadorias, é entretanto imprescindível entender quais mutações e metamorfoses vêm ocorrendo no mundo contemporâneo, bem como quais são seus principais significados e suas mais importantes conseqüências.No que diz respeito ao mundo do trabalho, pode-se presenciar um conjunto de tendências que, em seus traços básicos, configuram um quadro critico e que tem sido experimentadas em diversas partes do mundo onde vigora a lógica do capital”. Finalmente na página 17, o texto afirma: ”Desprovido de uma orientação humanamente significativa, o capital assume, em seu processo, uma lógica onde o valor de uso das coisas foi totalmente subordinado ao seu valor de troca”. (Ricardo Antunes, Os sentidos do trabalho, Ed. Boitempo, 4º edição, 2001)
Nesse contexto de “metamorfose ambulante” é urgente retomar o potencial organizativo da classe trabalhadora através de seus sindicatos comprometidos com os reais interesses da “classe que vive do trabalho”, sem vínculos aquiescidos aos interesses patronais, sem pactos governamentais e sem as mediações que interessam somente aos detentores do capital.
A comemoração anual e o comportamento das centrais sindicais, por ocasião do dia do trabalho, desnudam a representatividade sindical, onde alguns fazem festas e comemoram a própria tragédia e a alienação e, de outro lado, algumas entidades resistem da maneira que podem, contextualizando historicamente e filosoficamente o papel dessa data vinculada aos interesses e desafios da classe trabalhadora.
De um lado as centrais colaboracionistas, que usam os trabalhadores para os interesses de aceitação e convivência com a exploração do capital e seus detentores, e de lado, as embrionárias Centrais organizadas que juntamente com os movimentos sociais e parte da igreja progressista, impunham o programa e as bandeiras de luta, bem como, a preservação da memória histórica e revolucionária dos nossos lutadores que tombaram em causas coletivas.O trabalho e a práxis é o centro operativo da transformação humana.
Retomar os caminhos da luta de classe é preciso!!!
Aldo Santos. Ex-vereador em SBC, Sindicalista, Professor de filosofia da rede pública do Estado de São Paulo, Coordenador da Corrente política TLS, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofos do Estado de São Paulo, membro do Coletivo Nacional de Filosofia e da Executiva Nacional do Psol.
07/06/2011
REQUERIMENTO DE FALTA EM VIRTUDE DA GREVE DOS ONIBUS
REQUERIMENTO DE FALTA EM VIRTUDE DA GREVE DOS ONIBUS
Ilmo(a). Senhor(a) Diretor(a) da EE ............................................................
Nome, ............................................................................................... brasileiro, RG ........................, CPF ...................., Professor(a) de Educação Básica ....., lotado nesta unidade escolar, residente à rua ........................................, nº ....., ................../SP, CEP .............., vem à presença de Vossa Senhoria, com fundamento no artigo 5º, incisos XXXIII e XXXIV da Constituição Federal de 1988 e artigo 114 da Constituição Paulista, requerer abono na falta no dia ......., em virtude de impossibilidade de comparecimento, pela ocorrência de greve no transporte público e que impediu a locomoção de modo geral, conforme anunciado pela imprensa em geral.
O presente pedido tem fundamento no artigo 1024 do Decreto 17.698, de 1947 (Consolidação das Leis de Ensino), nos seguintes termos:
“Artigo 1024 – As faltas dadas pelo funcionário docente, técnico ou administrativo por interrupção ocasional de comunicações entre o lugar em que esteja e a sede de seu cargo, poderão ser abonadas pelo Diretor Geral do Departamento de Educação, , mediante requerimento devidamente informado pela autoridade escolar sob cuja jurisdição servir o peticionário.”
É de ser aplicado, também, no presente caso, por analogia, o que vem disposto no artigo 393 do vigente Código Civil.
“Artigo 393- O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado.
Parágrafo único: O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir.”
Sendo assim, reitera a solicitação para o abono das faltas no dia ...............
Requer também que em caso de indeferimento desse pedido seja apresentado o fundamento legal de tal medida.
Ressalte-se que, nos termos do artigo 24 da Lei nº 10.177/98, a Administração Pública, em nenhuma hipótese, poderá recusar-se a protocolar a petição, sob pena de responsabilidade do agente.
Por fim, requer-se que o presente seja apreciado no prazo de 10 dias úteis previsto no artigo 114 da Constituição Estadual.
Termos em que,
Pede e aguarda DEFERIMENTO.
Local _______________________________ Data ____/____/_____
_____________________________________
(assinatura)
Ilmo(a). Senhor(a) Diretor(a) da EE ............................................................
Nome, ............................................................................................... brasileiro, RG ........................, CPF ...................., Professor(a) de Educação Básica ....., lotado nesta unidade escolar, residente à rua ........................................, nº ....., ................../SP, CEP .............., vem à presença de Vossa Senhoria, com fundamento no artigo 5º, incisos XXXIII e XXXIV da Constituição Federal de 1988 e artigo 114 da Constituição Paulista, requerer abono na falta no dia ......., em virtude de impossibilidade de comparecimento, pela ocorrência de greve no transporte público e que impediu a locomoção de modo geral, conforme anunciado pela imprensa em geral.
O presente pedido tem fundamento no artigo 1024 do Decreto 17.698, de 1947 (Consolidação das Leis de Ensino), nos seguintes termos:
“Artigo 1024 – As faltas dadas pelo funcionário docente, técnico ou administrativo por interrupção ocasional de comunicações entre o lugar em que esteja e a sede de seu cargo, poderão ser abonadas pelo Diretor Geral do Departamento de Educação, , mediante requerimento devidamente informado pela autoridade escolar sob cuja jurisdição servir o peticionário.”
É de ser aplicado, também, no presente caso, por analogia, o que vem disposto no artigo 393 do vigente Código Civil.
“Artigo 393- O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado.
Parágrafo único: O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir.”
Sendo assim, reitera a solicitação para o abono das faltas no dia ...............
Requer também que em caso de indeferimento desse pedido seja apresentado o fundamento legal de tal medida.
Ressalte-se que, nos termos do artigo 24 da Lei nº 10.177/98, a Administração Pública, em nenhuma hipótese, poderá recusar-se a protocolar a petição, sob pena de responsabilidade do agente.
Por fim, requer-se que o presente seja apreciado no prazo de 10 dias úteis previsto no artigo 114 da Constituição Estadual.
Termos em que,
Pede e aguarda DEFERIMENTO.
Local _______________________________ Data ____/____/_____
_____________________________________
(assinatura)
04/06/2011
Os Indiferentes
Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
Antonio Gramsci
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.
A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos.
O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso.
Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis.
Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.
A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir.
Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.
Fonte: Arquivo Marxista na Internet – http://www.marxists.org/
Publicado no site www.controversia.com.br
Antonio Gramsci
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.
A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos.
O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso.
Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis.
Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.
A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismos e indiferenças de nenhum gênero.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir.
Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.
Fonte: Arquivo Marxista na Internet – http://www.marxists.org/
Publicado no site www.controversia.com.br
03/06/2011
MAIO DE 2011:UM BALANÇO SANGRENTO.
MAIO DE 2011:UM BALANÇO SANGRENTO. O mês de maio tem início com a morte de Osama Bin Laden, cheia de controvérsias e de práticas abjetas por parte do governo Americano, o mesmo governo que foi laureado com o prêmio Nobel da Paz, nesse episódio determina o fuzilamento implacável sem direito a defesa ou a interrogatórios amplamente esclarecedores e possivelmente comprometedores, portanto, um revide igualmente terrorista.
No mês de maio de 2011, além da referência da farsa da abolição em 13 de maio de 1888, transformado em dia de denunciar o racismo, vários episódios aconteceram no cenário da luta contra o preconceito racial, contra a homofobia, contra a corrupção e contra o projeto do “comunista do capital” Aldo Rebelo.
Além, das páginas estampadas da corrupção Palocciana, das maracutaias do líder do governo Romero Jucá, para nossa tristeza ocorreu a morte de um dos baluartes do movimento negro mundial Abdias do Nascimento.
Ainda no rol das grandes celeumas, a eliminação física de Osama Bin Laden, criatura da política americana, pelo representante do criador, o imperialismo representado por Barack Obama, poderá ressignificar o cadáver “mitológico de Bin Laden” de parte daquele povo. O impacto da morte de Osama, as circunstâncias da mesma e a violação do território do Paquistão são alguns dos ingredientes que coloca em xeque a propalada democracia americana, que de democrata não tem nada.
O que se indaga agora é qual a diferença entre o terror privado e o terror de Estado praticado pelo imperialismo americano ou a mando do mesmo ao longo de sua história? Ambos os terrores são condenáveis a luz da realidade e da razoabilidade da ética universal.
Mesmo as mudanças que vêm ocorrendo no Oriente Médio e no norte da África, longe de representar um processo de ruptura revolucionário, grande parte dessas manifestações estão a serviço da política externa americana, que perde os anéis para não perderem os dedos e o punho da dominação terrorista do império pelo mundo.
O terror de Estado massacra o povo no Iraque, no Afeganistão, apóia movimentos sangrentos de direta pelo mundo inteiro, além de apontar literalmente suas bases militares para todos os lados e lugares estrategicamente escolhidos por eles, agora buscam e apóiam uma pseuda depuração dos seus quadros dirigentes no mundo inteiro, para adaptarem-se as novas exigências de mercado, e do “politicamente correto” pelo viés e interesse geopolítico dos dominantes. Um exemplo condenável dessa agressão é a matança e a ingerência que estão implementando na Líbia de Kadaffi, que embora não represente os anseios de mudanças do seu povo, não se pode sob esse pretexto aceitar, pactuar ou silenciar-se diante de mais uma intervenção dos países aliados neste pacto de morte num flagrante desrespeito ao ordenamento jurídico internacional previsto na autodeterminação dos povos.
O mês termina com manchas de sangue espalhadas pelo mundo inteiro e em particular, com a morte de trabalhadores rurais sem terra e militantes defensores da preservação meio ambiente.
Essas mortes representam o sangue derramado injustificadamente dos lutadores sociais,bem como a incompetência política e institucional da cúpula Palocciana de Brasília, do PT e seus agregados. Entra ano e sai ano e o governo que foi eleito com base num discurso pretensamente em defesa dos trabalhadores nada faz para evitar mortes relacionadas à ausências explícitas de políticas públicas neste país.
Nesse contexto, a retomada das leituras e da práxis marxista se coloca na ordem do dia, na preparação efetiva da luta e da resistência revolucionária contra o império e seus prosélitos.
Lutar contra o imperialismo é preciso!!!
Aldo Santos. Sindicalista, professor de filosofia na rede pública estadual, Presidente da Associação dos professores de filosofia e filósofos do Estado de São Paulo, Membro da Executiva Nacional do Psol.
: http://professoraldosantos.blogspot.com/
: aldosantos@terra.com.br
: http://pt-br.facebook.com
: @AldoSantos50
No mês de maio de 2011, além da referência da farsa da abolição em 13 de maio de 1888, transformado em dia de denunciar o racismo, vários episódios aconteceram no cenário da luta contra o preconceito racial, contra a homofobia, contra a corrupção e contra o projeto do “comunista do capital” Aldo Rebelo.
Além, das páginas estampadas da corrupção Palocciana, das maracutaias do líder do governo Romero Jucá, para nossa tristeza ocorreu a morte de um dos baluartes do movimento negro mundial Abdias do Nascimento.
Ainda no rol das grandes celeumas, a eliminação física de Osama Bin Laden, criatura da política americana, pelo representante do criador, o imperialismo representado por Barack Obama, poderá ressignificar o cadáver “mitológico de Bin Laden” de parte daquele povo. O impacto da morte de Osama, as circunstâncias da mesma e a violação do território do Paquistão são alguns dos ingredientes que coloca em xeque a propalada democracia americana, que de democrata não tem nada.
O que se indaga agora é qual a diferença entre o terror privado e o terror de Estado praticado pelo imperialismo americano ou a mando do mesmo ao longo de sua história? Ambos os terrores são condenáveis a luz da realidade e da razoabilidade da ética universal.
Mesmo as mudanças que vêm ocorrendo no Oriente Médio e no norte da África, longe de representar um processo de ruptura revolucionário, grande parte dessas manifestações estão a serviço da política externa americana, que perde os anéis para não perderem os dedos e o punho da dominação terrorista do império pelo mundo.
O terror de Estado massacra o povo no Iraque, no Afeganistão, apóia movimentos sangrentos de direta pelo mundo inteiro, além de apontar literalmente suas bases militares para todos os lados e lugares estrategicamente escolhidos por eles, agora buscam e apóiam uma pseuda depuração dos seus quadros dirigentes no mundo inteiro, para adaptarem-se as novas exigências de mercado, e do “politicamente correto” pelo viés e interesse geopolítico dos dominantes. Um exemplo condenável dessa agressão é a matança e a ingerência que estão implementando na Líbia de Kadaffi, que embora não represente os anseios de mudanças do seu povo, não se pode sob esse pretexto aceitar, pactuar ou silenciar-se diante de mais uma intervenção dos países aliados neste pacto de morte num flagrante desrespeito ao ordenamento jurídico internacional previsto na autodeterminação dos povos.
