O movimento negro perde um dos pilares da luta contra o preconceito racial no Brasil e no mundo.Sua contribuição é incomensurável na defesa intransigente dos negros e oprimidos em nossa sociedade capitalista.Falar do movimento negro hoje é fácil, porém os lutadores que nos antecederam e desbravaram essa seara , só resta nosso profundo sentimento, gratidão e agradecimento para com personalidades da magnitude de Abdias Nascimento.
O ESPAÇO CULTURAL LUIZA MAHIN externa seu voto de pesar pelo falecimento do mesmo e se SOLIDARIZA com a família enlutada. Nesse momento, renovamos nosso compromisso de levar em frente à história, a luta e a memória dos nossos símbolos do movimento negro que inegavelmente ficou engrandecido com a sua trajetória e contribuição para a humanidade .
Saudações,
Continuar na luta.
Aldo Santos,Josy,Carlos e Cido
Morre Abdias do Nascimento, guerreiro do povo negro
Faleceu nesta manhã de terça, 24, no Rio de Janeiro, o escritor Abdias do Nascimento. Poeta, político, artista plástico, jornalista, ator e diretor teatral, Abdias foi um corajoso ativista na denúncia do racismo e na defesa da cidadania dos descendentes da África espalhados pelo mundo.
O Brasil e a Diáspora perdem hoje um dos seus maiores líderes. A família ainda não sabe informar quando será o enterro. Aos 97 anos, o paulista de Franca, passava por complicações que o levaram ao internamento no último mês. Deixa a esposa Elisa Larkin, o filho e uma legião de seguidores, inspirados na sua trajetória de coragem e dedicação aos direitos humanos.
ABDIAS DO NASCIMENTO :Nascido em Franca, São Paulo, 14 de março de 1914.
Professor Emérito, Universidade do Estado de Nova York, Buffalo (Professor Titular de 1971 a 1981 fundou a cadeira de Cultura Africana no Novo Mundo no Centro de Estudos Porto-riquenhos).
Artista plástico, escritor, poeta, dramaturgo.
Formação acadêmica
Bacharel em Economia, Universidade do Rio de Janeiro, 1938.
Diploma pós-universitário, Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB), 1957.
Pós-graduação em Estudos do Mar, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro/ Ministério da Marinha, 1967.
Doutor Honoris Causa, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 1993.
Doutor Honoris Causa, Universidade Federal da Bahia, 2000.
Cargos Eletivos e Executivos Exercidos
Deputado federal (1983-86).
Secretário de Estado, Governo do Rio de Janeiro, Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras (SEAFRO) (1991-1994).
Senador da República (1991-99). Suplente do Senador Darcy Ribeiro, assumiu a cadeira no Senado, representando o Rio de Janeiro pelo PDT em dois períodos: 1991-1992 e 1997-99.
Secretário de Estado de Direitos Humanos e da Cidadania, Governo do Estado do Rio de Janeiro, 1999. Coordenador do Conselho de Direitos Humanos, 1999-2000.
Atividades e Realizações Principais
1930-1936. Alista-se no Exército, e na capital de São Paulo participa da Frente Negra Brasileira. Participa das Revoluções de 1930 e 1932, na qualidade de soldado. Combate a discriminação racial em estabelecimentos comerciais em São Paulo.
1936. Muda para o Rio de Janeiro com o objetivo de continuar seus estudos de economia, iniciados em São Paulo.
1937. Protestando contra a ditadura do Estado Novo, é preso e condenado pelo Tribunal de Segurança Nacional e cumpre pena na Penitenciária da Frei Caneca.
1938. Organiza junto com um grupo de militantes negros em Campinas, SP, o Congresso Afro-Campineiro, com o objetivo de discutir e organizar formas de resistência à discriminação racial.
1938. Diploma-se pela Faculdade de Economia da Universidade do Rio de Janeiro.
1940. Integrante da Santa Hermandad Orquídea, grupo de poetas argentinos e brasileiros, viaja com eles pela América do Sul. Em Lima, Peru, faz uma série de palestras na Universidad Mayor de San Marcos (Escola de Economia). Assiste à peça O Imperador Jones, de Eugene O'Neill, estrelada por um ator branco, Hugo D'Evieri, brochado de preto. A partir das reflexões provocadas por esse fato, planeja criar o Teatro do Negro Brasileiro ao retornar a seu país. Na Argentina, onde mora por mais de um ano, participa de movimentos teatrais com o objetivo de melhor conceitualizar a idéia do Teatro Negro.
1941. Voltando ao Brasil, é preso na Penitenciária de Carandiru, condenado à revelia por haver resistido a agressões racistas em 1936. Funda o Teatro do Sentenciado, organizando um grupo de presos que escrevem, dirigem e interpretam peças dramáticas.
1943. Saindo da prisão, procura em São Paulo apoio para a criação do Teatro do Negro. Não encontrando receptividade junto a intelectuais como o escritor Mário de Andrade, e outros, muda para o Rio de Janeiro.
1944. Funda, com o apoio de um grupo de negros e de setores da intelectualidade carioca, o Teatro Experimental do Negro (TEN).. Na sede da UNE, realizaram-se os primeiros cursos de alfabetização, treinamento dramático e cultura geral para os participantes da entidade.
1945. Dirige o TEN na sua estréia no Teatro Municipal com o espetáculo O Imperador Jones, estrelado pelo genial ator negro Aguinaldo Camargo, em 08 de maio, dia da vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial. Daí em diante, até 1968, o TEN teve presença destacada no cenário cultural e teatral brasileiro.
1945. Com um grupo de militantes, funda o Comitê Democrático Afro-Brasileiro, que luta pela anistia dos presos políticos.
1945-46. Organiza a Convenção Nacional do Negro (a primeira plenária realizando-se em São Paulo e a segunda no Rio de Janeiro), que propõe à Assembléia Nacional Constituinte a inclusão de um dispositivo constitucional definindo a discriminação racial como crime de lesa-Pátria. A iniciativa, apresentada à Assembléia Nacional Constituinte pelo Senador Hamilton Nogueira, não é aprovada.
1946. Participa da fundação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) no Rio de Janeiro.
1948. Funda, junto com Sebastião Rodrigues Alves e outros petebistas, o movimento negro do PTB.
1949. Organiza, com a colaboração do sociólogo Guerreiro Ramos e do etnólogo Édison Carneiro a Conferência Nacional do Negro, preparatória do 1º Congresso do Negro Brasileiro.
1949-1951. Funda e dirige o jornal Quilombo, órgão de divulgação do TEN.
1950. Realiza no Rio de Janeiro o 1º Congresso do Negro Brasileiro, evento organizado pelo TEN.
1955. Realiza o Concurso de Artes Plásticas sobre o tema do Cristo Negro, evento polêmico que mereceu a condenação de setores da Igreja Católica e o apoio do bispo Dom Hélder Câmara.
1957. Forma-se na primeira turma do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB). Estréia a peça de sua autoria, Sortilégio: Mistério Negro, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro e de São Paulo.
1968. Funda o Museu de Arte Negra, que realiza sua exposição inaugural no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Encontra-se alvo de vários Inquéritos Policial-Militares e se vê obrigado a deixar o país. Convidado pela Fairfield Foundation, inicia uma série de palestras nos Estados Unidos.
1968-69. Durante um semestre, atua como Conferencista Visitante da Yale University, School of Dramatic Arts. Inicia sua atuação como artista plástico, pintando telas que transmitem os valores da cultura religiosa afro-brasileira e da luta pelos direitos humanos dos povos africanos em todo o mundo. (Ver lista de exposições abaixo).
1969-70. Convidado pelo Centro para as Humanidades da Wesleyan University (Middletown, Connecticut), participa durante um ano, com intelectuais como Norman Mailer, Norman O. Brown, John Cage, Buckminster Fuller, Leslie Fiedler, e outros, do seminário A Humanidade em Revolta.
1970. É convidado para fundar a cadeira de Culturas Africanas no Novo Mundo, no Centro de Estudos Portorriquenhos da Universidade do Estado de Nova York em Buffalo, na qualidade de professor associado, no ano seguinte titular, e lá permanece até 1981.
1973. Participa da Conferência de Planejamento do 6º Congresso Pan-Africano em Kingston, Jamaica.
1974. Participa do Sexto Congresso Pan-Africano, Dar-es-Salaam, Tanzânia, como único representante da região da América Latina.
1976-77. Convidado pela Universidade de Ife, Ile-Ife, Nigéria, passa um ano como Professor Visitante no Departamento de Línguas e Literaturas Africanas.
1976. Participa, a convite do escritor Wole Soyinka, no Seminário Alternativas para o Mundo Africano, reunião em que funda-se a União de Escritores Africanos, em Dakar.
1977. Participa na qualidade de observador, perseguido pela delegação oficial do regime militar brasileiro, do Segundo Festival Mundial de Artes e Culturas Negras e Africanas, realizado em Lagos. Denuncia, no respectivo Colóquio, a situação de discriminação racista vivida pelo negro no Brasil. Na Europa e Estados Unidos, participa da fundação, desde o exílio, do novo PTB (mais tarde, Partido Democrático Trabalhista - PDT).
1977. Participa, na qualidade de delegado e presidente de grupo de trabalho, do Primeiro Congresso de Cultura Negra nas Américas, realizado em Cáli, Colômbia.
1978. Participa em São Paulo do ato público de fundação e das reuniões organizativas do Movimento Negro Unificado contra a o Racismo e a Discriminação Racial. Participa da reunião internacional de exilados brasileiros O Brasil no Limiar da Década dos Oitenta, em Stockholm, Suécia.
1979. A convite do Bloco Parlamentar Negro (Congressional Black Caucus) do Congresso dos Estados Unidos, e do Sindicato de Trabalhadores do Correio, profere conferência na sede da Câmara dos Deputados em Washington, D.C.
1980. Participa, na qualidade de delegado especial, do Segundo Congresso de Cultura Negra das Américas, realizado no Panamá, e é eleito pelo plenário Coordenador Geral do Terceiro Congresso. No Brasil, lança o livro O Quilombismo e ajuda a fundar o Memorial Zumbi, organização nacional voltada à recuperação, em benefício da comunidade afro-brasileira e do mundo africano, das terras da República dos Palmares, na Serra da Barriga, Alagoas.
1981. Funda o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO) na PUC-SP. Integra a executiva nacional do PDT e funda a Secretaria do Movimento Negro do PDT, no Rio de Janeiro e a nível nacional. Participa da coordenação internacional do projeto Kindred Spirits, exposição itinerante de artes afro-americanas.
1982. Organiza e é eleito para presidir o Terceiro Congresso de Cultura Negra das Américas, realizado nas dependências da PUC-SP com representantes de todo o mundo africano exceto o Pacífico.
1983. Assume a cadeira de Deputado Federal, eleito suplente pelo PDT-RJ. É o primeiro deputado afro-brasileiro a exercer o mandato defendendo os direitos humanos e civis do povo afro-brasileiro. A convite da ONU, participa do Simpósio Regional da América Latina em Apoio à Luta do Povo da Namíbia pela sua Independência, em San José, Costa Rica. Visita a antiga sede da UNIA de Marcus Garvey em Limón. Viaja também a Nicarágua, participando de sessões da Assemblea Nacional e conhecendo as populações de origem africana em Bluefields, litoral oriental do país. Em Washington, D.C., participa do seminário Dimensões Internacionais: a Realidade de um Mundo Interdependente, a convite do Bloco Parlamentar Negro (Black Congressional Caucus), na sede do Congresso Nacional dos Estados Unidos.
1984. Cria, junto com um grupo de intelectuais e militantes negros, a Fundação Afro-Brasileira de Arte, Educação e Cultura (FUNAFRO), integrando o IPEAFRO, o Teatro Experimental do Negro, a revista Afrodiaspora, e o Museu de Arte Negra.
1985. A convite da ONU, participa da Simpósio Mundial em apoio à Luta do Povo da Namíbia pela sua Independência, em Nova York. Participa, novamente, de reunião internacional patrocinada pelo Bloco Parlamentar Negro dos Estados Unidos: a Conferência Internacional sobre a Situação dos Povos do Terceiro Mundo, na sede do Congresso norteamericano em Washington, D.C. Integrando comitiva oficial brasileira, visita Israel a convite do respectivo governo.
1987. Participa, na qualidade de delegado de honra,da Conferência Internacional sobre a Negritude e as Culturas Afro nas Américas, Florida International University, Miami. Integra o Conselho de Contribuintes do Município do Rio de Janeiro.
1987-88. Integra o Comitê Dirigente Internacional, Festival Pan-Africano de Artes e Cultura, Dakar, Senegal. Participa da direção internacional do Memorial Gorée, organização dedicada ao projeto de construção de um memorial aos africanos escravizados na ilha senegalesa que serviu como entreposto do comércio escravista. Integra a direção internacional do Instituto dos Povos Negros, organização internacional promovida com o apoio da UNESCO pelo governo de Burkina Faso e de outros países africanos e caribenhos.