O mês termina com manchas de sangue espalhadas pelo mundo inteiro e em particular, com a morte de trabalhadores rurais sem terra e militantes defensores da preservação meio ambiente.
Essas mortes representam o sangue derramado injustificadamente dos lutadores sociais,bem como a incompetência política e institucional da cúpula Palocciana de Brasília, do PT e seus agregados. Entra ano e sai ano e o governo que foi eleito com base num discurso pretensamente em defesa dos trabalhadores nada faz para evitar mortes relacionadas à ausências explícitas de políticas públicas neste país.
Nesse contexto, a retomada das leituras e da práxis marxista se coloca na ordem do dia, na preparação efetiva da luta e da resistência revolucionária contra o império e seus prosélitos.
Lutar contra o imperialismo é preciso!!!
Aldo Santos. Sindicalista, professor de filosofia na rede pública estadual, Presidente da Associação dos professores de filosofia e filósofos do Estado de São Paulo, Membro da Executiva Nacional do Psol.
: http://professoraldosantos.blogspot.com/
: aldosantos@terra.com.br
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01/06/2011
O Partido não pode errar no próximo período eleitoral!?
O Jornal Polítika do ABC em sua edição n° 175 de maio de 2011, publicou uma importante matéria e ao mesmo tempo uma razoável crítica sobre o pensamento eleitoral do Psol na eleição passada nos municípios do ABCD.
“Fosse o PSOL dirigido com mais experiência estaria hoje com três vereadores no ABC e em condições de concorrer e vencer a prefeitura de São Caetano em 2012 por meio de Horácio Neto. Mas o partido sem estrutura, sem caminhão de som, sem auditório, sem gráfica, recomendou em 2008 o lançamento de candidatos a prefeito em todas as cidades e seus melhores quadros como Ricardo Alvarez, em Santo André, Aldo Santos em SBC e Horácio Neto em São Caetano saíram desgastados dessa eleição”. Essa avaliação, seguramente deve fazer parte de inúmeras outras avaliações pelo Brasil a fora.
O jornalista e editor do referido periódico Carlos Laranjeira na ocasião de fato levantou essa possibilidade e apresentou essa leitura política em reuniões públicas. Se de um lado ele pode ter razão no que fala, esse posicionamento demonstrou positivamente o quanto essas lideranças estão comprometidas ideologicamente com uma causa, e na busca do interesse da classe se lançam na construção coletiva da mesma. Não estou seguro da viabilidade eleitoral do partido em 2008, por conta das debilidades estruturais apontadas na critica inicial, haja vista o elevado percentual do quociente eleitoral.
Entendemos que o lançamento dos companheiros acima citados teve sua importância no processo de construção partidária e nas eleições de 2012, seguramente o partido elegerá vereadores na região dado inclusive o aumento das cadeiras nos legislativos municipais dessa região.
Essa matéria é oportuna para que o partido constitua em nível nacional um GT de políticas eleitorais, estudando possibilidades e viabilidades no Brasil inteiro e em cima desse estudo aperfeiçoar a ação partidária visando concentrar esforços para obter os resultados previamente planejados. Esse GT deve ser também implementado nos Estados para dirigir, encaminhar e viabilizar políticas e apoios efetivos a tais possibilidades eleitorais.
Dentro dessa lógica, devem dar autonomia burocrática e política, em face às resoluções partidárias dos municípios, fortalecendo as instâncias (Diretórios, Núcleos e outras formas previstas estatutariamente).
Certamente a experiência dos Diretórios Municipais do ABCDMRR, que vem se reunindo mensalmente, poderá ser já um bom indicativo no sentido de dar mais visibilidade ao Partido no particular e no todo regional.
Nosso objetivo é transformar o Partido Socialismo e Liberdade numa ferramenta de luta, resistência e esperança da classe trabalhadora, com um programa capaz de dialogar e fazer a interlocução com os pobres e excluídos da nossa sociedade.
Lutar e vencer é preciso.!!!
Aldo Santos. Sindicalista, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofo do Estado de São Paulo, Coordenador da Corrente Política TLS,membro da Executiva Nacional do Psol.
• Blog: http://professoraldosantos.blogspot.com/
• E-mail: aldosantos@terra.com.br
• Facebook: http://pt-br.facebook.com
• Twitter: @AldoSantos50
“Fosse o PSOL dirigido com mais experiência estaria hoje com três vereadores no ABC e em condições de concorrer e vencer a prefeitura de São Caetano em 2012 por meio de Horácio Neto. Mas o partido sem estrutura, sem caminhão de som, sem auditório, sem gráfica, recomendou em 2008 o lançamento de candidatos a prefeito em todas as cidades e seus melhores quadros como Ricardo Alvarez, em Santo André, Aldo Santos em SBC e Horácio Neto em São Caetano saíram desgastados dessa eleição”. Essa avaliação, seguramente deve fazer parte de inúmeras outras avaliações pelo Brasil a fora.
O jornalista e editor do referido periódico Carlos Laranjeira na ocasião de fato levantou essa possibilidade e apresentou essa leitura política em reuniões públicas. Se de um lado ele pode ter razão no que fala, esse posicionamento demonstrou positivamente o quanto essas lideranças estão comprometidas ideologicamente com uma causa, e na busca do interesse da classe se lançam na construção coletiva da mesma. Não estou seguro da viabilidade eleitoral do partido em 2008, por conta das debilidades estruturais apontadas na critica inicial, haja vista o elevado percentual do quociente eleitoral.
Entendemos que o lançamento dos companheiros acima citados teve sua importância no processo de construção partidária e nas eleições de 2012, seguramente o partido elegerá vereadores na região dado inclusive o aumento das cadeiras nos legislativos municipais dessa região.
Essa matéria é oportuna para que o partido constitua em nível nacional um GT de políticas eleitorais, estudando possibilidades e viabilidades no Brasil inteiro e em cima desse estudo aperfeiçoar a ação partidária visando concentrar esforços para obter os resultados previamente planejados. Esse GT deve ser também implementado nos Estados para dirigir, encaminhar e viabilizar políticas e apoios efetivos a tais possibilidades eleitorais.
Dentro dessa lógica, devem dar autonomia burocrática e política, em face às resoluções partidárias dos municípios, fortalecendo as instâncias (Diretórios, Núcleos e outras formas previstas estatutariamente).
Certamente a experiência dos Diretórios Municipais do ABCDMRR, que vem se reunindo mensalmente, poderá ser já um bom indicativo no sentido de dar mais visibilidade ao Partido no particular e no todo regional.
Nosso objetivo é transformar o Partido Socialismo e Liberdade numa ferramenta de luta, resistência e esperança da classe trabalhadora, com um programa capaz de dialogar e fazer a interlocução com os pobres e excluídos da nossa sociedade.
Lutar e vencer é preciso.!!!
Aldo Santos. Sindicalista, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e Filósofo do Estado de São Paulo, Coordenador da Corrente Política TLS,membro da Executiva Nacional do Psol.
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Região 1 e 2 - Arte
DOE 01/06/2011 – Seç. I
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II
EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA SESSÃO DE ESCOLHA DE VAGAS
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, nos termos do Inciso XIII, item 15 das Instruções Especiais SE 01/2009, disciplinadoras do concurso em questão, em complemento ao Edital publicado no DOE de 28/05/2011, CONVOCA, em continuidade, os candidatos aprovados e classificados até o momento no concurso em epígrafe, para as sessões de escolha de vagas, a serem realizadas em dias, hora e locais, adiante mencionados e baixa instruções aos candidatos.
A escolha de vaga faz parte do processo seletivo e somente os que assim procederem continuarão no certame e já ficam convocados para a 3ª etapa do concurso – Curso de Formação, nos termos do Regulamento específico.
I. INSTRUÇÕES GERAIS
1. A chamada para escolha de vagas obedecerá, rigorosamente, a ordem de Classificação Final, Lista Geral, por disciplina, em nível de Regional – 1ª Região - COGSP e 2ª Região - CEI, publicada no DOE de 26/06/2010 – Suplemento.
2. O candidato convocado deverá comparecer munido de DOCUMENTO DE IDENTIDADE - RG e do CADASTRO DE PESSOAS FÍSICAS – CPF ou se fazer representar por procurador, legalmente constituído, portanto xerocópia dos documentos mencionados.
3. Assinada a ficha de escolha de vaga pelo candidato ou seu procurador, não será permitida, em hipótese alguma, desistência ou troca da vaga escolhida, sob qualquer pretexto.
4. O candidato deverá fornecer, obrigatoriamente, e-mail pessoal a ser utilizado para recebimento de informações.
5. Não haverá nova oportunidade de escolha de vaga ao candidato retardatário ou ao que não atender à chamada no dia, hora e local determinados, sendo eliminado definitivamente do concurso.
6. De acordo com o artigo 5º do Decreto 55.078/09, no momento de escolha de vaga, o candidato poderá optar por qualquer jornada de trabalho docente: 10/ 20/ 25 ou 33 horas/aula, conforme a disponibilidade de vagas e correspondentes cargas horárias e turnos de funcionamento disponíveis na unidade escolar do ingresso, exceto o candidato de Educação Especial que escolherá 1 (uma) classe, em Jornada Básica de Trabalho Docente.
7. A relação de aulas disponíveis para o ingresso foi publicada no Diário Oficial do Estado de 31/05/2011 – Caderno Suplemento e estará disponível no site da Educação: www.educacao.sp.gov.br.
8. Conforme determina o § 4º do artigo 7º da Lei Complementar 1.094/09, “serão considerados aprovados no concurso, para fins de nomeação, conforme as vagas escolhidas, os candidatos que concluírem com êxito a terceira etapa, de acordo com o resultado de prova a ser realizada ao término do curso de formação”.
9. O candidato que escolher vaga deverá acessar o sistema GDAE, no site da Educação: “www.educacao.sp.gov.br”, para efetuar o cadastro da conta corrente pessoal – Banco do Brasil, para validação da Secretaria da Fazenda, para fins do crédito de bolsa de estudo, de acordo com a LC 1094/2009, oportunamente.
10. O Certificado de Aprovação em Concurso será concedido aos candidatos aprovados e que efetuarem, com êxito, o Curso de Formação.
11. Será publicado oportunamente Edital de Convocação complementar a este, dando-se continuidade à convocação para escolha de vagas, disciplinas: Região 1: Inglês e Região 2: Biologia/ Língua Portuguesa.
II. LOCAIS DE ESCOLHA
1 - LOCAL 1: AUDITÓRIO DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO – CASA CAETANO DE CAMPOS – Praça da República nº 53 – Centro – São Paulo (entrada pela Av São Luiz – Portão 4)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 2 – Ciências Físicas e Biológicas
Região 2 - Inglês
Região 2 - Geografia
2 – LOCAL 2: AUDITÓRIO DA EE SÃO PAULO - Rua da Figueira, 500 - Bairro Brás - São Paulo (metrô Pedro II)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 2 - História
Região 2 – Educação Física
Região 2 – Sociologia
3 – LOCAL 3 : AUDITÓRIO DA EE ZULEIKA DE BARROS MARTINS FERREIRA – Rua Padre Chico, 420 – Bairro Pompéia - Capital
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 1 – Educação Física
Região 1 e 2 - Arte
Região 1 - Inglês
III. ESCOLHA DE VAGAS
1 – LOCAL 1 : AUDITÓRIO DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO – CASA CAETANO DE CAMPOS – Praça da República nº 53 – Centro – São Paulo (entrada pela Avenida São Luiz – Portão 4)
1.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região - Dia – Horário – Candidatos Convocados
CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS
Região 2 – CEI (Interior)
09/06/ 2011 – 8h30 – Lista Geral – 141 ao 660
INGLÊS
Região 2 – CEI (Interior)
10/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 293 ao 795
13/06/2011 - 8h30 – Lista Geral – 796 ao 1225
14/06/2011 - 8h30 – Lista Geral – 1226 ao 1655
GEOGRAFIA
Região 2 – CEI (Interior)
16/ 06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 150 ao 599
17/ 06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 600 ao 1049
2 – LOCAL 2 : AUDITÓRIO DA EE SÃO PAULO - Rua da Figueira, 500 - Bairro Brás - São Paulo (metrô Pedro II)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
2.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região - Dia – Horário – Candidatos Convocados
HISTÓRIA
Região 2 - CEI (Interior)
14/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 127 ao 901
EDUCAÇÃO FÍSICA
Região 2 – CEI (Interior)
15/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 245 ao 807
16/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 808 ao 1307
SOCIOLOGIA
Região 2 – CEI (Interior)
17/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 299 ao 579
3 – LOCAL 3 : AUDITÓRIO DA EE ZULEIKA DE BARROS MARTINS FERREIRA – Rua Padre Chico, 420 – Bairro Pompéia - Capital
3.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região - Dia – Horário – Candidatos Convocados
EDUCAÇÃO FÍSICA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
13/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 2257 ao 2757
ARTE
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
14/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 789 ao 1125
Região 2 – CEI (Interior)
15/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 341 ao 812
16/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 813 ao 1212
INGLÊS
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
17/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 589 ao 1188
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II
EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ESCOLHA DE VAGAS
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação torna pública a retificação do Edital de Convocação publicado no DOE 28/05/2011, conforme segue:
06/06/2011 – 8h30 - Região 1 - Ciências Físicas e Biológicas – 611 ao 1180
10/06/2011 – 8h30 - Região 2 – Matemática – 1553 ao 2003
15/06/2011 - 8h30 - Região 2 – Deficiência Visual – Lista Especial – 05 ao 09
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II
EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA SESSÃO DE ESCOLHA DE VAGAS
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, nos termos do Inciso XIII, item 15 das Instruções Especiais SE 01/2009, disciplinadoras do concurso em questão, em complemento ao Edital publicado no DOE de 28/05/2011, CONVOCA, em continuidade, os candidatos aprovados e classificados até o momento no concurso em epígrafe, para as sessões de escolha de vagas, a serem realizadas em dias, hora e locais, adiante mencionados e baixa instruções aos candidatos.
A escolha de vaga faz parte do processo seletivo e somente os que assim procederem continuarão no certame e já ficam convocados para a 3ª etapa do concurso – Curso de Formação, nos termos do Regulamento específico.
I. INSTRUÇÕES GERAIS
1. A chamada para escolha de vagas obedecerá, rigorosamente, a ordem de Classificação Final, Lista Geral, por disciplina, em nível de Regional – 1ª Região - COGSP e 2ª Região - CEI, publicada no DOE de 26/06/2010 – Suplemento.
2. O candidato convocado deverá comparecer munido de DOCUMENTO DE IDENTIDADE - RG e do CADASTRO DE PESSOAS FÍSICAS – CPF ou se fazer representar por procurador, legalmente constituído, portanto xerocópia dos documentos mencionados.
3. Assinada a ficha de escolha de vaga pelo candidato ou seu procurador, não será permitida, em hipótese alguma, desistência ou troca da vaga escolhida, sob qualquer pretexto.
4. O candidato deverá fornecer, obrigatoriamente, e-mail pessoal a ser utilizado para recebimento de informações.
5. Não haverá nova oportunidade de escolha de vaga ao candidato retardatário ou ao que não atender à chamada no dia, hora e local determinados, sendo eliminado definitivamente do concurso.
6. De acordo com o artigo 5º do Decreto 55.078/09, no momento de escolha de vaga, o candidato poderá optar por qualquer jornada de trabalho docente: 10/ 20/ 25 ou 33 horas/aula, conforme a disponibilidade de vagas e correspondentes cargas horárias e turnos de funcionamento disponíveis na unidade escolar do ingresso, exceto o candidato de Educação Especial que escolherá 1 (uma) classe, em Jornada Básica de Trabalho Docente.
7. A relação de aulas disponíveis para o ingresso foi publicada no Diário Oficial do Estado de 31/05/2011 – Caderno Suplemento e estará disponível no site da Educação: www.educacao.sp.gov.br.
8. Conforme determina o § 4º do artigo 7º da Lei Complementar 1.094/09, “serão considerados aprovados no concurso, para fins de nomeação, conforme as vagas escolhidas, os candidatos que concluírem com êxito a terceira etapa, de acordo com o resultado de prova a ser realizada ao término do curso de formação”.
9. O candidato que escolher vaga deverá acessar o sistema GDAE, no site da Educação: “www.educacao.sp.gov.br”, para efetuar o cadastro da conta corrente pessoal – Banco do Brasil, para validação da Secretaria da Fazenda, para fins do crédito de bolsa de estudo, de acordo com a LC 1094/2009, oportunamente.
10. O Certificado de Aprovação em Concurso será concedido aos candidatos aprovados e que efetuarem, com êxito, o Curso de Formação.
11. Será publicado oportunamente Edital de Convocação complementar a este, dando-se continuidade à convocação para escolha de vagas, disciplinas: Região 1: Inglês e Região 2: Biologia/ Língua Portuguesa.
II. LOCAIS DE ESCOLHA
1 - LOCAL 1: AUDITÓRIO DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO – CASA CAETANO DE CAMPOS – Praça da República nº 53 – Centro – São Paulo (entrada pela Av São Luiz – Portão 4)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 2 – Ciências Físicas e Biológicas
Região 2 - Inglês
Região 2 - Geografia
2 – LOCAL 2: AUDITÓRIO DA EE SÃO PAULO - Rua da Figueira, 500 - Bairro Brás - São Paulo (metrô Pedro II)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 2 - História
Região 2 – Educação Física
Região 2 – Sociologia
3 – LOCAL 3 : AUDITÓRIO DA EE ZULEIKA DE BARROS MARTINS FERREIRA – Rua Padre Chico, 420 – Bairro Pompéia - Capital
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 1 – Educação Física
Região 1 e 2 - Arte
Região 1 - Inglês
III. ESCOLHA DE VAGAS
1 – LOCAL 1 : AUDITÓRIO DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO – CASA CAETANO DE CAMPOS – Praça da República nº 53 – Centro – São Paulo (entrada pela Avenida São Luiz – Portão 4)
1.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região - Dia – Horário – Candidatos Convocados
CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS
Região 2 – CEI (Interior)
09/06/ 2011 – 8h30 – Lista Geral – 141 ao 660
INGLÊS
Região 2 – CEI (Interior)
10/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 293 ao 795
13/06/2011 - 8h30 – Lista Geral – 796 ao 1225
14/06/2011 - 8h30 – Lista Geral – 1226 ao 1655
GEOGRAFIA
Região 2 – CEI (Interior)
16/ 06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 150 ao 599
17/ 06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 600 ao 1049
2 – LOCAL 2 : AUDITÓRIO DA EE SÃO PAULO - Rua da Figueira, 500 - Bairro Brás - São Paulo (metrô Pedro II)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
2.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região - Dia – Horário – Candidatos Convocados
HISTÓRIA
Região 2 - CEI (Interior)
14/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 127 ao 901
EDUCAÇÃO FÍSICA
Região 2 – CEI (Interior)
15/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 245 ao 807
16/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 808 ao 1307
SOCIOLOGIA
Região 2 – CEI (Interior)
17/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 299 ao 579
3 – LOCAL 3 : AUDITÓRIO DA EE ZULEIKA DE BARROS MARTINS FERREIRA – Rua Padre Chico, 420 – Bairro Pompéia - Capital
3.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região - Dia – Horário – Candidatos Convocados
EDUCAÇÃO FÍSICA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
13/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 2257 ao 2757
ARTE
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
14/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 789 ao 1125
Região 2 – CEI (Interior)
15/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 341 ao 812
16/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 813 ao 1212
INGLÊS
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
17/06/2011 – 8h30 – Lista Geral – 589 ao 1188
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS
CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II
EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ESCOLHA DE VAGAS
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação torna pública a retificação do Edital de Convocação publicado no DOE 28/05/2011, conforme segue:
06/06/2011 – 8h30 - Região 1 - Ciências Físicas e Biológicas – 611 ao 1180
10/06/2011 – 8h30 - Região 2 – Matemática – 1553 ao 2003
15/06/2011 - 8h30 - Região 2 – Deficiência Visual – Lista Especial – 05 ao 09
31/05/2011
Na Filosofia passei a refletir mais sobre tudo o que está em minha volta...
Na Filosofia passei a Refletir mais sobre tudo o que está em minha volta, passei a prestar mais atenção nas coisas que eu vejo.
Cheguei até a dialogar com meus pais sobre a Filosofia, perguntei para eles se eles reparam em tudo que escrevem , lêm , e etc.
Passei a ouvir mais os professores, principalmente o professor de Filosofia, até porque é uma das matérias que eu realmente gostei , e porque tive a oportunidade de pesquisar sobre alguns deles.
Penso que Filosofia é a busca do conhecimento, assim como voçê pesquisa algo , quanto mais profundo for, sempre haverá uma nova descoberta , então foi isso que a Filosofia me chamou mais atenção, pela "Busca do Conhecimento".
Erick Jean Braga Série:1°C
E.E.Prof. Jacob Casseb,
Professor Aldo Santos
Na Filosofia passei a Refletir mais sobre tudo em que está há minha volta...
Na Filosofia passei a Refletir mais sobre tudo em que está há minha volta, passei a prestar mais atenção nas coisas que eu vejo.
Cheguei até a dialogar com meus pais mesmos sobre a Filosofia, perguntei para eles se eles reparam em tudo que escrevem , ler , e etc.
Passei ouvir mais os professores, principalmente o professor de Filosofia, até porque é uma das matérias que eu realmente gostei , e porque tive a oportunidade de pesquisar sobre alguns deles.
Penso que Filosofia é a busca do conhecimento, assim como voçê pesquisa algo , quanto mais profundo for, sempre haverá uma nova descoberta , então foi isso que a Filosofia me chamou mais atenção, pela "Busca do Conhecimento".
Erick Jean Braga Série:1°C
E.E.Prof. Jacob Casseb,
Professor Aldo Santos
Cheguei até a dialogar com meus pais mesmos sobre a Filosofia, perguntei para eles se eles reparam em tudo que escrevem , ler , e etc.
Passei ouvir mais os professores, principalmente o professor de Filosofia, até porque é uma das matérias que eu realmente gostei , e porque tive a oportunidade de pesquisar sobre alguns deles.
Penso que Filosofia é a busca do conhecimento, assim como voçê pesquisa algo , quanto mais profundo for, sempre haverá uma nova descoberta , então foi isso que a Filosofia me chamou mais atenção, pela "Busca do Conhecimento".
Erick Jean Braga Série:1°C
E.E.Prof. Jacob Casseb,
Professor Aldo Santos
30/05/2011
Secretaria da Educação CONVOCA os candidatos aprovados e classificados até o momento no concurso em epígrafe, para as sessões de escolha de vagas, a serem realizadas em dias, hora e locais, adiante mencionados e baixa instruções aos candidatos.
Confira aqui sua Classificação
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, nos termos do Inciso XIII, item 15 das Instruções Especiais SE 01/2009, disciplinadoras do concurso em questão, CONVOCA os candidatos aprovados e classificados até o momento no concurso em epígrafe, para as sessões de escolha de vagas, a serem realizadas em dias, hora e locais, adiante mencionados e baixa instruções aos candidatos.
A escolha de vaga faz parte do processo seletivo e somente os que assim procederem continuarão no certame e já ficam convocados para a 3ª etapa do concurso – Curso de Formação, nos termos do Regulamento específico.
I. INSTRUÇÕES GERAIS
1. A chamada para escolha de vagas obedecerá, rigorosamente, a ordem de Classificação Final, Lista Geral e Lista Especial, por disciplina, em nível de Regional – 1ª Região – COGSP e 2ª Região – CEI, publicada no DOE de 26/062010 – Suplemento.
2. O candidato convocado deverá comparecer munido de DOCUMENTO DE IDENTIDADE – RG e do CADASTRO DE PESSOAS FÍSICAS – CPF ou se fazer representar por procurador, legalmente constituído, portanto xerocópia dos documentos mencionados.
3. Assinada a ficha de escolha de vaga pelo candidato ou seu procurador, não será permitida, em hipótese alguma, desistência ou troca da vaga escolhida, sob qualquer pretexto.
4. O candidato deverá fornecer, obrigatoriamente, e-mail pessoal a ser utilizado para recebimento de informações.
5. Não haverá nova oportunidade de escolha de vaga ao candidato retardatário ou ao que não atender à chamada no dia, hora e local determinados, sendo eliminado definitivamente do concurso.
6. Critérios para escolha de vagas aos candidatos portadores de deficiência, classificados na Lista Especial:
6.1 serão reservados 5% dos cargos vagos existentes para os candidatos classificados na Lista Especial, considerando-se para cada fração igual ou superior a cinco décimos, o inteiro subseqüente;
6.2 quando o número de candidatos classificados na Lista Especial não for suficiente para prover os cargos reservados, os cargos restantes serão revertidos para os candidatos classificados na Lista Geral;
6.3 o candidato portador de deficiência concorrerá na Lista Geral e na Lista Especial de acordo com a classificação nelas obtida, na seguinte conformidade:
6.3.1 o candidato que for atendido na Lista Geral fica excluído da Lista Especial e vice-versa;
6.3.2 o candidato que não comparecer ou desistir da escolha de vaga na Lista Especial, terá seus direitos exauridos na Lista Especial, concorrendo, apenas, na Lista Geral.
7. De acordo com o artigo 5º do Decreto 55.078/09, no momento de escolha de vaga, o candidato poderá optar por qualquer jornada de trabalho docente: 10/ 20/ 25 ou 33 horas/ aula, conforme a disponibilidade de vagas e correspondentes cargas horárias e turnos de funcionamento disponíveis na unidade escolar do ingresso, exceto o candidato de Educação Especial que escolherá 1 (uma) classe, em Jornada Básica de Trabalho Docente.
8. A relação de aulas disponíveis para o ingresso será publicada no Diário Oficial do Estado de 31/06/2011 – Suplemento e estará disponível no site da Educação: http://www.educacao.sp.gov.br/.
9. Conforme determina o § 4º do artigo 7º da Lei Complementar 1.094/09, “serão considerados aprovados no concurso, para fins de nomeação, conforme as vagas escolhidas, os candidatos que concluírem com êxito a terceira etapa, de acordo com o resultado de prova a ser realizada ao término do curso de formação”.