1988. Profere a conferência inaugural da Série Anual de Conferências Internacionais W. E. B. DuBois em Accra, República de Gana, promovida pelo Centro de Estudos Pan-Africanos W. E. B. DuBois, e visita o país a convite do governo. Participa da Comissão Nacional para o Centenário da Abolição da Escravatura. Realiza exposição individual intitulada Orixás: os Deuses Vivos da África, na sede do Ministério da Educação e Cultura, o Palácio Gustavo Capanema.
1989. Na qualidade de consultor da UNESCO para assuntos culturais, passa um mês em Angola. É eleito Presidente do Memorial Zumbi e atua no Conselho de Curadores da Fundação Cultural Palmares, Ministério da Cultura. É nomeado Conselheiro representante do Município no Conselho de Contribuintes do Município do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Fazenda.
1990. A convite da SWAPO (movimento de libertação nacional transformado em partido político eleito ao primeiro governo da nação), participa da cerimônia de independência da Namíbia e posse do Governo Sam Nujoma, em Windhoek.
1990-91. Durante um ano atua como Professor Visitante, Departamento de Estudos Africano-Americanos, Temple University, Philadelphia. Acompanha Darcy Ribeiro e Doutel de Andrade na chapa do PDT para o Senado, sendo eleito suplente de senador.
1991. Assume a pasta de Secretário de Estado para a Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras (SEAFRO) no Governo do Rio de Janeiro. A convite do Congresso Nacional Africano (ANC) da África do Sul, participa de sua 48a Conferência Nacional presidido por Nelson Mandela, em Durban. É nomeado membro do Conselho de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.
1991-92. Assume a cadeira no Senado. Integra a comitiva presidencial em visita a Angola, Moçambique, Zimbabwe, e Namíbia. Participa no Primeiro Congresso Internacional sobre Direitos Humanos no Mundo Africano, patrocinado pela organização não-governamental AFRIC e realizado em Toronto, Canadá.
1993-94. Retoma a Secretaria Extraordinária de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras.
1995. Participa das atividades do Tricentenário de Zumbi dos Palmares, em vários estados e municípios do Brasil e nos Estados Unidos. Lança o livro Orixás: os Deuses Vivos da África, com reproduções de suas pinturas, texto sobre cultura e experiência afro-brasileiras, e textos críticos de diversos autores (africanos, norteamericanos, caribenhos, e brasileiros) sobre a sua obra de artes plásticas. É Patrono do Congresso Continental dos Povos Negros das Américas, realizado no Parlamento Latinoamericano em São Paulo, em comemoração ao Tricentenário da Imortalidade de Zumbi dos Palmares, 20 de novembro de 1995.
1996. Recebe da Câmara Municipal de São Paulo o título de Cidadão Paulistano.
1997. Assume em caráter definitivo o mandato de senador da República. Recebe o prêmio de Menção Honrosa de Direitos Humanos outorgado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP. Realiza exposição de pintura no Salão Negro do Congresso Nacional.
1998. Participa com um comentário ao Artigo 4º da Declaração de Direitos Humanos por ocasião do cincoentenário desse documento da ONU em 1998, incluído em volume organizado e publicado pelo Conselho Federal da OAB. Outros artigos foram comentados por personalidades como o rabino Henry Sobel, Adolfo Pérez Esquivel, Evandro Lins e Silva, Dalmo de Abreu Dallari, João Luiz Duboc Pinaud, e outros. Realiza exposição de pintura (28 telas) na Galeria Debret em Paris.
1999. Assume, como titular fundador, a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania do Governo do Estado do Rio de Janeiro. É homenageado pela Câmara Municipal de Salvador entre cinco personalidades do mundo africano: Malcolm X, Abdias Nascimento, Martin Luther King, Patrice Lumumba, Samora Machel.
2000. Extinta a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, preside provisoriamente o Conselho de Direitos Humanos e volta a dedicar-se às atividades de escritor e pintor. Recebe o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal da Bahia.
2001. É agraciado pelo Schomburg Center for Research in Black Culture, centro de referência mundial que integra o sistema de bibliotecas públicas do município de Nova York, com o Prêmio Herança Africana comemorativo dos 75 anos da fundação daquela instituição. A comissão de seleção dos premiados foi constituída pelo ex-prefeito de Nova York, David N. Dinkins, a poetisa Maya Angelou, o cantor Harry Belafonte, o ator Bill Cosby, a diretora da editora Présence Africaine Mme. Yandé Christian Diop, o professor Henry Louis Gates da Harvard University, a coreógrafa Judith Jamison, o cineasta Spike Lee e o reitor da Universidade das Antilhas Rex Nettleford. As outras cinco personalidades homenageadas com o prêmio em cerimônia realizada na sede da ONU foram o intelectual senegalês e ex-diretor da UNESCO M. Amadou Mahktar M'Bow, a coreógrafa e antropóloga Katherine Dunham, a ativista dos direitos civis e fundadora da Organização das Mulheres Negras dos Estados Unidos Dorothy Height, o fotógrafo Gordon Parks, e músico e fotógrafo Billy Taylor..
Convidado pela Fórum Nacional de Entidades Negras, faz o discurso de abertura da 2ª Plenária de Entidades Negras Rumo à 3ª Conferência Mundial Contra o Racismo, Rio de Janeiro, 11 de maio de 2001.
É agraciado com o Prêmio Cidadania 2001, da Comunidade Bah'ai do Brasil, conferido em Salvador em junho.
Inaugura-se em julho o Núcleo de Referência Abdias Nascimento, contra o Racismo e o Anti-Semitismo, e seu Serviço Disque-Racismo, iniciativas da Fundação Municipal Zumbi dos Palmares, Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, Estado do Rio de Janeiro.
Profere discurso de abertura do 1º Encontro Nacional de Parlamentares Negros, Salvador, Bahia, 26 de julho de 2001.
Convidado pela Coalizão de ONGs da África do Sul (SANGOCO), profere palestra na mesa Fontes, Causas e Formas Contemporâneas de Racismo, Fórum das ONGs, 3ª Conferência Mundial Contra o Racismo, Durban, África do Sul, 28 de agosto de 2001.
É agraciado com a Ordem do Rio Branco, no grau de Oficial, Brasília, outubro de 2001.
É agraciado com o Prêmio UNESCO, categoria Direitos Humanos e Cultura de Paz, outubro de 2001.
2002. Lança os livros O Brasil na Mira do Pan-Africanismo (CEAO/ EdUFBA) e O Quilombismo, 2ª ed. (Fundação Cultural Palmares).
É convidado pelo Liceu de Artes e Ofícios da Bahia a ser o palestrante da segunda de suas novas Conferências Populares, continuando essa tradição centenária no seu 130o aniversário.
Participa das comemorações do Dia Nacional da Consciência Negra em Porto Alegre, 20 de novembro.
É homenageado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, na sua 4ª Conferência Nacional realizada em Brasília em 11 de dezembro, como personalidade destacada na história dos direitos humanos no Brasil.
Exposição Abdias do Nascimento: Vida e Arte de um Guerreiro, Centro Cultural José Bonifácio, Rio de Janeiro, inaugurada em dezembro.
2003. Discursa, na qualidade de convidado especial, na inauguração da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Brasília, 21 de março.
É homenageado pela Fala Preta! Organização de Mulheres Negras de São Paulo, como personalidade destacada na defesa dos direitos humanos dos afrodescendentes brasileiros, 22 de abril.
Publica em maio edição em fac-símile do jornal Quilombo (São Paulo: Editora 34).
Recebe o Diploma da Camélia, Campanha Ação Afirmativa/ Atitude Positiva, CEAP e Coalizão de ONGs pela Ação Afirmativa para Afrodescendentes, Rio de Janeiro, 17 de novembro.
Recebe o Prêmio Comemorativo das Nações Unidas por Serviços Relevantes em Direitos Humanos, Rio de Janeiro, 26 de novembro.
2004. No Seminário Internacional Políticas de Promoção Racial, recebe o Prêmio de Reconhecimento da Secretária Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro. Brasília, 21 de março de 2004.
Recebe homenagem da Presidência da República aos 90 anos "do maior expoente brasileiro na luta intransigente pelos direitos dos negros no combate à discriminação, ao preconceito e ao racismo". Brasília, 21 de março de 2004.
Recebe prêmio de Reconhecimento 10 Years of Freedom - South Africa 1994-2004, do Governo da África do Sul, abril de 2004.
Profere palestra "Memorial de Luta", no Seminário O Negro na República Brasileira: Pautas de Pesquisa, promovido pelo Núcleo Interdisciplinar de Reflexão e Memória Afro-Descendente da PUC-Rio, maio de 2004.
Participa do VII Congresso da BRASA, Associação de Estudos Brasileiros, na qualidade de homenageado no Painel sobre a sua vida e obra, realizado em sessão plenária do dia 10 de junho de 2004, na PUC-Rio.
Participa do Fórum Cultural Mundial, realizado em São Paulo em julho de 2004, como homenageado no painel Abdias Nascimento, um Brasileiro no Mundo, organizado pela SEPPIR, em que é lançado oficialmente o seu nome para o prêmio Nobel da Paz, ampliando a repercussão da indicação feita pelo Instituto de Advocacia Ambiental e Racial - IARA.
Postado por Espaço Cutural Luiza Mahin
24/05/2011
21/05/2011
Entidades criticam Projeto de Lei que mercantiliza educação
Pronunciamento público do FEDEP sobre o Projeto De Lei 8035/10
(dispõe sobre o Plano Nacional de Educação 2011-2020)
Escrito por Entidades educacionais 11-Mai-2011
Rio de Janeiro, 30 de abril de 2011.
Signatários:
Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública do Rio de Janeiro
SINTEPP - Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará
SINDSERM/PI- Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Piauí
(dispõe sobre o Plano Nacional de Educação 2011-2020)
Escrito por Entidades educacionais 11-Mai-2011
As entidades e participantes do Seminário do Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública (FEDEP), realizado no dia 30 de abril de 2011, na UERJ, Rio de Janeiro, vêm a público manifestar sua disposição de defender os seus princípios, aprovados no dia 23 de fevereiro, em ampla plenária construída por mais de 30 entidades e centenas de participantes.
É a partir desses princípios que promovemos a discussão do PL 8035/10 e concluímos que o mesmo, por incorporar os piores aspectos do Plano de Desenvolvimento (PDE) da Educação e aprofundá-los, significa um gravíssimo ataque à educação pública: impede a construção do Sistema Nacional de Educação capaz de garantir o ensino público, gratuito, universal, laico, unitário e de qualidade social como dever do Estado e direito universal. Ao contrário, dilui o dever do Estado na garantia do direito à educação pública, por meio da institucionalização e generalização das parcerias público-privadas (PPP’s); faz concessões à agenda do Acordo Geral de Comércio de Serviços da Organização Mundial do Comércio (AGCS/OMC) ao promover a internacionalização do "serviço" educacional; e desconsidera o protagonismo histórico dos educadores sobre a educação.
O PL 8035/10 ignora a situação atual da educação brasileira ao se furtar de realizar uma avaliação rigorosa dos indicadores educacionais, dos pífios avanços do PNE de 2001 (Lei nº 10.172/2001) e dos anseios dos educadores, expressos nos Congressos Nacionais de Educação e sistematizados no PNE: Proposta da Sociedade Brasileira. O referido PL oculta o fato de que está em curso um pernicioso processo de subordinação da educação aos fundos de investimentos, abrangendo desde a produção do material didático-pedagógico até aquisições, fusões e joint ventures de empresas educacionais, deslocando de modo radical a educação para o setor mercantil com o predomínio da esfera financeira. Silenciosamente, mantém como interlocutor privilegiado da educação brasileira o lobby empresarial das principais corporações que compõem o bloco de poder, o "Movimento Compromisso Todos pela Educação" e os sindicatos patronais organizados no chamado Sistema S (SENAI, SENAC, SENAR, SESC etc.)..
Por seus objetivos incompatíveis com a construção de uma educação pública, universal e unitária, o método de construção do PL teria que ser antidemocrático e é forçoso reconhecer que o MEC foi diligente nas práticas autocráticas, ignorando, por completo, os debates dos educadores em distintos âmbitos.
Em virtude dessas características, o texto do PL 8035/10 não pode ser lido como se os artigos, as metas e as estratégias fossem unidades isoladas. Existe uma lógica geral na proposta de texto legal que operacionaliza o Estado gerencial e, para isso, redimensiona, para maior, a centralidade das formas de regulação da educação por meio da avaliação.