10. O candidato que escolher vaga deverá acessar o sistema GDAE, no site da Educação: “www.educacao.sp..gov.br”, para efetuar o cadastro da conta corrente pessoal – Banco do Brasil, para validação da Secretaria da Fazenda, para fins do crédito de bolsa de estudo, de acordo com a LC 1094/2009, oportunamente.
11. O Certificado de Aprovação em Concurso será concedido aos candidatos aprovados e que efetuarem, com êxito, o Curso de Formação.
12. Deverá ser publicado oportunamente Edital de Convocação Complementar a este, dando-se continuidade à convocação para escolha de vagas.
II. LOCAIS DE ESCOLHA
1 – LOCAL 1: AUDITÓRIO DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO - CASA CAETANO DE CAMPOS – Praça da República nº 53 – Centro - São Paulo (entrada pela Av São Luiz – Portão 4)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 1 – História
Região 1 – Filosofia
Região 1 e 2 – Educação Especial: Deficiência Auditiva
Região 1 e 2 – Educação Especial: Deficiência Física
Região 2 – Educação Especial: Deficiência Mental
Região 1 e 2 – Educação Especial: Deficiência Visual
2 – LOCAL 2: AUDITÓRIO DA EE SÃO PAULO – Rua da Figueira, 500 – Bairro Brás – São Paulo (metrô Pedro II)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 1 – Geografia
Região 2 – Filosofia
Região 1 – Língua Portuguesa
3 – LOCAL 3 : AUDITÓRIO DA EE ZULEIKA DE BARROS MARTINS FERREIRA – Rua Padre Chico, 420 – Bairro Pompéia – Capital
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 1 – Ciências Físicas e Biológicas
Região 1 – Educação Física
4- LOCAL 4 – AUDITÓRIO CENTRO DO PROFESSORADO PAULISTA – CPP – Av. Liberdade, 928 – Bairro Liberdade – Capital - (Metrô São Joaquim)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 1 – Biologia
Região 1 e 2 – Química
Região 2 – Matemática
III. ESCOLHA DE VAGAS
1 – LOCAL 1 : AUDITÓRIO DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO - CASA CAETANO DE CAMPOS – Praça da República nº 53 – Centro - São Paulo (entrada pela Avenida São Luiz – Portão 4)
1.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região – Dia – Horário – N.º dos candidatos convocados
HISTÓRIA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
06/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 519 ao 1050
07/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1051 ao 1550
08/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1551 ao 2050
FILOSOFIA
1ª Região – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
22/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 369 ao 923
EDUCAÇÃO ESPECIAL
DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
15/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 28 ao 96
Região 2 – CEI (Interior)
15/06 – 8:30h – Lista Geral – 49 ao 135
DEFICIÊNCIA FÍSICA
1ª Região – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
15/06/2011 -8:30h – Lista Geral – 07 ao 25
2ª Região – CEI (Interior)
15/06 – 8:30h – Lista Geral – 03 ao 05
DEFICIÊNCIA MENTAL
Região 2 – CEI (Interior)
15/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 165 ao 251
DEFICIÊNCIA VISUAL
1ª Região – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
15/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 18 ao 38
2ª Região – CEI (Interior)
15/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 25 ao 59
15/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 05, 06, 07 , 8 , 9
2 – LOCAL 2 : AUDITÓRIO DA EE SÃO PAULO – Rua da Figueira, 500 – Bairro Brás – São Paulo (metrô Pedro II)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
2.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região – Dia – Horário – N.º dos candidatos convocados
GEOGRAFIA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
06/06/2011 -8:30h – 726 ao 1477
FILOSOFIA
2ª Região – CEI (Interior)
7/06/2011 – 8:00h – Lista Geral – 292 ao 991
LINGUA PORTUGUESA
1ª Região – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
08/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1018 ao 1694
09/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1695 ao 2371
10/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 2372 ao 3021
13/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 3022 ao 3671
3 – LOCAL 3 : AUDITÓRIO DA EE ZULEIKA DE BARROS MARTINS FERREIRA – Rua Padre Chico, 420 – Bairro Pompéia – Capital
3.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região – Dia – Horário – N.º dos candidatos convocados
CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
06/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 620 ao 1180
07/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1181 ao 1740
EDUCAÇÃO FÍSICA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
08/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 697 ao 1216
09/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1217 ao 1736
10/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1737 ao 2256
4 – LOCAL 4 : AUDITÓRIO DO CPP – Centro do Professorado Paulista – Av. Liberdade, 928 – Liberdade – São Paulo (metrô São Joaquim)
4.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região – Dia – Horário – N.º dos candidatos convocados
BIOLOGIA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
06/06/ 2011 – 8:30h – Lista Geral – 460 ao 984
QUÍMICA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
07/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 401 ao 809
Região 2 – CEI (Interior)
08/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 365 ao 856
09/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 857 ao 1257
MATEMÁTICA
Região 2 – CEI (Interior)
10/ 06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1627 ao 2003
DEPARTAMENTO DE RECURSOS HUMANOS CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS DE PROFESSOR EDUCAÇÃO BÁSICA II
O Diretor do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Educação, nos termos do Inciso XIII, item 15 das Instruções Especiais SE 01/2009, disciplinadoras do concurso em questão, CONVOCA os candidatos aprovados e classificados até o momento no concurso em epígrafe, para as sessões de escolha de vagas, a serem realizadas em dias, hora e locais, adiante mencionados e baixa instruções aos candidatos.
A escolha de vaga faz parte do processo seletivo e somente os que assim procederem continuarão no certame e já ficam convocados para a 3ª etapa do concurso – Curso de Formação, nos termos do Regulamento específico.
I. INSTRUÇÕES GERAIS
1. A chamada para escolha de vagas obedecerá, rigorosamente, a ordem de Classificação Final, Lista Geral e Lista Especial, por disciplina, em nível de Regional – 1ª Região – COGSP e 2ª Região – CEI, publicada no DOE de 26/062010 – Suplemento.
2. O candidato convocado deverá comparecer munido de DOCUMENTO DE IDENTIDADE – RG e do CADASTRO DE PESSOAS FÍSICAS – CPF ou se fazer representar por procurador, legalmente constituído, portanto xerocópia dos documentos mencionados.
3. Assinada a ficha de escolha de vaga pelo candidato ou seu procurador, não será permitida, em hipótese alguma, desistência ou troca da vaga escolhida, sob qualquer pretexto.
4. O candidato deverá fornecer, obrigatoriamente, e-mail pessoal a ser utilizado para recebimento de informações.
5. Não haverá nova oportunidade de escolha de vaga ao candidato retardatário ou ao que não atender à chamada no dia, hora e local determinados, sendo eliminado definitivamente do concurso.
6. Critérios para escolha de vagas aos candidatos portadores de deficiência, classificados na Lista Especial:
6.1 serão reservados 5% dos cargos vagos existentes para os candidatos classificados na Lista Especial, considerando-se para cada fração igual ou superior a cinco décimos, o inteiro subseqüente;
6.2 quando o número de candidatos classificados na Lista Especial não for suficiente para prover os cargos reservados, os cargos restantes serão revertidos para os candidatos classificados na Lista Geral;
6.3 o candidato portador de deficiência concorrerá na Lista Geral e na Lista Especial de acordo com a classificação nelas obtida, na seguinte conformidade:
6.3.1 o candidato que for atendido na Lista Geral fica excluído da Lista Especial e vice-versa;
6.3.2 o candidato que não comparecer ou desistir da escolha de vaga na Lista Especial, terá seus direitos exauridos na Lista Especial, concorrendo, apenas, na Lista Geral.
7. De acordo com o artigo 5º do Decreto 55.078/09, no momento de escolha de vaga, o candidato poderá optar por qualquer jornada de trabalho docente: 10/ 20/ 25 ou 33 horas/ aula, conforme a disponibilidade de vagas e correspondentes cargas horárias e turnos de funcionamento disponíveis na unidade escolar do ingresso, exceto o candidato de Educação Especial que escolherá 1 (uma) classe, em Jornada Básica de Trabalho Docente.
8. A relação de aulas disponíveis para o ingresso será publicada no Diário Oficial do Estado de 31/06/2011 – Suplemento e estará disponível no site da Educação: http://www.educacao.sp.gov.br/.
9. Conforme determina o § 4º do artigo 7º da Lei Complementar 1.094/09, “serão considerados aprovados no concurso, para fins de nomeação, conforme as vagas escolhidas, os candidatos que concluírem com êxito a terceira etapa, de acordo com o resultado de prova a ser realizada ao término do curso de formação”.
10. O candidato que escolher vaga deverá acessar o sistema GDAE, no site da Educação: “www.educacao.sp..gov.br”, para efetuar o cadastro da conta corrente pessoal – Banco do Brasil, para validação da Secretaria da Fazenda, para fins do crédito de bolsa de estudo, de acordo com a LC 1094/2009, oportunamente.
11. O Certificado de Aprovação em Concurso será concedido aos candidatos aprovados e que efetuarem, com êxito, o Curso de Formação.
12. Deverá ser publicado oportunamente Edital de Convocação Complementar a este, dando-se continuidade à convocação para escolha de vagas.
II. LOCAIS DE ESCOLHA
1 – LOCAL 1: AUDITÓRIO DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO - CASA CAETANO DE CAMPOS – Praça da República nº 53 – Centro - São Paulo (entrada pela Av São Luiz – Portão 4)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 1 – História
Região 1 – Filosofia
Região 1 e 2 – Educação Especial: Deficiência Auditiva
Região 1 e 2 – Educação Especial: Deficiência Física
Região 2 – Educação Especial: Deficiência Mental
Região 1 e 2 – Educação Especial: Deficiência Visual
2 – LOCAL 2: AUDITÓRIO DA EE SÃO PAULO – Rua da Figueira, 500 – Bairro Brás – São Paulo (metrô Pedro II)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 1 – Geografia
Região 2 – Filosofia
Região 1 – Língua Portuguesa
3 – LOCAL 3 : AUDITÓRIO DA EE ZULEIKA DE BARROS MARTINS FERREIRA – Rua Padre Chico, 420 – Bairro Pompéia – Capital
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 1 – Ciências Físicas e Biológicas
Região 1 – Educação Física
4- LOCAL 4 – AUDITÓRIO CENTRO DO PROFESSORADO PAULISTA – CPP – Av. Liberdade, 928 – Bairro Liberdade – Capital - (Metrô São Joaquim)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
Região 1 – Biologia
Região 1 e 2 – Química
Região 2 – Matemática
III. ESCOLHA DE VAGAS
1 – LOCAL 1 : AUDITÓRIO DA SECRETARIA DA EDUCAÇÃO - CASA CAETANO DE CAMPOS – Praça da República nº 53 – Centro - São Paulo (entrada pela Avenida São Luiz – Portão 4)
1.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região – Dia – Horário – N.º dos candidatos convocados
HISTÓRIA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
06/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 519 ao 1050
07/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1051 ao 1550
08/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1551 ao 2050
FILOSOFIA
1ª Região – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
22/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 369 ao 923
EDUCAÇÃO ESPECIAL
DEFICIÊNCIA AUDITIVA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
15/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 28 ao 96
Região 2 – CEI (Interior)
15/06 – 8:30h – Lista Geral – 49 ao 135
DEFICIÊNCIA FÍSICA
1ª Região – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
15/06/2011 -8:30h – Lista Geral – 07 ao 25
2ª Região – CEI (Interior)
15/06 – 8:30h – Lista Geral – 03 ao 05
DEFICIÊNCIA MENTAL
Região 2 – CEI (Interior)
15/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 165 ao 251
DEFICIÊNCIA VISUAL
1ª Região – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
15/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 18 ao 38
2ª Região – CEI (Interior)
15/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 25 ao 59
15/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 05, 06, 07 , 8 , 9
2 – LOCAL 2 : AUDITÓRIO DA EE SÃO PAULO – Rua da Figueira, 500 – Bairro Brás – São Paulo (metrô Pedro II)
REGIÃO / DISCIPLINAS:
2.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região – Dia – Horário – N.º dos candidatos convocados
GEOGRAFIA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
06/06/2011 -8:30h – 726 ao 1477
FILOSOFIA
2ª Região – CEI (Interior)
7/06/2011 – 8:00h – Lista Geral – 292 ao 991
LINGUA PORTUGUESA
1ª Região – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
08/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1018 ao 1694
09/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1695 ao 2371
10/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 2372 ao 3021
13/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 3022 ao 3671
3 – LOCAL 3 : AUDITÓRIO DA EE ZULEIKA DE BARROS MARTINS FERREIRA – Rua Padre Chico, 420 – Bairro Pompéia – Capital
3.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região – Dia – Horário – N.º dos candidatos convocados
CIÊNCIAS FÍSICAS E BIOLÓGICAS
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
06/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 620 ao 1180
07/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1181 ao 1740
EDUCAÇÃO FÍSICA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
08/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 697 ao 1216
09/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1217 ao 1736
10/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1737 ao 2256
4 – LOCAL 4 : AUDITÓRIO DO CPP – Centro do Professorado Paulista – Av. Liberdade, 928 – Liberdade – São Paulo (metrô São Joaquim)
4.1 QUADRO DE CHAMADA
Disciplina – Região – Dia – Horário – N.º dos candidatos convocados
BIOLOGIA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
06/06/ 2011 – 8:30h – Lista Geral – 460 ao 984
QUÍMICA
Região 1 – COGSP (Capital e Grande São Paulo)
07/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 401 ao 809
Região 2 – CEI (Interior)
08/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 365 ao 856
09/06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 857 ao 1257
MATEMÁTICA
Região 2 – CEI (Interior)
10/ 06/2011 – 8:30h – Lista Geral – 1627 ao 2003
29/05/2011
Mãe critica o caderno do aluno
Comunidade escolar do Domingos Peixoto se reúne em busca de melhorias .