O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) torna-se a referência central de todas as políticas para a educação básica, submetendo-as à regulação internacional promovida pela OCDE, Banco Mundial e UNESCO. Este Índice é indissociável dos rankings, dos prêmios e dos castigos. O dever do Estado com a educação universal, pública e unitária torna-se difuso, apagando o preceito constitucional que estabelece tal dever. A opção de não aumentar o montante de recursos para a educação pública para 10% do PIB e a postergação de 7% do PIB para o longínquo ano de 2020 são coerentes com essa concepção de Estado e, sobretudo, com a supremacia do setor financeiro no atual bloco de poder.
O exame das estratégias de ampliação das matrículas em todos os níveis, em especial no ensino médio, profissional, superior (graduação e pós-graduação), confirma a opção pelo financiamento público às instituições privadas, através das parcerias público-privadas inscritas no FIES e, centralmente, por meio de isenções tributárias. Entre os principais beneficiários de tais parcerias, cabe destacar o sistema sindical patronal (Sistema S) e as grandes empresas do setor.
Os trabalhadores da educação são ressignificados no PL como profissionais desprovidos de autonomia, subordinados às tecnologias da informação e comunicação (TIC’s) e aos instrumentos de avaliação, concepção que impossibilita a função social dos docentes como intelectuais produtores e organizadores da cultura científica, tecnológica, histórico-social, artística e cultural. Em função dessa desqualificação dos professores, o mencionado PL aprofunda a opção pela formação instrumental por meio de educação a distância (EAD), impossibilitando a formação universitária defendida pelos educadores e suas entidades representativas. Não causa surpresa, por conseguinte, a ausência de metas objetivas para a elevação real da remuneração e para a estruturação de planos nacionais de carreira que alterem em profundidade a situação de hiperexploração dos trabalhadores da educação.
Em conformidade com o AGCS/OMC, o PL concebe a EAD como modalidade axial da educação brasileira, abrangendo, sobretudo, a formação profissional, a graduação e a pós-graduação e, no mesmo diapasão, incentiva a internacionalização reclamada pelas corporações mundiais da educação. A EAD avança, de fato, até mesmo para a pós-graduação stricto sensu, notadamente no setor privado, incentivado pelas verbas do FIES e pela proliferação de mestrados e quiçá doutorados profissionais (como previsto no PL 7200/06 que dispõe sobre a regulação da educação superior), possibilitando mestrados sem dissertações e doutorados sem teses.
Em suma, o PL é uma ferramenta para ampliar o escopo da privatização e da mercantilização da educação brasileira, aprofundando a precarização geral do trabalho no campo da educação. Obsta, também, os avanços conquistados pelas lutas sociais em prol do público, como a educação do campo, dos povos originários, quilombolas etc., inviabilizando qualquer tentativa de assegurar o caráter público das instituições estatais.
Os participantes do Seminário do FEDEP, vindos de diversas partes do país, consideram que o futuro da educação pública encontra-se em "estado de emergência". A vigorosa mobilização social das entidades que historicamente construíram os Congressos Nacionais de Educação pode ser decisiva para a alteração desse tenebroso cenário. Por isso, conclamam as entidades nacionais que estão retomando o Fórum Nacional em Defesa da Educação Pública (FNDEP) a convocar uma Plenária Nacional ampliada, aberta a todos os protagonistas da causa da educação pública – visando discutir e debater os termos impostos pelo PL 8035/10 –, em afirmar sua adesão à realização de um plebiscito nacional em defesa dos 10% do PIB exclusivamente voltado para a educação pública.
Rio de Janeiro, 30 de abril de 2011.
Signatários:
Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública do Rio de Janeiro
SINTEPP - Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará
SINDSERM/PI- Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Piauí
18/05/2011
LUGAR DE MULHER É NA POLÍTICA E NA LUTA.
Escolhemos o nome da Guerreira Luiza Mahin, que hoje é um símbolo de resistência para o movimento negro do Brasil, para esse ESPAÇO CULTURAL por simbolizar a força da mulher negra e ser um exemplo de luta contra os vários tipos de opressão. Nascida em Costa Mina, na áfrica, que veio para a Bahia, no Brasil, como escrava e que se tornou uma liderança de luta pela emancipação das negras (os) que se encontravam escravizada (os) no Brasil.
Pertencia a nação nagô-jeje, da tribo Mahin, daí seu sobrenome. Tornou-se livre em (1812) e sobreviveu trabalhando como quituteira em Salvador, Bahia, e dizia ter sido princesa na África.
Sua liderança evidenciou-se nos levantes escravos que abalaram a Bahia nas primeiras décadas do século XIX, entre elas a Revolta dos Malês, a maior de todas as rebeliões de escravos ocorridas na Bahia.Depois da Revolta continuou a luta pela liberdade de seu povo até ser presa e desapareceu em 1838, podendo ser deportada para a áfrica.
Como negra africana, livre, da nação nagô, pagã, sempre recusou o batismo e a doutrina Cristã, e um de seus filhos naturais tornou-se poeta e um dos maiores abolicionistas do Brasil, Luiz Gama(1830-1882), nascido em Salvador e morto em São Paulo.
Por iniciativa do Coletivo de mulheres Negras de São Paulo, seu nome foi dado (1985) a uma praça em Cruz das almas, bairro da capital paulista.
O Espaço Cultural Luiza Mahin tratará das questões raciais tão evidentes no nosso país, onde a população negra está sempre liderando os baixos indicadores sociais, os maiores índices de mortes por “causas externas” e as mulheres negras com os piores salários e cargos, maiores índices de mortes por abortos mal sucedidos.
Procuraremos evidenciar não só as mazelas acumuladas sobre as negras(os) a partir do longo período de escravidão no qual esta população esteve submetida, mas sobre tudo as lutas que sempre foram travadas por essas guerreiras(os), porém omitidas pela história oficial como consta nos livros didáticos e paradidáticos
Viva a Força e a Resistência das Mulheres Negras!
ESPAÇO CULTURAL LUIZA MAHIN.
14/05/2011
Todo dia é dia de luta contra o preconceito Racial
Nestes 123 anos que nos separam da farsa da “abolição” da escravatura no Brasil, os negros carregam dupla herança de exploração e exclusão: enquanto pobres, submetidos à marginalização imposta pelo capitalismo, comum à imensa maioria da população brasileira; enquanto negros, ainda hoje sofrem com as conseqüências do racismo, embora escancarado, “não assumido”.
A discriminação se dá nos variados setores da sociedade, desde a falta de acesso ao mercado de trabalho (e à salários compatíveis com brancos em mesma função), à educação, bem como e sobretudo à ausência nas instâncias de poder e decisão, quer nos setores políticos, sociais ou religiosos.
Do ponto de vista teológico, a escravidão foi justificada a partir do relato bíblico, (gênesis. 9,18-27), conforme consta do livro (Racismo, Preconceito e Intolerância de Edson Borges, Carlos Alberto Medeiros, Jaques D´Adesky, pág, 15, editora Atual, terceira edição.).”Em decorrência da praga rogada por Noé-Maldito seja Canaã, filho de Cam-, a história registrou diversas leituras preconceituosas daquele mito bíblico, como a que relata que, desde então, a vontade divina repartiu o mundo entre os filhos de Jafé (Europeus), Sem (Semitas) e Cam (africanos)”. ”O pecado original dos negros e a maldição de Cam são temas abordados também pelo professor de literatura brasileira Alfredo Bosi, em um brilhante trabalho intitulado Sob o signo de Cam, no qual analisa os dois mais belos poemas de Castro Alves, Vozes d´África e o navio negreiro, concluindo que esses velhos mitos bíblicos serviram ao novo pensamento mercantil para justificar o tráfico negreiro”. O mesmo livro faz referência a publicação de Edílson Marques da Solva que em seu livro “ negritude e fé, afirma que uma teologia de caráter racista esteve na base de todo o processo de colonização do Brasil”.
A história oficial, sob a ótica dos brancos-colonizadores, impregnou na sociedade por mais de quatro séculos a visão preconceituosa que associa o negro à escravidão, à improdutividade e à inferioridade. No entanto, o resgate histórico das experiências de resistência da raça negra e de outros segmentos da maioria oprimida é uma prática recente e que nos remete a heróis como Zumbi dos Palmares e sua luta de libertação.
O Quilombo de Palmares foi uma ousada aventura libertária que resistiu quase 70 anos às investidas do governo colonial. Lá viveram em torno de 20 mil escravos que lutaram por sua liberdade, organizando um novo modelo de sociedade. A história do Brasil na leitura e perspectiva do negro aponta o marco da verdadeira Consciência Negra como sendo o Dia 20 de Novembro, data em que assassinaram Zumbi dos Palmares, no ano de 1695.
Se a exploração e o massacre marcaram e marcam até hoje a história dos negros no Brasil, também é verdade que a utopia dos quilombos alimenta a fome de liberdade e de identificação desta raça, que ainda hoje,apesar de discriminada e violada em seus direitos básicos e em sua dignidade, resiste com sua cultura e seu poder de resistência a toda e qualquer violência perpetrada pelos atuais senhores da Casa Grande.
Ao contrário de representar uma reparação às atrocidades e desrespeito com a raça negra, (a abolição de 13 de maio de 1888 foi uma saída de mercado. A proibição do tráfico negreiro (lei Eusébio de Queiroz, 1850) foi motivada por pressões externas de países onde o capitalismo já avançava em sua fase industrial, processo este liderado pela Inglaterra. Longe de ser um gesto humanitário da Senhora Isabel, este ato significou a mudança nas relações econômicas e no padrão de consumo. As transformações econômicas, porém não significaram mudanças na qualidade de vida da população negra. Da escravidão abjeta e desumana, o povo negro foi atirado no abandonando passando a perambular em busca de abrigo e alimento, muitas vezes doente e moribundo, sem amparo dos senhores de engenho e do Estado, tanto Monárquico quanto o Estado Positivista “Ordem e Progresso” Republicano.
A importação de escravos transformou-se em contrabando, elevando o preço do escravo e a sua utilização enquanto mão de obra anti-econômica. Assim, paralelamente o governo monárquico brasileiro passou a incentivar a importação de trabalhadores europeus.
Desta forma se dá a transição do trabalho escravo negro para o trabalho “livre”. Por não atenderem mais as necessidades do mercado, milhões de trabalhadores negros se viram abandonados, sem direitos, sem trabalho, sem casa, sem família, destituídos de lugar social.
Como bem expressa o texto produzido pelo Fórum Nacional dos Trabalhadores Negros: “Saímos, então, das mãos dos sinhozinhos e caímos na marginalidade por falta de trabalho remunerado e casa para morar. Este é um dos motivos que neste dia 13 de maio não podemos comemorar a libertação. Pelo contrário, hoje o preconceito racial está mais vivo do que nunca”.
Com a palavra os trabalhadores negros: “Nós negros somos discriminados e marginalizados, nossas crianças são vítimas da violência. Cerca de 70% dos assassinatos de menores no Brasil na faixa de 13 a 17 anos são de negros. A maioria é nascida em favela e pertencem a famílias com uma renda inferior a um salário mínimo “. (Documento da Anistia Internacional).
As mulheres negras estão sendo esterilizadas, sem ao menos ter o direito de escolha… A maior ocorrência tem sido nas regiões Norte e Nordeste… Somos discriminados no local de trabalho. Os jornais trazem anúncio solicitando pessoas de “boa aparência” – racismo velado – para contratação. Na verdade há diferenças salariais. Tem negro que faz o mesmo tipo de trabalho de um branco e recebe salário menor – os brancos representam 57% da força de trabalho e ficam com 72% do rendimento, enquanto os negros e pardos representam 40% da força de trabalho, ficando apenas com 25% do rendimento – Os negros são alvo de preconceito também pela polícia.
Basta um negro ficar na rua à noite e não ter registro em carteira para ser considerado marginal – Pesquisa da Datafolha, realizada com 1080 entrevistados, dois dias após a exibição do vídeo pela TV, onde policiais militares de Diadema apareceram torturando e extorquindo civis e dando o tiro que matou o mecânico Mário José Josino, parado durante a blitz na favela Naval, mostrou que os negros são abordados com maior freqüência pela polícia, recebem mais insultos e mais agressões físicas que os brancos ou qualquer outro grupo étnico. Entre os entrevistados da raça negra, quase a metade (48%) já foi revistada alguma vez. Desses, 21% já foram ofendidos verbalmente e 14% agredidos fisicamente. Enquanto entre os brancos, 34% já passaram por uma revista policial, 17% ouviram ofensas e 6% já foram agredidos, ou seja, menos da metade da incidência com negros.
Com os recentes episódios envolvendo os jogadores Neymar e Roberto Carlos, com o comportamento homofóbico e racista do deputado Bolsonaro em resposta a uma pergunta da cantora Preta Gil e com releituras fundamentalistas de deputados e pastores sobre o continente africano, devemos ampliar o debate e a organização sobre os valores e o rumo Socialista, numa luta sem trégua contra todas as formas de opressão e dominação tão presente no mundo capitalista em que vivemos.
Como parte do processo de combate ao preconceito racial, nesse 13 de maio de 2011 estamos viabilizando mais uma ferramenta de debate e denúncia sobre todas as formas de opressão de classe, que apesar do enfrentamento cotidiano, vem aumentando a visibilidade e a interlocução dos setores reacionários da sociedade brasileira. O nosso blog será construído por militantes do movimento negro com a denominação de “ESPAÇO CULTURAL LUIZA MAHIN “, liderança marcante das lutas e rebeliões, principalmente na Bahia.O seu filho Luis Gama a descreve como: ‘‘Sou filho natural de uma negra africana, livre, da nação nagô, de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã’’.
Contra fatos não há argumento.
O racismo existe e deve ser exterminado da sociedade.
- Contra a discriminação racial no mercado de trabalho;
- Contra a discriminação da mulher;
- Contra a violência policial sobre pobres e negros;
- Pela extinção dos conteúdos discriminatórios e xenófobos nos livros e materiais didáticos;
- Pela inclusão de fato da História da África no currículo escolar;
- Em defesa das políticas de reparações históricas e a instituição das cotas para negros nas faculdades públicas, autarquias e particulares .
- Pelo feriado de Nacional de 20 de novembro.
- Pela implantação da capoeira na grade curricular das escolas públicas municipais e estaduais.
- Pela organização do “Museu da Raça Negra” nas cidades Brasileiras.
- Pela implantação nos municípios de Secretarias de Etnia, para encaminhar as demandas gerais e específicas.
-Por um novo estatuto da igualdade Racial.
Aldo Santos- é ex-vereador de São Bernardo do Campo, Professor de filosofia das Unidades escolares Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora e Jacob Casseb, Coordenador da Corrente política TLS, Presidente da Associação dos Professores de filosofia e filósofos do Estado de São Paulo e do Coletivo Nacional de Filosofia, Membro da Executiva Nacional do Psol. http://professoraldosantos.blogspot.com/ aldosantos@terra.com.br
A discriminação se dá nos variados setores da sociedade, desde a falta de acesso ao mercado de trabalho (e à salários compatíveis com brancos em mesma função), à educação, bem como e sobretudo à ausência nas instâncias de poder e decisão, quer nos setores políticos, sociais ou religiosos.
Do ponto de vista teológico, a escravidão foi justificada a partir do relato bíblico, (gênesis. 9,18-27), conforme consta do livro (Racismo, Preconceito e Intolerância de Edson Borges, Carlos Alberto Medeiros, Jaques D´Adesky, pág, 15, editora Atual, terceira edição.).”Em decorrência da praga rogada por Noé-Maldito seja Canaã, filho de Cam-, a história registrou diversas leituras preconceituosas daquele mito bíblico, como a que relata que, desde então, a vontade divina repartiu o mundo entre os filhos de Jafé (Europeus), Sem (Semitas) e Cam (africanos)”. ”O pecado original dos negros e a maldição de Cam são temas abordados também pelo professor de literatura brasileira Alfredo Bosi, em um brilhante trabalho intitulado Sob o signo de Cam, no qual analisa os dois mais belos poemas de Castro Alves, Vozes d´África e o navio negreiro, concluindo que esses velhos mitos bíblicos serviram ao novo pensamento mercantil para justificar o tráfico negreiro”. O mesmo livro faz referência a publicação de Edílson Marques da Solva que em seu livro “ negritude e fé, afirma que uma teologia de caráter racista esteve na base de todo o processo de colonização do Brasil”.
A história oficial, sob a ótica dos brancos-colonizadores, impregnou na sociedade por mais de quatro séculos a visão preconceituosa que associa o negro à escravidão, à improdutividade e à inferioridade. No entanto, o resgate histórico das experiências de resistência da raça negra e de outros segmentos da maioria oprimida é uma prática recente e que nos remete a heróis como Zumbi dos Palmares e sua luta de libertação.
O Quilombo de Palmares foi uma ousada aventura libertária que resistiu quase 70 anos às investidas do governo colonial. Lá viveram em torno de 20 mil escravos que lutaram por sua liberdade, organizando um novo modelo de sociedade. A história do Brasil na leitura e perspectiva do negro aponta o marco da verdadeira Consciência Negra como sendo o Dia 20 de Novembro, data em que assassinaram Zumbi dos Palmares, no ano de 1695.
Se a exploração e o massacre marcaram e marcam até hoje a história dos negros no Brasil, também é verdade que a utopia dos quilombos alimenta a fome de liberdade e de identificação desta raça, que ainda hoje,apesar de discriminada e violada em seus direitos básicos e em sua dignidade, resiste com sua cultura e seu poder de resistência a toda e qualquer violência perpetrada pelos atuais senhores da Casa Grande.
Ao contrário de representar uma reparação às atrocidades e desrespeito com a raça negra, (a abolição de 13 de maio de 1888 foi uma saída de mercado. A proibição do tráfico negreiro (lei Eusébio de Queiroz, 1850) foi motivada por pressões externas de países onde o capitalismo já avançava em sua fase industrial, processo este liderado pela Inglaterra. Longe de ser um gesto humanitário da Senhora Isabel, este ato significou a mudança nas relações econômicas e no padrão de consumo. As transformações econômicas, porém não significaram mudanças na qualidade de vida da população negra. Da escravidão abjeta e desumana, o povo negro foi atirado no abandonando passando a perambular em busca de abrigo e alimento, muitas vezes doente e moribundo, sem amparo dos senhores de engenho e do Estado, tanto Monárquico quanto o Estado Positivista “Ordem e Progresso” Republicano.
A importação de escravos transformou-se em contrabando, elevando o preço do escravo e a sua utilização enquanto mão de obra anti-econômica. Assim, paralelamente o governo monárquico brasileiro passou a incentivar a importação de trabalhadores europeus.
Desta forma se dá a transição do trabalho escravo negro para o trabalho “livre”. Por não atenderem mais as necessidades do mercado, milhões de trabalhadores negros se viram abandonados, sem direitos, sem trabalho, sem casa, sem família, destituídos de lugar social.
Como bem expressa o texto produzido pelo Fórum Nacional dos Trabalhadores Negros: “Saímos, então, das mãos dos sinhozinhos e caímos na marginalidade por falta de trabalho remunerado e casa para morar. Este é um dos motivos que neste dia 13 de maio não podemos comemorar a libertação. Pelo contrário, hoje o preconceito racial está mais vivo do que nunca”.
Com a palavra os trabalhadores negros: “Nós negros somos discriminados e marginalizados, nossas crianças são vítimas da violência. Cerca de 70% dos assassinatos de menores no Brasil na faixa de 13 a 17 anos são de negros. A maioria é nascida em favela e pertencem a famílias com uma renda inferior a um salário mínimo “. (Documento da Anistia Internacional).
As mulheres negras estão sendo esterilizadas, sem ao menos ter o direito de escolha… A maior ocorrência tem sido nas regiões Norte e Nordeste… Somos discriminados no local de trabalho. Os jornais trazem anúncio solicitando pessoas de “boa aparência” – racismo velado – para contratação. Na verdade há diferenças salariais. Tem negro que faz o mesmo tipo de trabalho de um branco e recebe salário menor – os brancos representam 57% da força de trabalho e ficam com 72% do rendimento, enquanto os negros e pardos representam 40% da força de trabalho, ficando apenas com 25% do rendimento – Os negros são alvo de preconceito também pela polícia.
Basta um negro ficar na rua à noite e não ter registro em carteira para ser considerado marginal – Pesquisa da Datafolha, realizada com 1080 entrevistados, dois dias após a exibição do vídeo pela TV, onde policiais militares de Diadema apareceram torturando e extorquindo civis e dando o tiro que matou o mecânico Mário José Josino, parado durante a blitz na favela Naval, mostrou que os negros são abordados com maior freqüência pela polícia, recebem mais insultos e mais agressões físicas que os brancos ou qualquer outro grupo étnico. Entre os entrevistados da raça negra, quase a metade (48%) já foi revistada alguma vez. Desses, 21% já foram ofendidos verbalmente e 14% agredidos fisicamente. Enquanto entre os brancos, 34% já passaram por uma revista policial, 17% ouviram ofensas e 6% já foram agredidos, ou seja, menos da metade da incidência com negros.
Com os recentes episódios envolvendo os jogadores Neymar e Roberto Carlos, com o comportamento homofóbico e racista do deputado Bolsonaro em resposta a uma pergunta da cantora Preta Gil e com releituras fundamentalistas de deputados e pastores sobre o continente africano, devemos ampliar o debate e a organização sobre os valores e o rumo Socialista, numa luta sem trégua contra todas as formas de opressão e dominação tão presente no mundo capitalista em que vivemos.
Como parte do processo de combate ao preconceito racial, nesse 13 de maio de 2011 estamos viabilizando mais uma ferramenta de debate e denúncia sobre todas as formas de opressão de classe, que apesar do enfrentamento cotidiano, vem aumentando a visibilidade e a interlocução dos setores reacionários da sociedade brasileira. O nosso blog será construído por militantes do movimento negro com a denominação de “ESPAÇO CULTURAL LUIZA MAHIN “, liderança marcante das lutas e rebeliões, principalmente na Bahia.O seu filho Luis Gama a descreve como: ‘‘Sou filho natural de uma negra africana, livre, da nação nagô, de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã’’.
Contra fatos não há argumento.
O racismo existe e deve ser exterminado da sociedade.
- Contra a discriminação racial no mercado de trabalho;
- Contra a discriminação da mulher;
- Contra a violência policial sobre pobres e negros;
- Pela extinção dos conteúdos discriminatórios e xenófobos nos livros e materiais didáticos;
- Pela inclusão de fato da História da África no currículo escolar;
- Em defesa das políticas de reparações históricas e a instituição das cotas para negros nas faculdades públicas, autarquias e particulares .
- Pelo feriado de Nacional de 20 de novembro.
- Pela implantação da capoeira na grade curricular das escolas públicas municipais e estaduais.
- Pela organização do “Museu da Raça Negra” nas cidades Brasileiras.
- Pela implantação nos municípios de Secretarias de Etnia, para encaminhar as demandas gerais e específicas.
-Por um novo estatuto da igualdade Racial.
Aldo Santos- é ex-vereador de São Bernardo do Campo, Professor de filosofia das Unidades escolares Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora e Jacob Casseb, Coordenador da Corrente política TLS, Presidente da Associação dos Professores de filosofia e filósofos do Estado de São Paulo e do Coletivo Nacional de Filosofia, Membro da Executiva Nacional do Psol. http://professoraldosantos.blogspot.com/ aldosantos@terra.com.br
10/05/2011
Josias Raimundo dos Santos: filho de Missão Velha.
HISTÓRIA DE JOSIAS RAIMUNDO DOS SANTOS
Josias Raimundo dos Santos nasceu no dia 25 de maio de 1925 na Comarca de Missão Velha, Ceará. É filho de Maria Inês de Jesus Filha e Raimundo Pereira dos Santos. Seus avôs maternos são Raimundo Martins dos Santos e Maria Inês da Conceição, falecidos. Sua avó paterna era dona Bárbara. A Bisavó materna chamava-se Josefa Maria de Jesus, sendo que Josias não a conheceu. Todos nasceram na comarca de Missão Velha, Ceará. Josias teve vários irmãos, sendo eles: José Raimundo dos Santos, Assis, Luzia Maria de Jesus, Naíde Maria de Jesus, Antonio Raimundo dos Santos, Maria Inês Santos, Zeca, Mariquinha e Neco. Todos os irmãos nasceram em Brejo Santos – Ceará. A maioria não possuía registro de nascimento, tendo apenas o batistério.
A mãe de Josias, Maria Inês de Jesus Filha, faleceu em 1930 por conseqüência das seqüelas do parto de Antonio Raimundo. Seu pai, Raimundo Pereira dos Santos faleceu em 1931 com mais ou menos 42 anos de idade. Era gordo, parecido com o neto Cleonaldo, trabalhava como distribuidor de bebidas e tinha uma propriedade de mais ou menos 20 alqueires de terra, batizada de Sítio Pau-Branco, situada no município de Brejo Santo.
O Sítio produzia milho, feijão de corda, mandioca, algodão e arroz. Após a morte de seu pai, o irmão mais velho, José Raimundo, foi para o Maranhão. Aos 16 anos de idade, Josias vem para o Estado de São Paulo. Viaja pelo rio São Francisco de vapor e pela estrada de ferro de Pirapora, chegando á São Paulo após 15 dias de viagem. Josias não tinha idade para viajar, veio fugido.