Por ocasião do processo eleitoral que ocorrerá no dia 9 de junho de 2011, estamos intensificando as visitas nas unidades escolares do nosso município.
Em contato direto com os professores, os problemas existentes são comuns a todas as escolas do Estado de São Paulo: falta de funcionários, falta de professores, falta até cafezinho para os mesmos tomarem nos intervalos, falta de perspectiva, falta de informações precisas por parte do sindicato, falta de salário, falta de liberdade de cátedra e falta de democracia etc.
Na escola Domingos Peixoto no Grande Alvarenga, fomos convidados por membros da comunidade para participarmos de uma reunião com a supervisora, diretora, vice, coordenadora pedagógica, um professor da unidade escolar e um assessor do Deputado estadual do Psol Carlos Gianazzi, para tratar da má gestão do Governo do Estado.
Vários temas foram levantados pelos pais e estudantes em relação à violência no interior da escola e até sobre a metodologia utilizada por um professor na aula de Química.
Uma mãe solicitou: Policiamento em frente à escola; Monitoramento via câmeras; Funcionários para a escola.
A supervisora da referida escola mencionou o papel da força tarefa e sua parceria com a diretoria de ensino e outros órgãos da administração municipal.
Outra mãe (Dona Geralda), desabafou, pedindo que a escola voltasse a funcionar como era antes, pois era motivo de orgulho para seus filhos que hoje estão estudando nas boas universidades do país. Ela criticou fortemente os cadernos do aluno, pois segunda a mãe falta conteúdo, consistência e referência bibliográfica para os alunos e pais que auxiliam os filhos nas lições de casa. Sugeriu um amplo debate sobre a situação da educação no Brasil, pedindo para que a diretora se apresentasse nas salas, contribuindo assim com a melhoria na dinâmica interna das unidades escolares. Disse ainda que os alunos não estão aprendendo nada.
Ao responder as inúmeras críticas, inclusive sobre os enlatados da merenda escolar, a supervisora disse que a merenda vai voltar a ser terceirizada pelo atual governo.
A diretora disse das dificuldades existentes com o atendimento de aproximadamente três mil alunos na unidade escolar, porém, justificou e disse que está fazendo sua parte dentro dos limites de sua possibilidade.
O aluno Joaquim discorreu sobre o que vem ocorrendo na escola, atribuiu em grande parte a falta de administração da unidade escolar e fez referência a um professor, já mencionado em reunião anterior. Segundo ele os alunos vêm desaprendendo e algo precisa ser feito urgentemente para a melhoria da escola.
Pedi a palavra, contextualizei o problema da educação no estado, chamei a atenção para o nosso inimigo maior e para que foquemos e busquemos a unidade entre educadores, educandos e a comunidade escolar para exigir do governo as melhorias necessárias para a escola pública. Disse também que é urgente a construção de uma nova escola estadual nas imediações do parque dos Químicos, para melhorar a qualidade no atendimento e atenuar o sofrimento dos alunos que estudam distantes de suas casas.
Ao final foi marcada uma nova reunião para o dia 22 de Junho, para dar continuidade ao debate e a cobrança dos pontos levantados na presente reunião.
Freqüentemente tenho denunciado as precárias condições de trabalho a que são submetidos os alunos, professores e trabalhadores da educação no Estado de São Paulo; laboratório dos tucanos das políticas educacionais no Brasil.
Entendo que as melhorias ocorrerão a partir das condições efetivas com os investimentos na educação elevando o PIB para 10%, pois, caso contrário, o governo continuará sucateando a educação para justificar em última análise a privatização das escolas públicas, movimento este que ele já vem acenando em recentes projetos que alteram a denominação da gestão nas unidades escolares.
De qualquer forma essa iniciativa é positiva e necessária diante do descaso do governo em relação à educação pública no Estado de São Paulo.
Reagir com unidade é preciso!!!
Aldo Santos - Professor das unidades escolares: Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora, Jacob Casseb, membro da executiva da Apaoesp-sbc, da Executiva do Psol da Cidade e membro da Executiva Nacional do Psol.
Postado por Aldo Santos
Por ocasião do processo eleitoral que ocorrerá no dia 9 de junho de 2011, estamos intensificando as visitas nas unidades escolares do nosso município.
Em contato direto com os professores, os problemas existentes são comuns a todas as escolas do Estado de São Paulo: falta de funcionários, falta de professores, falta até cafezinho para os mesmos tomarem nos intervalos, falta de perspectiva, falta de informações precisas por parte do sindicato, falta de salário, falta de liberdade de cátedra e falta de democracia etc.
Na escola Domingos Peixoto no Grande Alvarenga, fomos convidados por membros da comunidade para participarmos de uma reunião com a supervisora, diretora, vice, coordenadora pedagógica, um professor da unidade escolar e um assessor do Deputado estadual do Psol Carlos Gianazzi, para tratar da má gestão do Governo do Estado.
Vários temas foram levantados pelos pais e estudantes em relação à violência no interior da escola e até sobre a metodologia utilizada por um professor na aula de Química.
Uma mãe solicitou: Policiamento em frente à escola; Monitoramento via câmeras; Funcionários para a escola.
A supervisora da referida escola mencionou o papel da força tarefa e sua parceria com a diretoria de ensino e outros órgãos da administração municipal.
Outra mãe (Dona Geralda), desabafou, pedindo que a escola voltasse a funcionar como era antes, pois era motivo de orgulho para seus filhos que hoje estão estudando nas boas universidades do país. Ela criticou fortemente os cadernos do aluno, pois segunda a mãe falta conteúdo, consistência e referência bibliográfica para os alunos e pais que auxiliam os filhos nas lições de casa. Sugeriu um amplo debate sobre a situação da educação no Brasil, pedindo para que a diretora se apresentasse nas salas, contribuindo assim com a melhoria na dinâmica interna das unidades escolares. Disse ainda que os alunos não estão aprendendo nada.
Ao responder as inúmeras críticas, inclusive sobre os enlatados da merenda escolar, a supervisora disse que a merenda vai voltar a ser terceirizada pelo atual governo.
A diretora disse das dificuldades existentes com o atendimento de aproximadamente três mil alunos na unidade escolar, porém, justificou e disse que está fazendo sua parte dentro dos limites de sua possibilidade.
O aluno Joaquim discorreu sobre o que vem ocorrendo na escola, atribuiu em grande parte a falta de administração da unidade escolar e fez referência a um professor, já mencionado em reunião anterior. Segundo ele os alunos vêm desaprendendo e algo precisa ser feito urgentemente para a melhoria da escola.
Pedi a palavra, contextualizei o problema da educação no estado, chamei a atenção para o nosso inimigo maior e para que foquemos e busquemos a unidade entre educadores, educandos e a comunidade escolar para exigir do governo as melhorias necessárias para a escola pública. Disse também que é urgente a construção de uma nova escola estadual nas imediações do parque dos Químicos, para melhorar a qualidade no atendimento e atenuar o sofrimento dos alunos que estudam distantes de suas casas.
Ao final foi marcada uma nova reunião para o dia 22 de Junho, para dar continuidade ao debate e a cobrança dos pontos levantados na presente reunião.
Freqüentemente tenho denunciado as precárias condições de trabalho a que são submetidos os alunos, professores e trabalhadores da educação no Estado de São Paulo; laboratório dos tucanos das políticas educacionais no Brasil.
Entendo que as melhorias ocorrerão a partir das condições efetivas com os investimentos na educação elevando o PIB para 10%, pois, caso contrário, o governo continuará sucateando a educação para justificar em última análise a privatização das escolas públicas, movimento este que ele já vem acenando em recentes projetos que alteram a denominação da gestão nas unidades escolares.
De qualquer forma essa iniciativa é positiva e necessária diante do descaso do governo em relação à educação pública no Estado de São Paulo.
Reagir com unidade é preciso!!!
Aldo Santos - Professor das unidades escolares: Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora, Jacob Casseb, membro da executiva da Apaoesp-sbc, da Executiva do Psol da Cidade e membro da Executiva Nacional do Psol.
Postado por Aldo Santos
28/05/2011
merenda vai voltar a ser terceirizada pelo atual governo.
Comunidade escolar do Domingos Peixoto se reúne em buscar melhorias .
Em contato direto com os professores, os problemas existentes são comuns a todas as escolas do Estado de São Paulo: falta de funcionários, falta de professores, falta até cafezinho para os mesmos tomarem nos intervalos, falta de perspectiva, falta de informações precisas por parte do sindicato, falta de salário, falta de liberdade de cátedra e falta de democracia etc.
Na escola Domingos Peixoto no Grande Alvarenga, fomos convidados por membros da comunidade para participarmos de uma reunião com a supervisora, diretora, vice, coordenadora pedagógica, um professor da unidade escolar e um assessor do Deputado estadual do Psol Carlos Gianazzi, para tratar da má gestão do Governo do Estado.
Vários temas foram levantados pelos pais e estudantes em relação à violência no interior da escola e até sobre a metodologia utilizada por um professor na aula de Química.
Uma mãe solicitou: Policiamento em frente à escola; Monitoramento via câmeras; Funcionários para a escola.
A supervisora da referida escola mencionou o papel da força tarefa e sua parceria com a diretoria de ensino e outros órgãos da administração municipal.
Outra mãe (Dona Geralda), desabafou, pedindo que a escola voltasse a funcionar como era antes, pois era motivo de orgulho para seus filhos que hoje estão estudando nas boas universidades do país. Ela criticou fortemente os cadernos do aluno, pois segunda a mãe falta conteúdo, consistência e referência bibliográfica para os alunos e pais que auxiliam os filhos nas lições de casa. Sugeriu um amplo debate sobre a situação da educação no Brasil, pedindo para que a diretora se apresentasse nas salas, contribuindo assim com a melhoria na dinâmica interna das unidades escolares. Disse ainda que os alunos não estão aprendendo nada.
Ao responder as inúmeras críticas, inclusive sobre os enlatados da merenda escolar, a supervisora disse que a merenda vai voltar a ser terceirizada pelo atual governo.
A diretora disse das dificuldades existentes com o atendimento de aproximadamente três mil alunos na unidade escolar, porém, justificou e disse que está fazendo sua parte dentro dos limites de sua possibilidade.
O aluno Joaquim discorreu sobre o que vem ocorrendo na escola, atribuiu em grande parte a falta de administração da unidade escolar e fez referência a um professor, já mencionado em reunião anterior. Segundo ele os alunos vêm desaprendendo e algo precisa ser feito urgentemente para a melhoria da escola.
Pedi a palavra, contextualizei o problema da educação no estado, chamei a atenção para o nosso inimigo maior e para que foquemos e busquemos a unidade entre educadores, educandos e a comunidade escolar para exigir do governo as melhorias necessárias para a escola pública. Disse também que é urgente a construção de uma nova escola estadual nas imediações do parque dos Químicos, para melhorar a qualidade no atendimento e atenuar o sofrimento dos alunos que estudam distantes de suas casas.
Ao final foi marcada uma nova reunião para o dia 22 de Junho, para dar continuidade ao debate e a cobrança dos pontos levantados na presente reunião.
Freqüentemente tenho denunciado as precárias condições de trabalho a que são submetidos os alunos, professores e trabalhadores da educação no Estado de São Paulo; laboratório dos tucanos das políticas educacionais no Brasil.
Entendo que as melhorias ocorrerão a partir das condições efetivas com os investimentos na educação elevando o PIB para 10%, pois, caso contrário, o governo continuará sucateando a educação para justificar em última análise a privatização das escolas públicas, movimento este que ele já vem acenando em recentes projetos que alteram a denominação da gestão nas unidades escolares.
De qualquer forma essa iniciativa é positiva e necessária diante do descaso do governo em relação à educação pública no Estado de São Paulo.
Reagir com unidade é preciso!!!
Aldo Santos - Professor das unidades escolares: Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora, Jacob Casseb, membro da executiva da Apaoesp-sbc, da Executiva do Psol da Cidade e membro da Executiva Nacional do Psol.
A vida é uma reflexão.
A vida é uma reflexão.
Na sala de aula aprendi que nossa vida literalmente é uma filosofia.
Quando paramos para dialogar, já estamos filosofando, ou até mesmo quando ouvimos, escrevemos e lemos, praticamos a filosofia á todo instante de nossas vidas. A filosofia está presente em nosso cotidiano.
A vida é uma reflexão, tudo que iremos praticar, antes geramos um momento para refletirmos, pois refletir faz com que o que iremos realizar não saia errado. Refletir é um ato necessário para nós seres humanos.