No Estado de São Paulo trabalhou de bóia-fria na fazenda Monte Alvão, Presidente Prudente. Trabalhou de diarista (recebia por dia de trabalho) plantando e colhendo algodão, milho, feijão. Trabalhava muito e não ganhava quase nada. Em 1944, voltou para Brejo Santo, Ceará. Casou-se na igreja com Maria Bevenuta de Jesus.
Os primeiros dois filhos do casal nasceram mortos. Nasceram depois Raimundo Josias dos Santos, Francisco Josias dos Santos, Erivaldo Josias dos Santos, Aldo Josias dos Santos, Francisco Raimundo dos Santos, Tânia Maria dos Santos, Cleonaldo dos Santos e Alda Maria dos Santos. Na época de seu casamento, trabalhava na lavoura e no boteco “bodega seca”.
Nos anos de 1952 e 1953 a seca acabou com a lavoura. Josias e a família, não vendo outra saída, migram para São Paulo. Viajaram 18 dias de Pau-de-Arara. Em São Paulo, foram morar na fazenda Santa Amália, Rancharia. Josias trabalhava como bóia-fria.
Em 1958, foi trabalhar como cortador de lenha em Porto Alvorada, no Paraná, com o Seu Zé, um Cearense cuja passagem de volta nós pagamos. Foram morar depois na fazenda Palmeira, Murutinga do Sul. Trabalhou com o arrendatário Arlindo e depois com o Sr. Horácio Miranda. Esta região era conhecida como ‘terra de cascavel”. Depois foram para Mesópolis trabalhar na lavoura também como arrendatário.
Nesta época, Josias comprou um sítio de dois alqueires localizado na fazenda São João. Depois adquiriu mais dois alqueires da terra vizinha á sua. Em 1966, depois do fracasso da lavoura, a família de Josias migra para São Paulo. Foram morar no Bairro Independência, São Bernardo do Campo e depois em Diadema. Estudou na época em que a palmatória era usada como castigo nas escolas.
Na Grande São Paulo, trabalhou de ajudante geral na Mercedes e na Panex. Josias adquiriu doenças ligadas á pressão arterial e precisou ser aposentado. Sua aposentadoria foi feita pelo Dr. Aron. Morou muitos anos em Diadema e atualmente mora com os filhos.( Relato da história oral de Josias Raimundo dos Santos a seu filho Aldo Josias dos Santos em 07/02/99)
Depois de viver boa parte da vida, na idade de Diadema, no Jardim Santa Cândida, por motivos de saúde muda-se para Hortolândia, onde num primeiro momento morou próximo a Dona Maria, mudando-se posteriormente para a chácara do Chicão em outro bairro da cidade.Com a saúde debilitada, no dia 9 de maio de 2010, aos 86 anos de idade, morreu num hospital de campinas , deixando filhos, netos e bisnetos. O seu corpo foi enterrado no cemitério do jardim das colinas em Sbcampo, juntamente com Maria Bevenuta de Jesus.
Meu pai teve uma vida marcada pelo sofrimento e como migrante viveu, batalhou e lutou para criar os filhos, deixando para eles os valores éticos e morais de sua época, além de uma grande e próspera família, com netos e bisnetos espalhados em várias partes do Brasil.
Quanto mais o tempo passa, mais valorizamos e compreendemos o significado da vida, a gratidão por nos criarem em condições adversas,longe das ciladas, das imoralidades e da falta de ética tão presente no mundo em que vivemos.
Sr. Josias:
“Simples como a vida,
Duro como a vida,
Porém vitorioso
Pelo que de belo existe
Em cada um dos que descendem
de Josias Raimundo dos Santos.”
(Aldo Santos)
Além do Espelho
João Nogueira
Composição :
João Nogueira e Paulo César Pinheiro
Quando eu olho o meu olho além do espelho
Tem alguém que me olha e não sou eu
Vive dentro do meu olho vermelho
É o olhar de meu pai que já morreu
O meu olho parece um aparelho
De quem sempre me olhou e protegeu
Assim como meu olho dá conselho
Quando eu olho no olhar de um filho meu
A vida é sempre uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu
Sempre que um filho meu me dá um beijo
Sei que o amor de meu pai não se perdeu
Só de ver seu olhar sei seu desejo
Assim como meu pai sabia o meu
Mas meu pai foi-se embora no cortejo
E eu no espelho chorei porque doeu
Só que olhando meu filho agora eu vejo
Ele é o espelho do espelho que sou eu
A vida é sempre uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu
Toda imagem no espelho refletida
Tem mil faces que o tempo ali prendeu
Todos têm qualquer coisa repetida
Um pedaço de quem nos concebeu
A missão de meu pai já foi cumprida
Vou cumprir a missão que Deus me deu
Se meu pai foi o espelho em minha vida
Quero ser pro meu filho espelho seu
A vida é sempre uma missão
A morte uma ilusão
Só sabe quem viveu
Pois quando o espelho é bom
Ninguém jamais morreu
E o meu medo maior é o espelho se quebrar
E o meu medo maior é o espelho se quebrar
E o meu medo maior é o espelho se quebrar
E o meu medo maior é o espelho se quebrar
Um professor, durante a sua aula de filosofia
Repassando texto que recebo.
Aldo santos
Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".
De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:
'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA
A VIDA'.
As bolas de golf são as coisas Importantes:
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
As pedrinhas são as outras coisas
que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais,
as pequenas coisas.
'Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.
O mesmo acontece com a vida'.
Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.
Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.
Brinque ensinando os seus filhos,
Arranje tempo para ir ao medico,
Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora,
Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos
Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.
Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.
Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.
O professor sorriu e disse:
"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo. "
Aldo santos
Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim.
Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf.
O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim.
Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim !".
De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:
'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA
A VIDA'.
As bolas de golf são as coisas Importantes:
como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE.
São coisas, que mesmo que se perdessemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
As pedrinhas são as outras coisas
que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
A areia é tudo o demais,
as pequenas coisas.
'Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.
O mesmo acontece com a vida'.
Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.
Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade.
Brinque ensinando os seus filhos,
Arranje tempo para ir ao medico,
Namore e vá com a sua/seu namorado(a)/marido/mulher jantar fora,
Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos
Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.
Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa, arrumar o carro...
Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.
Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.
O professor sorriu e disse:
"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo. "
09/05/2011
OCONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO PODERÁ FLEXIBILIAR E DIMINUIR AS AULAS DE FILOSOFIA, COM A APROVAÇÃO DAS NOVAS DIRETRIZES DO ENSINO MÉDIO
Olá a todos e todas.
Como podemos observar no editorial abaixo, as mudanças propostas "até parecem necessárias", todavia, elas trarão inúmeros problemas aos conjunto dos educadores brasileiros.
Com a Flexibilização,os colegas poderão ficar sem a sua disciplina especifica que hoje leciona, além do percentual de 20 % de aulas a distância.
Proponho que você leia atentamente e que possamos discutir essas medidas que vão impactar as nossas vidas.
Sem mais,
atenciosamente,
"Com o objetivo de adequar as três séries finais do ensino básico às demandas do mercado de trabalho, onde há uma grande carência de mão de obra qualificada, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou novas diretrizes para o ensino médio, incentivando as escolas públicas e particulares a elaborar currículos mais flexíveis e permitindo que os alunos dos cursos noturnos tenham mais tempo para concluir os estudos.
Com 10 milhões de alunos matriculados, o nível médio de ensino é o principal gargalo do sistema educacional. Ele não prepara os alunos nem para o mercado de trabalho nem para os exames vestibulares. Tem um currículo generalista, pouco atraente e distante do ambiente social, econômico e cultural em que os estudantes vivem. Por isso, o ensino médio tem alta taxa de evasão - segundo o IBGE, 40% dos alunos abandonam o curso por desinteresse e 27% por razões de trabalho e renda.
De todos os ciclos educacionais, o ensino médio é o que mais carece de qualidade. Os dados do Índice da Educação Básica, de 2009, mostram que os estudantes do ensino médio têm graves dificuldades em português e matemática. A maioria não consegue fazer uma redação com um mínimo de rigor lógico, identificar a ideia central de um texto ou fazer contas mais complexas, que exigem conhecimento de álgebra.
Pelas novas diretrizes do CNE, as escolas poderão organizar o ensino médio em torno de quatro grandes áreas - trabalho, tecnologia, ciência e cultura - e terão autonomia para distribuir a carga horária de cada uma delas conforme as especificidades regionais. Assim, embora continuem obrigadas a ensinar matemática, português, ciência, filosofia e sociologia, as escolas localizadas em cidades industriais poderão dar prioridade a tecnologia e trabalho, ampliando o peso de disciplinas como física e química no currículo. Já as escolas situadas em regiões turísticas poderão escolher a área de cultura como eixo de atuação, dando mais espaço para matérias como história e geografia.
As diretrizes do CNE também autorizam as escolas a manter o currículo atual, que combina as quatro áreas sem, contudo, dar ênfase a qualquer uma delas. No caso dos cursos noturnos, onde estudam 40% dos alunos do ensino médio, o CNE permite que até 20% das aulas sejam oferecidas com base no ensino a distância e autoriza as escolas a distribuir a carga horária mínima do ciclo - de 2,4 mil horas - em mais de três anos. Como a maioria dos alunos dos cursos noturnos trabalha, é grande o número dos que chegam atrasados e cansados às salas, o que compromete a aprendizagem. Por isso, o CNE quer diminuir o número de aulas por dia e ampliar o prazo de duração do curso para mais de três anos.
Os especialistas em educação receberam as mudanças no ensino médio com reservas. Segundo eles, por mais que as novas diretrizes do CNE possam abrir caminho para um ensino motivador, criativo e interdisciplinar, elas deveriam ter sido objeto de experiências prévias, para evitar problemas de implementação. "O ideal seria aplicar a flexibilização do currículo em alguns Estados, primeiramente", diz o professor Marcelo Néri, da FGV. Os especialistas também temem que os currículos sejam reformulados apressadamente, com improvisações e concessões a modismos pedagógicos e mercadológicos. Além disso, as novas diretrizes exigem um projeto de requalificação dos professores, laboratórios equipados e bibliotecas atualizadas - e os municípios de pequeno porte e os Estados mais pobres não dispõem de recursos financeiros suficientes para ampliar os gastos com educação.
As novas regras - que agora só dependem de homologação pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, para entrar em vigor - eram aguardadas há muito tempo. A flexibilização do currículo do ensino médio está prevista pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que entrou em vigor em dezembro de 1996. O CNE deu um passo importante para tentar melhorar a qualidade do ensino médio, mas só o tempo dirá se o caminho escolhido é o melhor." (09 de maio de 2011,- O Estado de S.Paulo)
Como podemos observar no editorial abaixo, as mudanças propostas "até parecem necessárias", todavia, elas trarão inúmeros problemas aos conjunto dos educadores brasileiros.
Com a Flexibilização,os colegas poderão ficar sem a sua disciplina especifica que hoje leciona, além do percentual de 20 % de aulas a distância.
Proponho que você leia atentamente e que possamos discutir essas medidas que vão impactar as nossas vidas.
Sem mais,
atenciosamente,
Aldo Santos
Presidente da aproffesp
A reforma do ensino médio
"Com o objetivo de adequar as três séries finais do ensino básico às demandas do mercado de trabalho, onde há uma grande carência de mão de obra qualificada, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou novas diretrizes para o ensino médio, incentivando as escolas públicas e particulares a elaborar currículos mais flexíveis e permitindo que os alunos dos cursos noturnos tenham mais tempo para concluir os estudos.
Com 10 milhões de alunos matriculados, o nível médio de ensino é o principal gargalo do sistema educacional. Ele não prepara os alunos nem para o mercado de trabalho nem para os exames vestibulares. Tem um currículo generalista, pouco atraente e distante do ambiente social, econômico e cultural em que os estudantes vivem. Por isso, o ensino médio tem alta taxa de evasão - segundo o IBGE, 40% dos alunos abandonam o curso por desinteresse e 27% por razões de trabalho e renda.
De todos os ciclos educacionais, o ensino médio é o que mais carece de qualidade. Os dados do Índice da Educação Básica, de 2009, mostram que os estudantes do ensino médio têm graves dificuldades em português e matemática. A maioria não consegue fazer uma redação com um mínimo de rigor lógico, identificar a ideia central de um texto ou fazer contas mais complexas, que exigem conhecimento de álgebra.
Pelas novas diretrizes do CNE, as escolas poderão organizar o ensino médio em torno de quatro grandes áreas - trabalho, tecnologia, ciência e cultura - e terão autonomia para distribuir a carga horária de cada uma delas conforme as especificidades regionais. Assim, embora continuem obrigadas a ensinar matemática, português, ciência, filosofia e sociologia, as escolas localizadas em cidades industriais poderão dar prioridade a tecnologia e trabalho, ampliando o peso de disciplinas como física e química no currículo. Já as escolas situadas em regiões turísticas poderão escolher a área de cultura como eixo de atuação, dando mais espaço para matérias como história e geografia.