Filosofia não é apenas isso, é política, religião e assim sucessivamente. Aprendi que a filosofia faz parte de nós, que é necessária para nossa sobrevivência.
Sou a Gabriela do 1° ano E
Escola Maria Auxiliadora
Professor Aldo Santos
Na sala de aula aprendi que nossa vida literalmente é uma filosofia.
Quando paramos para dialogar, já estamos filosofando, ou até mesmo quando ouvimos, escrevemos e lemos, praticamos a filosofia á todo instante de nossas vidas. A filosofia está presente em nosso cotidiano.
A vida é uma reflexão, tudo que iremos praticar, antes geramos um momento para refletirmos, pois refletir faz com que o que iremos realizar não saia errado. Refletir é um ato necessário para nós seres humanos.
Filosofia não é apenas isso, é política, religião e assim sucessivamente. Aprendi que a filosofia faz parte de nós, que é necessária para nossa sobrevivência.
Sou a Gabriela do 1° ano E
Escola Maria Auxiliadora
Professor Aldo Santos
Quem quer ser professor?
Quem quer ser professor?
27 de Maio de 2011
• Ricardo • Arquivado sob Geral
Baixos salários, desvalorização e falta de plano de carreira afastam as novas gerações da profissão docente. Mas há quem não desista.
Tory Oliveira
Você é louca!” “É tão inteligente, sempre gostou de estudar, por que desperdiçar tudo com essa carreira?” Ligia Reis (foto a dir.), de 23 anos, ouviu essas e outras exclamações quando decidiu prestar vestibular para Letras, alimentada pela ideia de se tornar professora na Educação Básica. Nas conversas com colegas mais velhos de estágio, no curso de História, Isaías de Carvalho, de 29 anos, também era recebido com comentários jocosos. “Vai ser professor? Que coragem!” Estudante de um colégio de classe média alta em São Paulo, Ana Sordi (foto a esq.), de 18 anos, foi a única estudante de seu ano a prestar vestibular para Pedagogia. E também ouviu: “Você vai ser pobre, não vai ter dinheiro”. Apesar das críticas, conselhos e reclamações, Ligia, Isaías e Ana não desistiram. No quinto ano de Letras na USP, Ligia hoje trabalha como professora substituta em uma escola pública de São Paulo. Formado em História pela Unesp e no quarto ano de Pedagogia, Isaías é professor na rede estadual na cidade de São Paulo. No segundo ano de Pedagogia na USP, Ana acompanha duas vezes por semana os alunos do segundo ano na Escola Viva.
Quando os três falam da profissão, é com entusiasmo. Pelo que indicam as estatísticas, Ligia, Isaías e Ana fazem parte de uma minoria. Historicamente pressionados por salários baixos, condições adversas de trabalho e sem um plano de carreira efetivo, cursos de Pedagogia e Licenciatura – como Português ou Matemática – são cada vez menos procurados por jovens recém-saídos do Ensino Médio. Em sete anos, nos cursos de formação em Educação Básica, o núsmero de matriculados caiu 58%, ao passar de 101.276 para 42.441.
Atrair novas gerações para a carreira de professor está se firmando como um dos maiores desafios a ser enfrentado pela Educação no Brasil. Não por acaso, a valorização do educador é uma das principais metas do novo Plano Nacional de Educação. Uma olhadela na história da educação mostra que não é de hoje que a figura do professor é institucionalmente desvalorizada. “Há textos de governadores de província do século XIX que já falavam que ia ser professor aquele que não sabia ser outra coisa”, explica Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, coordenadora da pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios. No entanto, entre as décadas de 1930 e 1950, a figura do professor passou a ter um valor social maior. Tal perspectiva, porém, modificou-se novamente a partir da expansão do sistema de ensino no Brasil, que deixou de atender apenas a elite e passou a buscar uma universalização da educação. Desordenada, a expansão acabou aligeirando a formação do professor, recrutando muitos docentes leigos e achatando brutalmente os salários da categoria como um todo.
Raio X
Encomendada pela Unesco, a pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios revelou que, em geral, o jovem que procura a carreira de professor hoje no Brasil é oriundo das classes mais baixas e fez sua formação na escolas públicas. Segundo dados do questionário socioeconômico do Enade de 2005, 68,4% dos estudantes de Pedagogia e de Licenciatura cursaram todo o Ensino Médio no setor público. “De um lado, você tem uma -implicação muito boa. São jovens que estão procurando ascensão social num projeto de vida e numa profissão que exige uma formação superior. Então, eles vêm com uma motivação muito grande.”
É o caso de Fernando Cardoso, de 26 anos. Professor auxiliar do quinto ano do Ensino Fundamental da Escola Viva, Fernando é a primeira pessoa de sua família a completar o Ensino Superior. Sua primeira graduação, em Educação Física, foi bastante comemorada pela família de Mogi-Guaçu, interior de São Paulo. O mesmo aconteceu quando ele resolveu cursar a segunda faculdade, de Pedagogia.
Entretanto, pondera Bernardete, grande parte desse contingente também chega ao Ensino Superior com certa “defasagem” em sua formação. A pesquisadora cita os exemplos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que revela resultados muito baixos, especialmente no que diz respeito ao domínio de Língua Portuguesa. “Então, estamos recebendo nas licenciaturas candidatos que podem ter dificuldades de linguagem e compreensão de leitura.”
Segundo Bernardete, esse é um efeito duradouro, uma vez que a universidade, de forma geral, não consegue suprir essas deficiências. Para Isaías Carvalho, esta é uma visão elitista. “Muitos professores capacitados ingressam nas escolas e estão mudando essa realidade. Esse discurso acaba jogando toda a culpa nos professores”, reclama.
Desde 2006, Isaías Carvalho trabalha como professor do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em uma escola estadual em São Paulo. Oriundo de formação em escolas públicas, Isaías também é formado pelo Senai e chegou a trabalhar como técnico em refrigeração. Só conseguiu passar pelo “gargalo do vestibular” por causa do esforço de alguns professores da escola em que estudava na Vila Prudente, zona leste de São Paulo.. Voluntariamente, os professores davam aulas de reforço pré-vestibular de graça para os alunos, nos fins de semana. “Os alunos se organizavam para comprar as apostilas”, lembra. Foi durante uma participação como assistente de um professor na escola de japonês em que estudava que Antônio Marcos Bueno, de 21 anos, resolveu tornar-se professor. “Um sentimento único me tocou”, exclama. Em busca do objetivo, saiu de Manaus, onde morava, e mudou-se para São Paulo. Depois de quase dois anos de cursinho pré-vestibular, Antônio Marcos está prestes a se mudar para a cidade de Assis, no interior do Estado, onde vai cursar Letras, com habilitação em japonês.
Entretanto, essa visão enraizada na cultura brasileira de que ser professor é uma missão ou vocação – e não uma profissão – acaba contribuindo para a desvalorização do profissional. “Socialmente, a representação do professor não é a de um profissional. É a de um cuidador, quase um sacerdote, que faz seu trabalho por amor. Claro que todo mundo tem de ter amor, mas é preciso aliar isso a uma competência específica para a função, ou seja, uma profissionalização”, resume Bernardete.
Contra a corrente
Ainda assim, o idealismo e a vontade de mudar o mundo ainda permanecem como fortes componentes na hora de optar pelo magistério. Anderson Mizael, de 32 anos, teve uma trajetória diferente da maioria dos seus colegas da PUC-SP. Criado na periferia de São Paulo, Anderson sempre estudou em escolas públicas. Adulto, trabalhou durante cinco anos como designer gráfico antes de resolver voltar a estudar. Bolsista do ProUni, que ajuda a financiar a mensalidade, Anderson é um dos poucos do curso de Letras que almejam a posição de professor de Literatura. “Eu tenho esse lado social da profissão. O ensino público está precisando de bons professores, de gente nova”, explica ele, que acaba de conseguir o primeiro estágio em sala de aula, em uma escola no Campo Limpo, zona sul da capital. Ana, que hoje trabalha em uma escola de elite, sonha em dar aula na rede pública. “São os que mais precisam.” “Eu sempre quis ser professora, desde criança”, arremata Ligia.
A empolgação é atenuada pela realidade da escola – com as já conhecidas salas lotadas, falta de material e muita burocracia. Ligia Reis reclama. “Cheguei, ganhei um apagador e só. Não existe nenhum roteiro, nenhum amparo”, conta. “Às vezes, você é um ótimo professor, tem várias ideias, mas a escola não ajuda em nada”, desabafa. Ligia também conta que, para grande parte de seus colegas de graduação, dar aula é a última opção. “A maioria quer ser tradutor ou trabalhar em editoras. É um quadro muito triste.”
Como constatou Ligia, de forma geral, jovens oriundos de classes mais favorecidas, teoricamente com uma formação mais sólida e maior bagagem cultural, acabam procurando outros mercados na hora de escolher uma profissão. “Eles procuram carreiras que oferecem perspectivas de progresso mais visíveis, mais palpáveis”, explica Bernardete. Um dos motivos que os jovens dizem ter para não escolher a profissão de professor é que eles não veem estímulo no magistério e os salários são muito baixos, em relação a outras carreiras possíveis. “Meu avô disse para eu prestar Farmácia, que estava na moda”, lembra Ana.
A busca pela valorização da carreira de professor passa também, mas não somente, por políticas de aumento salarial. Além de pagar mais, é preciso que o magistério tenha uma formação mais sólida e, principalmente, um plano de carreira efetivo. “Um plano em que o professor sinta que pode progredir salarialmente, a partir de alguns quesitos. Mas que ele, com essa dedicação, possa vir a ter uma recompensa salarial forte”, conclui a pesquisadora.
Anderson, Ligia, Ana, Isaías, Antônio e Fernando torcem para que essa perspectiva se torne realidade. “Eu acho que, felizmente, as pessoas estão começando a tomar consciência do papel do professor. É uma profissão que, no futuro, vai ser valorizada”, torce Anderson. “É uma profissão, pessoalmente, muito gratificante.” “Às vezes, eu chego à escola morta de cansaço, mas lá esqueço tudo. É muito gostoso”, conta Ana.
Foto: Masao Goto Filho
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/
27 de Maio de 2011
• Ricardo • Arquivado sob Geral
Baixos salários, desvalorização e falta de plano de carreira afastam as novas gerações da profissão docente. Mas há quem não desista.
Tory Oliveira
Você é louca!” “É tão inteligente, sempre gostou de estudar, por que desperdiçar tudo com essa carreira?” Ligia Reis (foto a dir.), de 23 anos, ouviu essas e outras exclamações quando decidiu prestar vestibular para Letras, alimentada pela ideia de se tornar professora na Educação Básica. Nas conversas com colegas mais velhos de estágio, no curso de História, Isaías de Carvalho, de 29 anos, também era recebido com comentários jocosos. “Vai ser professor? Que coragem!” Estudante de um colégio de classe média alta em São Paulo, Ana Sordi (foto a esq.), de 18 anos, foi a única estudante de seu ano a prestar vestibular para Pedagogia. E também ouviu: “Você vai ser pobre, não vai ter dinheiro”. Apesar das críticas, conselhos e reclamações, Ligia, Isaías e Ana não desistiram. No quinto ano de Letras na USP, Ligia hoje trabalha como professora substituta em uma escola pública de São Paulo. Formado em História pela Unesp e no quarto ano de Pedagogia, Isaías é professor na rede estadual na cidade de São Paulo. No segundo ano de Pedagogia na USP, Ana acompanha duas vezes por semana os alunos do segundo ano na Escola Viva.
Quando os três falam da profissão, é com entusiasmo. Pelo que indicam as estatísticas, Ligia, Isaías e Ana fazem parte de uma minoria. Historicamente pressionados por salários baixos, condições adversas de trabalho e sem um plano de carreira efetivo, cursos de Pedagogia e Licenciatura – como Português ou Matemática – são cada vez menos procurados por jovens recém-saídos do Ensino Médio. Em sete anos, nos cursos de formação em Educação Básica, o núsmero de matriculados caiu 58%, ao passar de 101.276 para 42.441.
Atrair novas gerações para a carreira de professor está se firmando como um dos maiores desafios a ser enfrentado pela Educação no Brasil. Não por acaso, a valorização do educador é uma das principais metas do novo Plano Nacional de Educação. Uma olhadela na história da educação mostra que não é de hoje que a figura do professor é institucionalmente desvalorizada. “Há textos de governadores de província do século XIX que já falavam que ia ser professor aquele que não sabia ser outra coisa”, explica Bernardete Gatti, da Fundação Carlos Chagas, coordenadora da pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios. No entanto, entre as décadas de 1930 e 1950, a figura do professor passou a ter um valor social maior. Tal perspectiva, porém, modificou-se novamente a partir da expansão do sistema de ensino no Brasil, que deixou de atender apenas a elite e passou a buscar uma universalização da educação. Desordenada, a expansão acabou aligeirando a formação do professor, recrutando muitos docentes leigos e achatando brutalmente os salários da categoria como um todo.
Raio X
Encomendada pela Unesco, a pesquisa Professores do Brasil: Impasses e desafios revelou que, em geral, o jovem que procura a carreira de professor hoje no Brasil é oriundo das classes mais baixas e fez sua formação na escolas públicas. Segundo dados do questionário socioeconômico do Enade de 2005, 68,4% dos estudantes de Pedagogia e de Licenciatura cursaram todo o Ensino Médio no setor público. “De um lado, você tem uma -implicação muito boa. São jovens que estão procurando ascensão social num projeto de vida e numa profissão que exige uma formação superior. Então, eles vêm com uma motivação muito grande.”
É o caso de Fernando Cardoso, de 26 anos. Professor auxiliar do quinto ano do Ensino Fundamental da Escola Viva, Fernando é a primeira pessoa de sua família a completar o Ensino Superior. Sua primeira graduação, em Educação Física, foi bastante comemorada pela família de Mogi-Guaçu, interior de São Paulo. O mesmo aconteceu quando ele resolveu cursar a segunda faculdade, de Pedagogia.
Entretanto, pondera Bernardete, grande parte desse contingente também chega ao Ensino Superior com certa “defasagem” em sua formação. A pesquisadora cita os exemplos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que revela resultados muito baixos, especialmente no que diz respeito ao domínio de Língua Portuguesa. “Então, estamos recebendo nas licenciaturas candidatos que podem ter dificuldades de linguagem e compreensão de leitura.”
Segundo Bernardete, esse é um efeito duradouro, uma vez que a universidade, de forma geral, não consegue suprir essas deficiências. Para Isaías Carvalho, esta é uma visão elitista. “Muitos professores capacitados ingressam nas escolas e estão mudando essa realidade. Esse discurso acaba jogando toda a culpa nos professores”, reclama.
Desde 2006, Isaías Carvalho trabalha como professor do Ensino Fundamental II e Ensino Médio em uma escola estadual em São Paulo. Oriundo de formação em escolas públicas, Isaías também é formado pelo Senai e chegou a trabalhar como técnico em refrigeração. Só conseguiu passar pelo “gargalo do vestibular” por causa do esforço de alguns professores da escola em que estudava na Vila Prudente, zona leste de São Paulo.. Voluntariamente, os professores davam aulas de reforço pré-vestibular de graça para os alunos, nos fins de semana. “Os alunos se organizavam para comprar as apostilas”, lembra. Foi durante uma participação como assistente de um professor na escola de japonês em que estudava que Antônio Marcos Bueno, de 21 anos, resolveu tornar-se professor. “Um sentimento único me tocou”, exclama. Em busca do objetivo, saiu de Manaus, onde morava, e mudou-se para São Paulo. Depois de quase dois anos de cursinho pré-vestibular, Antônio Marcos está prestes a se mudar para a cidade de Assis, no interior do Estado, onde vai cursar Letras, com habilitação em japonês.
Entretanto, essa visão enraizada na cultura brasileira de que ser professor é uma missão ou vocação – e não uma profissão – acaba contribuindo para a desvalorização do profissional. “Socialmente, a representação do professor não é a de um profissional. É a de um cuidador, quase um sacerdote, que faz seu trabalho por amor. Claro que todo mundo tem de ter amor, mas é preciso aliar isso a uma competência específica para a função, ou seja, uma profissionalização”, resume Bernardete.
Contra a corrente
Ainda assim, o idealismo e a vontade de mudar o mundo ainda permanecem como fortes componentes na hora de optar pelo magistério. Anderson Mizael, de 32 anos, teve uma trajetória diferente da maioria dos seus colegas da PUC-SP. Criado na periferia de São Paulo, Anderson sempre estudou em escolas públicas. Adulto, trabalhou durante cinco anos como designer gráfico antes de resolver voltar a estudar. Bolsista do ProUni, que ajuda a financiar a mensalidade, Anderson é um dos poucos do curso de Letras que almejam a posição de professor de Literatura. “Eu tenho esse lado social da profissão. O ensino público está precisando de bons professores, de gente nova”, explica ele, que acaba de conseguir o primeiro estágio em sala de aula, em uma escola no Campo Limpo, zona sul da capital. Ana, que hoje trabalha em uma escola de elite, sonha em dar aula na rede pública. “São os que mais precisam.” “Eu sempre quis ser professora, desde criança”, arremata Ligia.
A empolgação é atenuada pela realidade da escola – com as já conhecidas salas lotadas, falta de material e muita burocracia. Ligia Reis reclama. “Cheguei, ganhei um apagador e só. Não existe nenhum roteiro, nenhum amparo”, conta. “Às vezes, você é um ótimo professor, tem várias ideias, mas a escola não ajuda em nada”, desabafa. Ligia também conta que, para grande parte de seus colegas de graduação, dar aula é a última opção. “A maioria quer ser tradutor ou trabalhar em editoras. É um quadro muito triste.”
Como constatou Ligia, de forma geral, jovens oriundos de classes mais favorecidas, teoricamente com uma formação mais sólida e maior bagagem cultural, acabam procurando outros mercados na hora de escolher uma profissão. “Eles procuram carreiras que oferecem perspectivas de progresso mais visíveis, mais palpáveis”, explica Bernardete. Um dos motivos que os jovens dizem ter para não escolher a profissão de professor é que eles não veem estímulo no magistério e os salários são muito baixos, em relação a outras carreiras possíveis. “Meu avô disse para eu prestar Farmácia, que estava na moda”, lembra Ana.
A busca pela valorização da carreira de professor passa também, mas não somente, por políticas de aumento salarial. Além de pagar mais, é preciso que o magistério tenha uma formação mais sólida e, principalmente, um plano de carreira efetivo. “Um plano em que o professor sinta que pode progredir salarialmente, a partir de alguns quesitos. Mas que ele, com essa dedicação, possa vir a ter uma recompensa salarial forte”, conclui a pesquisadora.
Anderson, Ligia, Ana, Isaías, Antônio e Fernando torcem para que essa perspectiva se torne realidade. “Eu acho que, felizmente, as pessoas estão começando a tomar consciência do papel do professor. É uma profissão que, no futuro, vai ser valorizada”, torce Anderson. “É uma profissão, pessoalmente, muito gratificante.” “Às vezes, eu chego à escola morta de cansaço, mas lá esqueço tudo. É muito gostoso”, conta Ana.
Foto: Masao Goto Filho
Fonte: http://www.cartacapital.com.br/
Segundo o filósofo, o momento mais importante destas revoluções é o “dia seguinte”.
Slavoj Zizek: Capitalismo não é única opção da humanidade
Brasília - Sábado , 28 de Maio de 2011
Em um determinado momento da Primeira Guerra Mundial, em uma trincheira, um soldado alemão envia uma mensagem informando que a situação por lá “era catastrófica, mas não era grave”. Em seguida, recebeu a resposta dos aliados austríacos afirmando que a situação deles era “grave, mas não catastrófica”.
Essa anedota é representada pelo filósofo Slavoj Zizek para explicar a atual falta de equilíbrio nas discussões sobre as crises mundiais e nas possíveis alternativas para solucioná-las. “Uns acham que vivemos uma situação catastrófica, mas que não é grave. Outros que a situação é grave, mas não catastrófica”, expôs o professor nascido na Eslovênia.
Neste fim de semana, Zizek participou da conferência “Revoluções, uma política do sensível”, promovida pelo Instituto de Tecnologia Social, pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, pelo SESC-SP e pela Boitempo Editorial. Com bom humor e comentários ácidos e perspicazes, ele defendeu a importância de um debate alternativo à imposição do capitalismo como única lógica possível de organização. Também criticou a forma como as mídias e os governos pautam a discussão ambiental.
Durante o encontro, o professor explicou que a importância do trabalho filosófico está na prática de “destruição do pensamento dominante”. Ele alertou que é preciso colocar um fim à predominância da ideologia capitalista, já que a maioria das pessoas age como se não houvesse outra alternativa.
Comunismo como opção
“Os problemas que enfrentamos são comuns a todos nós, por isso o comunismo é uma alternativa. A utopia que temos hoje é acreditar que soluções isoladas é que vão resolver os problemas mundiais”, argumenta Zizek.
Para o filósofo, devemos pensar em uma forma de organização política que “esteja fora da lógica e das regras do mercado”. A República Democrática do Congo, segundo o professor, é um sintoma do capitalismo global. “É um Estado que simplesmente não funciona como Estado. Trata-se de uma série de áreas controladas por generais locais que mantêm contratos com grandes empresas internacionais”.
Ele afirma que, a todo momento, dizem que comunismo é algo impossível. “Cientistas discutem aperfeiçoamentos genéticos que podem nos dar a imortalidade. Outros falam do uso da telepatia para operar aparelhos. Não podemos deixar que nos digam que o queremos é impossível!”, diz.
Zizek cita o exemplo da China onde, segundo ele, foram proibidos livros, filmes, gibis e qualquer outra produção artística e cultural que sugira ou faça referência a realidades alternativas. “No Ocidente, não é preciso que nenhum governo proíba isso, nós encaramos a realidade como se ela só pudesse ser dessa forma”, analisa.
Capitalismo ético-social?
O capitalismo tem um enorme poder de absolver as críticas que recebe e de transformá-las em novas fontes de lucro, explica Zizek. “Hoje há uma espécie de capitalismo ‘ético-social’. Para você ficar com a consciência mais tranqüila, as grandes marcas dizem que 1% do valor do produto vai para crianças que passam fome ou para plantar mudas de árvores”, diz.
Ele esclarece que essa lógica é própria da filosofia norte-americana, que vende a ideia de que, assim, “estamos salvando o mundo”. E nos sentimos bem com isso.
Os problemas capitalistas estão sendo vistos como problemas morais, esclarece Zizek. Para ele, o problema disso é que, a partir desta visão, as pessoas comecem a acreditar que punições ou soluções morais são suficientes para resolver os problemas provocados pelo capitalismo.
“Vejam como o presidente (dos EUA, Barack) Obama tratou a questão do vazamento de petróleo no México. Um problema ambiental foi transformado em um problema legal. Discutiu-se o se a empresa teria de recompensar e de quanto seria essa multa. É ridículo tratar um caso desses como uma simples questão legal”, exemplifica.
A crise ambiental
Quando a preocupação com a degradação ambiental ganhou força, a mídia dizia que isso era coisa de comunista que estava arrumando uma desculpa para criticar o capitalismo, conta o filósofo. “Agora há um discurso mais ambíguo, os canais de comunicação dizem, por exemplo, que quando as camadas de gelo derreterem, vai ficar mais barato comprar os produtos chineses”, ironiza Zizek.
Para ele, há um “mecanismo de negação” em torno da questão ambiental. “Fala-se tanto da gravidade da natureza, de que o mundo pode acabar em um, dois anos, que isso amortiza a consciências das pessoas. Elas pensam: ‘Se eu falar muito nisso, talvez nada aconteça!’” ilustra o professor.
De acordo com Zizek, a ideia de sustentabilidade é um mito e não há “equilíbrio ideal com a natureza para o qual podemos retornar”.. Uma das ideia mais difundidas é que devemos buscar pequenas soluções para o meio ambiente. “Vocês gostam de torcer no futebol, não? Quando vão ao estádio e ficam gritando e pulando, acham que isso faz o seu time vencer. A reciclagem é igual a essa torcida”, brinca Zizek..
Oriente Médio e África
Zizek aponta que as recentes manifestações no Oriente Médio e na África mostram, ao contrário do que o Ocidente afirmava, que eles são capazes de se organizar por questões que vão além do fundamentalismo ou do anti-ceticismo.
Para os padrões ocidentais, a liberdade em um país é medida, principalmente, na existência ou não de mecanismos eleitorais e no respeito aos direitos humanos. “A liberdade, como já dizia Marx, deve ser vista em como se dão as relações sociais. É preciso ver se as pessoas possuem liberdade dentro dos mecanismos sociais”.
Segundo o filósofo, o momento mais importante destas revoluções é o “dia seguinte”. “Estamos muito animados com estes recentes acontecimentos. Mas a verdadeira revolução precisa acontecer agora”.
Garantia Acme
Slavoj Zizek concluiu a palestra com a previsão de que, ainda que demore mais um tempo, o sistema global vai revelar como é frágil, apesar de aparentar ser invencível. “O capitalismo está na mesma situação do Coiote perseguindo o Papa-léguas. Ela já passou a linha do abismo, só falta ele olhar para baixo e ver que não está mais pisando no chão!”.
Fonte: Opera Mundi
Brasília - Sábado , 28 de Maio de 2011
Em um determinado momento da Primeira Guerra Mundial, em uma trincheira, um soldado alemão envia uma mensagem informando que a situação por lá “era catastrófica, mas não era grave”. Em seguida, recebeu a resposta dos aliados austríacos afirmando que a situação deles era “grave, mas não catastrófica”.
Essa anedota é representada pelo filósofo Slavoj Zizek para explicar a atual falta de equilíbrio nas discussões sobre as crises mundiais e nas possíveis alternativas para solucioná-las. “Uns acham que vivemos uma situação catastrófica, mas que não é grave. Outros que a situação é grave, mas não catastrófica”, expôs o professor nascido na Eslovênia.