As diretrizes do CNE também autorizam as escolas a manter o currículo atual, que combina as quatro áreas sem, contudo, dar ênfase a qualquer uma delas. No caso dos cursos noturnos, onde estudam 40% dos alunos do ensino médio, o CNE permite que até 20% das aulas sejam oferecidas com base no ensino a distância e autoriza as escolas a distribuir a carga horária mínima do ciclo - de 2,4 mil horas - em mais de três anos. Como a maioria dos alunos dos cursos noturnos trabalha, é grande o número dos que chegam atrasados e cansados às salas, o que compromete a aprendizagem. Por isso, o CNE quer diminuir o número de aulas por dia e ampliar o prazo de duração do curso para mais de três anos.
Os especialistas em educação receberam as mudanças no ensino médio com reservas. Segundo eles, por mais que as novas diretrizes do CNE possam abrir caminho para um ensino motivador, criativo e interdisciplinar, elas deveriam ter sido objeto de experiências prévias, para evitar problemas de implementação. "O ideal seria aplicar a flexibilização do currículo em alguns Estados, primeiramente", diz o professor Marcelo Néri, da FGV. Os especialistas também temem que os currículos sejam reformulados apressadamente, com improvisações e concessões a modismos pedagógicos e mercadológicos. Além disso, as novas diretrizes exigem um projeto de requalificação dos professores, laboratórios equipados e bibliotecas atualizadas - e os municípios de pequeno porte e os Estados mais pobres não dispõem de recursos financeiros suficientes para ampliar os gastos com educação.
As novas regras - que agora só dependem de homologação pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, para entrar em vigor - eram aguardadas há muito tempo. A flexibilização do currículo do ensino médio está prevista pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, que entrou em vigor em dezembro de 1996. O CNE deu um passo importante para tentar melhorar a qualidade do ensino médio, mas só o tempo dirá se o caminho escolhido é o melhor." (09 de maio de 2011,- O Estado de S.Paulo)
Até a Maria Auxiliadora pede Auxílio.
Todos os dias chegam ao sindicato dos professores - APEOESP inúmeras denúncias de assédio moral de toda natureza e as vitimas são sempre os educadores do Estado de São Paulo.
Abandonados a sua própria sorte, sem salário condizente com a sua capacidade profissional, desmotivados pela falta de perspectiva no âmbito da escola Pública, esses profissionais mais uma vez são vítimas da falta de política educacional dos desgovernos tucano do Estado de São Paulo.
Como se não bastasse o conjunto de ataques desferidos pelos sucessivos governantes, a educação no Estado está sucateada, por absoluta falta de investimentos e das condições de trabalho, que destacamos dentre outros,que a falta de suporte funcional tem comprometido ainda mais essa dura e fatídica realidade.
A falta de funcionários tem comprometido o pleno funcionamento das unidades escolares, somando-se a isto a falta de professores (e não dos professores), tem sido a tônica da atual gestão. Como o governo está de certa forma política e geograficamente distante, os professores são as vítimas visíveis do sistema, que diariamente se deparam com rebeliões, protestos, desorganização da estrutura funcional no interior das unidades escolares e ainda são achincalhados e vitimas de todas as Formas de violência disseminada na sociedade, que ecoam nos espaços de aglomeração Educacional.
A bola da vez da semana foi a Escola Maria Auxiliadora, situada num bairro de classe alta da cidade de São Bernardo do Campo, (Parque dos Pássaros) que sem nenhum funcionário agente de trabalho, tem se transformado num caos e nesse embate do dia a dia, tem levado professores a pedirem demissão e ou ser obrigado a se transferir para outros postos de trabalho, dado ao tensionamento e a irresponsabilidade do governo do estado que nada faz diante dessa abjeta realidade.
O atual Secretário de Educação fala, avalia, analisa, faz reunião, faz estudo, vai prá lar, vem pra cá, senta, descansa, dorme e as melhorias nunca aparecem. Seguramente o governador deve ter uma estratégia com esse caos que se encontra a educação estadual.
Penso que ele objetiva com essa alienação pedagógica, aprofundar ainda mais o estado falencial da educação pública no Estado e avançar nas privatizações, como já vem ocorrendo com vários serviços das escolas que vem sendo terceirizada, à custa de contrato de trabalho precarizado.Outro caso comprometedor é a contratação de site privados (Babica), onde são digitadas as notas dos alunos e posteriormente enviadas ao sistema do estado. Juridicamente esse ato poderá trazer transtornos e processos aos professores e as unidades escolares, pois todo sistema é vulnerável.
O Grau de tensionamento na EE Maria Auxiliadora foi tanto que um professor pediu exoneração e outro saiu de licença e deve desenvolver outra atividade externa a unidade escolar.
Enquanto isso a atual dirigente de ensino, que também faz do atual governo, (pois é cargo político de confiança) ,não dá as respostas que a categoria reclama e sem paciência espera. Dirigentes de ensino o que vocês estão fazendo como dignos representantes do governo nas regiões?
Na prática, professores e alunos são vitimas e peças de uma engrenagem corrida pelo tempo e de certa forma obsoleta para o estado burguês.
Esse quadro precisa mudar urgentemente e a única possibilidade de mudança é a nossa união com a comunidade escolar, com os educandos e com o conjunto dos educadores unidos e organizado em defesa da escola pública. É urgente a mudança de orientação e da direção do sindicato, para que retomemos campanhas já realizadas como: “O professor é meu amigo mexeu com ele mexeu comigo” e tantas outras que foram abandonadas pela atual gestão, tanto em nível Estadual, quanto em nível Regional.
Entendemos que a “força tarefa” possível nesse momento deve acionar os representantes da justiça, exigir do governo condições de trabalho para os professores, alunos e funcionários, sem criminalização de seguimentos do corpo discente e sem abrir mão da resolutividade dos conflitos intra-classe no campo das mudanças da política educacional do Estado em sintonia com as propaladas e contextualizadas “competências e habilidades pedagógicas”.
Mudar a Educação é urgente!!!
Aldo Santos-Sindicalista,Professor de filosofia nas escolas Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora e Jacob Casseb,Presidente da Associação do Professores de Filosofia e filósofos do Estado de São Paulo, membro da Executiva Nacional do Psol(5/5/2011)
Abandonados a sua própria sorte, sem salário condizente com a sua capacidade profissional, desmotivados pela falta de perspectiva no âmbito da escola Pública, esses profissionais mais uma vez são vítimas da falta de política educacional dos desgovernos tucano do Estado de São Paulo.
Como se não bastasse o conjunto de ataques desferidos pelos sucessivos governantes, a educação no Estado está sucateada, por absoluta falta de investimentos e das condições de trabalho, que destacamos dentre outros,que a falta de suporte funcional tem comprometido ainda mais essa dura e fatídica realidade.
A falta de funcionários tem comprometido o pleno funcionamento das unidades escolares, somando-se a isto a falta de professores (e não dos professores), tem sido a tônica da atual gestão. Como o governo está de certa forma política e geograficamente distante, os professores são as vítimas visíveis do sistema, que diariamente se deparam com rebeliões, protestos, desorganização da estrutura funcional no interior das unidades escolares e ainda são achincalhados e vitimas de todas as Formas de violência disseminada na sociedade, que ecoam nos espaços de aglomeração Educacional.
A bola da vez da semana foi a Escola Maria Auxiliadora, situada num bairro de classe alta da cidade de São Bernardo do Campo, (Parque dos Pássaros) que sem nenhum funcionário agente de trabalho, tem se transformado num caos e nesse embate do dia a dia, tem levado professores a pedirem demissão e ou ser obrigado a se transferir para outros postos de trabalho, dado ao tensionamento e a irresponsabilidade do governo do estado que nada faz diante dessa abjeta realidade.
O atual Secretário de Educação fala, avalia, analisa, faz reunião, faz estudo, vai prá lar, vem pra cá, senta, descansa, dorme e as melhorias nunca aparecem. Seguramente o governador deve ter uma estratégia com esse caos que se encontra a educação estadual.
Penso que ele objetiva com essa alienação pedagógica, aprofundar ainda mais o estado falencial da educação pública no Estado e avançar nas privatizações, como já vem ocorrendo com vários serviços das escolas que vem sendo terceirizada, à custa de contrato de trabalho precarizado.Outro caso comprometedor é a contratação de site privados (Babica), onde são digitadas as notas dos alunos e posteriormente enviadas ao sistema do estado. Juridicamente esse ato poderá trazer transtornos e processos aos professores e as unidades escolares, pois todo sistema é vulnerável.
O Grau de tensionamento na EE Maria Auxiliadora foi tanto que um professor pediu exoneração e outro saiu de licença e deve desenvolver outra atividade externa a unidade escolar.
Enquanto isso a atual dirigente de ensino, que também faz do atual governo, (pois é cargo político de confiança) ,não dá as respostas que a categoria reclama e sem paciência espera. Dirigentes de ensino o que vocês estão fazendo como dignos representantes do governo nas regiões?
Na prática, professores e alunos são vitimas e peças de uma engrenagem corrida pelo tempo e de certa forma obsoleta para o estado burguês.
Esse quadro precisa mudar urgentemente e a única possibilidade de mudança é a nossa união com a comunidade escolar, com os educandos e com o conjunto dos educadores unidos e organizado em defesa da escola pública. É urgente a mudança de orientação e da direção do sindicato, para que retomemos campanhas já realizadas como: “O professor é meu amigo mexeu com ele mexeu comigo” e tantas outras que foram abandonadas pela atual gestão, tanto em nível Estadual, quanto em nível Regional.
Entendemos que a “força tarefa” possível nesse momento deve acionar os representantes da justiça, exigir do governo condições de trabalho para os professores, alunos e funcionários, sem criminalização de seguimentos do corpo discente e sem abrir mão da resolutividade dos conflitos intra-classe no campo das mudanças da política educacional do Estado em sintonia com as propaladas e contextualizadas “competências e habilidades pedagógicas”.
Mudar a Educação é urgente!!!
Aldo Santos-Sindicalista,Professor de filosofia nas escolas Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora e Jacob Casseb,Presidente da Associação do Professores de Filosofia e filósofos do Estado de São Paulo, membro da Executiva Nacional do Psol(5/5/2011)
Aldo Santos e Horácio Neto, que já foram vereadores por São Bernardo e São Caetano, respectivamente, afirmaram que existe a possibilidade de disputarem de novo a cadeira do Paço...
...Psol quer fortalecer bases
Havolene Valinhos.
Do Diário do Grande ABC domingo,
8 de maio de 2011 7:51
Atualmente, o Psol não tem nenhuma cadeira nos Legislativos ou Executivos da região, mas as lideranças da sigla no Grande ABC se reuniram ontem para discutir as estratégias do partido para mudar esse quadro nas eleições de 2012. A principal ação é se aproximar cada vez mais da população e conquistar simpatizantes, aumentando a capilaridade nos núcleos de base nas sete cidades.
Embora o discurso da legenda seja seu fortalecimento com o aumento de filiados e de cadeiras no Legislativo e no Executivo, os nomes para a disputa ainda não foram definidos.
Aldo Santos e Horácio Neto, que já foram vereadores por São Bernardo e São Caetano, respectivamente, afirmaram que existe a possibilidade de disputarem de novo a cadeira do Paço cada um em seu município, mas também estudam a vereança. Ricardo Alvarez não estava na reunião, mas o consenso dos partidários é que ele seja novamente o nome para a disputar a Prefeitura andreense. Em Mauá, o nome é de José Silva, que já passou pelo PT e pelo PCdoB. Diadema não teve representante no encontro. Já nas cidades de Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, o Psol tem a intenção de criar diretórios.
"O objetivo é trabalhar a base, sair mais às ruas e dizer que tudo é uma grande mentira. A administração Aidan Ravin (PTB) caiu de paraquedas, vem fazendo uma administração ruim e o PT vive um racha violento ", desferiu Sidnei Gationi, integrante da executiva andreense, que representava Alvarez.
O Psol também aposta no fortalecimento e crescimento dos movimentos sociais, como o de habitação, negro e GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) e sindicais como o da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e de trabalhadores.
REFORMA POLÍTICA
A esperança dos socialistas para ter chances similares a dos concorrentes quando o assunto é financiamento de campanha e, por consequência, bom resultado nas urnas, é a validação de uma reforma política.
Para Horácio Neto, o atual modelo de financiamento feito por doações de particulares é uma "porta de corrupção". "A pessoa faz a doação, mas sempre cobrará algum benefício depois."