Neste fim de semana, Zizek participou da conferência “Revoluções, uma política do sensível”, promovida pelo Instituto de Tecnologia Social, pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República, pelo SESC-SP e pela Boitempo Editorial. Com bom humor e comentários ácidos e perspicazes, ele defendeu a importância de um debate alternativo à imposição do capitalismo como única lógica possível de organização. Também criticou a forma como as mídias e os governos pautam a discussão ambiental.
Durante o encontro, o professor explicou que a importância do trabalho filosófico está na prática de “destruição do pensamento dominante”. Ele alertou que é preciso colocar um fim à predominância da ideologia capitalista, já que a maioria das pessoas age como se não houvesse outra alternativa.
Comunismo como opção
“Os problemas que enfrentamos são comuns a todos nós, por isso o comunismo é uma alternativa. A utopia que temos hoje é acreditar que soluções isoladas é que vão resolver os problemas mundiais”, argumenta Zizek.
Para o filósofo, devemos pensar em uma forma de organização política que “esteja fora da lógica e das regras do mercado”. A República Democrática do Congo, segundo o professor, é um sintoma do capitalismo global. “É um Estado que simplesmente não funciona como Estado. Trata-se de uma série de áreas controladas por generais locais que mantêm contratos com grandes empresas internacionais”.
Ele afirma que, a todo momento, dizem que comunismo é algo impossível. “Cientistas discutem aperfeiçoamentos genéticos que podem nos dar a imortalidade. Outros falam do uso da telepatia para operar aparelhos. Não podemos deixar que nos digam que o queremos é impossível!”, diz.
Zizek cita o exemplo da China onde, segundo ele, foram proibidos livros, filmes, gibis e qualquer outra produção artística e cultural que sugira ou faça referência a realidades alternativas. “No Ocidente, não é preciso que nenhum governo proíba isso, nós encaramos a realidade como se ela só pudesse ser dessa forma”, analisa.
Capitalismo ético-social?
O capitalismo tem um enorme poder de absolver as críticas que recebe e de transformá-las em novas fontes de lucro, explica Zizek. “Hoje há uma espécie de capitalismo ‘ético-social’. Para você ficar com a consciência mais tranqüila, as grandes marcas dizem que 1% do valor do produto vai para crianças que passam fome ou para plantar mudas de árvores”, diz.
Ele esclarece que essa lógica é própria da filosofia norte-americana, que vende a ideia de que, assim, “estamos salvando o mundo”. E nos sentimos bem com isso.
Os problemas capitalistas estão sendo vistos como problemas morais, esclarece Zizek. Para ele, o problema disso é que, a partir desta visão, as pessoas comecem a acreditar que punições ou soluções morais são suficientes para resolver os problemas provocados pelo capitalismo.
“Vejam como o presidente (dos EUA, Barack) Obama tratou a questão do vazamento de petróleo no México. Um problema ambiental foi transformado em um problema legal. Discutiu-se o se a empresa teria de recompensar e de quanto seria essa multa. É ridículo tratar um caso desses como uma simples questão legal”, exemplifica.
A crise ambiental
Quando a preocupação com a degradação ambiental ganhou força, a mídia dizia que isso era coisa de comunista que estava arrumando uma desculpa para criticar o capitalismo, conta o filósofo. “Agora há um discurso mais ambíguo, os canais de comunicação dizem, por exemplo, que quando as camadas de gelo derreterem, vai ficar mais barato comprar os produtos chineses”, ironiza Zizek.
Para ele, há um “mecanismo de negação” em torno da questão ambiental. “Fala-se tanto da gravidade da natureza, de que o mundo pode acabar em um, dois anos, que isso amortiza a consciências das pessoas. Elas pensam: ‘Se eu falar muito nisso, talvez nada aconteça!’” ilustra o professor.
De acordo com Zizek, a ideia de sustentabilidade é um mito e não há “equilíbrio ideal com a natureza para o qual podemos retornar”.. Uma das ideia mais difundidas é que devemos buscar pequenas soluções para o meio ambiente. “Vocês gostam de torcer no futebol, não? Quando vão ao estádio e ficam gritando e pulando, acham que isso faz o seu time vencer. A reciclagem é igual a essa torcida”, brinca Zizek..
Oriente Médio e África
Zizek aponta que as recentes manifestações no Oriente Médio e na África mostram, ao contrário do que o Ocidente afirmava, que eles são capazes de se organizar por questões que vão além do fundamentalismo ou do anti-ceticismo.
Para os padrões ocidentais, a liberdade em um país é medida, principalmente, na existência ou não de mecanismos eleitorais e no respeito aos direitos humanos. “A liberdade, como já dizia Marx, deve ser vista em como se dão as relações sociais. É preciso ver se as pessoas possuem liberdade dentro dos mecanismos sociais”.
Segundo o filósofo, o momento mais importante destas revoluções é o “dia seguinte”. “Estamos muito animados com estes recentes acontecimentos. Mas a verdadeira revolução precisa acontecer agora”.
Garantia Acme
Slavoj Zizek concluiu a palestra com a previsão de que, ainda que demore mais um tempo, o sistema global vai revelar como é frágil, apesar de aparentar ser invencível. “O capitalismo está na mesma situação do Coiote perseguindo o Papa-léguas. Ela já passou a linha do abismo, só falta ele olhar para baixo e ver que não está mais pisando no chão!”.
Fonte: Opera Mundi
26/05/2011
NOTA DE MORTE ANUNCIADA
A história se repete!
Novamente, choramos e revoltamo-nos:
Direitos Humanos e Justiça são para quem neste país?
Hoje, 24 de maio de 2011, foram assassinados nossos companheiros, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA. Os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros, executados com tiros na cabeça, tendo Zé Claúdio a orelha decepada e levada pelos seus assassinos provavelmente como prova do “serviço realizado”.
Camponeses e líderes dos assentados do Projeto Agroextratista, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo (estudante do Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA), foram o exemplo daquilo que defendiam como projeto coletivo de vida digna e integrada à biodiversidade presente na floresta. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, os dois viviam e produziam de forma sustentável no lote de aproximadamente 20 hectares, onde 80% era de floresta preservada. Com a floresta se relacionavam e sobreviviam do extrativismo de óleos, castanhas e frutos de plantas nativas, como cupuaçu e açaí. No projeto de assentamento vive aproximadamente 500 famílias.
A denúncia das ameaças de morte de que eram alvo há anos alcançaram o Estado Brasileiro e a sociedade internacional. Elas apontavam seus algozes: madeireiros e carvoeiros, predadores da natureza na Amazônia. Nem por isso, houve proteção de suas vidas e da floresta, razão das lutas de José Cláudio e Maria contra a ação criminosa de exploradores capitalistas na reserva agroextrativista.
Tamanha nossa tristeza! Desmedida nossa revolta! A história se repete! Novamente camponeses que defendem a vida e a construção de uma sociedade mais humana e digna são assassinados covardemente a mando daqueles a quem só importa o lucro: MADEREIROS e FAZENDEIROS QUE DEVASTAM A AMAZÔNIA.
ATÉ QUANDO?
Não bastasse a ameaça ser um martírio a torturar aos poucos mentes e corações revolucionários, ainda temos de presenciar sua concretude brutal?
Não bastasse tanto sangue escorrendo pelas mãos de todos que não se incomodam com a situação que vivemos, ainda precisamos ouvir as autoridades tratando como se o aqui fosse distante?
Não bastasse que nossos homens e mulheres de fibra fossem vistos com restrição, ainda continuaremos abrindo nossas portas para que os corruptos sejam nossos lideres?
Não bastasse tanta dificuldade de fazer acontecer outro projeto de sociedade, ainda assim temos que conviver com a desconfiança de que ele não existe?
Não bastasse que a natureza fosse transformada em recurso, a vida tinha também que ser reduzida a um valor tão ínfimo?
Não bastasse a morte orbitar nosso cotidiano como uma banalidade, ainda temos que conviver com a barbárie?
Mediante a recorrente impunidade nos casos de assassinatos das lideranças camponesas e a não investigação e punição dos crimes praticados pelos grupos econômicos que devastam a Amazônia, RESPONSABILIZAMOS O ESTADO BRASILEIRO – Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Polícia Federal, Ministério Público Federal – E COBRAMOS JUSTIÇA!
ESTAMOS EM VÍGILIA!!!
“Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Mas toda uma vida de lutas.”
Marabá-PA, 24 de Maio de 2011.
Universidade Federal do Pará/ Coordenação do Campus de Marabá; Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA; Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo;
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST/ Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura – FETAGRI/Sudeste do Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar – FETRAF/ Pará;
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB;
Novamente, choramos e revoltamo-nos:
Direitos Humanos e Justiça são para quem neste país?
Hoje, 24 de maio de 2011, foram assassinados nossos companheiros, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA. Os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros, executados com tiros na cabeça, tendo Zé Claúdio a orelha decepada e levada pelos seus assassinos provavelmente como prova do “serviço realizado”.
Camponeses e líderes dos assentados do Projeto Agroextratista, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo (estudante do Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA), foram o exemplo daquilo que defendiam como projeto coletivo de vida digna e integrada à biodiversidade presente na floresta. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, os dois viviam e produziam de forma sustentável no lote de aproximadamente 20 hectares, onde 80% era de floresta preservada. Com a floresta se relacionavam e sobreviviam do extrativismo de óleos, castanhas e frutos de plantas nativas, como cupuaçu e açaí. No projeto de assentamento vive aproximadamente 500 famílias.
A denúncia das ameaças de morte de que eram alvo há anos alcançaram o Estado Brasileiro e a sociedade internacional. Elas apontavam seus algozes: madeireiros e carvoeiros, predadores da natureza na Amazônia. Nem por isso, houve proteção de suas vidas e da floresta, razão das lutas de José Cláudio e Maria contra a ação criminosa de exploradores capitalistas na reserva agroextrativista.
Tamanha nossa tristeza! Desmedida nossa revolta! A história se repete! Novamente camponeses que defendem a vida e a construção de uma sociedade mais humana e digna são assassinados covardemente a mando daqueles a quem só importa o lucro: MADEREIROS e FAZENDEIROS QUE DEVASTAM A AMAZÔNIA.
ATÉ QUANDO?
Não bastasse a ameaça ser um martírio a torturar aos poucos mentes e corações revolucionários, ainda temos de presenciar sua concretude brutal?
Não bastasse tanto sangue escorrendo pelas mãos de todos que não se incomodam com a situação que vivemos, ainda precisamos ouvir as autoridades tratando como se o aqui fosse distante?
Não bastasse que nossos homens e mulheres de fibra fossem vistos com restrição, ainda continuaremos abrindo nossas portas para que os corruptos sejam nossos lideres?
Não bastasse tanta dificuldade de fazer acontecer outro projeto de sociedade, ainda assim temos que conviver com a desconfiança de que ele não existe?
Não bastasse que a natureza fosse transformada em recurso, a vida tinha também que ser reduzida a um valor tão ínfimo?
Não bastasse a morte orbitar nosso cotidiano como uma banalidade, ainda temos que conviver com a barbárie?
Mediante a recorrente impunidade nos casos de assassinatos das lideranças camponesas e a não investigação e punição dos crimes praticados pelos grupos econômicos que devastam a Amazônia, RESPONSABILIZAMOS O ESTADO BRASILEIRO – Presidência da República, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, Polícia Federal, Ministério Público Federal – E COBRAMOS JUSTIÇA!
ESTAMOS EM VÍGILIA!!!
“Aos nossos mortos nenhum minuto de silêncio. Mas toda uma vida de lutas.”
Marabá-PA, 24 de Maio de 2011.
Universidade Federal do Pará/ Coordenação do Campus de Marabá; Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA; Curso de Licenciatura Plena em Educação do Campo;
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra – MST/ Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura – FETAGRI/Sudeste do Pará;
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar – FETRAF/ Pará;
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB;
Venha participar da reunião e tomar café com a chapa oposição pra-valer de SBC.
Venha participar da reunião e tomar café com a chapa oposição pra-valer de SBC.
A campanha está entrando num momento decisivo e todo empenho ainda é pouco.
A chapa da Bebel, dos mensaleiros do PT, do Palocci, do Marinho e Mario Realli, Prefeitos da municipalização em Diadema e SBC começam a destilar veneno, para tentar confundir a categoria.
Devemos continuar com a nossa campanha propositiva e ética, disputando corações e mentes dos trabalhadores que anseiam por mudanças já.
Entre você também na nossa campanha.
Compareça a reunião e traga um amigo.
Dia 28 de maio, às 10 horas você não pode faltar.
Vamos fazer um balanço da campanha e debater os próximos passos a seguir na reta final.
A reunião será na Rua Príncipe Humberto, 491, Vila Duzzi, centro de SBC.
Coordenação da campanha
Post TLS
A campanha está entrando num momento decisivo e todo empenho ainda é pouco.
A chapa da Bebel, dos mensaleiros do PT, do Palocci, do Marinho e Mario Realli, Prefeitos da municipalização em Diadema e SBC começam a destilar veneno, para tentar confundir a categoria.
Devemos continuar com a nossa campanha propositiva e ética, disputando corações e mentes dos trabalhadores que anseiam por mudanças já.
Entre você também na nossa campanha.
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Dia 28 de maio, às 10 horas você não pode faltar.
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