Aldo Santos enfatizou que o financiamento público das campanhas mudará a configuração do processo eleitoral, uma vez que possibilitará a "igualdade da concorrência". Mas acredita que ainda assim haverá problemas. "Encontrarão formas de organizar balcões de negócio."
Sigla critica gestões petistas e fala em alianças coerentes
Na busca por alianças para as eleições do próximo ano, uma parceria com o PT parece estar longe das pretensões dos socialistas. "Depende de discussões no Congresso. O Psol faz alianças coerentes. O povo já está cansado de alianças sem sentido", salientou o ex-prefeiturável por São Bernardo, Aldo Santos, que deu por certo a parceria com os partidos de esquerda PSTU e PCB.
As intervenções realizadas pelo PT, que comanda o governo federal, causam incômodo entre os ex-correligionários. O Psol, criado a partir de um racha com a sigla demonstra insatisfação com as atuais gestões petistas, especialmente com a de São Bernardo, do prefeito Luiz Marinho e de Mauá, Oswaldo Dias. "Encontramos um campo muito fértil em Mauá. Falta de um plano habitacional, vendas de áreas públicas pelo prefeito para o pagamento de dívidas. Estamos ganhando as pessoas pelo diálogo", disse o presidente do diretório de Mauá, André Sapanos, 24 anos, eleito em abril.
A comandante do Psol em São Bernardo, Maria Devanir, a Wanda, criticou a forma como as questões habitacionais e de saúde têm sido tratadas. "Querem esconder mazelas debaixo do tapete."
Havolene Valinhos.
Do Diário do Grande ABC domingo,
8 de maio de 2011 7:51
Atualmente, o Psol não tem nenhuma cadeira nos Legislativos ou Executivos da região, mas as lideranças da sigla no Grande ABC se reuniram ontem para discutir as estratégias do partido para mudar esse quadro nas eleições de 2012. A principal ação é se aproximar cada vez mais da população e conquistar simpatizantes, aumentando a capilaridade nos núcleos de base nas sete cidades.
Embora o discurso da legenda seja seu fortalecimento com o aumento de filiados e de cadeiras no Legislativo e no Executivo, os nomes para a disputa ainda não foram definidos.
Aldo Santos e Horácio Neto, que já foram vereadores por São Bernardo e São Caetano, respectivamente, afirmaram que existe a possibilidade de disputarem de novo a cadeira do Paço cada um em seu município, mas também estudam a vereança. Ricardo Alvarez não estava na reunião, mas o consenso dos partidários é que ele seja novamente o nome para a disputar a Prefeitura andreense. Em Mauá, o nome é de José Silva, que já passou pelo PT e pelo PCdoB. Diadema não teve representante no encontro. Já nas cidades de Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, o Psol tem a intenção de criar diretórios.
"O objetivo é trabalhar a base, sair mais às ruas e dizer que tudo é uma grande mentira. A administração Aidan Ravin (PTB) caiu de paraquedas, vem fazendo uma administração ruim e o PT vive um racha violento ", desferiu Sidnei Gationi, integrante da executiva andreense, que representava Alvarez.
O Psol também aposta no fortalecimento e crescimento dos movimentos sociais, como o de habitação, negro e GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) e sindicais como o da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e de trabalhadores.
REFORMA POLÍTICA
A esperança dos socialistas para ter chances similares a dos concorrentes quando o assunto é financiamento de campanha e, por consequência, bom resultado nas urnas, é a validação de uma reforma política.
Para Horácio Neto, o atual modelo de financiamento feito por doações de particulares é uma "porta de corrupção". "A pessoa faz a doação, mas sempre cobrará algum benefício depois."
Aldo Santos enfatizou que o financiamento público das campanhas mudará a configuração do processo eleitoral, uma vez que possibilitará a "igualdade da concorrência". Mas acredita que ainda assim haverá problemas. "Encontrarão formas de organizar balcões de negócio."
Sigla critica gestões petistas e fala em alianças coerentes
Na busca por alianças para as eleições do próximo ano, uma parceria com o PT parece estar longe das pretensões dos socialistas. "Depende de discussões no Congresso. O Psol faz alianças coerentes. O povo já está cansado de alianças sem sentido", salientou o ex-prefeiturável por São Bernardo, Aldo Santos, que deu por certo a parceria com os partidos de esquerda PSTU e PCB.
As intervenções realizadas pelo PT, que comanda o governo federal, causam incômodo entre os ex-correligionários. O Psol, criado a partir de um racha com a sigla demonstra insatisfação com as atuais gestões petistas, especialmente com a de São Bernardo, do prefeito Luiz Marinho e de Mauá, Oswaldo Dias. "Encontramos um campo muito fértil em Mauá. Falta de um plano habitacional, vendas de áreas públicas pelo prefeito para o pagamento de dívidas. Estamos ganhando as pessoas pelo diálogo", disse o presidente do diretório de Mauá, André Sapanos, 24 anos, eleito em abril.
A comandante do Psol em São Bernardo, Maria Devanir, a Wanda, criticou a forma como as questões habitacionais e de saúde têm sido tratadas. "Querem esconder mazelas debaixo do tapete."
Resolução da Reunião Regional realizada no dia 07/05/2011, na sede do Psol em SBC.
Nessa reunião estavam presentes os representantes do Partido de São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Santo André e Mauá.
1-Entrar no debate da Usina Verde em SBC, pois terá impacto regional;
1. Implementar ainda mais nossa oposição as administrações na região;
2. Realizar debate político de concepção estratégica sobre a importância política e econômica da região no cenário Nacional;
3. Desenvolver plataforma regional em cima de pontos comuns para intervenção e compromisso político eleitoral em 2012;
4. Aperfeiçoar o partido nos outros municípios (Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e integrar Diadema nos debates regionais;
5. Realização de um Encontro regional no segundo semestre de 2011 para debater e aprovar plataforma regional;
6. Atuar em bloco para ampliar a visibilidade do Partido local e regionalmente;
7. Desenvolver atividades nos municípios buscando fortalecer o partido unido e organizado , através dos núcleos para enfrentar nossos adversários;
8. Realização de debates com personalidades sobre temas de interesse coletivo;
9. Desenvolver campanha de filiação com critérios previstos nos estatutos;
10. O Contato com Ribeirão e Rio Grande da Serra, ficou para ser o diretório de Mauá e Santo André viabilizar, bem como SBC irá entrar em contato com Diadema;
11. Retomar o site ou o blog Regional;
12. Reativar as ferramentas municipais para dar maior visibilidade ao nosso partido;
13. Ficaram estabelecidos os locais onde serão realizadas as próximas reuniões regionais. (Santo André, Mauá e SCS);
14. Nossa próxima reunião será no dia 18 de junho de 2011, as 15 horas na sede do Partido em Santo André;
Pauta da reunião:
Informes dos municípios;
Balanço e perspectivas locais e regionais para 2012;
15. O Debate realizado deve ser socializado com os demais membros dos Diretórios Municipais.
Sem mais atenciosamente, Secretaria dos trabalhos.
1-Entrar no debate da Usina Verde em SBC, pois terá impacto regional;
1. Implementar ainda mais nossa oposição as administrações na região;
2. Realizar debate político de concepção estratégica sobre a importância política e econômica da região no cenário Nacional;
3. Desenvolver plataforma regional em cima de pontos comuns para intervenção e compromisso político eleitoral em 2012;
4. Aperfeiçoar o partido nos outros municípios (Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e integrar Diadema nos debates regionais;
5. Realização de um Encontro regional no segundo semestre de 2011 para debater e aprovar plataforma regional;
6. Atuar em bloco para ampliar a visibilidade do Partido local e regionalmente;
7. Desenvolver atividades nos municípios buscando fortalecer o partido unido e organizado , através dos núcleos para enfrentar nossos adversários;
8. Realização de debates com personalidades sobre temas de interesse coletivo;
9. Desenvolver campanha de filiação com critérios previstos nos estatutos;
10. O Contato com Ribeirão e Rio Grande da Serra, ficou para ser o diretório de Mauá e Santo André viabilizar, bem como SBC irá entrar em contato com Diadema;
11. Retomar o site ou o blog Regional;
12. Reativar as ferramentas municipais para dar maior visibilidade ao nosso partido;
13. Ficaram estabelecidos os locais onde serão realizadas as próximas reuniões regionais. (Santo André, Mauá e SCS);
14. Nossa próxima reunião será no dia 18 de junho de 2011, as 15 horas na sede do Partido em Santo André;
Pauta da reunião:
Informes dos municípios;
Balanço e perspectivas locais e regionais para 2012;
15. O Debate realizado deve ser socializado com os demais membros dos Diretórios Municipais.
Sem mais atenciosamente, Secretaria dos trabalhos.
Mais uma vez a população do Bairro independência sofre com a falda d’água.
Mais uma vez a população do Bairro independência sofre com a falda d’água.
A região do Bairro independência há vários anos passou por grandes movimentos de protestos pela falta d’água,pela canalização do córrego feital e outras melhorias para a região que historicamente estava abandonada .
Na década de 80 e 90 ocorreram atos dos moradores, passeatas, queima de pneus nas ruas para chamar a atenção do até então prefeito Mauricio Soares.
Na ocasião como Vereador e morador também participei ativamente desses protestos. Com a construção de estação de tratamento no Riacho Grande a situação melhorou, porém, o Departamento de água e esgoto (DAE) foi “vendido” para a Sabesp.
Mesmo diante de uma melhora aparentemente “significativa”, hoje continuamos sofrendo com a falta d’água quase que diariamente e a atual gestão acompanha tudo isso com absoluto silêncio e indiferença.
Somos moradores e contribuintes, todavia, a Sabesp, deixa a desejar, pois vem penalizando a população com as constantes falta d’água.
É uma vergonha uma Cidade Rica como São Bernardo do Campo ainda sofrer com problemas básicos de infra-estrutura.
Exigimos que a Sabesp tenha a devida responsabilidade com os consumidores e que o atual prefeito também faça sua parte em relação aos direitos básicos dos munícipes .
Queremos a regularização do fornecimento de água já!!!
Aldo Santos
Morador na Rua Almirante Cockrane, nº 224,
Jardim independência ,
Bairro Independência,SBC
08/05/2011
Psol participa do debate sobre a Usina verde no Grande Alvarenga
No dia 6 de maio de 2011, realizamos uma reunião no Jardim Laura, Grande Alvarenga para debater a usina verde, que, ao que tudo indica será construída no antigo lixão da Região. As lideranças reunidas avaliaram o projeto e entendem que é inviável a implantação dessa usina numa região densamente povoada e carente de infra-estrutura básica como esgoto, pavimentação asfáltica malha viária decente e outras melhorias.
Essa região já foi castigada há anos com o depósito do lixo que seguramente provocou inúmeros prejuízos ao meio ambiente, a desvalorização dos imóveis e a saúde das crianças e idosos.
Instalar uma usina no mesmo local significa penalizar mais uma vez esse contingente populacional da cidade que mais uma vez serão vitimas dos desgovernos de administrações elitistas. Esse é mais um presente de grego do Prefeito Marinho do PT aos moradores da periferia .
Além das melhorias acima elencadas , a administração precisa fazer os reparos a natureza com os danos causados ao meio ambiente por ocasião da instalação do antigo lixão que até hoje exala gás e corre-se o risco de uma trágica explosão a qualquer momento.
Entendemos que é necessária a instalação de usinas para o processamento do lixo em locais adequados e distantes da população, com estudos seguros e sem risco para os moradores da cidade.
Esperamos que haja sensibilidade da atual administração e que a mesma brinde a região com as melhorias que os contribuintes têm direito, pelo menos o correspondente ao que pagam com os abusivos impostos apenados pela atual gestão .
Ao final foi aprovado um calendário de atividades que deverá culminar com dezenas de reuniões contra mais essa agressão aos moradores da periferia.
Lutar é preciso!!!
Aldo Santos: Professor das Unidades Escolares: Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora e Jacob Casseb, Membro da Executiva Nacional do Psol , Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e filósofos do Estado de São Paulo.
07/05/2011
ELEIÇÕES APEOESP
NO DIA 9 DE JUNHO OCORRERÁ ELEIÇÕES NA APEOSP:
PARA A DIRETORIA E PARA CONSELHEIROS(AS).
A CHAPA DA OPOSIÇÃO SERÁ FORMADA PELO CONJUNTO DAS
OPOSIÇÕES QUE ATUAM NO INTERIOR DA APEOESP CONTRA O SETOR MAJORITÁRIO
(liderados pela Bebel e cia) QUE SE ENCONTRAM DESDE O FINAL DOS ANOS 70 'A FRENTE DO SINDICATO.
A TLS COMPÕE A CHAPA COM REPRESENTANTES DAS DIVERSAS REGIÕES DO ESTADO ONDE TEMOS CONTATOS, ENTRE ELES A COMPANHEIRA OZANI MARTINIANO QUE É MILITANTE EM GUARULHOS COMO VICE-PRESIDENTE NA CHAPA.
EM BREVE APRESENTAREMOS OS DEMAIS CANDIDATOS DA CORRENTE.

Foto da chapa da Oposição Unificada na Luta
tirada (16/04) na Convenção que aprovou a chapa.
Fonte:Blog TLS Guarulhos
NO DIA 9 DE JUNHO OCORRERÁ ELEIÇÕES NA APEOSP:
PARA A DIRETORIA E PARA CONSELHEIROS(AS).
A CHAPA DA OPOSIÇÃO SERÁ FORMADA PELO CONJUNTO DAS
OPOSIÇÕES QUE ATUAM NO INTERIOR DA APEOESP CONTRA O SETOR MAJORITÁRIO
(liderados pela Bebel e cia) QUE SE ENCONTRAM DESDE O FINAL DOS ANOS 70 'A FRENTE DO SINDICATO.
A TLS COMPÕE A CHAPA COM REPRESENTANTES DAS DIVERSAS REGIÕES DO ESTADO ONDE TEMOS CONTATOS, ENTRE ELES A COMPANHEIRA OZANI MARTINIANO QUE É MILITANTE EM GUARULHOS COMO VICE-PRESIDENTE NA CHAPA.
EM BREVE APRESENTAREMOS OS DEMAIS CANDIDATOS DA CORRENTE.

Foto da chapa da Oposição Unificada na Luta
tirada (16/04) na Convenção que aprovou a chapa.
Fonte:Blog TLS Guarulhos
03/05/2011
Alunos da escola Pedra de Carvalho elegem nova direção para o Grêmio Livre estudantil.
Alunos da escola Pedra de Carvalho elegem nova direção para o Grêmio Livre estudantil.
Os alunos da escola Pedra de Carvalho no dia 27 de abril de 2011 deram uma demonstração de organização e consciência, votando nas chapas inscritas junto a comissão eleitoral dos alunos.
Votaram aproximadamente 800 estudantes e a chapa vencedora foi à chapa Mallone com 389 votos. A chapa Lost obteve 242, a Oreia, 112 e a closy, 11 votos.
Os componentes da chapa são: Ariadne Obadauana-presidente, Ana Paula, vice, Luana Myrea, Dhule Cássia, João Pedro, Jonathan, Fabrício Varine, Daniela Damasceno, Laís Alves, Joyce, Sarah Costa, Lucas, Joice Lavínia, Marimar, Karoni Oda, Karen e Gabriela.
Propostas da chapa vencedora:
Som nos intervalos;
Quadra aberta nos intervalos;
Entrada na segunda aula;
Abaixo os preços dos mantimentos da cantina;
Realização de Gincanas sobre o Preconceito e Bullyng;
Tempo limite de 5 minutos para entrar na sala;
Mudança Ativa.
Queremos agradecer a comissão eleitoral que fez um brilhante trabalho de esclarecimentos e desejamos aos eleitos muita luta e conquista junto aos alunos da escola Pedra de Carvalho.
Participar é preciso.
Aldo Santos-Professor nas unidades escolares Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora, Jacob Casseb, Coordenador da corrente política TLS, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e filósofos do Estado de São Paulo, Membro da Executiva Nacional do Psol.
Os alunos da escola Pedra de Carvalho no dia 27 de abril de 2011 deram uma demonstração de organização e consciência, votando nas chapas inscritas junto a comissão eleitoral dos alunos.
Votaram aproximadamente 800 estudantes e a chapa vencedora foi à chapa Mallone com 389 votos. A chapa Lost obteve 242, a Oreia, 112 e a closy, 11 votos.
Os componentes da chapa são: Ariadne Obadauana-presidente, Ana Paula, vice, Luana Myrea, Dhule Cássia, João Pedro, Jonathan, Fabrício Varine, Daniela Damasceno, Laís Alves, Joyce, Sarah Costa, Lucas, Joice Lavínia, Marimar, Karoni Oda, Karen e Gabriela.
Propostas da chapa vencedora:
Som nos intervalos;
Quadra aberta nos intervalos;
Entrada na segunda aula;
Abaixo os preços dos mantimentos da cantina;
Realização de Gincanas sobre o Preconceito e Bullyng;
Tempo limite de 5 minutos para entrar na sala;
Mudança Ativa.
Queremos agradecer a comissão eleitoral que fez um brilhante trabalho de esclarecimentos e desejamos aos eleitos muita luta e conquista junto aos alunos da escola Pedra de Carvalho.
Participar é preciso.
Aldo Santos-Professor nas unidades escolares Pedra de Carvalho, Maria Auxiliadora, Jacob Casseb, Coordenador da corrente política TLS, Presidente da Associação dos Professores de Filosofia e filósofos do Estado de São Paulo, Membro da Executiva Nacional do Psol.
02/05/2011
Sindicato deve procurar a direção do Hospital São Bernardo para Exigir uma explicação sobre essa forma de atendimento
O atendimento médico conforme relato abaixo compromete a qualidade da Saúde em nossa Cidade. Encaminhamos abaixo um relato do Professor Diógenes que deve ser divulgado, ao mesmo tempo em que nosso Sindicato deve procurar a direção do Hospital São Bernardo para Exigir uma explicação sobre essa forma de atendimento. Pagamos nosso convênio e exigimos atendimento digno aos Servidores público estadual. Defendemos a ampliação ao atendimento descentralizado do IAMSPE, com qualidade e respeito a dignidade da pessoa humana.
Devemos também fazer um boletim de ocorrência e denunciar na ouvidoria esse tipo de tratativa de profissionais despreparados e truculentos. Caso você tenha alguma denúncia dessa natureza entre em contato conosco para que possamos encaminhá-las.
Atenciosamente,
Aldo Santos
Humilhação
Após uma semana as voltas com idas e vindas a médicos, com a perna com dores fortes e repuxando a panturrilha, fazendo o tratamento e vários exames, pois a suspeita era de TVP (trombose). Os exames tive que pagá-los, o que beirou 500,00 reais, pois o único hospital credenciado ao IAMSPE, o São Bernardo, alegava não realizar o procedimento, num primeiro momento, uma ultrassonografia simples, muscular, de posse do exame pago realizado no laboratório Lavoisier, na avenida Angélica, voltei ao médico na quarta-feira, a suspeita ficou mais grave, pois não havia nada alterado com a parte muscular, preocupado, o médico pediu novo exame de imagem das veias e artérias, novamente fui informado que no hospital São Bernardo, tal exame não era realizado, o detalhe é que na fachada do laboratório deste hospital, está para quem quiser ver a lista de procedimentos executados, dentre eles o DOPLER, que fora pedido pelo médico com a máxima urgência dada a suspeita de uma patologia gravíssima. Não conseguindo, me dirigi ao DELBONI, na mesma avenida, onde fui informado que este só poderia ser marcado para a segunda quinzena de maio, pois havia uma cota imposta pelo instituto, novamente fui orientado a procurar o laboratório LAVOSIER, onde realizaria o referido a um custo de 360,00 reais. Voltando ao médico, na sexta com o resultado, a suspeita de TVP foi finalmente afastada, no entanto, o inchaço na panturrilha e tornozelo permanecia, por esse motivo, o médico elaborou uma guia solicitando 10 sessões de fisioterapia. Após pesquisar a rede credenciada ao IAMSPE, verifiquei que teria que procurar novamente o Hospital São Bernardo para tentar agendar as sessões, o que fiz nesta segunda-feira 02 de maio, ao chegar, conversei então com a recepcionista explicando a ela que a guia que eu portava não era a do instituto de assistencia do estado, esta, me disse que eu deveria passar pelo médico para que ele trocasse a tal guia, e assim procurar uma clinica que realizasse o procedimento, deu-me uma guia em branco orientado que era para eu apresentar ao médico durante a consulta. Ao entrar no consultório o medico, ortopedista de plantão no PS entre a s 13h e 14h passou a ofender-me dizendo que eu estava a li a lhe pedir um favor, mostrando um carimbo dizendo que o que eu queria era aquilo, recusando – se a me atender onde sem alternativa tive que me retirar permanecendo com o problema sem encaminhamento.
A primeira ida ao médico ocorreu no dia 06 de abril, no mesmo hospital, após ter me examinado, o médico de então, receitou-me tandrilax e orientou-me a retornar a um ortopedista, o que fiz no dia 15 de abril em uma clinica no Rudge Ramos, a única nesta cidade, lá me foi receitado uma pomada acheflan que usei sem efeito, na madrugada de segunda-feira 25/04 acordei com muitas dores, não tive saída se não procurar um médico na COMESB, que não é credenciada ao IAMSPE, por isso a guia não ser do referido instituto, isso não justifica a humilhação desencadeada por este médico a mim, após quatorze anos de contribuição, e por ser eu uma pessoa e um profissional sério. Neste momento estou escrevendo com as mãos é claro, mas o tornozelo esquerdo está muito inchado e sem ter tido o atendimento necessário.
Diógenes Batista de Freitas, às 21h07 do dia 2 de maio de 2011.
Devemos também fazer um boletim de ocorrência e denunciar na ouvidoria esse tipo de tratativa de profissionais despreparados e truculentos. Caso você tenha alguma denúncia dessa natureza entre em contato conosco para que possamos encaminhá-las.
Atenciosamente,
Aldo Santos
Humilhação
Após uma semana as voltas com idas e vindas a médicos, com a perna com dores fortes e repuxando a panturrilha, fazendo o tratamento e vários exames, pois a suspeita era de TVP (trombose). Os exames tive que pagá-los, o que beirou 500,00 reais, pois o único hospital credenciado ao IAMSPE, o São Bernardo, alegava não realizar o procedimento, num primeiro momento, uma ultrassonografia simples, muscular, de posse do exame pago realizado no laboratório Lavoisier, na avenida Angélica, voltei ao médico na quarta-feira, a suspeita ficou mais grave, pois não havia nada alterado com a parte muscular, preocupado, o médico pediu novo exame de imagem das veias e artérias, novamente fui informado que no hospital São Bernardo, tal exame não era realizado, o detalhe é que na fachada do laboratório deste hospital, está para quem quiser ver a lista de procedimentos executados, dentre eles o DOPLER, que fora pedido pelo médico com a máxima urgência dada a suspeita de uma patologia gravíssima. Não conseguindo, me dirigi ao DELBONI, na mesma avenida, onde fui informado que este só poderia ser marcado para a segunda quinzena de maio, pois havia uma cota imposta pelo instituto, novamente fui orientado a procurar o laboratório LAVOSIER, onde realizaria o referido a um custo de 360,00 reais. Voltando ao médico, na sexta com o resultado, a suspeita de TVP foi finalmente afastada, no entanto, o inchaço na panturrilha e tornozelo permanecia, por esse motivo, o médico elaborou uma guia solicitando 10 sessões de fisioterapia. Após pesquisar a rede credenciada ao IAMSPE, verifiquei que teria que procurar novamente o Hospital São Bernardo para tentar agendar as sessões, o que fiz nesta segunda-feira 02 de maio, ao chegar, conversei então com a recepcionista explicando a ela que a guia que eu portava não era a do instituto de assistencia do estado, esta, me disse que eu deveria passar pelo médico para que ele trocasse a tal guia, e assim procurar uma clinica que realizasse o procedimento, deu-me uma guia em branco orientado que era para eu apresentar ao médico durante a consulta. Ao entrar no consultório o medico, ortopedista de plantão no PS entre a s 13h e 14h passou a ofender-me dizendo que eu estava a li a lhe pedir um favor, mostrando um carimbo dizendo que o que eu queria era aquilo, recusando – se a me atender onde sem alternativa tive que me retirar permanecendo com o problema sem encaminhamento.
A primeira ida ao médico ocorreu no dia 06 de abril, no mesmo hospital, após ter me examinado, o médico de então, receitou-me tandrilax e orientou-me a retornar a um ortopedista, o que fiz no dia 15 de abril em uma clinica no Rudge Ramos, a única nesta cidade, lá me foi receitado uma pomada acheflan que usei sem efeito, na madrugada de segunda-feira 25/04 acordei com muitas dores, não tive saída se não procurar um médico na COMESB, que não é credenciada ao IAMSPE, por isso a guia não ser do referido instituto, isso não justifica a humilhação desencadeada por este médico a mim, após quatorze anos de contribuição, e por ser eu uma pessoa e um profissional sério. Neste momento estou escrevendo com as mãos é claro, mas o tornozelo esquerdo está muito inchado e sem ter tido o atendimento necessário.
Diógenes Batista de Freitas, às 21h07 do dia 2 de maio de 2011.
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